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Luís Nassif: O que gerou a onda de enorme risco para o Brasil


27/08/2014 - 11h27

neca-marina1

por Luís Nassif, em seu blog

No Twitter, Xico Graziano vibrava com as notícias do IBOPE sobre a explosão da candidatura Marina Silva, apesar de poder ser a pá de cal na candidatura do seu partido. Não se trata de um twiteiro convencional, mas do homem de confiança de Fernando Henrique Cardoso, que chegou a ser cogitado para comandar a campanha de Aécio Neves nas redes sociais.

Seu entusiasmo é uma demonstração eloquente da falta de substância no discurso oposicionista. Nesses doze anos, limitaram-se a brandir um anacrônico “delenda PT” em vez de buscar o discurso novo.

***

Nem se pense que do lado do PT houve alguma inovação.

As manifestações de junho de 2013 poderiam ter sido um presente para o partido e para Dilma. Com mais de um ano de antecedência, vinha o aviso das ruas: o povo já tem pão, já tem escola, já tem luz; falta participação.

***

Sabia-se que, fechado o ciclo de inclusão – promovido pelas políticas sociais de Lula e Dilma – apareceria em cena um novo cidadão, mais exigente em relação aos serviços públicos, mais consciente em relação aos seus próprios direitos, mais cético em relação às instituições convencionais da democracia representativa.

***

A onda Marina Silva é a comprovação maior de como os partidos – tanto o PT quanto o PSDB – afastaram-se dos intelectuais e do sentimento das ruas.

Hoje em dia, é comum ouvir de líderes partidários críticas a Dilma, por não ter interpretado devidamente o sentimento das ruas. Mas o próprio PT tratou a insatisfação popular como uma tentativa de golpe ou da direita ou de grupos de extrema esquerda. Quem ousasse dar legitimidade à insatisfação das ruas era execrado. Julgaram que o novo cidadão ainda levaria alguns anos para emergir. Não tiveram o menor sentimento de urgência.

Aliás, não conseguiram sequer divulgar – até agora – avanços inegáveis que aconteceram em diversas políticas públicas.

***

Do lado do PSDB, nem se diga. Desde Mário Covas o partido perdeu totalmente o sentimento de povo. As manifestações de junho mereceram apenas algumas análises óbvias de FHC e nenhuma forma de ação.

***

Com essa insensibilidade ampla, a bandeira do aprofundamento democrático e da democracia digital ficou exclusiva de Marina Silva – fortalecida pela demonização da política patrocinada esses anos todos pelos grupos de mídia.

Um eventual governo Marina Silva é um enorme risco para o país. Analistas já comparam a Jânio Quadros e Fernando Collor – pelo isolamento, pela falta de estrutura partidária, pela ausência de jogo de cintura para tratar com os políticos e pela falta de um projeto mais amplo de país.

Dilma e Aécio representam propostas de política econômica claras e conhecidas. Já Marina é cercada por grupos absolutamente heterogêneos, onde despontam desde “operadores” de mercado (no pior sentido), como André Lara Rezende, a um certo empresariado industrial paulista mais moderno, os nacionalistas do PSB, e ONGs do setor privado, de boa reputação. Juntos, não formam um projeto.

Mais que isso, sobre essa orquestra disforme paira a personalidade de Marina.

É imensamente mais teimosa e menos preparada que Dilma. Tem muito menos habilidade política e capacidade de escolha de equipe que Aécio.

O crescimento de sua candidatura não se trata de um fogo fátuo, como tantos outros da história recente do país. Que a onda irá refluir, não se tenha dúvida. Não se sabe apenas se refluirá antes de terminadas as eleições.

Mas sua eleição é inegavelmente uma aposta de altíssimo risco.

