VIOMUNDO

Diário da Resistência


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Quando a plutocracia demoniza os “fracos”


10/05/2010 - 11h18

da introdução do livro War Against the Weak, de Edwin Black

Vozes assombram as páginas de todo livro. Esse livro, em particular, fala em nome dos não-nascidos, em nome daqueles cujas perguntas nunca foram ouvidas — daqueles que nunca existiram.

Através das seis primeiras décadas do século 20, centenas de milhares de norte-americanos e um número não calculado de outros não tiveram a permissão de continuar suas famílias através da reprodução. Selecionados por causa de sua ancestralidade, origem nacional, raça ou religião, eles foram esterilizados à força, erroneamente internados em instituições psiquiátricas onde morreram em grande número, proibidos de casar e algumas vezes “descasados” por burocratas estatais. Nos Estados Unidos, essa batalha para acabar com grupos étnicos foi lutada não por exércitos armados ou por seitas de ódio às margens da sociedade. Em vez disso, essa guerra de luvas brancas foi levada adiante por professores estimados, universidades de elite, ricos industriais e autoridades do governo que se juntaram em um movimento racista e pseudocientífico chamado “eugenia”. O objetivo: criar uma raça Nórdica superior.

Para perpetuar a campanha, fraude acadêmica generalizada combinada com filantropia corporativa sem limites estabeleceram as razões biológicas para a perseguição. Empregando um amálgama de achismos, fofoca, informação falsificada e arrogância acadêmica polissilábica, o movimento pela eugenia lentamente criou uma burocracia nacional e uma infraestrutura jurídica para limpar os Estados Unidos dos “unfit”. Testes de inteligência, coloquialmente conhecidos como QI, foram inventados para justificar a prisão de um grupo definido como “feebleminded”. Frequentemente os assim chamados eram apenas tímidos, de boa fé para serem levados a sério, falavam os idiomas “errados” ou tinham a cor da pele “errada”. Leis de esterilização forçada foram aprovadas em vinte e sete estados para evitar que indivíduos-alvo produzissem mais gente de seu tipo. Leis de proibição do casamento proliferaram nos Estados Unidos para evitar a mistura de raças. Litígios foram levados até a Suprema Corte, que aprovou a eugenia e suas táticas.

O objetivo imediato era esterilizar imediatamente 14 milhões de pessoas nos Estados Unidos e mais alguns milhões no mundo — o “décimo mais baixo na escala social” — e assim continuamente eliminar o décimo “inferior” até restar apenas uma super-raça Nórdica. No fim das contas, 60 mil norte-americanos foram esterilizados à força e o total pode ser muito maior. Ninguém sabe exatamente quantos casamentos foram evitados pelas leis estaduais. Embora muito da perseguição tenha sido simplesmente resultado de racismo, ódio étnico ou elitismo acadêmico, a eugenia vestiu o manto de ciência respeitável para esconder seu verdadeiro caráter.

As vítimas da eugenia eram moradores pobres de áreas urbanas e o “lixo branco” da zona rural, da Nova Inglaterra à Califórnia, imigrantes que chegavam da Europa, negros, judeus, mexicanos, indígenas, epiléticos, alcoólatras, batedores de carteira e doentes mentais ou qualquer um que não se enquadrasse no ideal Nórdico dos loiros de olhos azuis que o movimento da eugenia glorificava.

A eugenia contaminou muitas outras causas sociais, médicas e educacionais nobres, do movimento pelo controle da natalidade ao desenvolvimento da psicologia ao movimento pelo saneamento urbano. Psicólogos perseguiram seus pacientes. Professores estigmatizaram seus alunos. Associações de caridade pediram para mandar aqueles que pediam ajuda para câmaras da morte que esperavam ver construídas. Escritórios de apoio à imigração conspiraram para mandar os mais necessitados para programas de esterilização. Líderes da oftalmologia conduziram uma longa campanha para perseguir e esterilizar à força todos os parentes de todos os americanos com problemas na visão. Tudo isso aconteceu nos Estados Unidos anos antes da ascensão do Terceiro Reich na Alemanha.

