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Diário da Resistência


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Pepe Escobar: Sexo, poder e justiça americana


18/05/2011 - 19h41

por  Pepe Escobar, Asia Times Online

Tradução do Coletivo de Tradutores Vila Vudu

Pois fato é que, afinal, Osama bin Laden não será o personagem principal no julgamento do século. Uma piscadela do destino, e o papel caberá a Dominique Strauss-Khan (DSK), o todo-poderoso diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), que agora medita na ilha Rikers “Alcatraz” em Nova York.

O chefão com nome de sopa de letrinhas posto à frente do juiz, muito contrariado; o Departamento de Polícia de Nova York mundialmente conhecido pelos seriados de televisão, mostrando serviço real e ao vivo; a captura-suspense, na cabine da primeira classe, no último momento, antes da partida do avião para voo transcontinental; a cerimônia da identificação entre suspeitos assemelhados e a exibição para a mídia, do acusado algemado[1], são, todos, ingredientes do mais recente escândalo sociopolítico global.

No mundo dos tabloides nova-iorquinos, quase sempre nauseabundo, foi difícil resistir à metáfora que, de tão clara, cintilava: o FMI – que tem reputação de ferrar sistematicamente os pobres do mundo –, apanhado pela polícia, precisamente, quando tentava aplicar à força um ajuste estrutural, numa suíte de hotel em Manhattan, contra uma discreta viúva africana, muçulmana e imigrada que vive no Bronx com a filha adolescente. O linchamento pela mídia jamais seria menos cruel ou violento, que o fato.

Pelo que já se viu, DSK tem muito mais sorte que o líder líbio coronel Muammar Gaddafi, porque só terá de enfrentar um júri nova-iorquino, não a Corte Internacional de Justiça [ing. International Criminal Court (ICC)] em Haia. Diferente de Gaddafi, DSK – pelo menos em teoria – é inocente até que se prove o contrário, embora já tenha sido condenado pela imprensa marrom.

Muito menos visíveis dos dois lados do Atlântico, são os intelectos sãos que tanto trabalham para mostrar que os escroques de Wall Street roubaram trilhões de dólares do cidadão comum; que os executivos da British Petroleum estão destruindo o Golfo do México; e que, de fato, o governo de George W Bush levou os EUA à bancarrota ao lançar uma guerra que matou mais de um milhão de iraquianos. Nenhum desses foi pré-condenado nem mereceu, sequer, ser exibido em algemas.

Só uma coisa é certa, indiscutível: no que tenha a ver com “a justiça norte-americana”, são zero as chances de alguém ver algemados o governo Bush ou os perpetradores do “golpe Goldman Sachs”.

Escândalo, sexo e gritaria

Acompanhar em detalhe a histeria da imprensa dos dois lados do Atlântico foi mais fascinante que viagem a Marte. Na França, era absolutamente garantido que DSK seria eleito presidente nas eleições de 2012, depois de derrotar o naufragante Nicolas Sarkozy, libertador neonapoleônico da Líbia. DSK – arma de escolha dos poderes financeiros que rastejam por trás do trono – deveria anunciar sua candidatura ainda em maio.

O tom dominante na grande imprensa francesa – em vasta medida subserviente a Sarzoky e seus lacaios – é que os norte-americanos, confirmando todos os velhos preconceitos e estereótipos anti-França, humilharam a nação, ao exibir DSK algemado e conduzido por policiais ante câmeras de televisão antes de ser julgado (o que é proibido por lei, na França) e ao negar-lhe o direito à liberdade sob fiança (de US$1 milhão).

A justiça norte-americana ao estilo do seriado “Law and Order” está sendo arrastada pela lama, atrelada ao puritanismo dos norte-americanos. Simultaneamente, entre simpatizantes catatônicos do Partido Socialista, circulam as inevitáveis teorias de conspiração.

Pelo menos parte da França parece dar por certo que a camareira do hotel Sofitel, nascida na Guiné, não era nenhuma Mata Hari. Mas talvez seja agente da CIA. E há também o maldito twitter – amplificado por um lacaio de Sarkozy – noticiando que DSK teria sido “preso” antes de a polícia de Nova York dar o primeiro pio: invenção que se espalhou pelo planeta. Nada menos que 57% dos eleitores franceses e 70% dos socialistas acreditam que DSK foi vítima de conspiração.

