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Diário da Resistência


MST repudia assassinato de camponês e militante Aluciano Ferreira; leia dois poemas dele
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MST repudia assassinato de camponês e militante Aluciano Ferreira; leia dois poemas dele


07/06/2019 - 16h20

De Dia histórico. Esta foto foi tirada logo após Aluciano Ferreira (camisa azul clara) e Antônio Silva (calça branca, também acusado) serem absolvidos pelo juri popular. Da esquerda para a direita: Aton Fon, Roberto Cordoville Efrem, Aluciano Ferreira, Edgar Menezes Mota, Antonio da Silva e André Luiz Barreto

MST lamenta e repudia assassinato do camponês e militante sem-terra Aluciano Ferreira

Aluciano ficou oito anos preso injustamente, tendo sido absolvido em março de 2018

Brasil de Fato/Recife (PE)

Na última quarta-feira (5), o camponês Aluciano Ferreira dos Santos, 41, foi assassinado por pistoleiros na cidade de Brejo da Madre de Deus, enquanto se dirigia à rádio comunitária onde participaria de um programa de rádio.

Em 2009, Aluciano esteve no conflito de terra na fazenda Jabuticaba, quando foi preso junto com mais três militantes, acusado de assassinato de quatro pistoleiros que invadiram o acampamento na intenção de cometer uma chacina. Devido a esse conflito, Aluciano esteve preso injustamente durante oito anos.

Segundo nota do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Aluciano sempre defendeu inocência perante o júri, afirmando que “nunca atirou em ninguém e que mesmo os acampados que atiraram, foram para se defenderem do grupo de pistoleiros, contratados pela família Guedes, dono da fazenda Jabuticaba e para realizar despejo por conta própria”.

Em março de 2018, a Justiça convocou júri popular para julgamento dos acusados do conflito da fazenda Jabuticaba, o que resultou na inocência de Aluciano e demais militantes, que foram imediatamente libertos para recomeçar a vida.

Por uma questão de segurança, Aluciano passou a viver na cidade de Brejo da Madre de Deus aguardando uma vaga para ser assentado da Reforma Agrária ao mesmo tempo em que passou a ser pastor da igreja Assembleia de Deus.

Para o MST, “não sobra dúvida nenhuma que Aluciano foi assassinado (…) aproveitando o momento fértil em que o próprio governo declara, que a cada militante do MST morto, os policiais deveriam receber uma medalha de honra ao mérito, ao mesmo tempo que propõe mudanças no estatuto do desarmamento, propondo mudanças que facilitam fazendeiros e empresários ao porte e compras de armas, e criminalizam cada vez mais os que lutam pela Reforma Agrária e a sociedade organizadas”.

Violência no campo

Os dados publicados no caderno Conflitos no Campo de 2018, registrados pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), divulgados em maio de 2019, mostraram um aumento de quase 36% de pessoas envolvidas em conflitos, o que representa, aproximadamente, um milhão de pessoas atingidas por conflitos no campo brasileiro no ano passado.

No que se refere especificamente a conflitos referentes à questão da terra, foi observado um crescimento de 11% em relação ao ano anterior.

O documento elaborado pela CPT denuncia, também, que em 33 anos, 1.938 trabalhadores foram assassinados em conflitos no campo.

Das 1.466 ocorrências registradas, somente 117 responsáveis pelos assassinatos foram julgados, tendo sido condenados apenas 101 executores e 33 mandantes.

Edição: Monyse Ravena

PS do Viomundo:  Os advogados Aton Fon Filho e Roberto Rainha atuaram na defesa de Aluciano em 2018, quando ele foi submetido a julgamento por juri popular e absolvido.

Fon guardou alguns textos escritos pelo próprio Aluciano e nos enviou. Abaixo os poemas História da Fazenda Jabuticaba e Quem Sou Eu?

História da Fazenda Jabuticaba

Fazenda Jabuticaba

Terra de grande valor

De padre e deputado

E doutora de doutor

Sem plantação nem lavoura

Até desembargadora

Aquela terra criou

Essa fazenda se encontra

Lá em São Joaquim do Monte

Terra de homens de bem

De mulheres importantes

Também da idolatria

Frei Damião e Maria

Tem sua estátua gigante.

