VIOMUNDO

Diário da Resistência


Você escreve

Quando as engenhocas disfarçam um mundo pobre de espírito


08/12/2011 - 22h37

Do Counterpunch, numa resenha de Doug Dowd sobre o livro Why America Failed: The Roots of Imperial Decline, de Morris Berman (reprodução de um trecho):

Nossa obsessão com a tecnologia

No mundo moderno a noção de “progresso” anda lado a lado com o progresso tecnológico, em todos os campos sociais. Berman escreve:

Se o objetivo da vida norte-americana é acumular tantos objetos quanto possível antes da morte, então a tecnologia está no centro da vida, porque tais objetos existem apenas como resultado da tecnologia e da ciência aplicada… Menos óbvio é o papel que a tecnologia teve ao promover a “hustling life” [uma vida de eterno movimento, de driblar dificuldades e aplicar golpes de sorte], que é um fenômeno tão social quanto econômico. Esta fronteira tecnológica em expansão mantém o antagonismo de classe em cheque da mesma forma que, no passado, a expansão da fronteira geográfica o fez. O propósito da vida é, portanto, o de continuar em movimento e, já que não há fim para a inovação não há fim para a vida de atropelos a qual, como a expansão tecnológica, torna-se um fim em si.

Ele cita Borgmann:

“A desigualdade favorece o avanço e a estabilidade do reino da tecnologia. Os níveis desiguais de acesso [à tecnologia] garantem uma demonstração de afluência que muitas pessoas esperam atingir. O que a classe média tem hoje a classe baixa terá amanhã… A peculiar conjunção de desigualdade e tecnologia… resulta num equilíbrio que pode ser mantido desde que a tecnologia avance… Enquanto este arranjo permanecer, a política não terá substância”. (A. Borgman, Technology and the Character of Contemporary Life (2006) (pp. 73-74)

Berman conclui o capítulo três com esta observação sombria:

O progresso nos Estados Unidos não tem muita relação com a qualidade de vida. Em vez disso é apenas sobre a “impertinente dinâmica do mais”, de mais qualquer coisa, de mais tudo. Por esta definição, a vida não faz sentido; é basicamente insensata. Alimentada pela religão da tecnologia, esta vida nos levou a um lugar empobrecido e sem sentido. Os críticos desta forma de viver são completamente ignorados; o ar está cheio de exortações para que a gente continue fazendo o que faz. Ainda assim, sob a frenética atividade, existe uma grande tristeza, que a correria e a tecnologia tentam reprimir — o que fazem, mas provavelmente não vão conseguir fazer para sempre; a fachada já está desabando”.

*****

Em The Crass and Beautiful Eternal City, no New York Review of Books, Ingrid D. Rowland resenha o livro de Robert Hughes sobre Roma (Rome: A Cultural, Visual and Personal History), e trata de duas ameaças à capital italiana, o turismo de massas e a indiferença causada pelas distrações da vida contemporânea:

“Duas forças brutais ameaçam a cidade hoje e Hughes é virulento aos atacá-las. Uma é o turismo de massa, atualmente uma força tão significativa para a economia de Roma que é pouco provável que fique sob controle. O outro é a indiferença de massa, trazida pelas distrações da vida contemporânea”.

A autora diz que Roma já sobreviveu a ameaças parecidas no passado e fala de algumas distrações dos dias de hoje:

“Steve Jobs e Silvio Berlusconi tomaram outro caminho; mas também eles são notícia velha em Roma. Os antigos também eram obcecados com engenhocas decorativas e talvez um clepsydra, ou relógio de água, parecia tão triste a eles quanto um Mac ultrapassado parece hoje. Quanto às piranhas do Berlusconi, o antigo autor de teatro Terence já reclamava, no primeiro século antes de Cristo, ao perder público para a dançarina do teatro ao lado”.

