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Sylo Costa: Choque de gestão do governo mineiro pode ser um baita susto


31/08/2011 - 16h07

por Sylo Costa, em OTEMPO, por sugestão de @luisk2017

O choque de gestão do governo mineiro é apenas um nome, nunca foi um programa e, assim, poderia se chamar Jatobá ou Jacaré. Quando Itamar Franco, de saudosa memória, assumiu o governo, a arrecadação estadual mal dava para o custeio da máquina do Estado. Arrecadação e custeio giravam pela casa dos R$ 680 milhões a R$700 milhões mensais. Quando começaram as desavenças políticas entre o governo estadual e o federal e, concomitantemente, apareceram os boatos de que o Estado decretaria a moratória, a cota do Fundo de Participação do Estado passou a ser retida na fonte, o que desequilibrou as finanças do Estado. Tal desconto, que hoje é de mais ou menos R$ 270 milhões/280 milhões, naquela época ficava em torno de R$170 milhões/180 milhões. Essa variação acontece porque o “quantum” corresponde a 13.5% das receitas correntes líquidas, isso até o ano de 2028. É muito cobre.

O chamado choque de gestão começa com a demagógica atitude do governador Aécio, de reduzir seus vencimentos de R$ 19 mil para R$ 10 mensais. Quem fixa remuneração de governador, vice e deputados é o Legislativo, numa legislatura, para viger na subsequente (se Ele pudesse diminuir, poderia também aumentar, e não pode, pelo “Princípio da Anterioridade”). E com essa atitude, funcionários aposentados do Executivo, e mesmo os mais graduados da ativa, ficaram prejudicados com esse “abaixa teto particular…”. E muita gente mais ficaria prejudicada, sem quinquênios e sem o trintenário, que constituem direito patrimonial, se o Judiciário, instado, não tivesse corrigido a tempo.

Com a aplicação do teto remuneratório e, posteriormente, a vigência do piso, juntaram o piso no teto e lá se foram as vantagens pessoais do funcionalismo, como resultado do tal choque. Um dia, isso será corrigido, como compromisso de campanha.

O que está acontecendo com o professorado do Estado é o resultado dessa jogada do governo. O governo federal fixou o piso da categoria e, em vez de o governo do Estado somar as vantagens pessoais de cada um em cima do piso, ele propõe pagar o piso sem as vantagens já adquiridas, mas, piso não é teto e, então, tanto faz quem trabalha há 30 anos no Estado, como quem começa agora… Antes do governo, o Estado é do povo e, ninguém é mais povo que o professor, a classe do magistério. E eu não estou “puxando” ninguém, que não preciso, não sou candidato. Simples assim…

O choque de gestão reduziu-se à cobrança das alíquotas de ICMS mais altas do Brasil – telefonia celular: 25%, combustíveis: 25% a 30% e Cemig: 30%. Essas três contas de arrecadação representam 73% da arrecadação total do Estado, sem sonegação, recolhimento na fonte, o que elevou a arrecadação para R$ 2 bilhões a R$ 2,5 bilhões por mês. Sobrou recurso para a Cidade Administrativa, Linha Verde e outras desnecessidades…

Isso não é choque de gestão coisa nenhuma, isso pode ser um choque elétrico ou um baita de um susto…

Sylo Costa é conselheiro do Tribunal de Contas dos Estado de Minas Gera





27 comentários

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UM POUQUINHO DO ‘SUCESSO’ DO GOVERNO MINEIRO.

03 de setembro de 2011 às 07h10

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Marcos

02 de setembro de 2011 às 16h25

Sylo, muito oportuno seu artigo. O governador deveria lê-lo, meditar sobre o mesmo e tomar as devidas providências!

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    amelina chaves

    21 de janeiro de 2014 às 15h37

    caro amigo estou precisando do endereço de Silo costa, vc sabe, me manda.
    por favor. grata

Mariano

02 de setembro de 2011 às 12h40

Os servidores gauchos estão em pé de guerra lá. O piso dos professores também não foi implantado lá. E nem uma nota por aqui.

