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Jeferson Miola: A caminho da vigésima vitória na Justiça, Lula supera a vilania e o arbítrio fascista
Avenida Paulista, 24J. Foto: Luiz Carlos Azenha
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Jeferson Miola: A caminho da vigésima vitória na Justiça, Lula supera a vilania e o arbítrio fascista


14/09/2021 - 09h24

Lula, o invicto, vence a vilania e o arbítrio fascista

Por Jeferson Miola, em seu blog

Lula está invicto na sua epopeia contra os fascistas que violaram o sistema de justiça do Brasil e promoveram o maior esquema de corrupção judicial do mundo.

Além de invicto, Lula está vencendo a vilania e o arbítrio por portentosa goleada.

O placar, humilhante, está em 19 a zero a favor dele contra a gangue chefiada por Sérgio Moro – o juiz condenado como suspeito/tendencioso pela Suprema Corte do país.

No 10 de setembro passado foi arquivada a 19ª investigação farsesca instaurada no contexto da guerra político-jurídica-midiática – lawfare – perpetrada contra Lula.

E a 20ª e definitiva vitória do “invicto” está a caminho.

De acordo com a defesa do ex-presidente, “da avalanche de processos abertos contra Lula permanece em aberto apenas um deles – relativo ao Caso dos Caças -, no qual já apresentamos pedido de arquivamento após termos demonstrado que ele foi construído pela ‘lava jato’ com a plena ciência de que o ex-presidente não havia praticado qualquer ato ilegal”.

A derrota da Lava Jato em todas as acusações farsescas que armou para incriminar Lula é a demonstração eloquente de que nenhum processo contra ele poderia ter sido instaurado; todos foram arbitrários.

Ainda assim, mesmo sem fundamentação legal, Lula foi submetido a processos injustos e ilegais, originados em provas forjadas e transacionadas em delações negociadas por procuradores e juízes inescrupulosos com criminosos confessos.

Lula foi alvo de uma perseguição política, midiática e judicial implacável; foi vítima de uma caçada atroz, sem paralelo na história.

A Lava Jato forjou processos kafkianos, nos quais as condenações eram definidas de antemão, num quadro de guerra jurídica permanente, de destruição de reputação pela mídia e de aplicação do direito penal do inimigo [Estado de Exceção].

O fato histórico que mais se assemelha à violência cometida contra Lula é o caso Dreyfus [1894], que foi marcante nos estudos Hannah Arendt sobre o antissemitismo, as raízes do nazismo e sobre as origens do totalitarismo, e que ensejou a publicação do célebre libelo “Eu acuso” [J’Accuse!] pelo escritor francês Èmile Zola [aqui].

Alfred Dreyfus, único oficial de origem judaica do Exército francês, foi falsamente acusado da alta traição por supostamente colaborar com os alemães durante a guerra franco-prussiana [1870/1871] na disputa pelas terras ricas em carvão da Alsásia-Lorena.

Em 1906, 12 anos depois, constatada a monstruosa armação jurídica, Dreyfus foi inocentado e a farsa dos tribunais e juízes franceses foi cabalmente desmascarada [aqui].

A monstruosidade perpetrada contra Lula demorou menos tempo para ser desmascarada. Porém, não sem deixar efeitos devastadores para o país e, principalmente, para o povo brasileiro, brutalmente atacado nos seus direitos e na sua dignidade pelas oligarquias fascistizadas que tomaram de assalto o poder com a ajuda da gangue do Sérgio Moro.

A inocência do Lula está provada e comprovada. E, com ela, a terrível injustiça de que foi vítima. Ele ficou ilegalmente encarcerado durante 580 dias na masmorra de Curitiba, de onde foi impedido de sair com a honradez devida inclusive para se despedir do irmão morto.

A justiça, contudo, não estará efetivada enquanto os perpetradores deste crime bárbaro, que deveriam estar no banco dos réus e serem condenados à prisão, continuarem livres, ocupando cargos públicos, recebendo polpudos salários e privilégios e vivendo em imóveis milionários do padrão do clã dos Bolsonaro e adquiridos com dinheiro vivo.

