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Repórter foi levantar a ficha (verdadeira) do Serra


29/10/2010 - 11h54

ARQUIVO PÚBLICO DE SP

Para ditadura, Serra também era “terrorista” e pregava a revolução; tucano foi condenado a três anos de prisão

Natalia Viana – 28/10/2010 – 16h20

do Última Instância, a partir de dica do Nassif

Durante o período eleitoral, o passado de militância política da candidata Dilma Rousseff (PT) foi relembrado em reportagens de jornais, revistas e TV. Dilma recordou em sua propaganda eleitoral o período em que esteve presa e foi torturada, enquanto e-mails e panfletos apócrifos a acusaram de “terrorista”.

Não houve muita gente interessada em levantar como os serviços de segurança e informação do país avaliavam o papel de José Serra (PSDB), que até 31 de março de 1964 presidiu a UNE (União Nacional dos Estudantes). O que dizem os arquivos do regime militar sobre o candidato da oposição?

Consultados por Última Instância, as fichas, prontuários e dossiês compilados pelo Deops (Departamento Estadual de Ordem Política e Social ) nos anos 1960 e 1970 – hoje no Arquivo Público do Estado de São Paulo – revelam que, para os órgãos de segurança, Serra também esteve “envolvido em atos de terrorismo” e fazia discursos “extremistas”, conclamando estudantes e trabalhadores para a “revolução”.

Dossiê sobre José Serra no DOPS, contendo resumos de todos os relatórios feitos sobre ele pelos agentes de segurança. (Arquivo Público do Estado de São Paulo)

Serra também foi julgado, à revelia, pela Justiça Militar, e condenado a três anos de prisão por “fazer publicamente propaganda de processos violentos para a subversão da ordem política ou social”.

Os arquivos do Deops indicam que Serra era acompanhado pelos serviços de segurança antes de mesmo do golpe de 1964.

Eleito presidente da UNE em julho de 1963, o tucano participou ativamente do movimento de apoio ao ex-presidente João Goulart e resistência ao golpe militar. Seu dossiê no Deops – um grande resumo dos principais relatórios feitos pelo departamento sobre a sua atuação – mostra como os agentes da inteligência seguiam suas atividades, consideradas “subversivas”.

Os relatórios registraram a participação do líder estudantil em eventos de solidariedade a Cuba: Serra assinou uma carta de apoio à revolução de Fidel e Raúl Castro, dirigida “ao povo paulista” de 23 de outubro de 1962. Também participou, segundo a polícia política, do encontro continental de solidariedade a Cuba em fevereiro do ano seguinte.

Nesta época, os agentes acompanhavam qualquer evento que pudesse sugerir, mesmo que remotamente, apoio ao comunismo internacional. Foi assim no encontro com cosmonautas soviéticos, celebridades mundiais por conta da conquista espacial, no auditório da Biblioteca Municipal em 26 de março de 1963.

O relatório minucioso nota que os cosmonautas chegaram acompanhados pelo embaixador da Rússia, por dirigentes da União Cultural Brasil-União Soviética, e por Serra, então presidente da UEE: “Este dando início à reunião leu um documento que registrava a passagem dos ‘gêmeos’ do espaço por esta cidade (…). José Serra, durante a leitura do referido documento, foi acometido de forte crise nervosa, chegando a chorar convulsivamente.”

Meses antes do golpe, os relatórios sobre Serra sobem de tom. Em 23 de agosto de 1963, recém-empossado na UNE, Serra participou de um comício em homenagem a Getúlio Vargas no Rio, a convite de João Goulart. Seu discurso foi considerado “extremista” pelos agentes de segurança.

“Na oportunidade o marginado orou, atacando o general Amaury Kruel e afirmou que os estudantes, unidos ao comando geral dos trabalhadores, vão percorrer todo o país numa campanha contra o Ibad (Instituto Brasileiro Ação Democrática)”, diz o dossiê do Deops. “Aduz ainda o relatório que José Serra foi um dos elementos que efetuou maiores ataques extremistas, sendo mais aplaudido que o próprio João Goulart”.

Outro relatório citado no dossiê, datado de 10 de dezembro 1963, refere-se a uma assembleia realizada no sindicato dos metalúrgicos de São Paulo: “Esteve presente também o presidente da UNE, José Serra, o qual disse: o momento é para a revolução dos trabalhadores, sargentos e estudantes, que todos unidos não terão a menor dúvida que serão vitoriosos”.

Falar em revolução, na época, era visto como altamente perigoso. Por isso, os militares não gostaram do discurso de Serra no comício que serviu de justificativa para o golpe de 31 de março de 1964, o da Central do Brasil, ocorrido em 13 de março. Segundo o dossiê do Deops, Serra defendeu o governo, elogiou a ampliação das liberdades democráticas e a encampação das refinarias de petróleo. E teria concluído: “Hoje nós já estamos no tempo das marchas em busca da revolução brasileira”.

Condenação

Serra jamais foi acusado formalmente de terrorismo, mesmo porque sua condenação na Justiça Militar ocorreu em 1966, antes do endurecimento da lei para combater os opositores do regime.

Na época, a lei de segurança nacional em vigor era de 1953 e ainda não usava o termo “terrorismo”, como fizeram as posteriores (o decreto-lei nº 314, de 1967 e o decreto-lei nº 898, de 1969).

