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Stiglitz: “Ou mandamos os banqueiros para a prisão ou a economia não vai se recuperar”


14/12/2010 - 13h35

Como não se cansaram de repetir o economista James Galbraith e o economista e penalista William Black, não podemos resolver a crise econômica, a menos que ponhamos na cadeia os delinquentes que cometeram atos fraudulentos. E o ganhador do prêmio Nobel de Economia, George Akerlof demonstrou que a negligência em castigar os delinquentes de colarinho branco e, a fortiori, resgatá-los, cria incentivos para que se cometam mais delitos econômicos e para que se proceda a uma destruição futura da economia. Outro Nobel de Economia, acaba de dizer a mesma coisa.

por Joseph Stiglitz , no SinPermiso, via Carta Maior

É um assunto realmente importante e nossa sociedade deve compreender cabalmente. Supõe-se que o sistema jurídico é a codificação de nossas normas e de nossas crenças, do que temos de fazer para que nosso sistema funcione. Se se percebe o caráter explorador em nosso sistema jurídico, então a confiança em todo o sistema começa a erodir. E esse é na verdade o problema que temos agora.

Uma multidão de práticas predatórias estão em vias de continuar como se nada tivesse ocorrido no sistema de crédito para a compra de automóveis. Por que está tudo bem para os maus empréstimos no setor automobilístico e não no mercado hipotecário? Há alguma razão de princípio? Todos sabemos a resposta: não. Não há razões de princípio, há razões de dinheiro. São as contribuições para as campanhas eleitorais, a troca de favores, as portas giratórias entre a política e os negócios, todas essas coisas.

O sistema está neste momento desenhado para estimular esse tipo de prática, apesar das multas [a referência é o ex-executivo da Countrywide, Angelo Mozillo, que acaba de pagar 10 milhões de dólares de multa, uma ínfima parte do que ganhou fradulentamente, porque ganhou centenas de milhões de dólares].

Conheço muita gente que diz: é um escândalo que tenhamos tido mais supervisão, controle e prestação de contas nos anos 80, quando se deu a crise de crédito e o arrocho, do que agora. Sim, aplicamos multas neles. E qual é a grande lição que se tira disso? Comporta-te mal, e o governo ficará com 5% ou 10% dos lucros mal havidos, que estarás muito tranquilo em casa, com várias centenas de milhões de dólares que ainda restarão para ti, depois de pagares umas multas que parecem enormes, mas que na verdade são muito pequenas em relação à quantidade de dinheiro que conseguiste embolsar.

O sistema está configurado de tal modo, que mesmo que te peguem, o castigo é apenas uma ínfima parte do que levas para a tua casa. A multa é apenas um custo a mais do negócio. É como uma multa de estacionamento. Às vezes decides estacionar mal sabendo que levarás uma multa, porque começar a dar voltas ao redor do estacionamento leva muito tempo.

Eu acredito que deveríamos fazer o que fizemos nos anos 80, com a crise de crédito e o com o arrocho, e pôr na cadeia um bom número destes tipos. Acredito nisso absolutamente. Não são apenas delitos de colarinho branco, ou pequenos incidentes. Há vítimas reais. É disso que se trata. Houve vítimas no mundo inteiro.

Ou acreditamos que esses tipos que nos meteram no atual estado de coisas mudaram realmente de atitude? Muito pelo contrário. Escutei alguns discursos que diziam: “Na verdade, não fez nada de realmente errado. Não fizemos as coisas muito bem. Mas nossa compreensão desses assuntos é bastante razoável”. Se pensam de verdade isso, estamos numa confusão realmente tremenda.

[A dissuasão do delito] tem aspectos distintos. Os economistas se concentram inteiramente na ideia dos incentivos. Às vezes as pessoas têm incentivos para se comportarem mal, porque podem ganhar mais dinheiro se dão calote ou se metem em atividades fraudulentas. Se queremos que nosso sistema econômico funcione, temos de nos assegurar de que nosso sistema econômico funcione, temos de nos assegurar de que o ganho com a fraude seja anulado pelo sistema de castigos e multas.

Por isso, no caso de nossa legislação anti-oligopólica, amiúde não detemos as pessoas quando elas se comportam mal, mas quando o fazem e podemos dizer que há danos constatáveis. Então, pagam três vezes o dano que causaram. É uma forma muito radical de dissuasão.

Desgraçadamente, o que estamos fazendo agora no caso desses delitos financeiros recentes são muitas frações – frações! – do dano direto causado, e uma fração ainda menor do dano social total. Quer dizer, o setor financeiro levou verdadeiramente o a economia global à bancarrota, e se levarmos em conta todos os danos colaterais, estamos falando já realmente de bilhões de dólares.

