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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Hélio Luz: “O Estado criou estes caras”

04 de dezembro de 2010 às 14h57

Dica do leitor Fábio Passos

do Zero Hora, via Instituto Humanitas Unisinos e Consciência.Net

Hélio Luz, radicado em Porto Alegre, sua cidade natal e onde residem familiares, o ex-chefe da Polícia do Rio de Janeiro (de 1995 a 1997, durante o governo de Marcello Alencar) acompanha com interesse a situação lá. Delegado aposentado, Luz dirigia a Polícia Civil do Rio quando agentes prenderam o traficante Marcio Nepomucemo, o Marcinho VP, apontado como um dos líderes do tráfico no Complexo do Alemão – para onde fugiram bandidos armados expulsos da Vila Cruzeiro, na última quinta-feira.

A entrevista para o Zero Hora é de Carlos Etchichury; foi publicada em 28 de novembro de 2010.

A imagem de jovens esfarrapados, armados com fuzis, escopetas, metralhadoras e pistolas, não surpreende Hélio Luz.

– O Estado nunca teve uma política de segurança de médio ou longo prazo. O Estado sempre atuou com uma política de segurança imediata – diz.

Eis a entrevista.

Zero Hora — Como funciona o comando do tráfico no Complexo do Alemão?

Hélio Luz — Ele é diferente das demais favelas. É preciso voltar no tempo. Um dos fundadores do Comando Vermelho (CV), Rogério Lemgruber, o Bagulhão, foi preso na Ilha Grande, na época da ditadura, e conviveu com presos políticos.

Zero Hora — Qual a influência da convivência com os presos políticos?

Hélio Luz — Quando ele saiu da Ilha Grande, começou a se organizar e se juntou com outros líderes. Um deles era o Orlando Jogador, que era do Complexo do Alemão. O Comando Vermelho começou a tomar o espaço de outras favelas, mudando a relação com a comunidade. O pessoal que assumia não tinha respeito com a população, porque era de outra área. O Orlando Jogador cresceu naquela área até ser morto, em 1994. Em seu lugar, assumiu o Marcinho Nepomucemo, o Marcinho VP (Vila da Penha), que era o braço direito do Orlando. Ele era da comunidade, e isso fez toda diferença (mesmo preso, Marcinho VP continua dominando o Complexo do Alemão).

Zero Hora — As imagens da Rede Globo o surpreendem?

Hélio Luz — É uma situação antiga. Esta formação não foi feita em dois anos, cinco anos. Ela foi feita ao longo de 30 anos. Eles conseguem se sustentar no Complexo do Alemão, diferentemente de outras áreas, porque são de lá. Eles conhecem bem o terreno e a comunidade. Mas eles não constituem exército, milícia, coisa nenhuma. É um bando de garotos que não têm nada na cabeça. O fato de eles fugirem juntos supõe algum nível de organização de enfrentamento. Mas não têm.

Zero Hora — Qual foi o momento em que o Estado perdeu o controle da situação?

Hélio Luz — O Estado nunca teve uma política de segurança de longo prazo. Nem de médio prazo. O Estado sempre operou com política de segurança de resultados. Há duas causas para o que nós estamos vendo. Uma, mais remota, e mais grave, que é a questão social. Outra, mais próxima, é restrita à área de segurança.

Zero Hora — A impressão é de que se trata de um grupo organizado.

Hélio Luz –– Quando ocorre esta ação espetacular, você pensa que o Estado venceu e que nós estamos derrotando um inimigo. Mas eles não são inimigos do Estado, eles são integrantes do Estado, mas foram marginalizados. O Estado criou estes caras. É produto direto do que nós fizemos. Num nível mais direto da segurança é resultado da corrupção das polícias do Rio.

Zero Hora — A polícia do Rio é corrupta, como mostrou os filmes Tropa de Elite e Tropa de Elite II?

