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Diário da Resistência


Pedro dos Anjos: Por nós e pelas futuras gerações, lembrar de Chico Mendes e Mandela é preciso
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Pedro dos Anjos: Por nós e pelas futuras gerações, lembrar de Chico Mendes e Mandela é preciso


22/12/2018 - 20h29

30 Anos sem Chico Mendes, 5 sem Mandela

por Pedro dos Anjos, especial para o Viomundo

É lamentável que os ativistas sociais releguem seus próprios heróis ao esquecimento da história.

Nesta data, há 30 anos foi consumado o assassinato do valente seringueiro Chico Mendes, por ruralistas ligados à famigerada União Democrática Ruralista (UDR).

Neste mês de dezembro, são 5 anos sem Mandela, ícone mundial da luta contra todo tipo de apartheid.

Salvo um pequeno evento aqui e ali, estes marcos passaram em branco.

E como não há vácuo na história, o que retorna – ainda que provisoriamente – é o tempo de afirmação da hediondez sobre a coragem, da covardia sobre a combatividade, da manipulação do divino sobre o secular.

Atordoados e desmobilizados por esta era de incertezas – hegemonizada por um neofascismo em ascensão –, muitos ativistas têm se apegado a clichês.

E um deles, inócuo e insosso, é bradar que “a história não esquecerá nem perdoará ” os golpistas, as fake news do Bo卐o, a tibieza dos tribunais, etc.

Ora, os ativistas não se dão conta de que os inimigos do povo encontram justificativa moral no slogan “Deus Acima de Todos”, para legitimar os atos que praticam de “barbárie civilizada”, “entreguismo patriótico”, nomeação de “raposas” ministeriais, e por aí vai.

Aqui, o que aquece e faz carinho na mente dos atormentados – Bo卐o, entre eles – é achar que o Deus deles está acima da história e de seu suposto lixo.

Vivemos tempos trevosos em que o legado humanitário de Mandela pode sucumbir a novas formas de
apartheid mundo adentro.

Políticos ligados à protofascista UDR – que à socapa ceifou a vida de Chico Mendes e de outros e outras ativistas – acabam de ascender ao exercício de poder na onda bo卐onanista.

Se não trouxermos à luz – não apenas nas páginas dos livros de história, mas em atos, palavras vivas, manifestações e lutas – a memória dos nossos heróis e sua saga de lutas, quem o fará?

Amanhã, até a memória do extermínio de Marielle poderá desaparecer e a história fenecer.

Por nossa e as futuras gerações, façamos vivos os dizeres:

Chico Mendes, presente!

Mandela, presente!

Marielle, presente!

Lula Livre!

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2 comentários

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Zé Maria

22 de dezembro de 2018 às 22h27 Responder

Zé Maria

22 de dezembro de 2018 às 22h23

A Diferença do Mandela pro Lula
É que o Mandela foi Condenado
à Prisão Perpétua aos 46 Anos
E o Lula aos 71 Anos de Idade.

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