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Rubens Casara: Em tempos de indigência intelectual, qualquer personagem de circo de horrores pode chegar à presidência
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Rubens Casara: Em tempos de indigência intelectual, qualquer personagem de circo de horrores pode chegar à presidência


10/09/2019 - 16h51

Ignorância como matéria-prima

por Rubens Casara, na Cult

Ignorância, por definição, é o estado de quem não tem conhecimento ou cultura: um desconhecimento por falta de estudo, experiência ou prática.

Todos nascem ignorantes e, em certo sentido, essa é a nossa identidade original. Mudar esse estado, ou não, sempre foi uma opção política tanto quanto o resultado de um esforço pessoal.

Por muito tempo, havia consenso de que era necessário superar a ignorância para desenvolver as potencialidades de cada indivíduo e fortalecer a sociedade.

Mesmo a abstração do “homem econômico”, transformado em modelo do “indivíduo desejável” tanto no liberalismo clássico quanto no neoliberalismo, supõe uma pessoa que superou a ignorância para se tornar capaz de calcular as vantagens pessoais que possa obter a partir de suas decisões e ações.

Em apertada síntese, a ignorância, até bem pouco tempo, era vista como uma negatividade. Mesmo as pessoas mais ignorantes procuravam fingir algum tipo de conhecimento diferenciado ou de erudição.

Hoje, ao contrário, passou a ser percebida como uma positividade e tratada como uma mercadoria.

A ignorância é um estado que possui valor porque pode ser explorada tanto no plano econômico quanto no plano político.

É a matéria prima para um processo de subjetivação que não enfrentará resistência de valores como a “verdade”, a “solidariedade”, a “inteligência”, a “lógica” etc.

A partir da ignorância é possível potencializar tanto o mercado quanto a adesão acrítica a um regime político. Manter a ignorância tornou-se, então, uma das principais metas da “arte de governar”.

Diante da valorização econômica da ignorância, o “homem ignorante” é ressignificado e passa a ser percebido como o tipo-ideal de cidadão: aquela pessoa que se caracteriza pela simplicidade com que todos podem se identificar.

A “educação” e a “cultura”, por sua vez, começam a ser tratadas como ameaças que precisam ser afastadas. Instaura-se, assim, um novo modo de governo, mais eficaz e barato: o governo para e pela ignorância.

Com a demonização da educação e da cultura (percebidas como atividades degeneradas e “ideológicas”), aparece o indivíduo com orgulho de ser ignorante, como demonstra a adesão sem reflexão às posturas anti-intelectualistas em voga na sociedade.

Em uma curiosa inversão valorativa (e, com toda manifestação ideológica, não percebida enquanto tal), o intelectual (aquele que se diferencia por um saber específico) torna-se objeto de reprovação social, enquanto aumenta a ode à ignorância e à espetacularização do desconhecimento.

Diante desse quadro, cada vez mais pessoas buscam se expressar a partir de uma linguagem empobrecida, com o recurso a slogans, frases feitas, chavões, jargões e construções gramaticalmente pobres, com o objetivo de serem compreendidas e contarem com a simpatia de interlocutores que eles supõem serem ignorantes.

A orientação para os governantes, a oposição, os jornalistas, os gerentes e diretores de grandes empresas é a de se limitar a formulações simples (sujeito-verbo-complemento) e utilizar um vocabulário pobre para conseguir a atenção de um auditório que eles acreditam (e agem para tornar) cada vez mais inculto.

Revisitar um discurso ou uma conferência de imprensa dos principais políticos do século passado, e compará-los com os eleitos de hoje, gera profundo incômodo.

A questão ultrapassa limites territoriais ou ideológicos: para não falar do Brasil, basta comparar as manifestações públicas do General De Gaulle ou de François Mitterand com as de Nicolas Sarkosy e François Hollande.

A redução dos standards de conhecimento e educação necessários para chegar ao poder são evidentes (como demonstram as manifestações do presidente brasileiro Jair Bolsonaro sobre a mulher do presidente francês Emmanuel Macron e o “boicote” à marca de canetas Bic).

