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Marcio Pochmann: Como pode o mesmo trabalho receber a metade devido à terceirização?


14/11/2011 - 21h40

por Marcio Pochmann, do Valor Econômico

Na virada do século XX, a avalanche neoliberal atingiu praticamente todos os países, cada um a seu modo. No âmbito do trabalho, por exemplo, o neoliberalismo atacou o desemprego gerado pela ausência do dinamismo econômico por meio da desregulamentação do mercado de trabalho.

Naquela época, difundiu-se equivocadamente que a solução única para o desemprego seria a ocupação da mão de obra com salário menor e direito social e trabalhista a menos. Ou seja, uma alternativa inventada que procurava substituir o desemprego pela precarização do trabalho.

No Brasil, a onda neoliberal a partir do final da década de 1980 não se traduziu em reforma ampla e profunda do marco regulatório do mercado de trabalho, ainda que não faltassem propostas nesse sentido. Mesmo assim, o fenômeno da terceirização da mão de obra terminou tendo efeito inegável, com remuneração reduzida à metade dos que exercem a mesma função sem ser terceirizados e rotatividade no posto de trabalho superior a mais de duas vezes.

Em síntese, a terceirização do trabalho ganhou importância a partir dos anos 1990, coincidindo com o movimento de abertura comercial e de desregulação dos contratos de trabalho. Ao mesmo tempo, a estabilidade monetária alcançada a partir de 1994 vigorou associada à prevalência de ambiente competitivo desfavorável ao funcionamento do mercado interno. Ou seja, baixo dinamismo econômico, com contida geração de empregos em meio à taxa de câmbio valorizada e altas taxas de juros. Frente ao desemprego crescente e de ofertas de postos de trabalho precários, as possibilidades de atuação sindical exitosas foram diminutas.

Atualmente, o trabalho terceirizado perdeu importância relativa em relação ao total do emprego formal gerado no Brasil, embora seja crescente a expansão absoluta dos empregos formais. Por serem postos de trabalho de menor remuneração e maior descontinuidade contratual, os empregos terceirizados atendem fundamentalmente à mão de obra de salário de base. Dessa forma, as ocupações criadas em torno do processo de terceirização do trabalho tendem a se concentrar na base da pirâmide social brasileira. O uso da terceirização da mão de obra tem se expandido fundamentalmente pelo setor de serviços, embora esteja presente em todos os ramos do setor produtivo.

Na passagem para o século XXI, o país perseguiu duas dinâmicas distintas na terceirização do trabalho. A primeira observada durante a década de 1990, quando a combinação da recessão econômica com abertura comercial resultou no corte generalizado do emprego. Na sequência da estabilização monetária estabelecida pelo Plano Real, que trouxe impacto significativo na redefinição da estrutura de preços e competição no interior do setor produtivo, o Enunciado 331 do Tribunal Superior do Trabalho estabeleceu os setores cabíveis à terceirização da mão de obra, concedendo segurança jurídica às empresas.

Nesse contexto, a taxa de terceirização registrou patamar inédito, passando de cerca de 10% do saldo líquido dos empregos gerados no estado de São Paulo no início da década de 1990 para mais de 90% no começo da década de 2000. Com salário equivalente à metade do recebido pelo trabalhador normal, os terceirizados avançaram sobre os poucos empregos formais gerados, sem que ocorresse redução da taxa total de desemprego – a qual saiu de 8,7%, em 1989, para 19,3%, em 1999, na Região Metropolitana de São Paulo.

Não obstante o apelo à redução do custo do emprego da força de trabalho estimulado pela terceirização, inclusive com o aparecimento de empresas sem empregados, em meio às condições da estabilidade monetária com altas taxas de juros reais e valorização do real, o sindicalismo reagiu evitando o mal maior. Mesmo diante de competição interempresarial mais acirrada, houve elevação da taxa de sindicalização, com avanço das negociações coletivas de trabalho e inclusão na legislação social e trabalhista.

