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Diário da Resistência


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Thelma Oliveira: O otimismo dos jovens brasileiros


19/01/2011 - 13h49

Olá, Azenha.

Em meio a tantas catástrofes, considero importante divulgar essa matéria que saiu sem muito destaque no uol. Só gostaria de saber se os jovens da pesquisa conseguem relacionar os fatores que propiciam esse otimismo com os dois governos que tornaram isso possível, mais esse que se inicia comprometido a continuar as mudanças.

Um abraço,
Thelma Oliveira

19/01/2011 – 06h30
Mais de 85% de jovens no Brasil creem em futuro promissor, diz pesquisa

do UOL

A juventude brasileira é a segunda mais otimista em relação ao seu futuro pessoal e a terceira a considerar que as perspectivas de seu país são promissoras, segundo a pesquisa “2011 – A Juventude do Mundo”, divulgado pela Fundação para a Inovação Política (Fundapol) da França na noite de terça-feira.

A pesquisa revela as aspirações, os valores e as preocupações atuais dos jovens no mundo. Ela foi realizada em 25 países em cinco continentes, com 32,7 mil pessoas.

Segundo o estudo, 87% dos jovens brasileiros consideram que seu futuro será promissor, atrás apenas dos indianos (90%).

Em relação ao futuro de seus países, o otimismo dos jovens do Brasil fica em terceiro lugar: 72% acreditam que ele também será promissor. Na Índia, o índice foi de 83% e, na China, de 82%.

No entanto, apenas 17% dos jovens gregos, 23% dos mexicanos, 25% dos alemães e 37% dos americanos consideram que o futuro de seus países será promissor.

Os jovens das grandes potências emergentes também são os que mais têm confiança de que terão um bom emprego no futuro. No Brasil, esse índice é de 78%. No Japão, somente 32% acham que isso irá ocorrer.

A juventude da Índia, da China e do Brasil também é a que mais vê a globalização como uma oportunidade e não como uma ameaça. Os números são, respectivamente, 91%, 87% e 81%.

“De uma maneira geral, se considerarmos outros itens da pesquisa, podemos considerar que a juventude brasileira é de longe a campeã de otimismo”, disse à BBC Brasil Dominique Reynié, coordenador-geral do estudo e diretor do centro de estudos francês Fondapol.

Poluição

O vasto estudo, que totaliza mais de 26 mil páginas, abordou 224 temas variados, que vão desde questões econômicas, como emprego e aposentadoria, à confiança nas instituições políticas ou na polícia, além de assuntos ligados à religião, família, sexo, ecologia e internet, entre outros.

Alguns elementos dessa ampla pesquisa, que ainda está sendo compilada em um livro de cerca de 500 páginas, foram divulgados em um evento na noite de terça-feira em Paris.

Segundo a pesquisa, os jovens chineses são os mais preocupados com a poluição (51%). Em uma questão sobre as três maiores ameaças para a sociedade, a poluição, para os chineses, representa um problema maior do que a fome ou a pobreza (43%).

Já no Brasil, 61% afirmam que temem mais a fome ou a pobreza do que a poluição (45%), como na maioria dos países que integram o estudo.

A juventude brasileira é a quarta que se diz mais disposta a dedicar tempo à religião (58%), atrás do Marrocos (90%), da África do Sul (72%) e da Turquia (64%) e à frente de Israel (52%). Já na França e na Espanha, esse índice é de apenas 15%.

Mais de um terço dos jovens brasileiros acha que as relações sexuais só devem ser permitidas no casamento, segundo a pesquisa. A média da União Europeia é de 20%.

Em relação às prioridades para os próximos 15 anos (o questionário permitia escolher três em uma lista de dez), 60% dos jovens indianos afirmam que querem ganhar muito dinheiro.

Mas apenas 24% responderam que ter filhos é um dos projetos importantes nesse período.

No Brasil, ganhar muito dinheiro também é uma prioridade para 47% dos jovens (média semelhante à da União Europeia).