A justiça não estará efetivada, enfim, enquanto criminosos escondidos em togas e em cargos públicos continuarem protegidos pelo corporativismo fascista e atentando contra a democracia e o Estado de Direito.

A punição dos autores do maior crime de corrupção, que é a violação da democracia, tem de ser exemplar, para que nunca mais volte a acontecer.

Se isso não for feito, eles aprenderão, assim como os generais ditadores aprenderam, que vale a pena destruir a democracia quando se tem a certeza da impunidade. Eles continuarão convencidos, enfim, que o crime compensa.

A vitória do Lula, que é a vitória do povo brasileiro contra o fascismo, representa uma esperança para a restauração da democracia e para a reconstrução do Brasil.

Esta vitória se deve, em grande medida, à atuação talentosa, perseverante e competentíssima da defesa do Lula ao encargo da Valeska Teixeira Zanin Martins, do Cristiano Zanin Martins e da equipe por eles coordenada. Eles foram essenciais para trazer à luz a verdade, que é libertadora e, cedo ou tarde, se impõe.





8 comentários

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Zé Maria

17 de setembro de 2021 às 02h58

“A cobertura da Lava Jato foi nojenta e criminosa.
Jornalistas abjetos mamavam nos vazamentos do MPF
sem UM ÚNICO questionamento.
Jornalismo bandido!”

https://mobile.twitter.com/VIOMUNDO/status/1438628013856501761

“O New York Times fez uma investigação interna sobre os
erros cometidos pelo jornal incentivando a guerra no Iraque.
Publicou uma edição de desculpas.

Quando @folha @tvglobo e @Estadao vão fazer o mesmo
sobre a Lava Jato, qdo fizeram papel acrítico de relações
públicas?”

https://mobile.twitter.com/VIOMUNDO/status/1438627374615175169h

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Zé Maria

15 de setembro de 2021 às 07h48

https://pbs.twimg.com/media/E_RzciDWYAIW5Gz?format=jpg

“O caso de Leo Pinheiro expõe indústria da delação premiada
q moveu a farsa da Lava Jato.
Moro exigia q presos mentissem p/ incriminar Lula c/ acusações falsas.
É o máximo grau de corrupção q pode ocorrer num sistema judicial.
A verdade s/ os processos contra Lula só esta começando”

https://twitter.com/Gleisi/status/1437901123600457730

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Zé Maria

15 de setembro de 2021 às 04h05

Notícias STF

Ministro Lewandowski suspende tramitação de ações envolvendo imóvel e doações a Instituto Lula

Segundo o ministro, há risco de dano processual irreparável
ou de difícil reparação caso seja instaurada ação ou sejam
impostas medidas cautelares com base no acordo de
leniência da Odebrecht.

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liminar na Reclamação (RCL) 43007 para suspender as ações penais relativas ao imóvel e a doações da Odebrecht para o Instituto Lula, em tramitação na 10ª Vara Federal de Brasília (DF).
Segundo o ministro, há risco de dano processual irreparável ou de difícil reparação ao ex-presidente, caso seja instaurada nova persecução penal ou impostas medidas cautelares com base no acordo de leniência da Odebrecht e nos elementos de prova oriundos desse pacto de cooperação.

Lewandowski declarou nulas as provas, mas sua decisão aguarda a análise da Segunda Turma do STF, tendo em vista a interposição de agravo pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
A defesa de Lula pede o trancamento das ações penais alegando a ocorrência de ilegalidade e constrangimento ilegal decorrentes do descumprimento das ordens do STF relativas ao trancamento definitivo dos autos na origem (13ª Vara Federal de Curitiba).

Segundo os advogados do ex-presidente, embora todos os atos decisórios tenham sido declarados nulos, bem como os elementos de prova, em razão da suspeição do ex-juiz Sérgio Moro, o Ministério Público Federal em Brasília pediu que a defesa apontasse as provas que considera nulas, a fim de permitir o reaproveitamento do material.

