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Pepe Escobar: O odor doce-podre da contrarrevolução


08/04/2011 - 16h51

8/4/2011

por Pepe Escobar, Asia Times Online

Tradução do Coletivo da Vila Vudu

O secretário de Defesa dos EUA Robert Gates está em Riad, para falar com o rei saudita Abdullah. A Associated Press disse à imprensa mundial que, em Riad, discutirão o “levante árabe”. E todos os demais clichês: “reforma política”, “produção de petróleo”, “ameaça iraniana”. Mas quando o Pentágono reúne-se com a Casa de Saud nas atuais circunstâncias, o assunto é um só e sempre: “como adoramos esse cheiro adocicado de contrarrevolução, ao amanhecer…”.

Sim, é cheiro muito melhor que cheiro de napalm. E cheira à vitória. A contrarrevolução EUA-sauditas está vencendo a grande revolta árabe de 2011. A Casa de Saud queria que Hosni Mubarak continuasse agarrado ao poder no Egito – Washington, aliás, também; por isso disse, no começo, que o regime era “estável”, antes de apostar em Omar “Sheikh al-Tortura” Suleiman para conduzir uma “transição ordeira”, até que, quando o colapso já era inevitável, reuniu-se, relutante, à multidão da praça Tahrir.

Para impedir que Washington sequer tente embarcar outra vez do lado certo da história, a Casa de Saud já tinha planos prontos para esmagar os protestos pacíficos no Bahrain, invadindo nação vizinha pela ponte King Fahd (impressionante, a ponte. Imagens em http://www.google.com.br/search?q=king+fahd+causeway&hl=pt-BR&rlz=1W1WZPC_pt-BR&prmd=ivns&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ei=EzOfTcqZE9D0gAfcu53iDw&ved=0CCkQsAQ&biw=1135&bih=485). A invasão só foi possível porque já estava armada a negociata crucial com Washington: nos conseguimos para os EUA o voto da Liga Árabe a favor de uma zona aérea de exclusão na Líbia; vocês deixam o Bahrain por nossa conta (Ver “Líbia: exposta afinal a negociata EUA-sauditas”, 2/4/2011).

Enquanto Gates e Abdullah discutem minúcias intrincadas da ação do “braço dos EUA” [orig. “US outreach”] (afagar alguns ditadores, liberados para assassinar à vontade) versus “alteração de regime” (jogar outros ditadores aos cães), o quadro geral mostra que Washington/Casa de Saud estão no comando em todos os fronts, lado errado da história e tudo.

Agora, quem dita o rumo da “transição” na Líbia são (sutilmente) a Casa de Saud e o Qatar. Essa aliança Qatar-Sauditas é cópia perfeita da aliança Israel-Sauditas. A Casa de Saud também está comandando a transição no Iêmen – agora que o governo de Barack Obama resolveu jogar o presidente Ali Abdullah Saleh aos cães (por ter sido incompetente e não ter matado número suficiente de imenitas e não ter conseguido esmagar aquela revolução pacífica). Saleh já não vale um réis de mel coado como “o nosso slafrário” na guerra dos EUA contra a Al-Qaeda na Península Arábica, AQPA [ing. Al-Qaeda in the Arabic Peninsula (AQAP), quando até a oposição no Iêmen – que não confia nos sauditas – está sendo cooptada pelo corrupto general Ali Mohsen amigo da Al-Qaeda. A CIA, festivamente, recebe apostas para o páreo do qual sairá o sucessor de Saleh.

Qatar, hoje mais linha-dura que a OTAN, está sendo devidamente recompensada. Um diplomata do Qatar substituirá o oportunista Amr Moussa no cargo de secretário-geral da Liga Árabe (Moussa quer ser promovido a próximo presidente do Egito). E depois? Secretário-geral da OTAN também nativo do Qatar? Ora… Eles tem dinheiro suficiente pra comprar a Copa do Mundo de 2022!