Hélio Luz –– É muito mais. Se fosse como o filme, seria ótimo. O grande problema é quantas vezes estes garotos foram presos e soltos? Foram para delegacia e liberados? Nem fichados são. Por quê? Porque tem acerto. Eles existem pela permissividade da polícia. Além disso, há questões de fundo. Eles prendem estes 200 que nós vimos fugindo, mas vão colocar aonde? E os outros, sei lá, 20 mil que têm no complexo com a idade deles? Tem política para eles? Vai ser proporcionada uma vida decente para eles? Como será feita a manutenção da área ocupada?

Zero Hora — Qual a opinião do senhor sobre as UPPs?

Hélio Luz — É interessante. Eu não entendo por que colocam recrutas para montar UPPs. Eles dizem que, na média, são uns 200 recrutas com um oficial. Nas 14 UPPs,  dá algo em torno de 2,8 mil recrutas, 3 mil recrutas. Então, 3 mil recrutas estão resolvendo a situação da criminalidade no Rio? Tem um contingente de 40 mil policiais, mais 10 mil na Polícia Civil, que não resolveram o problema da criminalidade. É isso que estão dizendo? Se é isso, estão confirmando que o problema é corrupção.

Zero Hora — Qual a solução para o Rio?

Hélio Luz – É desconcentração de renda. Quem tem de dar palpite sobre a segurança no Rio é aquele professor de Pernambuco, o Mozart Neves (ex-reitor da Universidade Federal de Pernambuco, integrante do movimento Educação para Todos). O negócio é educação. Não tem saída.

Zero Hora — O senhor já participou de grandes operações no Complexo do Alemão?

Hélio Luz –– Já participei de operações, mas não de grandes operações. Não precisa. Claro que agora, com essa situação, são necessárias mobilizações. Mas os principais vagabundos do Rio foram presos sem dar um tiro. Tu prende o cara no asfalto.

Zero Hora Esta é a situação mais crítica do Rio?

Hélio Luz ––  Em 1994, havia 140 pessoas sequestradas no Rio. O problema era muito sério. Os empresários, na época, queriam sair do Rio. Eles faziam seguro com empresas americanas para ter segurança na cidade. Foi um período de caos. Acabou o sequestro no Rio. Por que acabou? Porque a polícia antissequestro parou de sequestrar.

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98 Comentários escrever comentário »

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Para além da ocupação do território: Notas sobre o discurso da “Pacificação” e seus críticos | Blog da Boitempo

23/06/2014 - 12h21

[…] 9. “Eu não entendo por que colocam recrutas para montar UPPs. Eles dizem que, na média, são uns 200 recrutas com um oficial. Nas 14 UPPs, dá algo em torno de 2,8 mil recrutas, 3 mil recrutas. Então, 3 mil recrutas estão resolvendo a situação da criminalidade no Rio? Tem um contingente de 40 mil policiais, mais 10 mil na Polícia Civil, que não resolveram o problema da criminalidade. É isso que estão dizendo? Se é isso, estão confirmando que o problema é corrupção” (“O Estado criou estes caras”). […]

Responder

Gerson Carneiro

07/12/2010 - 16h48

Então quando ocorre "esta ação espetacular" o Estado não vence, nem perde: Empata.

Porque joga com ele mesmo, eis que temos integrantes (não marginalizados) do Estado caçando integrantes (marginalizados) do Estado. A diferença é a farda. Ambos foram criados pelo Estado. Quando fardados e corruptos são resultado da mesma corrupção das polícias do Rio.

Dessa forma não há como tomar partido de A ou de B pois são ambos a mesma coisa.

Daí, eu e Fábio Passos estamos brigando à toa.

Responder

Daniel Alves

05/12/2010 - 13h15

ROUSSEAU corrobora o nosso entrevistado. O homem nasce mau!!!

Aí você coloca ele para viver em uma favela, e ainda nega a educação. Vai querer que ele vire cidadão???

É hipocrisia.

