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Diário da Resistência


Amianto: organizações fazem apelo aos ministros do STF para que mantenham proibição total
Siti Kristina esteve no STF, em Brasília, no início de 2019. Trabalhadora da indústria têxtil, ela adquiriu asbestose devido ao amianto.
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Amianto: organizações fazem apelo aos ministros do STF para que mantenham proibição total


04/09/2019 - 12h54

Da Redação

Em novembro de 2017,  em sessão plenária histórica, o Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu toda a cadeia produtiva do amianto no Brasil.

Ou seja, da exploração do mineral à produção e comercialização de produtos contendo a fibra cancerígena.

Porém, o lobby a favor da indústria do amianto  pleiteia a reativação da mina da Sama/Eternit, em Minaçu, no norte de Goiás.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI) e o Instituto Brasileiro do Crisotila (IBC) entraram com recursos nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 3356 e 3357   — os chamados embargos de declaração –, para reabertura da exploração do amianto exclusivamente para exportação  por mais 10 anos.

O julgamento desses embargos está na pauta do STF desta quarta-feira, 04/09.

Diante disso, cinco organizações encaminharam nesta quarta-feira um apelo urgente aos ministros do STF, para que confirmem a decisão de 2017.

Assinam:

Sugio Furuya, em nome da Rede Asiática do Banimento do Amianto (ABAN), Japão

Eliezar João de Souza, em nome da Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto (ABREA), Brasil

Firman Budiawan, em nome da Rede Indonésia do Banimento do Amianto (INA-Ban), Indonésia

Pooja Gupta, em nome da Rede Indiana do Banimento do Amianto (IBAN), India

Laurie Kazan-Allen, em nome do Secretariado Internacional do Banimento do Amianto (IBAS), Reino Unido

Siti Kristina, membro da delegação da ABAN, esteve no STF, em Brasília, no início de 2019.

Trabalhadora da indústria têxtil, ela adquiriu asbestose devido ao amianto.

Na ocasião, ela informou aos ministros do STF que:

“Na Indonésia, há uma ignorância generalizada sobre o amianto; a maioria dos trabalhadores não tem acesso à informação sobre os riscos do amianto.

Os exames médicos são caros e inacessíveis para a maioria dos trabalhadores que vivem e morrem por causa do amianto. Esta é a situação de muitos dos meus amigos.

Eles não podem estar aqui; por isto, eu os represento quando apelo à solidariedade de nossos irmãos e irmãs no Brasil para que conheçam muito bem os sacrifícios humanos exigidos pelos produtores do amianto; nossas mortes são o preço pago para a obtenção de seus lucros”.

 

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