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Diário da Resistência


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Ignacio Ramonet: A crise na Europa e uma esquerda desorientada


22/06/2011 - 10h40

A conversão massiva ao mercado e a globalização neoliberal, a renúncia à defesa dos pobres, do Estado de bem estar e do setor público, a nova aliança com o capital financeiro, despojaram a social-democracia europeia dos principais traços de sua identidade. A cada dia fica mais difícil para os cidadãos distinguir entre uma política de direita e outra “de esquerda”, já que ambas respondem às exigências dos senhores financeiros do mundo. Por acaso, a suprema astúcia destes não consistiu em colocar a um “socialista” na direção do FMI com a missão de impor a seus amigos “socialistas” da Grécia, Portugal e Espanha os implacáveis planos de ajuste neoliberal? O artigo é de Ignacio Ramonet.

por Ignacio Ramonet, em Carta Maior

Um dos homens mais poderosos do mundo (chefe da maior instituição financeira do planeta) agride sexualmente a uma das pessoas mais vulneráveis do mundo (modesta imigrante africana). Em sua desnuda concisão, esta imagem resume, com a força expressiva de uma foto de jornal, uma das características medulares de nossa era: a violência das desigualdades. O que torna mais patético o caso do ex-diretor gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) e líder da ala direita do Partido Socialista francês, Dominique Strauss-Kahn é que, se confirmado, seu desmoronamento constitui uma metáfora do atual descalabro moral da socialdemocracia. Com o agravante de que revela, ao mesmo tempo, na França, as carências de um sistema midiático cúmplice.

Tudo isso deixa extremamente indignados muitos eleitores da esquerda na Europa, cada vez mais induzidos – como mostraram na Espanha as eleições municipais e autonômicas do dia 22 de março – a adotar três formas de rechaço: o abstencionismo radical, o voto na direita populista ou o protesto indignado nas praças.

Naturalmente, o ex-chefe do FMI e ex-candidato socialista à eleição presidencial francesa de 2012, acusado de agressão sexual e de tentativa de violação pela camareira de um hotel de Nova York no dia 14 de maio, goza de presunção de inocência até que a justiça estadunidense se pronuncie. Mas a atitude mostrada, na França, pelos líderes socialistas e muitos intelectuais de “esquerda”, amigos do acusado, precipitando-se diante de câmaras e microfones, para fazer imediatamente uma defesa incondicional de Strauss-Kahn, apresentando-o como o principal prejudicado, evocando complôs e “maquinações”, foi realmente vexatória.

Não tiveram nenhuma palavra de solidariedade ou de compaixão para com a suposta vítima. Alguns, como o ex-ministro socialista da Cultura, Jack Lang, em um reflexo machista, não hesitaram em diminuir a gravidade dos supostos fatos declarando que “afinal de contas, ninguém morreu” (1). Outros, esquecendo o sentido da palavra “justiça”, se atreveram a pedir privilégios e um tratamento mais favorável para seu poderoso amigo, pois, segundo eles, não se trata de “um acusado como outro qualquer” (2).

Tanta desfaçatez deu a impressão de que, no seio das elites políticas francesas, qualquer que seja o crime de que se acuse a um de seus membros, o coletivo reage com um respaldo articulado que mais parece uma cumplicidade mafiosa (3).

Retrospectivamente, agora que ressurgem do passado outras acusações contra Strauss-Kahn de abuso sexual (4), muita gente se pergunta por que os meios de comunicação ocultaram esse traço da personalidade do ex-chefe do FMI (5). Por que os jornalistas, que não ignoravam as queixas de outras vítimas de assédio, jamais realizaram uma investigação de fundo sobre o tema. Por que se manteve os leitores na ignorância e se apresentou a este dirigente como “a grande esperança da esquerda” quando era óbvio que seu calcanhar de Aquiles podia, a qualquer momento, truncar sua ascensão.

Há anos, para conquistar a presidência, Strauss-Kahn recrutou brigadas de comunicadores de choque. Uma de suas missões consistia em impedir também que a imprensa divulgasse o luxuosíssimo estilo de vida do ex-chefe do FMI. Desejava-se evitar qualquer inoportuna comparação com a vida esforçada que levam milhões de cidadãos modestos lançados ao inferno social em parte precisamente pelas políticas dessa instituição.