Hoje, as referências culturais da grande maioria dos políticos não ultrapassam citações a Chaves (não o político venezuelano, mas o personagem infantil mexicano) ou, na melhor das hipóteses, a Valdemort (da saga Harry Poter).

Os déficits culturais são evidentes tanto entre os eleitos quanto entre os eleitores: O desconhecimento de Jean Valjean e dos irmãos Karamazov é proporcional ao crescimento do capital político de atores pornôs fracassados, cantores de qualidade duvidosa e jovens dirigentes de milícias virtuais especializados em ofender e divulgar fake news.

As mesmas pessoas que desconhecem a Ilíada de Homero são os que gritam “mito” e “herói” para defensores da tortura, de ilegalidades e das ditaduras militares latino-americanas.

Em um clima de indigência intelectual, qualquer personagem saído de um circo de horrores ou de um programa de auditório brasileiro (igualmente horroroso, por explorar a pobreza e a desgraça) pode chegar à presidência da República. Basta pensar que a cada campanha eleitoral diminuem o número de palavras e verbos utilizados nos debates e nos programas de governo.

Os debates televisivos entre os candidatos, com suas regras que inviabilizam a formulação de ideias e a exposição de argumentos com alguma profundidade, são outros exemplos que sinalizam a desimportância do conhecimento, tanto à direita quanto à esquerda, no campo político.

Nas grandes empresas, não é diferente. Métodos de “gerência” importados dos Estados Unidos buscam bloquear a reflexão e otimizar a alienação para fazer dos trabalhadores meros autômatos.

Alguns sintomas desse incentivo à ignorância no ambiente das grandes empresas são facilmente percebidos, tais como o abuso do PowerPoint para orientar as formas de atuação dos empregados a partir de imagens pensadas para pessoas incapazes de interpretar um texto; a contratação de consultores externos, diante do reconhecimento da incapacidade do pensamento no ambiente da empresa etc.

Também no campo do jornalismo a perda da qualidade intelectual é perceptível.

Não é uma obra do acaso: para a manutenção da ignorância é necessário atacar tanto a educação quanto a liberdade de expressão.

A standardização e a uniformização dos conteúdos jornalísticos somadas à precarização da profissão de jornalista e à concentração de poder nos blocos midiáticos (dominados por empresários sem preocupações filantrópicas), fenômenos típicos a partir da racionalidade neoliberal, são o retrato da derrocada do jornalismo em todo o mundo.

A necessidade de manter o emprego e o desejo de atender aos detentores do poder econômico comprometem a qualidade da informação e impossibilitam que determinados assuntos, notícias ou reflexões que não interessem aos patrões sejam veiculados.

Cada vez mais são “fabricados” jornalistas ignorantes para produzir desinformação e, assim, divulgar/produzir ignorância.

A opção por oferecer informações e discursos simplificados, de priorizar o fútil e o insignificante em lugar da informação e da reflexão, também são uma opção política tanto dos empresários que controlam os meios de comunicação quanto da pequena casta de jornalistas que exercem postos chaves no mercado de produção de notícias.

O exemplo do tratamento jornalístico dado pelo Grupo Globo à chamada Vaza Jato, conteúdo informativo que atinge a imagem de “herói” do atual Ministro da Justiça brasileiro, é um exemplo bem evidente de como opções políticas e econômicas das empresas apostam na ignorância da população e comprometem a qualidade da atividade jornalística.

Trata-se de uma questão exclusivamente econômica: notícias de evidente interesse público não são divulgadas (ou são desqualificadas) para que não se perca o investimento na construção midiática do herói Moro.

A hipótese deste pequeno artigo é a de que é preciso reconhecer a vitória da ignorância.

O reconhecimento da derrota da inteligência e a identificação dos mecanismos e funcionalidades da gestão da ignorância são os antecedentes lógicos da reflexão e da criação de estratégias que recuperem a importância da educação e da cultura na construção de uma sociedade menos injusta (e, portanto, mais inteligente).