A eugenia tinha como alvo a Humanidade, assim seu escopo era global. Os evangelistas da eugenia provocaram movimentos similares na Europa, na América Latina e na Ásia. Leis de esterilização forçada apareceram em todos os continentes. Cada estatuto ou regra da eugenia — da Virgínia ao Oregon — foi promovida internacionalmente como mais um precedente para incentivar o movimento internacional. Uma pequena  e fechada rede de jornais médicos ou proponentes da eugenia, encontros internacionais e conferências mantiveram os generais e os soldados do movimento em dia e armados para tirar proveito da próxima oportunidade legislativa.

Eventualmente, o movimento de eugenia dos Estados Unidos se espalhou para a Alemanha, onde causou fascínio em Adolf Hitler e no movimento nazista. Sob Hitler, a eugenia foi muito além do sonho de qualquer eugenista norte-americano. O Nacional Socialismo transformou a busca americana por uma “raça superior Nórdica” na busca de Hitler por uma “raça ariana superior”. Os nazistas gostavam de dizer que “o Nacional Socialismo não é nada mais que biologia aplicada”, e em 1934 o Richmond Times-Dispatch publicou a frase de um proeminente eugenista norte-americano segundo a qual “os alemães estão nos derrotando em nosso próprio jogo”.

A eugenia nazista rapidamente venceu o movimento norte-americano em velocidade e ferocidade. Nos anos 30, a Alemanha assumiu a liderança do movimento internacional. A eugenia de Hitler teve o apoio de decretos brutais e das máquinas de processamento de dados da IBM, de tribunais de eugenia, programas de esterilização em massa, campos de concentração e do virulento antissemitismo biológico — tudo com aprovação aberta dos eugenistas norte-americanos e de suas instituições. Os aplausos diminuiram, mas apenas relutantemente, quando os Estados Unidos entraram em guerra em dezembro de 1941. Então, sem  que o mundo soubesse, os guerreiros da eugenia alemães operavam campos de exterminio. Eventualmente, a loucura da eugenia alemã levou ao Holocausto, à destruição dos ciganos, ao estupro da Polônia e à dizimação da Europa.

Mas nada do racismo científico dos Estados Unidos teria se espalhado sem apoio da filantropia corporativa.

Nestas páginas você vai conhecer a triste verdade sobre como as razões científicas que levaram aos médicos assassinos de Auschwitz foram primeiro formuladas em Long Island, no laboratório de eugenia da Carnegie Institution em Cold Spring Harbor. Você descobrirá que no regime de Hitler antes da guerra, a Carnegie, através de seu complexo de Cold Harbor, propagandeava de forma entusiasmada o regime nazista e distribuia filmes antissemitas do Partido Nazista em escolas dos Estados Unidos. E você vai descobrir as ligações entre os grandes aportes financeiros da Fundação Rockefeller e o establishment científico alemão, que deram início aos programas de eugenia que resultaram em Mengele em Auschwitz.

Só depois que a verdade sobre os campos de extermínio nazista se tornou pública o movimento americano pela eugenia perdeu força. Instituições de eugenia dos Estados Unidos correram para trocar o nome, de “eugenia” para “genética”. Com sua nova identidade, o que restou do movimento se reinventou e ajudou a estabelecer a moderna e iluminada revolução da genética humana. Embora a retórica e os nomes tenham mudado, as leis e os modos de pensar ficaram em seu lugar. Assim, décadas depois que o julgamento de Nuremberg rotulou os métodos da eugenia de genocídio e crime contra a humanidade, os Estados Unidos continuaram a esterilizar à força e a proibir casamentos “indesejáveis”.

Comecei dizendo que este livro fala em nome dos nunca nascidos. Também fala em nome das centenas de milhares de refugiados judeus que tentaram escapar do regime de Hitler mas tiveram os pedidos de visto negados pelos Estados Unidos por causa do ativismo abertamente racista da Carnegie Institution. Além disso, estas páginas demonstram como milhões foram assassinados na Europa precisamente porque foram rotulados como formas inferiores de vida, que não valia a existência — uma classificação criada nas publicações e pesquisas acadêmicas da Carnegie Institution, certificadas através de financiamentos da Fundação Rockfeller, validadas por acadêmicos das melhores universidades da Ivy League e financiadas pela fortuna ferroviária da família Harriman. A eugenia não foi mais que a filantropia corporativa “gone wild”.