Mesmo assim, os militares viam as ações do líder estudantil como violentas, subversivas e, pelos menos em uma ocasião, como ações de terrorismo.

No inquérito conduzido pelo delegado-adjunto de ordem política Benedicto Sidney Alcântara em 28 de setembro de 1965, Serra era apontado como “cabeça” do “movimento revolucionário que grassava na classe estudantil” antes do golpe.

Pouco depois do golpe, o estudante exilou-se em Paris, e depois no Chile. Nesse período, foi julgado à revelia e condenado pela Justiça Militar na 2ª Auditoria da 2ª Região Militar, com base na letra “a” do artigo 11 da Lei de Segurança Nacional de 1953, sob acusação de “fazer publicamente propaganda de processos violentos para a subversão da ordem política ou social”.

Três anos depois, em 16 de outubro de 1969, atendendo a uma solicitação do Diretor da Divisão de Identificação Civil e Criminal, a Delegacia Especializada de Ordem Política e Social incluiu José Serra em uma extensa relação de “envolvidos em atos de terrorismo com prisão preventiva decretada”.

O regime já havia endurecido e opositores eram chamados de “terroristas”. O ex-presidente da UNE, então exilado no Chile, não escapou disso.

Monitorado no exílio

Durante o exílio no Chile, Serra uniu-se ao grupo de brasileiros que denunciavam a repressão da ditadura no exterior. Por isso, entre 1969 e 1973, continuou sendo monitorado, mas pelo Ciex (Centro de Informações do Exterior), ligado ao Itamaraty.

Na ficha remissiva do Deops, Serra é chamado de “elemento subversivo” pela atuação a época. Os agentes de inteligência também o acusavam de buscar a “infiltração nos setor estudantil do Brasil”, ao fazer em 1970 “inúmeras viagens entre Santiago e Montevidéu com despesas pagas pelo esquema Miguel Arraes/Almino Affonso” (os dois políticos, exilados, continuavam a articular as forças de oposição).

Em 1972, Serra teve seu mandado de prisão revogado por prescrição da pena, decisão tomada pela 2ª Auditoria do 2º Conselho de Justiça Militar. Por isso, pôde voltar ao Brasil antes da anistia que beneficiou os outros oposicionistas cassados pelo regime.

Mas, quando voltou ao país em 1977, suas atividades continuaram sendo monitoradas pelo governo. Em junho daquele ano, foi chamado a depor sobre sua atuação no Chile. Pela primeira vez, junto à sua ficha aparece a característica foto de frente e de perfil.

No seu dossiê no Deops, há também relatos sobre eventos, debates e reuniões aos quais ele compareceu até o ano de 1980.

Filiado ao MDB (Movimento Democrático Brasileiro), Serra tentou se candidatar à Câmara dos Deputados em 1978, mas sua candidatura foi impugnada pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral). Os juízes entenderam que ele não tinha sido reabilitado criminalmente, já que não cumpriu a pena por estar fora do país.

Serra só voltaria a ter o direito de se candidatar depois da anistia de 1979. Foi eleito deputado federal, senador, prefeito e governador do Estado de São Paulo. Hoje, concorre pela segunda vez à presidência da República. A ex-guerrilheira Dilma Roussef briga para ser a primeira mulher na presidência. Prova de que o país mudou muito desde quando se chamavam os que lutaram contra o regime de “terroristas”.





83 comentários

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Horacio Varella

22 de agosto de 2018 às 01h14

Fazem ligeira menção sobre os atos de terrorismo que existiram alem da simples ação subversiva de seu discurso comuna. E Dilma estava com ele, eu me lembro de jornais da época.

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Ficha de terrorista de Dilma Rousseff (e de Serra) vaza na internet #boato

16 de agosto de 2018 às 14h19

[…] Por fim, uma ressalva: apesar de as fichas criminais que apontam que Dilma e Serra são terroristas serem falsas, os dois passaram por problemas na época da Ditadura Militar. Dilma foi presa e torturada em 1970. Ela saiu da prisão em 1972. Serra chegou a ser condenado “por subversão” (ele era presidente da UNE), mas pediu exílio fora do país. De acordo com essa matéria, ele continuo sendo “monitorado” mesmo quando estava no exterior. […]

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Antonio Eduardo

05 de novembro de 2010 às 16h35

O Cabo Anselma também era fichado no Dops.
Serra poderia muito bem explicar ou pedir para que sua assessora para assuntos inconfessáveis explicasse o que Serra foi fazer no consulado americano depois do comício da Central.
E por que saiu do país logo depois do comício indo trabalhar com Allende, recebendo auxílio da Fundação Ford que depois soubemos era uma máscara da CIA.
Foi preso pelos gorilas do Pinochet e foi retirado do Estáio Nacional por membros do corpo consular americano e levado aos EUA para estudar.
Pergunta que deveria ser respondida: Os trocados que recebia da Fundação Ford foram o preço da sua consciência e caráter ou já agia como um Cabo Anselmo?

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Jorge

02 de novembro de 2010 às 07h50

A Soninha precisava ler esta, com certeza. Coitadinha, mais uma "boi de piranha" arregimentada, mais um entre tantos usados (e descartados) pelo Zé.