Agora as máscaras caem. O cinismo e a hipocrisia surgem com toda sua crueza. E ainda que o comportamento pessoal de um homem não deva servir para prejulgar a conduta moral de toda sua família política, é evidente que contribui para se perguntar sobre a decadência da socialdemocracia. Ainda mais quando isso se soma a inúmeros casos, em seu seio, de corrupção econômica, e até de degeneração política (os ex-ditadores Ben Ali, da Tunísia, e Hosni Mubarak, do Egito, eram membros da Internacional Socialista!).

A conversão massiva ao mercado e à globalização neoliberal, a renúncia à defesa dos pobres, do Estado de bem estar e do setor público, a nova aliança com o capital financeiro e a banca, despojaram a social-democracia europeia dos principais traços de sua identidade. A cada dia fica mais difícil para os cidadãos distinguir entre uma política de direita e outra “de esquerda”, já que ambas respondem às exigências dos senhores financeiros do mundo. Por acaso, a suprema astúcia destes não consistiu em colocar a um “socialista” na direção do FMI com a missão de impor a seus amigos “socialistas” da Grécia, Portugal e Espanha os implacáveis planos de ajuste neoliberal? (6).

Daí o cansaço popular. E a indignação. O repúdio da falsa alternativa eleitoral entre os dois principais programas, na verdade gêmeos. Daí os protestos nas praças: “Nossos sonhos não cabem em vossas urnas”. O despertar. O fim da inação e da indiferença. E essa exigência central”: “O povo quer o fim do sistema”.

Notas:
(1) Declarações ao telejornal das 20h na cadeia pública France 2, dia 17 de maio de 2011.

(2) Bernard-Henri Lévy, “Defesa de Dominique Strauss-Kahn”, e Robert Badinter, ex- ministro socialista da Justiça da França, declarações para a rádio pública France Inter, 17 de maio de 2011.

(3) Este coletivo já deu provas de sua tremenda eficácia midiática quando conseguiu mobilizar em 2009 a opinião pública francesa e as autoridades em favor do cineasta Roman Polanski, acusado pela Justiça estadunidense de ter drogado e sodomizado, em 1977, uma menina de 13 anos.

(4) Em particular, a formulada pela escritora e jornalista Tristane Banon. Leia-se: “Tristane Banon, DSK et AgoraVox: retour sur une omertà médiatique”, AgoraVox, 18 de maio de 2011.

(5) No próprio interior do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn já havia sido protagonista, em 2008, de um escândalo por sua relação adúltera com una subordinada, a economista húngara Piroska Nagy.

(6) “Seu perfil ‘socialista’ permitiu enfiar pílulas amargas na garganta de muitos governos de direita ou esquerda, e explicar aos milhões de vítimas das finanças internacionais que a única coisa que tinham que fazer era apertar o cinto à espera de tempos melhores”, Pierre Charasse, “No habrá revolución en el FMI”, La Jornada, México, 22 de maio de 2011.

(*) Ignacio Ramonet foi diretor de Le Monde Diplomatique entre 1990 e 2008.

Tradução: Katarina Peixoto





47 comentários

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Fabio_Passos

25 de junho de 2011 às 18h05

Correto. Esta esquerda que se aliou a plutocracia para ferrar os pobres é parte do sistema.
O pessoal querendo uma Revolução e a "esquerda" propondo ajuste fiscal?

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Elton

25 de junho de 2011 às 17h12

Interessante como os comentários aqui postados por críticos da esquerda (neoliberais) estão com muitos votos positivos e os que respondem pela esquerda estão lotados de votos negativos. Os trolls estão aqui e se não mostrarmos a eles como se deixou o Brasil livre da tragédia econômica européia e norte americana (governos Lula e Dilma) vão "tomar conta" de um espaço que não é para direitistas inveterados, para eles existe o Blog do "coturno noturno".

