VIOMUNDO

Diário da Resistência


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Leandro Fortes: A trincheira de Jean Willys


19/04/2011 - 20h30

A trincheira de Jean Wyllys

Por Leandro Fortes, no Brasília Eu Vi

Jean Wyllys de Matos Santos é um sujeito tranquilo, bem humorado, que defende idéias sem alterar a voz, as mais complexas, as mais simples, baiano, enfim. Ri, como todos os baianos, da pecha da preguiça, como assim nomeiam os sulistas um sentimento que lhes é desconhecido: a ausência de angústia. Homossexual assumido, Jean cerra fileiras no pequeno e combativo PSOL, a única trincheira radical efetivamente ativa na política brasileira. E é justamente no Congresso Nacional que o deputado Jean Wyllys, eleito pelos cidadãos fluminenses, tem se movimentado numa briga dura de direitos civis, a luta contra a homofobia.

Cerca de 200 homossexuais são assassinados no Brasil, anualmente, exclusivamente por serem gays. Entre eles, muitos adolescentes.

Mas o Brasil tem pavor de discutir esse assunto, inclusive no Congresso, onde o discurso machista une sindicalistas a ruralistas, em maior ou menor grau, mas, sobretudo, tem como aliado as bancadas religiosas, unidas em uma cruzada evangélica. Os neopentecostais, como se sabe, acreditam na cura da homossexualidade, uma espécie de praga do demônio capaz de ser extirpada como a um tumor maligno. O mais incrível, no entanto, não é o medievalismo dessa posição, mas o fato de ela conseguir interditar no Parlamento não só a discussão sobre a criminalização da homofobia, mas também o direito ao aborto e a legalização das drogas. Em nome de uma religiosidade tacanha, condenam à morte milhares de brasileiros pobres e, de quebra, mobilizam em torno de si e de suas lideranças o que há de mais lamentável no esgoto da política nacional.

Jean Wyllys se nega a ser refém dessa gente e, por isso mesmo, é odiado por ela. Contra ele, costumam lembrar-lhe a participação no Big Brother Brasil, o inefável programa de massa da TV Globo, onde a debilidade humana, sobretudo a de caráter intelectual, é vendida como entretenimento. Jean venceu uma das edições do BBB, onde foi aceito por ser um homossexual discreto, credenciado, portanto, para plantar a polêmica, mas não de forma a torná-la um escândalo. Dono de um discurso política bem articulado, militante da causa gay e intelectualmente superior a seus pares, não só venceu o programa como ganhou visibilidade nacional. De repórter da Tribuna da Bahia, em Salvador, virou redator do programa Mais Você, de Ana Maria Braga, mas logo percebeu que isso não era, exatamente, uma elevação de status profissional.

Na Câmara dos Deputados, Jean Wyllys, 36 anos, baiano de Alagoinhas, tornou-se a cara da luta contra a homofobia no Brasil, justamente num momento em que se discute até a criminalização do bullyng. Como se, nas escolas brasileiras, não fossem os jovens homossexuais o alvo principal das piores e mais violentas “brincadeiras” perpetradas por aprendizes de brucutus alegremente estimulados pelo senso comum. Esses mesmos brucutus que, hoje, ligam para o gabinete do deputado do PSOL para ameaçá-lo de morte.

Abaixo, a íntegra de uma carta escrita por Jean ao Jornal do Brasil, por quem foi acusado, por um colunista do JB Wiki (seja lá o que isso signifique), de “censurar cristãos”. O texto é uma pequena aula de civilidade e História. Vale à pena lê-lo:

Em primeiro lugar, quero lembrar que nós vivemos em um Estado Democrático de Direito e laico. Para quem não sabe o que isso quer dizer, “Estado laico”, esclareço: O Estado, além de separado da Igreja (de qualquer igreja), não tem paixão religiosa, não se pauta nem deve se pautar por dogmas religiosos nem por interpretações fundamentalistas de textos religiosos (quaisquer textos religiosos). Num Estado Laico e Democrático de Direito, a lei maior é a Constituição Federal (e não a Bíblia, ou o Corão, ou a Torá).