Ignorância e identidade

A ignorância é um dado natural. Basta não educar ou educar precariamente para conseguir essa matéria-prima.

Mantê-la, incentivá-la e explorá-la passam a ser objetivos estratégicos (e biopolíticos) tanto de governantes quanto de empresários. Isso porque a ignorância permite uma nova e mais produtiva forma de reificação, uma radical impossibilidade de “reconhecimento” (que não se resume à mera identificação): o desconhecimento a respeito dos outros seres humanos, dos mecanismos de exclusão, das técnicas e dispositivos de opressão e do como se interage com outras pessoas.

O valor político da “ignorância”, que facilita a introjeção de uma normatividade adequada aos interesses dos detentores do poder político e do poder econômico, está ligado à ideia de identidade.

É a ignorância que permite uma identificação direta com ampla parcela da população, uma identificação a partir da falta de conhecimento/informação e da miséria intelectual.

A identificação é um processo através do qual tanto a identidade pessoal quanto as relações sociais são construídas.

Todavia, em um quadro de empobrecimento da linguagem e de pobreza intelectual, a “identificação” leva à formação de indivíduos que se submetem aos mandamentos daqueles com os quais se identifica e, ao mesmo tempo, à exclusão de todos os que não se adaptam a eles, em um fenômeno tendencialmente violento.

Essa violência, não raro, adquire uma forma institucionalizada na medida em que é organizada e passa a contar com o apoio tanto do governo quanto dos grupos de interesse que controlam as máquinas de produção de subjetividades (televisão, smartphones, redes sociais, etc.).

A divisão da sociedade entre os “desejáveis” e os “indesejáveis” é uma opção política facilitada pela ignorância que permite fazer com que criminosos recebam o tratamento de “heróis”, ao mesmo tempo em que todos aqueles que não interessam aos detentores do poder são criminalizados/demonizados.

Note-se que a identidade pela ignorância é um fenômeno correlato ao da ascensão de ignorantes ao poder econômico e ao poder político, ou mesmo à tentativa de parecer cada vez mais ignorante para conseguir enganar e explorar pessoas rotuladas como ignorantes.

Há uma espécie de captação simbólica e o surgimento de uma nova figura de autoridade que se caracteriza tanto pela ignorância quanto pelo sucesso político e/ou econômico.

A mensagem do detentor do poder poderia ser traduzida nos seguintes termos: “sou tão ignorante quanto você, mas cheguei ao poder, você também consegue, basta me seguir e/ou copiar”.

Hoje, ao detentor do poder político ou do poder econômico basta repetir fórmulas prontas, slogans, piadas preconceituosas e outras manifestações associadas à ignorância, ao preconceito ou à burrice para angariar o apoio e a simpatia de pessoas que foram levadas a acreditar que o desconhecimento não é um obstáculo à realização pessoal.

Políticos, empresários, jornalistas e funcionários públicos disputam a imagem do ignorante para retirar proveito e lucrar.

Ignorância e autoritarismo

Não há como manter um regime autoritário sem “investir” na ignorância.

Um povo ignorante pode não só ficar apático diante do autoritarismo como verdadeiramente desejá-lo, na tentativa de suprir o medo que deriva do desconhecimento sobre fenômenos e valores democráticos como a liberdade e a verdade.

A ignorância adquire assim um caráter funcional para o autoritarismo.

É o elemento que, ao mesmo tempo, faz a ligação entre o governante e grande parcela da população, bem como permite a manipulação da opinião pública na construção de consensos antidemocráticos.

É a ignorância que fomenta a base social que naturaliza o absurdo.

O indivíduo ignorante acredita que ele e suas limitações são o retrato do mundo. Incapaz de operar a distinção entre discurso e realidade, entre o essencial e o superficial, torna-se facilmente massa de manobra.

