VIOMUNDO
O VIOMUNDO só é possível também através de anunciantes, e detectamos que você utiliza um AdBlock, bloqueador de anúncios.
Por favor considere ajudar o VIOMUNDO desativando o bloqueador para este site.
Cartas de Minas
Cartas de Minas

Professores de escolas particulares entram em greve em SP contra arrocho patronal

23 de maio de 2018 às 11h08

Foto Facebook A Voz Rouca

EM DEFESA DE CONDIÇÕES DIGNAS PARA O TRABALHO DOCENTE 

do A Voz Rouca e por e-mail

A relação entre professores e colégios é regulada por uma Convenção Coletiva que vinha, há mais de vinte anos, sendo aperfeiçoada pela negociação entre ambas as partes.

Este ano, porém, o Sieeesp propôs a alteração ou retirada de quase metade das cláusulas da convenção.

Representados pelo Sinpro (Sindicato dos Professores de São Paulo), os professores não aceitaram e propuseram a manutenção do acordo de 2016-2017, mas a entidade patronal simplesmente abandonou o diálogo.

Atualmente, o dissídio está sendo analisado pela Justiça do Trabalho e toda a Convenção está em risco.

Como isso afeta o trabalho do professor?

A convenção regula uma série de itens que determinam a remuneração, a carga de trabalho e a estabilidade da categoria.

Retirados esses direitos, o professorado receberá menos, terá que trabalhar mais e verá aumentar sua rotatividade no emprego. Isso impacta fortemente a vida não só do professor, mas do estudante.

Como isso afeta os estudantes e as famílias?

Sem convenção, é possível, por exemplo:

— Trocar professores no meio do semestre, prejudicando a continuidade do plano pedagógico. Isso porque a mudança na Convenção modifica a “garantia semestral de salários”, segundo a qual, caso um professor que trabalha há mais de 18 meses na escola seja demitido no meio do semestre, a escola será obrigada a pagar os salários dos meses subsequentes até o encerramento do semestre.

— Reduzir a remuneração dos professores, obrigando-os a dobrar ou até triplicar o turno – o que o sobrecarrega e o deixa sem tempo para correções e planejamentos. A ampliação do tempo da hora aula para mais de 50 minutos sem ampliação da remuneração é um dos itens em disputa nas negociações.

— Realizar contratos de trabalho intermitente, nos quais o professor não cria vínculos com a escola em que leciona. A nova reforma trabalhista permite que essa forma de contratação seja feita também em escolas. Sem a convenção coletiva, o que vale para os professores é a atual CLT. Ampliar a rotatividade dos professores é prejudicial à construção de um planejamento pedagógico adequado.

Como tudo isso se insere no cenário atual da educação brasileira?

A proposta de mudança nas cláusulas da Convenção Coletiva da rede privada acontece em um momento em que a educação enfrenta diversas mudanças que podem afetar sua qualidade, já tão precária.

É fato conhecido que os professores brasileiros estão sobrecarregados, mal remunerados e desmotivados; nessa situação, torna-se impossível realizar um bom trabalho.

Nos acostumamos a menosprezar as condições de trabalho como fator decisivo para concretizar uma educação de qualidade, isso é um erro.

O professor não deve ser visto como um herói nem um mártir, mas um profissional. Seu trabalho só pode ser bom se contar com remuneração adequada, planos de carreira, investimentos em formação pessoal, tempo de descanso e estabilidade profissional.

Não surpreende, pois, que, no contexto atual, haja tantos professores se mobilizando, como os docentes de Minas Gerais, que garantiram seus direitos graças a uma greve de dez dias, e os de Campina Grande, que decidiram entrar em greve na sexta-feira, dia 18.

Acompanhe a lista de colégios particulares de São Paulo que aderiram à paralisação do dia 23, em defesa da Convenção Coletiva. Se seu colégio vai parar e não está na lista, mande mensagem que nós atualizamos! Dia 28 é greve!

– Alecrim
– Alef-Peretz
– Anglo 21
– Anima (Educação Infantil)
– Arraial das Cores
– Beatíssima Virgem Maria (F2 e EM)
– Colégio Viver
– Equipe
– Escola da Vila
– Escola Viva
– Estilo de Aprender
– Giordano Bruno
– Gracinha
– Grão de Chão
– Hugo Sarmento
– Invenções
– João Paulo I
– Liceu Pasteur
– Lumiar
– Madre Alix
– Ofélia Fonseca
– Oswald de Andrade
– Politeia
– Ponto de Partida
– Rainha da Paz
– Renascença
– Santa Clara
– Santa Cruz
– Santa Maria (Ensino Médio)
– São Domingos
– Teia de Aprendizagens
– Teia Multicultural
– Vera Cruz

Leia também:

O espantoso retrocesso que Temer promoveu no Brasil

Apoie o VIOMUNDO

Crowdfunding

Veja como nos apoiar »

O lado sujo do futebol

A Trama de Propinas, Negociatas e Traições que Abalou o Esporte Mais Popular do Mundo.

Entre os mais vendidos da VEJA, O Globo, Época e PublishNews. O Lado Sujo do Futebol é o retrato definitivo do que acontece além das quatro linhas. Um dos livros mais corajosos da história da literatura esportiva, revela informações contundentes sobre as negociatas que empestearam o futebol nos últimos anos. Mostra como João Havelange e Ricardo Teixeira desenvolveram um esquema mafioso de fraudes e conchavos, beneficiando a si e seus amigos. Fifa e CBF se tornaram um grande balcão de negócios, no qual são firmados acordos bilionários, que envolvem direitos de transmissão e materiais esportivos. Um grande jogo de bolas marcadas, cujo palco principal são as Copas do Mundo.

por Luiz Carlos Azenha, Amaury Ribeiro Jr., Leandro Cipoloni e Tony Chastinet.

Compre agora online e receba em sua casa!

 

Nenhum Comentário escrever comentário »

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Deixe uma resposta