A segunda dinâmica na trajetória da contratação de empregos formais ganhou importância a partir da década de 2000. Entre os anos de 2000 e 2010, a taxa de terceirização passou de 97,6% para 13,6% do saldo líquido de empregos formais gerados no estado de São Paulo. Nesse mesmo período, a taxa de desemprego caiu 28,5%, passando de 19,3%, em 1999, para 13,8%, em 2009, na Região Metropolitana de São Paulo. Apesar disso, o salário recebido pelo terceirizado continuou equivalendo apenas à metade daquele do trabalhador não

terceirizado.

Os sindicatos tiveram conquistas importantes, com maior organização na construção dos acordos coletivos de trabalho. A Justiça do Trabalho, o Ministério Público do Trabalho e o Ministério do Emprego e Trabalho assumiram papel fundamental. Mas sem regulação decente da terceirização, parcela das ocupações permanece submetida à precarização no Brasil. Como pode o mesmo trabalho exercido receber somente a metade, por conta de diferente regime de contratação? Caso mais grave parece ocorrer no interior do setor público, que licita a contratação da terceirização da mão de obra pagando até 10 vezes mais o custo de um servidor concursado para o exercício da mesma função.

O país precisa virar a página da regressão socioeconômica imposta pelo neoliberalismo no final do século XX. A redução no grau de desigualdade na contratação de trabalhadores terceirizados pode ocorrer. Com a regulação decente a ser urgentemente estabelecida poderia haver melhor cenário para evitar a manutenção das enormes distâncias nas condições de trabalho que separam os empregados terceirizados dos não terceirizados.

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37 comentários

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Bonifa

16 de novembro de 2011 às 19h06

Como pode? É simples. Foi a sopa no mel para o projeto neoliberal no Brasil. Desmantelar e desmoralizar o serviço público ao máximo e demitir o máximo possível de servidores. Depois, constituir empresas que fornececessem esse mesmo trabalho desempenhado pelos servidores demitidos, mas sem as garantias trabalhistas, os salários que os servidores públicos percebiam e sem o orgulho de serem funcionários públicos. O lucro (enorme) destas empresas de terceirização se deve à mais valia dos salários menores pagos aos terceirizados. Estas empresas destruíram a concepção das agências de serviços públicos como equipes de trabalho verticalizadas. E aproximaram as mesmas de todos os defeitos e vícios de empresas privadas mesquinhas. Multiplicaram por mil as ingerências políticas nas agências, combateram os planos de carreira e valorizaram os espertos, postos em cargos de confiança, em lugar dos dignos e dos capazes. E também fizeram a fortuna de muitos amigos fundadores de empresas de exploração do trabalho e de equipamentos de aluguel. Colocaram os planejadores públicos na palma da mão dos especuladores de todas as espécies e comprometeram o futuro de tudo o que possa depender do planejamento oficial.

Responder

pap

15 de novembro de 2011 às 21h35

Eu gostaria de uma posição dessa gente que nem mesmos os blogueiros progressistas e o pessoal alternativo pouco ou
nada pega no pé: esses profissionais de recursos humanos, que dentro ou fora de empresas, capacha e pelegamente
não se pronunciam a respeito sobre lamentaveis praticas como essas nefandas terceizirações.

Responder

pap

15 de novembro de 2011 às 21h31

E esse povo dos recursos humanos? Calam-se e nada dizem? Aceitam e justificam tudo que o patronato faz?
Será que não tem um mínimo de dignidade de se pronunciar diante de casos de terceirização descabida entre outras questões?
Ou realmente não passam do que de mais submisso e capacho existe!

Responder

Antonio

15 de novembro de 2011 às 21h07

O Estado brasileiro foi concebido com dois universos distintos que se interseccionam: Casa Grande e Sezala. O Supremo é o capataz, às vezes é Capataz e Sinhô, as polícias, capitão do mato e nós o povo, somos a Senzala. Então, chicote na Senzala meu Sinhô.

