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Pimenta: Liberdade de expressão da mídia é seletiva e covarde
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Pimenta: Liberdade de expressão da mídia é seletiva e covarde


22/01/2015 - 18h54

Paulo_pimenta

Foto: Agência Câmara

Liberdade de expressão da mídia é seletiva e covarde

do deputado Paulo Pimenta, via e-mail 

Toda a vez que o debate sobre os limites do humor emerge, a mídia – especialmente a brasileira – diz que é preciso “ir até o fim” para se garantir a liberdade de expressão.  “Não podemos recuar”, afirmam uns. “Não vamos deixar nos intimidar”, dizem outros.

Mas dentro desse “limites do humor” é comum vermos por parte da mídia uma naturalização da violência, da cultura do machismo, da homofobia, do preconceito às minorias e intolerância às diferenças. Será mesmo que essas “gracinhas” fazem parte de um script tão inofensivo assim? Sabemos que não. O humor “apenas” por ser humor não está desprovido de um caráter ideológico em seu conteúdo.

O deboche e menosprezo ao negro só foi coibido a partir da lei que criminalizou o racismo no país. O que hoje se repudia com veemência, as piadas contra negros, antes era aceito como algo natural, que “fazia parte”.

Nesse mesmo contexto, está o PLC 122/2006 que criminaliza a homofobia. Enquanto o Congresso se omite, parte da mídia reforça em seus humorísticos uma cultura de que os gays são passíveis de serem ofendidos e humilhados, quando deveria promover uma cultura que negasse a discriminação e valorizasse o reconhecimento ao direito de sermos diferentes uns dos outros.

Daí, alguns questionamentos, qual o papel social da mídia com relação a esses temas? Não deve haver mesmo limites para o humor?

É claro perceber que os humorísticos da mídia brasileira, em grande parte, não buscam produzir uma consciência crítica da nossa população em relação às minorias. Pelo contrário, na medida em que eles reafirmam o preconceito, produzem um retrocesso no pensamento coletivo, contribuindo para um sistema de diferenciação, segregação e exclusão.

Mas, e quando a mídia passa a ser o alvo das críticas ou piadas, ela mantém o mesmo argumento de que o humor deve prevalecer a todo custo?  Claro que não.

Ela reage de forma autoritária quando é zombada ou satirizada em razão de seus erros e, especialmente, suas grandes fantasias jornalísticas. Rapidamente, ela age, seja dentro do seu próprio campo ou indo até ao Poder Judiciário, para impedir qualquer prejuízo a sua, já abalada, credibilidade.

A mídia é inteligente o suficiente para saber que a quebra do monopólio da informação e uma opinião naturalizada na sociedade de que ela combate a pluralidade de opiniões e engendra todos os esforços na direção de um pensamento único, atendendo a seus próprios interesses, ameaçaria também a hegemonia daqueles que a financiam.

Assim, a liberdade de expressão da mídia brasileira é seletiva e covarde. É uma concessão para poucos. A liberdade de expressão – não a que ela diz defender de maneira hipócrita, mas a que põe em prática – gira para impedir que haja qualquer retrocesso em um sistema arcaico de privilégios. Por isso, ela própria conhece, mais do que ninguém, os limites dessa liberdade de expressão, até onde pode ir e sobre o quê e quem falar.

A mídia brasileira sempre esteve preparada, aparelhada e unida para manter o status quo e abafar as vozes daqueles que discordam do projeto político e da agenda que ela própria tem para o Brasil. Entretanto, ao que parece, a mídia brasileira demonstra dificuldades para lidar com as críticas para além da sua seção de cartas do leitor, em que ela exerce o filtro, tampouco como protagonismo possível que as novas tecnologias têm permitido aos cidadãos e à sociedade civil de romper com lógica vertical da comunicação.

Um episódio que ocorreu em 2010 nos dá a clareza de quão longe a mídia brasileira está disposta a ir para calar os que fazem piadas com ela ou questionam sua hegemonia. Naquele ano, os irmãos Lino e Mário Bocchini criaram o blog Falha de S.Paulo, de análises e críticas satíricas a matérias e conteúdos veiculados no tradicional diário paulista.

