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Jeferson Miola: Muitos mistérios, coincidências e mortes rondam o clã dos Bolsonaro
Fotos: Valter Campanato/Agência Brasil, Anistia Internacional e reprodução
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Jeferson Miola: Muitos mistérios, coincidências e mortes rondam o clã dos Bolsonaro


14/03/2020 - 15h39

Coincidências – e mortes – rondam os Bolsonaro

por Jeferson Miola, em seu blog

Mesmo com a informação preliminar – pois não foi divulgado laudo necroscópico – de que Gustavo Bebiano morreu infartado no seu sítio acompanhado de um filho, é inevitável não se lembrar de incríveis coincidências que rondam os Bolsonaro.

É uma vida FaMiliciar frenética e atribulada.

Envolve sumiços de arquivos-vivos como Fabrício Queiroz; e as mortes de desafetos, inimigos ou de seres “incômodos”, como foi o caso do miliciano e “herói” Adriano da Nóbrega.

Nunca é demais lembrar que, também por pura coincidência, a mãe e a esposa do miliciano Adriano trabalharam no gabinete de Flávio Bolsonaro até dezembro de 2018, quando estourou a investigação de Flávio pelos crimes de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro.

No dia da execução de Adriano na Bahia – por coincidência, na chácara de um político bolsonarista do PSL –, cujas circunstâncias da queima de arquivo estão longe de serem elucidadas, Eduardo Bolsonaro – naturalmente que por óbvia coincidência – estava sozinho, sem a esposa, visitando Salvador, a capital baiana, pela 1ª vez na vida.

Pelo visto, apenas a coincidência da pessoa certa estar no lugar certo e na hora certa!

Não deixa de ser outra incrível coincidência a morte de Bebbiano acontecer no 14 de março que marca o 2º ano dos assassinatos da Marielle e do Anderson.

Estes assassinatos, aliás, como tudo no entorno dos Bolsonaro, continuam envoltos em mistérios e suspeitas do envolvimento de milícias e milicianos que, por coincidência, têm vínculos políticos e mantêm sociedade e negócios com o clã.

Um dos acusados do assassinato, Ronnie Lessa, além de suspeito de envolvimento com tráfico internacional de armas, por coincidência é vizinho de condomínio do Bolsonaro.

Residia apenas 4 casas adiante a de Jair e próximo da de Carlos. No Vivendas da Barra, claro.

As coincidências que ligam a FaMilícia ao submundo vêm de longa data, e seguem a trilha aberta pelo patriarca do clã.

Em 1995, Jair Bolsonaro foi assaltado e os assaltantes levaram sua motocicleta Honda Sahara de 350 cilindradas e uma pistola Glock calibre 380.

Em reportagem em agosto de 2018, a revista Época [na íntegra, abaixo] reproduz comentário de Bolsonaro sobre o assalto no programa Roda Viva, em que ele disse: “Dois dias depois, juntamente com o 9º Batalhão da Polícia Militar, nós recuperamos a arma e a motocicleta e por coincidência — não é? — o dono da favela lá de Acari, onde foi pega… foi pego lá, lá estava lá, ele apareceu morto, um tempo depois, rápido. Não matei ninguém, não fui atrás de ninguém, mas aconteceu”.

A reportagem cita que “A coincidência mencionada pelo deputado [Bolsonaro] na ocasião foi a morte de Jorge Luís dos Santos, poderoso traficante da favela de Acari.

Ele havia sido preso oito meses depois do roubo da motocicleta. Vivia até então confortavelmente em um condomínio de casas em Salvador. Transferido para o Rio, foi encontrado morto em sua cela antes do amanhecer, enforcado com a própria camisa, ajustada em um nó de marinheiro”.

A esposa e a sogra do assaltante, que não aceitaram a versão de suicídio e diziam que Jorge tinha sido executado, tiveram o mesmo destino: “Um mês depois, ela e a mãe apareceram mortas a tiros às margens da Rodovia Presidente Dutra”, relatou Época.

Nem mesmo o episódio da suposta facada em Juiz de Fora foge deste padrão de mistérios, coincidências e obscuridades.

