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Jeferson Miola: A herança maldita da Lava Jato
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Jeferson Miola: A herança maldita da Lava Jato


17/04/2021 - 16h23

A herança catastrófica da Lava Jato

por Jeferson Miola, em seu blog

A Lava Jato chega ao fim deixando várias heranças catastróficas em uma nação destroçada e espoliada.

A maior corrupção judicial da história da humanidade, a milicianização das instituições, o gangsterismo político e o descrédito na justiça são algumas destas heranças.

O golpe contra Dilma, a destruição da economia, a dissolução de setores estratégicos, a eliminação de mais de 4 milhões de postos de trabalho diretos e a perda de quase R$ 200 bilhões em investimentos também são heranças malditas da Lava Jato.

Mas o pior dos piores legados da Lava Jato é Bolsonaro e os generais que tomaram o poder numa eleição manipulada pela gangue chefiada por il capo di tutti capi Sérgio Moro.

O governo Bolsonaro é destas aberrações históricas que jamais aconteceriam se não tivesse existido uma aberração de magnitude equivalente, como a Lava Jato. Sem esta operação concebida nos EUA e chefiada por Moro no Brasil, a farsa jurídica para tirar Lula da eleição de 2018 não seria viável.

Com o governo dos generais, o Brasil não só foi rebaixado para a 12ª posição dentre as principais economias do planeta, como se tornou pária internacional.

Durante os governos petistas, Lula e Dilma sentavam-se à mesa do G-7, G-20, dos BRICS; a América do Sul prosperava, o Brasil comandava a FAO, a OMC, o Novo Banco de Desenvolvimento e liderava as iniciativas mundiais sobre clima, desenvolvimento sustentável e eliminação da fome no mundo.

Hoje o genocida do Planalto que desintegrou o continente e desestabilizou a região é malquisto e rechaçado em praticamente todos os países do globo. O governo genocida é considerado uma ameaça planetária.

A “eficácia” da diplomacia da vergonha é provada por turistas brasileiros, só aceitos no México, Afeganistão, República Centro Africana, Albânia, Costa Rica, Nauru e Ilha de Tonga.

Bolsonaro e os generais alçados ao poder graças à farsa lavajatista são os dispositivos decisivos para a consecução do devastador saqueio e assalto dos fundos públicos pelos capitais e oligarquias dominantes.

O Brasil é uma terra arrasada, queimada e derretida. Os povos originários, as comunidades tradicionais e o povo negro estão sendo alarmantemente alvejados por políticas de extermínio.

Hoje a maioria da população brasileira – 116 milhões de pessoas, que representam 55,2% da população, de acordo com a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar – passa fome em diferentes níveis de severidade. As mulheres, as pessoas negras e residentes no norte e nordeste são as principais vítimas.

Antes da Lava Jato, o Brasil vivia uma realidade de pleno emprego. Hoje, com o governo militar parido pela Lava Jato, o desemprego formal beira os 15%, afora dezenas de milhões de trabalhadores desalentados, precarizados, uberizados e em situação de miséria.

O morticínio programado – bastante subnotificado, deve-se reconhecer – de quase 400 mil brasileiros e brasileiras é a marca mais macabra da barbárie instalada no Brasil pelo governo instalado com a farsa promovida pela Lava Jato, que também legou ao país um ambiente de ódio, rancor e profunda divisão.

É impossível acreditar, diante das revelações acerca da monstruosa patifaria engendrada pela gangue da Lava Jato, que alguém ainda possa defender – quando não incensar, como fazem alguns ministros do STF – esta organização criminosa que lançou o país no precipício e legou esta realidade trágica e calamitosa.

Sérgio Moro e os parceiros na PF, MPR, judiciário, mídia etc que tomaram parte desta engrenagem têm de ser responsabilizados pela corrupção do sistema de justiça e pelas injustiças cometidas contra Lula e sua família, como também têm de ser responsabilizados pelas consequências catastróficas e profundas que legaram ao país.

O fim da Lava Jato não significa o fim do milicianismo lavajatista, que continua bastante ativo nas instituições de Estado, na mídia hegemônica e nas estruturas políticas da direita e da extrema-direita.

Somente num contexto de modificação da correlação social de forças sociais será possível extirpar esta herança catastrófica da realidade nacional.





