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Jornal argentino anuncia aliança de Eduardo Bolsonaro com neta de ministro de Hitler, condenado em Nuremberg por roubar judeus
A neta com Eduardo e o avô ao lado de Goebbels, no Parlamento alemão. Reprodução.
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Jornal argentino anuncia aliança de Eduardo Bolsonaro com neta de ministro de Hitler, condenado em Nuremberg por roubar judeus


23/07/2021 - 20h07

Reprodução do artigo do diário argentino

Filho de Bolsonaro anunciou uma aliança com a neta de um ministro de Hitler

Do diário argentino Página 12

O deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, e sua colega Bia Kicis, chefe da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados do Brasil, anunciaram um acordo com a Alternativa para a Alemanha (AfD), partido de extrema direita e islamofóbico, durante visita a Brasília da vice-presidente do partido, neta de um ministro de Adolf Hitler.

Ambos receberam Beatriz Von Storch, líder da AfD, o primeiro partido de extrema direita a ingressar no Parlamento Alemão (Bundestag) desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 2017.

A deputada é neta de Lutz Graf Schwerin von Krosigk, ministro da Fazenda da Alemanha nazista, mas essas referências foram ignoradas na publicidade sobre o encontro com Eduardo Bolsonaro e Kicis, ambos da ala ideológica mais radical da extrema direita brasileira.

“Excelente encontro com a deputada federal alemã Beatriz Von Storch, que também é vice-presidente do partido Alternativa para a Alemanha. Estamos unidos pelos ideais de defesa da família, proteção das fronteiras e cultura nacional”, escreveu Eduardo Bolsonaro, que participa de uma organização global de direita fundada por Steve Bannon, o ex-guru de Donald Trump.

Por sua vez, Kicis, que comanda a mais importante comissão da Câmara e participou de atos que pediram a intervenção militar no Supremo Tribunal Federal, disse nas redes após receber sua colega alemã: “Os conservadores estão se unindo para defender os valores cristãos e da família”.

O governo Bolsonaro já foi denunciado por vários episódios ligados à supremacia branca e ao nazismo.

A última envolveu o assessor internacional de Bolsonaro, Filipe Martins, que em audiência no Senado fez um gesto de “W” com três dedos, fazendo um “OK”, considerado símbolo da supremacia branca, fato que gerou uma investigação.

O caso mais emblemático foi o do ex-secretário da Cultura, Roberto Alvim, em janeiro de 2020. Ele gravou um vídeo oficial copiando um discurso sobre a “heróica cultura nacional” do ministro da propaganda nazista, Joseph Goebbels.

PS do Viomundo: Lutz Graf Schwerin von Krosigk foi condenado no Tribunal de Nuremberg a 10 anos de prisão por financiar campos de concentração e roubar bens de judeus perseguidos por Hitler.





3 comentários

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Zé Maria

27 de julho de 2021 às 17h55

Os Neo-Nazifascistas se encobrem sob
o manto da Família Cristã Conservadora.
Líderes Religiosos devem se ater nisso,
sob pena de serem Comparsas de uma
Ideologia Desumana, Aética e Etnocida.

Responder

Dúvida

24 de julho de 2021 às 00h16

Como fica a aliança com Israel depois dessa?

Responder

Zé Maria

23 de julho de 2021 às 22h54

#ForaMilicadaCorrupta
#BrucutusDeCapacete
#AbaixoaDitaduraMilitar
#24j #ForaBolsonaro

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