Logo, eu, como representante eleito deste Estado Laico e Democrático de Direito, não me pauto pelo que diz A Carta de Paulo aos Romanos, mas sim pela Carta Magna, ou seja, pelo que está na Constituição Federal.  E esta deixa claro, já no Artigo 1º, que um dos fundamentos da República Federativa do Brasil é a dignidade da pessoa humana e em seu artigo 3º coloca como objetivos fundamentais a construção de uma sociedade livre, justa e solidária e a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. A república Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos princípios da prevalência dos Direitos Humanos e repúdio ao terrorismo e ao racismo.

Sendo a defesa da Dignidade Humana um princípio soberano da Constituição Federal e norte de todo ordenamento jurídico Brasileiro, ela deve ser tutelada pelo Estado e servir de limite à liberdade de expressão. Ou seja, o limite da liberdade de expressão de quem quer que seja é a dignidade da pessoa humana do outro. O que fanáticos e fundamentalistas religiosos mais têm feito nos últimos anos é violar a dignidade humana de homossexuais.

Seus discursos de ódio têm servido de pano de fundo para brutais assassinatos de homossexuais, numa proporção assustadora de 200 por ano, segundo dados levantados pelo Grupo Gay da Bahia e da Anistia Internacional. Incitar o ódio contra os homossexuais faz, do incitador, um cúmplice dos brutais assassinatos de gays e lésbicas, como o que ocorreu recentemente em Goiânia, em que a adolescente Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, que, segundo a mídia, foi brutalmente assassinada por parentes de sua namorada pelo fato de ser lésbica. Ou como o que ocorreu no Rio de Janeiro, em que o adolescente Alexandre Ivo, que foi enforcado, torturado e morto aos 14 anos por ser afeminado.

O PLC 122 , apesar de toda campanha para deturpá-lo junto à opinião pública, é um projeto que busca assegurar para os homossexuais os direitos à dignidade humana e à vida. O PLC 122 não atenta contra a liberdade de expressão de quem quer que seja, apenas assegura a dignidade da pessoa humana de homossexuais, o que necessariamente põe limite aos abusos de liberdade de expressão que fanáticos e fundamentalistas vêm praticando em sua cruzada contra LGBTs.

Assim como o  trecho da Carta de Paulo aos Romanos que diz que o “homossexualismo é uma aberração” [sic] são os trechos da Bíblia em apologia à escravidão e à venda de pessoas (Levítico 25:44-46 – “E, quanto a teu escravo ou a tua escrava que tiveres, serão das gentes que estão ao redor de vós; deles comprareis escravos e escravas…”), e apedrejamento de mulheres adúlteras (Levítico 20:27 – “O homem ou mulher que consultar os mortos ou for feiticeiro, certamente será morto. Serão apedrejados, e o seu sangue será sobre eles…”) e violência em geral (Deuteronômio 20:13:14 – “E o SENHOR, teu Deus, a dará na tua mão; e todo varão que houver nela passarás ao fio da espada, salvo as mulheres, e as crianças, e os animais; e tudo o que houver na cidade, todo o seu despojo, tomarás para ti; e comerás o despojo dos teus inimigos, que te deu o SENHOR, teu Deus…”).

A leitura da Bíblia deve ensejar uma religiosidade sadia e tolerante, livre de fundamentalismos. Ou seja, se não pratica a escravidão e o assassinato de adúlteras como recomenda a Bíblia, então não tem por que perseguir e ofender os homossexuais só por que há nela um trecho que os fundamentalistas interpretam como aval para sua homofobia odiosa.

Não declarei guerra aos cristãos. Declarei meu amor à vida dos injustiçados e oprimidos e ao outro. Se essa postura é interpretada como declaração de guerra aos cristãos, eu já não sei mais o que é o cristianismo. O cristianismo no qual fui formado – e do qual minha mãe, irmãos e muitos amigos fazem parte – valoriza a vida humana, prega o respeito aos diferentes e se dedica à proteção dos fracos e oprimidos. “Eu vim para que TODOS tenham vida; que TODOS tenham vida plenamente”, disse Jesus de Nazaré.