7 comentários

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Marcela

18 de abril de 2021 às 23h00

” Com relação as FA, o alto escalão está mais preocupado com os quitutes (pagos pelos contribuintes). STELLA!!! ”
Que alto escalão na Brasilândia não é assim.
S.N.***
Tanto moleque e menina ótimo na escola pública de 12 anos e o Estado não os consideram cérebros tb. So engenheiro indiano é cerebro. Desperdiça um excelente e enorme capital humano.
Não mexa no meu queijo:
:

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    Nêmesis

    19 de abril de 2021 às 08h55

    Tens toda razão. O que existe no Brasil, é uma mistura de feudalismo com sistema de castas. Aí, há os magistrados, os militares, os “políticos de carreira”, os “coronéis do latifúndio”, os “donos da mídia”, os “empresários de compadrio” e… Es párias (todo o resto da população).

    Claro que o único objetivo daqueles é conservar seus feudos “per saecula saeculorum”.

    Inclusive, creio que essa seja parte da explicação para esse descaso histórico referente à educação no Brasil. A mentalidade das castas é extrativista e rapineira.

    Bem, para termos cérebros nacionais, é necessário identificá-los e cultivá-los. E isso leva cerca de vinte anos. Aí, as castas não querem.

    Mais ainda, se houvesse um grupo de cérebros nacionais cada vez maior, no longo prazo, acabaria por ser um desafio às capitanias hereditárias vigentes neste país. Sabe como é, um monte de indivíduos sem berço, mas com valor.

    Vai ver que é por isso que as castas preferem deixar es párias, ops, o povo imbecilizado. Se precisarem de cérebros, traz de fora, que não lhes haverão de encher o saco.

Carlos Prado

17 de abril de 2021 às 22h30

Serviu para desempregar muita gente.
Terra arrasada. Parece que teve uma guerra, mas sem destruir os meios de produção.
O povo sobrevive vendendo alguma coisa na rua. Até pinga. “Empreendedorismo.”
Por necessidade empreendedorismo praticamente já nasce falido. Tem até estudos sérios sobre isso.
Uma pessoa uma vez me disse que o objetivo era jogar gente na prostituição e nas bocas de fumo não consumindo claro.
Onde o Estado falha entra o crime organizado.
O fato do ex-juiz ir todo mês para os EUA já dizia tudo.

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    Nêmesis

    18 de abril de 2021 às 16h13

    É bem por aí. Para ser “empreendedore”, não basta entender do negócio. Tem que saber contabilidade e outras coisas (infelizmente, a educação formal de brasileire é um problema antigo).

    Fora ter reservas – e aí a porca torce o rabo. Se e cidadãe entrou por necessidade, está “vendendo o almoço, para comprar a janta”. Uma redução nas vendas, ou um aumento nos custos, e já era.

    Agora, as quarentenas decorrentes do Covid-19 completaram o estrago. O que esses sacripantas queriam, conseguiram!

Cesar Helder

17 de abril de 2021 às 20h40

Vai ser engraçado o Moro nos debates de tv se ele puder participar. Já pensou qdo perguntarem a solução dele para o desemprego. Vai ser um massacre.
Deve ser o sonho dele governar o Brasil.
Quem não tirar uma ideia brilhante da cartola vai ficar na merda como diziamos … No desemprego. E ter essa ideia não é fácil.
Tô vendo aí faculdade de 80 mil, mas não tô vendo emprego nem de 3 mil.
Tem que se qualificar, mas não pode se deixar enganar pelas propagandas de faculdades. 80 ou 70 conto é dinheiro.
E o Brasil não gera emprego faz tempo. Não tem nenhum planejamento de médio e longo prazo. E nem de curto prazo.
O exército é isso aí. Não adianta exigir muito. Não é o exército americano. O EB tem seu modo próprio de administração.
Como vai por comunismo no Brasil com um monte de latifundiário. Não tem como. Só o povo mesmo para acreditar nessa baboseira.
Caiado vai tá vestido de lampião esperando o MST. Ou esperando o Ciro Gomes. Vai saber. Só na cabeça do Ciro o DEM vai apoiar ele.
A operação foi um desastre para a economia do brasil. Já dos EUA foi uma benção.
NAO investigou nenhuma empresa americana.
E a lei de delações é um lixo. Podem delatar sem apresentar 1 única prova.

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