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Maria Inês Nassif: A resistência à mobilidade social


11/11/2010 - 12h08

Voto do nordestino vale o mesmo que o do paulista

Maria Inês Nassif, no Valor Econômico

O Brasil elegeu, por dois mandatos, um ex-metalúrgico como presidente da República. Agora elege uma mulher. Ambos de centro-esquerda. Para quem assistiu de fora a eleição de Dilma Rousseff e os dois mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pode parecer que o país avança celeremente para uma civilizada socialdemocracia e busca com ardor o Estado de bem-estar social. Para quem assistiu de dentro, todavia, é impossível deixar de registrar a feroz resistência conservadora à ascensão de uma imensa massa de miseráveis à cidadania.

Ocorre hoje um grande descompasso entre classes em movimento e as que mantêm o status quo; e, em consequência de uma realidade anterior, onde a concentração de renda pessoal se refletia em forte concentração da renda federativa, há também um descompasso entre regiões em movimento, tiradas da miséria junto com a massa de beneficiados pelo Bolsa Família ou por outros programas sociais com efeito de distribuição de renda, e outras que pretendem manter a hegemonia. A redução da desigualdade tem trazido à tona os piores preconceitos das classes médias tradicionais e das elites do país não apenas em relação às pessoas que ascendem da mais baixa escala da pirâmide social, mas preconceitos que transbordam para as regiões que, tradicionalmente miseráveis, hoje crescem a taxas chinesas.

A onda de preconceito contra os nordestinos, por exemplo, é semelhante ao preconceito em estado puro jogado pelos setores tradicionais no presidente Luiz Inácio Lula da Silva e na própria eleita, Dilma Rousseff, durante a campanha eleitoral. É a expressão do temor de que os “de baixo”, embora ainda em condições inferiores às das classes tradicionais, possam ameaçar uma estabilidade que não apenas é econômica, mas que no imaginário social é também de poder e status.

Há resistências à mobilidade social e regional

São Paulo foi a expressão mais acabada da polarização eleitoral entre pobres de um lado, e classe média e ricos de outro. Os primeiros aderiram a Dilma; os últimos, mesmo uma parcela de classe média paulista que foi PT na origem, reforçaram José Serra (PSDB). A partir de agora, pode também polarizar a mudança política que fatalmente será descortinada, à medida que avança o processo de distribuição regional de renda e de aumento do poder aquisitivo das classes mais pobres. A hegemonia política paulista está em questão desde as eleições de 2006 – e Lula foi poupado do desgaste de ter origem política em São Paulo porque era também destinatário do preconceito de ter nascido no Nordeste; e, principalmente, porque foi o responsável pela desconcentração regional de renda.

Com a expansão do eleitorado petista no Norte e no Nordeste do país, houve uma natural perda de força dos petistas paulistas, diante do PT nacional. Do ponto de vista regional, o voto está procedendo a mudanças na formação histórica do PT, em que São Paulo era o centro do poder político do partido. Isso não apenas pelo que ganha no Nordeste, mas pelo que não ganha em São Paulo: o partido estadual tem dificuldade de romper o bloqueio tucano e também de atrair de novos quadros, que possam vencer a resistência do eleitorado paulista ao petismo.

No caso do PSDB, todavia, a quebra da hegemonia paulista será mais complicada. Os tucanos continuam fortes no Estado, têm representação expressiva na bancada federal e há cinco eleições vencem a disputa pelo governo do Estado. No resto no do país, têm perdido espaço. Parte do PSDB concorda com o diagnóstico de que a excessiva paulistização do partido, se consolida seu poder no Estado mais rico da Federação, tem sido um dos responsáveis pelo seu encolhimento no resto do Brasil. Mas é difícil colocar essa disputa interna no nível da racionalidade, até porque o partido nacional não pode abrir mão do trunfo de estar estabelecido em território paulista; e, de outro lado, o partido de Serra tem uma grande dificuldade de debate interno – como disse o governador Alberto Goldman em entrevista ao Valor, é um partido com cabeça e sem corpo, isto é, tem mais caciques do que base. Não há experiência anterior de agregação de todos os setores do partido para discutir uma “refundação” e diretrizes que permitam sair do enclave paulista. Não há experiência de debate programático. E aí o presidente Fernando Henrique Cardoso tem toda razão: o PSDB assumiu substância ideológica apenas ao longo de seu governo. É essa a história do PSDB. A política de abertura do país à globalização, a privatização de estatais e a redução do Estado foram princípios que se incorporaram ao partido conforme foram sendo assumidos como políticas de Estado pelo governo tucano.

Todos os partidos, sem exceção, estão diante de um quadro de profundas mudanças no país e terão que se adaptar a isso. Fora a mobilidade social e regional que ocorreu no período, houve nas últimas décadas um grande avanço de escolaridade. A isso, os programas de transferência de renda agregaram consciência de direitos de cidadania. O país é outro. Não se ganha mais eleição com preconceito – até porque o voto do alvo do preconceito tem o mesmo valor que o voto da velha elite. Se os grandes partidos não se assumirem ideologicamente, outros, menores, tomarão o seu espaço.





84 comentários

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Aberta a caixa de Pandora do preconceito: “qualquer miserável que nunca leu um livro tem carro” « Conexão Brasília Maranhão

17 de novembro de 2010 às 01h27

[…] Voto do nordestino vale o mesmo que o do paulista – Vi o Mundo (artigo de Maria Inês Nassif no Valor Econômico) […]

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@andregoth

14 de novembro de 2010 às 19h05

São Paulo, para o bem da federação poderia muito bem ser dividido em três estados, o primeiro: Estado do Paraíba do Sul, com capital em São José dos Campos, englobaria todo o vale do Paraíba Paulista, o segundo, Estado de São Paulo, com a região metropolitana, a baixada Santista e a região do Vale do Iguape e o outro o Estado do Tietê , com capital em Campinas, se constituindo por todas as demais regiões do antigo estado.