Mas não é sobre estátua

Que eu quero comentar

É sobre a jabuticaba

E o que existe lá

São tantas coisas bonitas

Quem não viu não acredita

Só quem já esteve lá.

Tem casarão tem celeiro

Tem curral de vacaria

Uma igreja um cemitério

Pra enterrar a família

Umas palmeiras gigantes

Tudo no topo do monte

Quem vai lá sente alegria.

Fazenda tradicional

Do tempo da escravidão

Os escravos apanhavam

Com a folha de facão

E na maior covardia

O que falasse morria

Pra respeitar o patrão

Cangaceiro lampião

Isso é café pequeno

Lá existia um feitor

Matava mais que veneno

Sem um pingo de remorso

Ele jogava os corpos

Nas cavernas do terreno

Certo dia um senhor

Entrou pra tirar cipó

Lá na mata da fazenda

Desse homem eu tive dó

Ficou sem saber aonde

Levou uma pisa tão grande

Que ficou com um olho só

Tudo isso é historia

Que muitos ouvem contar

De pessoas mais antigas

Que viviam no lugar

Muitos deles já pensavam

E outros se perguntavam

Se isso nunca ia mudar

Só que um dia eu achei

Resposta pra essas perguntas

Conheci uma mulher

Coragem ela tinha muita

Uma herdeira da fazenda

Que vivia em contenda

Sem medo de ser defunta

Ela era abandonada

Por todos os seus parentes

Idade já avançada

Pois já vivia doente

A família abandonou

Por ser filha de doutor

Com uma mãe diferente

Registrada normalmente

Como uma filha normal

Mas os outros pretendentes

Aceitaram um escambau

Tomaram conta de tudo

Isto eu acho um absurdo

Mas pra eles é normal

Essa mulher companheiro

Resolveu a se vingar

Me preocupou bem ligeiro

Pra eu poder ocupar

Eu aceitei sem demora

As terras que essa senhora

Tinha direito a herdar

Eu vivia sossegado

Com o meu acampamento

Reivindicando as terras

Mas não passava pra dentro

Em um lugar reservado

Com os povos acampados

Sujeito a chuvas e ventos.

Essa mulher me chamou

Pra ir falar com ela

Numa manhã bem cedinho

Eu cheguei na casa dela

Pra ver o que ela queria

Confesso que nesse dia

Eu fiquei com pena dela.

Me falou do seu passado

Das aflições que vivia

Me fez algumas perguntas

Com o tom de ousadia

Se eu era corajoso?

Porque se fosse medroso

Para ela não servia.

Eu lhe respondi dizendo

Que medo eu não conhecia

Que meu nome era cabeça

Meu sobrenome ingrisia

No lugar onde eu morava

Tinha alguém que me chamava

Por nome de travessia

Ela disse vai dar certo

Era isso que eu queria

Encontrar alguém disposto

Sem medo sem covardia

Para poder nos juntar

Unir as forças e lutar

Enfrentar minha família.

Me falou sobre a fazenda

Que estava abandonada

Coberta de matagal

Ninguém lá plantava nada

É a primeira da lista

Se não for essa desista

De fazer Reforma Agrária.

Eu gostei dessa conversa

Que a mulher me contava

Uma terra como essa

Faz tempo que eu procurava

Pra não ser mais forasteiro

E assentar os companheiros

Que sempre me acompanhavam

Eu misturei a jornada

Com a sede de justiça

Nessa oportunidade

Eu não quis mostrar preguiça

Fui pra o acampamento

Naquele mesmo momento

Antes que a mulher desista

Reuni os companheiros

Com foice enxada e facão

Pra levar toda troçada

Aluguei dois caminhão

Colocamos tudo em cima

Noite adentro na neblina

Saímos cortando chão.

A herdeira da fazenda

É quem foi guiando a gente

Através de um celular

Foi tudo discretamente

Ela anunciava até

Onde nós botava o pé

E o que tinha pela frente.

Meia noite mais o menos

Nós chegamos no lugar

Onde segundo a herdeira

A gente iria acampar

Terreiro da casa grande

Foi menos o lugar aonde

Escolhemos pra ficar.

Quando amanheceu o dia

Naquele lugar estranho

Uns iam fazendo o fogo

Outros iam tomar banho

Outros iam preparar

O barraco pra ficar

Feito de lona e de pano.

