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Putin: “É perigoso encorajar as pessoas a se verem como excepcionais”
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Putin: “É perigoso encorajar as pessoas a se verem como excepcionais”


12/09/2013 - 20h37

O artigo que tomou quase uma página inteira do New York Times deu o que falar.

Foi assunto na blogosfera norte-americana o dia inteiro e provocou até mesmo uma explicação do jornal.

Margaret Sullivan, ombudsman, publicou um post no site do Times para explicar como e porque a publicação decidiu postar, ontem à noite — e publicar hoje no jornal impresso — o artigo assinado pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Ela conta que na última quarta-feira o editor da página de opiniões e editoriais, Andrew Rosenthal, recebeu um telefonema da empresa de relações públicas americana que representa Vladimir Putin oferecendo o artigo.

Ele estava tão bem escrito e a argumentação era tão forte que Rosenthal decidiu publicar.

A repercussão foi enorme. Segundo o Times, nos últimos tempos foram poucos os artigos que receberam tanta atenção imediatamente.

Só se compara aos que foram escritos por Mona Simpson, irmã de Steve Jobs; Angelina Jolie sobre a mastectomia dupla à qual se submeteu e ao artigo de Greg Smith contando porque pediu demissão do banco Goldman Sachs.

Segue a tradução:

Um pedido de cautela, da Rússia

Por Vladimir Putin, presidente da Rússia, no New York Times

Eventos recentes envolvendo a Síria me impeliram a falar diretamente com o povo norte-americano e com seus líderes políticos. É importante fazê-lo num tempo no qual a comunicação entre as sociedades é insuficiente.

As nossas relações passaram por estágios distintos. Estivemos uns contra os outros durante a Guerra Fria. Mas também já fomos aliados, e derrotamos os nazistas juntos.

A organização universal internacional – as Nações Unidas – foi estabelecida para evitar que devastações como esta acontecessem novamente.

Os fundadores das Nações Unidos entenderam que as decisões que afetam a guerra e a paz devem ser tomadas apenas por consenso, e com o consentimento norte-americano o veto dos membros permanentes do Conselho de Segurança foi preservado no Estatuto das Nações Unidas.

A sabedoria profunda dessa decisão sustentou a estabilidade das relações internacionais por décadas.

Ninguém quer que as Nações Unidas sofram a mesma sorte da Liga das Nações, que desmoronou por não ter alavancagem real. Isso é possível se países influentes ignorarem as Nações Unidas e agirem militarmente sem a autorização do Conselho de Segurança.

O ataque potencial dos Estados Unidos contra a Síria, apesar da forte oposição de vários países e grandes líderes políticos e religiosos, incluindo o Papa, resultará em um aumento do número de vítimas inocentes e pode, potencialmente, espalhar o conflito para além das fronteiras da Síria.

Um ataque aumentaria a violência e deflagraria uma nova onda de terrorismo.

Ele poderia minar esforços multilaterais para resolver o problema nuclear iraniano e o conflito Israel-Palestina além de desestabilizar o Oriente Médio e o Norte da África.

Ele poderia desequilibrar todo o sistema internacional de lei e de ordem.

A Síria não está assistindo a uma batalha pela democracia, mas a um conflito armado entre o governo e a oposição em um país multirreligioso.

Existem alguns defensores da democracia na Síria. Mas há um número mais do que suficiente de rebeldes e extremistas da Al Qaeda de todos os tipos lutando contra o governo.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos designou a Frente Al Nusra, o Estado Islâmico do Iraque e o Levante, que lutam do lado da oposição, como organizações terroristas.

Esse conflito interno, alimentado por armas estrangeiras fornecidas à oposição, é um dos mais sangrentos do mundo.

Mercenários de países árabes que estão lutando lá, e centenas de militantes de países ocidentais e até mesmo da Rússia, são assuntos que nos preocupam profundamente.

Será que eles retornarão a seus países com experiência adquirida na Síria?

Afinal, depois de lutar na Líbia, extremistas se deslocaram para o Mali.

Isso nos ameaça a todos.