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Elizete

14 de novembro de 2010 às 10h35

Lendo o texto da jornalista não sei porque mais lembrei dessa música "Liberdade, liberdade abra as asas sobre nós e que a paz da igualdade seja sempre a nossa voz", é isso gente, acho que a elite paulistana não compreendeu que através da política do presidente lula o nordeste adquiriu mais liberdade.autonomia. A elite paulistana não se conforma, pois sempre tiveram o espírito da superioridade. Revela-se uma classe sem aspirações de independencia em nome da manutenção do status quo se sujeitam a qualquer coisa, pobres diabos infelizes que são. Ah!!! isso me faz lembrar de outra música, do saudoso CAZUZA " Não liguem com essas caras tristes, fingindo que agente não existe, trancadas, dentro de suas salas, são ENGRAÇADAS"

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ruypenalva

13 de novembro de 2010 às 13h15

Os artigo da Inês Nassif coincide com a opinião, dada antes ao Valor Econômico, pelo André Singer. A antiga classe média, não sei se A ou B, não teve grandes melhorias com o governo Lula, ou seja, não passou a B + ou a A+ e viu gente da classe C e D chegar perto dela. Isso a incomodou. É com você ir frequentar um restaurante que você gosta e sempre encontrar lotado. Cinema lotado. Shopping lotado. A classe A só podia ser benefeciada com corte de impostos, pois de resto já goza dos benefícios que o dinheiro proporciona, por isso parte dela, mais de 60%, se alinhou ao Serra. Na verdade essa classe compra remédios caros, carros caros, eletrônicos caros, não frequenta Farmácia do Povo, paga plano de saúde privado, paga escola particular, não se benefecia de Prouni etc. Dessa forma, para ser justo, essa classe não se beneficiou com o governo Lula, embora pudesse ter sido benefeciada se a segurança pública funcionasse, se o INSS pagasse pensões mais justas, se tivesse menos impostos em bens de consumo de luxo etc.

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    Alex Mendes

    29 de novembro de 2010 às 13h36

    Pelo contrário, meu caro.

    As classes A e B estão ganhando muito também. O problema é que são elas que lêem a PiG e por isso são manipulados descaradamente.

    O brasileiros dessas classes é o pior voto aualmente: são beneficiados pela política de crescimento do país mas não conseguem ver o que está adiante do nariz e não conseguem ver que o bolso está mais cheio e que as Universidades Federais gratuitas estão mais fáceis de serem frequentadas pelos seus filhos, com a consequente redução de despesas.

    A PiG consegue manipular essas classes A e B exatamento apelando para o primitivismo do preconceito.

    A PiG age de forma similar à PiG alemã na era hitler. hitler só conseguiu o que queria graças ao apoio da PiG alemã da década de 20/30 e da mesma forma age a PiG agora. Por issso é importantíssima uma NOVA LEI DE IMPRENSA!

Marlos

13 de novembro de 2010 às 04h23

Acho que o PSDB surgiu para fazer frente à organização da classe trabalhadora com o PT

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    claudio

    13 de novembro de 2010 às 13h19

    Com toda certeza. Perfeito!

AMÂNCIO

12 de novembro de 2010 às 23h11

Pessoal tive o desprazer de ler o artigo publicado na Falha de São Paulo. Essa professora com p minúsculo mesmo, de nome Janaína, talvez tenha acreditado que o fato de ser Professora da USP(?) a credenciava para destilar o besteirol que fez em defesa da xenófoba Mayara.

Ainda vai ter que comer muita rapadura com farinha para adquirir sabedoria para escrever e comentar assunto de tamanha complexidade. Quem sabe ela fazendo uma viagem ao Nordeste compreenda a transformação que o Presidente Lula promoveu naquela região.

Só o PIG mesmo para publicar tanta asneira. Vô-te.

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Mayara, a advogada e a profundidade de uma tigela « LIBERDADE AQUI!

12 de novembro de 2010 às 20h15

[…] O Azenha reproduziu o artigo de ontem da Inês: clique aqui para ir ao Viomundo. […]

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Maria Inês Nassif: o preconceito é resistência à mobilidade social | Espaço Ágora

12 de novembro de 2010 às 16h37

[…] Inês Nassif, no Valor Econômico, retirado do Viomundo. O Brasil elegeu, por dois mandatos, um ex-metalúrgico como presidente da República. Agora elege […]

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Baixada Carioca

12 de novembro de 2010 às 15h30

Inês resgatou a discussão sobre uma velha e histórica luta entre classes só que agora com endereço (Norte/Nordeste x Sul/Sudeste/Centro Oeste). Sabe o que é pior que tudo isso? É perceber que os pobres que ascenderam a uma classe imediatamente superior, especialmente às do sudeste, se esqueceram que vieram da classe imediatamente inferior e internalizaram o discurso da nova classe à qual pertencem. Um discurso carregado de preconceito e excludente.

Não se pode perder o foco de lembra-los que há os que estão acima que os empurra para baixo, portanto, precisamos daqueles que estão mais abaixo para somar forças conosco para, num mesmo nível, juntos buscarmos diminuir a desigualdade ainda gritante no país.

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    victor hugo

    12 de novembro de 2010 às 18h01

    É só não esquecer que também há os que estão acima, que dão a mão, puxando os de baixo, que se importam, e que votaram com esse governo, há uns 45% em situação ruim, outros 45% em situação confortável, e uns 10% que fazem a diferença, e hoje fazem pender a balança para o lado dos que estão em situação pior, mas se não houver um reconhecimento podem muito bem mudar de ideia. Não se pode também ter preconceito contra as classes médias, ou as classes altas, achando que são todos ruins, egoistas, malignos… Existem os que pisam sim, mas existem os que dão a mão… Existem pessoas que se medem por quantos estão por baixo, abaixo delas, e existem pessoas que se medem por quantas pessoas ela deu a mão e conseguiu trazer pra cima, e quantas deram a mão para ela subir ainda mais… É esse tipo de valor que devemos ensinar, que a sociedade deve ensinar, pra começar, nas escolas…

    osmar Bispo

    13 de novembro de 2010 às 15h58

    Voce tem toda razão amigo carioca, sempre é bom lembrar que muito desta gente que acendeu veio também de lá debaixo, póis este preconceito é a culnpa da midia estabelecida que não e viu que os tempos mudaram, ficam com um discurso rançoso e preconcieituosa. Amigo carioca quem sabe a professora da USP e esta midia golpista mudam, vamos esperar, os proximos capitulo desta novela funestra, vamos esperar e ver.

Luci

12 de novembro de 2010 às 14h20

O domínio da oligarquia paulistana emerge da USP.