Responder

Hildermes Medeiros

15 de novembro de 2011 às 19h32

Dr. Pochmann que me desculpe, mas os números médios de terceirização que apresenta padecem de consistência, quando se sabe, por exemplo, que a Petrobrás tem um nível de tercerização de mais do dobro de seu efetivo, hoje da ordem de sessenta mil trabalhadores, e atingiu esse nível a partir de 2003, já no período do governo Lula, quando no ínicio era de cerca de cem mil terceirizados. A política econômica desde 2003, nem de leve abandonou seu viés neoliberal, comprovado principalmente pelo nível de terceirização no governo e estatais, a manutenção da indexação nos preços administrados, e o não desmantelamento do sistema de endividamento público, com ainda as maiores taxas de juros do planeta, que nutre o rentismo e o sistema bancário, que pratica margens em suas atividades de empréstimos, que dá inveja a qualquer agiota, dando a desculpa esfarrada o nível de inadimplência no país, que sabe-se não destoa do acontece na imensa maioria dos países, onde as taxas ao tomador estão longe, mas muito longe mesmo de se igualar às que impõem no Brasil. Empresas estatais como a Petrobrás tratam seus efetivos, inclusive terceirizados, com pouco respeito, há muitos anos, apesar do retumbante sucesso de suas atividades em todos os sentidos. Seus planos de aposentadoria vem sendo desfigurados, existem dezenas de milhares aposentados procurando recuperar seus direitos na justiça, enfrentando toda ordem de chincana e protelação dos feitos (há até recurso no STF com pedido de vistas de ministro que irá para o segundo aniversário), num verdadeiro ato de covardia com quem por muitos anos foram também seuscolaboradores, está sucateando seu plano de assistência médica, retirando coberturas e benefícios. São por essas razões que os empregados de estatais tem entrado em greve, Correios, Dr. Pochmann diz bem, o neoliberalismo ainda é prática de governo.

Responder

SILOÉ-RJ

15 de novembro de 2011 às 18h11

Essa é fácil!!!!
Meio a meio!!! Metade de quem trabalha, metade de quem terceriza.
A tercerização é o meio legalizado mais fácil de se meter a mão.
Acertei???

Responder

andre

15 de novembro de 2011 às 15h46

A Espanha foi citada por "economistas" como referencial de FLEXIBILIZAÇÃO DE LEIS TRABALHISTAS E REDUÇÃO DO DESEMPREGO, tanto que o TST fez um seminário em 2003 com "especialistas"
http://direito2.com/tst/2003/mar/5/flexibilizacao

Mostraria a enoooorme vantagem do feito Espanhol, só q veja que a mentira sempre é descoberta:

Taxa de desemprego na Espanha sobe para 21,5% no 3º trimestre
http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/10/taxa

POR QUE NAO APARECEM OS JÊNIOS AGORA PRA DIZER QUE ELES SÃO O EXEMPLO????

Bando de Canalhas

Responder

Palmas

15 de novembro de 2011 às 15h42

Execlente matéria do brilhante Pochman, que a tucanada do PIG queria a cabeça no ínício do governo Dilma. Sou bancário da Caixa, ou economiário para os mais antigos de empresa.A Caixa usa o expediente da terceirização em muitos locais de trabalho na empresa indo desde copeira a motorista dos diretores da empresa fazendo contratos nem sempre claros no ponto de vista da fiscalização dos mesmos. De tempos em tempos assistimos a troca de empresa ou por perda de lcitaçaão, ou mesmo por não cumprimento do contrato.Já presenciei inúmeras vezes a Caixa sendo chamada a responder questões trabalhistas destes terceirizados.Mas o que interessa é diminuir o custo da empresa, e a prática se mantém.Mas além da terceirização convivemos nas empresas estatais com colegas aposentados pelo INSS e com a continuidade no trabalho não abrindo novas oportunidades para o mercado de trabalho. Mas afinal cadê a responsabilidade social do governo, das estatais que permitem( a mando do STF e seus acordos) que essa prática persista?. Aliás essas empresas estatais vendem para seu público balanços "sociais" travestidos do que? dá lógica "ambientalista", "trabalhistas",. No varejo a realidade é outra. É lucro na certa.

