VIOMUNDO

Diário da Resistência


Você escreve

Rudá Ricci: Enem sofre ofensiva de interesses ligados à indústria do vestibular


12/11/2010 - 10h11

Na avaliação do sociólogo e consultor na área de educação, Rudá Ricci, há uma disputa de política educacional em curso, e é necessário preservar uma avaliação de caráter nacional. “Uma prova nacional permite que o país trace objetivos de política educacional”, defende. Entre os setores interessados economicamente, segundo ele, estão as próprias universidades, que arrecadam em matrículas, os professores que produzem questões fechadas e abertas, e os cursos preparatórios para o vestibular.

por Anselmo Massad, na Rede Brasil Atual, via Carta Maior

São Paulo – O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) sofre uma ofensiva de interesses, segundo o sociólogo e consultor na área de educação Rudá Ricci. Ele enumera grupos e setores do que chama de “indústria do vestibular”, de cursos preparatórios a docentes encarregados de formular as provas. Para ele, há uma disputa de política educacional em curso, e é necessário preservar uma avaliação de caráter nacional.

“Uma prova nacional permite que o país trace objetivos de política educacional”, esclarece. Um vestibular nacional do ponto de vista da aplicação e do conteúdo promove um impacto no ensino médio, de modo a reverter problemas dessa faixa da educação.

Para ele, os vestibulares descentralizados, feitos por cada universidade, provocam danos à educação, já que o ensino médio e mesmo o fundamental direcionam-se às provas, e não à formação em sentido mais amplo. “O ensino médio é o maior problema da educação no Brasil, é o primeiro da lista, com mais evasão, em uma profunda falência”, sustenta.

“O Enem faz questões interdiciplinares, é absolutamente técnico, é super sofisticado”, elogia. Os méritos estariam em privilegiar o raciocínio à memorização de conteúdos. Isso permitiria que o ensino aplicado nas escolas fosse além do preparo para enfrentar provas de uma ou outra universidade.

O Enem traz uma “profunda revolução”, na visão de Rudá, “ao combater profundamente a concepção pedagógica e política de vestibulares por universidade”. Ao se aproximar dessa concepção nacional – fato que aconteceu apenas nos últimos anos –, interesses de grupos educacionais foram colocados em xeque, o que desperta ações contrárias.

Entre os setores interessados economicamente, segundo ele, estão as próprias universidades, que arrecadam em matrículas, os professores que produzem questões fechadas e abertas, e os cursos preparatórios para o vetibular.

Controle social
Ricci critica a postura do ex-ministro da Educação, Paulo Renato, e da ex-secretária de Educação de São Paulo, Maria Helena Guimarães de Castro. O sociólogo taxa os comentários feitos pelos especialistas ligados ao PSDB como “oportunismo”. Isso porque, segundo ele, o uso da prova como seleção e seu caráter nacional, hoje criticados pelos tucanos, foram objetivos perseguidos durante a gestão de Renato na pasta, de 1995 a 2002.

O que ele considera como mudança de postura é resultado da disputa política, que faz com que os estudantes passem a rejeitar o exame. “Os jovens não querem mais essa bagunça. E têm razão”, pontua.

“Existe uma movimentação para politizar esse tema; vamos ter o avanço de uma oposição organizada, que junta as forças políticas que perderam a eleição nacional com escolas particulares, cursinhos que têm muito interesse na manutenção do sistema de vestibular”, avalia.

O sociólogo defende o modelo de exame nacional, mas acredita que a fórmula possa ser aprimorada, seja com mais dias de provas, seja com provas aplicadas a cada ano do ensino médio. Ele aponta ainda que houve um desvirtuamento da proposta interdisciplinar e sofisticada, empregada originalmente, em função da necessidade de expandir a prova. Em 2010, foram 4,6 milhões de inscritos.

Ele acredita que a postura de críticas deve-se às diferenças partidárias. “Estão politizando o Enem, politizando o ingresso na universidade e o conteúdo da prova”, lamenta. “Seria interessante ter um órgão que execute o exame sob controle social, não de governo, nem de empresas”, sugere.

“A solução é nós discurtirmos nacionalmente esse gerenciamento em um modelo como o americano para o vestibular nacional”, defende. O SAT, usado como método de seleção nos Estados Unidos, é aplicado por agentes privados de modo controlado pelo departamento de educação federal. Além de poder ser aplicado em dias diferentes, cartas de recomendação de professores e outros instrumentos também são considerados na seleção por parte de universidades.

Livro do Luiz Carlos Azenha
O lado sujo do futebol

Tudo o que a Globo escondeu de você sobre o futebol brasileiro durante meio século!

A Trama de Propinas, Negociatas e Traições que Abalou o Esporte Mais Popular do Mundo.

Por Luiz Carlos Azenha, Amaury Ribeiro Jr., Leandro Cipoloni e Tony Chastinet



77 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

fernando

15 de novembro de 2010 às 11h30

Além de servir para atacar o governo Lula (qualquer coisa serve) tem a
classe média que acha que as USPs do país são propriedades dela. Incomoda
a democratização de qualquer coisa. Quer que o povo permaneça ignorante
porque senão não tem de quem se distinguir. E sobre a "ignorância" e mau gosto
de que acusam o presidente, lembro a preferência cultural desses rastaqueras:
a casa chique Bourbon Street esteve lotada pra assistir ao show de Marília
Gabriela…Uau!

Responder

RENATO

15 de novembro de 2010 às 02h40

Por que existem cursinhos?
A resposta é muito simples. O Ensino Fundamental e Médio, com raras exceções é muito ruim. Alguma forma de avaliação deve existir, pois precisa-se impedir que analfabetos completos ingressem nas universidades, já que os semi-alfabetizados já estão lá. Nos últimos anos foram criados cursos superiores em profusão. A maioria deles não passam de "supletivos universitários". Um aluno que vai estudar Engenharia deve conhecer bem a Matemática básica; o resto é conversa fiada. Companheiros a qualidade dos nossos alunos é das piores. As escolas se transformaram em reformatórios. As universidades não formam professores preparados para enfrentar esta realidade. Escola conteúdista dirão os pedagogos de plantão. Este discurso nos tem colocado nos últimos lugares nos testes internacionais que temos participado. O que fazer? Acabar com a mercantilização do ensino superior. Estabelecer metas e cobrar pelos seus cumprimentos. Deixar de lado discussões estéreis e ensinar melhor os nossos jovens. A discussão sobre o ENEM é secundária. VALORIZAR O PROFESSOR.

Responder

David R. da Silva

15 de novembro de 2010 às 00h09

Rudá, mandou bem. de Belo horizonte.