Adélio Bispo foi providencialmente isolado e blindado em presídio federal de segurança máxima, então é difícil conhecer sua versão dos fatos.

Antes do episódio, embora desempregado, por coincidência ele conseguiu a proeza de frequentar o caro clube de tiro frequentado pelos Bolsonaro na Grande Florianópolis.

Mas as coincidências com Adélio não param por aí. Depois da sua prisão, a dona da pensão onde ele se hospedou em Juiz de Fora, assim como seu parceiro de quarto, misteriosamente apareceram mortos.

Se poderia citar muitas outras coincidências, como o tráfico internacional de 39 kg de cocaína em avião da frota presidencial, mas não isso não vem ao caso.

Como dito no início, a coincidência da morte de Bebbiano no mesmo dia que marca o 2º ano do assassinato da Marielle ativa a memória sobre as coincidências e mortes que rondam os Bolsonaro.

Esta evocação é inevitável. Afinal, Bebbiano conhecia os meandros da campanha presidencial e muito a respeito da monstruosa farsa que levou o líder fascista da extrema-direita ao poder.

É asquerosa e nojenta a oligarquia que viabilizou esta deformidade para poder pilhar e saquear brutalmente as riquezas e da renda do Brasil e que, em vista deste brutal processo predatório, é complacente com a permanência do Bolsonaro na presidência da República, em que pese os crimes de responsabilidade que ele já cometeu e continua cometendo.

A degradação do Brasil atingiu um nível inaudito.

É vergonhoso perceber que a elite canalha se refestela roubando a Nação cuja história está sendo registrada nas páginas criminais.

Após ter perdido a arma e a moto num assalto, Bolsonaro se empenhou pessoalmente para que a Polícia Militar encontrasse os assaltantes Foto: Reprodução

ASSALTO SOFRIDO POR BOLSONARO EM 1995 CULMINOU COM A MORTE MISTERIOSA DE UM BANDIDO E DE SUA FAMÍLIA

O fato aproximou o deputado do general linha-dura Nilton de Albuquerque Cerqueira, que comandou o DOI-Codi – órgão de repressão política da ditadura – no início da década de 1970

por Bruno Abbud, revista  Época, em 10/08/2018

Na terça-feira 4 de julho de 1995, o deputado federal Jair Bolsonaro deixou o apartamento em que morava na Tijuca, bairro do Rio de Janeiro, por volta das 8 horas da manhã.

Pretendia panfletar na Zona Norte na busca da reeleição. No caminho, ao parar em um semáforo na altura de Vila Isabel, foi abordado por dois bandidos armados.

Levaram a moto, uma Honda Sahara de 350 cilindradas seminova, e a pistola Glock calibre 380 que tinha debaixo da jaqueta. No dia seguinte, Bolsonaro apareceu na imprensa dizendo ter se sentido indefeso no momento do assalto.

Vinte e três anos depois, o presidenciável Bolsonaro foi instado por um jornalista a explicar, durante o programa Roda Viva, há duas semanas, se não via certa contradição entre a ocorrência dos anos 1990 e a intenção de facilitar acesso ao porte de armas caso eleito.

“Eu fui assaltado, sim, eu estava em uma motocicleta, fui rendido, dois caras, um desceu e me pegou por trás, o outro pela frente”, iniciou o entrevistado. “Dois dias depois, juntamente com o 9º Batalhão da Polícia Militar, nós recuperamos a arma e a motocicleta e por coincidência — não é? — o dono da favela lá de Acari, onde foi pega… foi pego lá, lá estava lá, ele apareceu morto, um tempo depois, rápido.”

Ele continuou: “Não matei ninguém, não fui atrás de ninguém, mas aconteceu”.

A coincidência mencionada pelo deputado na ocasião foi a morte de Jorge Luís dos Santos, poderoso traficante da favela de Acari.

Ele havia sido preso oito meses depois do roubo da motocicleta. Vivia até então confortavelmente em um condomínio de casas em Salvador. Transferido para o Rio, foi encontrado morto em sua cela antes do amanhecer, enforcado com a própria camisa, ajustada em um nó de marinheiro.

Bolsonaro ensinou os filhos a seguir seu exemplo.

