VIOMUNDO

Diário da Resistência


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Quem salva a Líbia dos seus salvadores ocidentais?


21/08/2011 - 22h56

por Jean Bricmont e  Diana Johnstone, no Le Grand Soir ,via Resistir.Info

Em março, uma coligação de potências ocidentais e de autocracia árabes uniram-se para promover o que era apresentado como uma espécie de pequena operação militar para “proteger os civis líbios”.

A 17 de março, o Conselho de Segurança da ONU adoptou a resolução 1973 que dava a esta “coligação de voluntários” um tanto particular o sinal verde para começar a sua pequena grega, controlando primeiro o espaço aéreo líbio, o que permitiu a seguir bombardear o que a NATO quis bombardear. Os dirigentes da coligação esperavam manifestamente que os cidadãos líbios reconhecidos aproveitariam a ocasião fornecida por esta “proteção” vigorosa para derrubar Muamar Kadafi o qual, pretendia-se, queria “matar o seu próprio povo”.

Baseando-se na ideia de que a Líbia estava dividida de modo claro entre “o povo” de um lado e “o mau ditador” do outro, esperava-se que este derrube ocorresse em alguns dias. Ao olhos ocidentais, Kadafi era um ditador pior que Ben Ali na Tunísia ou Mubarak no Egipto, que caíram sem intervenção da NATO. Kadafi deveria portanto cair muito mais rapidamente.

Cinco meses mais tarde, tornou-se evidente que todas as suposições nas quais se fundamentava esta guerra eram mais ou menos falsas. As organizações de defesa dos direitos do homem não conseguiram encontrar provas dos ditos “crimes contra a humanidade” cometidos por Kadafi contra “o seu próprio povo”. O reconhecimento do Conselho Nacional de Transição (CNT) como “único representante legítimo do povo líbio” por parte dos governos ocidentais, que era no mínimo prematuro, tornou-se grotesco. A OTAN empenhou-se numa guerra civil, exacerbando-a, e sem fazê-la sair do impasse.

Mas por mais absurda e destituída de justificação que esta guerra possa ser, ela continua. E quem é que pode travá-la?

Um dos melhores livros para ler neste verão foi a excelente nova obra de Adam Hochschild, To End All Wars , sobre a Primeira Guerra Mundial e os movimentos pacifistas daquela época. Há muitas lições de atualidade que se podem encontrar neste livro, mas a mais pertinente é sem dúvida o fato de que uma vez começada uma guerra é muito difícil pará-la.

Os homens que começaram a primeira guerra mundial também pensavam que ela seria curta. Mas mesmo quando milhões de pessoas foram lançadas na tormenta assassina e quando o caráter absurdo do empreendimento tornou-se claro como água límpida, a guerra continuou durante quatro anos trágicos. A própria guerra engendra o ódio e uma vontade de retaliação. Quando uma grande potência começa uma guerra, ela “deve” ganhá-la, qualquer que seja o custo – para ela própria e sobretudo para os outros.

Até o presente, para os agressores da NATO o custo da guerra contra a Líbia é puramente financeiro e isso é compensado pela esperança de um pilhagem do país, quando ele for “libertado” e de que ele pagará para reembolsar aqueles que o bombardearam. Não é senão o povo líbio que perde vidas, bem como a sua infraestrutura.

Durante a primeira guerra mundial existia um corajoso movimento de oposição à guerra que enfrentou a histeria e o chauvinismo deste período e que advogava em favor da paz. Seus membros arriscavam-se a ataques físicos, assim como à prisão. O modo como Hochchild conta a luta pela paz destes homens e destas mulheres na Grã-Bretanha deveria servir de inspiração – mas para quem? Os riscos implicados pela oposição à guerra na Líbia são mínimos em comparação com os que existiam quando a guerra de 1914-1918. Mas no momento, uma oposição ativa é apenas visível.

Isto é particularmente verdadeiro na França, país cujo presidente, Nicolas Sarkozy, teve a iniciativa de começar esta guerra.

Acumulam-se os testemunhos das mortes de civis líbios, inclusive crianças, provocadas pelos bombardeios da OTAN (ver por exemplo o vídeo http://www.youtube.com/watch?v=vtS2qJeeXUA ). Estes bombardeios visam a infraestrutura civil, a fim de privar a maioria da população que vive na parte do país leal a Kadafi dos bens de primeira necessidade, da alimentação e da água, a fim de pressionar o povo a derrubar Kadafi. A guerra para “proteger os civis” já se tornou uma guerra para aterrorizá-los e atormentá-los de modo a que o CNT apoiado pela OTAN possa tomar o poder.