Responder

    Edson Bellozo

    05/12/2010 - 15h45

    Daniel, pare a Rousseau o homem nasce bom, Hobbes que se refere à maldade como estado de natureza

    Lênin

    05/12/2010 - 19h30

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKkkkkk
    Para o Rousseau a sociedade corrompe o homem,
    Maquiavel também afirma que o homem é mal!

    edv

    05/12/2010 - 22h53

    Daniel, apesar de toda a deficiência sócio-econômica, a maioria dos que vivem na favela não é "do mal".
    O são apenas os bandidos, que a usam por conveniência logística (tem reféns, difícil acesso, fácil de se esconder, geralmente tem uma vista boa e segura, etc.). Ou vc acha que eles precisam morar na favela e não podem alugar ou comprar nem um conjugadinho no "asfalto"?
    Isto por si só já deveria evidenciar para alguns que o problema do crime … é o crime!
    Ou enquanto o crime rola, vamos discutir a "igualdade social" entre bandidos pobres e ricos?
    É fato que o estado abandonou as comunidades por décadas. Mas está retomando!
    As condições sociais, deterioradas, não podem ser melhoradas sob o domínio do tráfico, porque isto os prejudica. Aí as condições se deterioram mais ainda. Além de não se educar tradicionalmente, a criança se educa para o crime.
    Rousseau, Hobbes e Maquiavel tem boas noções do que é o ser humano, bom, mau mas imperfeito.

raul soares

05/12/2010 - 12h41

Azenha,
não consegui enviar por email esta matéria importante. http://mycatbirdseat.com/2010/11/wikileaks-is-zio

Responder

lia vinhas

05/12/2010 - 12h36

Elogios demais e precipitados ao que vem sendo feito no Rio (só acredito em mudanças quando conversar com alunos de todas as escolas estaduais e municipais e ouvir deles que estão aprendendo porque os professores são bons e realmente ensinam e crianças sabendo escrever e ler os livros que a professora distribui e considera lidos mesmo quando os alunos não conseguem juntar duas letras em uma sílaba) e críticas absolutamente injustas ao grande delegado Helio Luz, que, depois de um ótimo trabalho de saneamento da polícia pediu o boné porque o proibiam de estourar apartamento na Vieira Souto, Avenida Atlantica eioutros redutos dos que têm a grana que traz as armas e as drogas.

Responder

Sergio José Dias

05/12/2010 - 11h43

O medo do Estado brasileiro

De Sérgio José Dias

Há alguns anos atrás assisti um documentário sobre a questão da democracia e do Estado do Bem Estar Social no mundo ocidental. Tive então a ocasião de ouvir um velho líder trabalhista, oriundo das lutas operárias do pós-2ª guerra mundial, que fez uma defesa ferrenha e apaixonada deste sistema de governo – e não venham me dizer que há antagonismo entre democracia e socialismo. No programa, ele afirmava ser tal formato o melhor sistema político. Dizia também que prevalecia sempre a vontade da maioria, e ele nos tocou com a seguinte afirmação. Disse que nos países periféricos quando o poder popular não se instala, o mesmo ocorre graças a disseminação do medo. Um horror tão poderoso, que impede as pessoas de se colocarem, de definirem o que querem, e o que desejam para seu futuro. A conclusão a que cheguei a apartir da audição desta liderança é de que para se instalar este terror é necessária destruição psicológica do indivíduo, e por conseguinte, da coletividade de que ele faz parte, pois todos seriam atingidos. É importante para sua nulidade social e política, que o mesmo se veja como ser fracionado e inviabilizado em suas intenções e mínimos desejos . E que suas ações tenham como limites as aspirações da classe dominante para os setores subalternos. A fratura psicológica então imposta a este indivíduo e seu grupo dilacera qualquer pretensão a luta por caminhos diferentes daqueles já estabelecidos. Neste sentido, uma conduta diferente, proficiente, consciente e libertária é criticada até por aqueles que sofrem o dano da coação moral, e, muitas vezes, física, temerosos das ameaças e punições efetivas.