PS do Viomundo: Sem tirar, nem por uma palavra. Quanto a 2013, foi o que me levou inclusive a perder amigos: tentem entender, não criminalizar, eu insistia. Acusado no Facebook de demonizar Marina como foi feito com Lula, em 2002, respondi: “Em 2002 o Lula tinha três eleições nas costas, um partido político sólido, que havia ajudado a criar, apoio de setores importantes da igreja, de uma central sindical e de um sem número de movimentos sociais. Tinha uma sólida base social no operariado de um dos setores industriais mais modernos do Brasil, no ABC paulista. Não me lembro dele ter herdado a vaga de candidato ao Planalto de um recém-falecido, nem de concorrer por uma legenda da qual pretendia sair. Não duvido da honestidade de Marina Silva, talvez até votasse nela em outras circunstâncias, mas nas de hoje, sinceramente, é uma aventura provocada pela desconexão entre as instituições e as ruas.

Leia também:

Filiado ao PSB, Adriano Benayon diz que não vota em Marina





23 comentários

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Hirto Gervasio

30 de agosto de 2014 às 19h36

Concordo com todos os comentários, em especial aos dois escrito por Roberto e Armando, desde o acidente fiquei desconfiado que, a queda não foi acidente, foi sim uma conspiração, mataram o candidato para colocar a Marina, isso é coisa de gente grande.

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nassifucusfobética

28 de agosto de 2014 às 01h46

Para quem já achou que Aécio era o gestor mais capaz do Brasil, é uma grande mudança. E fico sem admirado ante essa capacidade humana de mudar e me pergunto como ainda temos bandido que não muda de vida

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Walter

27 de agosto de 2014 às 23h28

Quando criticava a cegueira petranca nos últimos dois anos, fui chamado de reacionário, tucano , pessolista, elite branca, classe média e outros adjetivos pseudo detratantes.
O fundamentalismo vai chegar ao poder em 2014 e os petetes não vão ter nem discurso… Perderam o tempo e possíveis aliados enquanto caçavam chifres em cabeça de cavalo.
Nada mais justo com um partido medíocre e traidor. Ser triturado na unha de uma traidora medíocre da sua própria verve.

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    Calma

    28 de agosto de 2014 às 01h26

    Nas próximas semanas poderemos ter novidade. É possível que FHC\Lula reeditem a velha parceria que fizeram para prefeitura de BH e promoveu a melhor administração de todos os tempos. Além disso, o petismo pode, via seus blogs sujos, transformar o caso do aeroporto numa das melhores obras em favor do povo e deixar Aécio viável para 2018

FrancoAtirador

27 de agosto de 2014 às 22h15

.
.
MÍDIA EMPRESARIAL DESCONECTOU @S [email protected] DO BRASIL

‘Comigo vai tudo bem, pelo meu esforço pessoal, com a graça de Deus.
Já com o Governo Federal e com a Economia do País tudo vai mal’

(Telespectador da Rede Globo e Leitor do G1)

O POVO ‘EMPREENDEDOR’ É UM, O PAÍS GOVERNADO PELO PT É OUTRO
.
.
(http://imgur.com/9hg3Xdy)

A grande maioria dos brasileiros (76%)
diz estar satisfeita com a vida atual que leva.

E 43% acham que sua própria situação econômica
está boa ou ótima. Só 13% acham que está ruim ou péssima.

Outros 68% estão otimistas acreditando
que sua própria vida estará melhor em 2015.

Quando perguntados sobre a economia do país,
a situação se inverte:
30% dizem estar ruim ou péssima,
contra 24% dizendo que está boa ou ótima.

Mesmo assim, 45% acham que a economia do Brasil
estará melhor no ano que vem
contra apenas 13% que acham que estará pior.

Como pode o povo se sentir bem economicamente,
estar otimista com o futuro
e ao mesmo tempo acreditar que a economia ‘do País’ vai mal?

Só o efeito do noticiário
extremamente negativo sobre a economia,
descolado da realidade, explica.