Responder

FrancoAtirador

15 de novembro de 2011 às 15h29

.
.
"Caso mais grave parece ocorrer no interior do setor público, que licita a contratação da terceirização da mão de obra pagando até 10 vezes mais o custo de um servidor concursado para o exercício da mesma função."

Não se deve esquecer, também, que os órgãos públicos contratantes (tomadores de serviços)
têm responsabilidade subsidiária quanto ao inadimplemento das obrigações trabalhistas
das empresas contratadas (terceirizadas), perante a Justiça do Trabalho

Vide Item IV do Enunciato 331 do TST:

TST
"Enunciado nº 331 – Revisão da Súmula nº 256 – Res. 23/1993, DJ 21, 28.12.1993 e 04.01.1994 – Alterada (Inciso IV) – Res. 96/2000, DJ 18, 19 e 20.09.2000 – Mantida – Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003

Contrato de Prestação de Serviços – Legalidade

I – A contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal, formando-se o vínculo diretamente com o tomador dos serviços, salvo no caso de trabalho temporário (Lei nº 6.019, de 03.01.1974).

II – A contratação irregular de trabalhador, mediante empresa interposta, não gera vínculo de emprego com os órgãos da administração pública direta, indireta ou fundacional (art. 37, II, da CF/1988). (Revisão do Enunciado nº 256 – TST)

III – Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de vigilância (Lei nº 7.102, de 20-06-1983), de conservação e limpeza, bem como a de serviços especializados ligados à atividade-meio do tomador, desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação direta.

IV – O inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do empregador, implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços, quanto àquelas obrigações, inclusive quanto aos órgãos da administração direta, das autarquias, das fundações públicas, das empresas públicas e das sociedades de economia mista, desde que hajam participado da relação processual e constem também do título executivo judicial (art. 71 da Lei nº 8.666, de 21.06.1993). (Alterado pela Res. 96/2000, DJ 18.09.2000)".
.
.

Responder

    FrancoAtirador

    15 de novembro de 2011 às 15h58

    Adendo

    TST
    Res. 174/2011, DEJT divulgado em 27, 30 e 31.05.2011

    Nova redação do item IV e inserção dos itens V e VI à redação do Enunciado 331
    (…)
    IV – O inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do empregador, implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações, desde que haja participado da relação processual e conste também do título executivo judicial.
    V – Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente, nas mesmas condições do item IV, caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n.º 8.666, de 21.06.1993, especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada.
    VI – A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas decorrentes da condenação referentes ao período da prestação laboral.

    http://www.tst.gov.br/jurisprudencia/Livro_Jurisp

Leo V

15 de novembro de 2011 às 15h22

Achei interessante no artigo que ele toca no ponto da terceirização custar muito mais do que a contratação de concursados.
Todo aquele discurso do 'inchaço da máquina' tem como base essa mentira deslavada que a mídia faz questão de perpetuar, e esconder a verdade. O Estado tem gasto maior com a terceirização do que com funcionários. Ela só beneficia a corrupção, via contratação de empresas de amigos ou que repassam de volta parte do dinheiro da contratação para partidos e políticos.

Responder

Laudino Roces

15 de novembro de 2011 às 14h23

Morei em Cosmópolis, uma pequena cidade ao lado da REPLAN, a refinaria da Petrobrás, conhecida como Refinaria de Paulínia. A cidade de Cosmópolis transformou-se em uma cidade dormitório para os terceirizados de salário mais baixo da refinaria. Moram em bairros feios e sem estrutura, oriundos do nordeste, muitos vieram para o corte da cana e agora são terceirizados na Petrobrás. Executam funções insalubres e moral mal, mas, ainda é o único emprego que podem almejar na cidade. Enquanto isso, a cidade não tem a infraestrutura necessária para manter essa massa pessoas. O nível de vida na cidade caiu. Por outro lado, não há qualquer estudo do impacto ambiental que esse exército de mão de obra barata causa. Ou, qual como são as relações com os empregadores, etc.

