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Santayana: A civilização que conhecemos com os dias contados?
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Santayana: A civilização que conhecemos com os dias contados?


27/01/2013 - 10h32

Ministro das Finanças do Japão, Taso Aro, aconselhou os idosos a morrerem logo, a fim de resolver o problema da previdência social

por Mauro Santayana, em seu blog

(HD) – A ciência prolonga a vida dos homens; a economia liberal recomenda que morram a tempo de salvar os orçamentos. O Ministro das Finanças do Japão, Taso Aro, deu um conselho aos idosos: tratem logo de morrer, a fim de resolver o problema da previdência social.

Este é um dos paradoxos da vida moderna. Estamos vivendo mais, e, é claro, com menos saúde nos anos finais da existência. Mas, nem por isso, temos que ser levados à morte. Para resolver esse e outros desajustes da vida moderna, teríamos que partir para outra forma de sociedade, e substituir a razão do “êxito” e da riqueza pela ética da solidariedade.

Ocorre que nem era necessário que esse senhor Taso Aro – que, em outra ocasião, ofereceu o Japão como território seguro para os judeus ricos do mundo inteiro – expusesse essa apologia da morte. A civilização de nosso tempo, baseada no egoísmo, com a economia servidora dos lucros e dos ricos, e, sobretudo, dos banqueiros, é, em si mesma, suicida.

É claro que, ao convidar os velhos japoneses a que morram, Aro não se refere aos milionários e multimilionários de seu país. Esses dispensam, no dispendioso custeio de sua longevidade, os recursos da Previdência Social e dos serviços oficiais de saúde de seu país. Todos eles têm a sua velhice assegurada pelos infindáveis rendimentos de seu patrimônio.

Os que devem morrer são os outros, os que passaram a vida inteira trabalhando para o enriquecimento das grandes empresas japonesas e multinacionais. Na mentalidade dos poderosos e dos políticos ao seu serviço, os homens não passam de máquinas, que só devem ser mantidos enquanto produzem, de acordo com os manuais de desempenho ótimo. Aso, em outra ocasião, disse que os idosos são senis, e que devem, eles mesmos, de cuidar de sua saúde.

Não podemos, no entanto, ver esse desatino apenas no comportamento do ministro japonês, nem em alguns de seus colegas, que têm espantado o mundo com declarações estapafúrdias. O nível intelectual e ético dos dirigentes do mundo moderno vem decaindo velozmente nas últimas décadas. Não há mistério nisso. Os verdadeiros donos do mundo sabem escolher seus serviçais e colocá-los no comando dos estados nacionais.

São eles, que, mediante o Clube de Bielderbeg e outros centros internacionais desse mesmo poder, decidem como estabelecer suas feitorias em todos os continentes, promovendo a ascensão dos melhores vassalos, aos quais premiam, não só com o governo, mas, também, com as sobras de seu banquete, em que são servidos, além do caviar e do champanhe, o petróleo e os minérios, as concessões ferroviárias e nos modernos e mais rendosos negócios, como os das telecomunicações.

A civilização que conhecemos tem seus dias contados, se não escapar desses cem tiranos que se revezam no domínio do mundo.

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26 comentários

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joaquim tonelli

29 de janeiro de 2013 às 09h09

Sempre leio o santayana, principalmente as cronicas dele, no http://www.maurosantayana.com

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Márcio

28 de janeiro de 2013 às 13h45

Numa sociedade não dilacerada e submetida como a nossa, esse tipo de comentário deveria gerar revoltas monstruosas. Como que um crápula desse tem a audácia de falar uma porcaria desse tamanho?!

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Fabiano Araujo

28 de janeiro de 2013 às 11h18

Esse ministro japonês externou, de modo brutal, o que pensam os dirigentes dos principais países capitalistas, no momento atual.Para colocar o Estado a serviço dos grandes interesses financeiros, esse ministro atingiu um nível de cinismo realmente escandaloso. A crise atual do sistema que privilegia o capital está levando o mundo à barbárie, tal como Rosa Luxemburgo advertiu há cerca de 100 anos. Outro exemplo da barbárie a que chegamos é a privatização das penitenciárias, iniciada nos EUA, e introduzida no Brasil pelo governo de Minas Gerais (dirigido, óbvio, pelo PSDB). A empresa proprietária da penitenciária tem interesse em prolongar a permanência do preso no estabelecimento, penal para além do tempo de sua pena, para continuar sugando o Estado!