A resenhista — e Hughes — temem que o turismo de massa impeça os visitantes de refletir e verdadeiramente experimentar as maravilhas de Roma, o que enfraqueceria, no futuro, a defesa do patrimônio da cidade e mesmo do patrimônio histórico como um todo:

“Como Giorgio Bassani disse em 1972 (mas poderia ter dito ontem): Os monumentos não são chamarizes para atrair turistas e mantê-los impressionados enquanto os donos de hotéis e lojas pilham todas as suas moedas, nem são prostitutas de pedra mantidas fragilmente vivas pelo governo-cafetão. São lembretes do que ainda somos, apesar da TV e dos automóveis, e nós precisamos muito deles para continuar a ser o que somos — e  não nos tornarmos, de novo, selvagens”.





22 comentários

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pap

10 de dezembro de 2011 às 18h45

Gostaria de tecer uma consideração:

Em quase tudo que leio,ouço ou vejo sobre questões ligadas a trabalho e educação, rarissimamente eu tenho
chance de ver um determinado setor ser abordado: o inerente pelego setor de recursos humanos, que juntamente
com assessorias de imprensa,advogados a serviço de empresas e "especialistas e consultores" em educação fazem
coro e a tudo justificam o que fazem e pensam o mundo corporativo, pois este lhes coloca a asa protetora,
numa relação que beira ao psíquico, no sentindo da infantilização
e dependencia através de uma relação típica da medieval vassalagem.
Quando acontece alguma polêmica ligada ao setor de trabalho e mundo corporativo, o setor de recursos humanos
"parece" querer sempre ficar quietinho(afinal, bom cabrito não berra…até " pelos bodes na sala" que essa gente
de recursos humanos cultiva). Aliás, recursos humanos, até para agradar a seus senhores de engenho do mundo
corporativo a quem serve, gostam de ser mais realistas que o rei. Mas no fundo, são os que estão mais próximos
de uma demissão, pois basta uma vacilada para, como num dos cliches que amam dizer,estar "disponíveis no
mercado(termo que usam em vez de desemprego,num estilo bem tucanês). No fundo, setor de recursos humanos
age como se fosse um departamento de compras, mais específico,só que em vez de comprar produtos, procuram
"peças de reposição', no caso de "colaboradores"(os que não são executivos, termos que recursos humanos ama
usar) e recolocação, para executivos(ceos).
Não se pode generalizar e dizer que setor de recursos humanos é tudo vilão, todavia se tem uma coisa que não
fazem é assistência social; ao contrário,são parte integrante da engrenagem de uma empresa e cumprem as dire-
trizes que seus "superiores" lhes determinaram.

Responder

    Jorge Moraes

    13 de dezembro de 2011 às 10h57

    Olá, Pap! O chamado "mundo corporativo", espécie de cerne e célula do sistema do capital, é lugar privilegiado para a observação, análise e crítica do sistema como um todo. As contradições inerentes ao mundo "maravilhoso" das empresas estão todas lá. Você, com muita felicidade, expôs uma de suas facetas, a dos chamados "recursos humanos", algoz e vítima da "roda-viva", quase que totalmente globalizada. Não tenho ideia de como começar, mas imagino que pensando juntos poderemos vencer a natural inércia humana se (por exemplo) criássemos algum instrumento internáutico que congregasse pessoas que vissem criticamente os tais conglomerados, Saudações.

Lucas Villa

10 de dezembro de 2011 às 17h21

Mudando um pouquinho o foco desse post, observem esse video:

[youtube fz1-fduyuHU http://www.youtube.com/watch?v=fz1-fduyuHU youtube]

Esses aí se superaram, conseguiram ficar pior que os globais da gota de merda.

