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Luciano Martins Costa: Mídia se empenha em validar expressões políticas antidemocráticas
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Luciano Martins Costa: Mídia se empenha em validar expressões políticas antidemocráticas


13/04/2015 - 11h49

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As milícias da imprensa

Por Luciano Martins Costa em 13/04/2015, no Observatório da Imprensa 13/4/2015

Os jornais de segunda-feira (13/4) absorvem cautelosamente a frustração com o menor impacto das manifestações de domingo, projetando novos lances dos grupos que se organizaram nas redes sociais e se corporificaram nas ruas. As redações registram desentendimentos entre líderes do movimento, concentrando as fichas em apenas dois deles, mas não conseguem dissimular o fato de que os protestos eram uma grande aposta da própria imprensa hegemônica.

Os jornais de sábado haviam divulgado com destaque declarações do presidente do PSDB, senador Aécio Neves, e uma nota oficial do partido, apoiando irrestritamente as manifestações do dia seguinte. Desde a sexta-feira (10/4), os três diários de circulação nacional vinham publicando chamamentos explícitos para estimular a adesão aos protestos, procurando selecionar os grupos e isolar os aloprados que ainda pregam o golpe militar e ações violentas. Não fica bem ser visto em tal companhia.

Não havia qualquer dúvida, portanto, de que a manifestação programada para manter acesa a crise política passava a ser um ato partidário sob a bandeira do PSDB, com patrocínio indiscutível da mídia tradicional.

A “pesquisa” Datafolha publicada na manhã de domingo mostrava que a queda de popularidade da presidente Dilma Rousseff havia estabilizado, o que pode ser creditado à nomeação do vice-presidente Michel Temer como negociador com o Congresso e à maior visibilidade das medidas econômicas recentes, tratadas com superficialidade pela imprensa.

Na mesma edição da consulta, o Datafolha havia inserido uma pergunta maliciosa: “Considerando tudo que se sabe até o momento a respeito da Operação Lava Jato, o Congresso deveria abrir processo de impeachment para afastar a presidente Dilma da Presidência?”

A resposta majoritária (63%) a favor de um processo era apresentada pelo jornal como apoio ao impeachment, registrando-se, ao mesmo tempo, que só 12% dos que se declararam a favor de um processo para afastamento da presidente sabiam que, em caso de impeachment, Michel Temer seria seu sucessor.

Projeto comum

É nesse contexto de desinformação e ignorância política que os jornais tentam manipular os números da manifestação, procurando dar a ela uma abrangência que nunca tiveram.

Segundo levantamento feito pelo Datafolha no decorrer dos protestos, 83% dos manifestantes que foram às ruas no domingo haviam votado em Aécio Neves na eleição presidencial. Temos, portanto, um contexto em que homens (56% do total) brancos (73%), com educação superior (77%) e idade média de 45 anos saíram às ruas para exigir um terceiro turno da eleição que perderam nas urnas.

A análise da sequência de números selecionados pelo Datafolha autoriza a concluir que está em curso um golpe contra a vontade da maioria que elegeu a presidente Dilma Rousseff, no qual a imprensa seleciona fatos e opiniões, organiza e dá densidade a uma disposição antidemocrática que até então era difusa nas camadas privilegiadas da sociedade.

Embora os jornais insistam em dar aos protestos um caráter mais amplo, os fatos do fim de semana demonstram que há um processo deliberado, com base na imprensa, de levar às ruas manifestantes com perfil conservador e tentar apresentá-los como uma representação majoritária da população. Aposta-se, claramente, que essa onda acabe contaminando as classes de renda emergentes, cujos integrantes, em boa parte, almejam ser vistos como membros da classe média tradicional.

Observe-se que alguns institutos de pesquisa, entre os quais o próprio Datafolha, vem registrando, na esteira das manifestações, uma mudança no posicionamento político das classes médias urbanas, com o crescimento do número de pessoas que se declaram “direitistas” ou de “centro-direita”. Cansada de perder seguidamente a disputa nas urnas democráticas, a mídia se empenha em validar e dar visibilidade a expressões políticas reacionárias e antidemocráticas.

Registre-se, como curiosidade que um dos artigos publicados na edição de segunda-feira (13) da Folha de S. Paulo termina com a seguinte observação sobre a passeata de domingo no Rio de Janeiro: “(…) foi fácil perceber que não havia em Copacabana gente em situação financeira precária. Eram 10 mil pessoas de uma classe média que segue a pauta dos grupos de comunicação, claramente favoráveis aos protestos. Se a crise se instalar com a força que se espera e os mais pobres saírem às ruas, é possível que a turma deste domingo corra para seus apartamentos. E chame a polícia”.