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leprechaun souza

28 de janeiro de 2013 às 10h25

o problema é que são personas do capital, instrumentos da reprodução automática, e não só a encarnação do mal

Responder

Marcelo de Matos

28 de janeiro de 2013 às 10h00

A ciência prolonga a vida dos homens… Bom começo de post, mas, aí eu sinto um cutucão. Os idosos vão para os hospitais e se veem às voltas com as bactérias hospitalares. Seriam elas agentes disfarçados da “economia liberal” que recomenda morte rápida para salvar os orçamentos públicos? Se nossa civilização está mesmo com os dias contados, a essas alturas, não seria tudo possível?

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augusto2

28 de janeiro de 2013 às 09h12

E como eu concordo contigo, mario alves,inclusive o teu lamentoso apelo de aproveitarmos a oportunidade historica de hoje…
Especialmente relendo o antepenultimo e penúltimo paragrafo de santayana neste artigo. que os verdadeiros donos do mundo escolhem bem seus serviçais.
De imediato me veio a mente uma pergunta, uma como que constataçao mais antiga que lera em algum lugar e que rezava mais ou menos assim: voce ja reparou que nos lugares ou paises mais pobres e sem glamour é que aparecem grandes lideres de açao e pensamento ao passo que á frente das sociedades mais adiantadas (democraticas,diga-se) assistimos a uma fileira e encadeamento sem fim de medíocres?
É so pensar nos nomes…mandela, bolivar,lula,vargas,ho chi minh e por outro lado truman,gerald ford, cameron,obama, os governadores todos do estado de sao paulo… Pode nao ser excludente mas é padrãoe eis ai um explicaçao.

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Hildermes José Medeiros

28 de janeiro de 2013 às 08h53

Claro que esse é o problema. As novas tecnologias de produção, as dificuldades para deflagarem uma guerra sem uso de armas nucleares, e a existência destas armas em países conflitantes na visão política, deixa o capitalismo que precisa de menos mão de obra para produzir, que desemprega a ponto de colocar as pessoas fora da economia dos países, sem saída para continuar a operar no modo de sempre. Acontece no mundo todo, com consequências mais devastadoras nos países ricos, com grande parte das populações passando por dificuldades para continuarem a desfrutar das condições de vida a que estavam acostumadas. Esse ridículo Ministro das Finanças japonês diz o que fazem todos: retirar vantagens primeiro dos trabalhadores e aposentados. Ele exagera, quando sugere uma eutanásia social dos velhos aposentados de seu país.No Brasil, por exemplo, ainda não se chegou a esse ponto de sugerir a eutanásia, mas já iniciamos o processo para deixar os aposentados largados à própria sorte, todos com rendimentos perdendo valor ao longo do tempo, e muitos com dificuldades para se aposentarem dadas as novas regras de aposentadoria que estão impondo. Os segurados do INSS cujo limite da aposentadoria vai até cerca de quatro mil reais, todos sabemos, com regras mais severas para se aposentarem têm seus rendimentos sem correção adequada à manutenção do poder de compra, cuja defasagem ao longo do tempo chega a atingir até mais de 30% do rendimento inicial, que acontece aos que ainda estejam sobrevivendo, exatamente quando estão bem mais velhos. A classe média assalariada mais qualificada, que ganham acima do limite do INSS sobra complementar a aposentadoria abrindo uma caderneta de poupança que paga imposto de renda e taxas de administração aos bancos, que sabidamente não são dignos de confiança para assumirem responsabilidade de manter rendimento de quem quer que seja. Este é o mesmo procedimento que se vê aprovado para os funcionários públicos, que está também sendo imposto aos empregados de estatais. O Governo nada garante. Que fiquem pendurados nessa caderneta de poupança, que a escolham com cuidado, que acompanhem seus rendimentos. Virem-se! Esse procedimento acontece em todos os países capitalistas. Como vê, é bem provável que muitos idosos estejam sendo induzidos a seguirem o conselho do Ministro japonês.

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Francisco

28 de janeiro de 2013 às 02h45

Vamos começar a resolver o problema do deficit, por ele…

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João-PR

28 de janeiro de 2013 às 02h17

O Ministro Japonês apenas exterou aquilo que sabemos, e que está sendo colocado em prática.
Basta relembrarmos que a direita daqui retirou o dinheiro da saúde quando barrou a prorrogação da CPMF. Em minha cidade, que pode ser considerada rica, tem mais de 35000 pessoas esperando por uma consulta especializada. Há casos de pessoas que, quando foram convocadas para a consulta, já haviam falecido.
Pasmem, algo em torno de cinco milhões de reais/ano resolveria o problema. Mas o Prefeito de plantão finge que não vê esse problema, e gasta algo em torno de sete milhões com publicidade/ano.
O Japão, neste caso, é aqui!
Por mais que o Governo Federal injete dinheiro no SUS (e o dinheiro que minha cidade recebe não é pouco), não há o interesse da maioria dos prefeitos em fazer nada pela saúde da população. Essa, parece que se acostumou a esse estado de coisas, e fica achando que isso é “vontade de Deus”.