De fora, a Rússia defendeu o diálogo pacífico permitindo aos sírios desenvolver um plano de compromisso para seu próprio futuro. Nós não estamos protegendo o governo da Síria, mas a lei internacional.

Nós precisamos usar o Conselho de Segurança das Nações Unidas e acreditamos que preservar a lei e a ordem no complexo e turbulento mundo de hoje é uma das poucas formas de evitar que as relações internacionais deslizem para o caos.

A lei ainda é a lei, e nós devemos seguí-la gostemos dela ou não.

De acordo com a atual lei internacional, o uso da força só é permitido em defesa própria ou por decisão do Conselho de Segurança.

Qualquer outro motivo é inaceitável, de acordo com o estatuto das Nações Unidas, e se constituiria em um ato de agressão.

Ninguém duvida que gás venenoso foi usado na Síria. Mas existe muita razão para se acreditar que ele foi usado não pelo Exército Sírio, mas pelas forças de oposição, para provocar uma intervenção de patronos estrangeiros poderosos, que tomariam o partido dos fundamentalistas.

Informes de que militantes estão preparando outro ataque – desta vez contra Israel – não podem ser ignorados.

É alarmante que a intervenção militar em conflitos internos de países estrangeiros tenha se tornado comum para os Estados Unidos.

É de interesse dos Estados Unidos no longo prazo? Eu duvido.

Milhões, no mundo, cada vez mais veem os Estados Unidos não como modelo de democracia, mas se apoiando somente na força bruta, formando coalizões sob o slogan “ou você está conosco ou contra nós”.

Mas a força tem se mostrado ineficiente e sem sentido. O Afeganistão está cambaleando e ninguém sabe dizer o que vai acontecer quando as forças internacionais forem embora.

A Líbia está dividida em tribos e clãs.

No Iraque, a guerra civil continua, com dúzias de mortes todos os dias.

Nos Estados Unidos, muitos fazem uma analogia entre o Iraque e a Síria, e perguntam por que seu governo gostaria de repetir um erro recente.

Não importa quanto precisos os ataques ou quão sofisticadas as armas, as mortes de civis são inevitáveis, incluindo idosos e crianças que o ataque tem como objetivo proteger.

O mundo reage perguntando: se você não pode contar com a lei internacional, então deve encontrar outras formas de garantir a sua segurança.

Daí o crescimento do número de países que estão tentando adquirir armas de destruição em massa. Existe uma lógica: se você tem a bomba, ninguém vai tocar em você.

Resta-nos a conversa sobre a necessidade de fortalecer a não-proliferação, quando na realidade ela está sendo erodida.

Nós temos de parar de usar a linguagem da força e voltar ao caminho da diplomacia civilizada e dos acordos políticos.

Uma nova oportunidade para evitar a ação militar surgiu nos últimos dias.

Os Estados Unidos, a Rússia e todos os membros da comunidade internacional devem abraçar a oportunidade da intenção do governo sírio de colocar seu arsenal químico sob o controle internacional para subsequente destruição.

A julgar pelas declarações do presidente Obama, os Estados Unidos veem esta como uma alternativa à ação militar.

Eu dou as boas vindas ao interesse do presidente em continuar o diálogo com Rússia e Síria.

Nós devemos trabalhar juntos para manter viva essa esperança, como concordamos no encontro do G8 em Lough Erne na Irlanda do Norte em junho, e levar a discussão de volta para as negociações.

Se pudermos evitar o uso da força contra a Síria, isso vai melhorar a atmosfera das relações internacionais e fortalecer a confiança mútua.

Será nosso sucesso coletivo e abrirá  as portas para a cooperação em outros assuntos críticos.

Meu trabalho e minha relação pessoal com o presidente Obama são marcados por uma confiança crescente. Eu sou grato por isso.

Eu estudei cuidadosamente seu discurso à nação na terça-feira. E discordaria de um argumento que ele apresentou sobre o excepcionalismo americano, afirmando que a política dos Estados Unidos é “o que torna os Estados Unidos diferentes, é o que nos torna excepcionais”.

É muito perigoso encorajar as pessoas a se verem como excepcionais, seja qual for a motivação.

Existem países grandes e pequenos, ricos e pobres, aqueles que têm uma longa tradição democrática e os que estão ainda encontrando o caminho da democracia.