Não por acaso, a ignorância é a matéria prima para as mais variadas formas de populismo, nas quais a emoção e os sentimentos manipulados substituem a reflexão crítica, os argumentos racionais e as demonstrações empíricas.

O desconhecimento da complexidade da sociedade, e a insegurança gerada por essa ignorância, favorecem o surgimento de tendências psicopolíticas e movimentos de massa reacionários, que buscam em um passado idealizado a segurança perdida e o sentido da vida.

No lugar do convencimento por argumentos racionais, o governo pela ignorância atua a partir do reforço de preconceitos, da exploração das confusões conceituais e do preenchimento dos vazios cognitivos com as “certezas” do governante, visto como um igual (ignorante) que deu certo (e aqui reside uma contradição performática que a cegueira da ignorância impede que seja percebida).

A exploração da ignorância por regimes autoritários não é uma novidade. Theodor Adorno, nos anos 1940 e 1950, durante suas pesquisas sobre a personalidade autoritária, já apontava que “todos os movimentos fascistas modernos, inclusive os praticados por demagogos americanos contemporâneos, tem visado os ignorantes”.

O que mudou, hoje, é que a ignorância deixou de ser velada para se tornar celebrada.

Festival de besteiras que assolam o Brasil e o mundo

Em todo mundo, o uso político da ignorância (naquilo que Marcia Tiburi, ainda em 2017, chamou de “ridículo político”) se faz cada vez mais frequente.

Na França, o país das “Luzes”, não é diferente.

Em 2011, Fréderic Lefebvre, secretário de Estado do governo Sarkozy, disse que o livro que mais o marcou foi “Zadig &Voltaire”, confundindo a obra “Zadig” de Voltaire com a famosa marca de prêt-à-porter de luxo quase homônima.

O próprio Nicolas Sarkozy, também em 2011, confundiu o nome do filósofo Ronald Barthes com o do campeão de futebol Fabien Barthez e acabou homenageando o pensador “Roland Barthesse”.

Por sua vez, a ministra de Emmanuel Macron, Muriel Pénicaud, por ocasião da morte da escritora Toni Morrison, declarou que foi a partir dessa autora afro-americana que os negros finalmente entraram para os “grandes nomes da literatura”, ignorando a existência de Aimé Césarie, Léopold Sedar Senghor e vários outros brilhantes e conceituados escritores negros que surgiram antes de 1970.

A era Trump também é famosa pela instrumentalização da ignorância.

O próprio Trump chegou a declarar que o conceito de aquecimento global “foi criado por chineses para as fábricas americanas não conseguirem competir”.

O Brasil, porém, encontra-se em um outro patamar na arte de governar pela ignorância.

Apenas nos últimos seis meses, os exemplos do “festivas de besteiras que assola o país” comprovam que a ignorância virou tanto método quanto objetivo de governo.

Dentre os muitos exemplos que poderiam ser citados, vale mencionar a declaração do chanceler brasileiro Ernesto Araújo associando o aumento da temperatura global com o “asfalto quente”.

Também não podem ser esquecidas tanto a afirmação da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de que as pessoas não passam fome no Brasil “porque tem mangas nas cidades” quanto as “denúncias” da ministra Damares Alves de que a violação sexual de meninas estaria ligada à “falta de calcinhas” em determinadas localidades.

Ou de que a personagem Elza do filme Frozen, dos Estúdios Disney, seria lésbica.

Também não poderiam ficar de fora o ministro da Educação, Abraham Weintraub, que tentou explicar o corte de verbas nas universidades públicas usando “chocolates” para simbolizar os valores e errou o cálculo (com o presidente da República se aproveitando da “demonstração” para comer um dos chocolates), e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que disse que a nuvem de fumaça que cobriu o céu brasileiro em razão dos incêndios na Amazônia (vale lembrar que só os desmatamento em agosto deste ano subiram 222% em relação a agosto de 2018) era uma fake news.