Responder

Ainda sobre o Enem | A Identidade Bentes

14 de novembro de 2010 às 18h25

[…] Leia a reportagem completa, no Viomundo. […]

Responder

Alice

13 de novembro de 2010 às 22h57

Pra não discutir o Enem muda-se de assunto.
Enem é apenas, nada mais do que apenas, um vestibular nacional Mas ele tem uma referência: o currículo do ensino do sul e sudeste.
Só quem não é professor sabe disso. Quem sai penalizado?
Se o problema do Enem são gráficas ou mamatas é uma coisa, pôe-se a polícia federal pra trabalhar.
Mas a questão mais importante é mais embaixo, o Enem não avalia nada. É este o problema.
Um aluno de ensino médio é alguém que passou , no mínimo, 11 (onze) anos da sua vida estudando e sendo avaliado duas vezes a cada bimestre (NO MÌNIMO!) por pessoas qualificadas que o acompanharam de perto em seu processo de ensino-aprendizagem, desenvolvimento afetivo, psico-motor… e por aí vai.
Aí vem um ministro e meia dúzia de tecnocratas e decidem que no ÚLTIMO ANO vão fazer uma avaliação que democratizará todo o processo de onze anos de desigualdade de acesso a educação de qualidade, que FARÁ JUSTIÇA… faça-me o favor…
Ou podem dizer que NO ÚLTIMO ANO vão fazer uma avaliação para fazer um ranking, ou para saber como está a situação do ensino, ou para ajudar a acabar com os cursinhos pré-vestibular, ou o diabo que o carregue.
Mas quem passou onze anos em escola pública comendo o pão que o diabo amassou foram os trabalhadores da educação, os alunos e suas famílias. Eles vão para o Enem fazer o quê depois de terem passado por tudo o que passaram? Fazer uma prova com cabeçalho invertido, com gente despreparada, com gráfica mequetrefe e um bando psicóticos dizendo que é tudo culpa do PIG…
O Enem não é irreversível, nada de bom dura pra sempre, o que é ruim, felizmente também acaba um dia.
Um novo ministro da educação que se paute pela valorização da educação do ensino fundamental em primeiro lugar é o primeiro passo pra nos tirar do atraso educacional.
Tomara que a Dilma perceba isso, ela é mulher, é mãe, deve saber melhor do que estamos falando aqui.

Responder

    Lênin

    14 de novembro de 2010 às 01h04

    Alice,
    Mais uma vez, o que vc está dizendo é verdade!!!
    Entretanto, a alternativa que vc está defendendo é IMPOSSÍVEL hoje no Brasil!
    Análise do currículo com a disparidade das escolas públicas e privadas?
    Jamais funcionaria.
    O dez de matemática, de um aluno(a), de uma escola do interior de Tocantins tem o mesmo peso, em torno de preparo e conhecimento, que o dez de um aluno(a) do Colégio Bandeirantes??
    Se colocarem os dois alunos(as) para cursar a graduação de matemática do IME USP, quem será que aguentaria mais? Acho que o aluno(a) do Bandeirantes, pois eles(as) estão mais preparados que a maioria dos alunos das escolas públicas.
    Triste, mas o que vc defende, hoje, é uma utopia (infelizmente, pois apoio o que vc defende).
    O Enem ao menos tenta "universializar" o acesso ao ensino superior, apesar de ser precário ainda.
    Hoje o Enem é a melhor solução, no futuro, se algo mudar, a sua solução cai como uma luva.

    Marcio

    15 de novembro de 2010 às 01h50

    Tem toda a razão. Levar a discussão para um mero embate entre PIG e defensores de uma alternativa à indústria do vestibular é minimizar todos os problemas do ensino brasileiro. Não será uma prova que vai salavar a educação do país como vem sendo propagado pelos defensores do tal "Novo Enem", aliás ele continua a mesma coisa do ENEM anterior, com a diferença de que o aluno ingressa na Universidade por um sistema esdrúxulo chamado SISU.
    Ao invés de se valorizar os 11 anos do aluno no colégio, o importante é ele ficar 3 -4 dias em janeiro pendurado na internet para ver se ainda continua com a vaga no SISU ou se algum outro já tomou seu lugar.

Jeca Tatu

13 de novembro de 2010 às 11h21

Alguém ja se perguntou quem imprime as provas? Foram gráficas públicas? No ano passado, quando um crime foi dometido (roubo), a gráfica era PRIVADA, da folha de São Paulo, portanto o erro não foi do governo. Dizem que a iniciativa privada trabalha melhor! Nesse ano, houve a inversão do cabeçalho ou (algo do tipo) que aponta que ambos erraram: o INEP e quem escreveu e reproduziu no papel, e houve também o erro de impressão fr algumas provas, novamente quem imprimiu foi uma gráfica PRIVADA, considerada a maior do mundo. Portanto, há mais má vontade contra o governo do que deveria. Ninguém culpou as gráficas, sobretudo no ano passado. O fato é que esse modelo de avaliação chegou para ficar e vai quebrar muitas instituições que ganhavam dinheiro com a des(educação) como no caso dos cursinhos pre-vestibulares. Lembrem-se que o carnê do baú da felicidade já foi para o brejo, pois boa parte das pessoas não mais lançam mão daquele carnê para eferuarem suas compras, pois suas rendas aumentaram e há menos miseráveis doque há 16 anos atrás. Fato que muda hábitos e relações sociais e comerciais.

Responder

monge scéptico

13 de novembro de 2010 às 10h10

As janaínas e mayaras tem o direito natural de se expressar.Só ao nos expressarmos,
ALICE PENSE MELHOR!!

Responder

    Luanay

    14 de novembro de 2010 às 13h09

    racismo é crime previsto em lei. E ninguém tem o direito de incitar ao crime (assassinato de nordestinos, no caso). Também é crime.

easonnascimento

13 de novembro de 2010 às 09h52

A mídia reverbera a choradeira daqueles que economicamente se sentem prejudicados com o avanço desta metodologia de avaliação dos estudantes e de ingresso nas universidades. Esta "indústria" deve procurar outra atividade, porque o ENEM é irreversível.
http://easonfn.wordpress.com

Responder

turmadazica

13 de novembro de 2010 às 09h35

Não sei qual a surpresa… A USP é um antro de gente idiota faz um bom tempo… São tão bons que adoram o cheiro do próprio peido, principalmente os da FEA (pior que a PUC até), SanFran e MED… A SanFran coloca menos alunos na OAB que a UNIP, a FEA não forma nem teóricos e nem financistas ou porcaria que o valha, e a MED forma assassinos de chineses, e logo mais vira um açougue… Se os alunos estão assim, de quem é a culpa? De gente como Janaína…