Responder

Lu_Witovisk

10 de dezembro de 2011 às 00h26

É e um dos meios foi a obsolescencia programada. Video: http://youtu.be/UkqdcBww1SU
(Nunca aceita url do youtube no meu computz, :/ )

De tudo, o que acho MAIS estranho é: as pessoas já perceberam que a o modo de vida consumista-para-a-ostentação é vazio (não fosse, as madamas não viveriam na terapia e não entrariam em depressão) e, mesmo as que questionam, muitas vezes não tem coragem de ser o ponto fora da curva. Isso me intriga. Que corrente é essa tão forte que prende as pessoas num modelo falido de vida, mesmo quando elas sentem na carne a falencia? É muito estranho.
E o pior é quando essas em crise, olham pra vc e dizem: eu tenho tudo e não sou feliz, como pode?… e qdo vc responde: eu não tenho nem 1/10 e sou feliz, a resposta: vc é louca, não conta, vc pensa que é, mas não deve ser.

Vai entender… meandros de cérebros humanos.

(melhor continuar na minha loucura)

Responder

    FrancoAtirador

    10 de dezembro de 2011 às 08h19

    Louco, sim, louco, porque quis grandeza
    Qual a Sorte a não dá.
    Não coube em mim minha certeza;
    Por isso onde o areal está
    Ficou meu ser que houve, não o que há.

    Minha loucura, outros que me a tomem
    Com o que nela ia.
    Sem a loucura, que é o homem ?
    Mais que a besta sadia,
    Cadáver adiado que procria?

    (Fernando Pessoa, Mensagem)

    http://www.revista.agulha.nom.br/fpesso02.html

mfs

09 de dezembro de 2011 às 13h36

No Brasil, traduzidos Terence por Terêncio, do latim Terentius. Ninguém pode negar a importância da tecnologia para tornar mais confortável a vida humana. Mas quando a tecnologia está ligada a uma vida de trabalho incessante para poder consumir sem parar, então neste caso pode-se questionar o contexto em que esta tecnologia é aplicada.

Responder

    Lu_Witovisk

    10 de dezembro de 2011 às 00h34

    Ué, escravos cegos das coorporações. Uma vidinha de cão mesmo… trabalha-paga conta-consome-trabalha. Vc só é uma pessoa "bem vista" se estiver pagando sua casa, seu carro, andar com as roupas X… e por ai vai. Mais insano que isso não existe.

    É aquela estoria: qto menos vc tem, mais livre vc é.

    FrancoAtirador

    10 de dezembro de 2011 às 08h09

    .
    .
    Queres pouco,
    Terás tudo.
    Queres nada,
    Serás livre.

    (Ricardo Reis, heterônimo de Fernando Pessoa)

    http://www.existencialismo.org.br/jornalexistenci

    Lu_Witovisk

    10 de dezembro de 2011 às 12h23

    Exato!