Não seria esse mesmo o projeto da imprensa hegemônica?

PS do Viomundo: A cobertura da Globonews deixou claríssimo, ontem, que a campanha é dos barões da mídia…

Leia também:

Altamiro Borges: Há algo de podre na venda das camisetas anti-Dilma





19 comentários

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Nordestino

14 de abril de 2015 às 11h11

Por quer não tem uma autoridade e chama o aebrio a uma conversa de pé de ouvido e perguntar o que ele quer?
Você está querendo uma é guerra civil?
Se fosse um cidadão comum seria chamado de agitador
Respeite o meu voto!
O meu voto não representa nada a você canalha!
Tire, tire o meu voto!

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Márcio Gaspar

13 de abril de 2015 às 22h19

“Registre-se, como curiosidade que um dos artigos publicados na edição de segunda-feira (13) da Folha de S. Paulo termina com a seguinte observação sobre a passeata de domingo no Rio de Janeiro: “(…) foi fácil perceber que não havia em Copacabana gente em situação financeira precária. Eram 10 mil pessoas de uma classe média que segue a pauta dos grupos de comunicação, claramente favoráveis aos protestos. Se a crise se instalar com a força que se espera e os mais pobres saírem às ruas, é possível que a turma deste domingo corra para seus apartamentos. E chame a polícia”.” Realmente bem observado. Se o povo povão sair às ruas esta galera sai correndo e vai se esconder nos castelos, depois vai chamar o Napoleão para colocar ordem. rsrsrs

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Adilson

13 de abril de 2015 às 17h48

Novos ares no ar: https://www.youtube.com/watch?v=MMcd8B9U0eY
Estudantes escracham #DevolveGilmar na Bahia
Jovens pressionam Gilmar Mendes e pedem que ministro “devolva” processo – Fonte PHA.

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Elias

13 de abril de 2015 às 16h27

Essa mesma mídia fascista, golpista, criminosa tem o disparate de estampar em seus portais a foto de Eduardo Galeano, escritor uruguaio que faleceu hoje vítima de câncer no pulmão em Montevidéu. Galeano, ofereceu ao mundo através de sua escrita as verdades trágicas que se passa em todos os países do Continente Americano. Todos os males cometidos contra todos os povos latino-americanos e caribenhos. E sabemos bem quem os cometeu: Estados Unidos e Europa. Com todo ódio que a mídia brasileira propaga contra a esquerda, deveria ter vergonha na cara e não publicar nada sobre Eduardo Galeano. Assim como nos mandam para Cuba, essa mídia que vá a Miami e se dane por lá.
.

“El apasionado del fútbol, el escritor y periodista, el poeta y amante de América Latina se despidió del mundo a los 74 años.” (Primeira página da TeleSur).

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    leandro oliveira

    14 de abril de 2015 às 05h34

    Concordo contigo Elias, eles querem se disfarçar de cordeiro… Até música de Geraldo Vandré eles cantam nos desfiles …

    Mário SF Alves

    14 de abril de 2015 às 11h13

    Essa tal, referida, mídia pode ser tudo, menos brasileira.

Carlos

13 de abril de 2015 às 15h47

Sem saudade

Da Redação
Famoso por toda projeção do julgamento do Mensalão, o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa ganhou a admiração de muitos pelo combate a corrupção. Contudo, parece que o status de celebridade afetou o comportamento do ex-magistrado. Em Cuiabá, onde esteve para uma palestra, saiu para jantar protegido por dois seguranças e deu um show de estrelismo ao barrar a imprensa durante a cerimônia de recebimento do título de cidadão mato-grossense. Mas não parou por aí. Quando jantou no restaurante Getúlio Grill, aonde ficou bebendo e comendo por mais de três horas, sequer ofereceu um copo de água aos seus dois seguranças. E fontes seguras ainda afirmam que ele aceitou sair sem pagar a conta como cortesia pelos “serviços prestados a nação”. Definitivamente, não deixou saudades depois de ir embora.

http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?noticia=Sem_saudade&id=394289

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revenger

13 de abril de 2015 às 14h57

“(…) foi fácil perceber que não havia em Copacabana gente em situação financeira precária. Eram 10 mil pessoas de uma classe média que segue a pauta dos grupos de comunicação, claramente favoráveis aos protestos. Se a crise se instalar com a força que se espera e os mais pobres saírem às ruas, é possível que a turma deste domingo corra para seus apartamentos. E chame a polícia”.