Responder

    turmadazica

    13 de novembro de 2010 às 12h32

    Acho que comentei no post errado, mas é isso aí…

    Lênin

    13 de novembro de 2010 às 16h24

    KKKKKKKKK, o pior que os caras a FEA estão saindo pior que os caras de UNIP (étriste, mas o PSDB está acabando com o melhor curso de economia do País, dando força para o INSPER).
    Sanfran? Tudo nariz empinado.
    É uma pena que o pessoal de MED fazem, saem da universidade frios e não sabem lidar com seres humanos.
    Me desculpem pelos comentários fora do tópico.

herivelto canales

13 de novembro de 2010 às 02h14

As mamatas existem só na Cesgranrio ou deveríamos buscar todos os locais públicos ou privados onde a mamata ocorre? Porque, mamata por mamata, melhor deixar assim por enquanto.
Não podemos ser prejudicados por corrupção das instituições educacionais.
A polícia Federal e o MEC que investiguem, apurem e coloquem os culpados na cadeia.
Existem leis e devem ser cumpridas.
Então que se cumpra a lei e que os prejudicados não sejamos nós estudantes e sim os corruptos.

Responder

Luciano Medonça

13 de novembro de 2010 às 00h31

E de um veículo de comunicação interessado na impressão das provas. A Folha de São Paulo, proprietária ou parceira, sei lá, da Gráfica Plural, aquela que vazou as provas do ENEM no ano passado.

Responder

Alice

12 de novembro de 2010 às 23h36

As pessoas precisam ser honestas: o ENEM é realizado através de uma velha mamata do vestibular chamada CESGRANRIO comandada por um conhecido magnata dos vestibulares desde o regime militar, Carlos Eduardo Serpa. Além disso há o dedo sujo do CESPE-UnB, que já desviou recursos e sonegou impostos, além de não apresentar balancete, uma caixa preta conhecida de quem defende transparência nas fundaçõews universitárias e nunca a vê.
Esse tro-ló-ló de que quem é contra o Enem é contra Dilma é a coisa mais imbecil, votei na Dilma e considero o Enem um instrumento autoritário, que jamais passou por qualquer tipo de discussão com as entidades representativas da educação. Um projeto que não avalia, penaliza, isto sim, estudantes e escolas (principal e proporcionalmente as públicas e das regiões mais pobres).
É uma vestibular nacional, com mais problemas que os regionais, pois desrespeita a diversidade dos currículos.
Vejam a fábula que é gasta nesse evento que inferniza a vida do estudante secundarista, já não basta o sufoco do vestibular. Sem falar nesses desastres que desresepeitam a cidadania do jovem brasileiro.
Todo o educador consciente sabe que não é no ensino médio que se vai consertar o imenso problema da falta de qualidade da educação brasileira, é lá no pré-escolar que tem que começar esse trabalho. Mas os salários lá são de fome, o piso nacional é uma miséria. Acrescente-se a desvalorização do exercício do magistério e o fato de que a formação do educador é cada vez mais um processo desqualificado. O aluno chega ao ensino médio analfabeto funcional, aí é que vão fazer demagogia com esse monstrengo do Enem.
Tudo que é imposto sem consultar os professores, sem consultar a comunidade acaba nisso.
Os fanáticos não conseguem ver um palmo adiante do que é este problema, agora tudo é o Pig. Ninguém quer discutir responsavelmente algo de interesse público porque se não está ajudando o Pig, essa teoria da conspiração é igual a da bolinha de papel do Zé Arruela… deixa para o PSDB esse papel imbecil e vamos falar sério e honestamente aqui.
O Enem precisa acabar. Quem avalia aluno é o professor, ele é quem está todo o dia lá pra saber como é o cotidiano do processo de aprendizagem, a avaliação institucional tem que recair sobre os profissionais, a escola e o governo, responsáveis, especialmente este último, pelas condições nas quais se desenvolve o referido processo. O governo, aliás, em matéria de educação está com nota baixíssima já que, destarte a mítica dos números, somos um povo onde a um percentual vergonhoso da população adulta é analfabeta funcional, até mesmo pessoas pós-graduadas.

Responder

    herivelto canales

    13 de novembro de 2010 às 02h09

    Concordo contigo em algumas partes, mas desclassificar o Enem ou classificá-lo como monstrengo, é o fim da picada. Talvez o senhor pense assim, e eu disse talvez, porque tenha feito um bom EF e um bom EM em escolas particulares. Hoje, notamos a quantidade gigantesca de profissionais mal formados, assassinando pessoas com diagnósticos errados, formando-se na USP ou qualquer outra pública de "boa qualidade". Quem não consegue passar nestas universidades, talvez forme-se em particulares de péssima qualidade com um corpo docente de baixo nível, como foi a faculdade de medicina da Unimar, aqui em Marília.
    Isto porque temos uma máfia sim e isto é um fato que não pode se fazer vistas grossas. Então essa conversa da "teoria da conspiração" do PiG ou da política sinistra do PSDB deve ser levantado com muita seriedade e debatido constantemente.

    Pois se for assim, melhor que tenhamos o Enem como referência e que sejamos avaliados por ele, pois quem for preparado para o Enem, tem que ir muito preparado, afinal são 90 questões por dia e mais uma redação.

    Para responder estas 180 questões e tirar uma boa nota, o concorrente tem que ser muito bom e os analfabetos funcionais jamais teriam condição de almejar uma nota que o fizesse pensar ser um gênio ou não.

    O analfabeto funcional não consegue boas notas nem no Saresp que é realizado em SP, pelo demagógico PSDB, onde 500 mil (500.000, eu disse) livros vieram com o mapa da América Latina com dois Paraguais e nenhum Equador. Isso é grave, mesmo porque há muitos professores que, para ganhar o prêmio oferecido pelo governo de SP, chamado Bonificação por Resultados, mandam as crianças preencherem à lápis e depois revisam à caneta para levar a bolada de dinheiro oferecida pelo governo.

    Falar mal do Enem ou querer desmoralizar é deixar os sistema educacional à mnercê da máfia da educação em SP, principalmente e também em outros estados do Brasil.

    Lênin

    13 de novembro de 2010 às 02h35

    Alice,
    Concordo em gênero, número e grau.
    Entretanto, o que pode ser feito para selecionar os alunos além de vestibulares no Brasil?
    Indicação do professor não funciona, pois é um poder muito grande para um profissional só (conhecendo o Brasil, é uma oportunidade para corrupção)!
    Análise do desempenho escolar? Com a enorme disparidade entre as escolas públicas e privadas, jamais funcionaria.
    Primeiro é necessário revisar todo os sistema educacional, em termos de qualidade e estrutura,só depois desta revisão pode-se tentar o que vc sugeriu.
    Tirando que a corrupção rolaria solta neste sistema que vc sugeriu (todos conhecemos BEM o Brasil).
    Do jeito que está, o Enem continua sendo a melhor opção.
    Por enquanto não tem jeito.

