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Pesquisa CNT: 59,8% são contra as privatizações e 68,2% rejeitam facilitar acesso a armas; aprovação de Bolsonaro cai 8 pontos
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Pesquisa CNT: 59,8% são contra as privatizações e 68,2% rejeitam facilitar acesso a armas; aprovação de Bolsonaro cai 8 pontos


22/02/2021 - 14h01

Da Redação

A aprovação do desempenho pessoal do presidente Jair Bolsonaro no cargo caiu de 52% em outubro do ano passado para 43,5% agora, de acordo com nova rodada da pesquisa patrocinada pela Confederação Nacional da Indústria.

Já os que consideram o desempenho do governo ruim/péssimo passaram de 27,2% em outubro a 35,5% agora.

O ótimo/bom do governo era de 41,2% em outubro de 2020 e recuou para 32,9%.

A série histórica mostra que a aprovação de Bolsonaro e seu governo começaram a subir depois do primeiro pagamento do auxílio emergencial, em abril do ano passado. Em  maio a aprovação do governo estava em 32% e em outubro tinha subido 9 pontos.

Os brasileiros estão pessimistas quanto ao futuro em todas as áreas, mas o desempenho do governo frente à pandemia é aprovado pela maioria, 54,3%.

Só 16,7% disseram que não pretendem se vacinar contra a covid-19, o que combina com o chamado “núcleo duro” do bolsonarismo.

59,8% são contra a privatização das empresas públicas e 68,2% são contra medidas para facilitar a venda de armas de fogo.

No quesito das privatizações, os pesquisadores fizeram uma “pegadinha”: apresentaram uma lista para que os entrevistados disessem qual daquelas empresas deveriam ser privatizadas. 64,2% apontaram os Correios, que sofreram muito durante a pandemia por causa do adoecimento de carteiros e outros funcionários.

Veja a íntegra:

Resultados da primeira Pesquisa CNT de Opinião de 2021

A 148ª Pesquisa CNT de Opinião, realizada em parceria com o Instituto MDA, de 18 a 20 de fevereiro de 2021, mostra os índices de popularidade do governo e pessoal do presidente Jair Bolsonaro. Também apresenta as principais qualidades e defeitos do presidente da República na opinião dos brasileiros.

O levantamento, realizado em todo o Brasil, indica, ainda, a percepção dos entrevistados em relação a: vacinação contra a Covid-19; retorno presencial de aulas nas escolas; volta do pagamento do auxílio emergencial; eleições das mesas diretoras do Congresso Nacional; e relacionamento do presidente Jair Bolsonaro com a imprensa.

Foram realizadas 2.002 entrevistas presenciais, em 137 municípios de 25 Unidades da Federação. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

• AVALIAÇÃO DE GOVERNO

Governo do presidente Jair Bolsonaro: Avaliação negativa (ruim + péssimo): 35,5% Avaliação positiva (ótimo + bom): 32,9% Avaliação regular: 30,2%
Não souberam opinar ou não responderam: 1,4%

Desempenho pessoal do presidente Jair Bolsonaro:
Desaprovação: 51,4%
Aprovação: 43,5%
Não souberam opinar ou não responderam: 5,1%

Avaliação do governador
Regular: 32,4%
Bom: 26,3%
Péssimo: 19,8%
Ruim: 10,7%
Ótimo: 6,0%

Avaliação do prefeito
Bom: 30,8%
Regular: 25,5%
Ótimo: 11,3%
Péssimo: 10,4%
Ruim: 6,6%

• EXPECTATIVA (PARA OS PRÓXIMOS 6 MESES)

Emprego: vai melhorar: 28,1%; vai piorar: 40,0%; vai ficar igual: 30,3% Renda mensal: vai melhorar: 22,7%; vai piorar: 24,0%; vai ficar igual: 51,0% Saúde: vai melhorar: 30,8%; vai piorar: 38,3%; vai ficar igual: 29,5% Educação: vai melhorar: 25,7%; vai piorar: 33,8%; vai ficar igual: 39,2%
Segurança pública: vai melhorar: 22,6%; vai piorar: 30,6%; vai ficar igual: 45,3%

• PRESIDENTE JAIR BOLSONARO
• Na avaliação dos brasileiros, as principais qualidades do presidente Jair Bolsonaro são: sincero (29,3%), honesto (11,3%), inteligente (8,4%), sempre busca o bem para o país (5,0%), justo (4,2%), trabalhador (3,7%), cuida dos pobres (1,3%). Para 33,3%, não tem nenhuma qualidade.