Simplesmente, tudo!

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roberto

13 de abril de 2015 às 14h31

hahahaha…… a faixa que o PSDB e a globo fizeram para os coxinhas, dá para cobrir todos eles em uma esquina.
Coxinha que é coxinha de valor,filho de família classe A, nessa hora tava mesmo era fumando sua Meta ou cafungando sua poeira , antes de ir para a balada à noite e encher a cara de cachaça. Segunda-feira é dia de descanso mesmo,para voltar a cheirar na terça,quarta…….

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El Cid

13 de abril de 2015 às 13h32

Fora de Pauta…

Jean Wyllys: “Não voaria e não voarei ao lado daquele senhor”

https://vimeo.com/124834748

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Bernardino

13 de abril de 2015 às 13h04

ALsexandre TAMBELLI bela analise de digna de um Cientista Politico.Voce dissecou os acontecimentos e fez prognostico do que podera acontecer daqui pra frente!!!!
ai vem um poste de pres. e um partido covarde medroso consentindo tudo isso. ta na cara que quem manda no brasilo é o pig , judiciario , mp e toda corja da politica que nao presta. isso que esta acontecendo para min é um insulto a todo mundo, nao tem como.Belas jpalavras do MINEIRO com as quais concordo integralmente!!!!

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    Mário SF Alves

    14 de abril de 2015 às 11h54

    É… bacana isso. Assim, singelamente, e em tal elevado torpor de purismo ideológico, joga-se na lata do lixo um dos maiores, senão o principal aliado do povo brasileiro na superação desse sádico, injustificável e secular capitalismo subdesenvolvimentista naZional. Bacana, mesmo.

    Moral da estória: sem pressão popular – através do movimentos sociais organizados – não dá. Sem pressão popular, através dos movimentos sociais organizados, a democracia de verdade não vem, e de quebra, não somente se abrem as portas para que retorne à ordem do dia aquele conhecido governo de “políticos” mal intencionados, cuja única razão de ser é cumprir seus destinos de entreguistas desaforados, mas, também, e por consequência, perde-se – mais uma vez – a chance histórica de contribuir na evolução socioeconômica da América Latina.

    Bacana isso.

    A luta deve ser pela consolidação da Democracia. Tudo pela defesa da Constituição. Nem um passo atrás, nem um passo à frente. A não ser que entre nós, o sonho da Democracia política, econômica e jurídica seja apenas isso, de fato, uma impossibilidade geopolítica e uma utopia. Aí, sim, utopia por utopia…

Oscar

13 de abril de 2015 às 12h40

Com que base pode-se deduzir que a nova classe média queira se parecer com a velha? Ter acesso a bens de consumo que antes não tinham, pode mexer com a cabeça de muita gente, porém essa gente tem história, tem família estruturada, rede de amigos e tal e tal… Inferir que essa gente esteja propensa a assumir valores da tradicional classe média é assunto que merece estudo mais aprofundado!

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Edgar rocha

13 de abril de 2015 às 12h32

Tudo bem. Faltou batata e frango desfiado pra fazer mais coxinha. Tava fraaaco…

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Alexandre Tambelli

13 de abril de 2015 às 12h11

Excelente, como sempre, o Luciano Martins Costa.

Pensei um pouco no arrefecimento das manifestações de ontem. Vou compartilhar aqui.

PENSANDO MOTIVOS PARA A DIMINUIÇÃO DO PÚBLICO NAS MANIFESTAÇÕES DA DIREITA EM 12 DE ABRIL.