Em junho de 2016, o vereador Carlos Bolsonaro foi assaltado na Avenida Maracanã, Zona Norte do Rio, enquanto esperava o semáforo abrir. Como o pai, também estava em uma moto. E, como o pai, não reagiu — entregou o dinheiro que tinha no bolso traseiro da calça.

Dois meses antes, o primogênito Flávio, deputado estadual que disputará uma vaga no Senado em outubro, trocou tiros com bandidos e disse ter acertado um deles ao presenciar um assalto na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca.

No fim de 2017, Carlos, de novo, apareceu no YouTube narrando como sacou sua arma para prender um menor sem antecedentes criminais que, segundo ele, tentava roubar uma idosa.

O presidenciável, que vez por outra ainda sai de casa com uma arma na cintura, tem amigos que mataram mais de uma vez.

Um deles, dono de construtora, que também mora na Barra da Tijuca, reagiu em dois dos quatro assaltos de que foi vítima.

No primeiro, matou um homem com um tiro na nuca, mas foi baleado três vezes — o que, entre outras consequências, o obrigou a arrancar uma veia inteira do braço esquerdo para adaptá-la ao coração. A cirurgia deixou uma cicatriz que se estende do pulso ao cotovelo, em linha reta.

Na segunda vez, percebeu o perigo no retrovisor e se adiantou. Derrubou a dupla que vinha numa motocicleta com a lateral do carro, abriu a janela e descarregou o revólver calibre 38 de oito tiros. Em seguida, acelerou e sumiu, sem telefonar para a Polícia.

O assalto a Bolsonaro no inverno de 1995 foi registrado na 20ª DP, em Vila Isabel.

No mesmo dia, a Secretaria de Segurança Pública designou 50 policiais de diversas delegacias e departamentos especializados para buscarem a motocicleta roubada. O secretário era velho conhecido do deputado.

Um mês e meio antes do crime, a pasta havia sido assumida pelo general alagoano Nilton de Albuquerque Cerqueira, que comandou o Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), órgão de repressão política da ditadura, em 1971, em Salvador.

Naquele ano, o guerrilheiro Carlos Lamarca foi encurralado e morto durante a Operação Pajussara, no interior da Bahia.

A escolha de Cerqueira para o comando da Segurança estadual — feita pelo então governador, Marcello Alencar — causou polêmica.

Entidades de defesa dos direitos humanos repudiaram a nomeação.

Durante a gestão, o militar criou gratificações a policiais por bravura, e a Secretaria registrou o maior crescimento no número de homicídios durante a década de 1990, segundo o Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Faculdade Getúlio Vargas (FGV).

Aluno da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) 25 anos antes de Bolsonaro, Cerqueira conviveu com o candidato à Presidência no início de 1995, quando ambos conduziam seus mandatos de parlamentar em Brasília.

O general foi eleito deputado pelo Partido Progressista (PP), que se uniria em agosto daquele ano ao Partido Progressista Reformador (PPR), do qual Bolsonaro foi um dos fundadores.

A junção resultou na criação do Partido Progressista Brasileiro (PPB).

Em maio de 1990, então vereador no Rio, Bolsonaro também defendeu a eleição do general para a presidência do Clube Militar, sob o argumento de que era preciso transformar a agremiação em um difusor da voz política da caserna.

Na ocasião, Cerqueira disputou a diretoria do clube com Diogo Figueiredo, irmão do general-presidente João Figueiredo. Venceu.

Em 2013, a Comissão Nacional da Verdade interrogou Cerqueira.

A ideia era que o general comentasse as mortes de guerrilheiros na região do Araguaia. Ele não contou muito mais do que “prender guerrilheiros não era uma opção”.

Em 2014, acabou responsabilizado pelo Ministério Público Federal (MPF) por ter participado do planejamento do atentado à bomba no Riocentro, em 1981. O caso está em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).

Atualmente, o general vive em um apartamento em Copacabana e, segundo seu advogado, Rodrigo Roca, aos 88 anos “já não fala mais coisa com coisa”. “Ele está com alguma doença, não consegue mais concatenar ideias”, disse Roca.