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samuel

12 de novembro de 2010 às 14h05

Gande Azenha,

Da uma olhada neste blog e ajuda na divulgação obrigado, http://cpmf.ja.abcdm.zip.net/

CPMF JÁ

CPMF já significa mais saúde, educação, salário mínimo maior, luz para todos e muitos outros projetos beneficiando o povo brasileiro, como aumento para os aposentados

Serão mais 40 bilhões para serem investidos na melhoria de vida da população mais carente.

Queremos a CPMF livre para o governo investir na população carente da forma que achar melhor.

Uma CPMF de 0,38 para uma pessoa que ganha 10 mil por mês vai pagar 3,80 isto mesmo três reais e oitenta centavos de CPMF e se for conta salário não vai pagar nada.

Agora uma grande empresa tipo Folhae outras que movimenta tipo 10 bilhões vão pagar 380 mil reais de CPMF.

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    Marcelo de Matos

    12 de novembro de 2010 às 16h44

    É isso aí Samuel. Sem a CPMF a Saúde pública não sobrevive.

    Renato

    14 de novembro de 2010 às 00h18

    Ué, vocês não eram contra a CPMF na época do FHC? Agora todos são a favor, só porque o governo é da Dilma.

vanraz

12 de novembro de 2010 às 14h05

Fico triste com o preconceito, a discriminação para conosco. Mas é isso aí, estamos vivendo, olhando para frente e esperando que essa onda de recalques passe. O Brasil precisa caminhar para frente. Não me acho diferente do pessoal do sul e sudeste. Amo meu país e essa gente e é isso que interessa. Um abraço para o Azenha, a Maria Inês e todos os brasileiros. http://www.vanraz.wordpress.com

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Eduardo Guimarães

12 de novembro de 2010 às 13h33

Azenha, sugestão: publique o artigo de hoje na Folha "Em defesa de Mayara", de uma "professora de Direito" da USP, que diz que é de Lula a culpa pelas manifestações racistas na internet.

Estou aqui roendo os cotovolos e nada posso fazer porque o Cidadania está fora do ar por ter ultrapassado o "pacote" do provedor – está sendo solucionado o problema.

Que barbaridade, meu Deus! A que ponto chegamos. Um bando de delinquentes sai pela internet pregando racismo, separação do Sul-Sudeste do Norte-Nordete, assassinato de nordestinos, e a culpa é de Lula?

Não consigo nem trabalhar direito de tanta indignação. E com minha ferramenta de desabafo fora do ar… Insuportável.

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    Robson Fernando

    12 de novembro de 2010 às 17h01

    Eduardo, tem uma cópia do artigo (muito facepálmico, por sinal) aqui: http://www.portogente.com.br/texto.php?cod=35730

    Marcelo de Matos

    12 de novembro de 2010 às 17h02

    A doutora Janaína quer, em suma, que sejamos tolerantes com a Mayara. Penso que nesse aspecto ela tem razão: os jovens, em geral, fazem muitas bobagens e não devemos crucificá-los por isso. Sejamos tolerantes, também, com a doutora Janaína. Ela também deve ser jovem ainda. De professora assistente passou a professora associada. Só quando se tornar professora plena terá incorporado todo o besteirol tucano.

Folha defende “singularidade” de São Paulo. Inês Nassif explica | Conversa Afiada

12 de novembro de 2010 às 13h33

[…] no jornal Valor: sempre denso, profundo, original.O Azenha reproduziu o artigo de ontem da Inês: clique aqui para ir ao Viomundo.Inês explica o que acontece com São Paulo, ou melhor, com o repositório de ideias de sua elite: […]

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A resistência à mobilidade social | Blog do Marcelo Sereno

12 de novembro de 2010 às 13h14

[…] * O texto, publicado originalmente no jornal Valor Econômico, foi extraído do Vi o Mundo. […]

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Marcelo de Matos

12 de novembro de 2010 às 12h23

“Se os grandes partidos não se assumirem ideologicamente, outros, menores, tomarão o seu espaço”. Não sei se a tendência é essa. Temos 27 partidos políticos registrados no TSE, o que é um absurdo. A reforma política deverá, ao menos, tentar diminuir o número de partidos. O PFL tornou-se DEM e nem assim deu certo. Agora, tornar-se-á o quê? O mais provável é uma fusão com o PSDB, já que até o Kassab está falando em sair do partido.

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Roberto SP

12 de novembro de 2010 às 12h20

É sempre um raro prazer ler os artigos dessa jornalista.
Enquanto os jornais "normais" insistem na sua cobertura enviesada, estranhamente um jornal econômico – em tese voltado às elites e aos empresários – tem produzido as matérias mais lúcidas e interessantes que tem saído na "grande" imprensa.

E ela diz uma coisa que a mim também impressiona: Como a classe média paulista que antes (virada dos 80 até meados dos 90) era em boa parte simpatizante do PT, hoje tem verdadeira ojeriza a esse partido aqui em São Paulo – Capital inclusive.

E isso apesar de que os governos do PSDB-DEM nada têm apresentado de revolucionário.

Pelo contrário.

Temos esse metrô que cresce a passa de tartaruga, uma saúde pública BISONHA e na educação nem é preciso dizer nada, com essa esdrúxula aprovação continuada – sei lá qual é o nome, que vai jogando crianças semialfabetizadas pra frente e cada vez mais em descompasso com a série escolar.

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    Marcelo de Matos

    12 de novembro de 2010 às 13h50

    Não sei se dá para acreditar em regionalização do PT, que seria hoje um partido forte no nordeste. O PFL já foi chamado de partido nordestino e hoje, transformado em DEM, já não é forte em parte alguma do território brasileiro. De eleição para eleição as coisas mudam. Erundina, ex-PT, venceu em São Paulo contra todas as expectativas dos institutos de pesquisa. O fenômeno pode repetir-se (nova vitória do PT em São Paulo). Não acredito que haja ojeriza da classe média paulista, ou paulistana, contra o PT. Sou paulista da classe média e petista, até prova em contrário. O blog do Edmilson informa que Dilma teve 45,95% dos votos paulistas, contra 54,05 de Serra. A diferença é de apenas 8,1%. Em outras capitais da região sudeste, como Belo Horizonte e Rio de Janeiro, Dilma venceu. Pode haver ojeriza de algum jornalista contra o PT. A classe média da região sudeste não tem essa ojeriza.