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Pitagoras

02 de novembro de 2010 às 01h45

Ao fim e ao cabo, Dilma tem motivos para se orgulhar de seu passado, ainda que trágico. Serra, ao contrário, parece ter razões para se envergonhar do seu. Porque será? Ô sujeitinho asqueroso!

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ValmontRS

01 de novembro de 2010 às 12h23

Magalhães Pinto, com quem Serra conversou no dia do golpe militar, antes de fugir do País, foi uma das mais importantes lideranças civis do golpe. Todas as evidências indicam que Serra foi um colaborador ativo cooptado pelo regime. A infiltração foi a tática mais intensivamente utilizada pelos militares naquela época. Quanto à CIA, não precisa nem mencionar, é o que eles mais fazem desde sempre.

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@DenisdePaula10

30 de outubro de 2010 às 21h26

Serra tem uma história muito estranha. Sempre tinha informações previlegiadas sobre o que aconteceriano futuro próximo. De estudante com discurso radical intronizado na UNE pelos estudantes católicos e pela influência da igreja, a mesma que promoveria logo a seguir o golpe de 1964, conclamava pela revolução operária até sumir, antes que a ditadura o pegasse. No chile levou uma vida também estranha e antes do golpe de 73 fugiu para os EEUU. Levou uma vida obscura e quando volta a cena política no Brasil, ressurge com um discurso neoliberal e de direita conservadora. Hoje representa o que há de pior no terrorismo político fascista. Penso que ele nunca mudou de fato. Tive conhecimento de vários policiais infiltrados no movimento estudantil na década de 60, cujo comportamento é muito similar ao de Serra.

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ruypenalva

30 de outubro de 2010 às 12h09

Faltou a ficha na Furtos e Roubos

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Filósofo Amador

30 de outubro de 2010 às 09h29

Essa fica é ótima para a Folha divulgar na segunda feira, caso o Serra ganhe (toc, toc, toc, Mangalô 3 vezes – para não acontecer!!).

Seria uma espécie de conta que a folha mandaria para o Serra.

A propósito, se ele ganhar, vai fazer um governo fraquíssimo, pois terá todo o Congresso em oposição, a não ser que pague um $$$$ imenso para obter apoio.

Aí o Pig vai ter comida farta durante todo o decalabro serrístico.

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ratusnatus

30 de outubro de 2010 às 00h33

Faltou apurar quando ele foi para a casa da mãe joana.

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    jackson galindo

    30 de outubro de 2010 às 07h30

    e quem o sustentava,pois não conheço um emprego deste rapaz.

    Celso

    30 de outubro de 2010 às 19h04

    Ele nasceu lá.

ruypenalva

30 de outubro de 2010 às 00h10

Direita volver

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Ivanah

29 de outubro de 2010 às 20h33

A mim está claro que ele era um líder negativo, e continua o mesmo; já dava sinais de psicopatia.
O líder negativo estimula os que estão sob os seus comandos a cometerem atitudes de violência;
só que ele não assume as consequências, daí joga os outros na "fogueira". (e vejam que as coisas nunca são com ele, são sempre os outros…).
Um exemplo nítido disto, pode ser visto no filme que conta sobre o assassinato da mulher do Roman Polanski.
Ali entende-se bem como agem os líderes negativos. Esses líderes são comuns nas escolas, com maior ou
menor grau de periculosidade. São piegas com relação a si mesmos, e insensíveis com o próximo.
O sobrenome "Allende" é comum no Chile, como aqui temos: Souza, Silva…etc…li em algum lugar que a
mulher do Serra não é parente do Salvador Allende.
Se ele foi condenado a 3 anos de reclusão pelos militares, cometeu algo mais grave do que ele quer atribuir à
Dilma, porque ela ficou 2 anos reclusa (menor sentença do que ele).
Ele "se acha" melhor ministro do que o Adib Jatene…só rindo mesmo…

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Baixada Carioca

29 de outubro de 2010 às 18h11

O PIG preferencia os covardes que se sujeitam aos seus interesses. Por isso não publicou nada a respeito do cavardão, cafajeste e cafetão eleitoral.

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Mauricio

29 de outubro de 2010 às 18h04

Nem só de heróis é feita a História, como o Serra perdeu o rumo terá que viver agora ao léu
Quanto à guinada à direita e até a promiscuidade com grupos da extrema direita, a minha opinião é que ele não conseguiu suportar a realidade de que não se comportara heroicamente.
O personagem vivido por Serra como um guerrilheiro não resistiu.
Ou seja, tratava-se apenas de um papel que Serra sonhava vir a representar na vida real.
Mas, claro, Serra não foi para a guerrilha nem parece ter passado pela prova de fogo nos porões da ditadura com o destemor desejado. Além disto, não aguentou viver muito tempo fora do Brasil e voltou com o rabo entre as pernas.
Com certeza, negociou com os militares para poder desembarcar "sem ter na chegada que morrer ou matar"
A minha impressão é que machista como ele é, não aguentou admitir que fora quebrado pelo medo e pelos rigores do exílio. Então, preferiu desconversar, embaralhar as cartas, descaracterizar-se como ícone da resistência.
Enfim, um caso que só Freud conseguiria explicar (e esgotar).