Imediatamente, 17 dias depois, o jornal Folha de São Paulo obteve liminar e censurou o blog, que saiu do ar. Além disso, os autores estão sendo processados pela Folha de S. Paulo.

Segundo os irmãos e jornalistas Bochini, o blog Falha de S.Paulo está há mais de 4 anos censurado por uma decisão judicial, movida justamente por um dos veículos que se diz defensor da liberdade de expressão e que, ao lado de mais meia dúzia, forma o oligopólio da comunicação no país.

Pois bem, estranho é o fato desse oligopólio, que se autoproclama “guardião” e “defensor intransigente” da liberdade de expressão, e está sempre tão disposto a levar os limites do humor “às últimas conseqüências”, não enxergar o caso Folha versus Falha como censura, já que cada vez que um veículo jornalístico tem sua atuação limitada pela ação do Poder Judiciário fala-se em censura, e a grande mídia e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) bradam em favor da liberdade de expressão no país.

É curioso também observar que na época em que o caso Falha versus Folha ganhou repercussão, a MTV Brasil em um de seus programas utilizou logotipo idêntico ao usado pelo Falha que satirizava a Folha. Entretanto, nenhuma ação foi movida contra o Grupo Abril, antiga proprietária da MTV Brasil. “Lobo não como lobo”, já diz um velho ditado popular.

Recentemente, o recurso dos criadores do blog Falha de S.Paulo chegou ao STJ. A pergunta é: Folha vai manter sua posição de censura contra os irmãos Bochini, admitindo, então, que há limites para o humor; ou vai rever sua posição, mesmo que judicialmente desfavorável a si mesma? Talvez, para a Folha e para o oligopólio da mídia haja uma terceira via, algo como “não façam comigo o que faço com vocês”. É possível.

Está claro que a Folha de S.Paulo mira muito além dos irmãos Bochini. Insatisfeitos com a crescente audiência de blogs noticiosos na internet — que impõem uma nova agenda à Secom da Presidência da República com relação a “tal” mídia técnica — e decadentes em sua credibilidade e alcance, Folha é a porta-voz da hora do oligopólio da comunicação brasileira que busca intimidar e enfraquecer a blogosfera, jornalistas independentes, tuiteiros que ousam interpretar nas entrelinhas da imprensa e alertar, com posições críticas e contrárias, a insistente tentativa de imposição de uma agenda neoliberal que a mídia tem para o Brasil e a manutenção de um sistema de privilégios.

O recado está dado: “o monopólio da informação e da livre manifestação do pensamento é nosso, e qualquer tipo de crítica será censurado. E se possível, ainda queremos, buscar uma indenização daqueles que insistirem em nos desafiar”.

O jogo é o mesmo, mas as regras são diferentes. Nos editoriais impressos e eletrônicos continuaremos a assistir ao mise-en-scene da defesa intransigente da liberdade de expressão, mesmo que por trás das câmeras a pluralidade de ideias, que hoje transita, especialmente, pela blogosfera, continue a ser combatida.

Paulo Pimenta é jornalista formado pela UFSM e deputado federal pelo PT do Rio Grande do Sul.

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17 comentários

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Yacov

27 de janeiro de 2015 às 13h52

Informo ao VIOMUNDO, um dos melhores blogs políticos do Brasil atual, que estou fazendo um depósito de ‘100 paus’ para o Blog, via boleto. Não o faço por paypall e/ou pagseguro pois tive problemas com o instrumento e não o utilizo mais. Também gostaria de pedir ao VIOMUNDO, esse blog tão comprometido com o BRASIL, a mudar de banco. Para que ficar alimentando urubus multinacionais como o SANTANDER !?!? Se não mudarem de banco essa será a minha última contribuição. Abs.