Esta pequena guerra na Líbia mostra que a OTAN é ao mesmo tempo criminosa e incompetente.

Mas ela mostra igualmente que as organizações de esquerda nos países da OTAN são totalmente inúteis.

Provavelmente jamais houve uma guerra à qual fosse mais fácil opor-se. Mas a esquerda na Europa não se opõe.

Há três meses, quando a histeria mediática a propósito da Líbia foi lançada pela televisão do Qatar, Al-Jazeera, a esquerda não hesitou em tomar posição. Algumas dezenas de organizações de esquerda francesas e norte-africanas assinaram um apelo por “uma marcha de solidariedade com o povo líbio” em Patis, em 26 de março. Mostrando a sua total ausência de coerência, estas organizações exigiram, simultaneamente, por um lado “o reconhecimento do CNT, único representante legítimo do povo líbio” e, por outro, “a proteção dos residentes estrangeiros e dos migrantes” que, na realidade, deviam precisamente ser protegidos dos rebeldes representados por este conselho. Apoiando implicitamente operações militares de ajuda ao CNT, estes grupos apelavam também à “vigilância” a propósito da “duplicidade dos governos ocidentais e da Liga Árabe”, bem como a uma “escalada” possível das operações militares.

As organizações que assinavam este apelo incluíam grupos de oposições no exílio da Líbia, Síria, Tunísia, Marrocos e Argélia, assim como os Verdes franceses, o NPA, o Partido Comunista Francês, o Partido de Esquerda, o movimento anti-racista MRAP, o partido dos Indígenas da República e o ATTAC. Estes grupos representavam praticamente tudo o que há de organizado à esquerda do Partido Socialista – que, pelo seu lado, (com exceção de Emmanueli) apoiava a guerra sem sequer fazer apelo à “vigilância”.

Agora que aumenta o número de vítimas civis dos bombardeios da OTAN, não há nenhuma manifestação da vigilância prometida “a propósito da escalada da guerra” que saísse do quadro das resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

Os militantes que, em março, insistiam em dizer que “devemos fazer alguma coisa” para travar um massacre hipotético hoje nada fazem para travar um massacre que não é hipotético mas sim muito real e visível, e perpetrado exatamente porque aqueles “fizeram alguma coisa”.

O erro fundamental daqueles que, à esquerda, dizem “nós devemos fazer alguma coisa” reside na ambiguidade da palavra “nós”. Se eles querem dizer “nós” literalmente, então a única coisa que poderiam fazer seria por de pé espécies de brigadas internacionais para combater com os rebeldes. Mas naturalmente, apesar das grandes declarações segundo as quais “nós” devemos fazer “tudo” para apoiar o “povo líbio”, esta possibilidade nunca foi seriamente considerada.

Portanto o “nós” significa na prática as potências ocidentais, a OTAN e, sobretudo, os Estados Unidos, pois só eles possuem as “capacidades únicas” necessárias para travar uma tal guerra.

As pessoas que gritam “devemos fazer alguma coisa” geralmente misturam duas espécies de exigências: uma que podem esperar de modo realista ser aceita pelas potências ocidentais – apoio aos rebeldes, reconhecimento do CNT como único representante legítimo do povo líbio – e outra que não podem absolutamente esperar de modo realista que seja aceita pelas grandes potências e que são elas próprias totalmente incapazes de executar: limitar os bombardeios a alvos militares e à proteção dos civis, assim como permanecer escrupulosamente no quadro das resoluções da ONU.

Estes dois tipos de exigências contradizem-se uma à outra. Numa guerra civil, nenhuma das duas partes está preocupada principalmente com as sutilezas das resoluções da ONU ou com a proteção dos civis.

Cada parte quer muito simplesmente ganhar e a vontade de retaliação leva muitas vezes a atrocidades. Se se “apoia” os rebeldes, dá-se-lhes na prática um cheque em branco para fazer o que eles considerarem necessário a fim de ganhar a guerra.