Ignorância: uma história de sucesso

Para encerrar, e comprovar a hipótese de que a ignorância no Brasil faz sucesso, vale lembrar de duas pérolas de Olavo de Carvalho, o guru intelectual do governo de Jair Bolsonaro, de muitos militantes de direita e de parcela das forças armadas brasileiras (que ainda acredita estar em meio a uma guerra contra o “marxismo cultural” e a ameaça comunista).

Para ele (e seus seguidores), é crível a tese de que as músicas dos Beatles teriam sido compostas pelo filósofo alemão Theodor Adorno, como parte de uma grande conspiração para destruir a sociedade, bem como muito provável a ligação entre o Papa Francisco, a KGB e George Soros em uma espécie de “plano infalível” para dominar o mundo da esquerda mundial.

O fato de Olavo de Carvalho ocupar o espaço de “intelectual” da extrema-direita precisa ser objeto de atenção.

Trata-se de um filósofo que divulga certezas delirantes enquanto projeta uma “revolução cultural obscurantista” a partir da tese de que se deve lutar contra a “revolução cultural marxista” (em um interessante caso de apropriação das lições de Gramsci).

Pessoas como Olavo de Carvalho costumam ser desprezadas pela “inteligência” brasileira: não deveriam.

Vale lembrar que ele foi capaz de construir uma obra (escreveu mais do que muitos “intelectuais” de esquerda que se mantêm escondidos do debate público) a partir de teses que propagam a desinformação e contam com a ignorância (a “cabeça vazia”) dos leitores.

Pode-se dizer que com ele nasce o “intelectual orgânico” da ignorância. No lugar do “marxismo cultural”, Olavo faz surgir o oxímoro “ignorância cultural”.

RUBENS R.R. CASARA é juiz de Direito do TJRJ e escritor. Doutor em Direito e mestre em Ciências Penais. É professor convidado do Programa de Pós-graduação da ENSP-Fiocruz. Membro da Associação Juízes para a Democracia e do Corpo Freudiano

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15 comentários

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Zé Maria

12 de setembro de 2019 às 22h44

Mais uma vez, Marighella Assassinado

A produção de Marighella anunciou o cancelamento da estreia do filme através de um comunicado à imprensa.

Segundo os produtores da O2 Filmes, o longa com direção de Wagner Moura e protagonismo de Seu Jorge, que seria lançado
no próximo dia 20 de novembro, não conseguiu seguir
os trâmites [SIC] exigidos pela Ancine.
[Ou seria o Filtro de Brasília?]

Comunicado da Assessoria de Imprensa da O2 Filmes:

“Nós, produtores do longa-metragem Marighella, dirigido por Wagner Moura, anunciamos que a data de lançamento do filme
nos cinemas brasileiros, divulgada anteriormente para 20 de
novembro de 2019, está cancelada.

Os produtores haviam escolhido o mês de novembro de 2019,
que marca os 50 anos de morte de Carlos Marighella,
e o dia 20, da Consciência Negra, para a estreia.

No entanto, a O2 Filmes não conseguiu cumprir a tempo todos
os trâmites exigidos pela Ancine (Agência Nacional do Cinema).

Marighella segue sendo apresentado com muitos sucesso
em vários festivais de cinema no mundo.

Nosso objetivo principal sempre foi a estreia no Brasil.

Os produtores e a distribuidora Paris Filmes
vão seguir trabalhando para que isso aconteça”.

Carlos Marighella, ex-Deputado Federal Constituinte,
eleito em 1946 pelo PCB Baiano, foi assassinado em 1969
pela Ditadura Militar.