Taques

12 de novembro de 2010 às 11h52

Eita !!!

Passam os dias e o Azenha não escreve uma linhazinha sequer sobre o "Proer" petista verificado no escândalo Panamericano x CEF.

E tome Saresp, Monteiro Lobato, pedágio da Via Oeste, voto nordestino …

Tô esperando.

Voltando ao "Proer" petista, tô começando a entender a participação do SBT no episódio da bolinha. Nada como um dia após o outro …

Responder

    Marcelo de Matos

    12 de novembro de 2010 às 16h38

    Se Proer petista houve foi para socorrer o Banco Votorantim. A situação do Panamericano é bem diferente. Pierre Lucena do blog Acerto de Contas, que é professor de economia, disse: “Durante esta semana o Banco Panamericano foi socorrido pelo Fundo Garantidor de Crédito, e imediatamente Silvio Santos colocou seu maior patrimônio, o SBT, à venda, para cobrir o rombo deixado. Fiquei impressionado, porque ao invés de utilizar seu meio de comunicação para chantagear o Governo, como fizeram outros, o empresário simplesmente quer resolver o problema para limpar seu nome. Muitos outros iriam ficar se revirando, esperando uma ajuda governamental para colocar a dívida nas costas da viúva, mas ele preferiu abrir mão de seu patrimônio e resolver seu problema. E olha que ele não foi o fraudador, e sim a principal vítima de uma fraude. É preciso fazer essa correção, porque neste momento a especulação de um acordo com Lula para salvar o SBT não faz justiça aos atos”.

    Airton

    12 de novembro de 2010 às 16h45

    Oh TAQUES, se voce se der ao trabalho de se informar, vai ver que isso não tem nada a ver com PROER. Proer foi dinheiro do nosso bolso. Esse socorro ao Panamericano provem de um fundo dos bancos e não do governo. Por tanto, não diga besteiras.

    victor hugo

    12 de novembro de 2010 às 18h03

    Esse proer foi criado pelos próprios tucanos, e até onde se sabe, não é o governo quem manda nesse dinheiro, porque seria um proer petista? se for é ótimo, não tem dinheiro publico nele…

Escrevinhador

12 de novembro de 2010 às 10h08

[…] Maria Inês Nassif, no Valor Econômico, retirado do Viomundo. O Brasil elegeu, por dois mandatos, um ex-metalúrgico como presidente da República. Agora elege […]

Responder

Maria Inês Nassif: A resistência à mobilidade social « Arengueiro Natal/RN/Brasil

12 de novembro de 2010 às 02h45

[…] Extraído do Vi o mundo. […]

Responder

Armando Mazzini

12 de novembro de 2010 às 02h31

O problema é que, a continuar o desenvolvimento econômico, sem que haja um forte investimento na qualidade da educação, logo a elite econômica preconceituosa e míope será bem maior. Ou seja, se nada for feito, vem aí uma geração inteira de smartphone no bolso e cabeça vazia. Sujeita a todo tipo de modinhas e manipulação. Aí…coitados dos que ainda não tiverem tido oportunidade de ascenção.
Gostaria muito de ver o Estado, ao invés de priorizar Copa do Mundo e Olimpíadas, implantar uma revolução educacional com formação integral, que além de instrução de qualidade focasse a cidadania e responsabilidade social.

Responder

    silvia

    12 de novembro de 2010 às 14h20

    Brilhante análise.

Maria Inês Nassif: A resistência à mobilidade social « Razão Crítica

12 de novembro de 2010 às 00h20

[…] Viomundo, de Luiz Carlos […]

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rubem

11 de novembro de 2010 às 20h55

Discordo de Maria Nassif quando disse em entrevista na Record News que o primeiro governou Lula não foi bom, ledo engano Lula pegou o país arrasado, conseguiu em pouco tempo "organizar a casa" e apresentar bons numeros logo nos primeiros anos , portanto, os dois gorvenos Lula foram excelentes.

Responder

    Leonardo Câmara

    11 de novembro de 2010 às 23h26

    Negativo, meu caro. O primeiro foi ruim mesmo. Aliás, até a saída de Dirceu, Palocci, Berzoni e cia, o que o governo fez foi aprofundar a reforma neoliberal de FHC. Porque foi administração José (sem rumo) Dirceu.

    Lula acordou com as fortes manifestações dos movimentos sociais por volta de 2003 e se recuperou parcialmente. Ele sem Dilma não teria dado em muita coisa.

    Marcelo de Matos

    12 de novembro de 2010 às 12h55

    Dirceu, Palocci, Berzoini & Cia… Quanta gente você desaprova no PT! Certamente, não é petista – está mais para PSOL ou PSTU. O PT sofre críticas vindas tanto desses partidos, quanto da direita. O mais curioso é que sofre críticas dos próprios petistas. Há uma onda interna de sectarismo. Airton Soares foi expulso em 1985 e atualmente há petistas que gostariam de ver fora outros tantos líderes. No PC do B há quem considere alguns de seus líderes como não comunistas. Esse radicalismo é uma espécie de “doença infantil”, como dizia Lênin.

    victor hugo

    12 de novembro de 2010 às 18h04

    De fato, a melhor coisa que aconteceu, foi o dirceu ter caido, para a dilma ascender…

    simas

    11 de novembro de 2010 às 23h30

    E mais, a mídia, maldita, portavoz da elite, endiabrada, foi feroz no primeiro período… Envolveu o PT no seu mensalão – pq o PT foi envolvido no mensalão, q sempre existiu e foi aprofundado durante o desgoverno do prof cardoso, em seu meticuloso programa de desgoverno, dilapidador e desagregador do Estado brasileiro. Convenhamos, a "nossa" justiça processa o chamado mensalão mineiro e o assalto ao governo distritqal de Brasília, sob segredo de justiça, ao amparo irrestrito da mídia, maldita e sobre pressão da classe dominante, conservadora. Convenhamos. Então, o primeiro período do Governo Lula foi trepidande, digamos. Pq tomou a gestão de um Estado, arrasado, pelos métodos traçados em Washington, com ajuda e coordenação do próprio prof cardoso, durante a elaboração do tal do Consenso de Washington, no bojo da conhecida ONG, Diálogo Latino americano, às expensas do Congresso dos EEUU… Um Estado liquidado em toda a sua dimensão pelo famoso neoliberalismo, q vigorou e vive na alma do prof cardoso e seus asseclas do PSDB/DEM. Ora, sobreviver a tudo isso, foi fantástico e magestoso; um trabalho edificante de quem, realmente, é perseverante e determinado… Não esquecermos q o próprio Pres Lula, até l998, esteve "cursando" o tal Diálogo Latinoamericano… abandonando-o, pra concorrer as eleições… ou pq não lhe era familiar, interessante, o assunto.
    Rubem, meu querido, vc tem toda a razão… a nossa Inês não foi feliz, em sua afirmação. O primeiro Gov Lula foi importantíssimo; pq lá se consolidou toda a tenacidade do trabalho do governante e do seu partido… Não se esqueça q o PT foi tenazmente atacado nesses tempos e sobreviveu, vitoriosamente, no segundo período Lula, com os resultados políticos de gestão, pública.
    Obrigado