Mas dá-se igualmente um cheque em branco aos aliados ocidentais e à OTAN, que talvez estejam menos ávidos de sangue que os rebeldes mas que têm à sua disposição meios de destruição muito maiores. E a OTAN é uma imensa burocracia – um dos fins essenciais da mesma é sobreviver. Ela deve absolutamente ganhar, senão terá um problema de “credibilidade”, assim como os políticos que apoiaram esta guerra. E este problema poderia levar a uma perda de financiamento e de recursos.

Uma vez que a guerra começou não há simplesmente nenhuma força no Ocidente, na ausência de movimentos anti-guerra determinados, que possa obrigar a OTAN a limitar-se ao que é autorizado pelas resoluções da ONU. Em consequência, a segunda espécie de exigências da esquerda cai na orelha de um surdo. Estas exigências servem simplesmente para provar que a esquerda pró-intervenção tem intenções puras.

Ao “apoiar” os rebeldes, esta esquerda matou de fato o movimento anti-guerra. Com efeito, não tem sentido apoiar numa guerra civil um campo que quer desesperadamente ser ajudado por intervenções externas e, ao mesmo tempo, opor-se a tais intervenções. A direita pró-intervenção é bem mais coerente.

O que a esquerda e a direita pró-intervenção têm em comum é a convicção de que “nós” (isto é, “o ocidente democrático civilizado”) temos o direito e a capacidade de impor nossa vontade a outros países.

Certos movimentos franceses (como o MRAP) que vivem literalmente da exploração da culpabilidade a propósito do racismo e do colonialismo, parecem ter esquecido que muitas das conquistas coloniais foram feitas contra sátrapas, príncipes indianos e reis africanos que eram denunciados como autocratas (o que de fato eram) e não parecem dar-se conta de que há alguma coisa de um tanto incongruente, para organizações francesas, em decidir quem são os “representantes legítimos” do povo líbio.

Apesar dos esforços de alguns indivíduos isolados, nenhum movimento popular na Europa é capaz de travar ou mesmo enfraquecer o ataque da OTAN. A única esperança poderia ser um colapso dos rebeldes, ou uma oposição nos Estados Unidos, ou uma decisão da parte das oligarquias dominantes de limitar as despesas. Enquanto isso, a esquerda europeia perdeu uma ocasião de renascer opondo-se a uma das guerra manifestamente mais injustificáveis da história. A Europa inteira sofrerá com esta derrota moral.

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45 comentários

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Bill

24 de agosto de 2011 às 09h22

Como a esquerda justifica o apoio a Assad e Kadafi: http://veja.abril.com.br/blog/nova-york/oriente-m

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Bill

24 de agosto de 2011 às 08h30

A regra geral aqui é ir contra tudo que o "ocidente", "imperialistas" e "hostes fascistas" (sic) apoiam.

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Franklin Lamb: Acabaram com Kadafi… ou com a Líbia? | Viomundo - O que você não vê na mídia

22 de agosto de 2011 às 19h06

[…] Quem salva a Líbia dos seus salvadores ocidentais? Um debate sobre a esquerda europeia […]

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Regina Braga

22 de agosto de 2011 às 16h05

´Perdemos todos com a guerra mais imbecil de todos os tempos…Não só a esquerda,mas todos,que daqui prá frente estarão refém das decisões do Estado Terrorista…O 4 reich começou…

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leandro

22 de agosto de 2011 às 14h23

EGITO – País reconhece governo rebelde líbio
SÍRIA – Embaixada da Líbia em Damasco anuncia apoio aos rebeldes
AUTORIDADE PALESTINA – governo rebelde é reconhecido

Só alguns genios daqui que ainda acham Kadafi legal.

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fernandoeudonatelo

22 de agosto de 2011 às 13h53

Não creio que mesmo com a queda de Kadaffi, a aliança ocidental tenha o caminho livre. O país é de um tecido social, étnico-cultural muito complexo formado por clãs praticamente autóctones e lideranças provinciais.

A primeira coisa a ser respondida, é se o país manterá a unidade política e territorial após a ascenção do grupo representativo do império Idris, que atualmente levantam aquela bandeira de três cores em cada conflito com as tropas do governo.

Aliás, é interessante como a mídia ocidental só mostra os rebeldes desse clã imperial. Tudo leva a crer que não haverá diversidade de representação política na "Nova" Líbia, mas jogadas que levem a mais uma centralização de forças.