Cui bono [quem se beneficia], no caso de ter havido conspiração? Sarkozy, com certeza, ganha alguma coisa; ganham também os que ganhem na campanha eleitoral e na reeleição, além dos contatos ultraconservadores que Sarkozy cultiva nos EUA; também ganham os neofascistas da Frente Nacional francesa, cuja candidata, a empresarial  Marine Le Pen, mantém boa chance de chegar ao segundo turno em 2012; e ganham todos os tubarões das finanças globais, aos quais muito infelicitava a posição mais “liberalizante” do FMI de DSK.

O ultra carismático DSK é socialista suave, à Moet & Chandon. Fosse banco, DSK estaria na categoria “grande demais para falir”. Está falido. Mas não é banco.

Fosse político norte-americano, seria uma espécie de Bill Clinton – com quedinha para misturar sexo e mídia e tudo. Clinton só por um triz não foi derrubado da presidência por uma gangue de puritanos, e só por causa daquilo na Casa Branca. Mas o circuito Paris de coquetéis jamais acreditará que DSK, mulherengo conhecido, cometeria a loucura, a imbecilidade, de trocar a presidência da França por uma faxineira africana muçulmana que fala francês em Nova York.

Assim sendo, a ideia dominante é que tudo não passou de mal-entendido. DSK estava à espera de uma prostituta “de classe” à moda Nova York, quando a camareira entrou descuidadamente na toca do leão e colidiu com o leão que esperava por outra (e armado).

Essa íntima colisão entre o FMI e uma economia subsaariana em desenvolvimento não implica que DSK seja defensor dos pobres ou da classe trabalhadora. Longe de ser socialista, DSK é parceiro íntimo das elites financeiras globais e do capital transnacional. Mas há detalhes a considerar.

Um dos detalhes lamentáveis de todo esse negócio sórdido é que DSK estava, de fato, tentando reformar o FMI – tentando empurrá-lo para linha mais progressista. Foi muito elogiado por esse trabalho. Seu substituto interino é o norte-americano John Lipsky – ex-vice-presidente do JP Morgan. Por falar em retrocesso…

DSK estava empenhado em afastar o FMI do papel nefando que teve durante a crise financeira asiática. Naquele momento, em 1997, os remédios amarguíssimos inspirados pelo Departamento do Tesouro, que o FMI prescrevia, apesar de terem gerado ganhos imensos para os credores, quase destruíram economias inteiras, da Tailândia à Indonésia. Brasil e Rússia também sofreram.

Depois, seria a hora de “domar” a Argentina – mas a Argentina quebrou no final de 2001. O FMI fez o que pôde para sabotar o país, mas a economia argentina estabilizou-se; e o país voltou a crescer novamente em 2002.

Os mercados emergentes estão fartos de ver o FMI comandado por europeus. Em 26 dos seus 33 anos de vida, o FMI foi presidido por franceses. A distribuição de poder é medieval: de 24 diretores, nove são europeus; o diretor brasileiro representa nove países, mas seu voto só pesa 2,4%; o voto dos EUA pesa quatro vezes mais que os demais.

Esses 24 diretores executivos vão agora eleger o próximo presidente do FMI. Os europeus já estão envolvidos na mais viciosa batalha de vale-tudo – não querem entregar a palma. Mas as apostas indicam que o escolhido será Kemal Dervis, da Turquia; ou candidatos da Índia e África do Sul. A China ainda está pensando se sobe ao ringue.

Caso aconteça de a demissão de DSK abrir a porta para que um representante de país emergente chegue à presidência do FMI – e que espetacular justiça poética! –, terá sido graças a uma africana, muçulmana, imigrante e mulher.

[1] No orig. perp walk. Gíria norte-americana. Aplica-se a uma prática da polícia, que promove um desfile público, para as televisões, de preso célebre ainda não julgado – e cuja inocência, portanto, deve ser presumida –, em situação de humilhação pública, quase sempre algemado. A expressão tem traços também de ostentação, pela polícia, de prisão feita. Parece ser redução da palavra perpetrator [perpetrador]. Pode ser traduzida, tentativamente, como “desfile do já condenado”, a ser interpretada no contexto específico de celebridade presa pela polícia, exibida às televisões (NTs).





16 comentários

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FrancoAtirador

19 de maio de 2011 às 23h16

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Strauss Kahn é solto sob fiança. Sucessão no FMI em aberto

Enquanto crescem os rumores de que a ministra de Finanças francesa, Christine Lagarde, é a favorita para substituir o demissionário Dominique Strauss Kahn à frente do FMI, a justiça de Nova York ratificou as acusações contra DSK e determinou uma fiança de um milhão de dólares em dinheiro.
Ele também que terá que depositar perante os tribunais dos EUA um bônus de garantia para uma companhia seguradora no valor de US$ 5 milhões sobre uma propriedade sua ou de sua esposa, a jornalista Anne Sinclair.
O agora ex-diretor do Fundo Monetário Internacional está sendo acusado de sete delitos de caráter sexual.