Responder

Julio Silveira

27 de janeiro de 2013 às 22h13

Perfeito mestre.

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Jorge Moraes

27 de janeiro de 2013 às 22h07

O capital, vez ou outra, diz, por algum de seus porta-vozes menos “refinados”, o que de fato é, em essência: acumulador estéril de fetiches, tudo ao “pequeno” custo da anulação do humano, degradação dos espaços, pusilaminidade.

O primeiro ministro japonês não é japonês, como não é alemão a primeira-ministra de lá, e assim por diante. Ele é mais um leão-de-chácara do maravilhoso mundo do capital, com suas mágicas e seu circo triste e cruel.

Vida curta ao capital!

Responder

Regina Braga

27 de janeiro de 2013 às 18h30

No Japão foi o desatino de um velho…Na Chuiça Brasileira são moradores de rua,favelados e viciados.Uma limpeza que faria inveja a Hitler.Azenha fiquei pasma com a notícia divulgada no UOL…Que as internações de viciados são feitas desde 2001(involuntárias),que as Instituições Hospitalares e Comunidades terapêuticas ´precisam notificar ao MP dentro do prazo de 72 hs.E que no ano de 2012 foram feitas 5.335 internações.Para o Psiquiatra Arthur Guerra, do Hospital das Clínicas,o volume assusta.”Nunca Imaginamos que as internações eram em volume tão grande”.E como fica a internação compulsória?Será que o MP pode mesmo acompanhar o número absurdo das internações? Higienismo é pouco em Sampa.

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    H. Back™

    28 de janeiro de 2013 às 00h15

    Regina, você está insinuando que depois de internados, os “doentes” são “curados” com injeções letais ou algo do tipo? É difícil de acreditar. Hitler deve estar se sentindo inferiorizado.

assalariado.

27 de janeiro de 2013 às 17h12

Não espanta a declaração deste sujeito, visto que, é um dos soldados do sistema capitalista, e é, a encarnação da ideologia burguesa em prosa e verso.

A burguesia capitalista e seu Estado burgues se movem, como sempre, na mesma direção do seu saco de maldades mas, com algumas variantes de “bondade”, para assim nas propagandas de televisão nos enganar, como (EMPRESAS) e (EMPRESÁRIOS) que, se preocupam, com o tecido (SOCIAL). São falsos diuturnamente, para com o povo assalariado e a nação, assim como a sua própria ideologia o é.

Oras, os de ideologia capitalista nunca foram intelectuais e muito menos éticos. Basta dar uma olhada na história da luta de classes entre os donos do capital imperialistas e, como se impuseram mundo afora nos últimos 100 anos de guerras em mais guerras, no quintal alheio, como senhores da guerras para dominação para saquearem as riquezas e o suor dos assalariados de outras nações. Os donos do mundo, são os mesmos que os donos do capital, por estes dias, reunidos no clube de Davos/ Suiça, para acharem uma saida de como expropriarem mais um pouco os Estados, as nações e os povos, a qual nos jogaram e jogam planeta, ladeira abaixo.

Sr. Santayana, o modo de produção capitalista e seu Estado burgues é a fortaleza do capital, que o governo da vez nunca governa, é governado pelas forças ocultas e pelas mãos, nada invisíveis. Esse mesmo que, as elites midiaticas nos ensinaram a chamar de “Estado de Direito” a qual estamos submetidos judicialmente, economicamente e militarmente, segundo os critérios de democracia das elites nacionais e internacionais.

Assim, estaremos todos condenados aos sofrimentos de toda ordem, sob as botas dos exploradores do suor alheio que, não cairá de maduro. Teremos nós (OS SOCIALISTAS) que, darmos aquele empurrãozinho histórico, assim como a burguesia deu nos da burguesia feudalista. Karl Marx escreveu que: “O capitalismo é um fato histórico, assim como outros tipos de sociedade, apareceu, se desenvolverá e deverá desaparecer. A burguesia evidentemente não quer que isto aconteça, e nega então, por todos os meios, a possibilidade de a sociedade capitalista ser substituída por outro tipo de sociedade,…”

Rumo ao Socialismo, a história da luta de classes e as sociedades caminham para frente, mesmo com os contragolpes da burguesia e seus lacaios institucionais, camuflados no interior do Estado. Tenho dito!

Abraços Socialistas.