:: Fazendo Media: a média que a mídia faz :: » Sobre mídia e política

12 de novembro de 2010 às 23h13

[…] 5) O Enem deu 99,9% certo, mas está sendo atacado dia e noite pela chamada “indústria do vestibular”, com ampla divulgação pelas corporações de mídia. Leia aqui a matéria de Anselmo Massad. […]

Responder

rita

12 de novembro de 2010 às 22h24

eu jamais imaginei que a tentativa do mec em acertar as coisas, em oferecer uma politica nacional unica e um projeto pedagogico unico ao pais fosse acabar em tanta confusão… e é bom acompanhar o que as universidades paulistas andam fazendo. eu creio que a tendencia é a de um vestibular único também…

Responder

Klaus

12 de novembro de 2010 às 22h22

Ajudaria muito se o governo não fizesse tanta lambança no ENEM.

Responder

    LuisCPPrudente

    15 de novembro de 2010 às 12h10

    Klaus, olha que tem mão imunda de tucanos nessa parada, pois tucanos fazem de tudo para que os pobres não sejam médicos, engenheiros,advogados, juízes, etc.

lucila

12 de novembro de 2010 às 22h04

A defesa do modelo do SAT americano já peca. É privado, como quase todos os serviços americanos. A questão que politiza o ENEM, que o demoniza com argumentos pífios, é justamente seu caráter público, democrático e universal.

Responder

mac

12 de novembro de 2010 às 21h51

Senadora haitiana acusa missão da ONU de propagar cólera no país

http://noticias.terra.com.br/noticias/0,,OI478953…

Responder

Luciano Prado

12 de novembro de 2010 às 21h21

Um amigo com conhecimento dentro da PF me relatou que a instituição já está de olho nessa gente deste o ocorrino na gráfica Plural. Para breve teremos novidades. Fase de coleta de provas.

Responder

Gerson Carneiro

12 de novembro de 2010 às 21h18

Na minha opinião deveria funcionar o seguinte: Educação Pública eficaz e eficiente para todos, oferecendo estímulos para o aluno permanecer na escola, gostar de estudar e de aprender. No final do ensino médio, avaliação do histórico escolar do aluno, e se merecer, tem vaga garantida na unicrsidade pública, se não: vá se virar. E se quiser que pague uma dessas porcarias de univerdidade privada.

Ou seja, antes de tudo o Estado tem que oferecer um ensino público de ótima qualidade. E quem não souber aproveitar que se resolva depois.

Responder

    Alice

    13 de novembro de 2010 às 00h52

    É isso, Gérson, tem acabar com essas mamatas de vestibular e valorizar o aluno e seu histórico sem esquecer de lhe oferecer condições para fazer seu melhor, se não souber aproveitar… assuma o ônus.

    Gerson Carneiro

    13 de novembro de 2010 às 11h45

    Tornar a profissão de professor atraente; e tornar a escola interessante para o aluno, mas sem esquecer de atribuir responsabilidades para o aluno ecobrá-lo. Acabar com essa coisa de progressão automática (que só serve para maquiar estatística de Governo Estadual), isso é uma coisa terrível, o aluno pinta e borda na escola e não tá nem aí (quem se delicia com isso são os cursinhos preparatórios para o vestibular, e as faculdades privadas).

    Peço desculpas pela minha chatice, mas repito: só uma revolução estrutural na Educação Pública transformará para melhor o panorama atual. O Governo Federal já deu o ponta pé inicial com a criação do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia cuja implantação já está em andamento em várias cidades do país.

Márcio

12 de novembro de 2010 às 21h03

O movimento estudantil precisa saber disso, do contrário continuarão a prestar, involuntariamente, serviço ao PIG com suas manifestações. A GLOBOMENTE está, "muito democraticamente", repercutindo a indignação dos estudantes.

Responder

Lau Cariri

12 de novembro de 2010 às 19h01

Há um lobby que favorece enormemente os vestibulares locais. Não preciso de dados para mostrar que até 2003 a quantidade de ingressantes no ensino superior federal vinha majoritariamente do ensino privado. Acho que ainda o é. Os cursinhos e escolas preparam máquinas de marcar X com selo ISO 9001. E pra isso não precisa de muita coisa. Basta saber que os indicadores de uma boa qualidade educacional pra essa indústria são aqueles que você vê no final de cada ano nos outdoors com os nomes dos aprovados em vestibular. O Enem exige leitura, muita leitura, o que excede a "simplicidade negativa" dos vestibulares regionais. Tanto é que quando fiz o exame há quase 10 anos a prova era aplicada num dia só e agora, pela exigência de leitura e preparo dos candidatos, dura dois. Se o MEC conseguir "universalizar" o Enem como o melhor acesso às IFES, é provável que ele ganhe até mais um dia de prova. Justo, na minha opinião, se contarmos, como exemplo, os quatro dias de um vestibular aqui da Paraíba.

Acho até que os vestibulares regionais perderam uma ótima oportunidade de serem exatamente "regionais". De cobrarem de seus postulantes temas de seus lugares, de suas realidades. Lembro que foi esforço de muitos amigos professores da minha cidade de trazerem em suas aulas de Geografia, História, Literatura informações e conteúdos sobre os rios que cortam a região, a importância que tiveram e que têm para o lugar; os escritores locais, os cordelistas, poetas repentistas (como o caso de Inácio da Catingueira, o escravo cantador). E nós tivemos dificuldade em trazer isso porque mesmo os vestibulares sendo regionais, esses temas não eram cobrados e, como não "caíam no vestibular", as escolas não estavam interessadas que seus docentes trouxessem tais assuntos pras aulas.

Os vestibulares que fiz na minha época, e mesmo os que vi como professor recentemente, são viciados. Os conteúdos em sala são como profecias que podem mais ou menos se concretizarem no final do ano se assim eles vierem na prova. O tempo todo o professor age mais como profeta que como educador. Isso é uma lástima. Há ainda uma margem de segurança muito grande nestas prestidigitações se levarmos em conta que na parte de Literatura os alunos recebem no começo do ano uma lista de livros que eles precisam ler para responder a questões sobre eles na prova. Isso é no mínimo bizarro. E mesmo que o professor quisesse discutir de maneira mais livre sobre estas obras com os alunos, a Coordenação pedagógica vinha em cima do sujeito exigindo que ele fizesse seu trabalho: contar aos alunos do que se trata a história, ressaltar para eles quais os temas relevantes, prepará-los para determinadas abordagens, ou seja, fazer os que as aves fazem com seus filhotes: abrir o bico deles e regurgitar.

