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Pedro Augusto Pinho: Governo Bolsonaro tripudia ainda mais; indica para presidir a Petrobrás senhor formado em Publicidade e Propaganda
Caio Mário Paes de Andrade é nomeado presidente da Petrobras
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Pedro Augusto Pinho: Governo Bolsonaro tripudia ainda mais; indica para presidir a Petrobrás senhor formado em Publicidade e Propaganda


23/06/2022 - 01h16

GOVERNO BOLSONARO VOLTA A AGREDIR OS BRASILEIROS COM INDICAÇÃO PARA PRESIDENTE DA PETROBRÁS

Por Pedro Augusto Pinho*

Notícia da revista Veja, em 24 de maio de 2022, assinada por Josette Goulart:

“Indicado por Paulo Guedes para o cargo de presidente da Petrobrás, Caio Mário Paes de Andrade é formado em Comunicação Social pela Universidade Paulista (Unip)”.

A Lei que “dispõe sobre o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios”, é a nº 13.303, de 30/06/2016, assinada por Michel Temer, Alexandre de Moraes, Henrique Meirelles e Dyogo Henrique de Oliveira.

Portanto, não é lei petista nem de esquerda ou comunista. É dos que levaram Bolsonaro ao poder.

Está no artigo 17 desta Lei:

“Art. 17. Os membros do Conselho de Administração e os indicados para os cargos de diretor, inclusive presidente, diretor-geral e diretor-presidente, serão escolhidos entre cidadãos de reputação ilibada e de notório conhecimento, devendo ser atendidos, alternativamente, um dos requisitos das alíneas “a”, “b” e “c” do inciso I e, cumulativamente, os requisitos dos incisos II e III:

I – ter experiência profissional de, no mínimo:

a) 10 (dez) anos, no setor público ou privado, na área de atuação da empresa pública ou da sociedade de economia mista ou em área conexa àquela para a qual forem indicados em função de direção superior; ou

b) 4 (quatro) anos ocupando pelo menos um dos seguintes cargos:

  1. cargo de direção ou de chefia superior em empresa de porte ou objeto social semelhante ao da empresa pública ou da sociedade de economia mista, entendendo-se como cargo de chefia superior aquele situado nos 2 (dois) níveis hierárquicos não estatutários mais altos da empresa;
  2. cargo em comissão ou função de confiança equivalente a DAS-4 ou superior, no setor público;
  3. cargo de docente ou de pesquisador em áreas de atuação da empresa pública ou da sociedade de economia mista;

c) 4 (quatro) anos de experiência como profissional liberal em atividade direta ou indiretamente vinculada à área de atuação da empresa pública ou sociedade de economia mista;

II – ter formação acadêmica compatível com o cargo para o qual foi indicado;

III – não se enquadrar nas hipóteses de inelegibilidade previstas nas alíneas do inciso I do caput do art. 1º da Lei Complementar nº 64, de 18 de maio de 1990 , com as alterações introduzidas pela Lei Complementar nº 135, de 4 de junho de 2010”.

No currículo que está sendo divulgado não consta que nos últimos 10 anos tenha atuação conexa àquela para qual foi indicado.

Nem quatro anos em “empresa de porte ou objeto social semelhante ao da sociedade de economia mista”.

Efetivamente, ele vem saltitando entre empresas do ramo imobiliário, assistencial e de crédito.

Certa vez, conversando com Pierre Desprairies, diretor do Instituto Francês de Petróleo, dirigente e articulista da Revue Française de Pétrole, sobre a formação dos Presidentes dos Conselhos de Administração das petroleiras estatais e privadas, no período das crises do petróleo (1970 a 1980), ouvi daquele experiente homem de petróleo que somente a sólida formação profissional, com muita experiência nas atividades petroleiras, conseguira fazer as empresas que dirigiam atravessar aqueles conturbados momentos.

Embora a cortesia e a educação deste amigo já falecido não o fizessem citar quem fosse, não havia dúvida que tratava de um professor universitário de história, de curtíssima duração gerencial, em petroleira europeia.

O senhor Caio Mário tem um curso de PUBLICIDADE E PROPAGANDA, o único que a faculdade de Comunicação Social da Universidade Paulista (UNIP) oferece, com duração de quatro anos.

O que sem dúvida não deve atender ao item II da lei nº 13.303. Resta demonstrar quais são as pós-graduações em administração, em universidades estrangeiras, muitas vezes se tratando de cursos de curta duração ou de férias.