Não, eu não persigo cristãos. Essa é a injúria mais odiosa que se pode fazer em relação à minha atuação parlamentar. Mas os fundamentalistas e fanáticos cristãos vêm perseguindo sistematicamente os adeptos da Umbanda e do Candomblé, inclusive com invasões de terreiros e violências físicas contra lalorixás e babalorixás como denunciaram várias matérias de jornais: é o caso do ataque, por quatro integrantes de uma igreja evangélica, a um centro de Umbanda no Catete, no Rio de Janeiro; ou o de Bernadete Souza Ferreira dos Santos, Ialorixá e líder comunitária, que foi alvo de tortura, em Ilhéus, ao ser arrastada pelo cabelo e colocada em cima de um formigueiro por policiais evangélicos que pretendiam “exorcizá-la” do “demônio”.

O que se tem a dizer? Ou será que a liberdade de crença é um direito só dos cristãos?

Talvez não se saiba, mas quem garantiu, na Constituição Federal, o direito à liberdade de crença foi um ateu Obá de Xangô do Ilê Axé Opô Aforjá, Jorge Amado. Entretanto, fundamentalistas cristãos querem fazer uso dessa liberdade para perseguir religiões minoritárias e ateus.

Repito: eu não declarei guerra aos cristãos. Coloco-me contra o fanatismo e o fundamentalismo religioso – fanatismo que está presente inclusive na carta deixada pelo assassino das 13 crianças em Realengo, no Rio de Janeiro.

Reitero que não vou deixar que inimigos do Estado Democrático de Direito tente destruir minha imagem com injúrias como as que fazem parte da matéria enviada para o Jornal do Brasil. Trata-se de uma ação orquestrada para me impedir de contribuir para uma sociedade justa e solidária. Reitero que  injúria e difamação são crimes previstos no Código Penal. Eu declaro amor à vida, ao bem de todos sem preconceito de cor, raça, sexo, idade e quaisquer outras formas de preconceito. Essa é a minha missão.

Jean Wyllys (Deputado Federal pelo PSOL Rio de Janeiro)





34 comentários

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Gilson Nascimento

30 de abril de 2011 às 04h19

Como dissera Nietzsche o cristianismo morreu na cruz com cristo,desde então o homem atribui a Cristo toda a sua mazela,seus preconceitos se Deus fez do homem sua imagem e semelhança ele errou feio,se a imagem de Deus for igual a desses politicos nazi-facistas brasileiros como o Demo Torres que jura que no brsil não houve estupro nas senzalas e sim sexo consensual,e esta besta fera chamada Bolssonaro que destila seus preconceitos contra todos e acomissão de ética do parlamento finge não ver estas pessoas sào uma vergonha para o nosso país.E o Jean esta repleto de razão em seu artigo.

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Regina Braga

21 de abril de 2011 às 10h46

Como filha de DEUS,irmã de Cristo e Companheira de Jesus…Estou com o deputado…O Estado é laico e precisa ser respeitado como tal.Parabéns, ficou orgulhosa com o desempenho de vcs…Incluindo a frente parlamentar de comunicação.Só com liberdade podemos falar em direitos humanos.

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Jair de Souza

20 de abril de 2011 às 22h41

Entendi e gostei da resposta dada pelo deputado ao escriba do PIG. Orientação sexual é coisa de cada um. O que seria errado é se alguma lei obrigasse a alguém a ser homossexual. Isto não existe. Por isso, se alguém adere ao homossexualismo é porque quer. Portanto, não há razão para que seja reprimido. Quanto às citações bíblicas, entendi que o deputado quis mostrar que não se deve buscar amparo em citações bíblicas para justificar questões sociais. Se uma citação bíblica serviria para a condenação aos homossexuais, outras serviriam para legalizar a escravidão, o apedrejamento, etc. Resumindo, religião é coisa pessoal e íntima. Se for o caso, que cada um acerte as contas com Deus diretamente, se em algum momento for chamado a prestar contas. Nenhum intermediário deveria ser aceito para este papel.