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samuel branco

29 de outubro de 2010 às 18h00

Onde foi parar a grana do cofre da UNE no ano em que Serra foi para o CHILE?????

Na epoa ele não tinha como se manter (era estudante), mesmo assim foi pro chile e pro EUA fazer faculdade particular.

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    Guilhon

    29 de outubro de 2010 às 21h55

    Não quero ser mal entendido então falo bem claro: Se vc Samuel Branco, fosse pro chile e EUA, fugido do regime na ocasião, justamente devido ao envolvimento com UNE e etcs, por botar a cara à tapa, iria viver de quê?? Dá uma ideia para todos que estão lendo aqui. Todos aguardam.

    carlos

    30 de outubro de 2010 às 15h35

    É uma boa pergunta. Na época, dinheiro prá UNE não faltava. Quem era o tesoureiro? Não me recordo. Será que era o Serjão? De todos, quando voltaram, era o sujeito mais abonado, montou até aquela firma de consultoria etc.etc.
    Outra coisa: no dia 31 o Zé teve um papo com o Magalhães Pinto. Logo no inicio da "pega" (dia 1º de abril) o Zé exilou-se na Embaixada da Bolívia e lá recebeu o salvo-conduto indo para La Paz. Quem mais? Só ele? Eta rapazinho esperto, né? E olha, na Guanabara tinha muitos caras beber o sangue dele de canudinho, tanto é que destruíram o prédio da UNE, não deixando tijolo sobre tijolo e queimaram o que fosse possível.
    Pois é, Samuel, esse pedaço não consigo maiores informações. Parece que ocultaram.

Heitor Rodrigues

29 de outubro de 2010 às 17h49

Hoje eu vou sambar na pista
Você vai de galeria.
Quero que Você assista
Na mais fina companhia.
Se Você sentir saudade
Por favor, não dê na vista.
Bate palmas com vontade
Faz de conta que é turista

Hoje o samba saiu
Procurando Você.

Quem te viu,
Quem te vê?

Quem não a conhece
Não pode mais ver prá crer.

Quem jamais esquece
Não pode reconhecer.

Francisco Buarque de Holanda

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Juliana

29 de outubro de 2010 às 17h44

Ele sempre foi feioso…e cagão! Será que já andava cercado de seguranças?

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tonypoeta

29 de outubro de 2010 às 17h38

Pergunto, alem da politica, em que o Serra trabalhou? Aula arrumada não vale.

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humberto farias

29 de outubro de 2010 às 17h22

Esquisito. Como é que um "terrorista", duas vezes, por que também foi exilado do Chile pelos mesmos ditadores, os EUA. Sendo um comunista terrorista, como é que vai para os EUA estudar? Seria preso. Tá com cara de agente duplo.

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observadoro

29 de outubro de 2010 às 17h11

Depois de domingo, quando perder, Serra vai se candidatar a canonização no Vaticano.

Ele já até combinou com o Papa qual será o seu nome:

SANTO DO PAU OCO!

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pedro

29 de outubro de 2010 às 17h08

Mulheres revoltadas contra declaração de Serra:
http://correiodobrasil.com.br/mulheres-reagem-a-p

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assalariado.

29 de outubro de 2010 às 16h47

A história de um militante de esquerda é escrita,não em partes,sim,pela sua coerencia ideológica,defensor dos ideários socialistas durante sua vida toda. Afinal,a sociedade é e está dividida em luta de classes,ou seja,voce esta do lado dos exploradores ou dos explorados -(dos patrões ou dos assalariados)-,assim é traduzida a luta politica ideológica social pelo controle -(governo)- politico do Estado,embora os 'especialistas' em sociologia/ filosofia escondam isso.

Prova disso,basta olhar como a burguesia e seu braço politico,o PIG, fazem/ enxergam o governo de um operário -(não disse governo operário)-,mesmo este desenvolvendo/ fazendo o jogo do capital,nunca lucraram tanto como agora mas,é um estranho no ninho. A história da luta de classes,através dos tempos mostra que,os esquerdistas que passaram para a direita, funcionam como que, jagunços a serviço dos exploradores do povo e da nação,nunca passam de esterco/ estrume da burguesia,um descartável das elites e da história.Triste fim de todos os traidores do povo.

Saudações Socialistas.

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El Cid

29 de outubro de 2010 às 16h36

Ao contrário da propalada ficha de Dilma Falsa, atestando a falta de qualidade do(s)seu(s confeccionadores, esse documento é verdadeiro; a Folha e Estadão deveriam publicá-lo, só pra salvar a honra perante a opinião pública… a Veja não tem e nunca terá decência nem hombridade para tanto, é do caráter dela, ou da falta dele mesmo.

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El Cid

29 de outubro de 2010 às 16h35

Como pode um indivíduo emporcalhar sua biografia da forma como o Serra tem feito. A imagem que ele deixará para o futuro é a desta campanha, é da sua polícia invadindo universidade e dando porrada em estudantes e trabalhadores. Será a do marido da mulher que saiu acusando a adversária de matar criancinhas. Passará para a história como um representante das forças mais reacionárias e obscuras da nação brasileira. Triste fim!

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El Cid

29 de outubro de 2010 às 16h34

Pelo que se vê nesta campanha, serra poderia continuar a ser chamado de terrorista. Aliás, se alguma terrorista nesta história toda, é ele. Sua propaganda política não tem feito outra coisa senão aterrorizar as pessoas. Que ele vá para bem longe daqui após perder as eleições.