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Eduardo Conde

24 de junho de 2011 às 18h26

Que excelente artigo. Seria interessante que as pessoas lessem um livro recentemente traduzido de Tony Judt – O Mal que Ronda o Mundo. A esquerda européia é refém de sua falta de ação e coragem … O estado de bem estar está em crise porque o modelo que eles tanto seguem provoca a crise .. profecia auto realizável … Os ridículos governo espanhol e grego, o patético José Sócrates em Portugal (que entrega feliz o poder a direita) e as diatribes idiotas do trabalhismo inglês. Um motorista de taxi em Barcelona me disse que, sempre votando nos socialistas, tinha vergonha de Zapatero … Por que votar em "socialistas"que renegam o passado e colocam a conta nos programas sociais e de inserçao social? Por falta de opção, o pêndulo se volta para a direita estúpisa retrógrada, que somente vai agravar a situação com suas "reformas". A esquerda está perdendo a oportunidade, após a crise financeira, de dizer quem são os culpados. Bem feito … vai ficar na sua conta, conta covarde e irresponsável … O mundo vai acabar se a Grécia não assinar acordo? NÀO. O mundo vai acabar se os juros caírem no Brasil? NÃO. Quem vai acabar, nesta marcha. é a esquerda democrática, porque ela nada oferece a não ser a desgraça do mercado. A Europa de verdade é a Europa social, do welfare stae, da cidadania; não a do BCE, do Deutsche Bank e dos idiotas do Partido Conservador na Inglaterra.

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Rafael Patto

24 de junho de 2011 às 17h49

Enquanto lia este texto, não pude deixar de considerar situação análoga que se passa aqui no Brasil, e que diz respeito à figura do senador tucano Aécio Never. Ele não seria, em alguma medida, o nosso Strauss-kahn? Por que será que mesmo ostentando tantas passagens controvertidas em sua vida particular, a mídia brasileira não apresenta à população uma radiografia da vida privada do playboy Aécio Never? Será que tantos boatos que rondam a figura desse político não mereceriam uma investigação jornalística? Como agente político, nós mineiros, sabemos muito bem da sua personalidade autoritária. Em seus oito anos de governo, ele conseguiu silenciar a imprensa local e algemar a Assembleia Legislativa. Mas da esfera privada, pouco do muito que é dito sobre as "excentricidades" desse sujeito vira pauta de jornais. Por quê?

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Ines Ferreira

24 de junho de 2011 às 17h43

O que acontece é que, quando este FMI exigia sacrifícios somente aos países daqui debaixo, ou seja, aos países-periféricos (incluindo o Brasil), não havia nenhuma coisa errada com o sistema, Agora, quando a crise chegou lá, pedem para os países, ditos de 1º mundo, fazerem sacrifícios. Aí é um deus ns acudam! Pimenta nos olhos dos outros é refresco.

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ZePovinho

24 de junho de 2011 às 17h08

E,depois,nós é que somos "ideológicos"…………

FMI: MISÉRIA INTELECTUAL DA ORTODOXIA

Um conjunto de documentos recém-publicados por uma auditoria independente ajuda a entender por que o FMI falhou na sua missão de alertar com antecedência para os desequilíbrios que levaram à recente crise mundial. O problema não é apenas que o FMI defendeu políticas inadequadas, como a desregulamentação financeira indiscriminada e a abertura das contas de capitais a qualquer custo, mas principalmente a falta de capacidade para refletir sobre realidades econômicas que fogem do manual. O Escritório de Avaliação Independente (IEO, na sigla e inglês) chegou a essa conclusão depois de analisar 6,5 mil trabalhos de pesquisa econômica publicados pelo FMI nos últimos dez anos, justamente a ante-sala da crise mundial. Pior: 62% dos economistas do Fundo afirmaram que se sentem pressionados a alinhar as conclusões de suas pesquisas econômicas ao pensamento dominante no FMI. Hoje, 60% dos cargos de chefia no FMI são ocupados por profissionais de países anglo-saxões. Nada menos de 63% dos economistas obtiveram doutorado em universidades americanas. Entre as grandes economias emergentes, 57% consideram que as pesquisas são feitas para reiterar um conjunto pré-definido de prescrições, sem espaço para visões alternativas ( com informações Valor; 24-06)
(Carta Maior; 6º feira,24/06/ 2011)

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Fernando

24 de junho de 2011 às 14h43

tomara que esse capitalismo acabe de uma vez e eu possa assistir tudo de camarote!!!!