• Já os principais defeitos são: mal-educado (20,1%), despreparado (17,6%), autoritário (16,6%), exagera na briga com a imprensa (16,0%), agressivo (10,9%), está preocupado apenas com a reeleição (3,2%), desonesto (3,1%). Para 9,6%, não tem nenhum defeito.

• PANDEMIA DA COVID-19 (CORONAVÍRUS)

Atuação dos governos federal e estaduais

• 54,3% dos entrevistados aprovam a atuação do governo federal no combate à pandemia da Covid-19 (coronavírus), enquanto 42,0% desaprovam.
• 59,6% dos entrevistados aprovam a atuação do governo estadual no combate à pandemia da Covid-19 (coronavírus), enquanto 36,2% desaprovam.
• 36,5% avaliam a atuação do Ministério da Saúde no combate à pandemia da Covid-19 como regular; 30,9%, boa; 11,6%, ruim; 11,3%, péssima; e 6,8%, ótima.
• 34,2% avaliam a atuação do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, no combate à pandemia da Covid-19 como regular; 23,2%, boa; 14,5%, péssima; 12,5% ruim; e 4,9%, ótima.
• Sobre o grau de responsabilidade do presidente Jair Bolsonaro em relação ao número de mortes em decorrência da Covid-19, 49,7% afirmam que ele não tem culpa nenhuma; 36,4% consideram que ele é um dos culpados, mas não o principal; e, para 11,5%, ele é o principal culpado.
• Para 37,5% dos entrevistados, quem está fazendo mais pelo Brasil no combate à pandemia da Covid-19 são as instituições de pesquisa (Butantan/Fiocruz),governadores (16,8%), presidente Jair Bolsonaro (16,6%) Ministério da Saúde (13,5%), prefeitos (4,9%) e outro (0,8%).
• Sobre a atuação do governo federal em relação ao auxílio para a população mais necessitada durante a pandemia da Covid-19, 41,0 avaliam como boa; 25,5%, ótima; 19,7% regular; 6,9% péssima; e 6,4% ruim.
• No que se refere à atuação do governo federal em relação ao auxílio para os empresários durante a pandemia da covid-19, 28,3% dos brasileiros consideram boa; 21,2% regular; 14,1% péssima; 12,6% ruim; e 8,5% ótima.
• Já 29,8% dos entrevistados afirmam que a atuação do governo federal em relação ao esforço para compra/produção e distribuição das vacinas durante a pandemia da Covid-19 é boa; 28,1%, regular; 16,5%, péssima; 14,7% ruim; e 7,8%, ótima.
• 31,5% avaliam a atuação do governo federal em relação ao esforço para redução do contágio e disseminação da Covid-19 como regular; 26,5%, boa; 17,0%, ruim; 17,0%, péssima; e 6,0%, ótima.
• Em relação à liberação de recursos para governos estaduais atuarem no controle da Covid-19, 31,4% dos brasileiros consideram a atuação do governo federal regular; 31,0%, boa; 12,5%, ruim; 8,8% péssima; e 8,3%, ótima.

Vacinação

• 62,8% dos entrevistados afirmam que serão vacinados, quando chegar a sua vez, qualquer que seja o fabricante da vacina; 16,7% declaram que não se vacinarão; 9,5% declaram que se vacinarão somente se for a Coronavac/Butantan; 3,8% declaram que se vacinarão somente se for a Astrazeneca/Oxford/Fiocruz; e 3,2% afirmam que já foram vacinados.

• Para 32,2%, dos entrevistados, a vacina estará disponível para ser aplicada de agosto a dezembro. Para 14,2%, de maio a julho; 5,4% acreditam que estará disponível em março; 5,4%, em abril; e 1,8%, em fevereiro. Para 25,5%, somente de 2022 em diante.

• 29,2% concordam com a permissão da Anvisa para uso emergencial de vacinas contra a Covid-19 sem que tenham sido realizados testes no Brasil; e 25,6% discordam.

• Para 24,5% dos brasileiros, o principal responsável pela chegada de vacinas contra Covid-19 no Brasil é o presidente Jair Bolsonaro; já 21,6% acreditam que o principal responsável é o governador de São Paulo, João Doria. 21,5% consideram que nenhum dos dois tem responsabilidade e 21,2% acreditam que ambos têm responsabilidade.

• 59,6% discordam da possibilidade de empresas privadas comprarem vacinas para aplicar em quem esteja disposto a pagar por ela, pois todos devem seguir a fila de prioridades; 38,3% concordam, pois pode reduzir as filas nos sistemas públicos de saúde.

• Já 65,1% concordam com a possibilidade de empresas privadas comprarem vacinas para imunização de funcionários contra a Covid-19, pois pode reduzir as filas nos sistemas públicos de saúde; 33,1% discordam, pois todos devem seguir a fila de prioridades.