Mas se pode falar num sentido ainda mais amplo de dano colateral, ao qual não se tem prestado atenção. É a confiança em nosso sistema jurídico, no império da lei e do Estado de Direito, em nosso sistema de justiça. Quando se faz o Juramento de Lealdade [constitucional nos EUA], diz-se “justiça para todos”. Pois bem: as pessoas não têm segurança de que tenhamos justiça para todos. Alguns são detidos por algum delito menor de droga, e dão com os ossos no cárcere por muito tempo; mas quando se trata dos chamados delitos do colarinho branco, que não deixam de ter vítimas, quase nenhum dos sujeitos que os perpetram acaba atrás das grades.

***
Permita-me um outro exemplo que ilustra até que ponto nosso sistema jurídico descarrilhou, contribuindo para a crise financeira.

Em 2005 aprovamos uma reforma do processo de falência. Foi uma reforma defendida pelos bancos. Foi concebida para permitir legalmente o empréstimo – o mal empréstimo – a pessoas que não entendiam do assunto e basicamente destinada a estrangulá-las. A espoliá-las. E poderíamos tê-la chamado com justiça de “a nova lei de servidão permanente”. Porque é o que era, na realidade.

Permita-me que conte brevemente o quanto má era essa reforma. Não acredito que os estadunidenses entendam até que ponto era tão má. Ela realmente torna muito difícil que as pessoas consigam liberarem-se da dívida. O princípio básico nos EUA do passado era as pessoas terem o direito de começar bem a vida. As pessoas cometem erros. Especialmente quando são presas de espólio. E então têm direito a voltar a começar bem. Apaga-se a conta e se começa uma nova. Paga o que pode e volta a começar. Agora, se o fazes mais de uma vez, então é outra coisa. Mas ao menos, enquanto andam soltos esses emprestadores predadores, deverias conservar o direito de voltar a começar sem encargos.

No entanto, os bancos dizem: “Não, não e não; não podes liberar-te de tua dívida”, ou não podes livrar-te dela tão facilmente.

***

Essa é a servidão permanente. E criticamos os outros países por permitirem esse tipo de servidão duradoura, o trabalho escravo. Mas nos EUA instituímos isso em 2005, sem sequer promover um debate público sobre as consequências. O que essa lei fez foi animar os bancos a realizarem empréstimos ainda piores.

***
Os bancos pretendem que acreditemos que não fizeram empréstimos ruins. Negam-se a aceitar a realidade. É um fato que alteraram os critérios contábeis, de modo que os empréstimos prejudicados pela incapacidade dos devedores de pagarem o que devem se contabiliza da mesma maneira que as hipotecas que são pagas em bom prazo e sem mora.

De modo que toda a estratégia dos bancos consistiu em esconder as perdas, seguir enganando e em conseguir fazer com que o governo mantenha os taxas de juros realmente baixas.

***

Resultado: se toleramos essa estratégia, terá de se passar muito tempo antes que a economia se recupere.

Tradução: Katarina Peixoto

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19 comentários

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Carlos J. R. Araújo

15 de dezembro de 2010 às 16h01

Os banqueiros, desde a Roma republicana, são odiados. Dante Alighieri os colocou no Terceiro Círculo do Inferno. E nem imposto eles pagam. Em 1427, pela primeira vez na história da humanidade, os banqueirosde Florença pagaram imposto. Taxa: 0,5%. E os florentinos adoraram. Hoje, no Brasil, por exemplo, pagam, no frigir dos ovos, uma migorgeta ao governo: entre 1% e 2%. Uma maravilha, e o assalariado brasileiro classe média paga 27,5%

O diabo é que se eles eram odiados, desde Roma antiga, pela riqueza e pela possibilidade de destruir a vida dos devedores, hoje, mais complexos, destroem sistemas econômicos. Desde o crash de 1929 e agora com a "crise" (quê nome lindo para isto!) de 2008, de cujos ressaibos o mundo padece, os banqueiros são o equivalente às pestes medievais. Rei Midas às avessas: o que eles tocam, destroem. Pior: desde esta última "crise", em todo o mundo, receberam gratuitamente dos governos dos países mais de 2 trilhões de dólares de "ajuda" e sem reembolso. Tradução: eles matam com o consentimento de todos.