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Bonifa

23 de junho de 2011 às 18h38

Nova frota de navios com ajuda humanitária para os habitantes de Gaza:
.
Uma nova flotilha de ajuda humanitária com dez navios carregados de remédios e alimentos (esta frota é humanitária de verdade) vai sair da Grécia em direção a Gaza, que continua sob o cerco de Israel. Israel já advertiu que está determinado a atacar a flotilha, porque segundo seu embaixador na ONU, Ron Prosor, “Israel tem direito de autodefesa.” Surpreendentemente, o Secretário da ONU recém reeleito Ban Ki-moon está pedindo aos governantes que desencorajem seus cidadãos para que não participem da flotilha, “que representa uma perigosa escalada de violência.”
. http://www.lemonde.fr/proche-orient/article/2011/

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Substantivo Plural » Blog Archive » A crise na Europa e uma esquerda desorientada

23 de junho de 2011 às 10h38

[…] Por Ignacio Ramonet CARTA MAIOR NO VI O MUNDO […]

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ratusnatus

22 de junho de 2011 às 17h22

Muito simples, quando havia o comunismo os estados capitalistas tinham que "mostrar" ao mundo que seu modelo era o melhor, ou seja, que sua população tinha a melhor "vida".
Hoje, não há esta necessidade.
mostrar o que? Pra quem?

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    Ricardo

    27 de junho de 2011 às 12h17

    perfeito, falou tudo. é isso mesmo.

    não tem mais com que concorrer.

    aí pode descer a lenha.

    já disse o genoino : quando a esquerda vence, das duas uma : ou radicaliza e vai pro gueto ou é cooptada e suaviza o discurso. estamos vendo a segunda opção

    cordiais saudações

    Ricardo

    Recife.

Marcelo Rodrigues

22 de junho de 2011 às 16h35

Em 1917 Lênin já denunciava a decadência da social democracia e as traições perpetradas pelos sociais democratas.

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Hans Bintje

22 de junho de 2011 às 15h59

Não adianta o Ignacio Ramonet querer "fazer média" com os manifestantes: a verdade nua e crua é que, sem acesso ao "sistema", os protestos vão cair no vazio e produzir um efeito-bumerangue. Explico:

A gente viu isso na Itália, com os protestos contra o Silvio Berlusconi, que se tornou ainda mais forte. Da Carta Maior ( http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMos… ):

"Silvio Berlusconi, frequentemente julgado como um comediante ou um personagem de opereta, é, ao contrário, um líder político para ser estudado com atenção, porque pretende conjugar a democracia liberal com o populismo.

O primeiro-ministro italiano está, todavia, acelerando uma tendência presente em todos os sistemas políticos democráticos. Sua obra visa modificar o equilíbrio dos poderes – Executivo, Legislativo, Judiciário – para benefício do Executivo, de modo tal que o executivo englobe o Legislativo e o Judiciário, mas sem cancelar os direitos civis e políticos. As eleições são consideradas como uma sondagem sobre a obra do executivo. Se Berlusconi perde, invoca em seguida a soberania popular representada por ele. A forma política que propõe é, sim, uma mescla entre democracia e populismo, se bem que a sua ideia de democracia seja uma democracia pós-constitucional que faz da invenção do povo o seu traço distintivo. Tudo isso faz com que a Itália, mais que um país atípico, seja um laboratório inquietante onde se desenvolveu uma democracia pós-constitucional.

Desse ponto de vista, na Itália está sendo construído o futuro dos sistemas políticos ocidentais."

O mecanismo é fácil de entender:

1) Segundo Ignacio Ramonet, "o povo quer o fim do sistema". Nesse processo, não se estabelecem interlocutores entre a sociedade e os políticos que deveriam representá-la;

2) Diálogo rompido, os donos do "sistema" se sentem liberados para manipular a realidade através do controle dos principais meios de comunicação, caracterizando os manifestantes como "baderneiros" e semeando o pânico nas classes médias;

3) Surge um "iluminado", portador do discurso da ordem, esperança da recuperação da "glória" perdida;

4) A fonte de todos os problemas deixa de ser o "banqueiro ladrão", mas o árabe que mora do outro lado da rua e os "baderneiros";

5) Onde será que a gente já ouviu essa história antes? Não era alguma coisa contra os judeus?