“O BRASIL PARA TODOS não passa na REDE GLOBO DE SONEGAÇÂO & GOLPES – O que passa na REDE GLOBO DE SONEGAÇÃO & GOLPES é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”

Responder

    Yacov

    27 de janeiro de 2015 às 13h55

    EM TEMPO: Quanto à seletividade e covardia amplamente conhecidas da nossa grande mídia da casa grande, acho que não há mais nada a dizer, a não ser: LEI DE MÍDIAS, JÁ !!

    “O BRASIL PARA TODOS não passa na REDE GLOBO DE SONEGAÇÂO & GOLPES – O que passa na REDE GLOBO DE SONEGAÇÃO & GOLPES é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”

Julio Silveira

26 de janeiro de 2015 às 08h52

Toda vez que leio as opiniões e posicionamentos do Pimenta, de quem, no passado, até ajudei a eleger, me vem a memória aquela tentativa sua de junto com o Marcos Valério, treinar o depoimento desse a CPI. Ali acabou a credibilidade, para mim, e ficam algumas perguntas. Não será por atos como esse que essa midia se arvora no direito de ser tão canalha? Não seria assim que obtem inspiração? Não seria uma especie de defesa para lidar melhor com gente que se utiliza desses artifícios para atuar no mesmo nivel?

Responder

Romanelli

24 de janeiro de 2015 às 07h07

A censura este em tudo e em todos, inclusive nos BLOGs ditos progressistas

O respeito tem que ser dado a todos, independente de se ser pra este ou aquele.

NÃO existe discriminação positiva, discriminação é discriminação ..cota racial é racismo ..a outra, a discriminação positiva, foi coisa tb divulgada pelos NAZISTAS.

O HUMOR é necessário ..alô deputado ?! é HUMOR, ironia, sarcasmo, sátira, desabafo ..o humor é como um espelho ..muitas vezes através dele podemos ver os nossos defeitos, exageros ..tomarmos ciência do nosso ridículo ..fazermos chegar o nosso protesto ..e inclusive nos assustarmos com o que nós mesmos somos aos olhos dos outros

humor é catarse

Fala verdade, quant de péssimos hábitos não foram suturados devido ao humor, hein ?

Se se fala a sério, no pessoal, se se provoca a ira, o rancor, o ódio, se incentivando seriamente o preconceito e a violência, a ofensa, isso não é humor ..e aí a justiça, penso, tem de outras ferramentas pra se contra por.

Bom sábado ..sorrir, sorrir é o melhor remédio

https://www.youtube.com/watch?v=gyQqKgENniA

https://www.youtube.com/watch?v=Yz94bS3zoXU

Sabe, problema mesmo é que muitos políticos, querendo se fazer passar por palhaços, chamando a atenção, vivem dando show e querendo que achemos graça de suas trapalhadas e faltas ..aqui não, aqui sim é depressão

Responder

    abolicionista

    24 de janeiro de 2015 às 18h01

    Só não pode fazer piada com dono de rede de TV, né? O tal do Rafinha Bastos foi fazer piada com o padrão, aí o humor não vale… Liberdade seletiva…

    Catarse no dos outros é refresco!

    abolicionista

    24 de janeiro de 2015 às 18h01

    Pode ser engraçado, mas não com o patrão.

    yacov

    28 de janeiro de 2015 às 12h55

    Comeu cocô !?!?

    “O BRASIL PARA TODOS não passa na REDE GLOBO DE SONEGAÇÂO & GOLPES – O que passa na REDE GLOBO DE SONEGAÇÃO & GOLPES é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”

Notívago

24 de janeiro de 2015 às 02h28

Entrevista do Nassif com o grande jurista Bandeira de Mello que diz, dentre outras coisas, o seguinte:

“O maior inimigo do Brasil é a imprensa brasileira”

Entrevista completa: https://www.youtube.com/watch?v=eHa6Bpt-7XQ

Responder

Léo

23 de janeiro de 2015 às 13h31

É simples a imprensa impressa e televisiva tem alcance nacional e usam suas meios de comunicação como bem entendem. Gritam todos os dias “liberdade!” por trás da mascara censuram jornalistas (funcionarios), blogs que os criticam…

Responder

FrancoAtirador

23 de janeiro de 2015 às 12h24

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.
“As pessoas manipuladas pela Mídia-Empresa
não sabem realmente o que está a acontecendo.
Mas o pior é que sequer sabem que não sabem.”