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    Marcio H Silva

    23 de agosto de 2011 às 00h12

    A Antiga Iugoslávia tinha o mesmo perfil, ou seja, era uma aglutinação de vários povos comandadas por um líder carismático, o Marechal Tito. Se eu não estiver errado, pelo que li, a Líbia é bem parecida, é uma aglutinação de tres povos que era liderada por Ghadafi. Com sua retirada do poder, creio que haverá conflitos internos pelo poder e a Líbia se transformará em tres países novos que surgirão no mapa.

leandro

22 de agosto de 2011 às 13h50

Como pode a maioria aqui apoiar um regime que está no poder ha 40 anos sem eleições?

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    Bonifa

    22 de agosto de 2011 às 17h14

    Você sabe o que é eleição? E a Líbia, você sabe onde fica?

Zé Fake

22 de agosto de 2011 às 13h09

Esse caso da Líbia é realmente o golpe de misericórdia na ONU como existe hoje. Os países europeus estão servindo de jagunços para os interesses americanos de substituir o Egito como seu cliente principal na África do Norte, e nada, absolutamente nada acontece na ONU, pelo jeito ninguém se indigna, ninguém protesta…é difícil de acreditar que isso esteja acontecendo.

Pelas últimas "notícias" a situação de Kadafi está insustentável e ele vai perder. Se realmente isso se concretizar, já estou até vendo o que vai acontecer: o novo "governo" vai pedir ajuda da "comunidade internacional" para combater os "terroristas" e "insurgentes", e a Líbia vai ser ocupada por tropas estrangeiras…provavelmente europeias ou americanas. E é lógico, o butim da guerra (o petróleo) vai ser distribuído entre empresas americanas e europeias…podem escrever aí, dentro de 5 anos os índices econômicos e sociais da Líbia vão estar piores do que estão hoje.

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O que o futuro reserva para a Líbia e seu povo? | A Tal Mineira – Blog da Sulamita

22 de agosto de 2011 às 11h45

[…] Vi o Mundo: Quem salva a Líbia de seus salvadores ocidentais […]

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A presença indefinida de Washington, no Iraque e no Afeganistão | Viomundo - O que você não vê na mídia

22 de agosto de 2011 às 11h27

[…] Quem salva a Líbia dos seus salvadores ocidentais? Esquerda europeia […]

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Substantivo Plural » Blog Archive » Quem salva a Líbia dos seus salvadores ocidentais?

22 de agosto de 2011 às 10h38

[…] Por Jean Bricmont e Diana Johnstone no Le Grand Soir ,via Resistir.Info – NO VI O MUNDO […]

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Marat

22 de agosto de 2011 às 10h06

Todos os países, infelizmente, têm a obrigação de gastar muita grana com armamento antiaéreo de última geração, submarinos atômicos lança-mísseis e um poderoso exército, pois o terrorismo da OTAN/EEUU não respeitará ninguém. Imaginem quando o Tea Party ganhar as próximas eleições no Hospício da América do Norte… Hitler parecerá um moleque traquinas!

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    francisco.latorre

    22 de agosto de 2011 às 11h53

    pior que é.

    ..

    Marcos C.Campos

    22 de agosto de 2011 às 14h33

    É o que se desenha .

Bonifa

22 de agosto de 2011 às 09h14

O que aconteceu na Líbia está claríssimo. Vendo que as revoluções populares árabes lhes roubavam os aliados tiranos da região, as potências ocidentais procuraram uma compensação para suas perdas. Esta compensação seria a tomada da Líbia, cujas atitudes independentes, sobretudo na área financeira mas também no próprio intenso desenvolvimentismo interno, eram vistas com ódio por aquelas potências.

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Fabio

22 de agosto de 2011 às 08h53

O grande erro do kadaffi foi nao ter comprado a bomba atomica da Russia.
Acreditar que somente seu dinheiro bastaria para mante-lo no poder.
Apos sua queda, vamos ver uma Libia entrar em guerra pelo poder, pelos poços de petroleo.
Ver as tribos se matando pelas riquezas.
Basta ver o Iraque, no que se transformou.
O que mais revolta, é ver que a OTAN e os americanos fazem o que quer e nenhum pais condena fortemente estes assassinatos.
Parece que o mundo se acostumou em ver a OTAN matando inocentes.
Espero que o Brasil acorde, porque quando virem que nosso pre sal é verdadeiro, vão se virar para ca tambem e nada impede um intervençao da OTAN para proteger a amazonia.