É como escreve o filósofo esloveno Slavoj Žižek ( http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMos… ):

"'Primeiro como tragédia, depois como farsa' – analogia à famosa frase de Karl Marx em 'O dezoito brumário' sobre a repetição dos Bonaparte no poder (Napoleão e Luís)".

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    Bonifa

    22 de junho de 2011 às 17h51

    Esse fatalismo de "não vai dar em nada" sempre foi uma das pilastras do sistema neoliberal de pensamento único. É irmão do niilismo weberiano que acometeu as artes e a cultura não-midiática de uma espécie de desencanto mortal e inofensivo ao sistema. Claro que as novas revoltas de indignados vão dar em alguma coisa, em muita coisa. Basta ver sua persistência e seu vigor renovado a cada dia. Não há notícias no Brasil sobre isto (como aqui a esquerda está se assemelhando também à direita, temem que a revolta venha para cá), é preciso procurá-las na Internet. O inimigo, o sistema financeiro, e seus lacaios, os políticos de esquerda e de direita, mais a mídia corporativa que caiu inteirinha em suas mãos, já está clareando em seus contornos, já aparece com nitidez para os manifestantes. A organização popular destes não admite infiltrações, está bem consciente disso. O mais, para a derrubada de um sistema que já está caindo por sí mesmo, é questão de tempo. Pouco tempo.

André

22 de junho de 2011 às 13h44

Esquerda detonou economia grega. A coisa tá preta

"21/06/2011

Sistema fiscal de Grecia está "hecho pedazos", según FMI

La crítica situación en que se encuentra Grecia no se debe al nivel de su deuda, sino a su falta de competitividad, a su "aislamiento" económico en la eurozona y a su sistema fiscal en pedazos, según el director interino del Fondo Monetario Internacional (FMI), John Lipsky.

"La cuestión crucial de la economía griega es la de la competitividad, lo que arroja en consecuencia resultados sumamente débiles", declaró Lipsky en Berlín, al término de una reunión con la canciller alemana Angela Merkel consagrada a la crisis de la deuda griega.

"La base del sistema fiscal está rota, pero eso significa que puede ser reparada, no es difícil de controlar, es un asunto de voluntad política", añadió el responsable del FMI, que habló en la Academia Americana de la capital alemana.

(…)"
http://www.elespectador.com/economia/articulo-279

Durante muitos anos o governo (socialista) grego aumentou valor de aposentadorias e salários de funcionários públicos. Evidentemente a economia melhora pois há mais dinheiro circulando.

O que nunca se explicou aos simpatizantes do socialismo é que o dinheiro não cai do céu, e agora os credores querem o dinheiro de volta.

Resumo: o povo grego ainda pensa que o governo socialista foi o mais "bonzinho", pois a economia interna era melhor na época dos socialistas e… para piorar… acham que o culpado de tudo isso são… os malvados credores!!!

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    Leider_Lincoln

    23 de junho de 2011 às 13h41

    Cara, a trollzaiada está acesa, hein? Como assim a "esquerda" [o que o PASOK fez foi coisxa de esquerda?] detonou a economia grega? Como assim os "credores" não são os responsáveis pela dívida? Estão querendo reescrever a história, trols?

Mariano

22 de junho de 2011 às 12h59

Curiosamente há apenas 3 países com governos socialistas no mokmento na Europa: Grécia, Portugal e Espanha.

Responder

    André

    22 de junho de 2011 às 13h46

    Todos os 3 detonados e falidos pela esquerda.

    Leider_Lincoln

    23 de junho de 2011 às 14h16

    Para começar, não são governos de esquerda. Em segundo lugar, foram detonados justamente por fazerem o jogo da direita. Ou você acha que se entregar ao capital financeiro é coisa que Marx pregava, André? Quer saber o efeito de políticas de direita? Olhe o post do Zé Povinho., logo abaixo.
    Você mora nos EEUU. E nem você, com toda a sua desonestidade intelectual e argumentativa é capaz de negar o que está bem na sua cara, não é mesmo?

    Leider_Lincoln

    24 de junho de 2011 às 13h01

    Perdão, confundi este André, que provavelmente é o Richard Smith (autor da Carmem Leporace e outros personagens) com o verdadeiro Andre,,, Este André é só um "consultor" que, na falta de namorada, esposa ou vida social, vive a encher a paciência dos outros com suas teses "jeniais"…

    Mariano

    24 de junho de 2011 às 13h08

    Vc deve andar em falta também já que só faz responder aos que denomina trolls. Haja tempo livre.