Ontem, em postagem do Jornalista Paulo Nogueira ele afirmava que o terceiro turno das eleições havia se findado com o fracasso das manifestações da Direita por todo o País neste domingo, 12 de abril. Metaforicamente o Paulo Nogueira está com a razão. O terceiro turno teve uma curva ascendente e agora descendente. A animação inicial de 15 de março se diluiu, tanto é que aqui na Vila Mariana, bairro tradicionalmente anti-petista, foi um dia normal e sem apitos, buzinas, batedores de panela e não ouvi um “Fora Dilma” sequer nem mesmo o tradicional verde e amarelo nem bandeiras do Brasil nos carros.
Eu estou pensando que no Brasil de abril de 2015 há uma ruptura de narrativa, seja da mídia tradicional, seja de nós das esquerdas no Poder e fora dela, seja da Educação formal diante das classes médias tradicionais e, adentrando na classe C, a da ascensão social pós LULA no Poder, ascensão, acima de tudo e com porcentagem alta, via consumo. A força do consumo muitas vezes inconsciente sobre o cotidiano destas pessoas é forte e preponderante sobre qualquer outro modelo de se buscar a tão almejada felicidade.
Hoje, se criou um mundo paralelo no Brasil que é comandado pelo Whatsapp, muito mais alucinógeno que o Facebook. Lá se formam grupos que interagem entre si em um mundo paralelo, onde a informação compartilhada mesmo aquela sendo já do seu nascedouro uma mentira ou meia mentira é tomada como verdade por um número expressivo de desinformados/desavisados e analfabetos políticos.
E ao mesmo tempo as pessoas destes grupos podem ser levadas ao desprovimento da razão, de qualquer possibilidade de novamente pôr os pés no chão e refletir sobre o que lê e compartilha.
Por quê?
Ao se formar um grupo por afinidades, por exemplo: “pensamento político” a pessoa se fecha neste grupo e lá vivencia a ideia de que toda a verdade está ali, porque todos concordam com o que se diz e se posta lá. As pessoas passam a conviver no grupo “pensamento político” mais tempo do que em qualquer outro grupo e formam o seu conceito (coletivo) da realidade política, onde, por terem pensamentos políticos bem próximos só podem formar conceitos próximos e entendimentos aproximados do mundo real da Política. O contraditório no Whatsapp tem por tendência o desaparecimento. As afinidades de ideias políticas se aproximando cada vez mais e se fechando ali. Cada um procura os seus pares.
No Facebook ainda a gente adiciona todo mundo, lá a gente pode selecionar pessoas de pensamento idêntico e não vai haver rebarbas para o contraditório como no Facebook, onde nossa timeline mistura os mais diferentes tipos de pessoas, com suas ideologias e postagens vindas dos mais variados locais da internet, para além do que podemos chamar de “sites da direita” ou da “velha mídia tradicional”.
A mensagem no Whatsapp é assimilada como verdadeira e compartilhada de forma doentia, seguidas vezes e repetitiva na temática e conteúdo. Neste mundo alucinógeno não temos mais a intermediação da velha mídia nas atitudes dos “zapianos”, tanto é verdade, que com toda a organização para eles comparecerem à Paulista eles não foram em grande peso como em 15 de março e nem houve muita alegria, empolgação, barulho como na manifestação anterior se me entendem. Motivos para não irem? Independência de qualquer coisa. A narrativa da mídia tradicional e da Direita política falhou.
A mídia tradicional, a Educação formal e a esquerda no Poder criaram um processo de desinteresse coletivo por conhecimento; e ao mesmo tempo a mídia produziu a campanha diária da não-Política e da crítica à Política, partidos políticos e políticos tudo associado à corrupção, o que desembocou neste processo atual de não se acreditar em mais nada, e pasmem! Para além do ódio ao PT. Não se salvou ninguém.
Podemos estar adentrando no tempo do cada um por si e que darão todos os revoltados de classe média uma banana para as instituições. Este mundo paralelo aceita como verdade qualquer coisa, até que o Comunismo é o modelo de sociedade que está sendo implantado no Brasil e que todo político, partido político é ladrão. Quase ninguém é PSDB neste mundo paralelo. É apenas contra o PT, porque se fez com mais eficácia a caveira do PT. – Eu voto no PSDB, numa hierarquia seria menos pior que votar em qualquer outro. Nas classes médias hoje as pessoas não vão muito além do processo de serem: agentes do consumo de coisas. Está se perdendo a capacidade de exercer um trabalho de filantropia, de se gostar de uma música clássica, de querer assistir um filme clássico, de se engajar num movimento/causa social. Tornaram-se quase todos apenas um conjunto de revoltados sem causa se me entendem!
Viajo aqui um pouco, mas é tudo muito maluco!
Repito com todo o chamamento midiático ao golpe na Paulista não ouvi uma buzina, um apito, um “Fora Dilma na Vila Mariana” epicentro da classe média tradicional e anti-Governo do PT. A novidade das selfies ficou em 15 de março. A Família e os amigos + as baladas consumistas, a “cerva gelada” venceram.
Penso comigo que quem conseguir, dentro da Política, dominar a narrativa do Brasil atual vencerá em votos em 2016 e 2018 nestas camadas sociais, e não será muito por seus méritos, será por se mostrar o menos pior para esta gente toda, ou melhor, quem se mostrar capaz de atrapalhar menos a vida da classe média.
O PT sabemos é o pior pra esta gente, os outros partidos, como falei o menos pior hierarquicamente. Porém, na classe C – ainda pode ser revertida a tendência do individualismo e de se dar uma banana para as instituições, porque eles ascenderam socialmente com o PT, se a possibilidade de crescimento econômico deles não arrefecer e a inflação sossegar. As classes sociais D e E podem continuar ao lado do PT se a narrativa da possibilidade de ascensão social estiver com o partido e os programas sociais patrocinados pelo Estado continuarem.
Penso ainda, que a parcela que sobrará nas ruas é a da extrema-direita, pois esta tem ideologia e causa. São ditatoriais, são adeptos do Fascismo (vide os integralistas) e os malucos que defendem a volta de uma Ditadura Militar, pessoas que podem partir para a violência física.
A classe média tradicional tenderá a se fechar no seu gueto, onde, o mundo é dividido em três únicas ações, trabalho, família e balada. Nesta parcela social, na grande maioria dos casos, o mundo é mecanizado e cada dia mais fechado, não se abrindo para uma solidariedade coletiva e nem para atividades ligadas ao conhecimento, à Fé, hoje, trocada por institutos como o que tem na minha rua – Biosegredo + Eubiose, Pró-vida, For Life, florais, etc. como solução para as desilusões fabricadas pelo apego excessivo ao mundo material e do consumo incentivados pelo capitalismo, desilusões que se criam diariamente via meios de comunicação e que desembocaram nestes personagens cotidianos que falei no começo do texto, credores de qualquer coisa, como, por exemplo, a certeza de que caminhamos para a instauração de uma Ditadura Comunista no Brasil.
A mídia tradicional e a oposição ao PT vão ir por outro caminho de agora em diante, sem manifestações de peso nas ruas, para vencerem em 2018, com mais tentativa de judicialização do cotidiano, certamente, colocando o PT mais ainda no centro das punições políticas via CPIS no Legislativo e “delações premiadas” e “julgamentos” no Judiciário com cobertura cada vez mais escandalosa da mídia tradicional. O evento da judicialização da Política centrada no Governo Petista é um evento que crescerá ainda mais, daqui até 2018, creio eu.