Evidentemente, esta pessoa não é um sujeito de direitos, no sentido pleno de sua expressão, que participa diretamente das decisões políticas afeitas ao seu destino. Podemos dizer mesmo que ele desconhece completamente o fato de sê-lo. Quando procura por eles sempre lhe resta medo, dúvida e ironia. Falta-lhe a garantia e o senso de sua própria humanidade.
http://pelenegra.blogspot.com/2010/12/o-medo-do-e

Responder

Alceu Gonçalves

05/12/2010 - 10h21

Azenha, cadê aquele artigo no qual você falava um monte de bobagens sobre a copa do mundo e as olimpíadas que acontecerão no Brasil? Foram deletadas? Ser foi, porque? Se não foi, onde está? Já procurei e não consigo achar. Me dá uma dica.
Quanto a esse Hélio Luz, é somente mais um sempre disposto a criticar evitando cuidadosamente fazer qualquer referência às obras do PAC nas favelas do RJ. Porque? Não estão prontas, é verdade, porém, estão "andando" e ainda vai tempo para concluir o que tem a fazer. Numa análise superficial já se percebe sua tendenciosidade, com o mesmo blá, blá, blá da maioria dos críticos sempre prontos a se exibirem. Aliás, Azenha, de uns tempos pra cá seu blog tá parecendo aqueles programas da globo, sempre trazendo "especialistas" cuja única especialidade é meter o pau em qualquer iniciativa do governo.

AlceuCG.

Responder

    Cícero

    05/12/2010 - 16h43

    Muito bom. Brilhante. Falou pouco, mas disse tudo.

MAC

05/12/2010 - 09h58

Pega ,Nelson !!
http://www.flickr.com/photos/boemios_errantes/523

Responder

Adilson

05/12/2010 - 09h38

Saudoso Hélio Luz, um dos primeiros a trazer a questão de segurança publica para esfera do bom senso.

Responder

Alex

05/12/2010 - 08h38

Em tempo: "mijam em nós e os jornais dizem: chove", conforme alertava Eduardo Galeano…(quase) toda cobertura midiática será castigada e a execução não será televisionada

Responder

Alex

05/12/2010 - 08h35

Coerência e inteligência! Diferente de alguns comentaristas de plantão, Helio Luz, ex chefe da Polícia do Rio, mantém a mesma leitura que fazia desde há muito tempo…seu depoimento no "Notícias de una Guerra Particular" não só se mantém válido e atual, mas comprovaque nesses últimos 12, 13 anos o problema foi empurrado com a barriga, pouco se investiu em educação, a geração de empregos melhorou mas a distribuição de renda permancece estagnada, as políticas sociais andam em ritmo lento (p. ex., o investimento em educação saiu de 3,4% do PIB no último ano do Governo FHC para 5% em 2010, assim fica muito limitada a superação de uma dívida histórica do Estado para com a sociedade, especialmente aqueles segmentos segregados e empobrecidos)…mas é preciso ter esperança -e scrupolosa e consciente, não ascética – de que os tempos mudarão, para o bem dos cariocas, fluminenses e brasileiros…

Responder

easonnascimento

05/12/2010 - 06h24

O complexo problema de segurança pública no pais e em particular no Rio, não se resolve apenas com este "chega pra lá" que deram na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão. É óbvio que eles tinham que ser banidos, mas banidos pra onde? Educação, emprego e renda, lazer, saneamento básico, dentre outras, são ações necessárias, são ações que precisam ser empreendidas, mas de resultado a longo prazo, principalmente educação. Creio que não existe solução a curto prazo.
http://easonfn.wordpress.com

Responder

Cícero

05/12/2010 - 06h00

Não conheço o trabalho realizado pelo sr. Hélio, enquanto delegado no Rio de Janeiro. Alguns internautas aqui dizem que foi um bom delegado. Se o foi, parabéns. Contudo, não concordo com suas críticas à Polícia do Rio de Janeiro. Uma coisa, é você apontar as origens do problema; outra, é você enfrentar o problema. O entrevistado está indicando algumas das raízes mais profundas do crime organizado. O Governador Cabral está ENFRENTANDO as facções criminosas. É diferente. O Governador tá combatendo traficantes. O Dr Hélio Luz, apontando erros históricos da Polícia. Criticar sem indicar solução, é fácil demais. Não obstante ter sido, como dizem aqui, um ótimo delegado.