Suas políticas também são diferentes. Nós somos todos diferentes, mas quando pedimos ao Senhor suas bênçãos, não devemos nos esquecer de que Deus nos criou todos iguais.

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42 comentários

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Diego Fernandes

10 de março de 2014 às 22h59

Acho incrível que a maioria dos comentários aqui são baseados em sentimentos de ódio aos EUA e/ou puxa-saquismo com a “boazinha” Rússia.O Putin se impôs, fez o que deve fazer como líder de seu país.
Mas de santo não tem nada.Nem ele nem o anti-americano Obama, que defende os EUA tão bem quanto um poodle defende uma chácara.Brasileiros atualmente são,na sua maioria absoluta paga-paus de gringos, sejam de ondeforem.E como a propaganda ideológica no Brasil é a maior do Universo desde que Deus criou o mundo, já era de se imaginar estes comentários carregados de raiva contra os EUA.Eu quero que se danem EUA e Rússia, eu to mais preocupado com meu país.Pena que o povo do Brasil se preocupa mais em ter inveja de americano e se mijar de medo quando vê um russo da KGB falando.

Responder

Dinho

14 de setembro de 2013 às 18h30

Tá, o Putin foi ótimo, mas não nos esqueçamos que ele é cria politica do ex-presidente russo e entreguista Bóris Ieltsin, o FHC deles.

Responder

anac

14 de setembro de 2013 às 14h33

http://contextolivre.blogspot.com.br/2013/09/os-fatos-sobre-ajuda-dos-russos-aos-eua.html
Fonte diplomática bem informada disse ao jornal As-Safir que
(…) a guerra dos EUA contra a Síria começou e acabou no instante em que foram disparados aqueles dois mísseis balísticos, que ninguém sabia o que eram, porque Israel negava e a Rússia confirmava, até que surgiu uma declaração oficial dos israelenses, que dizia que teriam sido disparados no contexto de um exercício militar conjunto EUA-Israel, e que os mísseis caíram no mar e que nada tinham a ver com a crise síria.
A fonte também informou ao diário libanês que
(…) os EUA dispararam os dois mísseis de uma base da OTAN na Espanha. Os mísseis foram instantaneamente detectados pelos radares russos e foram repelidos pelos sistemas russos de defesa: um deles foi destruído em voo e o outro foi desviado em direção ao mar.
Nesse contexto, disse a fonte, é que surgiu a declaração distribuída pelo Ministério de Defesa russo. A declaração falava sobre a detecção de dois mísseis balísticos disparados na direção do Oriente Médio, mas nada dizia nem sobre de onde os mísseis foram disparados os mísseis, nem que haviam sido abatidos. Por quê?
Porque no momento em que a operação militar estava sendo lançada, o chefe do Serviço de Inteligência da Rússia telefonou à inteligência dos EUA e disse que:
(…) atacar Damasco significa atacar Moscou. Nós omitimos na nossa declaração oficial a expressão “os dois mísseis foram derrubados”, para preservar as relações bilaterais e para impedir qualquer tipo de escalada. Assim sendo, é imperioso que os EUA reconsiderem suas políticas, abordagens, movimentos e intenções sobre a crise síria, porque os EUA já podem ter certeza de que não conseguirão eliminar nossa [dos russos] presença no Mediterrâneo.
A mesma fonte continuou:
(…) essa confrontação direta entre Moscou e Washington, que não foi divulgada, aumentou ainda mais a confusão reinante no governo Obama e a certeza de que o lado russo insistirá no alinhamento ao lado dos sírios. E, também, a evidência de que os EUA já não tinham outra saída, se não pela iniciativa dos russos, que “salvaria” a imagem dos EUA.

Responder

Luiz Fernando

14 de setembro de 2013 às 13h50

Existem fascistas na America

Responder

Francisco

13 de setembro de 2013 às 17h06

Pela visão geopolitica dos EEUU, a Russia sempre será o “interland” um lugar no meio das terras emersas do mapa mundi, muito perigoso para a sua hegemonia, seja a Russia capitalista ou comunista ou satanista.