    FrancoAtirador

    10 de dezembro de 2011 às 08h49

    O LEGADO DO RELÓGIO

    A destruição do homem

    Por Ulisses Capozzoli

    Há vida inteligente nas revistas semanais, embora possa parecer surpreendente. CartaCapital deu prova disso na edição nº 263 (22/10/2003), ao tratar de um tema cada vez mais dramático, mas que nem por isso sensibiliza as esterilizadas redações concorrentes: a destruição e a morte provocadas pelo trabalho.
    No mundo inteiro, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 30% dos trabalhadores têm sintomas de depressão e transtornos de ansiedade, como a síndrome do pânico, ou estresse.
    Uma ótima entrevista feita por Adriana Carvalho com a pesquisadora e consultora canadense Estelle Morin mostra que os brasileiros, ao contrário de um imaginário remanescente da literatura fantástica da Idade Média, trabalham duro e muito.
    Estelle Morin, que inicia levantamento no Brasil, em parceria com pesquisadores nacionais, avalia que no Brasil trabalha-se duas vezes mais do que no Canadá, embora confesse não saber como isso seja possível. Ao arriscar um palpite, propõe: "Talvez vocês [nós, brasileiros] tenham organismos de super-heróis e suportem mais pressão do que os canadenses".
    Mas certamente nossa capacidade de suportar o sofrimento do trabalho, traduzido em desrespeito, salários baixos, sumariedade, negligência legal e posturas que fazem lembrar, em muitos casos, a pretensa legislação pessoal de senhores medievais, integra nossa história profunda. Ainda mal-escavada e, por isso mesmo, só superficialmente conhecida, relacionada a mais de 350 anos de escravidão.
    Leitores mais pragmáticos podem sustentar que os danos produzidos pelo trabalho não são nada novos. Ao longo da história mais recente reuniram críticos que vão de Paul Lafargue, o odiado genro de Marx, ao sociólogo italiano Domenico De Masi, passando por uma legião de pensadores anarquistas.
    Na base de toda essa destruição da vida provocada pelo trabalho alienado/alienante/estafante está a produção de ciência, o que nos leva a um reencontro com Francis Bacon.
    Como ele pôde se enganar tão redondamente quando propôs no Nova Atlântida que sociedades capazes de cultivar a ciência estariam livres dos sofrimentos que castigaram os homens desde que essas criaturas apareceram no mundo? Ou Bacon não se enganou e estamos apenas vivendo os estertores de um passado truculento, com perspectivas de um futuro mais promissor?
    A resposta certamente depende de como cada um enxerga o mundo. E o mundo que vemos neste momento, materializado pelas condições desumanas do trabalho (de quem ainda tem um trabalho) não são nada estimulantes.
    Para complementar o inferno de um trabalho infeliz, para a grande maioria das pessoas (muitas delas viajando horas para iniciar suas tarefas) há o lixo fétido da maior parte da programação da televisão.
    E quando a Justiça ameaça com alguma punição, forma-se um coro de lamentações apontando para o risco de censura.
    Censura de quê?
    Nesse ambiente, o que sobra de humano em cada um de nós?
    "Motoqueiros" enlouquecidos numa corrida insana contra o tempo e pela produtividade, mitos criados pelo trabalho alienante/alienado, matando e morrendo sem nenhum sentido, são a metáfora desta época vazia de valores.
    Quando escreveu "A ditadura do relógio", em A rejeição da política (1972), George Woodcock, um dos mais prolíficos pensadores anarquistas contemporâneos, condensou a história, do passado e do futuro, em poucas páginas. O relógio não tem nada de inocente, embora a maioria das pessoas nem possa sequer desconfiar disso. O relógio foi a máquina que nos roubou a natureza e a substituiu pelo fazer mecânico, desprovido de sentido. O relógio nos retirou da gratificação do trabalho e está por trás de toda essa epidemia de enfermidade e sofrimento que se espalha pelo planeta.
    Woodcock diz que "agora são os movimentos do relógio que vão determinar o ritmo da vida do ser humano – os homens se tornaram escravos de uma idéia de tempo que eles mesmos criaram e estão dominados por esse temor, como aconteceu com Frankenstein.
    Numa sociedade livre e saudável, esta dominação do homem por máquinas construídas por ele mesmo chega a ser ridícula, mais ridícula até do que o domínio do homem pelo homem".
    No diagnóstico e na superação da praga que traz a morte e o sofrimento, apontado por CartaCapital, transmitida pelo trabalho alienante/alienado, Woodcock propõe que "a contagem do tempo deveria ser relegada à sua verdadeira função, como uma forma de referência e um meio para coordenar as atividades do ser humano que voltaria a ter uma visão mais equilibrada da vida, já não mais dominada pelos regulamentos impostos pelo tempo e pela adoração ao relógio".
    A liberdade completa, avalia ele, "implica a libertação da ditadura das abstrações, tanto quanto a libertação do comando dos homens".
    A ditadura das abstrações. Esse é um dos legados do relógio.

    http://www.observatoriodaimprensa.com.br/ofjor/of

    Lu_Witovisk

    10 de dezembro de 2011 às 12h15

    Muito obrigada, Franco! Excelente texto!! Divulgando já!