Hoje, enfrentamos o retorno potencial da discriminação da eugenia, não sob bandeiras nacionais ou credos políticos, mas em função da ciência do genoma humano e da globalização corporativa. Declarações diretas de domínio racial estão sendo substituídas por campanhas de relações públicas e patentes. O poderoso dólar pode em breve decidir quem fica de que lado na “divisão genética” já em demarcação pelos ricos e poderosos. Quando estamos a caminho de um novo horizonte, confrontar nosso passado pode nos ajudar a enfrentar o futuro que nos espera.

Livro do Luiz Carlos Azenha
O lado sujo do futebol

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50 comentários

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À espera da pílula do bom consumidor | Viomundo - O que você não vê na mídia

11 de setembro de 2011 às 16h28

[…] Já reproduzi a tradução de um pequeno trecho do livro, aqui. […]

Responder

E eu só vim saber disso hoje… | Cultura | Acerto de Contas | Economia, Política e Atualidades

27 de maio de 2010 às 19h58

[…] introdução do livro War Against the Weak, de Edwin Black Extraído do ViomundoVozes assombram as páginas de todo livro. Esse livro, em particular, fala em nome dos […]

Responder

Eduardo Lima

18 de maio de 2010 às 00h45

Um documentário ótimo e assustador foi o que vi no TV Escola, na verdade é uma série, chama-se "racismo: uma história" fala justamente da eugenia comentada neste artigo.

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@cristblog

14 de maio de 2010 às 15h21

Gostaria de indicar o importante lívro DNA de James D. Watson, que é uma livro muito importante trata de eugenia e das multi de biotecnologia, um trabalho igualmente importante para quem quer compreender melhor sobre o assunto.

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Marco

13 de maio de 2010 às 05h40

Espero que seja abordado o papel dos assistentes sociais nesse processo.

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Remindo Sauim

12 de maio de 2010 às 20h28

A eugenia atualmente tem o nome de meritocracia que é premiar pessoas pelo seu desempenho, quer dizer salários diferentes para mesma função. Desempenho este que é claro será auditado por quem estiver no poder e seus peixinhos de pele branca e cabelos claros serão sempre superiores. O sonho do PSDB é esta eugenia, naturalmenmte apoiada pelos racista da revista Veja.

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yacov

12 de maio de 2010 às 19h31

O extermínio de povos inteiros com a desculpa de que não são homens ou de que são seres, ou raças, inferiores acompanha a humanidade desde sempre, ou não foi assim na "conquista das américas" e nas guerras da antiguidade, quando populações inteiras eram escravizadas???? Esses papo de eugenia é só um nome novo e pomposo para um pecado antigo e original do homens. O que existe de verdade, no frigir dos ovos, é luta pelo $$$$, dinheiro, l'argeant, money, cacau: RICOS X POBRES. E o sistema financeiro mundial é o enforcador que a classe dominate usa atualmente para manter a plebe rude, sob controle.

"O BRASIL DE VERDADE não passa na glObo – O que pasa na glObo é um braZil para os TOLOS"

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josue gomes da silva

12 de maio de 2010 às 16h42

Para pensar : Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá preconceito .

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O. C. Louzada Filho

12 de maio de 2010 às 16h08

Sobre eugenia e "higienização" do espaço urbano.
Hoje, l2/05/2010, o insuspeito O Estado de S. Paulo noticia: Americanos vão fazer o projeto da Nova Luz. Trechos da notícia:
– a Prefeitura de São Paulo anunciou que a missão de revitalização da cracolândia no centro da cidade será da americana Aecom;
– com a FGV, a Companhia City e a construtora Concremat, a Aecom fará a consórcio;
– a área de 362 mil m2 estará pronta a ser concedida a um novo grupo privado que terá autonomia para desapropriar imóveis particulares e revendê-los;
– a área da Nova Luz segue ocupada por dpendentes de drogas e moradores de rua:
– a Cia. City tem se envolvido em projetos polêmicos como a construção de sete torres ao lado de uma área de preservação no Morumbi, zona sul.
(Excertos literais do caderno Cidades/Metrópole página c3).
O. C. Louzada Filho

