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PT vai ao STF contra ações do grupo dos “300 do Brasil” contra a democracia  e culto ao nazismo e racismo
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PT vai ao STF contra ações do grupo dos “300 do Brasil” contra a democracia e culto ao nazismo e racismo


31/05/2020 - 15h26

PT vai ao STF contra manifestação antidemocrática dos “300 do Brasil”, semelhante a atos da Ku Klux Klan

por Vânia Rodrigues, PT na Câmara

A manifestação do grupo bolsonarista denominado “300 do Brasil” na noite desse sábado (30), que lembra atos neonazistas e da Ku Klux Klan, contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, reforça a necessidade de agilizar as investigações sobre as ações do grupo, solicitada à Suprema Corte pela Bancada do PT.

O deputado Rogério Correia (PT-MG), um dos autores da ação, já anunciou que vai anexar à representação novas denúncias, incluindo esse ato e as ameaças feitas ao ministro Moraes, nesta semana, pela líder dos 300, Sara Winter.

“Nós entramos no STF com denúncia solicitando investigação contra o tal 300 do Brasil – grupo paramilitar de ultradireita – e contra Bolsonaro, por ameaça à democracia e por desrespeito ao isolamento social neste momento de pandemia. Vou anexar na peça cenas de analogia do grupo ao Ku Klux Klan e outras ações fascistas de seus líderes. Ações contra a democracia e culto ao nazismo e racismo são crimes”, afirmou o deputado em sua conta no Twitter.

E o líder da Bancada do PT, deputado Enio Verri (PR), defendeu a identificação dos financiadores do grupo que se manifesta de forma fascista contra a democracia e o Estado de Direito: “Há que se identificar quem financia o grupo 300, que vai às ruas durante a pandemia, armados e com todas as simbologias fascistas, em nome da supressão da democracia”, afirmou em sua conta no Twitter.

A ação da Bancada está com Alexandre Moraes, que é o relator do inquérito que apura ameaças, ofensas e fake news contra ministros da Suprema Corte.

Manifestação

Semelhante às manifestações dos membros da Ku Klux Klan (organização racista dos Estados Unidos que prega a supremacia branca), que ocorreu em 2017 na cidade de Charlottesville, nos Estados Unidos, o grupo bolsonarista, liderado pela ativista Sara Winter, fez um protesto em frente ao STF.

Os manifestantes carregavam tochas acesas, e algumas pessoas usavam máscaras de personagens de filmes de terror cobrindo todo o rosto.

Eles ainda gritavam palavras de ordem contra o Supremo e Alexandre de Moraes.

A manifestação ocorre exatamente depois de Sara e empresários bolsonaristas terem sido alvo de mandados de busca e apreensão autorizada pelo ministro.

Nas redes sociais

Vários parlamentares da Bancada do PT também utilizaram as suas redes sociais neste domingo para criticar as atitudes do grupo “300 do Brasil”.

O líder da Minoria na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE) retuitou um vídeo dos Jornalistas Livres que mostra a manifestação e afirmou: “Os fascistas continuam agindo contra a ordem democrática”.

Também no Twitter, o deputado Airton Faleiro (PT-PA) afirmou que Sara Gironine “é uma terrorista neonazista declarada”.

Ele explicou que o seu apelido foi tirado do nome da nazista britânica Sara Winter. “Agora copia a supremacistas brancos de Charlottesville em marcha para incendiar o Supremo. Falta o que mais para colocá-la na cadeia?”, indagou.

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) também destacou a semelhança da manifestação com os atos da Ku Klux Klan.

“Semana passada eles carregavam caixões na porta do STF, agora estão em marcha militar e levam tochas na Praça dos Três Poderes. Estão armados, são fanáticos perigosos e uma ameaça”. E completou: “Não é aceitável a retomada do poder nazista no século XXI”.

O deputado Jorge Solla (PT-BA) também divulgou o vídeo da manifestação e afirmou que o ato parecia ser da Ku Klux Klan nos EUA, enfatizou que não era. “Parece, mas não é a KKK. São os apoiadores de Bolsonaro reunidos nessa madrugada na frente do STF”, lamentou.

E o deputado Nilto Tatto (PT-SP), também na sua rede social afirmou que a identificação entre os 300, os supremacistas brancos dos EUA, e os nazistas não é mera coicidência. “Não importa se são meia dúzia, o ato é criminoso e deve ser punido”, defendeu e pediu “Fora, Bolsonaro”.

Para o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), Sara Winter, com suas tochas, “retoma a estética da Ku Klux Klan”, sociedade secreta de extrema direita racista americana. “Vivemos para ver seguimentos como estivessem atrasando o relógio da humanidade”, lamentou.

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