    simas

    11 de novembro de 2010 às 23h50

    E mais, a mídia, maldita, portavoz da elite, endiabrada, foi feroz no primeiro período… Envolveu o PT no seu mensalão – pq o PT foi envolvido no mensalão, q sempre existiu e foi aprofundado durante o desgoverno do prof cardoso, em seu meticuloso programa de desgoverno, dilapidador e desagregador do Estado brasileiro. Convenhamos, a "nossa" justiça processa o chamado mensalão mineiro e o assalto ao governo distritqal de Brasília, sob segredo de justiça, ao amparo irrestrito da mídia, maldita e sobre pressão da classe dominante, conservadora. Convenhamos. Então, o primeiro período do Governo Lula foi trepidande, digamos. Pq tomou a gestão de um Estado, arrasado, pelos métodos traçados em Washington, com ajuda e coordenação do próprio prof cardoso, durante a elaboração do tal do Consenso de Washington, no bojo da conhecida ONG, Diálogo Latino americano, às expensas do Congresso dos EEUU… Um Estado liquidado em toda a sua dimensão pelo famoso neoliberalismo, q vigorou e vive na alma do prof cardoso e seus asseclas do PSDB/DEM. Ora, sobreviver a tudo isso, foi fantástico e magestoso

    Baixada Carioca

    12 de novembro de 2010 às 15h33

    E se não tivesse sido bom Lula não teria sido reeleito. Vale lembrar que a velha mídia tentou a todo custo torna-lo uma ameaça a democracia, à liberdade e aos direitos humanos de todos e todas.

Fabio_Passos

11 de novembro de 2010 às 20h23

Esta "elite" branca e rica explode de ódio com a redução da desigualdade.
Já passou da hora de derrubar este Apartheid Social.

Responder

Fabio_Passos

11 de novembro de 2010 às 19h25

Olha o ótimo pronunciamento do Ivan Valente – PSOL – na câmara dos deputados:

"Em repúdio ao preconceito contra os nordestinos em São Paulo" http://www.ivanvalente.com.br/2010/11/em-repudio-

"
Como paulista, me sinto no dever de subir a esta tribuna para manifestar toda a minha solidariedade ao povo nordestino e meu mais profundo repúdio às manifestações de preconceito que pessoas nascidas em meu estado tem manifestado nas últimas semanas…

… sem dúvida é algo que reflete um preconceito historicamente construído em nosso estado, principalmente na capital São Paulo, onde há muito tempo manifestações racistas e de preconceito étnico, regional e de orientação sexual vem sendo tratadas com “naturalidade”, ganhando inclusive pouca visibilidade dos meios de comunicação.

Em cenários como este, a discriminação racial é banalizada e deixa o caminho aberto para incitações à violência e ao ódio de classe…

A gravidade da situação é tamanha que estes cidadãos se sentem à vontade, sem qualquer pudor, para aprofundar seu preconceito e propor ações que beiram ao fascismo. É o caso do grotesco manifesto “São Paulo para os paulistas”, que já conta com milhares de assinaturas na internet. Para seus autores e signatários, então entre as responsabilidades da migração dos nordestinos para São Paulo a alta criminalidade e os hospitais superlotados em nosso estado. São incapazes de enxergar a brutal desigualdade social em nosso país, que força milhares de famílias a deixarem o pouco que tem para traz em busca de alguma dignidade. Tampouco enxergam essa mesma desigualdade como a raiz da violência em todo o Brasil – e não apenas em São Paulo.
"

Responder

duncan semple

11 de novembro de 2010 às 19h14

Para combater o preconceito aí vai um samba. Samba enredo da mangueira de 2002.
Mangueira encanta
E canta a história que o povo faz, ô, ô, ô, ô,
Vem mostrar a nação do valente sertão
De guerras e de sonhos imortais
A cada invasão, uma reação (…)
Pra que cada gota seja o pão de cada dia
Jogo flores ao mar pra saudar iemanjá
E na lavagem do bonfim, eu peço axé
Terra encantada e predestinada
Tua beleza não tem fim
Brasil, no coração eu levo paz
Pau-de-arara nunca mais
Vou invadir o nordeste, seu cabra da peste
Sou mangueira
Com forró e xaxado, o filho do chão rachado
Vem com a estação primeira

Responder

    Bonifa

    11 de novembro de 2010 às 20h30

    Well… Se a Mangueira está com o Nordeste, o resto é apenas o resto.

José Ruiz

11 de novembro de 2010 às 19h01

Discordo um pouco de algumas opiniões… o Brasil está mudando e os partidos também… O principal aspecto, no meu ponto de vista, é a profissionalização dos políticos, positiva por um lado, mas extremamente danosa por outro: o povo não faz parte desse processo. Lula é um líder e não há o que discutir aqui. Mas a importância da mobilidade social sob o ponto de vista econômico é tão grande, e esse é o grande feito da "era Lula", que as demais bandeiras da esquerda ficaram relegadas a um segundo plano. Ideologicamente falando, talvez estejamos vivendo um dos períodos mais "vazios" da nossa sociedade, culpa também, evidentemente, do emporcalhamento produzido pela mídia golpista, que espalhou seu veneno indiscriminadamente, atingindo praticamente todas as bandeiras da esquerda (sociais), combinado com o esvaziamento de discussões sérias sobre praticamente tudo o que não interessa para as elites… Era possível tornar a política mais suja? Parece que o PIG conseguiu… O povo só enxerga crescimento econômico… por favor não me chamem de louco, mas isso é extremamente preocupante… O PSDB nunca foi popular… mas o PT está deixando escapar por entre os dedos um patrimônio fantástico, ainda que, talvez, esse processo seja inevitável: está se afastando do povo… Neste contexto, PT, PSDB, PSB (fiquem espertos!) em São Paulo, Minas ou no Nordeste… tanto faz… quem é o bandido, quem é o mocinho? Acho que o povo não saberá diferenciar isso… um rosto bonito e um bom planejamento de marketing talvez sejam os fatores decisivos nas próximas eleições… não vejo movimento social e não vejo lideranças capazes de aglutinar uma identificação ideológica…