Em sua decisão, o ministro afirma que, embora não tenha ocorrido a ratificação da denúncia dos autos de origem (caso da sede do Instituto Lula), quando o Supremo declarou a incompetência de Moro para o julgamento de Lula, reconheceu também, implicitamente, a incompetência dos integrantes da força-tarefa da Lava Jato responsáveis pelas investigações e, ao final, pela apresentação da denúncia.

Leia a íntegra da decisão:
(http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/noticiaNoticiaStf/anexo/RCL43007_14set.pdf)

https://portal.stf.jus.br/noticias/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=472977&ori=1

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Zé Maria

14 de setembro de 2021 às 23h28

https://s2.glbimg.com/tgb_9AKci7keKgMO8jRcDn469CE=/i.glbimg.com/og/ig/infoglobo1/f/original/2021/09/14/14092021.jpg
https://s2.glbimg.com/B9tiUzkyvYbP_TtA6o4CwSQ2nu4=/i.glbimg.com/og/ig/infoglobo1/f/original/2021/09/14/14092021-2.jpg

“Léo Pinheiro escreve carta de próprio punho [a Delegado da PF]
para voltar atrás em acusações que fez contra Lula em delação”

Segundo pessoas ligadas a Pinheiro, ex-presidente da OAS,
ele pretende fazer outras cartas voltando atrás em trechos
de sua colaboração envolvendo Lula.
Um depoimento do empreiteiro dado antes de ele assinar
sua delação foi usado para condenar Lula no caso do triplex,
que neste ano foi anulado [pelo STF, por Incompetência e
Suspeição do ex-Juiz Sergio Moro].
[ Reportagem: Bela Megale | blogs.oglobo ]
.
.
“Cada vez mais evidente a inocência de Lula e o quanto
a Lava Jato forçou falsos testemunhos [‘Delações’ Falsas].
É a maior fraude jurídica da história que levou o Brasil
ao caos ao ajudar a eleger o governo fascista”
Deputado Federal Rogério Correia (PT=MG)
.
“É, mas primeiro teve 20 anos de redução de pena
o malandro [Leo Pinheiro]. Como muitos outros!”
https://twitter.com/VIOMUNDO/status/1437821596203376648
.
“FIM DA FARSA:
A carta escrita de próprio punho por Léo Pinheiro, inocentando @LulaOficial
das acusações feitas pro ele através de delação para a Lava Jato
comprova que os delatores foram forçados a dizer o que a quadrilha
capitaneada por Moro e Dallagnol queriam.”
Paulo Pimenta (PT=RS)
https://twitter.com/DeputadoFederal/status/1437831896411561990
.
Presidente da Caixa é Genro de Leo Pinheiro, ‘delator’ do triplex.

Pedro Guimarães, o banqueiro especialista em privatizações
que foi empossado por Jair Bolsonaro em sete de janeiro de 2019
como presidente da Caixa Econômica Federal, é genro de Leo Pinheiro,
ex-executivo da empreiteira OAS.

Guimarães tomou posse no Palácio do Planalto, em cerimônia
da qual participaram o presidente Jair Bolsonaro e o ministro
da Economia, Paulo Guedes.
Sócio do banco de investimento Brasil Plural, Guimarães
foi escolhido a dedo para o cargo: do doutor em Economia
pela Universidade de Rockester (EUA), especializou-se
em privatizações. Tem mais de 20 anos de atuação
no mercado financeiro …
https://www.cartacapital.com.br/politica/novo-presidente-da-caixa-e-genro-de-leo-pinheiro-delator-do-triplex
.
[ Da Série: Coincidências de um Governo Corrupto ]
.
.

Responder

Osvaldo Sarmento

14 de setembro de 2021 às 18h45

Belo texto do sr. Miola. Gostei especialmente quando ele lembra que falta agora punir os responsáveis pela farsa. Acho que já é tempo de pelo menos nomeá-los. Gostaria de saber mais sobre os responsáveis diretos pela condenação de Lula na segunda instância e, afora Moro, os responsáveis diretos por sentença condenatória de primeira instância em outro (ou outros) processo(s), como por exemplo o relacionado com o sítio de Atibaia.

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