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Milton Hayek

12 de maio de 2010 às 14h20

http://resistir.info/mreview/financial_power_elite_p.html

A elite do poder financeiro

por John Bellamy Foster [*]
e Hannah Holleman [**]

Você está me dizendo que o êxito do programa (econômico) e a minha reeleição dependem do Federal Reserve e de um bando de malditos negociantes de títulos?
– Presidente Bill Clinton [1]
Somente por duas vezes no ultimo século – depois do Pânico Bancário de 1907 e em seguida à Quebra do Mercado de Ações de 1929 – a fúria dirigida às elites financeiras dos EUA atingiu os níveis de hoje, na esteira da Grande Crise Financeira de 2007-2009. Uma pesquisa da revista Time em outubro de 2009 revelou que 71% do público acredita que devem ser impostos limites às compensações dos executivos de Wall Street; 67% querem que o governo force os executivos a pagar cortes nas empresas de Wall Street que receberam ajuda financeira federal; e 58% concordam que a Wall Street exerce demasiada influência sobre a política de recuperação econômica do governo. [2]

Em Janeiro de 2009, o presidente Obama capitalizou a crescente fúria contra os interesses financeiros chamando de "vergonhosos" os exorbitantes bônus bancários subsidiados com dinheiro dos contribuintes, e ameaçou com novas regulamentações. O jornalista Matt Taibbi abriu seu artigo de julho de 2009 na Rolling Stone com: "A primeira coisa que você precisa saber sobre a Goldman Sachs é que ela está em toda parte. O banco de investimentos mais poderoso do mundo é um grande polvo-vampiro que envolve a face da humanidade, drenando implacavelmente seu sangue para tudo que cheire a dinheiro". O ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional, Simon Johnson, publicou um artigo no número de maio de 2009 do Atlantic intitulado: "O Golpe Silencioso", criticando a tomada pela "oligarquia financeira americana" de posições estratégicas no governo federal, que dão "ao setor financeiro poder de veto a políticas públicas". [3]

Responder

rafael

12 de maio de 2010 às 14h14

A eugenia não foi e não é uma exclusividade norte- americana, alguns debatedores deveriam expandiir mais seu rol de informações e "descontaminar" de ideologias rasteiras.

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André Frej

12 de maio de 2010 às 12h00

Sugiro a leitura de "A LImpeza Étnica da Palestina", onde Ilana Papé, professor judeu, apresenta o plano dos sionistas para eliminar os palestinos, Israel praticando a eugenia.

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    Mc_SimplesAssim

    12 de maio de 2010 às 13h55

    De fato, li em algum lugar que os sionistas consideram os palestinos como "animais de duas patas", cuja morte é uma benção para o mundo.

    Fabio_Passos

    12 de maio de 2010 às 21h39

    "gafanhotos"
    "baratas"
    "piolhos"
    "besta caminhando sobre dois pés"
    "animal de duas patas"

    Assim os sionistas se referiram aos semitas palestinos…

    Um artigo histórico do Georges Bourdoukan:

    "
    Serão os semitas humanos? A julgar pelas declarações dos israelianos (governantes arianos de Israel). os semitas não são seres humanos e sim "gafanhotos", como os denominava o polonês e ex-ministro das Relações Exteriores Itzhak Shamir ou "baratas", de acordo com outro judeu europeu o general Raphael Eitan, ou então "piolhos", como se referia a eles o atual ministro da Defesa Ben-Eliezer.

    Por isso, quando o soldado judeu mira a cabeça de uma criança palestina e aperta o gatilho, no entendimento dele não está matando um ser humano mas uma "besta caminhando sobre dois pés", como ensinava o também judeu polonês e ex-primeiro ministro Menahem Begin ou um "animal de duas patas", como instruía a russa judia e também ex-primeira ministra Golda Meir.