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Vinícius

20 de abril de 2011 às 16h27

Outra demonstração do preconceito de Jean Willys é misturar a leitura integral da Bíblia (não vou dizer literal; compreendo quem é contra uma leitura literal) com homofobia. O discurso de todas grandes denominações hoje, incluindo as Igreja Católica e Universal e o polêmico Silas Malafaia, é de que o homossexual não deve ser discriminado, e sim incluído. E que a homofobia é um erro a se superar com o tempo… Mas concordo que o discurso dos líderes é uma coisa, a prática das pessoas tem sido outra.

(Quanto ao homossexualismo ser um "câncer a ser arrancado", muitos cristãos não acreditam em cura para a homossexualidade, inclusive muitos pentecostais. Nesse caso a saída do fiel seria a castidade)

E a ligação entre a chacina do realengo e o "fundamentalismo"? Pode não ter sido por mal, mas o deputado insulta dessa forma e aí quer falar que não erá declarando guerra?

Além do discurso cheio de esteriotipos, Jean Willys tem outra marca de um preconceituoso: está certo que conhece profundamente as motivações e cultura daqueles que discrimina, mesmo à distância, e julga desnecessário, ou nauseante, aprender mais. Vejo a mesma atitude nos homofóbicos – com conseqüências mais sérias e odiosas…

Por último, queria dizer que concordo com Jean numa coisa: o Cristianismo é aceitação do diferente e, sobretudo, defesa dos oprimidos. Sem esta, não existe cristianismo.

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Vinícius

20 de abril de 2011 às 16h26

Acho que um cara que mata uma menina de 16 anos é um marginal que merece a morte.
E quem invade terreiros, agredindo pessoas e ferindo sua dignidade, tem que ser preso.

Já Jean Willys tem mesmo que cavar a sua "trincheira", pois foi democraticamente eleito para isso. Assim como a bancada religiosa foi eleita justamente para defender valores religiosos (e não pra desviar verba de hospitais…).

Agora, à advogação do "diabo"…

Que tipo de intelectual cita um livro, mas cita completamente errado, sem ter idéia do que está citando? (Não que alguém seja obrigado a conhecer a Bíblia. Se nem os cristãos conhecem!) Primeiro, dizendo que foi Paulo quem chamou o homossexualismo de "aberração". Foi Moisés. Segundo, diz que Levítico 20:27 trata do apedrejamento de adúlteras… daí ele mesmo cita o versículo, que é sobre um assunto completamente diferente! Ele não erraria tanto para citar um poema ou um ensaio. Ao não se dar sequer o trabalho de checar o texto, Jean demonstra seu desprezo por ele. Não se venha, portanto, falar em "civilidade", como se ele mesmo não estivesse cheio de preconceito.

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Joni

20 de abril de 2011 às 14h44

Deputado, parabéns pela postura democrática, pela ética, pela argumentação. Mas cuidado, a classe política não suporta gente inteligente. Brilhante e culta, então, nem pensar. E o pior, muitas outras pessoas, que não são políticas(eleitas), também adoram a mediocridade, pois assim elas podem reinar.

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George

20 de abril de 2011 às 13h08

Os textos são ótimos… Tanto o de Jean, quanto o do Leandro, mas a mioria dos comentários é um monte de bobagens… Quanta gente ignorante e arrogante tendo espaço….

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Evandro

20 de abril de 2011 às 12h02

Tão ridículo quanto evangélicos tentarem impor a Bíblia como regra de vida para não evangélicos, é a tentativa de Jean Willys de rechear sua argumentação com uma salada exegética de textos bíblicos.

É muito mais digno resumir a questão ao fato de homossexuais (assim como Gore Vidal, eu não acredito que existam homossexuais e heterossexuais, mas sim, a prática homossexual e heterossexual) serem cidadãos como todos os outros, que pagam seus impostos e que são sujeitos a direitos e deveres.

Querer ensinar religiosos a interpretar a Bíblia é aceitar que os religiosos ensinem a sociedade a interpretar a vida. Não vamos copiar esse tipo de postura, mais comum na sociedade americana.