    Klaus

    22 de junho de 2011 às 14h01

    Curiosamente, os três falidos…

    Mariano

    22 de junho de 2011 às 15h12

    Exatamente.

    Leider_Lincoln

    24 de junho de 2011 às 13h02

    Como os Estados Unidos, por exemplo, não é?

    André'

    24 de junho de 2011 às 14h55

    EUA falidos? Em que sonho comunista?

    O seu critério para dizer que os EUA estão falidos leva a crer que o mundo inteiro está falido, não?

    Fora a China, que usa trabalho semi-escravo e nao segue regras trabalhistas, ambientais etc (ali sim temos um capitalismo selvagem e sem limites!), pelo seu critério todos estamos falidos então.

    O que dizer da Europa, (queira voce ou nao, ache legal voce ou nao) que foi levada à bancarrota pela esquerda após anos e mais anos de desvario e irresponsabilidade.

    Onde o comunismo põe as garras já sabemos o resultado: nivelamento por baixo, igualdade na pobreza, menos, é óbvio, em relação aos dirigentes do "partido".

    Se não é assim, mostre os dados, cite exemplos, não me venha com a retórica digna de um chimpanzé.

    Eduardo

    24 de junho de 2011 às 18h35

    Que quantidade de bobagens despropositadas e mal informadas. Irresponsáveis? Desvario? Comunistas? Desvario é dizer que a esquerda detonou a economia grega. Wm que mundo vc vive? Mas que horror, que primitivo. Você frequenta as passeatas do Tea Party? Bate ponto para o Murdoch? Seria uma estupidez afirmar a falência econômica dos EUA, mas certamente quem agravou demasiado a catástrofe americana foram os republicanos (que vc parece adorar) , o gênio de papel Alan Greanspan e o cassino de Wall Street, sem contar a falta de regulação dos bancos e os subsídios aos ricos. E foi a esquerda? Voce conhece o que ainda é a Europa social? Vamos, rei do senso comum a americana … aprenda com a vida e com mais leitura, ou talvez mais viagem … Ai de Idaho ou Kansas a voda sempre parece pior … KKKKKKK

    André'

    24 de junho de 2011 às 22h29

    A causa da crise americana de 2008 foi a irresponsabilidade dos anos 90 sob a batuta do democrata Bill Clinton, que escancarou crédito para quem não podia pagar depois (a tal "bolha").

    Vai estudar cara, sabe nada.

    Maria José Rêgo

    25 de junho de 2011 às 02h57

    Você está dizendo que o Bil Clinton foi o responsável pela crise nos USA? Corta essa. Seja mais realista.

    André'

    25 de junho de 2011 às 11h44

    Vá estudar. Informe-se sobre a politica de crédito adotada, praticamente imposta pelo governo Clinton ao bancos.

    Sabe nada…

    Leider_Lincoln

    23 de junho de 2011 às 13h42

    Curiosamente, se você soubesse ler, entenderia que de "esquerda" estes governos têm só o nome. Esquerda mesmo há na América Latina. E curiosamente, direita aqui, são só Chile, Colômbia e México. É fácil ver quem está em pior situação?

    André

    23 de junho de 2011 às 18h43

    O Chile está em "pior situação" em relação a quem na américa do sul?

    Bonifa

    24 de junho de 2011 às 12h36

    O Chile está em péssima situação, social e economica. Você precisa se atualizar. O Chile, país com menos habitantes que a cidade de São Paulo e vivendo em estreita faixa de terra parasidíca, já não é mais a pequena maravilha, exemplo de boca cheia para os nefandos neoliberais da América do Sul.

    André

    24 de junho de 2011 às 14h47

    Não quero bla bla bla, retórica militante acéfala, quero dados.

    Que país tem melhores indicadores sociais que o Chile na América do Sul?

    André

    23 de junho de 2011 às 18h44

    "Esquerda mesmo há na América Latina."

    Na hora de roer o osso, eles nao se assumem. É sempre assim…

    Mariano

    23 de junho de 2011 às 20h09

    Se eles se auto-intitulam socialistas, quem sou eu para contestar?