    Ben Gurion, Menahem Beguin e Golda Meir, para citar somente os mais conhecidos, foram considerados terroristas pelos ingleses durante a ocupação da Palestina, nem por isso os ingleses prendiam e arrebentavam, ou treinavam pontaria em crianças, ou destruíam sítios arqueológicos. Como ainda hoje o fazem os sionistas.
    "
    http://terrornapalestina.home.sapo.pt/semitas.htm

Juliano

12 de maio de 2010 às 07h34

A mais séria ameaça que as sociedades humanas já enfrentaram é o que se descreve no fim do post. A possibilidade de, com o domínio do genoma, criarmos seres humanos superiores intelectualmente, físicamente, menos propensos a contrair doenças, verdadeiros "transgênicos" do reino animal. Esses seriam uma minoria ultra-reduzida, com acesso a vastos recursos para pagar as corporações planetárias pelos seus exclusivos serviços biológicos. Assim, se não existem raças hoje, podem vir a ser criadas. Quanto aos demais, seriam geneticamente condenados a uma atroz escravidão, reduzidos a muares da elite geneticamente modificada. Este certamente é um cenário pessimista, de pesadelo, impossível hoje, como o big brother o era a algumas décadas(até o Patriotic Act). Os Estados Nacionais e as Comunidades de Nações são os únicos entes capazes de barrar este futuro de trevas. Por isso o estado mínimo é tão perigoso. Substituir o Estado pelo mercado, pelas corporações, é uma nova forma de fascismo. Mais frio e cinzento. Embora o Estado possa ser alvo de tentativas de "sequestro" por grupos específicos e particulares, numa democracia a sociedade pode se defender. Então, a ditadura estatal, e principalmente a ditadura do mercado, são os piores cenários.

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Uélintom

12 de maio de 2010 às 02h50

Lembrei. A ONG de que falei aqui chama-se "Amigos do Bem". E o Walmart em que estão é o do Pacaembu, não sei se em outros também.

Responder

Uélintom

12 de maio de 2010 às 02h45

E por falar em filantropia, na entrada (e dentro) do Walmart (hipermercado dos EUA no Brasil), pessoas com o uniforme de uma ONG pedem ajuda "para nossos irmãos carentes do Nordeste". Quanta bondade! Além do fato de na última eleição uma candidata se apresentar como sendo "Fulana da ONG" (droga de memória, não lembro o nome da entidade!), pelo DEM, o discurso no interior do mercado era "precisamos ajudar os Nordestinos para eles não precisarem vir para São Paulo, que já está cheia de gente, a cidade fica suja etc". Junte a Eugenia com o Higienismo e teremos 50% do pensamento da elite no Brasil (essa mesma, que acha insuportável um presidente operário e nordestino).

Responder

Marcelo Job

12 de maio de 2010 às 02h39

Por que me veio a lembrança do filme "Gattaca" ?

Responder

Uélintom

12 de maio de 2010 às 02h37

Quando falam de um Basil com um "quê" a mais por conta da "mistura de raças", não estão caindo na mesma ladainha eugenista? A celebração da mistura enquanto demonstração de nossa "democracia racial" já foi reiteradamente comprovada como mentirosa. Resta aos eugenistas apostarem que a mistura genética é que é o bicho! Esse é o problema, sempre estão querendo provar que o gene é o gênesis de qualquer coisa. "Gene + ética" só faz sentido quanto colocado em seu devido lugar: a espécie humana pensada em relação com as outras espécies naturais. Fora disso, os significados dos genes são sempre ideológicos, seja com más ou boas intenções (das quais o inferno está cheio).

Responder

parte1

12 de maio de 2010 às 02h20 Responder

parte1

12 de maio de 2010 às 02h20 Responder

Pedro

12 de maio de 2010 às 01h09

Os americanos são responsáveis por muito mais que isso.Leiam os livros de Noam Chomsky, de Eduardo Galeano e Lars schoultz e vcs terão uma pequena amostra do que esses assassinos fizeram com a America Latina e com mundo.

Responder

Ismar Curi

12 de maio de 2010 às 00h39

Continuação do comentário anterior .

