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Bercovici detona centro acadêmico que trocou de nome, de Celso Furtado para Roberto Campos: “Adesismo oportunista”
Celso Furtado e Roberto Campos
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Bercovici detona centro acadêmico que trocou de nome, de Celso Furtado para Roberto Campos: “Adesismo oportunista”


08/10/2019 - 14h20

Deu no blog do Ancelmo Gois, em O Globo:

O Centro Acadêmico de Economia Celso Furtado, da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Criciúma), trocou de nome para Centro Acadêmico de Economia Roberto Campos. Celso Furtado e Roberto Campos são dois dos maiores economistas brasileiros do século XX. Ambos, embora em campos políticos opostos, são importantes para entender o Brasil, e seriam incapazes de mesquinharias e tosquices como essas dos estudantes catarinenses.

Para Gilberto Bercovici, professor titular da Faculdade de Direito da USP, esse é um retrato dos nossos tempos.

“O fato é chocante não apenas pela troca de nome de um economista desenvolvimentista por um economista liberal, mas pela grosseria e falta de civilização da troca do nome em si”, observa ao Viomundo Bercovici.

“Não se trocam os nomes das entidades por mero capricho ou perseguição ideológica”, atenta.

“Isso não passa de um adesismo oportunista”, detona o professor.

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4 comentários

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Nelson

09 de outubro de 2019 às 17h47

Tudo normal, nestes tempos de subserviência, sabujice e bajulação ao Sistema de Poder que domina os Estados Unidos. Tudo normal nos tempos de Bolsonaro presidente. Tempos em que, apesar de invocado a todo momento, o sentimento pátrio, nacional, está em baixa; em alguns brasileiros, já está extinto, em outros, está escondido, bastante envergonhado.

Digo isto, porque Roberto Campos foi um dos maiores entreguistas que tivemos. Dizem que tornou-se tão entreguista que passaram a chamá-lo de Bob Fields.

Do outro lado, Celso Furtado era o oposto. Um homem compromissado com o Brasil e sempre disposto à construção de um país do tamanho de suas potencialidades. Um país que pudesse garantir a todos os brasileiros e a todas as brasileiras a vida digna a que têm direito.

E a construção desse país só pode deixar do terreno dos sonhos para o palpável com muito espírito nacional. Algo que não tinha Campos e não têm, não querem ter, Bolsonaro e seus fanáticos seguidores.

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Morvan

09 de outubro de 2019 às 10h21

Bom dia. Por quê não estou surpreso, ao ver que foi no Sul? Ver um Governador do PT (vá lá que o seja), do Ceará, aderir à estrebarias, digo, escolas militaristas, causa certa surpresa. Mas, no Sul? Não. Corrobora.

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pedro parente

09 de outubro de 2019 às 08h57

o único viés ideológico autorizado é o bozzolismo!

Responder

José

08 de outubro de 2019 às 14h48

Pior que virar casaca no futebol.

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