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Luis Soares

11 de novembro de 2010 às 18h04

De idiotas o Brasil e o mundo estão cheios. Dos que falam em matar nordestinos aos que aproveitam qualquer chance para desrespeitar a mulher. Curioso é constatar que a presença de Lula no poder revolucionou conceitos. Observem os partidos que compõem a oposição mais inconsistente da história do Brasil: DEM e PSDB. O que defendem? Como caracterizá-los ideologicamente? A dissimulação virou arma para fugir da vergonha; prova de que a consciência política do brasileiro avança. Esses partidos e seus respectivos eleitores estão perdidos, em direção ao limbo e não suportam nem o peso das próprias convicções.
http://www.pragmatismopolitico.blogspot.com

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Archibaldo S Braga

11 de novembro de 2010 às 17h26

Falou Paulo!!!! Tanto um como o outro digamos queeeeeeeeeee, era uma tica acima dos outros!!!! A. S. Braga

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Valter

11 de novembro de 2010 às 17h23

Vejam só,me lembro muito bem da fundação do PSDB saido do PMDB, uma das coisas que alegavam era de que o PMDB estava indo muito pra direita logo em seguida uniram-se ao PFL.Pau que nasce torto……..

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Antonio

11 de novembro de 2010 às 17h05

Parte I
A substância ideológica do PSDB fede a esgoto puro e é o extrato do fisiologismo. Basta ver a relação de obras e secretarias de São Paulo que têm problemas de corrupção. Basta ver a quantidade de terceirizações, porteiras fechadas e contratações sem licitação. Basta ver a quantidade de amigos que usufruem dos governos do PSDB. Basta ver a quantidade de pedágios no Estado de São Paulo e seu preço. Basta ainda ver como o PSDB destrói o Estado com baixos salários e com o sucateamento das instituições como Polícia e Segurança Pública, Educação e Saúde. Quando o PSDB largar São Paulo é porque não consegue tirar dali um centavo. e aí acaba o PSDB. O PSDB não respira sem São Paulo.

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    Cícero

    11 de novembro de 2010 às 20h58

    Assino embaixo. Mandou bem.

    Rafael Andrade

    11 de novembro de 2010 às 23h58

    O PSDB transforma São Paulo em laranja …

Antonio

11 de novembro de 2010 às 17h05

Parte II
Lembram alguns dos problemas?

– Desde 2006 o PSDB deixou de retirar a terra do Rio Tietê (desassoreá-lo) e por isso qualquer chuva faz São Paulo inundar;
– O Governo Federal envia dinheiro para o SUS de SP. Sumiram R$ 400 mil se não me engano, e o PSDB vai ter que dar conta do dinheiro desaparecido;
– Paulo Preto sumiu com o dinheiro que arrecadou para o Caixa 2 da campanha de Serra. Quem informou foi o próprio PSDB através da Revista Isto É;
– O PSDB, no governo Serra comprou sem licitação revistinhas da Editora Abril, jornais, revista Veja etc por R$ 254 milhões sem licitação, inundando as escolas estaduais dessas coisas, sem qualquer utilidade para o aluno ou para o professor;
– Há o caso Alston;
– Há o Rodoanel, onde o TCU encontrou inúmeras irregularidades;
– Há a licitação da linha lilás, se não me engano, que foi fraudulenta (noviiiidaaade).

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Cícero

11 de novembro de 2010 às 17h02

Vivemos um momento de intenso debate social que não acontecia há mais de um século. E essa discussão que envolve todas as camadas socias, marcada por um clima de efervescências ideológicas e conflitos de regiões, será, ao final, bastante proveitosa para todos nós. O que estamos vendo é a manifestação pública de conceitos histórico-culturais transmitidos de geração a geração e que se achavam adormecidos em um lugar profundo do nosso ego.

Geralmente, depois da tempestade, vem a calmaria. Desse modo, creio que esse debate, assinalado por ações e reações de classes, ora ofensivas, racistas, preconceituosas, ora moderadas, esclarecedoras, conciliatórias, creio que esse debate, repito, dará lugar a uma sociedade mais politicamente equilibrada. Acredito que nos aproximamos do desfraldar de um novo modelo social, mais decantado e amadurecido, caracterizado por relações pacíficas e prósperas entre os brasileiros de todas as regiões, de todas as cores, de todos os credos, independentemente de sexo ou condição social. Pelo menos, é o que espero.

Se a chamada classe "A" é o óbice a ascensão de classes menos favorecidas, pergunto: com o advento da Web, até quando as elites conservadoras resistirão?

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O_Brasileiro

11 de novembro de 2010 às 17h02

O que sobra em um lugar, pode estar fazendo falta em outro!

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easonnascimento

11 de novembro de 2010 às 16h56

O preconceito contra Lula, pela origem, contra Dilma por ser mulher, contra nordestino, contra pobre, contra preto, enfim contra a classes que ascendem ao patamar superior é uma triste mais real realidade brasileira. É assim e vai continuar sendo, não sei por quanto tempo nem quais políticas públicas podem ser implementadas para reduzi-las.
http://easonfn.wordpress.com

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Gerson Carneiro

11 de novembro de 2010 às 16h45

Extra! Extra!

O ABESTADO PASSOU NO TESTE!!!
( Tiririca será empossado )

Agora Zé Bolinha morre de inveja, e de vergonha.

"Ôrra meu! até o Tiririca!"

Responder

    francisco.latorre

    11 de novembro de 2010 às 19h01

    sai itajiba.

    entra tiririca.

    melhorou. bem.

    ..