Quando eu olhei de lado

Em direção à estrada

Só vi carros de policia

Com as sirenes ligadas

Desistir não dava mais

O melhor que a gente faz

É enfrentar a parada.

Começou nesse momento

Naquele dito terreiro

Um conflito permanente

De sem terra e fazendeiro

Brigavam todos os dias

A polícia só servia

Pra quem tinha mais dinheiro

Fui com alguns companheiros

Conversar com a polícia

Saber o que eles queriam

Pois eu não tinha malícia

Mas estava preparado

Ao ver tantos homens armados

Não vai ser boa a notícia.

O sargento disse assim

Não tenho nada com isso

O delegado mandou

Estou cumprindo serviço

Vim aqui só pra saber

O que está a acontecer

E o porquê do reboliço

Eu lhe respondi ligeiro

Não está havendo nada

Nós estamos ocupando

Essa terra abandonada

Pra nós poder trabalhar

Viver em paz sustentar

A nossa companheirada.

A polícia foi embora

Nos deixou naquele dia

Saíram de estrada a fora

Mas uma coisa eu sabia

Que não demorava muito

Com outro tipo de assunto

De novo eles voltariam.

E assim como eu pensava

Realmente aconteceu

Com poucos dias depois

O sargento apareceu

Com oficial de justiça

E uma triste notícia

Que muito me comoveu

Me mostraram um papel

Com ordem pra expulsar

Todo povo que comigo

Tava naquele lugar

Me falou o cidadão

Se sair sem confusão

Não vamos lhes machucar

Juntamos as coisas ligeiro

Sem pelo menos pensar

Uma ordem da justiça

Deus me livre eu enfrentar

Desobedecer jamais

O melhor que a gente faz

É sair sem reclamar

Foi o primeiro despejo

De muitos que aconteceram

Nem Che Guevara passou

Situação como eu

Nos lugares que eu passava

O povo já comentava

O cabeça enlouqueceu

Com algum tempo depois

Tudo mudou de figura

Aquela herdeira me trouxe

Com a sua assinatura

Um documento lavrado

No cartório registrado

Autenticidade pura.

Contrato de comodato

Dizia este documento

Reconhecido de fato

Sem aceitar argumento

Dava direito ao povo

A reocupar de novo

E permanecer lá dentro

Dava direito também

De o povo trabalhar

Plantar as suas lavouras

Sem ninguém atrapalhar

Até que as terras saíssem

De questão e dividisse

Cada um no seu lugar.

Taquei a enxada no chão

Plantei logo o meu roçado

Os companheiros também

Trabalhavam animados

Tudo mudou pra melhor

Por causa de um papel só

Estávamos sossegados.

Já depois de muita luta

Muita lavoura plantada

Despejo não mais assusta

Aquela companheirada

Trabalhavam noite e dia

Sem pensar na covardia

Que estava preparada.

A justiça preparou

Uma notícia amarga

Foi surpresa para todos

Isso ninguém esperava

O papel foi anulado

Fazendeiro e magistrado

Nos fizeram essa cilada

No ano de dois mil e seis

A data eu não lembro mais

O que fizeram com a gente

Isso com ninguém se faz

Humilharam, maltrataram

E depois nos obrigaram

Sair sem olhar pra trás.

Polícia tinha demais

Armados até os dentes

O batalhão inteirinho

Estavam ali presentes

Mais de trezentos soldados

Já vieram preparados

Para expulsar a gente.

O comandante competente

Naquela ocasião

Se pois logo ali na frente

Do enorme batalhão

Já prontos pra atacar

Foi quando eu corri de lá

E gritei agora não.!

Esperem logo chegar

Um alguém que eu convidei

Se ele vai chegar logo

Se vai demorar não sei

Só sei que a sua presença

Faz alguma diferença

Ou muda tudo talvez

Esse nome é de Guerra

É um nobre promotor

Já conhece essas terras

E o povo com quem estou

Vou logo lhe avisar

Enquanto ele não chegar

Eu vou ficar onde estou.