Responder

monge scéptico

05/12/2010 - 05h59

Muiros especialistas, conhecem as causas que levam a marginalidade: abandono social.
Entretanto, o problema tornou-se maior,por conta das facilidades de obtenção de muito
dinheiro, fácil.
Nenhum garoto destuido, deixaria de ganhar oque paga o tráfico, em pou-
-cos dias, para esperar um mês para receber um salário mínimo, que nãolhe compra um
tênis ou, roupas de "marca", sem falar de pontos com as garotas prostituidas a " muque",
que pululam nos morros.
Desfilam em poderosas motos, roubadas, algumas carśsimas, que o cidadão comum nem
sonha ter.
Nesse ponto, não aceitariam jamais, viver de forma diferente e, duvido que qualquer psicó-
-logo reverta tal situação, a não em rarśsimos casos, que são estatisicamente nulos,para
ter representatividade. A solução que resta, embora ruim demais, é o enfrentamento infe-
-lismente………………………………….
A tortura continua; a tortura que é ver filhos minguando ao longo da fase infantil, a custas
de uma desnutrição crônica, que a baixa renda não supre etc etc etc.

Responder

Lênin

05/12/2010 - 04h13

Grande Hélio!!
Produto da escola antiga de PCs do rio!!
É uma pena que a escola de PCs do rio foi destruída pelo Garotinho e o Cabral – sair da academia dando só 50 tiros de fuzil? Sendo que em cada pente cabe 30!! Ou seja, dando quase um pente e meio de tiros par ir trabalhar na rua!! Isso lá é treinamento?
Mesmo com delegado envolvido com bicheiro e traficante, a PCERJ ainda é considerada a melhor polícia civil do país – sendo "carinhosamente" apelidada pela PMERJ de corregedoria da PM. Eles são os únicos a prenderem os PMs corruptos do rio.
Ao menos o pessoal do Rio pode se orgulhar de policiais decentes.
Já SP…Delegado Fleury, Correrinha, Cabo Bruno, Conte Lopes, Sargento Rambo e etc…

Responder

Nilva

05/12/2010 - 04h13

Concordo que a EDUCAÇÃO é o mote para a construção da cidadania. Mas, como investir em educação em um território dominado pelo tráfico? Sou contra qualquer tipo de estado policial, sou avessa a milicos de todo gênero , mas neste momento acho que é necessária a utilização de forças policiais para a retomada dos territórios pelo Estado, para que os moradores das comunidades possam ter o direito de de ir e vir sem pagar pedágios para os "donos" do pedaço. Há que se combater as milícias também e implantar as UPP's
para que se consiga executar as obras sociais, criar escolas, creches, postos de saúde, áreas de lazer e postos de trabalho para os habitantes locais e do entorno. É um trabalho que terá resultado em médio e longo prazos, se realmente houver vontade política de fazer uma verdadeira inclusão social.

Responder

    edv

    05/12/2010 - 18h23

    Muito bem, Nilva!
    Palpitar sobre o "ideal" é maravilhoso, fazer o que pode ser feito é que são elas!
    Enquanto esta discussão não entender que ações sociais e outras necessárias são INVIÁVEIS enquanto houver domínio do tráfico na comunidade, construiremos um extenso (e ineficaz) tratado de como o "mundo deveria ser".
    Educação é necessária (diria essencial) por milhares de outros motivos. NÃO como "O" instrumento para acabar com tráfico e uso de drogas.
    Na Alemanha, Holanda (ah, Scheveningen!…), meros exemplos com índices sócio-econômicos e educação bem superiores aos nossos, há amplo uso de drogas (e portanto, tráfico).
    Mas não há domínio de comunidades nem fuzis e metralhadoras.
    Crime se PREVINE com ações sociais. Reprimí-lo, é com ações policiais! No mundo todo!