O Longa-Metragem Nacional é uma adaptação do Livro “Marighella: O Guerrilheiro que Incendiou o Mundo”,
escrito pelo Jornalista Mário Magalhães.

https://twitter.com/mariomagalhaes_/status/1172240537845477376
https://exitoina.uol.com.br/noticias/cinema/estreia-de-marighella-no-brasil-e-cancelada-por-nao-seguir-padroes-exigidos-pela-ancine.phtml
http://www.o2filmes.com/noticias/16651/deu-na-folha-bolsonaro-corta-43-de-fundo-do-audiovisual/

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Zé Maria

12 de setembro de 2019 às 12h50

O Jornalista Baiano Jean Wyllys, ex-Deputado Federal do PSoL
pelo Estado do Rio de Janeiro, que fugiu do braZil das Milícias
do Clã Bolsonaro, por medo de ser assassinado, será Professor
Residente no Afro-Latin Research Institute da Harvard University
nos Estados Unidos da América, onde fará Pesquisa sobre
“Fake News e Discursos de Ódio Contra Minorias Sexuais e Étnicas”.

https://www.ebiografia.com/jean_wyllys/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jean_Wyllys#Biografia
https://revistaforum.com.br/politica/odiado-por-bolsonaristas-jean-wyllys-sera-professor-em-harvard-eua/
https://riotimesonline.com/brazil-news/brazil/politics-brazil/jean-wyllys-will-be-a-harvard-professor-and-concentrate-on-study-of-fake-news-and-hate-speech/

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lulipe

11 de setembro de 2019 às 22h10

Concordo. Depois do presidiário e de Dilmanta o que vier será sempre melhor!!

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Zé Maria

11 de setembro de 2019 às 15h41

Quase meio século depois dos assassinatos do estudante
Stuart Angel Jones e de sua mãe, a estilista Zuzu Angel,
o Estado brasileiro reconheceu nas certidões de óbito
que ambos foram mortos pela ditadura militar.
Os documentos foram entregues na sexta-feira (6)
à jornalista e colunista social Hildegard Angel –
filha de Zuzu e irmã de Stuart, conforme informação
do Brasil de Fato.

https://www.brasildefato.com.br/2019/09/09/certidoes-de-obito-atestam-que-zuzu-e-stuart-angel-foram-mortos-pela-ditadura/

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Zé Maria

11 de setembro de 2019 às 15h13 Responder

Zé Maria

11 de setembro de 2019 às 11h51

Breno Altman discorre por que a Elite Financeira
[ainda] sustenta Jair Bolsonaro na Presidência:
https://youtu.be/GqcD_-LQ4VM?t=2797

Responder

Eugenio Arima

11 de setembro de 2019 às 11h11

É desairoso e ao mesmo tempo sintomático que um juiz alegue ignorância como o fator que leva a “desqualificados” ocuparem posições relevantes no Estado.
Desairoso que o ignorante seja o povo, talvez a plebe, a considerarmos a verborragia, a prolixidade do autor. Desairoso ainda, que não aponte o dedo aos juízes e procuradores que vêm ignorando sistematicamente a lei. Uma ignorância perversa, baseada na concepção que podem ignorar as consequencias dos seus atos, logo, igual mas distintamente ignorantes.
Não aponta para os capitalistas prepotentes que ao manipularem as opiniões (Cambridge Analytics, nada lhe diz?) do eleitorado, semeiam ignorância quanto às reais intenções, manipulando e colocando sob seu tacão, os candidatos que lhes convém.
Não, douto juiz. Não se trata da ignorância em sentido clássico, ainda que não a negue. Mas de um jogo que faz ignorar o interesse público, seja em seu nível mais básico, como saúde, segurança e educação, seja no sentido de promover cultura e empregos.
A população é mantida convenientemente alienada (ignorante) do poder. Confundidas quanto aos propósitos, até mesmo pessoas de elevada cultura, conduzem tiranos ao poder, vide a Alemanha nazi-fascista.
Colocar a culpa apenas no distinto público é a forma preferida do discurso alienante para retirar o poder do povo: como não estão capacitadas, não o devem ter.
Francamente, que vergonha este site publicar tais absurdos.