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    Marcos C.Campos

    22 de agosto de 2011 às 14h35

    Na America do Sul , a próxima escala é a Venezuela, no Oriente Médio a Siria.

    Zé Fake

    22 de agosto de 2011 às 17h52

    Venezuela é meio complicado, mas Síria, tá no fio da navalha.

    PS. Hummm, essa doença do Chávez, negócio meio estranho… (teoria conspiratória :) )

Paulo

22 de agosto de 2011 às 08h29

Cadê o "especialista" em oriente médio Pepe Escobar, que costumava povoar este blog com suas análises "aprofundadas" ? A Líbia e a Síria deram um nó no cérebro dele, por não se encaixarem na sua teoria que as revoltas nos países árabes são de caráter anti-ocidente e anti-israel?

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Ze Duarte

22 de agosto de 2011 às 07h38

Preocupante o nível de leitores que acham Khadaffi um herói e o Irã uma democracia…. realmente preocupante.

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    Bonifa

    22 de agosto de 2011 às 17h16

    Mais um nome do mesmo troll… "Eles" escalaram apenas um para este blog?

    FrancoAtirador

    22 de agosto de 2011 às 21h59

    .
    .
    "Richard Smith, um troll que infernizou o Tijolaço o quanto pôde e agora polui o Viomundo, atuando com uns 10 nicks diferentes, tem 50 anos! Aquele outro, da Soninha, também é quarentão. De moleques, só o comportamento!"
    Leider Lincoln, em 20/07/2011, no Luis Nassif OnLine
    .
    .
    Um dos trolls mais desqualificados a frequentar a Internet atende pelo nome de Brasilianas – tanto nos incontáveis spams que divulga quanto pelo Twitter.

    Esconde-se no anonimato para ataques pesados contra figuras públicas ou contra quem pense de forma diferente. São muitas suas vítimas.

    Faz parte da rede de assassinos de reputação recrutada para fins políticos. Atua em consonância com um tal de Coturno Noturno, ou Coronel, e com trolls ligados à ex-vereadora Soninha e à campanha de José Serra.

    Seu nome real é Eurico Schwinden. É de Curitiba, Paraná. Foi assessor parlamentar. da Câmara Federal Aposentou-se em 16 de junho de 1999, conforme ato publicado no Diário Oficial da União de 22 de junho de 1999.
    Sua identidade foi levantada por outras vítimas de seus ataques e trazida para cá pelo infatigável Stanley Burburinho, a partir de uma dica do @esquerdopata.

    Luis Nassif, em:

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/os-troll

    rodrigo.aft

    22 de agosto de 2011 às 20h00

    bom mesmo são iraque e afeganistão!

    exemplos vivos de democracia, progresso e, principalmente, bem estar do povo!
    (IRONIA ON!)

    curiosidade… certos países da áfrica tem genocídios quase todo dia, guerra civil a anos, mas não tem recursos naturais nem reservas financeiras em ouro…
    POR QUE NINGUÉM VAI AJUDAR ELES?
    os irmãos bons do north e os piratas da otan não vão lá "ajudar" e implantar a "democracia"?

    não seja ingênuo.. ou vc está a comentando a soldo?

    PARA Q NÃO SE PERCA DE VISTA, COLEGAS COMENTARISTAS, A CIA E O MOSSAD TEM ENTRE SUAS METAS, UM SISTEMA DE CONTRA INFORMAÇÃO AUTOMATIZADO, ONDE O SISTEMA (O PROGRAMA DE COMPUTADOR) IDENTIFICA COMENTÁRIOS "HOSTIS", MAPEIA AS PALAVRAS DO CRÍTICO E POSTA UM COMENTÁRIO FAVORÁVEL AUTOMATICO!

    NÃO É DEMAIS?

    (por isso, não se espantem com comentários favoráveis às hostes fascistas – eua, israel, frança, itália e inglaterra – de comentaristas desconhecidos, geralmente não muito longos, nem usando frases muito elaboradas, e despersonalizados, isto é, sem citar alguma característica q possa identificar o autor de alguma maneira ou pedir para q ele reproduza alguma informação q tenha comentado antes)

Marat

22 de agosto de 2011 às 07h14

Esses "rebeldes" não passam de mercenários (se parecem mais com um programa de TV de adolescentes mimados) contratados pelos EEUU e seu animalzinho de Estimação, a Europa, para poderem comandar a Líbia com mão de ferro e pegar seu petróleo a preço de custo. Isso é apenas mais uma jogada da Organização Terrorista do Atlântico Norte!

