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População em situação de rua faz ato em frente à Prefeitura e denuncia negligência de Covas e Doria: “Beira genocídio”
Fotos: Movimento Estadual da População em Situação de Rua
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População em situação de rua faz ato em frente à Prefeitura e denuncia negligência de Covas e Doria: “Beira genocídio”


14/01/2021 - 12h17

População em situação de rua fará ato em frente à Prefeitura de SP nesta quinta-feira 

Ato em frente à Prefeitura denuncia política genocida de prefeito e governador na maior cidade do país e cobra políticas mitigadoras do impacto da Covid-19

Por Movimento Estadual da População em Situação de Rua

O Movimento Estadual da População em Situação de Rua realiza nesta quinta-feira (14) uma manifestação em frente à Prefeitura de São Paulo das 11h às 15h em repúdio à negligência da Prefeitura e do Estado de São Paulo diante dos impactos da pandemia de Covid-19 nas pessoas em maior vulnerabilidade social de São Paulo.

“Todos nós estamos ficando em situação de rua, não tem emprego, não conseguimos pagar nossas moradias. As cestas básicas não chegam e na fila da comida a gente não consegue um marmitex, que pode ser o único do dia”, desabafa a ambulante Valdina Silva.

Assim como Valdina, tantas outras mulheres e famílias inteiras vêm perdendo renda e vivendo em situação de rua. Desde março de 2020, a maior cidade da América Latina assiste um aumento expressivo no número da população em situação de rua, do trabalho informal de trabalhadores ambulantes e de desempregados desalentados.

“Estamos falando de mais de 50 mil pessoas que estão nesta situação na cidade de São Paulo. Estamos num momento difícil, perigoso e de muita dor. Já estamos voltando aos números de mortes do começo da pandemia, com mais de mil mortes por dia. No momento, estamos falando de 205 mil mortes por Covid-19. As pessoas em situação de rua estão morrendo de Covid e por falta de políticas públicas cuidadosas e decentes”, denuncia o Movimento Estadual da População em Situação de Rua.

“É desumano ver o aumento do número de pessoas em situação de rua. Desumano ver a forma preconceituosa como os aparelhos públicos, como a sociedade trata os cidadãos e cidadãs mais vulneráveis da cidade com ‘qualquer comida serve’, ‘gostam de ficar na rua’, ‘internação compulsória’, e retirada de pertences dessas pessoas”, afirma em carta o Movimento.

Mesmo em meio à pandemia, o Movimento vai às ruas nesta quinta-feira lembrar às autoridades públicas que “Entre a vida e a morte combater a fome é mais forte”, e denunciar a “negligência da Prefeitura e do Estado, uma negligência que beira a uma política de genocídio. Nós queremos a mesma dignidade e direitos. Somos cidadãos comuns a todos os paulistanos. Chega de sofrimento, fome, violência e mortes!”.

Os organizadores da manifestação afirmam que durante o ato será distribuída uma tonelada de bananas para as pessoas que estiverem no local, e justificam: “até o momento é isto que a Prefeitura vem ofertando para as pessoas em situação de rua, ambulantes, desempregados e grupos vulneráveis: bananas”.

O ato conta com o apoio do Sindicato dos Bancários que cedeu sua quadra desde maio para a confecção e distribuição de alimentação para a pop rua, além de outras atividades de proteção contra a Covid-19.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e outras organizações, movimentos de moradia e ambulantes também estarão presentes na manifestação.

A organização do ato informa ainda que uma equipe de trabalhadores voluntários irá cuidar da limpeza e da segurança no local.

Na ocasião serão entregues 10 mil kits de máscaras e álcool em gel, além de informes sobre os protocolos de segurança sanitária.

Queremos abrir um diálogo permanente para melhorar a nossa cidade e juntos buscar caminhos e resolver esse grande desafio da desigualdade, garantindo uma vida digna para todos e todas.

 





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