Por Helena Sthephanowitiz, na Rede Brasil Atual (RBA)

(http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2014/08/povo-vai-bem-mas-noticiario-o-induz-a-achar-que-o-pais-vai-mal-5225.html)

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Responder

Francisco

27 de agosto de 2014 às 19h45

Noventa por cento dos brasileiros não conhece noventa por cento das realizações do PT.

Noventa por cento dos brasileiros não faz a menor ideia do que seja “orçamento participativo” e muito menos o que seja “consciência de classe”.

Como dizia o eminente cientista político, Neném Prancha:

“Quem não faz gol, leva”.

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    nadja

    27 de agosto de 2014 às 22h32

    90% nem sabe o que é PRONATEC

    sagarana

    29 de agosto de 2014 às 11h10

    Eu não sei porque o BNDES fez empréstimos sigilosos para Cuba.

Sidnei Brito

27 de agosto de 2014 às 16h09

Mudando de assunto um pouco.
Por falar em mudar, aliás, tem mais gente mudando.
O clima é mesmo de mudança.
Viram quem mudou?
Os nossos amigos da Empiricus.
A fila andou.
Olha o anúncio que eu peguei no Escrevinhador, de Rodrigo Vianna:

“E Se Marina Silva Ganhar?

Que Ações Devem Subir se a Marina Ganhar a Eleição? Descubra Aqui, Já”

Aécio cristianizado por todo mundo!

Responder

Edgar Rocha

27 de agosto de 2014 às 15h15

“A onda Marina Silva é a comprovação maior de como os partidos – tanto o PT quanto o PSDB – afastaram-se dos intelectuais e do sentimento das ruas.” Convenhamos, é um sacrilégio colocar na mesma frase a palavra ‘intelectuais’ e o termo ‘sentimento das ruas’.

Quem acompanhou toda a cobertura do Viomundo (o que me causa estranhamento quanto ao P.S. final do post), não tem dúvida de que:
– Primeiro, as jornadas de junho sequer deram espaço pra diálogo com o governo ou com os próprios partidos políticos e representações. Como ouvi-la, se as eventuais ‘lideranças’ (não sabemos realmente quais eram) deram de ombros pra todos?
– Segundo, a ausência de uma pauta definida e clara não permite ao mais clarividente mortal saber exatamente o que significava o jargão ‘contra tudo que tá aí’. Além do que, a pauta que realmente vale pra análise dos fatos é a construída pelas mídias durante o processo. Foi esta pauta que repercutiu em todos os desdobramentos, sobretudo durante a Copa.
– Terceiro, o fato de Marina ser uma opção pra todas estas pessoas que foram às ruas, não pode ser explicado como se a candidata tivesse conseguido entender a mensagem das manifestações. Ao contrário, a candidatura de Marina é tão amorfa quanto o movimento de junho e este é o principal fator de identificação que permitiu que estes setores a escolhessem como candidata. Simplesmente, ela ficou de fora dos ataques contra as instituições por não representar a nenhuma. Além do que, a visível fragilidade política, enquanto eventual presidenta, é um convite e tanto pra qualquer representação cujo interesse é proporcionalmente sombrio à ambiguidade do ‘discurso das ruas’.
Estou surpreso. Nunca li um texto do Nassif tão estranho quanto este. Parece ressentido.

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    Laurindo

    27 de agosto de 2014 às 17h45

    Edgar, excetuando as duas últimas frases (por falta de elementos p/ avaliar), concordo com tudo que escreveste. Um abraço.

Carlos Mello

27 de agosto de 2014 às 15h10

Nassif é patético e tendencioso. Com a venia que este espaço merece, citar o palavrório de Nassif é como citar Constantino ou Reinaldo Azevedo. Figuras vendidas e superficiais – uns PT, outros PSDB. Mas que nada agregam à discussão!
A Marina é realmente lisa, vaga, ambígua. Contudo, sua postura é tão vaga e tão ambígua quanto a do Lula em 2002 e, agora, de todos os demais.
Agora, a afirmação de que “Dilma e Aécio representam propostas de política econômica claras e conhecidas” é um devaneio sem começo nem fim! Aos fatos: Dilma prega uma política social distributiva e política econômica intervencionista, mas aumentou juros, piorou a distribuição de renda e arrebentou as empresas nas quais interveio! Aécio, por neoliberal que se diga, defende os programas sociais, a distribuição de renda e fala em “revolução da saúde”. Há orientações claras desses candidatos? Só míope pode afirmar isso!!