Em 1995, no dia do assalto, os policiais enviados por Cerqueira seguiram até a favela do Jacarezinho, onde Bolsonaro supôs que a motocicleta e a arma estivessem.

Eram coordenados pela delegada plantonista Martha Rocha, hoje deputada estadual pelo PDT. Contatada por ÉPOCA, Martha Rocha disse não se lembrar do que aconteceu naquele dia.

Segundo o noticiário do período, a incursão foi malsucedida. Os policiais voltaram à delegacia de mãos vazias. Três dias depois, contudo, integrantes do 9º Batalhão da Polícia Militar encontraram a moto de Bolsonaro, sem placa nem retrovisores, na Praça Roberto Carlos, na favela de Acari.

Na mesma semana do roubo da motocicleta, o secretário de Segurança mandou organizar uma megaoperação contra o narcotráfico em favelas da Zona Norte.

Enviou policiais civis e militares — incluindo pessoal do setor administrativo da PM — para a missão.

Um chefe do tráfico foi preso na favela Para-Pedro. Quinze quilos de maconha e 10 mil papelotes de cocaína foram apreendidos em Acari.

Fuzis e metralhadoras, confiscados no Morro do Turano e no dos Macacos. Um helicóptero da Polícia Civil sobrevoou o Jacarezinho.

Apesar do esforço, demorou oito meses para a polícia encontrar na Bahia o líder do tráfico em Acari, Jorge Luís dos Santos, mencionado por Bolsonaro durante a gravação do Roda viva.

Santos foi preso em 4 de março de 1996, por volta das 23 horas.

Transferido de avião para a cela 3 da Divisão de Recursos Especiais da Polícia Civil, na Barra da Tijuca, foi encontrado pela manhã com o pescoço enlaçado por uma camisa presa à grade de ferro da saída de ventilação e com os pés suspensos a 12 centímetros do chão.

Na cela, às 5h30 da manhã, os policiais encontraram uma linha de náilon com o nó lais de guia, o mesmo usado na forca, como se o traficante tivesse simulado a maneira de suicidar-se.

Na ocasião, a polícia ventilou que Santos servira como fuzileiro naval na Marinha e que por isso conhecia o nó. Tratava-se mesmo de um suicídio, disseram os peritos.

Santos era parceiro de Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, um dos mais perigosos traficantes cariocas, fundador da facção Amigos dos Amigos (ADA), além de herdeiro de Darcy da Silva Filho, o Cy de Acari.

No complexo de favelas, Santos era querido por moradores e conhecido pelo assistencialismo. Não faltava gás nem dinheiro para os que viviam ali e para visitantes que vinham de comunidades da Baixada Fluminense.

Também ganhou fama por ter tido quase 30 filhos com mais de 20 mulheres.

Aos 32 anos, antes de morrer, vivia com Márcia Frigues Vieira, de 18 anos, que morava com o traficante desde os 12.

O casal tinha um filho, Jean Patrick. No dia seguinte à morte do marido, ela denunciou a jornalistas que policiais costumavam extorquir a família. Na última vez que fora pego, contou, Santos teve de pagar R$ 500 mil por sua liberdade.

No velório do traficante, faixas de luto foram penduradas. O comércio baixou as portas. Cerca de 3.500 pessoas acompanharam o sepultamento em um cemitério da Zona Oeste. Havia 2.500 balões de gás hélio, dez pombas brancas e 16 ônibus fretados para levar moradores ao enterro.

Um deles bradou:

“Um homem com filhos e dinheiro não ia se matar numa delegacia. Todo mundo aqui tem certeza de que foram os policiais que o mataram”.

Depois da morte misteriosa, o governador Marcello Alencar divulgou uma nota na qual chamou o enforcamento de “suposto suicídio”.

Na mesma mensagem, determinou uma apuração rigorosa da morte, a ser conduzida pelo secretário Nilton Cerqueira, e lamentou a morte do traficante, cujo depoimento seria de “grande valor”.

No inquérito aberto para investigar a morte, conduzido pela 16ª DP, na Barra da Tijuca, além dos policiais que estavam de plantão, a mulher de Santos, Márcia, e a mãe dela, Terezinha Maria Frigues de Lacerda, foram ouvidas.