    Bonifa

    11 de novembro de 2010 às 22h32

    A quantidade de vendedor safado que vai agora assediar o Tiririca expondo produto ordinário a preço baixo é grande. Mas sabendo da inteligência enorme do Tiririca, acreditamos que ele será uma tremenda surpresa para os abestados.

El Cid

11 de novembro de 2010 às 16h34

É interessante dar uma olhada em dois sites de fundações partidárias: Uma é a Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT. Outra é a Fundação Teotonio Vilela, ligada ao PSDB, atualmente administrada por um senhor até bastante culto, que é o Vellozo Lucas (aquele que defendeu as concessões fernandiastas do petróleo, que alías acabou de levar uma surra do Casagrande).
É de se espantar o vazio de material da Fundação Teotonio Vilela. Os documentos mais recentes datam do inicio do milenio, o resto é apenas um espelho do site do PSDB, com denuncias e criticas raivosas que bem conhecemos.
Já o site do Perseu Abramo vai roubar no minimo um dia do leitor para levantar a quantidade de material. Já vejo, com alguma preocupação, o envelhecimento dos diversos livros, mas não chega ao absurdo que se vê no Teotonio Vilela. São documentos de eventos, estudos, livros, revistas, debates, que parece que estamos em um partido europeu…

Portanto, confirma-se a ausencia de qualquer discussão programatica entre os tucanos, um absoluto deserto de idéias, pelo que o partido reduz-se a um clube eleitoral a la americana, em torno de alguns figurões auto-declamados competentes (daí a insistência na campanha de "curriculos", e não de programas).

Enquanto isso, o PT tem estrutura partidária, há uma intelectualidade ativa, que discute programas e posições, até critica o governo petista que não implementa as decisões do partido em virtude dos compromissos da aliança, e por aí vai.

Mas é um partido que (ainda) está organizado e ativo como tal. É engraçado que a direitona hidrófoba que se apresenta nas colunas dos jornais chama o PT de bando de preguiçosos…

Responder

    Antonio

    11 de novembro de 2010 às 20h06

    É falsa a idéia de que o PSDB não tenha programa de governo. Ele tem mas esconde, pois é inconfessável. Criar a pérola do Estado Mínimo para o povo, privatizar, terceirizar, entregar as riquezas brasileiras aos amigos nacionais e internacionais, sucatear o Estado (instituições, Saúde, Educação e Segurança Pública), mandar pobre ir passear, não dar crédito para a população mais pobre, ao micro e pequeno empresário, privilegiar os ricos, deixar a economia andar por si só favorecendo o grande capital, fazer do meio social dos mais pobres um eterno mar de violência e miséria, apostando no quanto pior melhor é o programa de governo do PSDB. Acompanhem atentamente os governos do PSDB por 4 anos e depois façam vocês mesmo seus relatos de programa de governo.

    Bonifa

    11 de novembro de 2010 às 22h44

    O PSDB não é um partido. Não tem ideologia subjacente nem objetivos públicos definidos. É uma associação de grupos de interesses das elites. Seu princípio mais humanista é o do primitivo lassez faire, pelo qual os ricos ficando cada vez mais ricos, sobrará mais migalhas para contentar os pobres.

El Cid

11 de novembro de 2010 às 16h23

A Maria Inês, com a perspicácia e clareza de sempre, salienta a face do preconceito que veio à luz nestas eleições.

Em resumo, parcelas das classes médias e altas ainda não romperam com as tradições do passado, a exemplo da monarquia, quando a população se dividia entre nobres e plebeus. Ou, numa visão mais radical, a exemplo do tempo da escravidão, dividido entre a Casa Grande e a Senzala.

Responder

    Antonio

    11 de novembro de 2010 às 20h18

    Que é isso meu amigo. Na época da Casa Grande e Senzala era bom, pois o nego trabalhava e tinha garantida a comida. Hoje, partidos como o PSDB para ganhar muito dinheiro na ciranda financeira, acabam com o emprego e deixam o nego sem opção de trabalho. Ele é um liberto com fome, sem emprego e preso à macropolítica das privatizações, da corrupção, das globalizações, dos enxugamentos Fhceanos. Quando empregado, trabalha, trabalha nego e ganha um salário tão miserável que nem ele se sustenta, quanto mais a mulher e os filhos. Pense o que é pior, o que é mais excludente. É ser livre de mentira ou escravo de verdade. Difícil dilema. Por isso, Serra, FHC e Alckmin nunca mais. E ainda por cima, o Kassab, religiosamente na época do natal, para favorecer não sei quem faz a caça ao camelô, para empurrá-lo para a marginalidade. Kassab é dos demos, extrema direita, algoz de pobre. Veja sua polítca na cidade de São Paulo. Lei Cidade Limpa caçando quem trabalha no segundo andar. Fim do crédito consignado ao funcionário da prefeitura de SP, caça aos moradores de rua.

Wellington_Vibe

11 de novembro de 2010 às 16h14

O que é sintomático no atual debate federalista e na posta guerra de classes é o fato de que a bandeira do conservadorismo, que tradicionalmente e sempre foi carregada e tremulada pelos mesmos que estão aí: caciques demotucanos, agora é símbolo de lutas de jovens filhos de uma elite tradicional e portanto filhos do pensamento de manutenção do status quo e também de, para meu assombro, uma classe média emergente que defendia o discurso da esquerda para aspirar mudanças sociais e que agora assume um discurso de direita com vista à garantia de manutenção de suas benesses e consequente ascenção baseado no alargamento das fronteiras econômicas e sociais.
A grande maioria da minha geração dentro do meu núcleo de amigos, que contemplam os dois tipos de jovens acima citados, apresenta comportamento e opiniões de caráter conservador e fundamentalista, ou seja, de direita. Me espanta e me preocupa.

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    Antonio

    11 de novembro de 2010 às 20h28

    Wellington, o que eu constato dessa história, é que a escola particular, para manter o status quo formata a cabeça desse jovem desde a pré escola até ele sair doutor. O sujeito sai doutor da faculdade com o cérebro formatado pela direita. Mas não pense que há conteúdo ideológico na argumentação desses jovens. Não há analise, não há argumentação consistente, não há reflexão. Quando você começa a conversar com ele já percebe que é um discurso pronto, e ele, um analfabeto político arrebanhado pela direita, um conservador sem causa. É uma triste constatação. E o PSDB é o grande formador dessas cabeças.

blogdacoroa

11 de novembro de 2010 às 15h39

Azenha, não consigo comentar no post do Itagiba. Então vai por aqui.