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Sidnei Brito

27 de agosto de 2014 às 13h25

Crônica

A nova marcenaria

Por Faustus Sapienza

Pego um anúncio na internet: “Serviços de marcenaria. Não feche negócio antes de nos consultar. Ligue agora mesmo para (xx) xxxx-4040”

Precisando urgentemente do serviço, ligo para o tal número. Uma pessoa atende rapidinho.

– Oi, peguei o anúncio de vocês na Internet. Estou precisando de um servicinho de marcenaria. Como funciona? Podemos ver um orçamento.

– Olha, rapaz! Eu não sou marceneiro, nunca fui marceneiro, tenho bronca desses marceneiros que estão por aí.

– Desculpa, então será que foi engano? Será que errei o número? O senhor não trabalha com marcenaria?

– A resposta não é sim nem não. Lido com a marcenaria, realmente. Só que é uma nova marcenaria, uma proposta diferente de fazer marcenaria, tá me entendendo?

– Ah, mas de qualquer forma é marcenaria?

– Olha, você dê o nome que quiser. Eu só te digo que eu não tenho nada a ver com essa marcenaria que tá todo mundo acostumado a ver por aí.

– Bem, eu sou aberto a novas ideias no campo da marcenaria e estou disposto a arriscar a contratar seus serviços, mas meu medo é que o senhor disse que não é bem um marceneiro…

– Não importa o que você acha de mim. Basta que acredite em minhas propostas e em minhas ideias. Tem que haver um jeito novo de fazer marcenaria e você escolhe: a nova marcenaria que eu estou propondo, ou a velha marcenaria com seus marceneiros cheios de vício e seu estilo ultrapassado.

– Mas se o senhor mesmo diz que repudia a marcenaria e que não é um marceneiro típico…

– Olha, mas eu estou recebendo a ajuda e o apoio dos velhos marceneiros que…

– Epa, mas vem cá, o senhor tinha falado que estava em franca oposição aos velhos marceneiros que estão aí…

– Sim, mas…

– Como o senhor pode falar em uma tal nova marcenaria, se o serviço vai ser realizado pelo pessoal da velha marcenaria?

– Ora, não fique pensando muito nem questionando, meu amigo. O senhor tem que acreditar no nosso projeto e ponto.

– Quer saber: pra mim, essa tal de nova marcenaria de novo não tem nada. Aliás, tá me cheirando à velha marcenaria. Obrigado pela atenção.

Desliguei o telefone e voltei a pesquisar na internet. Tenho certeza de que, para fazer um serviço de marcenaria, é melhor encontrar um marceneiro de verdade.

Responder

    Laurindo

    27 de agosto de 2014 às 17h49

    Sidnei, bela e pertinente metáfora. Gostei.

    sagarana

    29 de agosto de 2014 às 11h14

    muito bom Sidnei. Posso propagar? Revelando a fonte evidentemente.

José X.

27 de agosto de 2014 às 13h01

“Mas o próprio PT tratou a insatisfação popular como uma tentativa de golpe ou da direita ou de grupos de extrema esquerda.”

Como os comentaristas lá no blog do Nassif apontaram, ele sistematicamente ignora muitas coisas que o PT faz.

No caso em questão Dilma foi à tv como resposta às manifestações e fez propostas concretas, que foram imediatamente criticadas, rejeitadas e ignoradas.

Nassif tem um problema grave: ainda não superou decepção com Serra e o PSDB, ainda tem esperanças de que o PSDB renasça das cinzas. Isso nunca vai acontecer, porque seu DNA é elitista, autoritário, anti-popular e anti-nacionalista.