Responder

@eduliver

15 de novembro de 2011 às 13h27

Acredite se quiser, mas no estado de SP em detrimento aos servidores públicos, o pessoal da ONG recebe quase o dobro!

Responder

Roberto Locatelli

15 de novembro de 2011 às 12h12

Os governos demotucanos estão agindo nas sombras. Como não conseguem privatizar as empresas públicas, terceirizam.

Por exemplo, Zé Bolinha de Papel não conseguiu vender a Eletropaulo, pois a justiça barrou a "operação". Então ele acelerou a terceirização da empresa. O mesmo com a Sabesp que, hoje, tem a maior parte de seus trabalhadores terceirizados.

Em Minas, as empresas públicas estão sendo sucateadas, que é o primeiro passo para a privataria, ou seja, sucatear para vender aos amigo$$ por um preço camarada, levando "um por fora".

Esse sucateamento é constituído, em grande parte, de terceirização. As empresas estimulam a demissão voluntária dos funcionários mais antigos – e mais experientes – através dos PDIs (plano de demissão incentivada). No lugar destes, colocam terceirizados ganhando um décimo do que os anteriores ganhavam. E são funcionários cuja experiência é, também, um décimo da experiência dos anteriores.

Assim fica fácil vender patrimônio público aos amigo$$ a preço de banana.

Responder

    Lu_Witovisk

    15 de novembro de 2011 às 13h34

    PR também, o Richa ta de "coisa" com a Copel… esses tucanos, só dando com gato morto!

Narcus Fitz

15 de novembro de 2011 às 11h52

Olá a todos e bom dia;

Lembro daquela triste época – 1994/1996 – em que os jornais de SP principalmete pregavam toda hora o Consenso de Washington e propalavam o"fim da história" – a FSP principalmente era a mais obtusa, com artigos traduzidos "made in USA".
Parecia o anúncio de uma Nova Ordem Mundial…

Marcus Fitz

Responder

Marcio H Silva

15 de novembro de 2011 às 11h47

O senhor Marcio Porchman não citou que é ilegal terceirizar atividade fim. Só é legal a terceirização de atividade meio.

Detalhes no link anexo: http://www.guiatrabalhista.com.br/tematicas/perig

Responder

Roberto Locatelli

15 de novembro de 2011 às 11h31

O capitalismo destrói a si mesmo. A "solução" para o desemprego seria redução de salários e direitos. O que ocorre?

Redução de salários e direitos ==> menos poder de compra
menos poder de compra ==> menos consumo
menos consumo ==> menos lucro, recessão
menos lucro, recessão ==> menos emprego

Por isso é que, no Brasil, os salários tiveram aumento real e o desemprego teve baixa recorde.

A equação é simples:

Mais salários, mais direitos ==> mais emprego

Responder

monge scéptico

15 de novembro de 2011 às 10h22

Ninguém tem nomes, porque não sabe ou, porque tem medo da lista" negra", que dizem
não existir, mas existe e, o ministério do trabalho é inepto para investigar.
Venho batendo nessa tecla. Presencio "empresas" e "empresário"(quá quá) oferecendo
a diplomados em faculdades, salário irrisórios, que tira do graduado, a vontade de pros-
-seguir, quando percebe, que os informais, ganham muito mais.
Deveriam os graduados ter um piso de proteção, para evitar humilhações de ter que "acei-
-tar" salários vis. OH governo!.
Obs: Sem critica ao LULA ou DILMA. A presidenta deve apertar as cravelhas no ministério
do trabalho e quem licencia essas "empresas"(arapucas oportunistas), que não dá nenhuma
chance de crescimento ao empregado. OPORTUNISTAS TEMPORÁRIOS!!!.