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CARLOS HELY

01 de setembro de 2011 às 17h57

Não sou professor e nem tenho filhos na rede estadual, mas este nosso governador esta passando dos limites nestra negociação com os professores. Este PSDB trata professores, policiais e funcionarios da saude como bandido ou gente que não merece ser valorizado. E olha que a mãe do governador e o governador o Professor Anastasia como gosta de ser chamado. Imagine se não fosse professor, mandava descer o pau como fazia o Serra em são paulo com quem fazia grave.

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Eliana

01 de setembro de 2011 às 13h45

Se o governo de Minas não fizesse tanta auto propaganda, certamente sobraria dinheiro para ajustar as contas com os professores que estão atrazadas desde o governo Azeredo…

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Rasec

01 de setembro de 2011 às 12h20

E agora a Associação de Pais de Minas querem ir a Justiça para suspender o Enem. Agora deu!
Deveriam era se juntar aos professores e exigir do "competente"governo tucano uma resposta!

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Sousa Primo

01 de setembro de 2011 às 12h19

Uma correcao o valor que escrevi e de R$210.000.00(duzentos e dez mil reais) repassados a radio . e os meios de comunicacao sabe do caso , mas como se trata de um politico do PSDB , o comportamento e de total silencio, nesse caso ninguem sabe, e ai ninguem viu , ninguem houviu eo pior e que o numero de radio pertencentes ao grupo vhega a um total de cinco. mas pelo que sabe so uma recebeu o beneficio. viva o brasil das minas gerais.

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Antonio

01 de setembro de 2011 às 11h57

Os tucanos dão nojo e ânsia de vomito. Todo mundo está cansado de saber como os pilantras governam. Eles exalam corrupção. As urnas eletrônicas acompanhadas de papelzinho vão dificultar muito a fraude. Aí vai ficar muito difícil os tucanos ganharem qualquer eleição, como aconteceu no Paraná, com as manobras de Beto Richa.

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    Klaus

    01 de setembro de 2011 às 15h32

    Só há fraude quando os tucanos vencem ou também quando a vitória é do PT?

Luiz

01 de setembro de 2011 às 11h46

Entre um êxtase e outro saem com essas "mensagens do além" de como ferrar melhor a população.

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Almerindo

01 de setembro de 2011 às 11h35

Quem trabalha lá na PENITENcidade administrativa (sim, porque é cercada de mato por 3 lados. O outro lado – a frente – fica a MG 10…) sofre, e sofre direito. Obra feita LITERALMENTE para inglês ver. Muito bonita, mas muito ordinária. Perguntem para quem trabalha lá. E quem discordar, aconselho que trabalhe lá pelo menos durante um mês…

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João PR

01 de setembro de 2011 às 09h44

Fazer "xoque de jestão" com o salário dos outros é fácil.

Quero ver o desgoverno de Minas administrar mesmo: reduzir custos com licitações que podem ser fraudulentas, diminuir a verba publicitária (só para citar dois exemplos).

O desgoverno do Aécio e do Anastasia (atual governador) jogam para a mídia, e prejudicam (para não dizer outra coisa) o trabalhador. E o Aécio ainda quer ser Presidente do Brasil!!!

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Gerson Carneiro

01 de setembro de 2011 às 07h11

E o playboy, que nunca teve emprego formal na vida, brincando de reduzir o salário de quem trabalha de verdade.

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Fabio

01 de setembro de 2011 às 03h59

Estes choques de gestão tucanos são terríveis. Continuam os métodos sujos tradicionais e poupam dinheiro com base nos cortes de salários.

E o pior é que o Estado realmente precisaria de um choque de gestão de verdade, que nenhum dos dois partidos está disposto a fazer.

Nós progressistas deveriam deixar de defender os corruptos cuja defesa é "os outros fazem pior" e pressionar todos os lados por uma política mais limpa.