E 39% afirmam que ter filhos é um dos três projetos prioritários nos próximos 15 anos, diz o estudo.

A pesquisa descobriu ainda que 39% dos jovens brasileiros dizem não estar dispostos a pagar pelas aposentadorias das gerações anteriores, somente 27% dizem confiar no Congresso e 62% preferem uma sociedade com distribuição de riquezas a uma sociedade que recompensa o esforço individual – índice próximo aos dos países escandinavos ou da França e bem acima dos outros grandes países emergentes.

Leia aqui sobre o pessimismo dos jovens europeus, que ainda vão promover um novo maio de 68.





22 comentários

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Herbert

21 de janeiro de 2011 às 13h18

A contextualização dos dados da pesquisa ajudaria a compreender de fato quem são esses jovens. Quais critérios definiram o perfil dos pesquisados? Renda, condição socioeconômica, escolaridade, região, classe ou grupo social, acesso à informação impressa, eletrônica ou digital, gênero, orientação sexual, cor, etnia?

É preciso considerar esses fatores porque a juventude brasileira e mundial não é um bloco homogêneo e uniforme que respira as mesmas visões de mundo. Por exemplo, jovens de regiões com muitas disparidades sociais, econômicas e culturais nem sempre têm as mesmas aspirações e valores. Mesmo numa sociedade 'globalizada' e de cultura de massa, os modos de sentir e ver o mundo não são idênticos. Não temos uma juventude, mas juventudes no plural. Esse universo humano é um mosaico de desejos, comportamentos e sentimentos.

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Guanabara

21 de janeiro de 2011 às 11h04

Gostaria de saber a faixa etária da população pesquisada. Digo isso pq dependendo da faixa etária, uma parcela considerável não viveu os anos FHC ou, se viveu, era muito nova para compreender o que se passava. Daí, meus caros, a referência de passado deles será primordialmente a ditada pelo PIG.

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João de Deus Netto

21 de janeiro de 2011 às 10h16

O G1 cortou o ENVIE PARA AMIGOS por causa de matérias como essa produzida por eles mesmos!
http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/01/com-

COMENTÀRIOS em matérias, NEM PENSAR!

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Marcilio

21 de janeiro de 2011 às 09h54

Não atribuir boa parte deste cenário aos 8 anos de governo é ser ingrato! http://sujoseempoeirados.blogspot.com/

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Glecio_Tavares

21 de janeiro de 2011 às 08h41

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-mao-pe

Tucano começa a mostrar as garras de ditador.

Não é só em São Paulo que a coisa ta ruim.

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Gerson Carneiro

21 de janeiro de 2011 às 07h31

Creio que faltam dados precisos da pesquisa, como faixa etária, condição sócio-econômica, e região em que moram os referidos jovens, para maior consistência.

Uma curiosidade: espero que os 39% que dizem não estar dispostos a pagar pelas aposentadorias das gerações anteriors, não estejam dentro dos 62% preferem uma sociedade com distribuição de riquezas a uma sociedade que recompensa o esforço individual. Hipótese em que revelaria uma incompatibilidade de pretensões.

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Roberto Locatelli

21 de janeiro de 2011 às 00h55

Os partidos progressistas precisam transformar essa garra do jovem brasileiro em ativismo, em militância. Senão a direita nos derrotará.

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Henri Cappilori

20 de janeiro de 2011 às 23h45

Acham que a globalização é uma oportunidade… hehehe retrato da educação desse país…

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O_Brasileiro

20 de janeiro de 2011 às 15h27

O mundo é cíclico!
E se dependesse exclusivamente do Congresso Nacional e do Judiciário, e não também de um Lula, as perspectivas dos jovens brasileiros não seriam tão boas assim!
(isso remete ao outro artigo do Viomundo – Rebel, rebel: https://www.viomundo.com.br/voce-escreve/rebel-reb… – que trata da dissociação entre os políticos e a sociedade!)