E os nossos jornalões colocam manchetes enormes de primeira página quando um banco é assaltado. Parece um crime lesa-majestade. Os jornalões ficam indignados. Falam em segurança e outras bobagens. Resultado: Madoff, em 2009, nos Estados Unidos, pegou 150 anos de cadeia – também, pudera: um furo de 50 bilhões de dólares. No Brasil, só vai em cana o assaltante de banco e o banqueiro fica impune, à exceção de Cacciolla (por quê? graças à Lula e à Tarso Genro).

Enfim, resta aos comuns dos mortais a ironia. Berthold Brecht, que não era banqueiro, definiu bem o espírito da coisa e que os Medici de Florença sabiam muito bem: "Pior que assaltar um banco, só abrir um". Sílvio Santos que o diga…

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Wandeeson Brum

15 de dezembro de 2010 às 12h32

Lição da Historia: "Menino! Larga essa AK! Se for roubar use uma caneta o Caveirão nunca ira bater em sua porta"!

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Carlos J. R. Araújo

15 de dezembro de 2010 às 12h08

Os banqueiros, desde a Roma repubicana, são odiados. Dante Alighieri os colocou no Terceiro Círculo do Inferno. E nem imposto eles pagam. Em 1427, pela primeira vez na história da humanidade, os banqueiros pagaram imposto. Taxa: 0,5%. E os florentinos adoraram. Hoje, no Brasil, por exemplo, pagam, no frigir dos ovos, uma micharia: entre 1% e 2%. Uma maravilha, e o assalariado brasileiro classe média paga 27,5%

O diabo é que se eles eram odiados, desde Roma antiga, pela riqueza e pela possibilidade de destruir a vida dos devedores, hoje, mais complexos, eles destroem sistemas econômicos. Desde o crash de 1929 e agora com a "crise" (quê nome lindo para isto!) de 2008, de cujos ressaibos o mundo padece, os banqueiros são o equivalente às pestes medievais. Rei Midas às avessas: o que eles tocam, destroem.

E os nossos jornalões colocam manchestes enormes de primeira página quando um banco é assaltado. Parece um crime lesa-majestade. Os jornalões ficam indignados. Falam em segurança e outras bobagens. Resultado: Madoff, em 2009, nos Estados Unidos, pegou 150 anos de cadeia – também, pudera: um furo de 50 bilhões de dólares. No Brasil, só vai em cana o assaltante de banco, à exceção de Cacciolla (por quê? graças à Lula e à Tarso Genro).

Enfim, resta a ironia. Berthold Brecht, que não era banqueiro, definiu bem o espírito da coisa e que os Medici, da Florença do quatrocento, já sabiam muito bem: "Pior que assaltar um banco, só abrir um". Silvio Santos que o diga…

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monge scéptico

15 de dezembro de 2010 às 11h12

Mais o que é, que este desgraçado embaixador do porcos assassinos do norte,tem a ver
com nossos assuntos internos?
PUTZGRILA! Esse sujeito não descobriu a cura para burrice; mas ilustrou bem o que se
pensa em geral. Há crise? Prendam os banqueiros!!!

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José Ruiz

15 de dezembro de 2010 às 10h01

Algumas pessoas não perceberam que apesar de mudanças superficiais, inclusive com a conquista de alguns (inevitáveis) direitos, as relações humanas sempre foram pautadas pelo domínio de uma minoria sobre a maioria. Fora do socialismo puro, a massa trabalha para sustentar a elite. Reis, senhores feudais, banqueiros… uma tentativa aqui e acolá de mudança, mas no geral sempre foi assim… Hoje programamos nossas vidas para nos tornarmos bons consumidores (a maneira "moderna" pela qual o sistema estabeleceu a relação de dependência). Compramos TV em 36 prestações, felizes da vida, sem perceber que não estão vendendo a TV, mas sim criando uma relação de subserviência através do crédito: provavelmente passarei o resto da minha vida trabalhando para pagar prestações, na verdade remunerando o dono do capital. Meu vizinho está feliz porque conseguiu crédito para comprar um apartamento… vai pagar em 30 anos (!!)…o que ele vai deixar no banco daria para comprar uns 5 apartamentos iguais ao que ele comprou, mas isso é detalhe… O "meu banco" me mandou um novo cartão de crédito, "de graça"… tudo o que eu tenho que fazer é… comprar a crédito… consumir… Agora criaram até um tal de "cadastro positivo", supostamente para cobrar juros mais baixos dos "bons pagadores"… mentira… vão é "pegar no meu pé"… porque apesar do quadro que eu pintei acima (que é uma realidade para a imensa maioria das pessoas) eu não compro a crédito. Que horror… Eu não sou um bom cliente para o banco! Eu não tenho nenhuma única prestação. Eu rejeito o crédito. Se dependesse de mim, os bancos estavam quebrados… agora serei "identificado" pelo tal "cadastro positivo"… eu não sou um cara "positivo"… Quanto a essa questão de cobrir rombos por créditos podres, isso é o de menos… sem crédito, a economia americana para: porque será?