Infelizmente, as escolas e os professores criaram uma coisa que depois os recriou, ou vice-versa, o qual ficou difícil controlar. Qualquer alteração no modo de ensino serve para atender ao vestibular, e não o contrário. Não fantasio nada, sei que temos um alunado em sua maioria desinteressado pela leitura, pela literatura sobretudo. Mas o Enem tenta furar esse bloqueio não trazendo lista de livros, pondo no aluno a competência de buscar suas próprias referências, contando com o professor como aquele que o orienta, que sugere ligações externas, apresenta mais opções de assuntos, temas paralelos, como um fomentador e não um vomitador de coisas.

Acho ainda que o Enem está distante da melhor avaliação do ensino médio no Brasil. Deveria exigir mais partes escritas, além da redação. Deveria possuir uma abrangência de assuntos que desse visibilidade a temas regionais, ao mesmo tempo que respeitasse o espaço das subjetividades de todos os alunos que fazem o exame, sem haver prejuízo de uma identidade sobre outra. E o Enem deve ser sobretudo uma ferramenta poderosa do poder público para fazer um mapa da educação no país e que oriente políticas educacionais efetivas que cheguem, antes dos outros, aos que mais precisam primeiro.

Responder

Gerson Carneiro

12 de novembro de 2010 às 18h47

O ENEM é a máquina da verdade a qual o Paulo Renato procura evitar submeter seus alunos do SARESP.

Responder

Alice

12 de novembro de 2010 às 18h45

A eleição acabou e o Serra também. Chega de Lulismo. Vamos defender o interesse público. O Enem é uma bagunça, prejudica os estudantes e suas famílias.
Há diferenças regionais entre os currículos dos estudantes e não é o Enem que vai tornar tudo igual, o Brasil é um país marcado pela diversidade. Além disso, os alunos de escolas particulares e de regiões mais ricas saem em franca vantagem sobre os demais. É apenas um outro tipo de vestibular, só que mais bagunçado pela dificuldade logística de se assegurar as condições para a realização do mesmo. Sou contra o Enem desde a concepção e agora, mais do que nunca, continuo contra. Os alunos devem ingressar na universidade conforme o seu desempenho ao longo do ensino médio com reserva de vagas prioritária para o estudantes de escolas públicas. Os medidanos que podem pagar que procurem as faculdades particulares.

Responder

Regina

12 de novembro de 2010 às 18h16

Parece que, quanto mais o tea party tupiniquim bate mais apoio o Governo Lula conquista…A politizaçaõ acontece em todos os setores e, na Educaçaõ é ainda mais forte…O sucesso do ENEM conta com fortes defensores ,o texto apresentado é maravilhoso…Os interesses vaõ ter de ser contráriados é como se muda um País…Por mais que tentem colocar em xeque o Governo de Dilma,a maturidade do Povo está ocorrendo…Movimentos como a UNE estaõ apoiando tbém…As manifestações estaõ acontecendo em todas as direções e o PIG deixou de ter a última palavra…A internet entra e ocupa o vazio social de quem naõ sente a representaçaõ da Mídia Tradicional…que aos poucos é transformada no bobo da corte( que diga Silvio Santos na entrevista da Folha)…A credibilidade dos tupiniquins está sendo detonada em tudo…Graças a Deus, pois Dilma vai precisar de muita credibilidade para mexer em interesses até hereditários…Quanto mais bater mais forte o Governo fica e mais mobilizadas as pessoas…Foi muito bom o desempenho do Ministro…Parabéns.

Responder

Pedro Ayres

12 de novembro de 2010 às 17h54

A opinião do Rudá pode ser dividida em dois momentos distintos. Um, em que faz a precisa análise sobre quem e porque combatem o ENEM. o outro, em que toma os EUA como referência, pois, de acordo com estudos do próprio Departamento de Educação e alguns instituições universitárias, o padrão do ensino médio por lá está entre o sofrível e o ruim, logo, a aferição técnica que possam desenvolver é apenas avançada numa só direção, pois, foi incapaz de orientar a Educação e o Ensino para reais situações de excelência. Privatizar o ENEM não resolve nada, pois, apenas substituirá um manco sistema, por outro que logo ficará manco e ultrapassado. Creio que o caminho do MEC é o mais acertado e que mais se aproxima da nossa realidade.

Responder

pereira

12 de novembro de 2010 às 17h43

Vamos pedir que nossa presidente diminua o dinheiro dos meios de comunicações, e eles vão sangra, como disse o próprio fhc, parece que um dos seus já esta sangrando, então vamos exirgir que nossa presidente corte o dinheiro da globo, band, veja e folha e eles logo-logo vão a banca roda.

Responder

J.L.Brandão Costa

12 de novembro de 2010 às 17h30

Porquê sempre ir beber na fonte gringa. O ENEM é uma vesão brasilera do Baccalauréat francês, que tem seus equivalentes na Itália, em Portugal, na Alemanha, enfim, em grande parte da Europa, salvo os anglo-saxões, que, como sempre têm tudo diferente, que só eles entendem os critérios. São exames nacionais, padronizados, feitos num mesmo dia, no país inteiro. Dão acesso às faculdades. Os chamadaos cursos das "Grandes Écoles", têm requisitos de acesso por concurso público próprio específico de cada uma. Mas o "BAC", é uma garantia de acesso à maioria das faculdades. Uma chancela do ensino secundário, que é também de programa unificado para cada espécialidade, p.ex. ciências, matemáticas, humanidades, biológicas etc.

Responder

bene

12 de novembro de 2010 às 17h21

Concordo plenamente com o sociólogo, todavia faço uma aobservação; "o enem é o caminho, é a solução, é o método coreto, apesar de fálho, é o que temos, e para chegarmos ao nível dos sistema estadounidense, precisamos de mais tempo, estamos começando, e com certeza chegaremos lá".
O que temos que levar muito a sério, é a tentativa dos grupos financeiros/poíticos, de quebrar o enem, logo de saida. Se não tivéssemos um ministro do calíbre do Hadad, provavlmente o país já teria desistido dessa ferramentea maravilhoa, a qual devemos fortalecer cada vez mais.

Responder

Natasha Avital

12 de novembro de 2010 às 17h07

Só discordo da utilização de um modelo parecido com o americano. O deles, muito baseado em recomendações e em entrevistas, é prato cheio para a discriminação contra [email protected], e o ingresso na universidade de pessoas simplesmente por pertencer a famílias ''tradicionais'', ou por ser bons esportistas que poderão jogar no time da faculdade apesar de ter um desempenho medíocre.