Lucas Santos

05/12/2010 - 03h47

O Hélio Luz é um cara com uma análise bem sociológica do problema.
Neste documentário (Notícias de uma guerra particular, 1999: http://www.sediscute.com/2010/11/documentario-pre… ele é o epicentro do filme. Na época, Luz comandava a Polícia Civil do RJ.

Seus argumentos são ácidos: diz que o cidadão brasileiro mediano não quer uma polícia incorruptível; Ironicamente, diz querer ir aos EUA e tomar conta da produção de fuzis da Colt (AR-15), da mesma maneira que os ianques querem intervir na Colômbia para ter controle da produção de cocaína. Esta droga pode até vir da Colômbia. Mas as armas que sustentam o poderio dos traficantes vem do primeiro-mundo (Sig-Sauer = Suíça; AK-47 = Rússia; etc).

E por que se fabrica um fuzil com 700 tiros por minuto ao final do século (XX)? Já não caiu o Muro (de Berlim)? Então por que se fabricam? – questiona Hélio Luz, para logo depois dizer que os fabricantes de armas sabem que seus produtos vem para o tráfico de drogas do Rio; entre outras coisas, porque lhes rende melhor preço.

Sobre o documentário, ele retrata 3 visões: dos policiais, dos traficantes e, no meio do fogo-cruzado, os moradores dos morros. Vale muito a pena assistir!

Responder

    lia vinhas

    05/12/2010 - 12h08

    Não consigo abrir o site indicado.

Cícero

05/12/2010 - 02h43

Agora o comando da operação é do Exército. Soldados patrulharão as ruas do Alemão e da Penha por tempo indeterminado.

[youtube TzlFn-Eq15w http://www.youtube.com/watch?v=TzlFn-Eq15w youtube]

Responder

    edv

    05/12/2010 - 17h55

    Agora não é "operação", é guarda.

    aldoluiz

    05/12/2010 - 18h44

    Não acredito nas boas intenções desse sistema escravista milenar, seria o paradoxo. Conspiram como respiram… E o povo midiocratizado até a alma não enxerga mais um palmo além da tela de TV. Não há melhor escravo do que aquele que se julga liberto…
    Durante muitas décadas o brasileiro escravismo pseudo democrático alimentou esta lucrativa serpente da miséria, das drogas e das guerras, para colher agora (e sempre) o fruto genocída do fratricídio com o qual vai enfim, aos "cegados" AUTISTAS submissos MIDIOTIZADOS que restarem, e com sua ALEGRE aquiescência, chipar e senzalar. Não sei o que farão com os boçais "inúteis soldados" perambulando sem emprego por aí.
    Psicopatas. O campo preferencial deles É A GUERRA, em todos os sentidos que você puder imaginar para a palavra GUERRA. Avançam suas "patinhas de gato" a velhíssima nova ordem mundial, enquanto a "casa grande", com seus INTOCÁVEIS banqueiros, vai ganhando sempre de ambas as partes, da própria casa grande e das suas abjetas senzalas. Estão acima da lei, de qualquer uma lei que não lhes favoreça. Tudo muito bem arquitetado POR ELES e encoberto pela midiocracia de sua propriedade.
    Aos que ainda não foram corrompidos pela propaganda do 4º Reich, pesquisem mais e conectem os pontos “…duas vertentes, o interior, DONDE SE BUSCARIA QUE A PRÓPRIA SOCIEDADE DEMANDE MAIS “SEGURANÇA” SEM SE IMPORTAR A ORIGEM DA AJUDA; E AO EXTERIOR, ONDE OS PAÍSES CONSIDEREM QUE A INTERVENÇÃO SERIA “HUMANITÁRIA”, DIANTE DOS BANDOS DE CRIMINOSOS QUE SUPERARAM O ESTADO” http://www.youtube.com/watch?v=Toma8qFg2R0&fe…!
    Conecte os pontos… Lembrai-vos das “ajudas humanitárias” ao intencionalmente arrasado Haití.