Aliás, os gays e religiosos do Brasil já foram melhores quando não emulavam os gays e religiosos dos EUA. Essa guerra ideológica é importada dos EUA.

Da próxima vez, espero que o nobre deputado seja mais racional ao defender o direito dos gays em não sofrerem com preconceito ao invés de ficar citando a Bíblia, uma coletânea de livros escritas num espaço de 1500 anos por pessoas distantes no tempo, no espaço e na cultura.

E como eu sou gato escaldado, eu sei que no final de tudo, deputado gay e deputado evangélico são identicos: demagogos que sabem muito bem de onde vem seus votos. E a massa de gays e evangélicos acha que são representados por eles, mas estão apenas bancando mais um salário gordo de quem está ali no congresso pra defender os interesses dos lobistas.

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    Arthur

    20 de abril de 2011 às 18h14

    Concordo. Citação bíblica não ajuda em nada.

ZePovinho

20 de abril de 2011 às 10h59

Digite o texto aqui![youtube 75ULW0cpQRI http://www.youtube.com/watch?v=75ULW0cpQRI youtube]

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ZePovinho

20 de abril de 2011 às 10h58

Em um país que tem cruxifixos católicos dentro do STF, dentro do Congresso Nacional e com o nome de Deus no dinheiro(o que ofende a Deus mais do que dignifica pois Jesus expulsou os financistas de dentro do Templo)fica difícil falar de Estado laico.
Na realidade,conforme o filme "O Poder dos Pesadelos",a religião é usada por radicais de todos os matizes para retirar as liberdades civis dos cidadãos como nos EUA(com o maluco Leo Strauss) e no Oriente Médio com Sayeed Qutb.Os dois têm profunda identidade.Leo Strauss foi professor dos neoconservadores americanos e Sayeed Qutb influenciou pesadamente os radicais islâmicos.Os dois não aceitam uma sociedade secular e o império da razão.Leo Strauss formou os neoconservadores que criaram o Ato Patriota e Sayeed Qutb formou os "neoconservadores" que estupram o Islã para justificar a violência que o Alcorão abomina.
Aí estão o primeiro e o segundo capítulo desse documentário que o Azenha indicou.Aliás,o Azenha devia assumir que entende mais de relações internacionais do que muitos "especialistas" que palpita por aí.Vejam:

[youtube iTad9BobCp4 http://www.youtube.com/watch?v=iTad9BobCp4 youtube]

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Bruno

20 de abril de 2011 às 10h43

Peralá. O PSOL não é o partido da traição ao PT? Dos traíras-mor? De onde surgiu esse elogio todo do nada?

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    priscila presotto

    20 de abril de 2011 às 11h45

    Uma coisa não tem nada a ver com outra.Partido é uma coisa,postura positiva parlamentar é outra.
    Ignorar atitudes positivas de qq partido é de um radicalismo pedante.

    Helio Aguiar Filho

    20 de abril de 2011 às 11h50

    Bruno = Carmen?

Milton Quadros

20 de abril de 2011 às 09h48

O cara é bom. Muito bom texto, inteligente e coerente. Até se foi um dos meus preconceitos: o que todo "BBB" é burro. O Jean, não.

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waleria

20 de abril de 2011 às 07h51

Parabéns Jean Willys.

Você está a tornar mais digno o Congresso brasileiro.

Assim todos fossem iguais a você!

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GilTeixeira

20 de abril de 2011 às 07h29

Perfeito, deputado.Parabéns!

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Gerson Carneiro

20 de abril de 2011 às 06h33

Não quero me gabar não mas Jean Wyllys é mais um baiano a pousar na sopa da pseudo-elite.

Sinto enorme orgulho de tê-lo conhecido ainda na adolescência quando estudamos no mesmo colégio na pequena cidade de Pojuca-Bahia. Sinto-me representado nessa nova força no Congresso Nacional. Firmeza sempre, Jean!

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ricardo silveira

20 de abril de 2011 às 02h37

Parabéns e solidariedade ao Deputado! Pelo simples fato de lutar por direitos humanos, a todos.