Ainda quanto à formação acadêmica, reportagem da CNN (20/06/2022), junto ao órgão de “compliance” da Petrobrás, registrou que os cursos no exterior não tiveram a validação pelo Ministério da Educação, o que lhes tira a autenticidade.

Porém, é o próprio indicado que afirma obter “sucessos comprovados em tecnologia de informação, mercado imobiliário e agronegócio”.

Ou seja, considera-se jejuno em petróleo, apesar dos 18 meses na Petrobrás Pré-Sal (PPSA), ou seja, sem não conseguir o tempo mínimo de 60 meses em cargos de chefia superior.

Ainda resta conhecer dados da vida do candidato, pois a reputação ilibada já eliminou um lobista também indicado pelo governo Bolsonaro para comandar a maior empresa brasileira.

Pedro Augusto Pinho, administrador aposentado.





4 comentários

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Zé Maria

24 de junho de 2022 às 06h17

.
.
“Esse auxílio mensal serve nem de refresco”
“O Caminhoneiro gasta hoje, no mínimo,
R$ 2.000,00 com Óleo Diesel POR VIAGEM”.
José Roberto Stringasci
Presidente ANTB
.
.
“Esse vale combustível é um desaforo!
O Bolsonaro devia ter coragem pra pegar
a caneta BIC e assinar o fim do PPI”
Carlos Alberto Litti Dahmer
Caminhoneiro Autônomo
Diretor da CNTTL
.
.
Enquanto isso:

Aguardam para receber o Benefício do Bolsa-Família
765 Mil Famílias já Habilitadas no Programa Social;

1,5 Milhão de Brasileiros e Brasileiras esperam na fila
a liberação de sua aposentadoria pelo INSS.
Ao todo são mais de 3 milhões de requerimentos para
a concessão de benefícios como auxílio-maternidade,
auxílio-acidente de trabalho e auxílio por incapacidade
temporária (antigo auxílio-doença);

Mais de 10 Milhões de Pessoas estão Desempregadas no País;

E a Inflação Anual Acumulada até Maio/2022 é de 12%.

https://www.ibge.gov.br/explica/desemprego.php

https://br.noticias.yahoo.com/vale-diesel-r-1-mil-135547035.html

https://www.viomundo.com.br/denuncias/bohn-gass-denuncia-mais-de-3-milhoes-de-brasileiros-estao-nas-filas-do-inss-aguardando-aposentadoria-e-outros-beneficios-video.html

Responder

RiaJ Otim

23 de junho de 2022 às 23h14

de fato, o problema da petrobraz é não fazer mídia que preste. Erra para mostrar todo dia gente comprando gasolina no interior da Àfrica por mais de R$ 90,00 litro e ninguém reclama

Responder

Zé Maria

23 de junho de 2022 às 13h14

Economista alerta:
“Gaúchos ainda vão sofrer com privatização de estatal de energia do RS”

“Com privatizações à moda neoliberal funciona assim:
prejuízo estatal, lucro privado e caos social”

“Rio Grande do Sul foi Balão de ensaio das privatizações de FHC
e da implantação do Consenso de Washington no Brasil”

Além da CEEE, no RS, Vale, Banesp e Eletropaulo são exemplos de privatizações
que causaram problemas para a sociedade brasileira, aponta Paulo Feldmann

[Reportagem: Amaro Augusto Dornelles | Diálogos do Sul | 22/06/2022]

Historicamente, a venda de ativos do governo causa problemas para a sociedade brasileira – a começar pelos valores muito baixos de venda.
“As privatizações não são boas”, sustenta o professor de Economia Paulo Feldmann,
da USP.

“Elas geram novos monopólios e o novo dono não tem o objetivo de atender
à sociedade da melhor forma possível. Seu objetivo é aumentar o lucro”.

Assim é o capitalismo. Por essa razão, ele diz que – sob todos os aspectos –
a privatização da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE)
do Rio Grande do Sul é péssima e o cidadão riograndense
ainda vai sofrer muito.

Constituída em Brasília a 16 de junho de 1999 pela PPL Global LLC
– com sede em Allentown, Pensilvânia, EUA –, sendo negociada
publicamente na Bolsa de Valores de Nova York, a holding
Equatorial Energia (*) se apresenta como empresa nacional.
Holding é o nome de empreendimentos que detêm posse majoritária
de ações de outras empresas, as chamadas subsidiárias.
Sua função é centralizar o controle sobre as demais.