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    Donizeti - SP

    14 de abril de 2015 às 11h01

    Boa análise Tambeli, principalmente no final sobre o caminho da mídia e da oposição de judicialização da política e escandalização dos julgamentos na linha do mensalão com condenações sem provas, mas com base na pressão da mídia tucana.

    O PT tem que abrir o olho, pois não darão um minuto de trégua, se perderem mais uma eleição presidencial em 2018 se já estão nesse desespero e apelação, imaginem oque virá com nova vitória do PT e Lula em 2018, ” venezuelização” será fichinha.

mineiro

13 de abril de 2015 às 12h10

tem que dar um chega para la nesses vagabundos , ja ta enchendo o saco de ver esse pig desgraçado cuspir na nossa cara. e o pior de tudo , é nao ver nenhuma resistencia contra tudo isso. ta todo mundo de boca aberta e so conversando , de conversa e boas intencoes o inferno ta cheio.

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Sidnei Brito

13 de abril de 2015 às 12h10

“Aposta-se, claramente, que essa onda acabe contaminando as classes de renda emergentes, cujos integrantes, em boa parte, almejam ser vistos como membros da classe média tradicional.”

Pois é. Como vemos, o baronato da mídia – e seus aliados políticos, como o pessoal do PSDB – nunca acreditou muito nessa coisa de “fim do efeito ‘pedra no lago'”.

Responder

mineiro

13 de abril de 2015 às 12h06

com tudo isso nao tem como mais aturar um desmando descarado como o que o pig vem fazendo. nao tem como meios de comunicaçao pregar o golpe abertamente , e o pior de tudo com a conivencia do desgraçado do judiciario , da policia assassina, politicos e todo lixo que nao presta. nao tem como , uma imprensa podre dessa incluindo a record tambem que prega o golpe do mesmo jeito dos outros, fazer isso abertamente, na nossa cara e ficar por isso mesmo. ai vem um poste de pres. e um partido covarde medroso consentindo tudo isso. ta na cara que quem manda no brasilo é o pig , judiciario , mp e toda corja da politica que nao presta. isso que esta acontecendo para min é um insulto a todo mundo, nao tem como.

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