    Mas faça o seguinte: debata bastante o assunto com eles numa comissão de alto nível e, quando chegarem a uma conclusão, me avise, ok?

    Leider_Lincoln

    24 de junho de 2011 às 12h56

    O DEM se auto intitula democrata, o PSDB se auto intitula social-democrata, e você deve se auto-intitular inteligente. Que tal?

    Mariano

    24 de junho de 2011 às 13h07

    Não, não me auto-intitulo nada. E nem faço pose de intelectualóide, rapazote.

Paulo E. Santiago

22 de junho de 2011 às 12h50

Ando cheio dessa conversa de 'jovens' e de 'sem política'. Parece ser destino dos liberais viver de inventar o começo da história — e isso é só aquela mesma conversa de "fim da história", mas tratado de modo 'politicamente correto'. Esses jovens estão na rua, afinal, porque toda a conversa fiada da direita, até hoje,sem passar um dia, desde Bretton Woods, comprovou-se oca, conversa fiada. A esquerda sempre existiu, continua existindo, está viva e forte. O fato da direita não saber ver isso não significa que alguma esquerda esteja desorientada. A esquerda está NO GOVERNO em vários países da América Latina, por exemplo. E a esquerda está viva, também, na resistência dos povos árabes não "a ditaduras" mas ao poder degenerado dos EUA. O que falta, mesmo, é jornais competentes para noticiar esse fato. Sem jornais que informem, é muito fácil encher páginas e páginas do Le Monde com esse papo que, de esquerda, não sabe coisa nenhuma. Até quando?

Responder

Lúcia Amorim

22 de junho de 2011 às 12h42

Não entendo por que tantos ainda insistem na versão "esquerda desorientada" ou "esquerda fora do eixo". Se eu precisasse de prova de que a esquerda morreu, aí estaria a prova: "esquerda desorientada" é um oxímoro, quer dizer, um absurdo, uma coisa impensável: se é esquerda, não é "desorientada" (e se é desorientada, não é "esquerda"). E o mesmo se pode dizer de "esquerda fora do eixo" — como li nesse blog há alguns dias. E é sempre a mesma coisa.

Minha opinião é que a a direita DECRETOU a morte da esquerda, no fim da Guerra Fria. Muitos acreditaram. E a direitona ocupou todos os espaços na mídia. TODA a mídia é hoje, só e sempre, uma direitona liberal, metida a falar sobre a esquerda. E a esquerda não tem espaço para aparecer, nem nos jornais-empresas, nem nos blogs-empresa. E fica aí esse papim de "esquerda fora do eixo" by Le Monde. E desde quando o Le Monde seria autoridade pra palpitar sobre a esquerda?

Responder

    Caracol

    25 de junho de 2011 às 06h12

    Lúcia, eu morro de dar risada desde quando a queda do império soviético inspirou idiotas a afirmarem coisas como "fim do socialismo", "fim da história" e outras babaquices do gênero. Como se ideologias pudessem ser fulminadas por decreto. Ah, esses "wishfull thinkings"…
    Vão morrer secos com a boca cheia de formigas…

    Fábio

    25 de junho de 2011 às 18h37

    Lúcia, gostei do que você escreveu.
    Corroborando, gostaria de lembrar que foi o Ramonet, em artigo no Le Monde, que endoçou a invasão da Libia pela OTAN. Não entendo como ele critica a "violência das desigualdades", utilizando como metáfora a agressão sexual de um europeu rico contra uma africana pobre; mas longe das metáforas, no concreto e imediato, assume uma bandeira da direita imperialista, que pretende manter a Africa na condição de violentada. Sempre tive uma grande admiração pelo que escreveu, mas agora ele me parece uma voz inócua, escolhida pela direita silenciosa e sórdida para anestesiar uma esquerda sequestrada, enquanto age como império.

ZePovinho

22 de junho de 2011 às 12h38

Por onde anda o John Bastos????????????????Os americanos estão chamando urubu de meu louro e até a fome grassa entre as crianças em "Noviorque"…………..

http://correiodobrasil.com.br/desemprego-e-pobrez

Desemprego e pobreza se alastram nos EUA

9/6/2011 8:25, Por Redação, com agências internacionais – de Nova York
desemprego

O desemprego empurra milhares de norte-americanos para a miséria absoluta

As consequências da crise capitalista seguem contundentes nos Estados Unidos. De acordo com os dados divulgados pelo Departamento do Trabalho, cerca de 14 milhões de norte-americanos encontravam-se desempregados no final da semana passada, cifra que eleva para 9,1% o total de trabalhadores naquela situação no país.