Responder

    Luiz Augusto Fonseca

    11 de setembro de 2019 às 17h48

    O autor não colocou a culpa pela ignorância geral no “ distinto público” Aliás, acho que alguem está precisando de umas aulas de interpretação de texto…

Zé Maria

10 de setembro de 2019 às 21h10

Outro exemplo de “Ignorância Cultural Ollaviana foi o de 2 Promotores de São Paulo que citaram ‘Marx e Hegel’ num
pedido de prisão do Lula, em evidente confusão com Engels co-autor – com Karl Marx – do Manifesto Comunista, sobre o qual todo mundo fala, mas ninguém leu.

https://www.pragmatismopolitico.com.br/2016/03/promotores-confundem-engels-com-hegel-em-pedido-de-prisao-de-lula.html

Responder

Zé Maria

10 de setembro de 2019 às 18h52

“Por vias democráticas a transformação que o Brasil quer
não acontecerá na velocidade que almejamos”

Carlos Bolsonaro, Vereador Carioca (PSC-RJ)
Filho 02 do Pré-Zidenti da Répública Jair Bolsonaro
.
“Se dependesse de mim, o Brasil teria que ser retirado [do Mercosul] também [como a Venezuela], pelo que significou
a última eleição [de Jair Bolsonaro em 2018] e o afastamento
da Presidente Dilma Rousseff de seu cargo em 2016”

José Bayardi
Ministro da Defesa do Uruguai

Responder

Zé Maria

10 de setembro de 2019 às 18h13

BolsoAsno é Pré-Zidenti da Ré-pública FÉDE-Rativa du braZíu

Responder

Antônio Sérgio Neves de Azevedo

10 de setembro de 2019 às 17h47

DESGOVERNO

Para sairmos do enrosco em que o atual governo e sua política econômica colocou o Brasil, é urgente e necessário resgatar a confiança e autoestima dos milhões de brasileiros desempregados, sem cidadania alguma, vivendo na miséria, passando fome e sujeitos a todo tipo de brutalidade, como serem tratados por “vagabundos”. Como se essa situação de desemprego fosse criada por eles próprios, vide o desemprego no setor industrial, no de serviços e agora no agronegócio, com o fechamento de frigoríficos e cancelamento de contratos internacionais de fornecimento de carga brasileira para o mundo. Mas esse resgate de cidadania e econômico não se faz de um dia para o outro, é necessário colocar em prática, em regime de urgência urgentíssima e também a longo prazo, a ideologia do Brasil Grande. Ou seja, deve o governo atual fomentar, incentivar e fixar uma mentalidade desenvolvimentista nos brasileiros, de caráter nacionalista, intervencionista e estatizante. Criando, dessa forma, uma substancial política econômica de reserva de mercado para os produtos brasileiros, pois é a indústria nacional que efetivamente gera crescimento econômico, produz valores e riquezas, engorda os cofres do governo com o pagamento de tributos (impostos, taxas, contribuição de melhorias etc), distribui, qualifica e emprega trabalhadores desempregados. Sem falar que os lucros obtidos ficam por aqui mesmo, são investidos em novos projetos de expansão, desenvolvimento e contratação de mais trabalhadores. Nesse sentido, o governo atual não pode deixar de valorizar o “similar” nacional e, sempre que possível, baixar medidas que dificultem a entrada no Brasil de produtos estrangeiros. Assim, como fazem costumeiramente os governos de países estrangeiros – vide os EUA e os países da Europa, sobretaxando e/ou aumentando alíquotas de importação do nosso aço, nossa soja, nossas carnes, nosso suco de laranja, nossas roupas, nossos calçados etc, sempre que a indústria desses países está em risco e sendo ameaçada pela concorrência internacional de produtos importados. Dessa forma, o governo atual não pode desconsiderar essas medidas básicas de proteção de nossa indústria, mercado, trabalhadores e soberania nacional; caso contrário, o desastre econômico e social produzido pelo atual governo será igual ou pior ao de Mauricio Macri da Argentina – alimentando cada vez mais as desgraças que aí estão. Acorda Brasil : a Pátria Amada é o Brasil Grande!

ANTONIO SERGIO NEVES DE AZEVEDO – Engenheiro – Curitiba / Paraná.

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