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El Cid

29 de outubro de 2010 às 16h33

Que passado digno que ele renunciou, para ser o homem mais odiado de hoje em diante.

Lacerda será esquecido com Serra !

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easonnascimento

29 de outubro de 2010 às 16h30

Me parece pelos relatos e depoimentos que tenho lido e ouvido, José Serra começou sua "covardia" ao abandonar a UNE em momento crucial e se escafeder, fugindo para o Chile enquanto companheiros aqui ficavam e enfrentavam a ditadura. Também com respeito a esta "fuga" está associado a um "sumiço" de grana da entidade. (?) Me parece que a coragem do hoje tucano, sempre foi coisa pequena. Engrossou o caldo ele corre.
http://easonfn.wordpress.com

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Wilson Dias

29 de outubro de 2010 às 16h03

Lendo esse artigo uma dúvida que tinha se desfez. Virou certeza. Esse moço, assim como Pelé e Coutinho faziam tabelinhas no ataque do Santos, fazia suas tabelinhas com Cabo Anselmo, num jogo duplo sob o comando da CIA.

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waldir ferreira

29 de outubro de 2010 às 16h02

Pago pra saber…
com ele saiu do Estadio Nacional,
ileso….
saiu do Chile ileso com a esposa que se Chama Alende,
intacto…
indo pros Estados Unidos…
justamente o Pais que ajudo de tudo no GOLPE,
nos Estates,faz mestrado e doutorado…
sem ter concluido a Faculdade de Economia,

Responder

    Cesar

    04 de novembro de 2010 às 01h39

    Não é necessário ter faculdade de economia para fazer mestrado nesta área..

victor

29 de outubro de 2010 às 15h51

Caro Azenha

Tudo posto nao é novidade.Eu so queria entender, como ele com essa ficha conseguiu uma bolsa de estudos no pais que patrocinava a repressão em toda América latina,
Vivi essa época como militante dos movimentos da esquerda em Londres. As informações que recebíamos era que a repressão no Chile era de uma violência extrema. Agora vem minha duvida,como ele conseguiu sair ileso do famigerado estádio e,ainda foi agraciado com uma bolsa de estudos no Estados Unidos da América,A CONTA NAO FECHA,
Mais um detalhe, essa volta antes da anistia so com o aval da CIA

Responder

rita lelis

29 de outubro de 2010 às 15h29

o próximo passo de serrojas se dará para o vaticano. já fez a multiplicação de pães ops!!! de votos, já mandou a mulher resolver o problema dos mineiros do chile, por obra e graça de nossa senhora aparecida, já soltou santinhos com sua linda cara, já mandou canonizar irmã dulce e, finalmente, com a ajuda do papa protetor de pedófilos, está trocando indulgências por votos. bento que se cuide.

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ADROALDO

29 de outubro de 2010 às 15h22

lida a materia, os comentarios e essa ficha fabricada, ficam absolutamente certas apenas 2 alternativas: 1) ou serra passou 100% para o lado da CIA e militares ou 2) serra sempre foi do lado da CIA e militares, plantado como incitador dedo duro nos meios estudantis. Qualquer uma dessas 2 alternativas justificam exatamente o serra de hoje: um traidor, covarde, passador de rasteira, SEM AMIGOS POR MEDO OU REPULSA e o pior, um fascinora diretamente ligado e coresponsavel por milhares de torturas e assassinatos. Quem vivieu essa epoca viu muito desses caras! (sao como os brancos que se faziam amigos dos indios norte americanos e vendiam-lhes armas para serem dizimados ridiculamente armados contra as forças militares norte americanas fortemente armadas com canhoes). o resto eh conversa para otario (desculpem-nos alguns comentaristas que cairam no papo furado do "serra bom menino" embutida nessa materia do nosso querido Azenha).

Responder

    Marcelo

    29 de outubro de 2010 às 18h30

    (são como os homens brancos que se faziam passar por amigos dos indios e lhes forneciam ou vendiam wisky barato e cobertores impregnados de varíola, os comerciantes que vendiam armas só queriam o lucro ou vendiam armas defeituosas, lucrando mesmo assim)
    Cabo Anselmo incitava companheiros de farda e outras pessoas com discursos inflamantes e depois os entregava, mesmo aqueles que não eram importantes, eram presos e torturados, visto que a ditadura queria mesmo era que não existisse num futuro pessoas com espirito suficiente para se rebelar contra a ditadura.

Getúlio Tateoki

29 de outubro de 2010 às 15h07

Oliveira
O "Record em Notícias" era ancorado pelo jornalista Helio Ansaldo e na falta deste pelo Murilo Antunes Alves. Mas pelo que eu ainda me lembro pois era ainda adolescente, o melhor de todos era a Maria Ligia Flandoli. Passava de segunda a sábado ao meio-dia. Era um programa de opinião e debates em cima de Noticiário do Jornal. Muito bom pois ajudava o telespectador a ter uma consciência crítica a cerca dos acontecimentos. Mais informações em http://pt.wikipedia.org/wiki/Record_em_Not%C3%ADc

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Antonio

29 de outubro de 2010 às 15h01

Parece que a FSP também está com uma ação no STF, para ter autorização de consultar os arquivos publicos de São Paulo. Não divulgaram nada ainda, é claro, pois ainda não conseguiram essa autorização. Se já a tivessem, é evidente que já teriam publicado esses dados sobre o candidato Serra. Como é bom ser informado pela FSP !!!!!

