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Maria Fernanda Arruda: Não se assustem com uma chapa Lula-Maia
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Maria Fernanda Arruda: Não se assustem com uma chapa Lula-Maia


25/06/2019 - 14h39

Situação política

por Maria Fernanda Arruda*

Assistimos três forças se movimentando no cenário político: 1) o renascimento do lulismo, 2) a confirmação de Rodrigo Maia como arbitro político e 3) os ataques de Bolsonaro.

Nas águas das denúncias de parcialidade de Moro e no lançamento do documentário “Democracia em Vertigem”, o lulismo aparece como vítima de um processo que impediu a candidatura do Lula e provocou o impeachment de Dilma.

As denúncias colocam luz sobre um plano para tirar o PT do poder; as pessoas, ante a chuva de evidencias, aumentam o apoio a Lula e pouco refletem sobre qual foi o papel do petismo neste processo.

Primeiro que o petismo costurou alianças com os setores podres da política; sua base aliada era formada por políticos de direita (Garotinho, etc.) e isso é uma prática defendida desde a direção do partido, chamada de “pragmatismo”.

Esta prática não mudou. Embora o golpe contra Dilma e a prisão de Lula poderiam trazer algum ensinamento, no Rio Wilson Witzel (PSC) e o presidente em exercício da Assembléia Legislativa, André Ceciliano (PT) vivem um namoro político.

Alguns governadores do PT apoiam a reforma da Previdência e pelo menos, 50% dos parlamentares apoiaram Rodrigo Maia para a presidência da Câmara.

O PT chegou ao poder numa articulação com setores evangélicos, com o sistema financeiro (bancos) e com o apoio da burguesia nacional (Odebrecht).

Estas alianças “amplas” não foram suficientes para que a burguesia aceitasse o lulismo no poder.

Preferiram um “puro sangue”.

Tiraram Dilma do Planalto, colocaram Lula na cadeia e o PT não fez uma só greve geral para defender seu governo, não falou nem uma vez “fora Temer”; preferiu mostrar à burguesia que esse negocio de mobilização das massas para fazer uma revolução não tem relação com ele.

Esse é o quadro real: o lulismo foi tirado do poder, mas não pode ser solução para os problemas dos brasileiros.

O PT, como já está fazendo, vai continuar sem enfrentar os podres poderes

O segundo ponto que vemos do momento político é como a figura de Rodrigo Maia cresce, como uma espécie de guarda chuva da burguesia, se colocando como árbitro entre a desastrosa atuação política do clã Bolsonaro e impondo um mínimo de planejamento para votar as pautas da burguesia.

Não se espantem que, assim como foi construída a chapa Dilma/Temer, num futuro próximo surja a chapa Lula/Maia.

Por último, Bolsonaro se materializa como um gângster, expondo sem meio termo sua falta de humanidade: agrotóxicos liberados, desmatamento no país inteiro, ataques à população das favelas, destruição dos orçamentos de Educação e da Saúde.

Para mudar este quadro, temos de resgatar a força da greve geral e o poder da população nas ruas.

*É escritora

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



3 comentários

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a.ali

25 de junho de 2019 às 22h25

oi, oi …???

Responder

james sergio fricke siqueira

25 de junho de 2019 às 15h28

VTNC ARRUDA PSOLISTA !!!!

Responder

julio ferreira

25 de junho de 2019 às 14h50

Pertinente, ambos bons de voto.

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