Responder

Roberto Locatelli

22 de agosto de 2011 às 07h13

Kadafi, entre coisas boas e ruins, construiu uma Líbia apartada da Otan, dos bancos internacionais e da influência do Tio Sam. O capital financeiro internacional não gosta disso.

Enquanto temos, no Egito, o povo nas ruas, na Líbia temos um grupo de "rebeldes" e aviões da Otan bombardeando alvos civis.

Responder

@GriloD

22 de agosto de 2011 às 06h52

Muito interessante, mas um puxão de orelha: por que "NATO"? É Norganização do Atado do Tatlântico Orte?

Responder

    Marcos C.Campos

    22 de agosto de 2011 às 14h38

    NATO : North Atlantic Treaty Organisation
    tanto faz NATO ou OTAN é a mesma coisa.

    Jairo_Beraldo

    22 de agosto de 2011 às 16h24

    Este trol quer colocar grilo na cabeça de desavidos..e voce ainda deu ouvidos a ele?

Almeida Bispo

22 de agosto de 2011 às 03h18

Mas ninguém se mete com a Coréia do Norte. A Coréia do Norte tem a bomba. Kadafi foi acrditar em Branca de Neve…

Responder

JotaCe

22 de agosto de 2011 às 03h10

Não é de estranhar o comportamento das esquerdas européias, particularmente as da França, citadas no artigo. O sentimento anti-árabe nesse país vem de longa data, desde a derrocada da Argélia, e se tem exarcebado ao longo do tempo, particularmente por estas épocas de vacas magras e governo Sarkozy, sabidamente racista (que o digam os ciganos!) e tão desprovido de escrúpulos quanto os dos comparsas de pirataria. A pilhagem será feita e o butim – petróleo, ouro, e demais recursos- dividido entre os mais fortes, para decepção de Zapatero. Quem salvará a Líbia? Seu próprio povo, quando dos últimos estertores das nações imperialistas e cujas ações envergonham a humanidade.
JotaCe

Responder

    Bonifa

    22 de agosto de 2011 às 09h42

    Bernard Henry-Levi, o maior entre todos os falsos esquerdistas da Europa, viajando frenéticamente entre o norte da África, a França e o Parlamento Europeu, é o maior responsável por trazer para o lado da intervenção militar na Líbia os gordos "esquerdistas" de toda a Europa.

O_Brasileiro

22 de agosto de 2011 às 01h11

De um lado, um ditador. Do outro, uma máquina de guerra que precisa se manter ativa para garantir o lucro da indústria armamentista. No meio, os inocentes…
São imagens fortes, de guerra, de mais uma tragédia humanitária no mundo causada pelas sucessivas guerras feitas pela humanidade. E a palavra humanidade vai tendo cada vez mais uma conotação negativa. Crimes contra si mesma, contra os animais, contra o meio-ambiente. Parece não haver limites para a brutalidade humana…

Responder

    FrancoAtirador

    22 de agosto de 2011 às 10h44

    .
    .
    O Conselho de Genocidas da ONU
    e os facínoras da OTAN
    não representam a Humanidade.

    Representam, sim, os interesses
    do grande capital financeiro
    que rapina a Humanidade.
    .
    .

rodrigo.aft

22 de agosto de 2011 às 00h02

NADA É O QUE PARECE SER….

não foi denunciado antes da invasão q o sistema financeiro ocidental (do lobby sionista) não gostava da Líbia pois esta era independente dos bancos centrais e fmi's do capitalismo ocidental e tinha muito, MUITO OURO, como lastro de sua moeda (ao contrários dos outros países, q são escravos de seus bancos centrais e federal reserve da vida)?

não foi denunciado, logo no começo das invasões, q (praticamente) não havia levante popular contra a "ditadura" de Kadafi?

não foi denunciado, logo no começo, q os rebeldes não eram rebeldes coisa nenhuma, mas sim mercenários de vários países (menos da própria Líbia)?