Tradicionalmente, FMI é dirigido por um europeu, mas países emergentes estão questionando esse princípio.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMos

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Bernardino

19 de maio de 2011 às 19h08

O Bolsonaro é pinto perto dos falcoes e midias americanas.EUA são corruptos, antidemocraticos e caluniadores estao leteralmente quebrados economicamente nas maos da China e Japao.Eles adoram posar de mocinhos ,quando na verdade sao eles os Bandidos.O sr Dominique nao pensou em que pais estava,foi otario!!Esse tribunal penal internacional é braço politico dos EUA para prender seus desafetos e intervir nas Naçoes.Quero ver eles entrarem na China,India,Russia e Coreia do Norte ,paises com armas nucleares,sairao de lá Assadinhos.EM contrapartida cantam de Galo na America Latrina e seus assemelhados .Formiga sabe a folha que Corta!!!

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operantelivre

19 de maio de 2011 às 13h29

Elementar. Esta armação é conhecida como "boa noite Adão" em comparação ao "boa noite cinderela".
Alguns mais cultos gostam de denominar "arquétipo da queda"em alusão ao paraíso bíblico, Eden.
Se puder fazer humor, seria bom saber onde estava a serpente? E laranja? Isso,laranja mesmo e não maça.

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dukrai

19 de maio de 2011 às 10h00

a teoria da conspiração tem os seus fundamentos na primeira pergunta do criminalista, "a quem interessa o crime?" Resposta: 1 – à lepen1 – 2 – ao sarcozí, e 3 – conservadores contrariados no FMI pela política mais flexível de DSK. a segunda pergunta, quem perde? os 4 – "socialistas" franceses e 5 – a política de renovação do FMI.
1 – quanto à direita francesa, ela vai estar onde sempre esteve, dependendo do (mal) humor francês e do fracasso econômico e político do país. 2 – sarcozí é tão pontual e insignificante que a venda de 136 Rafales para a Índia e dos 36 para o Brasil pode acumular um capital simbólico capaz de garantir a sua vitória nas próximas eleições. 3 – os conservadores do FMI ganharam com a queda do DSK, mas só levam se botarem alguém alinhado com a velha guarda financeira. um golpe de mestre seria a indicação de alguém como Armínio Fraga, do "terceiro mundo" mas acha que é do "primeiro".
Pelo visto, os beneficiários pelo "crime" estão comendo pelas beiradas, nada mais além disto.
Quanto a quem perde, 4 – os "socialistas" franceses. perderam feio em deixar prosperar uma candidatura de um maníaco sexual. 5 – a política de renovação do FMI pode ser alavancada pela indicação de um diretor dos países emergentes. a conferir.
Conclusão: a teoria da conspiração tá certa, só que ao contrário rs.

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sergio

19 de maio de 2011 às 09h33

Belo texto, Sarkozy foi o grande beneficiário desse imbroglio diplomático.

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    Adamastor

    19 de maio de 2011 às 11h46

    Em termos… Pesquisa publicada hoje diz que 54% dos franceses acha que o sopa de letras foi vítima de uma armação política. Vamos ver o que fará o PS, como e com que competência irá explorar esse filão.

Substantivo Plural » Blog Archive » Sexo, poder e justiça americana

19 de maio de 2011 às 09h17

[…] Pepe Escobar Asia Times Online (NO VI O MUNDO) Tradução do Coletivo de Tradutores Vila […]

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Luis Armidoro

19 de maio de 2011 às 09h02

Caros Azenha e amigos do blog:

1 – Porque o Brasil, ao invés de consumir a tranqueirada culturale outras porcarias que os americanos produzem, não copia o que os americanos têm de bom: não seria bom votar para promotores ou abrir à população o processo de escolha de juízes (não! Vc vai partidarizar uma escolha técnica feita pelos sábios, justos e homens bons); ou ver pegarem uma cana uns "empresários" que desfilam pelas sombras de corredores do poder?

2 – Que tal a justiça americana fuçar alguns banqueiros e donos e analistas de agências de risco (muito mais perigosos e daninhos à sociedade e segurança mundial do que uns fanáticos barbados) para estes caras passarem umas férias em Alcatraz? Ou apenas Madoff vai ser o boi de piranha?

