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Hospitais privados dizem que só tem anestésico para 4 dias, expondo outra vez desastre logístico do general ministro
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Hospitais privados dizem que só tem anestésico para 4 dias, expondo outra vez desastre logístico do general ministro


19/03/2021 - 23h44

Da Redação

O presidente Jair Bolsonaro publicou mensagem afirmando que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a importação direta de insumos que podem faltar em hospitais brasileiros para pacientes de covid-19, especialmente os utilizados na intubação.

Porém, o processo de importação é relativamente demorado.

O Ministério da Saúde requisitou estoques de hospitais privados para utilizar no SUS, onde a falta pontual de drogas pode se agravar com a lotação da rede pública.

Porém, os hospitais privados afirmaram em nota que também estão com estoques reduzidos.

O poderoso anestésico propofol, por exemplo, só existe para mais 4 dias.

Desde o início da pandemia, o governo Bolsonaro deveria ter assumido a coordenação do combate à covid com governadores e prefeitos.

Em vez disso, o Planalto ofereceu negacionismo, críticas ao uso de máscaras e vacinas e mobilização contra medidas de contenção da pandemia, além de provocar aglomerações.

Centenas de brasileiros já morreram por falta de oxigênio ou vagas de UTI, em casa ou em ambulâncias.

Agora, estão diante do risco de morrer asfixiados dentro das UTIs.

Em plena pandemia, Bolsonaro demitiu dois ministros da Saúde e entregou o cargo a um general supostamente especializado em logística, Eduardo Pazzuello, que foi incapaz de comprar vacinas, organizar a distribuição antecipada de oxigênio e drogas.

O Brasil segue na situação de ter dois ministros da Saúde ao mesmo tempo, enquanto não são superados obstáculos burocráticos para que o cardiologista Marcelo Queiroga assuma o cargo.

Abaixo, a nota dos hospitais:

RISCO IMINENTE DE FALTA DE MEDICAMENTOS PARA PACIENTES COM COVID-19

A situação é crítica e, se medidas urgentes não forem tomadas em âmbito nacional, mais pacientes morrerão.

Há um ano, o Brasil tem se mobilizado para o enfrentamento ao novo coronavírus (Covid-19).

A saúde, sem dúvida, é um dos setores mais afetados pela pandemia, e tem se deparado com vários desafios importantes.

Um dos mais graves, neste momento, é a iminente escassez de medicamentos necessários para atendimento aos pacientes graves acometidos pela Covid-19, bem como a requisição desses medicamentos pelas secretarias municipais de saúde e pelo Ministério da Saúde.

Em levantamento realizado pela Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), junto aos seus associados, no dia 18 de março de 2021, ficou clara a escassez de medicamentos essenciais para o tratamento de pacientes acometidos pela Covid-19, especialmente os sedativos necessários para intubação.

Alguns destes medicamentos têm estoque médio de apenas quatro dias, como é o caso do propofol e cisatracurio.

Estoque atual:

•Propofol – 4 dias

•Cisatracurio – 4 dias

•Atracúrio – 4 dias

•Rocuronio – 9 dias

•Midazolam – 14 dias

•Fenatanila – 19 dias

Entendemos a preocupação do governo em garantir os insumos necessários para a atenção aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), mas a situação do setor privado também é bastante preocupante e, certamente, atingirá o seu ápice nos próximos dias.

Caso essas instituições fiquem sem as medicações necessárias para os procedimentos exigidos em pacientes acometidos pela Covid-19, a alta demanda dos hospitais privados sobrecarregará ainda mais o setor público– agravando a situação do sistema de saúde brasileiro.

Nos últimos dois dias, houve várias requisições, desorganizando a cadeia de suprimentos e privando hospitais dos recursos necessários já contratados para atender à crescente demanda de pacientes com a Covid-19.

Assim sendo, solicitamos ao Ministério da Saúde e demais órgãos competentes atenção urgente em relação à esta questão crítica que a saúde está vivendo, colocando em risco a vida dos pacientes.

Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp)





4 comentários

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Sandra

21 de março de 2021 às 02h21

É muito triste tudo que está acontecendo no nosso país. A necropolitica de Bolsonaro está alinhada com seus discursos, de antes e depois de eleito. Ocupação de 98% dos leitos em hospitais públicos e privados, é mais de 200 pessoas na fila de espera por um leito. A pressão enorme sobre o SUS decorre das aglomerações geradas pelas falas do genocida. Tanto em festas quanto nos meios de transporte, que os governadores são incapazes de conter. Um ano de isolamento e ainda sinto medo. Até o mês passado, eu ainda fazia compras no mercado para minha irmã, não vou mais. Aqui em Brasília nada mudou, a não ser o discurso do governador. Shoppings, academias, cinemas, tudo aberto com “restrições”. Bares e restaurantes também abertos, inclusive os comunitários. Acho que é o pior momento da nossa história. Esperava-se que essa pandemia fosse mudar o comportamento das pessoas, torná-las mais sensíveis e solidárias, não mudou. O que vemos é uma grande falta de consciência coletiva. E pensar que tudo isso poderia ser evitado se Bolsonaro não tivesse sido eleito. É muito triste. Bolsonaro é genocida sim!

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Gilson

20 de março de 2021 às 22h05

Ele não é médico. Ele é general.
Põe o engenheiro lá e vê se dá certo.
E o povo tb não colabora. Tá tudo no bar tomando uma.
Médico e enfermeiro devem estar exaustos.
Tá russa a coisa. Muitíssimo perigoso de morrer.
Que tal parar de brigar, de fazer política, e se unir contra um inimigo comum, a covid.

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abelardo

20 de março de 2021 às 20h10

Auxiliadas pelo sistema, eu avalio que barrigas gananciosa estão conseguindo empurrar para frente, as possíveis punições que receberão por cometerem irresponsabilidades naquilo que são responsáveis. No caso dos militares, apesar de haver varias presenças militares no governo Bolsonaro, nenhuma delas é a voz oficial do Poder Militar. Portanto, eu penso que que essas presenças militares estão subordina a justiça não militar.

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Bíblia do Bolsonarismo

20 de março de 2021 às 12h51

a última eleição decidiu por maioria que o governo federal não deveria mais gastar nem com o que for público, menos ainda com rede privada. Quando é para sair pelo mundo negociando vacina, transparecendo ser mais competente que o governo e faturar bilhões, essa turma privada sabe como fazer. Mas para comprar insumo básico para atender clientes dos quais já tomaram bilhões, ficam esperando que o Prsidente faça

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