Todos, mas, todos os responsáveis por esses vários genocídios, segundo se veiculava no programa da TV Escola, intentavam através da ideologia eugenista, extirpar as raças inferiores, foi a época do pensamento darwinista em termos sociais, com idéias propaladas pelo primo de de Darwin. Também havia um alemão que conseguiu inclusive montar um instituto e tudo mais, ele chamava-se Ogden Fischer. O assunto não deve se esgotar só pelas peripécias dos nazistas sobre o judeus e ciganos, isso é só a cereja do bolo, a coisa é uma verdadeira caixa de pandora do colonialismo…

Responder

Ismar Curi

12 de maio de 2010 às 00h39

A TV Escola exibiu um programa excelente sobre a questão da eugenia e a história dos genocídios praticados durante o colonialismo no século XIX, é simplesmente pedagógico, pois, a conclusão é que o genocídio praticado pelos nazistas foi apenas a coroação dos diversos genocídios que agora vem à luz com as publicações de estudos de antropólogos e sociólogos sobre as ações, por exemplo, dos britânicos na Índia ( 30 milhões de mortos) do Rei Leopoldo da Bélgica na África (ex – Congo Belga 5 milhões de mortos), de novo os britânicos contra os aborígenes no continente australiano, e num ensaio inicial para o que viria mais à frente os alemães de novo na África.

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cléia barbosa

11 de maio de 2010 às 22h48

Quando pensamos em viver em um planeta harmonioso, vemos que estamos MUITO LONGE disso, quando nos deparamos com mais barbaries na história da humanidade, além, é lógico, daquelas que já sabemos, Como um planeta com esta "crosta" cármica pode almejar a harmonia ?E pensar que estes monstros são nossoas semelhantes…É apavorante…Acredito na JUSTIÇA DIVINA, e creio que as vítimas dessas "feras", deviam passar por estas mazelas para sua ´própria purificação como espirito…Mas não desejaria nunca estar na pele desses seres, que passaram pelo nosso planeta…A JUSTIÇA DIVINA, é imutável, irreversível, e a cada ação, virá sem dúvida uma ação. DEvemos portanto educar nossos filhos, dar exemplo aos demais, ensinando , o quanto é REPUGNANTE qualquer tipo de preconceito, e só dessa forma erradicaremos o sectarismo deste planeta. Que Deus nos abençoe

Responder

O Brasileiro

11 de maio de 2010 às 22h36

Quer dizer que esses são os inspiradores do Alexandre Garcia…
Bem… o que posso dizer, é que nossos defeitos muitas vezes são nossas melhores qualidades!
Um exemplo: a deficiência de uma enzima responsável por causar anemia, também é responsável pelo salvamento de milhares de vidas na África, pois as células que têm esse "defeito" são resistentes à infecção pelo parasita que causa a malária (a malária mata milhões de pessoas no mundo todo, principalmente na África).

Já imaginaram se, um dia, alguém descobrir (estou falando hipoteticamente), por exemplo, que os filhos de portadoras de HIV são imunes ao vírus. Com que cara ia ficar o Alexandre Garcia?

O tempo cura todos os males! Assim é com a evolução das espécies e com a audiência da Globo!

Responder

    Ane

    14 de maio de 2010 às 15h49

    Posso postar essa ultima frase no twitter com os créditos?

    Ane

    15 de maio de 2010 às 15h18

    Posso usar a última frase do seu post e postar no meu twitter? Claro que com os créditos.Achei genial :)

Gerson Carneiro

11 de maio de 2010 às 21h58

Viver é bom; amar é bom
Sofrer não é mal
Desde que seja sofrimento
Único e exclusivo do amor

O mal é o sofrimento
Causado pelo desamor, pela indiferença.
E a culpa é nossa, somente nossa
Que somos capazes de entristecer um Deus

Nos tornamos monstros
Quando pretendemos ser deuses.

Por que a mania de querer apagar a luz da vida?

Responder

Quando a plutocracia demoniza os “fracos” « Caderno ENSAiOS

11 de maio de 2010 às 16h06

[…] Fonte: Vi o mundo […]

Responder

Engajarte

11 de maio de 2010 às 18h01

Bem a eugenia não nasceu nos EUA, é muito mais uma cultura derivada do Vitorianismo inglês, nos remete ao século XIX e a posição dominante a ciência e economia inglesa.
Já em Darwin temos isto, sua grande obra foi a Origem da Espécies com subtítulo Preservação das Raças Favorecidas (On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or The Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life).
Pode-se dizer que tudo isto trata-se do racismo "científico".
Estas teorias continuam em voga, e muito fortes, mas bastante dissimuladas, depois de terem sido levadas a implantação pela Alemanha nos anos 30 e 40.
As agências de filantropia americano-européias continuam fiéis as estes antigos princípios, claro que sempre reformatando seus programas para serem mais facilmente assimilados.
O darwinismo social é o grande substrato do neoliberalismo, onde o estado recua deixando a seleção natural do capitalismo seuvagem operar a mágica do mais forte liquidando com o mais fraco.