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Tina

19 de maio de 2011 às 08h47

Quando uma mulher que foi estuprada (e ninguém viu) e, consegue superar seu descrédito na justiça e o constrangimento do fato, ela vai ter muito trabalho para convencer um juri da violência que sofreu,
E ainda vai ter que rezar para o juiz condenar o cara.
Se alguém conhece esta estatística por favor informe para todos nós.

É de se admirar a rapidez e a facilidade com que esta humilde camareira, imigrante africana,
conseguiu convencer seus chefes, a Polícia local, a imprensa local e mundial e incontáveis usuários da internet que comentam o fato !!!!! Inclusive considerando a disparidade de forças (entre ela e a figura em questão).

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urbano

19 de maio de 2011 às 08h33

Otima analise do espetaculo da politica internacional. Afim Law and Order é mesmo um bom programa de televisão comparado com a Globo News ou a CNN

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ZePovinho

19 de maio de 2011 às 02h03

http://blog.antinovaordemmundial.com/2011/01/onu-

jan
28
ONU e Israel Começam o Linchamento do Oficial que Denunciou a Farsa do 11 de Setembro

Por Claudio Marcius Melfi Parece que Richard Falk, ex-professor de direito da Princeton University e oficial da ONU, que em seu blog atestou claramente que os ataques de 11 de Setembro teriam sido orquestrados pelo governo americano, realmente mexeu em um ninho de marimbondos. O post no blog de Richard Falk (de 11 de Janeiro) pode ser lido aqui. O trecho que causou toda esta controvérsia está no quinto parágrafo. Apesar da gravidade de sua opinião, e interessante notar que até o momento somente um veículo tradicional de mídia divulgou o fato – o jornal britânico The Telegraph, que publicou ultimo dia 25 o artigo “UN human rights official claims 9/11 was US plot”. O que não quer dizer que suas declaracões surtiram pouco efeito. O alto escalão da ONU esta se movimentando para destruir a credibilidade de Falk, que deve ser demitido em breve. Acabei de pesquisar seu nome na Wikipedia, e vi que suas informações foram editadas ha poucas horas. No pé do artigo sobre Richard Falk pode ser vista a mensagem “This page was last modified on 27 January at 03:55“. Vale a pena voltar a esta página futuramente, para ver como “a verdade” vai sendo modificada de acordo com interesses escusos. Provavelmente até o momento em que alguem ler este post já haverá algum outro “complemento” na biografia dele. Incrível como eles trabalham rapido para destruir biografias. Logo no inicio do artigo, ja pode-se ler: ” Falk foi condenado pelo Secretário Geral da ONU Ban Ki-Moon e outros por sugerir que a administração de George W. Bush, e não a al-Qaeda, foi responsável pelos ataques de 11 de Setembro” [2]. Ok, fui entao e essa nota [2], mencionada na introducao do artigo e o link leva a um artigo do jornal ”Jerusalem Post”, de 25 de Janeiro, entitulado “Falk’s 9-11 remarks are condemned by UN sec.-gen“. Por que será um jornal de Israel? ONU e Israel Começam o Linchamento do Oficial que Denunciou a Farsa do 11 de SetembroOutro ataque a Falk veio atraves do Grupo “UN Watch“, uma ONG baseada em Genebra cuja missão declarada e “monitorar a performance da ONU”, e que detem “Status de Consultora Especial” do Conselho Econômico e Social da ONU, e de “ONG Associada ao Departamento de informações Públicas da ONU”, além de ser afiliada ao Comite Judaico Americano (American Jewish Commitee), uma organização que tem por objetivo “defender direitos de judeus em todo mundo”. Em seu blog na internet, UN Watch posta uma carta do Gabinete Executivo do Secretário Geral da ONU, aonde Ban Ki-moon declara que a posição de Falk e uma afronta as mais de 3000 pessoas que morreram no ataque, chamando a atenção para o fato de ser raro a ONU condenar um de seus proprios oficiais. A carta foi uma resposta a Hilel Neuer, diretor executivo da UN Watch, que pediu a cabeca de Falk de uma forma muito clara: ”Acolhemos a inequivoca condenacao do Secretario Geral aos despreziveis comentarios por este oficial do Conselho de Direitos Humanos da ONU, e exortamos o Sr. Ban, junto com Navi Pillay, a dar o próximo passo e remover Falk- que é um transgressor serial (o termo em ingles foi ‘serial offender’) com credibilidade zero“. Mas qual seria a ligação de Falk e suas declaracões com Israel, e porque pode-se notar tamanha virulência vinda de entidades defensoras dos interesses israelenses? Para responder a essas perguntas, basta dar uma olhada no trabalho que Falk vem realizando dentro do Conselho de Direitos Humanos na ONU. Ele tem monitorado a situação dos direitos humanos durante os conflitos entre Israel e Palestina, chagando a comparar a ocupação israelense e o tratamento que o governo sionista dispensa aos arabes da região com o tratamento nazista aos judeus durante o holocausto. Tal posição de Falk ja lhe rendeu problemas com Israel anteriormente, como quando o governo de Israel negou sua entrada para uma visita oficial em Dezembro de 2008, quando visitaria os territorios ocupados. Sua entrada foi negada no aeroporto Ben-Gurion, e ele teve que retornar a Genebra imediatamente. O fato foi reportado na epoca em um artigo entitulado “Israel turns away U.N. human rights official who compared the country to Nazi Germany“, pelo jornal Daily Mail.