A Equatorial Energia foi criada para participar do leilão de privatização
da Companhia Energética do Maranhão, CEMAR, em 15 de junho de 2000.

Com o capital pulverizado no mercado, as ações da Equatorial S/A
estão na Bolsa de Valores do Brasil.
Em 2019, a Squadra Investimentos, o Opportunity e a BlackRock
– o maior fundo de investimento do planeta – figuravam entre
os principais aplicadores na Equatorial Energia*:

Composição Acionária
Posição Consolidada em Ações Ordinárias e Acionistas

Squadra = 100.631.852 (8,91%)

Opportunity = 74.938.222 (6,64%)

Canada Pension Plan = 57.556.847 (5,10%)

BlackRock = 57.299.125 (5,08%)

Administradores = 6.360.815 (0,56%)

Ações em Tesouraria = 28.870.100 (2,56%)

Outros = 753.235.503 (66,16%)

Total = 1.128.934.585 (100,00%)

As negociações que tratam da venda de bens do estado à iniciativa privada
no Brasil são nebulosas – pra dizer o mínimo.

Não precisa ser versado em economia ou administração pública para notar
que a corrupção grassa.

Mas o economista Paulo Feldmann – ex-presidente da Eletropaulo quando
ela era estatal – tem conhecimento de causa.

Ele se diz estarrecido com a ousadia do ataque ao patrimônio público
do Rio Grande do Sul, sob a chancela do próprio governo estadual
[(indi)gestão Eduardo Leite (PSDB)].

Mais preocupante do que o escândalo em si, em sua opinião, seria a falta
de cobertura nacional da mídia:
“As informações não correm o Brasil. Tudo ficou restrito ao RS”.

Deram o Banespa ao Santander
Procurei na imprensa, saíram matérias pequenas, minúsculas.
Inclusive no jornal Valor, que deveria cobrir um fato tão importante,
“mas nem cobriu”, exaspera-se Feldmann.

Não cobriram porque não interessa.
Afinal, empresas envolvidas na privatização anunciam muito mais.

O professor constata que maracutaias como a ocorrida na venda da CEEE
para a Equatorial estão cada vez mais virando regra, infelizmente.

“E as coisas não são de hoje, são bem antigas”, observa o especialista.

Para dar um exemplo, emblemático, Paulo ressalta um sério problema
no estado de São Paulo: a falta de um banco que apoie os pequenos empresários, as pequenas empresas.
De um banco que dê suporte a pequenos agricultores.

De acordo com ele, isso tudo existia, e funcionava muito bem na época
do Banespa. Até ser privatizado em 2000.

Evidentemente, eram atividades pouco rentáveis ao banco, reconhece ele.
Afinal, o Banespa emprestava para agricultor e pequeno empresário, com
taxas menores do que as praticadas pelo mercado. Com prazos mais longos,
era uma benesse a tal segmento.

“Nos anos 80, 90, a pequena empresa não tinha problemas como tem hoje.
Pois o governo FHC, junto com o governo Mário Covas (PSDB) – auge do
Tucanistão Paulista – resolveram privatizar o Banespa.

Privatizar não é a palavra certa, refuta:

“O Banespa foi dado para o Santander”, denuncia Feldmann.

FHC e Vale do Rio Doce
O preço que o banco espanhol pagou na época foi o lucro do Banespa
no primeiro ano e meio, recorda o professor.

Em um ano e meio, o Santander teria pago sua dívida:

“Foi a maior maravilha da história do Santander.
Aliás, isso foi citado em todas as revistas internacionais”,
revolta-se o economista nacionalista.

Só a partir daquele momento é que o Santander se transformou
num grande player internacional.

Ainda segundo Feldmann, até então o banco espanhol não era muito conhecido internacionalmente:

“Mas a partir do Banespa, o Santander se transformou nisso que se conhece hoje”,
aponta.

O efeito Banespa replicou no Brasil inteiro, em vários bancos estaduais,
entregues de mão beijada para bancos privados, explica o professor:

“Na verdade, tivemos várias privatizações que não foram explicadas.
É o caso da Vale do Rio Doce, no governo FHC – essa história até hoje
não foi contada.
O que se sabe é que o valor de venda da Vale do Rio Doce não é nem
um milésimo do valor que vale a Vale efetivamente.
Então, isso já se sabia naquela época, que o valor da venda era uma coisa
muito estranha.
Era uma grande maracutaia.
Evidentemente, quem comprou foi um dos grandes bancos da época”.