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Wladimir

29 de outubro de 2010 às 14h58

Teria recebido, o Senhor Serra, 30 dinheiros, durante seu obscuro exílio no Chile e nos Estados Unidos, para dar um "ósculo" na Democracia Brasileira, quando do seu retorno à Pátria de origem?!?

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Domngos

29 de outubro de 2010 às 14h37

É isso, DILMA continua ao lado do povo brasileiro.

Responder

Fabio

29 de outubro de 2010 às 14h35

Nos não ganhamos a eleição ainda.
Vamos votar em peso na Dilma e que a miliância não
aceite provocações.

Responder

Luis Fernando

29 de outubro de 2010 às 14h24

Prezado Azenha,

Conclamo a você que não cometa o mesmo erro do adversário, nossa história deve ser revista, os atores dos dois lados devem ser indentificados, porém esse oportunismo eleitoral de apresentar a versão do regime sanguinário não é positivo para nossa frágil democracia.

Responder

    Júlio

    29 de outubro de 2010 às 19h09

    Ora, que mal há em revelar isso? É algo de que o candidato deveria se orgulhar (sem nenhuma ironia).

Andre Diniz

29 de outubro de 2010 às 14h20

A resposta do Governador Martelo provavelmente seria: "Ha ha ha, a gente faz cada loucura quando se é jovem, não é mesmo?"

Responder

Pedro Dias

29 de outubro de 2010 às 14h18

ele era x-9 aqui e depois foi ser x-9 no Chile. Como recompensa ganhou bolsa para estudar nos EUA.

Responder

Ivonildo Dourado

29 de outubro de 2010 às 14h14

Com todo conforto e toda vida boa, duvido que o regime militar tivesse essa imagem do Serra. Acredito no acordo que ele fez com Magalhães Pinto pra ter a vida boa que ele teve no exilio, inclusive seu visto nos EUA

Responder

Viktor

29 de outubro de 2010 às 14h14

Quem diria que ele passou a ser um dos maiores entreguista da pátria, ao ser ministro do Planejamento do governo FHC e coordenador do programa de privatizações.

Como presidente da UNE fez homenagem a Getúlio Vargas. Depois como ministro do FHC vendeu a Vale do Rio Doce, empresa criada por Getúlio. Ele mudou muito.

No entanto, a Dilma me parece muito mais coerente com seus princípios de outrora.

Responder

    Marcos

    29 de outubro de 2010 às 14h43

    Será que não era entreguista já naquela época?

luis

29 de outubro de 2010 às 14h12

Off tpoic.
A manchete da Folha de hoje deveria ter sido:
O ´osculo" de Serra na santa.
Ou: Serra oscula santa.

Responder

Fatima Pacheco

29 de outubro de 2010 às 14h11

Que tristeza saber que Jose Serra já teve uma vida ligada ao povo trabalhador e movimentos sociais. Depois de tudo isso se tornou um neoliberal sustentado por uma mídia que defende os interesses dos que prezam o capital acima de tudo. Serra é um traidor. Jamais votaria em um homem como ele. Não soube honrar sua ideologia de juventude.

Responder

    Marcos

    29 de outubro de 2010 às 14h44

    Ele teve nota baixa na constituinte. Para mim, Serra é uma criação da mídia. O "verdadeiro" serra é o enganador, beijando a santa.

joão subires

29 de outubro de 2010 às 14h04

Azenha: venham o verdadeiro fim do mundo ou a "bala de prata…?" isto foi lançado hoje no site do serra e era tão F.D.P que eles tiraram do ar mas permanece no yuoutube. Regina duarte é infantil perto disso. http://www.youtube.com/watch?v=pQg5cbMyisU&fe

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    Sidora

    29 de outubro de 2010 às 15h34

    É dor de cotovelo, é dor de cotovelo…Não vamos parar, temos atividade até sábado, enquanto der, né? E no dia das eleições precisamos vigiar. Hasta la victoria!!!!

    ferro

    30 de outubro de 2010 às 02h12

    o sr. josé serra, o pinóquio serrante, coincidentemente, assim que aportou no Chile os estados militarizados do cone sul criaram a ANDINA. Essa famigerada milícia era integrada por Brasil, Argentina, Chile e Uruguai sob a supervisão da CIA. Tinha como meta a caça, em quaisquer paises, dos que eles chamavam de terrorista.
    Foi por isso que o x-9 do Serra teve guarida da CIA e do Chile

Mateus

29 de outubro de 2010 às 14h02

A ficha atribuída a ele, coloca-o numa situação de passado digno.
Que aconteceu que fez com ele mudasse tanto e se tornasse tão baixo?!

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    Mitsue

    29 de outubro de 2010 às 15h07

    Ele não mudou… nasceu oportunista e mil caras. Eu até aceitaria que ele passasse da esquerda para a direita. É um direito dele, mas chegar ao ponto que chegou pelo poder só pode ser coisa de gente mau caráter mesmo, de nascença.