PS: Richard Falk e judeu.

Nota do autor do blog: Gostaria de agradecer ao nosso mais novo colaborador, Claudio Marcius Melfi, por este ótimo artigo, que foi publicado originalmente em nosso fórum de discussões, onde este vem dando valiosa contribuição.

Retirado do blog de Falk, sobre sua identidade judaica:

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    Tina

    19 de maio de 2011 às 09h02

    O ano passado saiu um documentário sobre essa farsa, ainda disponível no youtube, onde eu assisti.
    TRBALHO INTERNO (INSIDE JOB) – de Charles Ferguson

    Também sugiro os seguintes documentários, vi todos no youtube:
    A GUERRA QUE VOCÊ NÃO VÊ (THE WAR YOU DON'T SEE) – de John Pilger
    O HOMEM MAIS PERIGOSO DA AMÉRICA (THE MOST DANGEROUS MAN IN AMERICA) – de Judith Ehrlich e Rick Goldsmith

    Bonifa

    19 de maio de 2011 às 12h48

    É este o cuidado que se deve ter com a Wikipedia. Assim como a história era modificada por um departamento específico, constantemente, dia-a-dia, no livro de George Orwell "1984", apagando-se toda a referência anterior e pondo-se novos dados sobre uma pessoa ou um acontecimento, do mesmo modo a Wikipédia tende a ser a única enciclopédia universal, modificável por quem a pode modificar, como se já não fosse péssimo o fato de apresentar sobre tudo uma única forma de versão.

    Paulo

    19 de maio de 2011 às 13h09

    é a teoria da conspiração elevada a última potência. Se a própria Al Quaeda assumiu a autoria do atentado! Qualquer um pode escrever e acreditar em qualquer coisa, é só ver como as religiões funcionam.

Galerius

19 de maio de 2011 às 01h47

Lembro quando Mitterrand foi eleito presidente pelo partido socialista francês. Era a maior festa do mundo em Paris, e de fato na França inteira. Parecia um Brasil ganhando a copa do mundo. Um ano depois aquela esquerda começou a desabar e nunca mais se recuperou.

O que o Mitterrand fez com a esquerda francesa foi a mesma coisa que Clinton fez com o partido democrata americano (nâo que este foi grande coisa). A esquerda francesa nâo existe mais. Os grandes intelectuais e pensadores de outros tempos morreram faz tempo. E a decadência dessa esquerda é bem representada por gente como Bernard Henry Levy e o dito DSK, e mais alguns da mesma estirpe, sem substancia mas são muito bem promovidos pela mîdia corporativa.

Nâo lamento a queda deste cidadão que se diz socialista mas nâo tem carácter; dorme em quarto de 3 mil dólares por noite e de manha estupra empregada que depende do serviço para sobreviver. O típico riquinho que anda por cima de tudo e todos. E se foi isso mesmo que aconteceu, um estupro, e parece ser o caso, que façam dele um exemplo pelo amor de todas as mâes e tias e filhas e esposas que precisam trabalhar para viver e ter que aguentar abuso que fere na dignidade, na alma e pessoa. Esse cara é um tanto socialista o quanto Sarkozy que o promoveu é socialista.

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Gustavo Pamplona

18 de maio de 2011 às 23h15

Acho que tem dedo do Sarkozy na parada… vai que ele contratou a camareira mesmo…

E outra coisa: Não era ele que estava todo "afoito" em derrubar o Kaddafi? Somente para ver se conseguia uma reeleição com aquilo…

Também estou sabendo que a Carla Bruni está grávida…

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