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Arthur

20 de abril de 2011 às 01h33

Sem querer entrar no mérito sobre a luta JUSTA do movimento GLBT-PQTGBZ-DDD…
O que eu ouvi sobre a eleição de Jean foi que houve, por parte de seus apoiadores dentro do PSOL, uma sabotagem sem vergonha para tirar Paulo Eduardo Gomes da disputa eleitoral, deixando aberta a chance de eleição deste senhor.
Para quem não acompanhou, Chico Alencar, do mesmo partido, teve uma votação estraordinária no Rio – mais de 500mil votos. O segundo colocado da legenda foi Jean. Não chegou a 20mil votos. Paulo Eduardo é um político conhecidamente de esquerda (mais do que eu gostaria) e tem um longo histórico de luta (nem sempre apoiada por mim) em Niterói. Certamente teria uns 35, 40 mil votos, não fosse o "erro" de "alguém" de dentro do PSOL que reenviou "por engano" uma papelada ao TRE sem corrigir. Resultado: ele não quis correr o risco de seus votos serem considerados nulos e a legenda perder votos, por isso passou a fazer campanha para Chico.
O que se especula foi que esse erro partiu de uma pessoa ligada a campanha de Jean que sabia que Paulo Eduardo era concorrência forte entre os eleitores do PSOL.
Mas quer apostar que ninguém vai querer investigar isso?! Nem mesmo o Paulo…!

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Rafael

20 de abril de 2011 às 00h37

Bravíssimo! Se o Brasil fosse feito de pessoas com tal instrução, as coisas não seriam como são, aí sim veriamos dignidade e respeito humano.
Os gays que os fundamentalistas divulgam, vazios e lascivos, são os tipos de homossexuais que vazios que o próprio pessoal não gostam de se envolver, afinal, as pessoas, seja la de que opção sexual siga, querem pessoas com conteúdo, moral e ética, não marionetes vazias como muitos de nossos políticos brasileiras, coiteiros dos interesses dos grupos dominantes.

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Evandro

19 de abril de 2011 às 23h27

Gays, evangélicos, católicos, macumbeiros, muçulmanos, ateus, agnósticos, vascaínos…

Todos se merecem.

Ainda bem que eu sou marciano.

Na Terra só tem mala. Ô planetinha de gente safadeeeeeenha…

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    Paulo

    20 de abril de 2011 às 09h22

    Parabéns pelo comentário. É uma grande contribuição ao debate sobre o assunto.

    paulo a

    20 de abril de 2011 às 10h51

    Não sacou a ironia?

    Vinícius

    20 de abril de 2011 às 10h06

    Apoiado, Evandro.

Werner_Piana

19 de abril de 2011 às 23h02

Brilhante Jean Wyllys. E ex-BBB… pois é, nem sempre é tudo lixo.
Apesar dos Boçalnazis e ACMinhos, esta Câmara tem muita gente boa: Jean, Brizola, Erundina… tô começando a ter esperança de novo – incorrigível, eu.

Responder

    Fernando

    20 de abril de 2011 às 09h34

    Brizola Neto não foi reeleito.

    Conceição Lemes

    20 de abril de 2011 às 10h16

    Fernando, Brizola Neto assumiu na Câmara dos DEputados há cerca de um mês.abs

    Bruno

    20 de abril de 2011 às 10h44

    Foi puxado por votos de ficha suja de alguém do partido?

    Não é crítica, é pergunta. O Maluf deve ter puxado alguém pelo PP.

    Fernando

    20 de abril de 2011 às 12h02

    Obrigado, não sabia. Li agora que ele trocou de cargo com o Sérgio Szveiter.

Pedro1

19 de abril de 2011 às 22h31

O texto dele é exemplar.

Responder

    Carmem Leporace

    20 de abril de 2011 às 07h55

    Qual?

tiago tobias

19 de abril de 2011 às 22h15

Se todos os ex-bbb´s tivesse a mesma inteligência…

Responder

priscila presotto

19 de abril de 2011 às 21h54

Este deputado vai longe se continuar com ética e elegância ,o que tem sido sua postura.

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