Cícero

05/12/2010 - 02h22

O crime organizado tem de ser combatido com rigor, com todas as forças legalistas possíveis. A ação criminosa desses grupos põem em xeque o estado democrático de direito e a própria soberania nacional. Parabéns ao governador do Rio de Janeiro. Parabéns aos respectivos comandos da força-tarefa.

Responder

Rejane Cavalcanti

05/12/2010 - 02h01

Olha, vou dizer. respeito o Mozart Neves como pessoa e por sua boa ontade e pelo trabalho que faz e sua opiniões que julga serem boas. Mas não acho que ele seja uma referência nacional quando se trata de Educação. O seu discurso é muito simplistas. Sou de Pernambuco, moro no recife e vi nessa última semana alggumas entrevistas do Mozart. Ele não consegue ir além do discurso de que a educação resolve todos os males. Concordo que a educação tem de melhorar e muito no Brasil, mas educação sem melhores condições de vida imediata não resolve tudo. A Educação não opera milagres e o que precisamos é de ações reais voltadas e assumidas por diversas áreas, segurança, saúde, emprego, combate à corrupção, lazer e educação, claro.

Responder

Fabio_Passos

05/12/2010 - 00h56

"Rio de Janeiro sem pena de morte!" http://www.fazendomedia.com/rio-de-janeiro-sem-pe
Por MC Leonardo

"
O que está acontecendo não é novidade para quem vive dentro das comunidades pobres, já que mais uma vez o combate ao “crime organizado” se dá dentro das favelas. Na visão da cúpula de segurança do Estado, “o mal” do Rio de Janeiro mora em becos e vielas dessas localidades.

Não posso acreditar em um combate que está sendo feito da mesma maneira há tanto tempo, já que não houve resultado positivo em nenhum aspecto. A maneira de combater o uso e venda de drogas nas favelas cariocas produz marginais de todas as formas há muito tempo.

Não existe maneira de se administrar uma “boca de fumo” sem ter como aliado um ou mais funcionários públicos. Falo de policiais civis, militares e federais.

Não existe maneira de se comprar armas e munição de diversos calibres de tantas partes do mundo, sem ter como aliado algum desses mesmos agentes acima citados.

(…)

Não existe nenhum tipo de organização nos crimes cometidos pelos bandidos das favelas, assim como não existe nenhum tipo de inteligência eficaz por parte da polícia. Esses são alguns dos motivos que resultam em tantas mortes, diariamente, há muitos anos em nosso estado.
"

Responder

Lênin

04/12/2010 - 23h19

Esse cara não é "especialista"!!
Esse cara sabe o que está falando, ele foi do front na Polícia Civil.
Mais respeito com o Hélio, não critiquem sem conhecer o trabalho dele na Polícia.

Responder

Cícero

04/12/2010 - 22h07

Esse cidadão, Hélio Luz, é mais um que está tentando tirar proveito da situação no Rio de Janeiro. Assim como ele, existem por aí, na Web, vários outros, ex-chefes de polícia que não fizeram nada quando estavam na ativa e, agora, vêm a público querer menoscabar o trabalho da Polícia do Rio de Janeiro.

Não se pode desmerecer a operação policial do Complexo do Alemão. Os resultados já se fazem notar. Até ontem (3), foram apreendidas no Alemão:

518 armas, sendo:

140 fuzis;
200 pistolas;
73 revólveres;
35 metralhadoras;
34 espingardas;
18 submetralhadoras;
38 granadas;
seis bombas artesanais.