quais os países q mais estão fazendo o serviço sujo na Líbia para os irmãos bons do north?
os governos mais "à direita" da europa, os fascistinhas de plantão… itália, frança e o capacho inglaterra!

não foi denunciado logo no começo q os armamentos de veículos dos "rebeldes" (mercenários da otan) eram muito parecidos e estavam sendo fornecidos pela otan (não tinham sido capturados na própria Líbia)?

não tinha sido denunciado, logo no começo q os "rebeldes" (mercenários da otan) só avançavam por causa do apoio aéreo da otan e dos navios estadunidenses costeado na Líbia (pois a população não os apoiva)?

não foi denunciado q, a partir de um certo momento, a artilharia e fogo aéreo dos aliados (irmãos bons do north e piratas da otan) começaram a bombardear indiscriminadamente alvos civis e militares, para tirar QQUER CHANCE DE REAÇÃO do governo líbio, mesmo se a população ajudasse?

não foi denunciado q os irmãos bons do north e os piratas da otan começaram a bombardear alvos civis com munição e bombas de urânio empobrecido (contaminando o ar, as pessoas, objetos e lençóis freáticos por longos períodos)?
saiba mais: http://www.avante.pt/pt/1957/internacional/114879… e tbém: http://ceticismo.wordpress.com/ciencia-tecnologia

concluímos q, se a população e instalações físicas na Líbia não eram importantes para os irmãos bons do north e para os piratas da otan, talvez (alguém duvida) tenham invadido a Líbia para saber ►►quem vai ficar com as barras de ouro e os campos de petróleo?◄◄

também não era a favor da Kadafi, mas… NADA É O QUE PARECE SER….

Responder

Francisco

21 de agosto de 2011 às 23h30

Daqui a três meses veremos a cabeça de Kadafi rolar pela tela do Youtube. Retirada a OTAN, os "rebeldes" revelarão sua absoluta incapacidade (e impossibilidade…) de construir um consenso e uma hegemonia internas. Um Mubarak qualquer será "eleito" e lá permanecerá. A questão é: o ocidente ainda terá um bilhão por ano para enviar ao novo títere?

Responder

    leandro

    22 de agosto de 2011 às 13h51

    Assim que sair esse video me passe o link, vai ser bom ver a cabeça do assassino rolando.

    luiz pinheiro

    22 de agosto de 2011 às 19h10

    Retirada em tres meses? A OTAN (especialmente França, Itália e UK) espera mandar na Líbia por muitos anos…

FrancoAtirador

21 de agosto de 2011 às 23h25

.
.
Infelizmente haverá ainda muito sangue inocente derramado.

Mais uma farsa histórica do imperialismo sanguinário.
.
.

Responder

    Cristiana Castro

    22 de agosto de 2011 às 00h59

    Anunciada e escancarada… Agora a gente consegue entender o sucesso do III Reich.

    FrancoAtirador

    22 de agosto de 2011 às 10h47

    .
    .
    Com a complacência, leniência e cumplicidade dos que se abstiveram

    no Conselho de Genocidas da Organização das Nações Terroristas.
    .
    .

    JotaCe

    22 de agosto de 2011 às 13h12

    Destacadamente o Brasil, com o parecer do Ministério do Exterior, através da Sra. Maria Viotti.
    Dissimulado como o foi pelo reconhecimento de riscos e o temor hipócrita do emprego demasiado de força por parte da OTAN, é uma página negra da nossa diplomacia, escrita para atender a pirataria. Vergonha.

    rodrigo.aft

    22 de agosto de 2011 às 19h03

    JotaCe,

    o dcto tem a cara do pATRIOT, um valoroso agente público brasileiro casado com uma estadunidense, já tendo passado longos períodos por lá e com complexo de capacho… não pode ver um pé dos homens bons no north q pede para limparem seus pezinhos imperialistas nele… inacreditável a q ponto se rebaixa um homem(?)…

    mas parece ter sido lobotomizado e reprogramado mentalmente para obedecer a um novo senhor… e faz isso direitinho…

    não sei pq, mas esse tipo é chamado (na pátria de seu senhor) de "YES MAN" (homem do sim para tudo)… alguém saberia? rsrs

Rebeldes líbios lutam em Trípoli com as tropas de Kadafi | Viomundo - O que você não vê na mídia

21 de agosto de 2011 às 23h03

[…] Quem salva a Líbia dos seus salvadores ocidentais?   […]

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