Putin precisa de paz e precisa fazer o louco parar de babar. Quem quer um louco babando no cangote?

Por outro lado, do lado de lá do mundo, tem a China. Esse desequilibrio em três é muito bem vindo para a paz mundial. Pendularmente cada um dos três, EEUU, Russia e China, liga, coliga, briga, namora e/ou “fica”…

E o Brasil? O Brasil esta fora do “interland”, esta na “ilha América do Sul”. Trópicos inefáveis…

Se soubermos fazer direito, nos livramos desse pessoal neurótico e podemos ter uma boa vidinha em paz aqui, quase como os escandinavos.

Em paz, mas, se possivel, com a bomba.

Responder

    CARLOS

    14 de setembro de 2013 às 15h06

    O BRASIL PARA EMERGIR SÓ PRECISA DE UMA LEI DE IMPRENSA QUE OS CORRUPTOS E CORRUPTORES INTERPRETAM COMO CENSURA
    “TROQUE-SE O CONTEUDO DA TV E RADIO ABERTOS PELO CONTEUDO VEICULADO NAS MIDIAS PAGAS, SENDO OS PRIMEIROS (vhf, uhf) UTILIZADOS SÓMENTE PARA SERVIÇOS E EDUCAÇÃO”

renato

13 de setembro de 2013 às 16h36

É mamãe, é mamãe……

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heroico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da pátria nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
II
Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do novo mundo!
Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
“Nossos bosques têm mais vida”,
“Nossa vida” no teu seio “mais amores”.
Ó pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
– Paz no futuro e glória no passado.
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

Responder

DANILO

13 de setembro de 2013 às 14h56

Será que está rolando uma tabelinha entre o Obama e Putin?

Eu realmente não acretito que o Obama seja um valentão!
Mas sim que ele esta no meio de uma espiral.
Nós sabemos muito bem o que um presidente precisa aceitar pela governabilidade!
Lá deve ser ainda mais conplicado.

Será que nesse encontro recente os dois não combinaram nada?

Responder

Urbano

13 de setembro de 2013 às 14h37

Eu vejo nesse pronunciamento do Presidente Putin um sábio conselho, e como que tivesse por fecho um ‘baixem a bola, pois depois não digam que eu não avisei’.

Responder

José Américo

13 de setembro de 2013 às 14h17

Pafúncio, muito bem colocado. A pessoa de Putin, nessa história toda, é irrelevante, mas apenas de certo modo, pois, se um sujeito com atitudes autoritárias como ele, no plano interno da Rússia, vem ao mundo pedir paz e diplomacia, é sinal de que a atitude americana pode provocar um verdadeiro descontrole na ordem internacional.

Responder

Regina Braga

13 de setembro de 2013 às 10h27

E o senhor das armas foi um russo?…O mundo mudou mesmo! Nobel da Paz, só ataca,invade e gera conflitos no MUNDO.O tirano,totalitário,truculento…pede paz e diplomacia!Quem diria!!!? Mas gostei do Putin…o único que pode ser respeitado pelo O bomba.

Responder

Leandro_O

13 de setembro de 2013 às 10h25

Esqueçam! Vejam essa do Opera Mundi: “Obama quer garantir imunidade judicial a membros do governo Bush por crimes no Iraque” (12/09/2013 – 10h37 )
“O governo Obama quer garantir “imunidade procedimental” ao ex-presidente George W. Bush, ao ex-vice-presidente Dick Cheney, aos secretários de Defesa Donald Rumsfeld e Paul Wolfowitz, ao secretário de Estado Collin Powell, à conselheira de Estado Condoleeza Rice e a outros membros do primeiro escalão do Governo Bush contra eventuais crimes de guerra cometidos na invasão do Iraque, em fevereiro de 2003.”

Eles, esse pessoal lá de cima, se acham acima da lei. Falam de ditadura aqui e lá, mas são os verdadeiros ditadores. Estão se lixando para a ONU. Todos aqueles que cometeram os crimes de guerra estão sendo julgado em tribunais internacionais. Mas os EUA querem se ver livres! Essa é a verdadeira meritocracia do capitalismo, o resto é conversa para enganar ingênuos!