No dia do enterro de Santos, Márcia disse que o marido nunca fora um militar, conforme espalhou-se à época.

“Fica uma dúvida. Jorge Luís jamais foi fuzileiro ou serviu o Exército. Como fez aquele nó da forca?”, disse ela.

Um mês depois, ela e a mãe apareceram mortas a tiros às margens da Rodovia Presidente Dutra.

 

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5 comentários

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Mariele Silva

01 de abril de 2020 às 23h27

A máscara ainda vai cair para Jair Bolsonaro e seus filhinhos milicianos. Bebianno provavelmente sabia de todos os podres da família e acabou pagando por isso. É muita coincidência, é briga de cachorro grande! Mas, um dia a verdade virá à tona.

Responder

Aureliano

16 de março de 2020 às 08h50

A MORTE DE BEBIANO: NÃO DÁ PARA NÃO DESCONFIAR

O Brasil está sendo governado por uma família de milianos assassinos, psicopatas, torturadores e corruptos e por um ministro da “justissa”, Sérgio Moro, cujo papel tem sido até o momento o de defendê-los, escondê-los e blindá-los.

Na Suprema Corte, o percentual de ministros bolsonaristas roxos é muito elevado e inclui Fux, Roberto Barroso, Carmem Lúcia, Dias Toffoli, Edson Fachin, Alexandre de Moraes… E qualquer ação impetrada contra a cúpula do governo em seu comportamento fraudulento/delituoso/monstruoso contra a população brasileira tem encontrado guarida nas decisões políticas daquela corte que votou em peso pelo impeachment da Presidenta Dilma (com judiciário e tudo, como bem disse o inimputável Romero Jucá).

Nem Hitler como chanceler (a partir de 30 de janeiro de 1933) obteve tanto apoio do judiciário alemão a partir daquele momento.

E não estamos falando aqui somente dos juízes da suprema corte, mas também desse amontoado de juízes e desembarcadores concurseiros, a maioria fascista, espalhados por 8,5 milhões de quilômetros quadrados que não fazem outra coisa a não ser cometer injustiças contra os desvalidos e miseráveis desse país e proteger os ricaços desse Brasil varonil, os chamados “cidadãos de bem”. Basta analisar a situação ou os números da população carcerária brasileira, um verdadeiro escândalo.

Já no Congresso, todas as reformas de interesse de Paulo Guedes (leia-se, do interesse dos banqueiros, barões da mídia e da indústria) foram aprovadas sem problemas. E ainda tem gente querendo ir para as ruas protestar contra os aliados!?

A pergunta procede, porque, descontando os reconhecidos opositores, todos os outros parlamentares foram/são aliados de primeira hora do governo fascista de Jair Bolsonaro, embora alguns deles se mostrem eventualmente “indignados” com a falta de escrúpulos e de preparo do capitão “presidente”.

É impressionante, mas o projeto de aniquilação do país conta com o apoio de gente importante cujos negócios e interesses estão sendo destruídos. Eu nunca imaginei que no Brasil tivéssemos tantos masoquistas. Até os pastores evangélicos, que vivem do dízimo e das ofertas de fieis cada vez mais pobres, enaltecem o papel do capitão que se declarou destruidor.

É nesse cenário de devastação e de desvios de conduta que a morte de Gustavo Bebiano, coordenador da campanha de Jair Bolsonaro, levanta suspeitas. Por coincidência, logo ao completar dois anos da morte de Marielle Franco e Anderson Gomes, há alguns dias da morte de Adriano Magalhães e depois da misteriosa morte de Teori Zavascki em 17 de janeiro de 2017.

Não dá para não desconfiar, senhores fascistas!

Responder

Luiz Cláudio

15 de março de 2020 às 15h46

Mistérios e coincidências? Ta tudo dominado. Cuidado caro jornalista. O próximo pode ser vc.

Responder

Zé Maria

15 de março de 2020 às 09h13

Morreu Infartado …
E daí ?
Enterraram sem exame toxicológico?

Responder

a.ali

14 de março de 2020 às 22h27

convenhamos, “coincidencias” demais…

Responder

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