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Diário da Resistência


Olavo derruba pelo tuíter militar assessor do Ministério da Educação
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Olavo derruba pelo tuíter militar assessor do Ministério da Educação


11/03/2019 - 10h32

Agora há indícios de que o próprio Roquetti trabalhou em sintonia com o esquema de poder bolivariano encabeçado pelo PT. De um site espalhando fake news sobre adversário político de Olavo de Carvalho

por Olavo de Carvalho, no tweeter

Uma das características de um governo fascista é a eterna caça às bruxas. Nas disputas internas, normais em qualquer governo por causa de divergências ou ambição, informações são vazadas à imprensa.

Mas, nos nossos tempos, isso não mais se faz necessário para quem tem uma plataforma como o autointitulado filósofo Olavo de Carvalho.

Teorias de conspiração ou mesmo versões que não contemplam a defesa do acusado circulam como se fossem verdade.

Cavalos de Troias, em geral imaginários, estimulam o clima de perseguição em torno do chefe máximo, do líder que só erra quando é mal aconselhado — é o caso de Jair Bolsonaro.

Desde a Virgínia, através do tweeter, Olavo de Carvalho conseguiu a demissão do coronel Ricardo Wagner Roquetti, acusado de ter armado o afastamento dos olavetes de cargos chave do Ministério da Educação para postos sem influência.

Vejam a sequência de tuítes que defenestrou o militar:

Nunca pensei que um dia leria a verdade no UOL, mas aconteceu. Andre Petros, Resumo da zona no MEC.

O Coronel Roquetti apareceu no segundo dia de transição do governo, até se apresentou como aluno do Olavo, e que queria ajudar.

Ele colocou o ministro [Ricardo] Velez hospedado em um hotel na base aérea, lá só entrava quem era das FFAA e quem tivesse autorização prévia, Roquetti então começou a fazer a “segurança” do ministro.

Com a conversa de proteger o ministro, Roquetti começa a afastar as pessoas mais próximas a ele (destaca-se aqui os próximos ao Olavo), entre esses o de maior importância era o cientista político da UnB Antônio Flavio Testa, que havia sido escolhido pelo próprio ministro ao

 cargo de Secretário Executivo, o segundo cargo mais importante no MEC, foi até noticiado na época.

Após conseguir puxar o primeiro tapete, Roquetti então pede para ser remanejado de um cargo secundário na CAPES para o gabinete do Velez. E em seguida já conseguiu encaixar o primeiro Cavalo de Troia no ministério – Luiz Antonio Tozi, ligado ao ensino técnico e ao PSDB

.

Com a desculpa de que era um quadro técnico, e iria ajudar.

Cada vez mais Roquetti vai afastando os outros assessores do ministro, determinando que os assessores apenas despachassem com ele (Roquetti), e que somente ele despachasse com o Velez, isolando de vez o ministro de Carvalho
‏

As reuniões passaram a acontecer com portas fechadas, e dentro da sala somente ele, Velez e Tozi.

Assim, por exemplo, foi decidida a questão da carta (diferente do que a mídia propagou, de que os autores eram os alunos do Olavo – MENTIRA).

Assim foram cortando várias das propostas originais do ministro, como acabar com o Conselho Nacional da Educação (uma espécie de soviete que comanda o ministério e que é composto por pessoas ligadas ao MST, ao movimento LGBT, à CUT e a sindicatos de professores).

Com isso, as reclamações contra ele, feitas pelos alunos do Olavo e até ex-alunos do próprio ministro Velez, cresceram.

A reclamação era exatamente por conta desse isolamento arquitetado pelo Roquetti.

O que se agravou após o episódio da carta, pois veio a tona a sensação de boicote perpetrado pelo Coronel Roquetti. Para continuar na sua investidura, e se proteger de uma possível queda, Roquetti começa o remanejamento interno dos assessores.

E rifou todo gabinete do ministro, incluindo até o chefe de gabinete. Roquetti então também começa a compor o novo gabinete do ministro, com pessoas ligadas ao PSDB, ou tiradas do gabinete do Secretário Executivo, Tozi.

Isso foi feito na véspera de uma viagem do Vélez por três países que durará 22 dias e deixará o Tozi como ministro em exercício, ficando totalmente responsável pela montagem do gabinete (IMAGINA A MERDA QUE ISSO VAI DAR?!).

Também aconteceu num momento em que lobistas ligadas a universidades especializadas em pegar dinheiro do PROUNI e de outras áreas da Educação começaram a pressionar pelo fim da Lava-Jato da Educação.

O Roquetti foi orientando do Paulo Roberto de Almeida, diplomata que foi exonerado pelo Ernesto esta semana por criticar o chanceler, o Presidente e o Olavo. DESENHANDO, ROQUETTI É O BEBIANNO DO VELEZ!

Três erros pelos quais peço desculpas:

1) Ter acreditado, nos anos 90, que os militares brasileiros teriam a coragem de reagir na Justiça contra a difamação jornalística das Forças Armadas.

2) Ter apoiado o general Mourão na sua candidatura à vice-presidência.

3) Ter apresentado o Coronel Roquetti à Bia Kicis.

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6 comentários

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Jardel

12 de março de 2019 às 21h17

Existem os filósofos da Idade Média. O Orgasmo de Cavalo é um “”filósofo”” contemporâneo que vive na Idade Média.

Responder

Júnior

11 de março de 2019 às 19h37

Com erra de gramática no título querem ainda criticar Olavo de Carvalho!?…

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    11 de março de 2019 às 20h16

    Obrigado pela correção. abs

    Jardel

    12 de março de 2019 às 21h13

    Com erra ou sem erra a crítica é livre, né? Ou não?
    Ou será que o astrólogo Orgasmo de Cavalo é incriticável?
    Depois que ele disse que a “Santa” Inquisição fazia julgamentos justos eu acho até que nem devemos perder nosso tempo criticando o sujeito. Afinal, não se chuta cachorro morto.

Zé Maria

11 de março de 2019 às 11h21

Antigamente, era a mídia da direita tradicional
que nomeava e derrubava ministros e funcionários
do segundo e terceiro escalão do governo federal.

Parece que agora qualquer lacaio pode fazer isso.

Responder

Ed

11 de março de 2019 às 10h38

Hein? “Asessor”??

Responder

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