Responder

Bernardino

13 de setembro de 2013 às 09h24

SR LUKAS,quem é ESTADISTA pra você?OBAMA,O PIstoleiro BUSH,TATCHER,FHC,CLINTON,ORA,ORA vai ser LAmbe-botas assim dos EUA lá na colchichina
A RUSSIA nao abandona os amigos e o PUTIN,guerreiro e aluno bom da KGB esta fazendo historia.Pena que nesse Brasil fuleiro nao haja estadista so pilantras e militares frouxos e lambe botas dos EUA
FAZ 1o anos que se quer comprar CAÇAS e ate agora nada.Vão acabar comprando aos EUA pra ficarem de quatro pra esse lixo de NAÇÃO!!
A RUSSIA tem 17 milhoes de KM2 e 10 mil ogivas nucleares e um povo guerreiro que expulsou Napoleão e HITLER do seu territorio.Precisa mais?
PUTIN recuperou a RUSSIA e voltou a falar grosso com tIO SAM,tinha que ser egresso da KGB.UM grande exemplo para os politicos SAFADOS,covardes e LAMBE botas do BRASIL cujo DNA vem da deleteria cultura POrtuguesa!!

Responder

Julio Silveira

13 de setembro de 2013 às 09h21

Muito boa essa opinião do Governante Russo, manifesta no Jornal Americano, por que traz diretamente aos cidadãos daquele país, e de todos os que tem acesso a ela, um aspecto crucial para o entendimento do ordenamento jurídico de muitos países que passam incompreendidos por outras cidadanias, que é sua base cultural.
Esse negocio de se montar nações como lego, cujas peças de construção são modeladas em nações com base em si próprios, por que se julgam modelares e possuem poder de fabricá-las, podem trazer muito risco a estabilidade mundial. Por que ignora fatores humanos e as peculiaridades de cada povo, sua cultura, sua história, e também sobre o tempo, caracterizado nos momentos desses povos sobre o próprio entendimento de quando muda-la ou avançar nela. O mundo ainda não são de Zumbis.
E além do mais os States há muito não são os melhores modelos, nem como democracia, a serem copiados.

Responder

Eduardo Oliveira

13 de setembro de 2013 às 08h15

A Política de Estado dos EUA tende para o fomento bélico mundial, ao desequilíbrio entre as nações e ao sentimento de serem os estadunidenses superiores, diferentes e excepcionais. Na historia mundial recente esse filme foi desastroso.

Responder

Carlos Lima

13 de setembro de 2013 às 08h05

Não se tenha dúvida, o Estado americano é excepcional, é hoje um estado mau caráter, não quer dizer que seu povo todo o é. A Rússia, tem se mostrado um estado em consonância com seu povo e é isso que é excepcional, é isso que precisamos experimentar, políticos podem e devem ser adversários e não inimigos, o que parece é que os russos estão se desenvolvendo mais democraticamente que o EUA, é um bom sinal, é sinal que a democracia do dinheiro e da força não é o que o mundo civilizado verdadeiramente quer. Texto impecável. O mundo ouviu a Rússia e não esta ouvindo os EUA.

Responder

Pafúncio Brasileiro

13 de setembro de 2013 às 05h23

Putin deu um “banho” na arrogância americana. Enfim, as máscaras de supostos líderes, que se imaginam o supra-sumo da intelectualidade e moral, caem. Me surpreende o texto e posição da Rússia. Que venham mais artigos deste naipe e o NY Times tá dando um bom exemplo de colocar outro lado aos seus leitores. Infelizmente, o PIG nacional está a anos-luz do NY Times.

Responder

lukas

13 de setembro de 2013 às 03h33

O homofobico Putin, heroi da blogosfera. Quem diria…

Responder

    Ronaldo Marques

    13 de setembro de 2013 às 08h50

    Não é necessário gostar da pessoa para concordar com algumas de suas idéias, concorda? Os comentários dos colegas aqui refere-se às idéias transmitidas por Putin em seu texto, e não à sua pessoa.