Responder

Operante Livre

15 de novembro de 2011 às 09h39

"Caso mais grave parece ocorrer no interior do setor público, que licita a contratação da terceirização da mão de obra pagando até 10 vezes mais o custo de um servidor concursado para o exercício da mesma função"

E onde está o dinheiro?

A terceirização no setor público não me parece atender interesse do "Público" e sim do "Privado". E não parece ter limites ou áreas em que não entre. É algo parecido com com contratar imigrantes, negros e pobres, nos EUA, para ir às guerras. A coisa é tão institucionalizada que até o crime organizado se utiliza dela. Perdoe-me a redundância. Sabemos que a terceirização tem se confundido com a própria organização do crime.

São Paulo, em especial graças à Saúde adoecida das OSS é campeão na coisa, mas se não se cuidar vai perder este "honroso" posto para alguns setores Federais em que se terceirizam às "baciadas", como é o caso das Estreitas Teles (ETs).

Responder

Manoelito

15 de novembro de 2011 às 00h57

Em SP o Estado também está terceirizando muitos serviços públicos através das PPP (parcerias públicos-privadas). Ao invés de concursos públicos estas empresas contratam os funcionários de acordo com critérios pessoais. Os tucanos sempre quiseram acabar com os concursos no funcionalismo público. Estão cumprindo a meta, pelo menos aqui em sampa.

Responder

Teresa Nunes

15 de novembro de 2011 às 00h51

Este senhor deveria ficar atento aos terceirizados de uma certa institução, que são tratados, há muito tempo, como descartáveis. Se o governo federal fizer uma auditoria, vai encontrar situações preocupantes dentro de muitas instituições que contratam terceirizados.

Responder

Fabio_Passos

15 de novembro de 2011 às 00h09

Regulamentar a terceirização com objetivo de reduzi-la é um excelente caminho para recuperar a participação da renda do trabalho no PIB.
Durante o desgoverno joaquim silvério dos reis – vulgo fhc – o neoliberalismo enriqueceu os vagabundos rentistas e empobreceu os trabalhadores.

Responder

francisco p. neto

14 de novembro de 2011 às 22h46

O PSDB tem uma lógica "genial".
Eles detestam administrar gente.
Eles adoram administrar só o dinheiro.
Como disse o autor: como pode pagar até 10 vezes mais para o terceirizado, o mesmo trabalho que o servidor público faz?
O que será que está por trás disso não?

Responder

    Vlad

    14 de novembro de 2011 às 23h38

    Seria porque na folha de pagamento não tem como meter a mão e na terceirização a coisa nasce na licitação dirigida, flui pelo propinoduto do superfaturamento e deságua no" mar-feito" da readequação dos termos dos contratos?

    º,..º (banguela, uma presa foi pro fiscal do contrato)

Avelino

14 de novembro de 2011 às 22h41

Caro Azenha
Faz parte do neoliberalismo.O Pochmann não tem os nomes das grandes empresas que terceirizam e quanto ganham com isso?!
Saudações

Responder

    Marcio H Silva

    14 de novembro de 2011 às 23h48

    Todas as empresas de telefonia fixa e móvel trabalham com terceiros, mas diferentemente da petrobrás, os salários dos terceiros estão bem abaixo do pessoal interno, fora os benefícios sociais, que em muitos casos são inferior ou não existem.

    Avelino

    15 de novembro de 2011 às 05h41

    Caro Marcio
    Mas o que eu gostaria mesmo é de ter uma idéia de quanto ganha uma empresa terceirizada.Tipo salário pago por um funcionário normal, quanto a empresa, governo etc paga para a empresa terceirizadora e quanto ela paga pelo mesmo funcionário.
    Saudações

Vlad

14 de novembro de 2011 às 22h09

Então só a Petrobrás está na contra-mão?