• Na avaliação de 33,6% dos entrevistados, a distribuição e aplicação de vacinas contra Covid-19 em seu município é regular.

Reabertura das escolas

• 36,0% possuem filhos em idade escolar (6 a 18 anos). Desses, 71,8% não se sentem seguros em enviar o filho para a escola; e 27,1% se sentem seguros.

Economia

• 70,2% afirmam que auxílio emergencial deveria ser retomado em 2021 com o mesmo valor; 16,6% consideram que o benefício deveria ser retomado em 2021 com valor mais baixo; para 12,2%, o auxílio não deveria continuar em 2021.

• Sobre quando a economia será retomada no Brasil, 36,8% acham que somente em 2022. Para 34,5%, apenas de 2023 em diante; 10,5% acreditam que será no 2º Semestre de 2021; e 3,4% acham que será no 1º Semestre de 2021. Para 5,0%, não será retomada.

• 22,1% dos entrevistados pediram algum dinheiro emprestado em 2020 ou no início de 2021 por causa da pandemia; e 53,8% afirmam que terão dificuldade para pagar.

Um ano da pandemia de Covid-19

• 46,0% da população avalia que atual duração da pandemia da Covid-19, em comparação com o que esperava no início da pandemia em março de 2020, é muito maior do que o esperado. Já em relação ao número de mortes, para 47,8%, é muito maior do que o esperado.

• Perguntados sobre a situação da economia do Brasil atual em comparação com o início da pandemia em março de 2020, 44,5% acreditam que está pior do que o esperado. E 43,5% afirmam que a situação da sua renda mensal está igual ao esperado; e 35,7% declaram que está pior do que o esperado.
Política

• 32,3% tiveram conhecimento da eleição para presidência e para as mesas diretoras do Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal). Desses, 45,3% acreditam que as novas presidências e as mesas diretoras do Congresso vão ajudar o Brasil a avançar.
• 59,8% da população brasileira é contra a privatização de empresas públicas. A maior parte (30,1%) não gostaria que a Caixa Econômica Federal fosse privatizada de jeito nenhum. Na sequência, aparecem Casa da Moeda (24,0%), Banco do Brasil (23,1%) e Petrobrás (18,9%).
• Já 64,2% gostariam que os Correios fossem privatizados. Em seguida, figuram Petrobras (50,0%), Banco do Brasil (33,6%) e Eletrobras (31,5%).

Relacionamento do presidente Jair Bolsonaro com a imprensa

• 64,7% dos brasileiros acreditam que o envolvimento em embates públicos do presidente Jair Bolsonaro com a imprensa é ruim para o país. Nesse sentido, para 60,5%, Bolsonaro deveria buscar se aproximar mais da imprensa.
• Para a maior parte dos entrevistados (25,7%), o veículo de comunicação em que mais confia é a TV Globo. Na sequência, aparecem: Record TV (13,0%), SBT (5,6%), Globo.com/G1 (3,7%), TV Band (3,1%) e Uol (2,9%).

Transporte

• Entre os entrevistados que utilizam transporte púbico, 38,0% avaliam a situação sua cidade piorou durante a pandemia. 75,2% afirmam não se sentirem seguros ao utilizar meios de locomoção como ônibus ou metrô em relação ao contágio da Covid-19.
• 72,1% consideram importante o governo federal socorrer financeiramente as empresas de transporte coletivo de passageiros a fim de que elas não encerrem suas atividades por conta da crise da Covid-19.

Meio ambiente

• 42,5% dos entrevistados declaram que são muito interessados em proteger o meio ambiente ou em causas ambientais. 38,3% afirmam que pagariam às vezes um pouco mais por um produto ou serviço ambientalmente responsável. Para 55,0%, o Brasil é um país que não respeita o meio ambiente.

Decreto sobre compra e posse de armas de fogo

• 68,2% dos brasileiros são contra as alterações realizadas na legislação que flexibilizam o uso e a compra de armas de fogo e de munições no brasil.

• 74,2% declaram que não têm posse e não têm interesse em passar a ter; 19,7% não têm posse, mas têm interesse em passar a ter; 3,7% declaram que têm posse de arma de fogo já aprovada; e 1,6% têm pedido de posse de arma de fogo em andamento/análise.

Conclusão

Os resultados da 148ª Pesquisa CNT/MDA mostram piora da avaliação positiva (ótimo + bom) do governo federal em relação ao levantamento de outubro de 2020 e aumento da sua avaliação negativa (ruim + péssimo).

Em relação à aprovação pessoal do presidente, também se observa queda em relação à última pesquisa.

Fim do auxílio emergencial, embates com a imprensa e priorização da pauta de costumes podem explicar essas oscilações.