Quando o homem chegou

Viu que não tinha mais jeito

Foi feito um arrumadinho

Entre o padre e o prefeito

Juntos com o fazendeiro

Que gastou muito dinheiro

Pra isso tudo ser feito

O promotor disse assim

Não posso mais fazer nada

A justiça deu a ordem

Terá que ser acatada

Vou tentar negociar

Pra eles não machucar

A vossa companheirada

Eu então lhe perguntei

Sobre a nossa plantação

Plantada com muita luta

Com muita dedicação

Nós temos que decidir

Ninguém vai sair daqui

Sem ter uma decisão

O doutor me respondeu

A decisão foi tomada

Através da liminar

Pela juíza assinada

Mandando que a polícia

Use a força precisa

Mas resolvesse a parada.

Nem o povo nem lavouras

Pra eles tinha valor

Foi o que pude entender

Através do promotor

Que veio nos ajudar

Quando chegou no lugar

Ele mesmo se espantou.

Assistir aquela cena

Foi de cortar o coração

Vi companheiros chorando

Outros perderam a razão

E naquela mesma hora

Jogaram a enxada fora

E mudaram de profissão.

Perder suas plantações

Foi como perder a vida

Tanto suor derramado

Calo nas mãos tanta lida

Pra ver tudo se acabando

Trator por cima passando

Deixando a terra mexida

Até tentei acalmar

A fúria do pessoal

Dizendo eles vão pagar

Por esta cena brutal

Juntei a companheirada

Sem querer saber de nada

Partimos pra capital.

Para tentar resolver

Aquela situação

Saber se o governador

Tinha alguma solução

Eles enganaram a gente

Deixando o povo contente

Cheio de satisfação.

Disseram vamos pagar

Aquela destruição

Vamos mandar homens lá

Fazer avaliação

Pois o tanto que valer

Cada um vai receber

Sem faltar nenhum tostão.

A conversa foi tão boa

Alegrou aquela gente

Prometeu pra aquele povo

De agir urgentemente,

Vamos fazer nossa parte

Diante desse desastre

Não pode ser diferente

Tantas propostas bonitas

Ficaram só no papel

Hoje ninguém acredita

Nem mesmo no coronel

Quem mente Jesus se ira

Pois quem vive de mentira

Não pode morar no céu.

Nada melhor que o tempo

Pra curar decepção

Já tinha se acabado

Aquela tribulação

Eu disse à companheirada

Nós não vamos fazer nada

Não quero rebelião.

Terminou aquela fase

A revolta e confusão

Na beira de uma estrada

Vivendo em comunhão

Não querendo entrar em guerra

Mas voltar pra aquelas terras

Tava em nosso coração

Em massa nós decidimos

Que íamos reocupar

As terras que há poucos dias

Tínhamos saído de lá

E em pleno carnaval

Houve a decisão final

Pra poder o povo entrar

Só que inventariante

Mandou pra nós um recado

Que seria diferente

De como foi no passado

Se quiserem enfrentar

Vocês irão encontrar

Muitos homens bem armados

Confesso que eu parei

Pensei na situação

Mas eu só não decidia

E sim a população

Que gritava veemente

Sem terra marcha é pra frente

Pra conquistar nosso chão.

Realmente aconteceu

Do jeitinho do recado

Ao dar os primeiros passos

Tavam os homens bem armados

E como a foto mostrou

Para os trabalhadores

Os canos tavam apontados.

Foi aquela correria

Você pode imaginar

Como você reagiria

Estando no meu lugar?

Foi assim que reagi

Parei o povo e pedi

Pra polícia ir pra lá.

No meio da confusão

Alguém dos meus companheiros

Em ato profissional

Fotografa ligeiro

Para poder comprovar

O que acontecia lá

A mando do fazendeiro

Quando a policia chegou

Aquele grupo correu

Para esconder as armas

Mas a farsa não valeu

Quando eles desmentiram

Mostramos as fotografias

Das armas que escondeu

Eu ainda não sabia

No que isso ia dar

Aquelas fotografias

Serviam para provar

Que a equipe estava armada

Bloqueando a estrada

Pra o povo não passar

A polícia conversou

Resolveu naquela hora

Decidiu que aquele grupo

Teria que ir embora

Não gostaram do assunto

Mais saíram todos juntos

Daquela terra pra fora

Ficaram em uma vila

Por nome de monte alegre

Bebendo fazendo planos

Dizendo essa nós não perde

É pra matar ou morrer

Mais os sem terra vão ver

Que conosco ninguém mexe.

