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“O Exército não matou ninguém, não”, diz Bolsonaro seis dias depois do fuzilamento de músico no Rio
Tânia Rego/Agência Brasil
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“O Exército não matou ninguém, não”, diz Bolsonaro seis dias depois do fuzilamento de músico no Rio


12/04/2019 - 15h36

Reprodução

“O Exército não matou ninguém, não”, diz Bolsonaro sobre morte de músico no Rio

É a primeira vez que o presidente se manifesta publicamente sobre o caso

por Fernanda Canofre, na Folha de S. Paulo

MACAPÁ Seis dias depois da morte do músico e segurança Evaldo Rosa dos Santos, 46, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) se manifestou publicamente pela primeira vez sobre o caso, em entrevista a jornalistas em Macapá, nesta sexta-feira (12).

“O Exército não matou ninguém, não, o Exército é do povo. A gente não pode acusar o povo de ser assassino não. Houve um incidente, houve uma morte, lamentamos a morte do cidadão trabalhador, honesto, está sendo apurada a responsabilidade”, disse ele.

Segundo Bolsonaro, o Exército sempre aponta responsáveis e, na corporação, “não existe essa de jogar para debaixo do tapete”.

Ele citou ainda a perícia e investigação que estão sendo realizadas para apurar as circunstâncias do crime e “ter realmente certeza do que aconteceu naquele momento”.

“O Exército, na pessoa do seu comandante, o ministro da Defesa, vai se pronunciar sobre esse assunto. Se for o caso, me pronuncio também. Com os dados na mão, com os números na mão, nós vamos assumir a nossa responsabilidade e mostrar realmente o que aconteceu para a população brasileira”, afirmou.

Até então, a única manifestação do presidente sobre o caso havia ocorrido via porta-voz da presidência, general Rêgo Barros, que também classificou o caso como “incidente” e negou que o presidente tivesse feito manifestações de pesar pela morte do músico.

Evaldo foi morto depois de ter o carro alvejado com 80 tiros por militares do Exército, na tarde do último domingo (7), no Rio de Janeiro.

A mulher dele, o filho de sete anos, uma amiga e o sogro dele também estavam no veículo. O sogro ficou ferido.

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7 comentários

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Joao

13 de abril de 2019 às 14h18

Os soldados do exército, fardados, com armas do exército, munição do exército, em viatura do exército, sob comando de um oficial ou suboficial do exército, disparam dezenas de tiros com a consequente morte do músico.
Soldados, armas, munição, viatura, comando do exército. Mas NÃO foi o exército!!!
Quem terá sido???
Só Sherlock Holmes para tentar resolver esse mistério..,

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Paulo SPB

13 de abril de 2019 às 12h11

Segundo a lógica do bozo criminoso bom é criminoso morto, esses dez que fuzilaram o músico são portanto criminosos, será que devem morrer ? E aí presidentinho ?

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a.ali

12 de abril de 2019 às 22h34

não, bozo, os milicos não metralharam o carro que acabou com a vida do musico…papinho, claro… da familia, da comunidade e até da mídia safada… inclusive os milicos assassinos nem ficaram tirando onda com a situação, é invenção. o que se viu é ilusão de ótica, tudo teoria da conspiração!

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Odenar Souza

12 de abril de 2019 às 18h11

Isso foi fuzilamento de um inocente, covardemente pelas costas, sem chance de defesa.
O Presidente se manifesta hoje com essa expressão, é conivente com o assassinato ipcesliteres.

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Zé Maria

12 de abril de 2019 às 17h58

Para a Raposa do Saint Exupéry
“as Palavras são fontes de mal-entendidos”

Já para as Raposas do (des)governo Bolsonaro
“as Palavras são fontes de más intenções”

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Zé Maria

12 de abril de 2019 às 17h23

https://twitter.com/i/status/1116786507090550785
“Fuzilamento”, “Metralhado pelo Exército” não póde falar…
O que houve foi um “incidente” onde morreu um preto …
https://twitter.com/Cecillia/status/1116663793856188416

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Zé Maria

12 de abril de 2019 às 16h50

Tal qual na Ditadura Militar:
‘Não houve tortura’
‘não houve execuções sumárias’
‘não houve atentado a bomba no Rio-Centro’ …

Responder

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