As maiores qualidades associadas ao presidente da República são a sinceridade, honestidade e inteligência, enquanto os defeitos estão associados à falta de educação, despreparo e autoritarismo.

As expectativas para o Brasil nos próximos seis meses se tornaram mais negativas para emprego e saúde, enquanto que para educação, renda mensal e segurança os resultados foram próximos aos observados em outubro passado.

Em relação à pandemia de Covid-19, a maioria continua aprovando a atuação dos governos federal e estaduais.

A avaliação da atuação do Ministério da Saúde é vista de forma mais positiva do que negativa, enquanto que a do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, é vista como regular. 16,7% não pretendem ser vacinados e a maioria acredita que será vacinada somente após agosto de 2021.

Em relação à economia, a maioria deseja o retorno do auxílio emergencial com os mesmos valores praticados em 2020, assim como acreditam que a economia será retomada apenas de 2022 em diante.

A maioria dos entrevistados (59,8%) se considera contrária às privatizações. 72,1% consideram importante o governo federal socorrer financeiramente as empresas de transporte coletivo de passageiros por conta da crise da Covid-19.

Sobre alterações na legislação que flexibilizam o uso e a compra de armas de fogo e de munições no Brasil, a maioria (68,2%) se posiciona de forma contrária.

Esses resultados mostram a redução de expectativas em relação a emprego e à saúde nos próximos 6 meses e a identificação de que a economia só será retomada a partir de 2022.

Diante disso, são altos os desejos de ser vacinado e de que o auxílio emergencial seja continuado. Nesse cenário, pautas de costume – como a relacionada ao porte de armas – não se mostram como prioridade para a população.





3 comentários

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Zé Maria

22 de fevereiro de 2021 às 23h44

https://pbs.twimg.com/media/Eu3i4VOUcAA9zFU?format=jpg
Cuidado …
Pode ser Fake …
Só Que Não …
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Responder

marco

22 de fevereiro de 2021 às 22h27

ASSUNTO / ARMAMENTO . [ PROJETO PARA TIRAR VÁRIAS ARMAS DE FOGO DA RUA ] . tem que incluir no pacote anticrime . a entrega da posse de arma pela família do proprietário já falecido . pois a família não pode ficar com a posse da arma no nome do falecido . obs: quando o proprietário da arma registrada morrer ou qualquer cidadão brasileiro . o hospital tem que comunicar todos os [ óbitos a policia ] para checar se o mesmo possui arma de fogo no [ SINARM – Sistema Nacional de Armas ] . para que seja apreendida pela policia . só assim essa arma não vai para mão errada . obs: serão centenas de armas recolhida por dia . obs: a responsabilidade e do estado ou da união federal em recolher essa arma . OBS: [ NUNCA NA HISTORIA DESSE PAÍS FOI RECOLHIDO ARMA DE FOGO / QUANDO O PROPRIETÁRIO DA ARMA REGISTRADA VEIO A ÓBITO / MORTE ] .

ESSE PROJETO REPRESENTA UMA IMENSA IMPORTÂNCIA AO POVO BRASILEIRO . POIS VAI RETIRAR VÁRIAS ARMAS DE FOGO DA RUA . O GRANDE PROBLEMA NO BRASIL SÃO ESSAS ARMAS DE FOGO QUE [ NÃO SÃO RECOLHIDAS ] . ISSO AUMENTA MUITO O NÚMEROS DE ARMAS NO BRASIL / QUE PASSA A SER CLANDESTINA / POIS SEU PROPRIETÁRIO VEIO A ÓBITO / MORTE . E ESSA ARMA FOI PARA NA MÃO ERRADA . PORQUE SUA FAMÍLIA NÃO TEM A OBRIGAÇÃO DE ENTREGAR ESSA ARMA A UMA AUTORIDADE POLICIAL . POIS SEU FAMILIAR COMPROU ESSA ARMA . NO CASO DE FALECIMENTO SUA FAMÍLIA ACHA QUE PODE VENDER ESSA ARMA . [ ESSE E O GRANDE PROBLEMA ] . OBS: [ VENDE – SE ARMAS NO BRASIL , MAIS NÃO TENHO A OBRIGAÇÃO EM RECOLHER ESSA ARMA / ISSO SÓ AUMENTA A VIOLÊNCIA ] .

obs: várias armas de fogo não são entregues pela família do proprietário falecido . várias pessoas perde a vida pelo grande número de armas leve [ pistola e revolveres ] , que estão espalhado pelo brasil , por falta de recolhimento .

Responder

Zé Maria

22 de fevereiro de 2021 às 17h40

Desaprovação em “V”, diria o Guedes.

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