Ricardo Cox

29 de outubro de 2010 às 14h01

Pô! Se a campanha do Serra tivesse dito isso na TV talvez eu tivesse decidido votar nele… Até "isso" ele "descontinuou", fugindo para o Chile! Que pena! No dia 31 vou ficar com a verdadeira "terrorista". É Dilma, 13, presidente do Brasil!

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Jarir Almansur

29 de outubro de 2010 às 14h00

Apesar de tudo o que está dito acima. Eu posso garantir: 'o Serra é do bem', pois foi devidamente convertido quando de sua estada nos EUA, pais de quem recebeu ajuda 'desinteressada' para… isso que está aí. O pré-sal travestido de anjino do aborto.

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Raul Weidmann

29 de outubro de 2010 às 13h57

Na época da ditadura militar, quase não se sabia nada, do que estava acontecendo no Brasil. Só atualmente eu sei o malefício que estes militares fizeram aos brasileiros. Os coroneis do interior e DA CIDADE, em conluio com os militares queriam que a classe média e pobre ficasse como está, e eles administrariam o Brasil. Por isso eu considero tanto o Serra como a Dilma uns heróis. Para quem não viveu naquela época, não sabe como era o mundo de então. O presidente Janio Quadros condecorou Che Guevara com a Ordem do Cruzeiro do Sul, e naquela época ele era um herói mesmo.

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Gerson Carneiro

29 de outubro de 2010 às 13h55

O que envergonha a história do Serra é o seu presente, e não o seu passado.

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    Heitor Rodrigues

    29 de outubro de 2010 às 17h57

    Gérson, o presente, com certeza. O passado, a esclarecer.

    Fabio

    29 de outubro de 2010 às 18h13

    tem um ponto de inflexão no seu passado, quando ele passou para o lado do "mercado". É a partir dali q a vergonha começa

    carmen silvia

    29 de outubro de 2010 às 19h05

    Matou a pau Carneiro.

    Gerson Carneiro

    29 de outubro de 2010 às 20h11

    O problema é estabelecer a definição de onde começa o presente do Serra e onde termina o passado dele.

Julio Silveira

29 de outubro de 2010 às 13h42

O Serra devia ser melhor investigado sua fuga para o exilio no Chile deixando a une na mão, sua ida para o Estados Unidos em seguida, em situação privilegiada em época de plena guerra fria. O Serra merecia mais atenção dos historiadores.

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    Mitsue

    29 de outubro de 2010 às 15h10

    Pode ter certeza de que um livro vai pintar logo depois das eleições, com muitos esclarecimentos e abrangendo a sua campanha a mais sórdida que eu já vi acontecer (ganhou de todos os malufs e do Collor).

Pafúncio Brasileiro

29 de outubro de 2010 às 13h36

PHA,
Faltam informações de como ele foi estudar nos Estados Unidos. Como se manteve por lá ? Já que aquí era esquerdista e lá um país que patrocinava as ditaduras na América do Sul. Como esta ida dele para lá se deu ? Como foi arquitetada a sua volta para a Unicamp ? Como ele foi ser prof. universitário ? Qual foi a tese dele lá no "doutorado" em Cornell ? Onde foi citado pelos seus trabalhos ? Tudo isso para mim não está respondido. As coisas estão truncadas.
Vamos esclarecer ?

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Raul Weidmann

29 de outubro de 2010 às 13h25

Na época da ditadura militar, quase não se sabia nada, do que estava acontecendo no Brasil. Só atualmente eu sei o malefício que estes militares fizeram aos brasileiros. Os coroneis do interior e DA CIDADE, em conluio com os militares queriam que a classe média e pobre ficasse como está, e eles administrariam o Brasil. Por isso eu considero tanto o Serra como a Dilma uns heróis. Para quem não viveu naquela época, não sabe como era o mundo de então. O presidente Janio Quadros condecorou Che Guevara com a Ordem do Cruzeiro do Sul, e naquela época ele era um herói mesmo.
Raul Weidmann

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Oliveira

29 de outubro de 2010 às 13h23

Puxa, faltou mencionar que ele particiou de um programa na antiga Record, Record em notícias, com a fina flor da direita: Padre Godinho, Mellão, Arnaldo de Sá e mais dois, inclusive o mediador, que me foge o nome.
abs

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isaias ximenes

29 de outubro de 2010 às 13h23

na ditadura ninguém podia falar nada ,contudo o que interessa é o que sr.serra hoje alia-se a extrema direita que nunca respeitou e nem respeitará a democracia ,enquanto Dilma é a candidata das camadas populares e da democracia.

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Celso

29 de outubro de 2010 às 13h22

Boa tarde. Não sei se estou enganado mas, primeiro me parece que ele não foi exilado mas fugiu. Depois no Chile quando foi dado o golpe militar patrocinado pela CIA ele novamente fugiu para os Estados Unidos. Ué… ele não estava sendo monitorado como subversivo e foge justo para a terra da CIA???? Como????? Será que aí tem……?????

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    Mitsue

    29 de outubro de 2010 às 15h12

    Paradoxalmente os EUA receberam muita gente boa, seja como exilados, seja como pesquisadores. O Serra deve ter ido lá pra providenciar o aborto da mulher.