Caro futuro-ex-deputoado Itagiba, quando vi que Vossa Excrescência havia sido defenestrado do Conngresso pelo silêncio eloquente das urnas, enviei um pequeno fax à Companhia de Águas e Esgoto da minha cidade com o singelo texto:____"Missão cumprida!"

Se eu dispusesse no momento das nossas maravilhas tecnológicas que me conectassem ao twitter eu teria sido mais geração Y e bradaria em bom e alto caps lock: CHUUUUUUUUUUUUUUUPAAAAAAAAAAAAAA

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O medo por trás da onda de preconceito contra nordestinos « Cachaça Araci

11 de novembro de 2010 às 15h12

[…] A onda de preconceito contra os nordestinos, por exemplo, é semelhante ao preconceito em estado puro jogado pelos setores tradicionais no presidente Luiz Inácio Lula da Silva e na própria eleita, Dilma Rousseff, durante a campanha eleitoral. É a expressão do temor de que os “de baixo”, embora ainda em condições inferiores às das classes tradicionais, possam ameaçar uma estabilidade que não apenas é econômica, mas que no imaginário social é também de poder e status. (…) * Leia o texto completo no Vi o Mundo […]

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angela

11 de novembro de 2010 às 15h08

Maria Inês, você é sem dúvida a melhor analista política "em exercicio" nesse país….dá um enorme
orgulho ver que temos jornalistas como você, Artigo fantástico, análise que tenta ir aos pontos cru-
ciais, digo tenta pq sempre haveria mais coisa a dizer, não é?Parabéns para nós mulheres atrevidas
ainda transitando nesse cipoal machista.

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    Laurindo

    11 de novembro de 2010 às 17h06

    Ângela, ao nomear a Maria Inês como a melhor analista política de nossa imprensa, você cometeu profunda injustiça. Pelo seu post, percebe-se que você é bem informada, o que agrava seu injusto julgamento. Como você pôde esquecer a Eliane Tucanhede?

    dukrai

    11 de novembro de 2010 às 21h22

    que além de política, entende de aviação, saúde e febre amarela, massa cheirosa e grand crus

Eduardo Oliveira

11 de novembro de 2010 às 13h21

As melhorias sociais e a escolaridade como distribuição de cidadania têm demonstrado que os votos quando adentram nas urnas reflete imediatamente quem é soberano: O povo, e o povo unido e respeitado na verdadeira festa da, ainda jovem, democracia brasileira.Segundo o TSE, grandes colégios eleitorais foram favoráveis a Presidente eleita DILMA.Vejamos, 58% MG;mais de 60% em Rj; aproximadamente 50% no Rs; aproximadamente 46% em Sp, ou seja, sem os votos do NE a presidente eleita Dilma venceria também com uma boa margem.Assim, não se pode mais uma vez desrespeitar nosso povo falando em segregação,por região, por economia ou seja la o que for, ou mesmo, guerra de secessão do sec. XXI se o nosso povo falou nos quatros cantos de nosso querido Brasil, quem ele quer. Recomendações: Os ansiolíticos, os calmantes, ainda são vendidos, livremente sem prescrições médicas nas farmácias, o que não deixa de ser um erro temerário,pois, a realidade não pode ser deixada de lado.Mas não mudem de lado o insatisfeitos com a vontade soberana do povo brasileiro porque o contraditório é vital ao processo da consolidação do estado democrático de direito.
eduardo

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Luísa

11 de novembro de 2010 às 12h30

O PSDB hoje, é o Partido da Republica, das oligarquias políticas no início do século passado que governaram o Brasil e querem o poder sem olhar para o social novamente, infelizmente.

Responder

Bernardo F Costa

11 de novembro de 2010 às 12h28

Mais uma vez aqui aparece a questão federativa. Minha impressão é que este tema veio para ficar. O que me incomoda aqui é que sob essas divisão política forçada de SP contra NE ou MG não fica muito claro o verdadeiro jogo de poder. Quem são os verdadeiros atores ? Quais são seus verdadeiros interesses ? Na revolução de 30, sabia-se que eram os cafeicultores contra a massa urbana emergente. Veio Getúlio e ele mediou a passagem de um país rural para urbano. Agora, me parece, o questão é outra. Mas não está claramente posta.

Responder

    Ed Döer

    11 de novembro de 2010 às 16h07

    Velha mídia x Nova mídia
    Ou seja, jornais e TVs perdendo terreno e poder para o pessoal (tanto os grandes portais como os blogs sujos) da Internet.

Marcia Costa

11 de novembro de 2010 às 12h20

O difícil de refundar o PSDB será encontrar gente do calibre de Franco Montoro e Mario Covas….

Responder

    Juliano Iowa

    11 de novembro de 2010 às 13h23

    Como se Mário Covas fosse um santo.. haha

    Quem lembra do episódio das mulheres no congresso?

    Carlos Morales

    11 de novembro de 2010 às 13h57

    Não era santo, mas era infinitamente melhor que esses que estão aí.

    Paulo

    11 de novembro de 2010 às 15h54

    MELHOR NÃO.

    MENOS RUIM.

    HEHEHE……..

    francisco.latorre

    11 de novembro de 2010 às 18h40

    qualquer coisa é melhor que esses aí.

    ..

    Cícero

    11 de novembro de 2010 às 15h44

    Bem lembrado o episódio das mulheres no congresso..

    Sergio F. Castro

    12 de novembro de 2010 às 11h59

    Taí uma verdade. As ações do filho (o "Covinhas") ainda precisam de explicações. Mas, em retrospecto, o Covas ainda tinha uma quantidade substancial de vergonha na cara, quando comparado aos atuais tucanos, vide sua reação à tentativa de cooptação do partido pelo Collor, entusiasticamente apoiada pelo FHC, sua atuação no processo de impeachment e resistencia contra a privatização do Banespa, estes fatos e alguns outros lhe concededem (ao Covas) um crédito histórico.

    Daniel

    11 de novembro de 2010 às 13h37

    Não perdendo o trocadilho, a tucanalhagem está, tal como um felino, empurrando o monturo pra cova…


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