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armando

15 de dezembro de 2010 às 09h37

O Azenha, o assunto é interessante, mas o texto é… muito ruim demais!

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Daniel Campos

15 de dezembro de 2010 às 08h41

Banqueiros tinham que passar o resto da vida atrás das grades. Até as religiões – que geralmente são poços de ignorância – dizem que a "usura" é crime.

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Rosko

15 de dezembro de 2010 às 07h28

No Brasil, está para nascer o sujeito que colocará banqueiros ou políticos corruptos na cadeia e que por lá ficarão muitos anos. E quando isto acontecer, existirá esperança de uma sociedade mais justa.

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Bernardeth Arcanjo

15 de dezembro de 2010 às 06h56

Aqui no Brasil como no EUA está cheio de Madof.
Só que lá o Mado deu com os costados na Penitenciária e aqui.
Talvez só o Cacciola e o dono do Banco Santos que passou uns dias lá, o resto tá todo mundo leve e solto. Foi por estas e outras que houve a Revolução Francesa!

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Urbano

15 de dezembro de 2010 às 00h50

A propósito, por que o cacciolla não teve nem um comparsa preso, pelo menos? Porque houve alguém que facilitou, ah, houve.

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Fabio_Passos

14 de dezembro de 2010 às 22h02

As oligarquias financeiras são o regime.
Se forem em cana… é porque a Revolução aconteceu.

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@mamaralrocha

14 de dezembro de 2010 às 21h26

Rídiculo nosso sistema financeiro capitalista e desajuizado!

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Baixada Carioca

14 de dezembro de 2010 às 19h51

Rapaz!

Eu sou maluco ou estou vendo relações parecidas com o BNDES emprestando dinheiro para empresas e empresários com juros quase nulos enquanto a Caixa oferece empréstimo para o pobre comprar o seu imóvel com juros a lhe tirar educação, lazer, cultura?…

Vocês entendem porque não se pode ter financiamento público de campanhas? Vai sobrar para alguém meus amigos/as. Se acabarem com as promíscuas relações de candidatos com banqueiros e empresários, esse povo termina no xilindró.

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Emília

14 de dezembro de 2010 às 19h09

"Não há razões de princípio, há razões de dinheiro." E eu acrescento: e razões de GANANCIA do ser humano. É simples assim. É suficiente um ganancioso para corromper todo um sistema.

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Marcia Costa

14 de dezembro de 2010 às 19h07

Espetacular! Parabéns pela publicação. Gostei, em especial, dessse trecho: "É a confiança em nosso sistema jurídico, no império da lei e do Estado de Direito, em nosso sistema de justiça. Quando se faz o Juramento de Lealdade [constitucional nos EUA], diz-se “justiça para todos”. Pois bem: as pessoas não têm segurança de que tenhamos justiça para todos. Alguns são detidos por algum delito menor de droga, e dão com os ossos no cárcere por muito tempo; mas quando se trata dos chamados delitos do colarinho branco, que não deixam de ter vítimas, quase nenhum dos sujeitos que os perpetram acaba atrás das grades."

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José Manoel

14 de dezembro de 2010 às 18h29

Concordo "ipsi literis"!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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Paulo Villas

14 de dezembro de 2010 às 16h29

O imperio financeirizou-se quase que irremediàvelmente. Aquêles que dispõem dos meios legais para realizarem a assepsia necessária , estão paralisados , anulados moralmente . Êles usufruiram o quanto puderam dêsse sistema , que agora lhes manda a conta. Não há jantar grátis, já dissera um dêsses pares , anos atrás.

Responder

Liz Gomes

14 de dezembro de 2010 às 16h01

Só tem culpados.
– banqueiros, economistas, capitalistas criaram o "golpe"
– mídia, holywood, indústria do entretenimento nos ajudou a engolir o "mundo perfeito"
– nós "os otários" acreditamos e embarcamos

Já dizia um juiz aposentado: "para haver o 171 (estelionato) é preciso que entre o golpe e o golpista, exista o otário"

Responder

João Carlos

14 de dezembro de 2010 às 15h46

Um dos meus maiores sonhos, antes de morrer, é ver não um mas centenas de banqueiros (sinônimo de escroques) atrás das grades.
E não apenas isto, mas também a extinção dos bancos centrais e, numa etapa seguinte, de todos os bancos privados.
Os europeus é que estão certos ao denominá-los banksters (banqueiro+gângster).

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