Gates e Abdullah podem também trocar ideias sobre o espetacular sucesso do AFRICOM do Pentágono, que só começou a agir no final de 2008, mas já protagoniza a sua primeira grande guerra africana. Quem se incomoda por o presidente atual do AFRICOM, general Carter Ham, ter agora de explicar essa guerra às legiões de países-membros da União Africana que jamais quiseram ter o AFRICOM em seus respectivos territórios? Até Gates teve de admitir que a guerra contra a Líbia não era exatamente prioridade estratégica dos EUA.

Reunião do gabinete da Casa de Saud, segundo o jornal saudita Arab News, “manifestou agrado” por declaração na qual a patética dinastia al-Khalifa do Bahrain agradecia aos sauditas por terem invadido seu país. “A paz e a estabilidade” voltaram ao Bahrain, “resultado da sabedoria de seus líderes no trato das questões nacionais”. Em seguida, todos se puseram a gritar que a culpa seria do Irã.

É hora de ser inclusivo

Os al-Khalifas no Bahrain estão conseguindo derrubar o próprio povo. Se pelo menos pudessem lançar 70% da população nas profundas do Golfo Persa, reinariam em paz. Fecharam o único jornal de oposição que havia no país, al-Wasat, e logo depois o reabiram, com novo editor, pró-Khalifa.

Ativistas de direitos humanos, jornalistas e blogueiros sumiram – ou foram sumidos. Empresários e altos executivos de empresa estão sendo ameaçados por não demitir empregados que façam greves. Virtualmente ninguém mais tuíta ou facebukeia. Famílias xiitas que vivem em bairros mistos abandonas as próprias casas, porque são ameaçadas cada vez que são obrigadas a parar nos pontos de bloqueio e controle. Pelo telefone, as pessoas falam-se por códigos. No que diga respeito ao governo Obama, o Bahrain não existe.

A decadência do Bahrain, que volta ao século 7º, é lucro para Dubai. Esse ano, Dubai crescerá 4% – beneficiado pelo “tumulto” no mundo árabe. A população dos Emirados Árabes Unidos chegará a 8,26 milhões: não param de chegar trabalhadores estrangeiros, muitos vindo do Bahrain.

Qatar e Emirados Árabes Unidos são parte da pequena, nada representativa “coalizão de vontades” que armou a tal “zona aérea de exclusão” da OTAN na Líbia. Agora, os britânicos “exigem” que esses dois estados, exemplos de democracia para o mundo, treinem a malta “rebelde” no leste da Líbia, até que consigam anexar e não ser expulsos em seguida de cima de alguns palmos de areia do deserto, antes de que se negocie qualquer tipo de cessar-fogo.

Tradução: bom negócio para as empresas britânicas “de segurança privada”, que se escreve com eme, de “mercenários”, algumas das quais têm experiência na prestação de serviços de “forças especiais”. Os salários serão pagos pelo Qatar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia, e o território será infestado por esses “agentes de segurança” sob o comando do Rei Playstation. Prova-se assim mais uma vez que só se joga um jogo na Região, primeiro e único, jamais autorizado pela Resolução n. 1973 do CSONU: “mudança de regime”.

Ninguém pode prever que ramificações terá o grande levante árabe de 2011 em termos de produção de petróleo, fluxo de migrantes, relacionamento com Israel, fortalecimento da Turquia como modelo político e o futuro da griffe-franquia al-Qaeda.

No pé em que estão as coisas, a política de segurança nacional de Washington continua a ter cara e clima de sonho orientalista movido a ópio: só se pode lidar com “árabes” se houver, como intermediário, um ditador-tirano local subornável. Rápido, rápido, tragam mais daquele ópio, do bom: os EUA não vivem sem ele!

Mas, afinal, por que não invadem e anexam logo aquela meia-Líbia inteira? Os EUA fariam bom uso de um 51º estado rico em petróleo. E o pacote de estímulos, então? Os cidadãos apreciariam muito recolher impostos diretos, diretamente do petróleo da Líbia. Basta de intermediários. Quantos, no mundo árabe, não prefeririam obedecer ordens diretas de Obama, em vez de obedecer a esses ridículos, patéticos Abdullahs e al-Khalifas?