    Julio Silveira

    13 de setembro de 2013 às 09h04

    Diante da grandeza do tema, as opiniões pessoais podem se tornam insignificantes. Além do mais o Putim e o homofobismo dele, e de qualquer um, são frutos das cargas culturais recebidas, muitas vezes até mesmo por indivíduos que se enquadram na perspectiva de vitimas da homofobia.
    Essa coisa, das mentes sem preconceito, não acontecem no mesmo instante com todos, como se vê pelo seu que não consegue reconhecer no discurso do Russo, reconhecido até pela imprensa Americana, uma superioridade sobre a postura do governante daquele País.

    Marcus Vinicius

    13 de setembro de 2013 às 09h29

    realmente, você tem a característica dos trolls: quando apontam o dedo para você observar a Lua, você se concentra no dedo…

    pra variar, como você é previsível… tsc, tsc, tsc!!

    silvano

    13 de setembro de 2013 às 09h31

    Não gosto do Putin, mas a carta é ótima. O velho agente da KGB sabe mesmo “fazer política internacional”, e a carta é dá melhor qualidade humanista.

    anac

    14 de setembro de 2013 às 14h41

    Apoiarei até o diabo se for para fazer a obra de Deus. E a paz é obra de Deus.

Luiz

13 de setembro de 2013 às 03h00

O Putin matou a pau os americanos. Falou tudo que eu gostaria de falar no NYT. Chupem, americanos!! Vocês se acham os escolhidos para liderar o mundo!! parem com isso! ninguém mais aguenta suas intervenções, seus golpes de estados, suas conspirações! seus conflitos! o mundo está cansado de guerras, está cansado de vocês! ninguém admira vocês, mas sim tem medo de vocês! vocês não inspiram confiança, são conspiradores, belicistas e hipócritas, pois se dizem os defensores da democracia mais foram o país que mais a derrubaram em golpes de estado. Que diga o brasil, o chile, a argentina, o uruguai, a venezuela, o egito, a líbia, honduras, enfim, passaria o dia todo listando países que vocês invadiram e no qual conspiraram! paz, por favor!

Responder

Leandro

13 de setembro de 2013 às 01h38

Não gosto do Putin, mas a carta é ótima. O velho agente da KGB sabe mesmo “fazer política internacional”.

Putin precisar, assim como Obama, deixar a hipocrisia de lado. Se ele crê realmente que todos fomos criados iguais, deveria tratar melhor os homossexuais do seu país.

Responder

Elias

13 de setembro de 2013 às 01h20

Um putinaço digno de uma salva de palmas. Dá-lhe, Vladimir!

Responder

Sérgio

13 de setembro de 2013 às 01h19

E quem ganhou o Prêmio Nobel da Paz foi o Obama…
Que ironia!

Responder

Elias Muniz

13 de setembro de 2013 às 00h33

Putin qui pario… esse ex- KGB heim!!!! um tapa com luva de pelica no Imperialismo Americano…

Responder

Walfredo

13 de setembro de 2013 às 00h17

Será que Putim não aceitaria dar umas aulas particulares para os presidente do Brasil de vez em quando?

Responder

    Abel

    13 de setembro de 2013 às 22h19

    Aulas? O que nós precisamos é de uma dúzia de mísseis balísticos intercontinentais com ogivas atômicas ;)

Luiz Calvvo

12 de setembro de 2013 às 23h48

Acaba de chegar noticias de que a Favela do Moinho está pegando fogo mais uma vez!!!
Essa semana já havia rolado ação brutal da Policia (
Video: http://youtu.be/n9vBPYlvPWo)
Por favor Divulguem!!!

Responder

Tiago Tobias

12 de setembro de 2013 às 23h45

Putin deu um xeque-mate no Obama ao sugerir a entrega do armamento químico sírio para destruição. O Obama não esperava por essa.

Responder

Elza

12 de setembro de 2013 às 23h44

Taí gostei… levando pra além Terra, eu digo que o Putin falou cosmoeticamente, respeito aos diferentes, ver a situação como um todo e além. Putin sabe muito do que o tio San aspira e a Síria está proporcionando a oportunidade para que ele dê um chega pra lá nos EEUU e deu… calma aí Obama vc ñ é o dono do mundo… 10 pra vc Putin.
Eita que o Lula é visionário o Brasil compor os BRICS.