Responder

Marco Antonio Rodrigues

27 de janeiro de 2013 às 16h32

taso aro, seja o primeiro, harakiri já…até porque com este nome, não resta mais nada a fazer na vida

Responder

Mário SF Alves

27 de janeiro de 2013 às 15h28

O autor rasgou o verbo e desfraldou de vez a bandeira da dita teoria da conspiração. Clube de Bilderberg foi pouco.

____________________________________
“Clube de Bilderberg e outros centros internacionais desse mesmo poder, decidem como estabelecer suas feitorias em todos os continentes, promovendo a ascensão dos melhores vassalos, aos quais premiam, não só com o governo, mas, também, com as sobras de seu banquete, em que são servidos, além do caviar e do champanhe, o petróleo e os minérios, as concessões ferroviárias e nos modernos e mais rendosos negócios, como os das telecomunicações.”
__________________________________
E conclui:
“A civilização que conhecemos tem seus dias contados, se não escapar desses cem tiranos que se revezam no domínio do mundo.”

_____________________________________________
Moral da história: “só o povo é capaz de salvar o povo”. E um autoconselho: aproveitemos a oportunidade enquanto há tempo, mesmo porque, passados os “buenos aires” da boa política que – a trancos e barrancos ainda – por aqui prospera, tal possibilidade já era.

Responder

Abel

27 de janeiro de 2013 às 14h43

Foi por esse desprezo para com a vida humana (alheia) que os japoneses levaram duas bombas atômicas na cabeça em 1945. Perguntem aos chineses, aos coreanos, aos malaios, aos filipinos…

Responder

    Nelson

    27 de janeiro de 2013 às 23h25

    Estás equivocado, meu caro Abel.
    Foi o “desprezo para com a vida humana” por parte do Sistema de Poder que dominava, e ainda domina, os Estados Unidos o responsável pelas bombas atômicas que foram lançadas sobre as cabeças dos japoneses.

    Dê uma olhada no ensaio “Provocaciones y pretextos para la guerra imperialista-De Pearl Harbour ao 11-S”, que foi escrito pelo sociólogo estaunidense James Petras. Você terá uma grande surpresa com as revelações de Petras que mostram a verdade sobre o ataque japonês à base dos EUA. Para lê-lo, acesse http://www.rebelion.org/noticia.php?id=68366

    Já o sociólogo argentino, Atílo Borón, afirma, “no artigo Hiroshima y el nacimiento del terrorismo de Estado”, que “No es exagerado afirmar que la historia del terrorismo de Estado comienza con la agresión nuclear estadounidense al Japón. Si de armas de destrucción masiva se trata Estados Unidos se lleva las palmas sin competidor a la vista, y su bombardeo a dos poblaciones indefensas constituye, sin dudas, en el más grave y salvaje atentado terrorista de la historia de la humanidad”.

    “Sin embargo, son muchos los que, mismo en Estados Unidos, argumentan que el haber arrojado la bomba atómica en alguna isla desierta del Pacífico habría surtido el mismo efecto disuasorio sobre el alto mando japonés y que, por lo tanto, decidir arrojarlas sobre Hiroshima y Nagasaki fue un acto de inhumana y gratuita crueldad”, afirma ainda Borón.

Urbano

27 de janeiro de 2013 às 14h42

Bem que ele poderia dar o exemplo…

Responder

Rios

27 de janeiro de 2013 às 13h40

Onde posso encontrar o link (nacional ou internacional) com essa lastimável opinião do ministro japonês?

Responder

Narr

27 de janeiro de 2013 às 13h38

Para um político, falhou na comunicação. A maneira certa de dizer “morte aos velhos inúteis” é “os déficits da Previdência ameaçam o equilíbrio econômico e põem em risco o bem-estar de todas as famílias desse país”.

Responder

Mateus Paul

27 de janeiro de 2013 às 12h59

Até poderia ser chocante este posicionamento do ministro japonês, entretanto, isto é o tipo de ideal mais puro e cristalino que o pensamento neoliberal e defensor do sistema financeiro-especulativo produz…
Santayana diagnosticou bem: “A civilização que conhecemos tem seus dias contados, se não escapar desses cem tiranos que se revezam no domínio do mundo.”. Malditos!

Responder

Roberto Locatelli

27 de janeiro de 2013 às 12h58

Santayana, como sempre, certeiro. Para o capitalismo, velhos pobres têm que morrer. Aliás, o ideal é que morressem antes de envelhecer. Economizariam, assim, dinheiro aos governos.

PS.: é do Santayana a frase síntese das guerras atuais: “Os soldados americanos lutam por Wall Street”.

Responder

Helder

27 de janeiro de 2013 às 11h19

Sempre é bom ler Santayana.

Responder

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