21 comentários

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Marcos de Almeida

14 de abril de 2011 às 20h08

Se a imprensa internacional tivesse acesso aos assassinatos que são realizados na Arábia Saudita, ficariam espantados.Os estadunidenses sabem muito bem usar o jogo de inteligência e contra-inteligência contra todos os paises incluse o Brasil.
Alguêm ficou sabendo que UE e EUA assinaram um acordo na eupora para combater o tráfico e a cocaína especificante na america do sul.Que interessante, não perguntaram os paises da America do Sul, que são as partes mais interessada.Será que é combate ou invasão?

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FrancoAtirador

10 de abril de 2011 às 19h04

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Líbia: uma guerra com nome e sobrenome

"Um médico que cura só amigos é um participante na guerra ou cúmplice.

Uma organização que protege civis só de um lado não é humanitária, mas beligerante.

Não há nada de histórico na Resolução 1973 da ONU.

Histórica teria sido uma resolução para proteger civis em todas as guerras, incluindo Gaza, Bahrein, Paquistão e Afeganistão.

O que está ocorrendo na Líbia é uma intervenção na qual se apoia um lado contra o outro. Isso tem nome: guerra."

O artigo é de Johan Galtung – IPS, na Carta Maior

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMos

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Bonifa

09 de abril de 2011 às 18h36

Líbia: Rebeldes recuam em vésperas de ofensiva diplomática para tentar resolver o conflito
09 de Abril de 2011, 15:55

Ajdabiya, Líbia, 09 abr (Lusa) – As forças leais a Muammar Kadhafi afastaram hoje uma ofensiva dos rebeldes na região de Brega, na véspera de nova mobilização diplomática para tentar obter um cessar-fogo.
A situação estava particularmente instável na região entre Brega e Ajdabiya, 80 quilómetros a leste, onde se concentram os combates desde a última semana, referiu a France Presse.
As forças rebeldes tentaram aproximar-se alguns quilómetros de Brega, mas foram afastadas por disparos da artilharia das tropas pró-Kadhafi.
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/12401030.html

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Substantivo Plural » Blog Archive » O odor doce-podre da contrarrevolução

09 de abril de 2011 às 15h49

[…] Pepe Escobar Asia Times Online (NO VI O MUNDO) Tradução do Coletivo da Vila […]

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Jairo Alves

09 de abril de 2011 às 12h41

Esse "marat" é alguma espécie de maluco?

Aí se junto ao tal de "francoatirador" (apelido no mínimo suspeito) e pronto, as alucinações são repetidas às esmo e sem sentido.

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    Conceição Lemes

    09 de abril de 2011 às 13h25

    Jairo, não viaja. Marat e Franco Atirador são leitores do Viomundo de longa data. abs

    FrancoAtirador

    10 de abril de 2011 às 16h38

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    Que tal o nomearmos

    OMBUDSMAN DO VIOMUNDO.
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    Marat

    09 de abril de 2011 às 22h32

    Jairo, não seja obtuso…Malucos são os governantes dos EEUU que pensam que podem matar e roubar a vontade…

Bonifa

09 de abril de 2011 às 10h42

Notícia muito importante: Depois do enorme barulho dos colonialistas, a África desperta:
sábado, 9 de Abril de 2011 | 11:19
Grupo de líderes africanos na Líbia para um cessar-fogo

Um grupo de líderes africanos, entre os quais o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, vão deslocar-se à Líbia para se reunir com as partes em conflito e tentar obter um cessar-fogo, anunciou o ministério sul-africano dos Negócios estrangeiros.
Jacob Zuma e os seus homólogos do Congo, Mali, Mauritânia e Uganda, que formam um «painel» de mediadores na União Africana (UA), devem reunir-se hoje na Mauritânia, antes de viajar domingo para a Líbia e falar com o coronel Muammar Kadhafi bem como com os responsáveis da revolta em Benghazi, indicou sexta-feira o ministério num comunicado.
«O Comité recebeu o acordo (o "de acordo" n.n.) da NATO para entrar na Líbia e para se reunir em Tripoli com o líder líbio. A delegação da UA vai reunir-se igualmente com o Conselho nacional provisório de transição em Benghazi», precisou o comunicado.
Diário Digital / Lusa

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Bonifa

09 de abril de 2011 às 10h28

OTAN (NATO) continua bombardeando os "rebeldes" na Líbia:

sexta-feira, 8 de Abril de 2011
NATO recusa pedir desculpas por bombardear tanques rebeldes