Armas Silenciosas para Guerras Tranqüilas’

(http://armassilenciosasparaguerrastranquilas.blogspot.com.br)

10 ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO ATRAVÉS DA MÍDIA

1. A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes.
A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética.
“Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real.
Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais”

2. CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES
Este método também é chamado “Problema-Reação-Solução”.
Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar.
Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade.
Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3. A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO
Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos.
É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (Neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990:
Estado Mínimo, Privatizações, Precariedade, Flexibilidade, Desemprego em Massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4. A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO
Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura.
É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato.
Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente.
Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado.
Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5. DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE
A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental.
Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante.
Por quê?
Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade.

6. UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos.
Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos.

7. MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão.
A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores.

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE
Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto.

9. REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE
Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços.
Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação.
E, sem Ação, não há Revolução!

10. CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM
No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes.
Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente.
O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo.
Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.
.
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Responder

Silvio

23 de janeiro de 2015 às 11h27

O grande problema é que tudo vai para, ao fim e ao cabo, no judiciário. Para mim, o judiciário é o grande responsável por esta situação da midia.

Responder

    luis castro

    28 de janeiro de 2015 às 11h50

    Também penso que é o Poder Judiciário maior responsável por toda essa sujeira perpetrada em nosso país há seculos. Se tivéssemos uma ISENTA JUSTIÇA todos ou pelo menos grande parte de malfeitores corruptos tipo Malufs, Danieis Dantas, Nahas, Youssefs, doleiros, empreiteiros e etc, teriam todos sido enquadrados na forma da lei e como resultado das condenações a “corrupção” hoje seria talvez o mal menor… mas parece que há pagamento de propina grande que alguns juízes recebem prá julgar os processos de acordo com interesses vis….; Prá que serve um juiz tipo Gilmar Mendes, que pede vistas num processo de modo que esse processo já com maioria definida, não possa ter seu resultado proclamado? a que interesses ele serve??

JOACIL DA SILVA CAMBUIM

22 de janeiro de 2015 às 23h35

A manutenção do status quo no tocante à grande mídia só interessa aos seus proprietários e interessados defensores, como alguns políticos; o resto os que acreditam em censura – é ingenuidade pura. Ora, ninguém gosta de regulamentação, basta lembrar a gritaria dos juízes quando da criação do CNJ. Hoje é uma realidade. O mesmo se diga do CNMP. Os advogados também não gostam do Conselho de Ética da OAB. Os médicos não gostariam de ter que prestar contas ao CRM. Aliás, os funcionários, entre os quais juízes e promotores de justiça, não gostam de suas respectivas corregedorias. Simples assim.

Responder

Cláudio

22 de janeiro de 2015 às 23h13

**** ♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥
**** ♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥
♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥ ****
♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥ ****

************* Abaixo o PIG brasileiro — Partido da Imprensa Golpista no Brasil, na feliz definição do deputado Fernando Ferro; pig que é a míRdia que se acredita dona de mandato divino para governar.

Lei de Mídias Já!!!! **** … “Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma” *** * Joseph Pulitzer. **** … … “Se você não for cuidadoso(a), os jornais [mídias] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” *** * Malcolm X. … … … Ley de Medios Já ! ! ! . . . … … … …

Responder

    Riaj

    26 de janeiro de 2015 às 14h46

    seria por acaso corrupta ao invés de corruta?

FrancoAtirador

22 de janeiro de 2015 às 22h37

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A Mídia-Empresa se arrogou o Monopólio da Palavra.

Simples assim… Arbitrária e criminosamente assim.
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Responder

    FrancoAtirador

    23 de janeiro de 2015 às 00h50

    .
    .
    E o Moralismo Seletivo da Mídia-Empresa

    é Imoral, porque é Antiético e Injusto.
    .
    .


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