As demais privatizações igualmente causaram problemas para a sociedade
brasileira, todas com valores muito baixos de venda, segue o especialista.

Para ele, o estado e a cidade de São Paulo tinham um serviço de energia elétrica
muito adequado nos anos 90, até uma decisão do governador Mário Covas.

“À época, eu trabalhava com ele, acompanhei tudo de perto”, lembra Feldmann.

Justamente agora, passada a experiência há tanto tempo, ele garante que
o negócio todo foi péssimo para o estado de São Paulo.
Isso porque a Eletropaulo passou a ser uma empresa privada.

Ninguém mais privatiza eletricidade no mundo

De lá para cá – lá se vão 25 anos – foi substituída várias vezes:

“Uma vendeu para outra, que vendeu a outra e assim sucessivamente.
Estamos no 4º ou 5º dono privado depois da privatização e o serviço é deplorável.
Mas o fato é que, depois desse tempo, a qualidade piorou muito.
Para o cidadão paulistano, há falta de energia muito maior do que havia
na época em que a empresa era estatal.
E o preço da tarifa da energia elétrica está muito mais alto.
As privatizações têm de ser olhadas com muito carinho”, ensina o mestre.

“Principalmente no setor elétrico, como essa que ocorreu da CEEE, no
Rio Grande do Sul, totalmente inadequada:

“Já está mais do que provado, temos vários exemplos no Brasil.

Mundialmente, não se privatizam mais empresas de energia elétrica
por uma razão muito simples: quando se privatiza, entrega-se ao sócio
privado, que continua sendo monopolista”.

Por que?
“Ora, tecnicamente, não é possível existir competição na distribuição de
energia elétrica.
O serviço de distribuição só pode ser feito por uma única empresa,
sem concorrência ou competição.
Essa nova empresa, sendo privada, vai querer aumentar sua rentabilidade,
seu lucro”.

Foco = lucro
Veja o que aconteceu no Amapá, segue o ex-presidente da Eletropaulo,
ao citar a Equatorial.
Como se sabe, a empresa assumiu a gestão elétrica do Amapá e
não fez os investimentos necessários na rede elétrica estadual.

Não fez por quê?

“Porque isso iria diminuir sua rentabilidade, seu lucro”, responde o professor.

Quem padeceu foi o cidadão do Amapá, que viveu o apagão – um dos piores
já ocorrido no Brasil – e ficou sem eletricidade durante meses.
E ainda paga uma das tarifas mais altas do País.

Esse é o resultado da privatização ocorrida no Amapá, com a mesma empresa
que assumiu no RS.

Paulo Feldmann conclui:

“Portanto, as privatizações não são boas. Elas geram novos monopólios
e o novo dono não tem o objetivo de atender a sociedade da melhor forma
possível.
Seu objetivo, evidentemente, como deveria ser, é aumentar seu lucro.
Por essa razão, digo que a privatização da CEEE no RS é péssima.
Tenho pena do cidadão riograndense, porque sofrerá muito.
Certamente punirá os governantes responsáveis pelo negócio,
mas aí já será tarde.”

(*) A Equatorial Energia controla as seguintes distribuidoras de energia no País:
Alagoas; Amapá (CEA); Maranhão; Pará; Piauí; e Rio Grande do Sul (.CEEE).

Amaro Dornelles é Colaborador da Diálogos do Sul.

https://dialogosdosul.operamundi.uol.com.br/economia/75218/economista-alerta-gauchos-ainda-vao-sofrer-com-privatizacao-de-estatal-de-energia-do-rs

Leia também:

“Privatização se tornou a Cloroquina do Setor Elétrico no Brasil”

https://dialogosdosul.operamundi.uol.com.br/brasil/67560/luis-nassif-privatizacao-se-tornou-a-cloroquina-do-setor-eletrico-no-brasil

Responder

Zé Maria

23 de junho de 2022 às 10h53

Tudo a ver.
O Energúmeno Genocida, Miliciano-Mor do Planalto, não governa mesmo,
só faz Propaganda Eleitoral para a Reeleição – dês quando assumiu em 2019.

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