A NATO disse hoje que não pretende desculpar-se pelo ataque aéreo contra tanques rebeldes na Líbia, na quinta-feira, afirmando não saber que os combatentes que tentam derrubar o ditador Muamar Kadhafi dispunham deste tipo de veículo.
«Não vamos pedir desculpas», indicou em Bruxelas o subcomandante das operações da NATO na Líbia, o contra-almirante Russell Harding.
«A situação é extremamente volátil no terreno. Até ontem (quinta-feira), não tínhamos nenhuma informação de que o Conselho Nacional de Transição ou as forças opositoras utilizavam tanques», disse Harding.
Segundo o chefe militar dos insurrectos, general Abdelfatah Yunes, o ataque aéreo da NATO que aconteceu perto de Brega, no leste da Líbia, deixou quatro mortos – dois rebeldes e dois médicos -, 14 feridos e seis desaparecidos. http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=

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    FrancoAtirador

    09 de abril de 2011 às 17h52

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    Há vários precedentes:
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    5 de setembro de 2009
    Afeganistão

    Bombardeio da Otan atinge civis

    O secretário-geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Anders Fogh Rasmussen, admitiu ontem que pode haver civis entre as vítimas de um bombardeio aéreo das forças internacionais contra dois caminhões-tanque de combustível na Província de Kunduz, no Afeganistão. O ataque deixou ao menos 90 mortos e levou a ONU a pedir uma investigação sobre as vítimas.

    Um policial afegão afirmou que há cerca de 40 civis entre as vítimas do bombardeio. O governador de Kunduz, Mahbubullah Sayedi afirmou que há moradores locais entre as vítimas, incluindo crianças, que buscavam a gasolina gratuita.
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    A Bósnia é um grande ensaio geral para o novo caráter da OTAN.

    Em novembro de 94, 6 aviões F-16 holandeses da OTAN bombardeiam o aeroporto sérvio de Ubdina na Croácia em represália pelo apoio sérvio aos muçulmanos de Abdic em Bihac.
    A OTAN atacou durante 16 dias os militares sérvios com 750 operações de bombardeio, nos quais foram lançadas 10.000 toneladas de bombas, 600 mísseis teleguiados e 13 mísseis cruzeiro tomahawk…

    …muitas instalações civis foram alcançadas com um saldo de 150 mortos e 270 feridos entre a população civil. As bombas alcançaram um hospital de Blazhuy, com um saldo de 10 mortos e muitos ferido.

    A OTAN lançou bombas com carga de urânio empobrecido, que emitem radiação com efeitos que levam à morte ou produzem mutações genéticas às crianças que estão para nascer e que estão proibidas pela Convenção de Genebra.

    Um diário belgradense escreveu: a Bósnia tem sido para a OTAN, para o Exército norte-americano e os demais membros dessa aliança, um polígono para ensaiar novos tipos de armas e os sérvios uns coelhinhos da índia.

    Não se trata aqui somente de urânio radioativo sumamente venenoso, nem das irradiações.
    Aqui foi identificada a presença de metais pesados suscetíveis de gerar mais efeitos letais que aquele.

    http://www.angelfire.com/mt/cebraspo/encarte.html

FrancoAtirador

09 de abril de 2011 às 02h45

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RAFAEL CORREA, DO EQUADOR, EXPULSA EMBAIXADORA DOS EUA POR ESPIONAGEM

O presidente equatoriano, Rafael Correa, acusou nesta sexta-feira a embaixada dos Estados Unidos no país de ter espiões na polícia e nas Forças Armadas do Equador, alegando que o fato foi um dos motivos para expulsar a embaixadora Heather Hodges, na terça-feira.

O governo do Equador definiu a chanceler como "persona non grata", depois que documentos vazados pelo site WikiLeaks mostrando que Hodges disse que altos funcionários do país latino estavam envolvidos em corrupção.

"A gravidade é que o WikiLeaks disse que eles têm informantes na polícia e nas Forças Armadas. Isso é espionagem", disse Correa em entrevista a uma rádio.