Jean Scharlau

29 de outubro de 2010 às 13h14

O Serra poderia e deveria aproveitar o espaço do horário eleitoral para esclarecer algumas duvidas sobre o período em que esteve no Chile: O diploma de economista que ele diz ter, e ninguém viu, é o menor dos problemas.

Mais serio é o fato dele ter sido preso, levado para o estádio de Santiago do Chile, e ter saído de lá sem ser molestado, enquanto centenas de pessoas foram torturadas e mortas no estádio naqueles dias.

Ele fez algum acordo com o exército de Pinochet ou com a CIA?

Ele entregou outros exilados à sanha dos milicos?

Transformou-se em informante?

Como explicar que mesmo tendo a sua esposa sobrenome Allende, saiu do Chile tranquilamente, e foi justamente para os EUA, país que estava por traz do golpe contra Salvador Allende?

Quem pagou seus estudos em universidade americana?

Outra história mal contada do Serra é o encontro que ele teria com outros companheiros que viviam na clandestinidade, e que foram presos; só ele escapou pois atendeu o conselho de alguém para não ir ao encontro marcado.

Difícil acreditar que um ativista político tenha deixado de ir a um "ponto", para atender conselho de qualquer pessoa.

Mais verossímil é que o Serra tenha entregue para a repressão os companheiros que esperavam por ele.

Acho que o Serra é outra versão do “Cabo Anselmo”.

Por Geraldo Galvão

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    Luiz Mattos

    29 de outubro de 2010 às 15h40

    É isso aí Geraldo, talvez nunca provemos, mas penso isso. Não esquecendo que o cabo Anselmo também era um dos mais radicais.

Adriano

29 de outubro de 2010 às 13h03

Boa reportagem!

Até aí, a história do Serra era coerente com que esperávamos de qualquer líder político. Infelizmente, com o fim da ditadura, um estudante revolucionário e um economista competente se tornou um político neoliberal e oportunista.

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Genghis Khan

29 de outubro de 2010 às 12h59

Eu continuo sem entender porque todo o interesse da mídia no processo da Dilma e o total acobertamento da vida do zé papel, naqueles anos idos. O zé papel era chamado de terrorista e comunista. E ainda assim conseguiu sair do Chile de pinochet e ingressar nos EUA de richard nixon. Estudou em universidades pagas. Como ele conseguiu tudo isso?? Essa não seria uma façanha digna de investigação??? Para mim, o ze papel é o outro cabo anselmo. Um traidor da pátria. Um pulha.

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Vera é Dilma

29 de outubro de 2010 às 12h58

Que coisa, hein Azenha! Como é que pode uma pessoa mudar tanto? De combatente à ditadura a um ser vil, abjeto, peçonhento, vendilhão da Nação, sem noção, escroto, mentiroso etc etc etc. Como diz o Aposentado Invocado: "É triste"!

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Andre Luis

29 de outubro de 2010 às 12h50

Pena que o Serra, mesmo fujão, tenha se transformado nessa massa disforme e sem ideologia de hoje.

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    OLANDA SHIMIDIT

    05 de novembro de 2010 às 13h28

    Sabias Palavras:""""Obrigado Santo Padre por suas sábias palavras! A Dilma é a resposta para as nossas inquietações a
    respeito da vida. Quem sofreu nos porões da ditadura, não mata. Mas teve gente que matou a vida no seu
    ventre para fugir da ditadura, e portanto não deveria se comportar como os fariseus, que jogam pedras,
    sabendo-se pecadores. E Jesus disse: “Quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la, e quem entregar sua vida
    por causa de mim, vai salvá-la”(Mt 10,39)
    Vamos fazer o nosso Brasil avançar ainda mais, com Dilma, que já provou ser coerente, competente e
    comprometida com a VIDA. O dragão devastador não pode voltar ao poder.
    Deus abençoe os leitores e eleitores, governos e governados. Saúde e paz a todos (as)!
    Tudo o que você me desejar, eu lhe desejo cem vezes mais. Obrigado.
    Caçador, 28 de outubro de 2010
    Dom Luiz Carlos Eccel
    Bispo Diocesano de Caçador
    e no oeste do esta a nossa Dilma ganhou……

monge scéptico

29 de outubro de 2010 às 12h45

Que diferença para hoje hein? Hoje convertido ao demo, esse senhor certamente, não que relem-
-brar esse passado, que no entanto, do meu ponto de vista, o colocaria, mais próximo do ideal de
luta contra as injustiças etc. Esse serra ái, hoje horrivelmente deturpado, poderia estar ao lado do
povo em sua luta por cidadania. NADA CONTRA QUEM LUTOU PELA DEMOCRATIZAÇÃO DO
PAÍS.
Como acontece(tem acontecido) com todo convertido ao demo/globo/fanáticos, hoje o zé é essa
máscara horrível(no espírito pessoal; nada aver com à aparência externa), Títere de fôrças que
querem de novo se apossar das riquezas do povo. O povo é outro, graças ao LULA!
OBRIGADO LULA!! AVANTE DILMA!!
Obrigado a todos, que conscientemente, tombaram por um país mais justo e livre da exploração.
HERÓIS!!

Responder

César Bento

29 de outubro de 2010 às 12h08

Se fosse só por essa ficha, eu votaria no Serra. O problema é o que ele fez depois.

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