A pressionar o segundo maior índice de desemprego registado no ano de 2011 está a fraca criação de postos de trabalho por parte do setor privado, apenas cerca de 54 mil durante o mês de maio, dizem as estatísticas oficiais.

A situação não deve melhorar durante o corrente ano, já que grandes empresas, como a Boeing, por exemplo, continuam a anunciar demissões coletivas. Só a construtora de aeronaves prevê rescindir o vínculo com mais de 500 trabalhadores, apresentando como justificativa o fim do trabalho para o programa espacial.

No setor público, por outro lado, já foram despedidos, desde 2008, aproximadamente 446 mil funcionários públicos, sobretudo na Educação, total ao qual acrescem outros 28 mil trabalhadores estatais e municipais despedidos durante o mês de maio.

Fome em Nova York

Para além do desemprego, a pobreza extrema é outro dos flagelos mais sentidos pelo povo norte-americano no quadro da crise sistêmica. Só em Nova York existem 1,4 milhões famintos, revela a Coligação Contra a Fome daquela cidade. Segundo a organização, entre estas, cerca de 40% são crianças.

A corroborar os dados da ONG, o gabinete de estatísticas local alertou que o índice de pobreza entre os nova-iorquinos cresceu 14,2 e 15,8% em 2008 e 2009, respectivamente. Números destes não se registavam desde 1992.

As vítimas da fome são cidadãos que têm perdido seus empregos ou imigrantes indocumentados que não encontram trabalho. Em condados como Queens ou em outros da grande cidade, há áreas onde se concentram os chamados trabalhadores por dia em espera de contratos para fazer qualquer tipo de trabalho. A Coalizão já tinha advertido que em 2009 um em cada oito lares na Grande Maçã foi qualificado pelo Governo Federal como “carenciado de alimento”, ou seja, que não têm dinheiro para comprar comida.

Por sua parte, o Escritório do Censo alertou que o índice de pobreza na cidade de Nova York cresceu de 14,2 por cento em 2008 a 15,8% em 2009, aumento que não se registrava em 19 anos. Estima-se que um da cada quatro hispanos não pode satisfazer suas necessidades básicas de alimentação, vestuário, moradia e saúde, enquanto mais de um de quatro meninos latinos vivem na penúria

Responder

    Leider_Lincoln

    23 de junho de 2011 às 13h44

    E quem, dos trolls que estão negativando os comentários ou os que "aparecem" [claro, protegidos por pseudônimos] chamará os últimos governos dos EUA de "esquerda"?

    ZePovinho

    24 de junho de 2011 às 14h13

    Grande Leider!!!O velho Milton Hayek manda um abraço!!!

    leandro

    24 de junho de 2011 às 15h57

    Voce sabe o que é um miseravel norte-americano?? É a classe média brasileira. Voce sabe o que é um miseravel brasileiro, segundo o governo?? É quem vive com até 70 reais por mes. A conta tá chegando, depois de 8 anos de farra, agora vem a conta pra pagar. Claro, a culpa é dos credores, são eles que emprestam o dinheiro a 12,5 a.a. Os EUA tão em crise e não pagam juros pelos seus papeis, o brasil que para a esquerda tá ótimo, tem que pagar os juros mais altos do mundo ou ninguem aplica aqui.

    ZePovinho

    24 de junho de 2011 às 17h33

    Pois é…os miseráveis de nova Iorque já estão precisando do Bolsa Família,dado que a prefeitura de lá está aplicando esse programa brasileiro.
    Com 1 milhão e 400 mil pessoas passando fome em Nova Iorque vc vem me dizer que eles equivalem à nossa classe média????

    antonio c

    27 de junho de 2011 às 12h28

    ô, coitado.

    e teu tio bush, vai bem ?

    não vou perder tempo argumentando com quem não entende nem o que diz.

    seu comentário está tão desprovido de argumentos que não consegue nem estar errado. se estivesse ao menos errado, seria uma vitória. certo, nunca estará.

    antonio


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