A pessoa que por vez

Tirou as fotografias

De moto com o seu pai

Foram passar pela vila

Sem saber que lá estavam

Os homens que esperava

Para tirar suas vidas.

Quando eles avistaram

Correram pra lhes pegar

Dizendo olha eles ali

Não deixe eles escapar

Eles voltaram ligeiro

E pelo mesmo roteiro

Fugiram pra se salvar.

Chegaram muito assustados

Com o que aconteceu

Me falaram preocupados

Peço pelo amor de Deus

Vamos por outra estrada

Na vila tem emboscada

Por pouco nós não morremos

E pelo meio da mata

Num caminho feito a mão

Por nossa companheirada

Com foice, enxada e facão

Pra não passar pela vila

Passamos por essa trilha

Pra evitar confusão.

Aluciano Ferreira dos Santos

Quem Sou Eu?

Eu não sou escritor, não sou poeta,

Também não sou filósofo.

Todo bom escritor requer três coisas

Básicas, 1° estudo, 2° tempo 3° paciência.

 

1° estudo: eu não tenho, sou um semianalfabeto

Que fiz apenas a 5° serie do 1° grau, aqui

Na cadeia. Por isso eu não posso me considerar

Um escritor, penso que o caro leitor entenda

A minha ignorância, pois foi por causa dela

Que eu resolvi escrever este livro, eu pensei,

Será o primeiro livro escrito por um

Semianalfabeto, que em ritmo de poesia filosofou.

 

2° o tempo: Quando escrevi este livro

O tempo não era muito problema, pois eu

Estava preso, e na cadeia o tempo sobra,

Por isso precisamos fazer alguma coisa

Inventar qualquer atividade pra passar

O tempo, cada dia parece uma eternidade

É como se o tempo esticasse como um elástico,

“eu só tinha o tempo em meu favor”,

A bíblia sagrada diz: No livro de Eclesiastes

No capitulo três e no versículo primeiro em diante,

Que tudo tem o seu tempo determinado e há

Tempo para todo propósito debaixo do céu;

Há tempo de nascer e tempo de morrer;

Tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou;

Tempo de matar e tempo de curar;

Tempo de derribar e tempo de edificar;

Tempo de chorar e tempo de rir;

Tempo de pratear e o tempo de saltar;

Tempo de espalhar e tempo de ajuntar pedras;

Tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar;

Tempo de buscar e tempo de perder;

Tempo de guardar e tempo de deixar fora;

Tempo de rasgar e tempo de coser;

Tempo de estar calado e tempo de falar;

Tempo de amar e tempo de aborrecer;

Tempo de guerra e tempo de paz;

O sábio Salomão só esqueceu de dizer que

Há tempo de escrever e tempo de ler;

O tempo de escrever foi quando eu estava

Preso, e o tempo de ler é agora.

Eu acho que foi por isto que eu passei tanto

Tempo preso, porque foram muitos os propósitos

E um deles foi escrever este livro;

Por isso eu não posso dizer que sou um

Escritor, foi o tempo que me sobrou.

 

3° paciência: Quem é paciente consegue as

Conquistas dos seus objetivos e dos seus

Sonhos, quem é paciente consegue escrever, ler e

Estudar; a paciência é um comportamento

Digno, que nos traz muitos benefícios

Mais a paciência não é um mérito nosso

Mas é gerada ou produzida através das

Lutas e das tribulações, a bíblia diz no

Livro de Romanos 5.3 que a tribulação

Produz a paciência e eu sou testemunha

Disso, porque depois de tanta luta

E de tanta tribulação, Deus me deu

Um pouco de paciência, por isso eu entendo

Que não é mérito meu, mas é um dom

De Deus. Então eu cheguei a conclusão

Que eu não sou poeta, não sou filosofo,

Nem escritor, tudo que tenho, que sou

E que faço, agradeço ao meu senhor.

Aluciano Ferreira dos Santos

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

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A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



1 comentário

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Zé Maria

09 de junho de 2019 às 00h42

A Polícia sempre perseguindo pobres
e a ‘Justiça’ cometendo injustiças,
pra proteger a Propriedade dos Ricos
que, não satisfeitos, matam o injustiçado.

Responder

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