Responder

    Lucas Cardoso

    12 de novembro de 2010 às 19h12

    É verdade. No entanto, é importante observar que o sistema deles também oferece bolsas para alunos mais pobres, principalmente os pertencentes a minorias, como o Azenha bem observou em um outro artigo. Mesmo assim, lembremos que os Estados Unidos estão longe de ser um modelo ideal de educação. Se a educação brasileira ficar tão boa quanto a dos EUA, ainda vai ter que melhorar muito.

Luiz Fortaleza

12 de novembro de 2010 às 16h58

Só não pensem que a Educação é a rendentora das mazelas que o capitalismo produz, inclusive desemprego, mesmo para quem tem nível educacional elevado. Vejam o exemplo alemão, povo educado, e emprego limitado.

Responder

    Coralina

    13 de novembro de 2010 às 22h57

    Pertinente observação, L. Fortaleza. É por isso que a "formação em sentido mais amplo", ou, a Educação que não visa somente o vestibular implica, a meu ver, problematizar o sistema econômica, cultural e historicamente: a partir de quaisquer áreas do conhecimento e com estudantes de qualquer faixa etária ou nível de ensino, obviamente com a devida e respectiva metodologia e vocabulário. Ser democrático e ético pode ser apreendido desde a pré-escola. E deveria, se quisermos uma população que, quando adulta, não se conforme com desigualdades sociais, abuso de poder, e seja instigada a estudar, também, para encontrar alternativas para essa lógica do mercado que permeia tudo.

Armando do Prado

12 de novembro de 2010 às 16h41

Mas essa indústria acaba de sofrer uma derrota com a decisão do TRF.

Responder

denilson

12 de novembro de 2010 às 16h30

Absoluta verdade! Sou fruto desta maquína de moer carne e espero que meu país tenha uma educação bem diferente desta que eu tive.

"já que o ensino médio e mesmo o fundamental direcionam-se às provas, e não à formação em sentido mais amplo"

Responder

Rita Maria

12 de novembro de 2010 às 16h22

E os alunos que foram DESORIENTADOS PELOS FISCAIS? Ficarao a ver navios?
Transformar a discussao dos erros do exame no último sábado numa discussao polítco partidária nao contribui para a mehoria do mesmo. Houve erros grosseiros: provas com erros, cartoes resostas idem, salas onde se pode usar lápis e borracha, uso de corretivo em outras, possibilidade de troca de catao para alguns e nao para todos os que foram orientados a começar a marcaçao do cartao de forma errada, etc….
Tranferir o ônus da má aplicaçao do exame para o avaliado nao me parece uma saída justa e muito menos ética.
A opçao de mudança na correçao dada pelo MEC nao resolve todas as questoes.
A melhor de todas as liçoes penso que seria reconhecer os erros e refazer a prova de sábado para todos.

Responder

Baixada Carioca

12 de novembro de 2010 às 16h06

Aí a gente acrescenta que cada cursinho pré-vestibular anunciava no PIG. É… o preju foi grande!…

Responder

Cícero

12 de novembro de 2010 às 15h56

O sociólogo Rudá Ricci está corretíssmo. Há sim setores da educação privada tentando tumultuar e extinguir o Enem. E a oposição ao governo Lula, vê nisso uma grande oportunidade para criticar o governo situacionista e atrair eleitores com vistas já às eleições municipais de 2012. Assim, de um lado, temos poderosos interesses econômicos envolvidos nessa tentativa de tumultuar e desmerecer o Enem; de outro lado, aparecem os tucanos, o PIG e o 'opus dei' que, derrotados na eleição presidencial, tentarão de todas as formas, durante os próximos 4 anos, destruir Dilma Rousseff para, desse modo, assenhorarem-se do precioso legado econômmico deixado pelo governo Lula.

Desde 1998, quando foi criado, até 2009, não se ouvia falar de problemas envolvendo a logística do Enem . Os problemas só começaram a partir do momento em que o Enem passou a ser utilizado como forma de seleção de ingresso em universidades públicas federais e para obtenção de bolsas de estudo junto a instituiçoes privadas de ensino superior.

É lamentável. Profundamente lamentável essa postura negativa e destrutiva de grande parte do empresariado do setor de educação privada do país. Mais triste ainda é ver a oposição empenhar-se para destruir o Enem, que hoje se traduz em esperança para milhões de jovens que sonham ingressar em uma instituição de ensino superior.

PS: PARABÉNS ao presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, desembargador Luiz Alberto Gurgel de Faria, que liberou o Enem; e NOTA ZERO para a juíza Karla de Almeida M. Maia que, numa decisão preciptada e temerária, impediu o Inep de dar proseguimento ao Enem. Como vemos, os 15 minutos de fama dessa juíza, felizmente, terminaram.

Responder

sergior

12 de novembro de 2010 às 15h30

Não há inocentes nessa questão. O ENEM é um vestibular nacional. Dizer que acabou o vestibular é uma assombrosa manipulação. Os vestibulares por universidades são extintos (ou diminuídos em importância) e a disputa passa a ser nacional. Ótimo para os cursinhos, especialmente para aqueles com redes nacionais (como os grupos Objetivo, Anglo, Pitágoras e outros do mesmo tipo), que, agora, não têm que adequar seu material pseudo-didático (apostilas) ao caso regional específico. Menor custo, maior lucro. Abre margem mesmo para os cursinhos à distância, já tão comuns nos cursinhos preparatórios para concursos nacionais, como os da área jurídica. Ou seja, dizer que o ENEM/SISU acaba com a indústria dos cursinhos é uma enorme falsificação, ao contrário, ele a reforça e certamente vai provocar a concentração nessa área, na qual grupos locais/regionais têm tido maior sucesso que os nacionais. Dizer, além disso, que o ENEM reforça o ensino médio é outra mistificação. O ENEM acabou com as listas de livros de literatura brasileira que eram solicitados nos vestibulares locais/regionais. Normalmente, e para a maioria dos candidatos, eram os primeiros livros que liam efetivamente. Extinguiu o uso de francês como uma das possibilidades de línguas. Disciplinas como Filosofia e Sociologia, introduzidas recentemente na grade do ensino médio, são descartadas. Por fim, o ENEM resolve um problemas de São Paulo, estado com a menor oferta de vagas públicas para ensino superior. São Paulo passa a exportar estudantes, especialmente nos cursos de maior demanda, como Medicina. Não é gratuito que a adesão da UFMG ao ENEM levou o curso de medicina da mesma a explosivos 54 cand/vaga, a maior demanda histórica de qualquer curso da UFMG. Enquanto isso, a FUVEST se resume a 49 cand/vaga. Há um sequestro de vagas regionais pelos candidatos dos estados de maior demanda e menor oferta. E é certo que dificilmente será o filho dos despossuídos da sorte que se deslocará para ocupar vagas em outro estado, posto que isso implica em custos enormes e as verbas de assistência estudantil já são minúsculas frente a atual demanda, quanto mais possibilitar esse deslocamento. Dizer, que o SAT estadunidense é um método de seleção é uma enorme manipulação e inverdade. O SAT, como já postado inclusive pelo Azenha, não é para isso. É um, dos vários, critérios de acesso a uma universidade estadunidense. Pelo fim do ENEM! Por mais vagas de qualidade em universidades públicas e gratuitas!