PS. Viram o showzinho ? FHC intercede com Gilmar por Arruda, e Gilmar atende o pedido de FHC. FHC é a cara do PSDB.

Responder

    marcia melo

    31 de agosto de 2014 às 16h08

    Finalmente! Obrigada por ter lembrado a todos das respostas concretas de Dilma às manifestações e de quanto a cor da sua roupa incomodou a galera… Foi tudo o que ficou daquele pronunciamento. As propostas? Foram desqualificadas pela audiência e o fio que sobrou delas devidamente enterrado pelo Congresso, até mesmo pelo nobre deputado Candido Vaccarezza (leia-se Monsanto), com sua reforma política que é um assalto à inteligência. Dilma leva toda a bronca porque os cidadãos eleitores continuam querendo um salvador da pátria e insistem em eleger um Congresso do século 19. Marina significará o sucesso do golpe então pretendido nas “jornadas de junho”, um bom título para essa literatura de entretenimento que faz a cabeça dos jovens e dos jovens adultos. Só faltou a palavra “anéis”, para emplacar o maior sucesso de todos os tempos, em três volumes, 500 páginas cada um. Eta analfabetismo funcional cidadão, político, geopolítico e sociológico!

wilson

27 de agosto de 2014 às 12h37

Ainda hoje o PT possui influência junto aos trabalhadores. O que precisa é sair às ruas. A esquerda só vai bem quando faz política (eleitoral também) de massas.

Responder

    Mário SF Alves

    27 de agosto de 2014 às 21h02

    A meu ver você acaba de recordar o caminho ao caminhante. Um caminhante meio distraído, meio deslumbrado com a paisagem e pouco atento ao objetivo fundamental da caminhada.
    _______________________________
    Parece que é isso: ou o PT reconquista o respeito dos trabalhadores ou todos nós nos veremos às voltas com a volta dos que jamais foram.

Snowden

27 de agosto de 2014 às 12h20

O Brasil de amanhã é o Iraque de hoje.

Só não vê quem não lê e não observa pessoas no Brasil. Leiam o Le Monde Diplomatic desta semana total e encontrarão respostas.

Responder

    Wladimir

    27 de agosto de 2014 às 15h12

    E quem irá nos ajudar a entender e conhecer o Brasil e o povo brasileiro e evitar que o “Brasil de amanhã” se torne o “Iraque de hoje” é o “Le Monde Diplomatique”?! Cá entre nós, Mr. Snowden (o clone), menos, tá?!

Armando

27 de agosto de 2014 às 12h10

Pessoal do Viomundo, não é apenas uma aventura provocada pela “desconexão entre as instituições e as ruas”. Não podemos esquecer que muita gente com diferentes interesses inflaram essas manifestações de 2013 e mais, esse acidente com Campos tem cara e cheiro de conspiração além fronteiras. Posso estar enganado, mas a providência não seria tão benevolente com essa turma messiânica-verde-entreguista! Caso afirmativo, Deus não está nem aí conosco! E o retrocesso é certo, principalmente quanto à nossa frágil independência diplomática e, porque não dizer, nas decisões de cunho econômico e social. Tomara que não!

Responder

    roberto

    27 de agosto de 2014 às 17h26

    Acho que o acidente vai além de teorias da conspiração, senão, vejamos:
    1) Eduardo Campos dificilmente alcançaria a casa de dois dígitos em porcentagem de votos;
    2) Aécio Neves não decolaria (sem ironia);
    3) A única maneira de virar o jogo (em favor da extrema-ungida direita e suas oligarquias) seria um fato novo que alterasse completamente o quadro apresentado até o momento (preferencialmente se viesse carregado de forte comoção)…
    Não acredito que a Fadinha da floresta fosse capaz de arquitetar um plano tão diabólico quanto esse mas foi a única que levou vantagem com a tragédia.


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