Responder

Mário SF Alves

12 de setembro de 2013 às 22h56

Putin tenta passar ao largo do Estado Corporativo norte-americano e dirige-se diretamente ao povo dos EUA. É claro que é ação pensada, ponderada, medida e mediada (até o Papa entrou no argumento), mas, é sobretudo, ação estratégica. É o reclamo pela volta da boa e velha geopolítica. E, para além disso, um claro apelo à volta ao cenário histórico; às discussões e entendimentos de natureza POLÍTICA. Difícil? Sim. Mas já passa da hora dos norte-americanos recriarem seu próprio Estado, ou não? Já passa da hora de um basta na sandice denominada CORPORAÇÃO. Já basta de psicopatia corporativa. E… a propósito disso, quem sabe, não seja a democracia mundial, de fato, a grande saída para a humanidade?
________________________
Até aí, putz, Putin, acertastes em cheio. Alcançastes a águia em pleno voo. Destino manifesto? Excepcionais? Putz, Putin, excepcional foi você.

Responder

Elder de Sousa Medeiros

12 de setembro de 2013 às 22h17

Quem diria! O cara da KGB repreendendo o prêmio Nobel da Paz.

Responder

Edgar Rocha

12 de setembro de 2013 às 21h54

Sejamos realistas. Putin é uma raposa. Dialogar com a opinião pública norte americana me pareceu uma jogada de mestre. Bate direto no apoio da sociedade a um eventual ataque à Síria, mas, por outro lado, vai muito mais além do que esta conjuntura. Tudo que os EUA não querem neste instante é uma crise política interna. Muito menos uma baixa nos índices de aprovação que, se começar, poderá tomar um rumo crescente, uma vez que mais uma guerra baseada em farsa seria demais pra confiabilidade das instituições e da classe política do país (seria bom pra mim ver os articulistas políticos/espiões internéticos americanos provarem do próprio veneno). Por fim, Putin deve estar vendo o fim do túnel a mesma luz que parece brilhar para todos que estão cansados das falcatruas do Tio Sam. Uma crise econômica instaurada e predisposta a piorar, somada a um enfraquecimento institucional e desmoralização continuada nas relações internacionais causaria um isolamento tal aos EUA que abriria um enorme leque de possibilidades e reordenamentos das relações internacionais. Seria um afrouxamento do cinto mais do que providencial a todo o mundo.

Responder

    Edgar Rocha

    12 de setembro de 2013 às 21h59

    Desconsiderando a possibilidade de os EUA reagirem como um cachorro acuado, lógico. O que não me parece improvável. Em todo caso, como já disse em outro post, é pagar pra ver. Questão de prudência. É bem provável que o diabo não é tão poderoso (ou louco) quanto se pinta). A Rússia é cachorro grande ainda. Dá pra assustar.

Abel

12 de setembro de 2013 às 21h38

Quem diria, hein? Um ex-quadro da KGB falando em Deus e dando lições de moral aos Estados Unidos? E eu que pensava já ter visto de tudo :)

Responder

Ozzy Gasosa

12 de setembro de 2013 às 21h23

Putin 10 X Obama 0

Responder

    Alex Back

    13 de setembro de 2013 às 00h02

    Putin 10 X 0 Obama [2]

    lukas

    13 de setembro de 2013 às 03h46

    Putin defendendo os interesses da Rússia na Síria e os comentsristas fingindo que o acham um estadista.

    Pafúncio Brasileiro

    13 de setembro de 2013 às 11h46

    Ô Lukas,
    Devemos ter uma cabeça mais aberta. O que está contido no texto do Putin é completamente pertinente. Não estou julgando a pessoa Putin. Estou avaliando o texto dele, que é extremamente pertinente e muitíssimo bem colocado. Estamos avaliando que uma guerra, envolve a vida de milhões de pessoas. Vamos continuar a apoiar uma indústria bélica mundial, que precisa permanentemente de guerras para ter os seus lucros ? Vamos continuar a acreditar que o Tio Sam é bonzinho ? Que eles são democratas ? Que lá existe a democracia ? Devemos abrir a cabeça ….


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