Responder

Helena K. Oliveira

12 de novembro de 2010 às 15h26

Uma pequena nota: Considerar carta de professores como um dos fatores de ingresso em cursos de graduação públicos é um risco demasiadamente grande. Sabemos, sim, quanto tráfico de influência e controle ideológico estaria na mão de professores. Sabemos que eles já tem esse poder em muitos dos cursos de pós-graduação do país, extendê-lo aos cursos de graduação seria mais um passo rumo à mediocridade de nossas academias.

@okhelena

Responder

monge scéptico

12 de novembro de 2010 às 15h25

Dois mil! não são três milhões!. Por trás disso tudo, há uma récua de quadripatas, que julgam,
o povo estúpido.
A desgraça desse país, é o abre pernas. Qualquer vagabundo com um mestrado qualquer e,
que não se respeita nem ao povo, pode montar um caça níqueis, que são muitos desses cursin-
-hos, os quais querem explorar ad aeternum. Quando o governo visando colocar mais talen-
-tos nas universidades, arquiteta o ENEM, mesmo que seja para os menos favorecidos que
não poderiam pagar cursinhos, alguém orquestra meia dúzia de toupeir….digo destituidos de
censo, a trabalhar para tumultuar o processo. Logo devem receber apoio de interessados, em
manter o estado de burrice generalizado. Daí é fácil obter os serviços de "serviçais" eternos por
níquéis

Responder

reinaldo carletti

12 de novembro de 2010 às 14h48

eu gostaria de conhecer o ex dono do anglo , genio!! fez o civita , aquele que ve tudo na sua veja, engolir o MICÃO!!comprou o anglo …. e sujeito idiota!
reinaldo carletti

Responder

Eduardo

12 de novembro de 2010 às 14h31

Essa matéria é de tirar o chapeu, parabéns a ela que colocou muito bem os fatos que estavam a anos intalados na minha garganta. Isso foi como um desafogo alívio total, estava esperando por isso há anos. Sem dúvida o enem é a melhor forma de ingresso numa universidade, más tem que conter esses erros. Eu acho que o Sr. Rudá é um forte concorrente do ministro. O senhor rudá ta falando pelo povo que clama educação.

Responder

Marcelo Fraga

12 de novembro de 2010 às 13h38

De acordo com a nossa presidenta, o Pré-Sal é o passaporte do Brasil para o futuro.
E para mim, o ENEM é o passaporte do jovem pobre para o futuro.
Isso não pode parar.

Responder

    Cícero

    12 de novembro de 2010 às 16h23

    Falou pouco, mas disse muito.

    LuisCPPrudente

    15 de novembro de 2010 às 12h15

    Ano passado foi a gráfica da famiglia Frias que tentou estragar o ENEM, neste ano os tucanos devem ter tomado uma medida mais complexa para prejudicar o ENEM, pois tucanos e donos de órgãos mafiosos como este da familgia Frias não querem que pobres alcancem a Universidade. Não querem que podre sejam médicos, engenheiros, etc.

Paulo Cesar

12 de novembro de 2010 às 13h32

A DESGRAÇA É A POLITIZAÇÃO DO ENEM, ENTRETANTO…
QUAL O MELHOR CAMINHO ???
O ENEM não é só um teste.
O ENEM traz em sí uma REVOLUÇÃO no que se quer fazer com a educação dos jovens
O ENEM tecnicamente é FANTÁSTICO.
Mas, como diria Garrincha, FALTA COMBINAR COM OS RUSSOS
O POVO, OS ESTUDANTES, OS PAIS DOS ESTUDANTES, OS PROFESSORES, O MUNDO EDUCACIONAL
NÃO FORAM COMUNICADOS DAS VERDADEIRAS INTENÇÕES DO MEC

Responder

    Cícero

    12 de novembro de 2010 às 16h15

    "Os pais não foram comunicados das verdadeiras intenções do Mec" – Como assim? Não entendi!!!!!

    O Enem é de responsabilidade do INEP, autarquia vinculada ao MEC, sem caráter econômico, sem fins lucrativos. Todas as informações sobre o exame estão disponíveis na WEB e, portanto, acessíveis a qualquer pessoa (estudantes, pais, professores, etc.).

francisco p.neto

12 de novembro de 2010 às 13h11

O Di Genio deve estar adorando esse Enem!!!

Responder

RBM

12 de novembro de 2010 às 13h01

Além de contrariar os interesses da indústria do cursinhos e do vestibular por universidade, a resistênciaao ENEM parte também, infelizmente, de colegas professores que passam ao largo do que aprendem nos cursos de formação e, ao ingressarem no ambiente de trabalho, procuram o caminho fácil do acomodamento às práticas antigas, com base na decoreba de fórmulas e definições dissociadas de contextualização. Muitas vezes, querem apenas evitar atrito com os companheiros mais antigos na profissão. Contudo, se esquecem de sua responsabilidade social primeira com os alunos.

Responder

Pedro

12 de novembro de 2010 às 12h53

Estou gostando dos comentários. Todos equilibrados e mostrando como se deve fazer política. Vamos caprichar tendo em vista tornar a internet o 5º poder, independente das forças econômicas atualmente dominantes.

Responder

Urbano

12 de novembro de 2010 às 12h49

Querem empurrar computador e apostila chinfrins, tão somente.

Responder

sergio

12 de novembro de 2010 às 12h28

Isso mesmo, e com o auxilio luxuoso do PIG. Estamos atentos.