"Petrobras utiliza mais trabalhadores terceirizados do que próprios."
A Petróleo Brasileiro S/A – Petrobras tem cerca de 61 mil funcionários no seu quadro de pessoal. Contudo, mais de 320 mil trabalhadores prestam serviços à petrolífera por meio da terceirização de mão de obra. Esses dados da maior empresa brasileira foram apresentados por Anselmo Ruosso, representante da Federação Única dos Petroleiros (FUP), no segundo dia de audiência pública sobre terceirização no Tribunal Superior do Trabalho.

Texto na íntegra em : http://ext02.tst.gov.br/pls/no01/NO_NOTICIAS.Exib

Responder

    edv

    14 de novembro de 2011 às 23h42

    Talvez esteja somando ou confundindo terceirização com empregados de empresas fornecedoras…
    Por exemplo, estaleiros ou empresas de equipamentos de perfuração…

    Vlad

    15 de novembro de 2011 às 00h15

    Sim, até cheguei a cogitar isso.
    Mas veja que os dados e a avaliação são do TST e do Sindicato dos Petroleiros.

    Marcio H Silva

    14 de novembro de 2011 às 23h46

    Muitos terceirizados da petrobrás ganham muito mais que o pessoal do quadro da empresa. Tenho muitos amigos na petrobrás e em empresas terceirizadas. O salário de muitos terceirizados é igual ou maior que do pessoal da petrobrás. Muitos trabalham como pessoa jurídica, tendo os encargos sociais sob sua responsabilidade, mas compensa.

    Soraia

    15 de novembro de 2011 às 13h57

    Não concordo Marcio, o único terceirizado que se dá bem na Petrobras é aquele que é dono da empresa que terceriza o serviço. Os demais, não. Foi-se o tempo em que terceirizado ganhava bem.

    Soraia

    15 de novembro de 2011 às 13h53

    É isso mesmo, sou petroleira e vivencio isto na prática! A Petrobras é uma empresa do governo, mas existe uma "gente" ´lá dentro que acha que é dono da empresa, gente ainda do tempo da ditadura militar, usn dinossauros que ficam segurando novas admissões, A Petrobras já gera bastante lucro, se gerasse mais emprego para a sociedade e menos terceirização, com certeza estaria fazendo um bom negócio social, pois nosso povo merece mais oportunidade de trabalho em boas empresas, principalmente uma empresa como a Petrobras, que é do povo.

ZePovinho

14 de novembro de 2011 às 22h04

Capitalismo e democracia não são compatíveis.A democracia impede o aumento da taxa de lucros:

EUROPA: ORTODOXIA QUEIMA AS CARAVELAS

Sob intervenção dos mercados financeiros, o programa de austeridade da Itália inclui a demissão de 300 mil funcionários públicos até 2014. Na Grécia, o preposto da banca, Lucas Papademos, deve anunciar em breve o corte de 30 mil empregos, de um lote total de 350 mil demissões no setor público prometidas aos credores. Portugal vive um atoleiro recessivo agravado pelo programa de arrocho do governo direitista que, entre outras extravagâncias, decretou um aumento unilateral da carga de trabalho dos assalariados, sem remuneração correspondente. A Espanha, nesta 2ª feira, pagou as maiores taxas de juros da sua história para conseguir vender títulos públicos aos mercados.Domingo tem eleições para renovar o congresso e escolher o sucessor de Zapatero: o extremismo neoliberal ensaia uma vitória esmagadora, com ampla maioria parlamentar para aplicar um duro programa de arrocho num país que já acumula cinco milhões de desempregados.
(Carta Maior; 3ª feira, 15/11/ 2011)

Responder

    Zé Geraldo

    15 de novembro de 2011 às 01h58

    É curioso constatar que a "esquerda" de Zapatero abre espaço para algo MAIS à direita, o que só amplia o uso de um remédio que já se mostrou ineficiente. O que não se faz para salvar o bolso de "meia dúzia" de ganaciosos, empresários, ruralistas e banqueiros … estes aí devem estar esfregando as mãos: estão salvos…

    valdeci Elias

    15 de novembro de 2011 às 11h21

    Como ineficiente ?!?!?! Muitos banqueiros e empresarios vão ganhar dineiro com essa politica.


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