Responder

    Fernando Garcia

    12 de maio de 2010 às 12h27

    Favoured nao eh o mesmo que Superior… não existe juizo de valor na teoria de Darwin ou na teoria moderna da Evolução. O darwinismo social é fruto de uma interpretação incorreta (ou tendenciosa) da teoria da evolução de Darwin. O próprio Darwin evitou o uso da palavra evolução exatamente porque tinha total consciência da grande gama de preconceitos associados à esta palavra. Ainda hoje, e mesmo nos comentários deste post, vemos que se insiste na associação evoluir = melhorar. Pessoas continuam falando de espécies "mais evoluidas", "menos evoluídas", etc… este não foi o ponto de Darwin e não é ponto dos biólogos contemporâneos.

    beattrice

    12 de maio de 2010 às 17h51

    Ocorre que o chamado "darwinismo social" buscou indevidamente na obra de Darwin um certo "argumento da autoridade" que corroborasse sua visão política, econômica e social.

EUGENIA « LIBERDADE AQUI!

11 de maio de 2010 às 14h49

[…] a leitura do texto “Quando a plutocracia demoniza os fracos” no site Vi o Mundo. Fala sobre o início da eugenia nos EUA nos anos 30 e 40 e como essa praga se […]

Responder

Cléber Sérgio

11 de maio de 2010 às 17h14

Edwin Black escreve com conhecimento de causa. Se não estou enganado, ele perdeu familiares num campo de concentração nazista. É interessante ler também "A IBM e o Holocausto", livro onde ele expôe as ligações entre a IBM e a máquina de extermínio nazista. Munido de vastas provas documentais ele prova que a multinacional americana, colaborou com know how proporcionado pelas máquinas perfuradoras de cartões – espécie de avós dos computadores modernos – para que os processos de extermínios de judeus fossem mais eficientes. Até hoje a IBM julga inocência nessa história.

Responder

carmen silvia

11 de maio de 2010 às 16h45

Esse livro já foi traduzido para o português?Eu só tinha uma pálida idéia desse movimento.E pensar que o modelo americanode sociedade continua como Roma nos velhos tempos, sendo parâmetro para uma boa parte do planeta é de arrepiar pra dizer o mínimo.

Responder

Carlos J. R. Araújo

11 de maio de 2010 às 16h45

Pois é. E desde o início do séc. XX, mesmo com certas reticências, elogiávamos os miliardários filantropos: Ford, Carnegie, etc. Afinal, naquela época, a filantropia era algo melhor que a simples caridade preconizada pela Igreja. O mundo mudou ou estávamos enganados? Creio que sempre estivemos enganados com a filantropia destes personagens, principalmente os americanos. A literatura, as religiões, a própria história nos ensina que a riqueza excessiva é uma maldição para a sociedade, desde os romanos. E não duvido que o novo grande filantropo, o Bill Gates, esteja patrocinando uma eugenia tecnológica para o Terceiro Mundo.

Responder

Eugenia: um dos alicerces do nazismo | Luis Nassif

11 de maio de 2010 às 13h19

[…] a leitura do texto “Quando a plutocracia demoniza os fracos” no site Vi o Mundo. Fala sobre o início da eugenia nos EUA nos anos 30 e 40 e como essa praga se […]

Responder

Aldo Luiz

11 de maio de 2010 às 15h37

Esta outra informação também é muito importantehttp://novae.inf.br/blog/?p=522

Responder

Aldo Luiz

11 de maio de 2010 às 15h35

Este é o silencioso novo holocausto pelo 4º Reich da nova ordem mundial escravagista avançando sua agenda, atualmente segue o plano de vacinação em massa (H1N1 é uma delas) que como disse Bil Gates são excelentes para a depopulação do planeta… Vejam e ouçam [youtube 6WQtRI7A064&feature=player_embeddedhttp://www.youtube.com/watch?v=6WQtRI7A064&fe… youtube]