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Gustavo Pamplona

01 de setembro de 2011 às 01h30

Eu conheço choque de indigestao… hahahahahahhaa

—–
Gustavo Eduardo Paim Pamplona – Belo Horizonte – MG
Desde Jun/2007 "indigerindo" no "Vi o Mundo"! ;-)

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    Ana Maria

    01 de setembro de 2011 às 12h25

    Gustavo, na minha opinião congestão é pior que indigestão.

julio

31 de agosto de 2011 às 23h40

Não só a grobo-minas e o estrago de minas, fazem greve da greve dos professores aqui em Minas, o
radio itatiaia, que a voz do PIG, mineiro tambem faz parte da força tarefa do governador, inclusive o radia
lista, eduardo costa, chegou a comentar na radio, que o governo federal, arque com o aumento aos pro
fessores, desmitindo a propria emissora, que tanto fala enaltece o governo tucano, gracas a generosos
patrocinios nos ultimos 15 anos.

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    nilda

    01 de setembro de 2011 às 11h01

    O governo federal realmente se compromete a ajudar a pagar o piso dos professores segundo li, mas para isso o estado tem que abrir suas contas para que o governo federal comprove que o dito estado está gastando TUDO que deve gastar com a educacao coisa que o desgoverno do PSDB em MG nunca fez, por isso o desgoverno de MG nao quer a ajuda do go federal pq assim se evidencia seu crime contra a educacao no estado.

Sousa Primo

31 de agosto de 2011 às 23h17

Me lembro muito desse acao demagogica do AECIO, so que faltou dizer no comentario uma verdade. ElE baixou o salario mas a RADIO DELE E DA FAMILIA recebia uma ajuda que nada mais nada menos que R$ 210.000.000.00 por ano que se for fazer as contas dar +- a diferenca que deixou de receber do salario. e ai eu pergunto porque esse senhor continua mentindo ao povo mineiro. E o pior e que o seu afilhado sussessor e um dos alienados politicos da historia mineira. e agora nessa greve dos professores ele tem a coragem de vir na midia e falar das aulas via tv aos alunos de minas .

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    nilda

    01 de setembro de 2011 às 11h07

    e eu pergunto porque o POVO MINEIRO reelege esse playboy carioca e seu boy de recados pela terceira vez, com tanta censura na imprensa, descaso com saude educacao transporte, com o aumento bilionario da divida de MG, com a estagnacao do estado em captar investimentos e obras, será que a propaganda surreal que o governo do PSDB vem patrocinando nesta ultima década foi tao eficiente que convenceu o povo mineiro que MG é a ilha da fantasia onde tudo está perfeito e MINAS AVANCA? Essa propaganda deve ganhar um premio pela capacidade de hipnotizar esse povo por tanto tempo.

Neila

31 de agosto de 2011 às 19h40

Desmistificar o tal "choque" é questão de compromisso com a a verdade. Nem mesmo a monstruosa máquina de propaganda dos tucanos esconde o quadro: Minas está quebrada. Tudo que foi feito aqui estava dirigido para a candidatura de Aécio presidente. Como não deu, o abacaxi caiu na mão de Anastasia.

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Ana Maria

31 de agosto de 2011 às 19h37

É o jeitinho tucano de governar lá e cá em SUm Paulo o PSDB sempre dá choque e congestão no povão.

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renan

31 de agosto de 2011 às 18h40

2,6bi numa cidade administrativa que fica a 2h de carro da Zona Sul da cidade

tem a fortuna do Mineirão/Mineirinho para a copa do Ricardo Teixeira

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dukrai

31 de agosto de 2011 às 18h06

enquanto isto passou perto aqui de casa mais uma passeata, suponho que dos professores, vigiada por cima por helicóptero da PM, um modelo novo de cor cinza e por baixo por não sei quantas viaturas de polícia. No meio, espremido, o povão tentando chegar em casa, na bronca por causa dos trab(p)alhadores e sem rádio e sem notícia do que está acontecendo porque a gLobo e o Estrago de Minas fazem greve sobre greve de funcionário público estadual.

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flipeicl

31 de agosto de 2011 às 17h34

Não foi uma bela sapatada, mas serviu como uma chineladinha que deixou um vermelhinho.

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Luis

31 de agosto de 2011 às 17h24

Artigo lúcido. Muita propaganda e pouca efetividade. Esse "choque de gestão" é um estelionato político. Se fosse tão bom, os demais governos tucanos do país já tinham saído do buraco!

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