Bonifa

09 de dezembro de 2011 às 12h11

É muito interessante a análise social do avanço tecnológo isolado. Mas há mecanismos econômicos sutis que o determinam, e não levá-los em conta jamais permitirá uma crítica abrangente e satisfatória de seus problemas presentes e futuros. Os diversos tipos de consumo e a produção em série são um bom caminho para o entendimento social do "avanço" tecnológico. E há perguntas transcendentais: Terá limites intransponíveis o tal avanço, ou irá penetrar por mundos insondáveis, como o grande universo revolucionário que se expandiu a partir da construção de poderosos microscópios?

Responder

Hans Bintje

09 de dezembro de 2011 às 11h15

Existe algo de bom nesse disperdício todo. Como dizem nos EUA, "one man's trash is another man's treasure".

A imagem é surreal: equipamentos funcionando perfeitamente jogados no lixo por serem considerados obsoletos, desinteressantes para as empresas que produziram as máquinas.

Eles estão "free" (tradução dupla: "grátis" e "livre") para uso.

São plataformas ideais para a instalação de programas livres, que dão nova vida aos equipamentos e oferecem possibilidades jamais imaginadas para o desenvolvimento de novos serviços.

Eis uma prova do que eu digo: http://en.wikipedia.org/wiki/File:Google%E2%80%99

Responder

Bonifa

09 de dezembro de 2011 às 11h14

A Inglaterra mais ilhada do que nunca. Seu governo não concorda em absoluto com o pontapé que a Europa, liderada pela Alemanha e pela França, quer dar no neoliberalismo, forçando a regulamentação rígida do sistema financeiro e adotando uma CPMF européia sobre trasações financeiras. Um ataque mortal à doutrina neoliberal no continente. Mas não acreditamos que a Inglaterra "camerônica" permaneça isolada. Ela se evidenciará como um território avançado dos estadunidenses, unida visceralmente aà sua ex-colônia. Vai ser a unidade americana avançada, vigilante sobre o continente, evidenciando o acerto das previsões de George Orwell, que colocava no futuro a Inglaterra formando um bloco único com os americanos e alternando estados de guerra e paz com a Europa, que por sua vez se unirá à Rússia. Estará a condição de país europeu da Inglaterra com os dias contados? http://www.lemonde.fr/idees/article/2011/12/09/la

Responder

    FrancoAtirador

    09 de dezembro de 2011 às 22h51

    .
    .
    Lembrei-me do filme "A Ilha", de Michael Bay
    .
    .
    Televisão: instrumento de hipnose coletiva
    [youtube zUMVyBeW8ME http://www.youtube.com/watch?v=zUMVyBeW8ME youtube]

    FrancoAtirador

    10 de dezembro de 2011 às 08h16

    .
    .
    Como assim: "A incorporação foi desativada mediante solicitação" ?

    Que espécie de censura é esta?
    .
    .

    Bonifa

    10 de dezembro de 2011 às 00h33

    Ah, esquecemos de dizer… Parece que a Alemanha, ao aceitar tranquilamente o isolamento da Inglaterra "americana" e ao mesmo tempo dar a conhecer ao mundo seu incômodo diante do fato de ter em seu território a maior base americana da Europa, arriscando-se assim a um ataque do Irã, com tudo isso, a Alemanha parece que perdeu a paciência com a situação de ocupação parcial americana que perdura dsesde o fim da segunda guerra. Breve, a Alemanha não vai mais suportar a ocupação americana. E então tudo mudará rapidamente na Europa.

FrancoAtirador

09 de dezembro de 2011 às 01h32

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O que seria do Ser Humano sem a energia elétrica?

O pavor do "apagão" não é só o medo do escuro.
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Responder

    Bonifa

    10 de dezembro de 2011 às 00h47

    O medo é filho do escuro, já dizia Monteiro Lobato.

    FrancoAtirador

    10 de dezembro de 2011 às 11h05

    A solidão é o melhor espelho.


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