Sinto muito, sou grato

Responder

Maria Dirce

11 de maio de 2010 às 13h54

Por isso são experts em torturas.Ontem no Iraque em minutos 100 pessoas mortas.Deixaram o país totalmente destruído, instalaram uma guerra civil, ninguém mais confia em ninguém, exatamente como no nazismo, mataram Saddam Hussein na madrugada de forma torpe sem julgamento,agora a vez é do irã pq lá tem usina atômica, assim como diziam do Iraque.Mas penso que no Irã acharam um louco que não brinca de guerra com yanques, e outros países não admiradores da política imperialista , todos ja estão cansados da história de terroristas!!!

Responder

francisco.latorre

11 de maio de 2010 às 13h45

hitler aprendeu tudo com os amerikanos.

pioneiros no genocídio moderno.

e tem idiota que estupidamente elogia os 'generosos' bilionários filantropos. amerikanos.

..

atroz.

e a 'religião' do dna vai pro mesmo caminho.

..

Responder

Chico Nunes

11 de maio de 2010 às 12h26

Muito esclarecedor este artigo. Concordo plenamente com o comentário de Beattrice. Quanto ao Sir Alexandre Garcia, que trata do tema "democracia" com frequência em suas fantasmáticas aparições, só para lembrar, foi porta voz do Ditador João Batista Figueiredo.
O Sir é proposital… fazer referência a sua lordeza de araque.

Responder

Wander

11 de maio de 2010 às 11h51

Nada surpreendentes esses fatos, que ilustram a verdadeira face dos norte-americanos, haja vista as inúmeras campanhas de rapina que empreenderam ao longo de sua história, sempre hipocritamente disfarçadas sob máscaras diversas, como 'defesa da democracia', 'combate à ameaça comunista' e mais recentemente 'guerra ao terror', entre inúmeras outras. Somente nos últimos cem anos, estiveram envolvidos em mais de 130 guerras (1,3 ao ano), além dos inúmeros golpes de estado que promoveram em dezenas de nações para colocar fantoches assassinos, dispostos a atraiçoar seus países para favorecer esses anticristos, como o emblemático Pinochet, por exemplo.

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macmonteiro

11 de maio de 2010 às 11h42

Esse tipo de pensamento está representado na sociedade, com outros formatos, claro.

Dia desses ouvi no trabalho um comentário do tipo "a solução para o Brasil é castrar todo mundo que ganha menos que R$ X".

É real.

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Tweets that mention Quando a plutocracia demoniza os “fracos” | Viomundo - O que você não vê na mídia -- Topsy.com

11 de maio de 2010 às 08h37

[…] This post was mentioned on Twitter by edisilva64. edisilva64 said: Eugenia Norte-Americana Quando a plutocracia demoniza os "fracos" – http://tinyurl.com/24tryxh (via @viomundo) […]

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Glecio_Tavares

11 de maio de 2010 às 10h26

Outro dia uma comentarista do tijolaço, a Maria Lucia, alertou sobre um remédio que é distribuido no SUS que controla a pressão, creio, que não é eficaz para negros. A eugenia continua nos laboratórios fabricantes de remédios.
A humanidade deixa de ser humana muito fácil. Falta compaixão, falta civilidade e acima de tudo falta amor.

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Rogério Maestri

11 de maio de 2010 às 05h12

Tem alguma tradução deste livro? As notícias são impressionantes, mas quando vejo um filmes de ficção científica em que uma minoria de notáveis são preservadas de qualquer grande desatre natural, entendo agora a origem destas porcarias. Como dizem, a ficção sempre é superada pela realidade.

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beattrice

11 de maio de 2010 às 03h51

Azenha,
a reação da sociedade ao discurso eugênico e higienista do senhor alexandre garcia, que pretende ver restringidos os direitos à reprodução dos portadores de HIV e AIDS, não pode se limitar ao protesto da blogosfera progessista ou a cartas do MS.
É imperativo obter direito de resposta pelo MS e pelas sociedades de apoio e assistência a esses cidadãos atingidos em seus direitos.

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zanuja

11 de maio de 2010 às 03h14

Só posso dizer impressionante. Li sem quase respirar. Meu Deus!!!

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O lado sujo do futebol

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