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Klaus

20 de janeiro de 2011 às 12h34

Os jovens brasileiros são sociais-democratas: querem um bom emprego, ganhar muito dinheiro, se dedicar a carreira, a favor da globalização, mas com distribuição de renda.

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    Vitor Eduardo

    21 de janeiro de 2011 às 00h11

    O problema está aonde?

    Glecio_Tavares

    21 de janeiro de 2011 às 08h42

    E ja estão percebendo que o psdb não.

Baixada Carioca

20 de janeiro de 2011 às 10h30

Só o PIG DETESTA e não acredita no Brasil. Eles adoram mesmo são os EUA.

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Marco Túlio

20 de janeiro de 2011 às 03h38

E depois que os jovens virarem adultos, 90% dos que forem financeiramente bem sucedidos tornar-se-ão de centro-direita e 90% dos que não forem tornar-se-ão de centro-esquerda.
E os 10% que fugirem à regra vão ficar compulsivamente postando mensagens em blogs políticos, defendendo idéias que, muitas vezes, não praticam. Hahahaha…ces't la vie.

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nono

20 de janeiro de 2011 às 01h44

Ops!Desculpe a falha. É fOndapol.
wikipedia: La Fondation pour l’innovation politique, ou Fondapol, est un think tank français de centre-droit, d'orientation libérale[1] fondé en avril 2004 avec le soutien de l'UMP
E o artigo pipocou na midia, via BBC Brasil.
O press-release que deu origem ao artigo abrasileirado está aqui: http://www.fondapol.org/sondages/communique-de-pr

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nono

20 de janeiro de 2011 às 01h11

Caracas! Fundapol ? Fundação de Assistencia Social da Polícia de Caracas.
Queria ver relatório de tal pesquisa.
Qual foi o método utilizado?
Alguém achou alguma coisa ?

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Marcelo Fraga

19 de janeiro de 2011 às 21h03

Realmente o último dado revela que há uma boa parcela da juventude brasileira que é conservadora e reacionária. Depois de toda a felicidade que essa ótima (aliás, excelentíssima) pesquisa traz, chega esse último dado de que 38% dos jovens não querem uma sociedade que distribua riqueza.
Entende-se o porque de ser tão grande aquele movimento do twitter para assassinar a Dilma na posse.

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    Clovis Silveira

    20 de janeiro de 2011 às 09h48

    Pelo menos são apenas 38%. Nos Estados Unidos, "distribuir riqueza" é palavrão, é coisa de "comunista do capeta". Falar em distribuição de riqueza lá é considerado ofensivo. O que vale é o "esforço individual" para se tornar um "winner" e não um "looser". Pelo menos aqui no Brasil apenas 38% dos jovens tem essa mentalidade imbecil, diante de um mundo onde a tecnologia abundante permite gerar riqueza suficiente para todos terem uma vida confortável, sem essa besteira de "vencer na vida" (pois se alguém "vence" significa que alguém "perde").

Marcelo Mascarenha

19 de janeiro de 2011 às 19h53

Jovens tucanos? Nem tanto! Olhem o dado seguinte: "62% preferem uma sociedade com distribuição de riquezas a uma sociedade que recompensa o esforço individual – índice próximo aos dos países escandinavos ou da França e bem acima dos outros grandes países emergentes"… Há espaço para avançar…

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José Eduardo Camargo

19 de janeiro de 2011 às 16h21

"39% dos jovens brasileiros dizem não estar dispostos a pagar pelas aposentadorias das gerações anteriores…". Egoístas, não? Devem ser jovens tucanos!

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Fernando

19 de janeiro de 2011 às 14h15

Como assim? A Miriam Leitão sempre fala e escreve que a tendência é o Brasil acabar com esses petistas incompetentes no poder por mais quatro anos.

Será que os jovens não estão lendo a coluna dela?

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Rebel, Rebel | Viomundo - O que você não vê na mídia

19 de janeiro de 2011 às 13h53

[…] Leia aqui sobre o otimismo dos jovens brasileiros. Será que eles são desmiolados, despolitizados o…   […]

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