Em retaliação, os Estados Unidos também expulsou na quinta-feira o embaixador equatoriano Luis Gallegos de Washington.

Fonte: SRZD

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Alexei_Alves

09 de abril de 2011 às 01h23

Tudo ia bem na primavera árabe enquanto os protestos eram populares, pacíficos e sem interferências externas. Foi só a rebelião líbia começar a usar armas pesadas que tudo começou a desandar geral. Penso que a justiça não pode ser refém da capacidade bélica.
Armas não sabem falar pelo povo. Quando tentam, a contra-revolução é implacável.
É lamentável.
Os EUA querem mesmo que tudo volte a ser definido na bala. Esse é o tipo de "argumento" que eles entendem como ninguém.

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Marat

08 de abril de 2011 às 23h07

Agora que a Rússia, sob o triste e servil Medvedev, se apequenou, nos restam poucas alternativas: Que a China se arme até os dentes; Que a resistência afegã continue matando os invasores; que os árabes acordem e dêem muito trabalho aos EEUU (se for igual ao Vietnã já está de bom tamanho), e que os demais países, como o Brasil, se armem muito, especialmente com modernos sistemas antiaéreos, submarinos e mísseis antinavio.
Uma coisa é certa: o exército dos EEUU, sem tecnologia é muito fraco, e apanha de qualquer um: portanto, todos os países têm por obrigação treinar táticas de guerrilha, pois os ensandecidos do IV Reich acham que podem guerrear contra todos…

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FrancoAtirador

08 de abril de 2011 às 18h11

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"Os EUA fariam bom uso de um 51º estado".
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Errata

53º estado norte-americano.

O 51º é a Inglaterra e o 52º é o México.
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Responder

    Marat

    08 de abril de 2011 às 23h33

    51º é a inglaterra (minúsculo mesmo, pois aquele país de piratas e ladrões nada mais é que um porta-aviões estadunidense); 52º é o México? Bem, se lembrarmos que os EEUU roubaram 49% de seu território, podemos pensar assim, mas creio que o povo local odeia o Tio Sam, e com razão; o 53º Estado é Israel; 54º França (mesmo que alguns habitantes de lá não gostem da língua inglesa!); 55º a terra de meus antepassados: A Itália (Fellini, Visconti, Pontecorvo, De Sica, Monicelli et al devem estar revirando-se no Inferno de Dante…); 56º Holanda – esses, sem os EEUU já estariam falidos – rsrsrs; 57º: Bélgica… e esses, vivem de que, hein? – apenas roubo e exploração, saudosos do Rei Leopoldo?; 58º Dinamarca… fazedores de boas geléias, e nada mais; 59º Arábia Saudita… ditadura sanguinária…; vou parar no 60º Quatar: reino criado artificialmente… é, o mundo é dominado pelos hipócritas, assassinos, ladrões e moneyteístas!

    FrancoAtirador

    09 de abril de 2011 às 01h38

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    Esplêndido adendo.
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    Só espero que "The Patriot" não nos coloque no rol.
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    Bonifa

    09 de abril de 2011 às 10h33

    Concordo, menos Israel que é o primeirão! Estado-Senior, acima de tudo e de todos, brilha glorioso no alto da pirâmide do dólar.

    edv

    09 de abril de 2011 às 12h43

    E a capital continuará em Washington ou mudará para Tel Aviv?
    That's the shakespearean question!…
    Riad ou Londres, com certeza não!

    francisco.latorre

    09 de abril de 2011 às 13h59

    colômbia. chile.

    coréia. japão.

    ..

Bonifa

08 de abril de 2011 às 17h50

Gates reune-se com o rei Saud, mas não é só para desfrutarem a brisa do Golfo. O problema principal não é outro: Grana. Os fundos líbios que os americanos bloquearam e usaram para financiar a guerra estão se esgotando. E são tantos planos, tão diversos, mirabolantes e complicados planos para levar adiante a Contrarevolução árabe, que a casa real de Saud vai começar a sentir os bolsos fervendo. Ainda mais agora que vários atores econômicos como a industria bélica americana e até mercenários ingleses começaram a sentir o sabor irrestível do fluxo de grana dos potentados árabes.

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