Responder

jose

12 de novembro de 2010 às 12h26

por mais que eu me considere um cara ligado, ainda sou pego de surpresa. eu jamais imaginaria que no Brasil varonil crescendo a mil, houvesse pessoas de tão mal carater capaz de tentar minar o enem. pois eu digo, sou universitário, e cada dia mais acredito na educação levando o BRASIL para o 1º mundo. Mas precisamos de um movimento que construa o cidadão brasileiro e promover um "renascimento" na nossa sociedade. Esses vermes que querem minar tudo o que vier em benefício de nós pobres, nunca foi pobre. É terrivel saber que pessoas assim convive com a gente na sociedade. São abutres que se alimentam de carne humana e das visceras dos pobres deteriorados pelos interesses famintos do capitalismo falido. Isso eu peço pelo amor de DEUS, alguém ouça meu grito. Façam um filme sobre essa gente. Tal qual como elas são. Não dá pra conviver com isso. Não sei como que o LULA, consegue dirigir
o Brasil, com esse tipo de passageiro a bordo. Esses engraçadinhos que tentaram minar o enem, precisam de apodrecerem na cad

Responder

    Cícero

    12 de novembro de 2010 às 16h22

    Também acho, mas prisão pra essa corja é pouco. Essa raça de víboras que tenta destruir o Brasil, impedindo o progresso, deveria ser exilada do país. Sou a favor da instituição da pena morte no Brasil para essa súcia que ameaça e abala as estruturas das instituições democráticas do país.

Arlete

12 de novembro de 2010 às 12h22

Meus amigos blogueiros a luta contra a ditadura midiática continua… Mas não a luta de "baixarias' dos pig do psdb.
Obrigado Rudá, "mestre de verdade", contamos sempre com sua opinião.

Responder

Alice Matos

12 de novembro de 2010 às 12h20

Na mosca Rudá!

Responder

Marcelo de Matos

12 de novembro de 2010 às 12h01

O MP cearense já teve seus 15 minutos de glória. O TRF acaba de cassar liminar que suspendeu o resultado do Enem.

Responder

Daniel

12 de novembro de 2010 às 11h49

A gráfica de onde vazaram as provas do Enem 2009 e de onde saíram essas mal-montadas de 2010 é a mesma: Gráfica Plural, do Grupo Folha… Isso já diz muita coisa. O MEC havia recusado-a como ganhadora da licitação, mas… recorreram e o MEC foi obrigado a aceitar. Parabéns ao juristas que pouco se importaram com a qualidade do fornecedor e se prenderam ao draconismo da Lei… Deveriam responder solidariamente pelo prejuízo financeiro causado.

Responder

    Conceição Lemes

    12 de novembro de 2010 às 12h35

    Nâo é, Daniel. A de 2009 era a Plural. A de 2010, a Donatelly.

Celso

12 de novembro de 2010 às 11h38

O PIG já está maculando o Lula pra 2014. Isso que é planejamento de longo prazo. Com visão míope, claro

Responder

elima

12 de novembro de 2010 às 11h37

Na minha observação eu vou mais longe !!!! dois anos consecutivos de problemas no enem. OU SERIAM DOIS ANOS CONSECUTIVOS DE SABOTAGEM AO ENEM ? Isso não seria um caso de uma investigação profunda e também de uma fiscalização altamente sofisticada ?… QUEM SÃO ESSAS GRÁFICAS IDEOLÓGICAMENTE, PARTIDARIAMENTE, POLITICAMENTE, ÉTICAMENTE,LIGADAS A QUEM E A QUAIS COMPROMISSOS ?? QUEM INVERTEU AS FOLHAS DE RESPOSTAS ? COMO ? QUAL FUNCIONÁRIO ??? POR QUE ??? PRA QUE ? As matrizes foram conferidas e confirmadas, então não tem lógica esse erro !!!! OU TEM ? São perguntas que não saem da minha mente e garanto de milhares de pessoas minimamente observadôras. As armações e sujeiras contra o governo do Presidente Lula para transformar em escândalo já é um fato conhecido de todos os brasileiros, portanto, O POVO ESTÁ ATENTO e a mídia desacreditada !!!!

Responder

    Cícero

    12 de novembro de 2010 às 16h01

    Tinha de pôr a Polícia Federal pra investigar o caso. Também está na hora de o povo brasileiro reagir e organizar um pesado manifesto contra os marinhos, os frias, civitas e afins, antes que eles detruam o país.

Marcos Pimentel

12 de novembro de 2010 às 11h32

A elite conservadora brasileira (constituída por políticos, intelectuais, empresários e seguidores) é cruel, predadora, egoista. Não aceita o menor movimento em direção a emancipação dos mais pobres, rejeitando o projeto de desenvolvimento nacional, que só poderá se consolidar com a ascensão das classes excluidas do desenvolvimento.

O ENEM é um instrumento muito forte que pode ser utilizado para a boa formação do povo com capacidade crítica e que seja senhor de seu próprio destino. Eis aí o motivo das tentativas de desacreditá-lo.

Responder

V

12 de novembro de 2010 às 11h28

Só não concordo com raciocinar que uma organização privada, mesmo uma ONG, seja melhor que uma organização pública per si. Muitas instituições pública são reconhecidas por sua excelência, e delas saem profissionais para o mercado privado. No caso do ENEM, eu não concordo que ele deva ser administrado por uma instituição privada, pois o modelo público é a única que tem seus objetivos pautados para o bem estar da população.

Já pensou uma ONG dessas, com um 0800 que não funciona, privilegiando grandes centros, descompromissada com os mais pobres e pagando jabá a jornalistas.

Responder

joni

12 de novembro de 2010 às 11h12

Certíssimo, Sr. Ricci.O único problema é que os maiores beneficidos pelo Enem, os alunos pobres, que não podem pagar cursinho, repetem as críticas divulgadas pelo 'PIG'. Carece de divulgação, muita divulgação, a verdade sobre o Enem.

Responder

raul soares

12 de novembro de 2010 às 11h01

É isto aí Ruda , ótimo texto, este é o meu amigo velho de guerra,
te cuida, pois isto vai dar o que falar…
Abraços

Responder

augustodafonseca13

12 de novembro de 2010 às 10h59

Organizações Serra tem primeira grande derrota no terceiro turno: Justiça libera o Enem 2010!

Esse terceiro turno promete!

As Organizações Serra (Globo, Folha, Estadão e Veja, entre outros) farão de tudo para desgastar o governo Lula e retirar parte do capital político acumulado por Dilma Rousseff nas eleições presidenciais deste ano.

A principal ação teve como objetivo anular o Enem, com base num erro de um seis pentelhésimos porcento de erro.

As Organizações Serra funcionam assim: qualquer erro grosseiro ou grave do governo do PSDB de São Paulo (Serra ou Alckmin) é assunto de pé de página 17 e, na TV, passa-se batido. Já qualquer erro pentelhesimal do Governo Lula, e já agora da Dilma, é escândalo, pedido de CPI, ação do Ministério Público e o escambáu.

Pois bem, a Justiça acaba de liberar o Enem 2010, conforme matéria de um G1 “tristinho” (clique aqui).

Texto completo em: http://festivaldebesteirasnaimprensa.wordpress.co

***

Responder

Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding
Loja
Compre aqui
O lado sujo do futebol

Tudo o que a Globo escondeu de você sobre o futebol brasileiro durante meio século!