34 toneladas de drogas, sendo:

33,8 toneladas de maconha;
313,9 kg de cocaína;
54 kg de crack;
1,9 kg de haxixe;
108 litros de cloreto de etila, usado para fazer lança-perfume.

Foram presos 118 traficantes e apreendidos 21 menores de idade.

E agora me vem um cidadão dizer que isso não vale nada porque na Polícia tem corrupto?!! Ora, corruptos existem em quase todos os setores públicos. Na época em que o entrevistado foi chefe de Polícia no Rio, provavelmente havia corruptos também. E os policiais de bem? Aqueles que honram a função e que têm dignidade? Não vai falar nada? Nem um elogio? E os policiais que morreram em combate com bandidos, eram corruptos também?

Responder

    Conceição Lemes

    05/12/2010 - 00h19

    Cícero, já te passou pela cabeça que um jornalista foi procurar o Hélio Luz para saber o que ele pensa sobre a situação? Ele simplesmente deu a opinião. Eu, se estivesse em Porto Alegre, o procuraria, sim, pois é alguém que tem que o dizer. Vc pode discordar ou não gostar do Hélio Luz, mas não ponha na boca dele coisas que não disse. É muito feio. saudações

    Paulo Monarco

    05/12/2010 - 03h01

    Parabéns pelo brilhante trabalho! Você dignifica a cadeira jornalística que não tive coragem de enfrentar depois de formado. Luz!!! Luz Conceição Lemes! Precisamos de luz e não das trevas! Que a pitonisa de cada um de nós lhe ouça. A esperança sempre é a última que morre!

    Fabio_Passos

    05/12/2010 - 01h06

    Esqueceu de "comemorar" pelo menos 37 mortos…

    assalariado.

    05/12/2010 - 11h37

    Fabio,é o pobre ignorando a morte do outro pobre -(cade os capitalistas das drogas?).É o efeito PIG, nas cabeças desavisadas,barriga de soldado,cabeça de general… Se tem alguem a ser elogiado nesta parafernalia toda são os pobres que,são vitimas do sistema capitalista e ao mesmo tempo do seu Estado burguês, repressor e inoperante, quanto aos direitos pobres,claro!

    Fabio_Passos

    05/12/2010 - 19h45

    Bandido pobre executado faz a alegria da classe média.

    edv

    05/12/2010 - 17h52

    Que devem ser celebrados como heróis, pois "morreram atirando", em defesa de sua "nobre causa"!

    Fabio_Passos

    05/12/2010 - 18h33

    Você está justificando execuções?

    edv

    05/12/2010 - 23h05

    Não, estou dizendo que a LEI permite que a autoridade atire, se atirarem nela.
    Explique a "razão social" de um "cidadão de bem" estar coberto de munições, com fuzis militares bunkers e providenciar defesas para impedir o acesso da autoridade.
    Portanto, se este "cidadão" ou como vc diz, um "bandido pobre", tem todo esse perfil perante a autoridade e atira nela, sua eventual morte (que ele sabe ser uma forte probabilidade, mais cedo ou mais tarde), é prevista na LEI. Chama-se confronto.
    Nesta situação, pra quem vc "torce"?
    Vc deve saber que eu sou contra extermínios, milícias e que tais.
    E que defendo uma sociedade melhor, mais justa, menos desigual, etc.
    Mas sei me render à realidade dos fatos.
    (lidar com a realidae é fundamental para resolver os problemas do mundo).

    Fabio_Passos

    06/12/2010 - 11h29

    Do que está falando?
    Já saiu a lista dos mortos e os laudos?

    A verdade é que você não sabe como foram mortos.
    Você está defendendo execuções.

    edv

    06/12/2010 - 20h39

    Nós dois não sabemos! É vc que afirma "execução", SEM SABER (pré julgando).
    Eu apenas reconheço que são 37 baixas que devem ser normalmente investigadas.
    Ou vc acha que a polícia, para matar pobres inocentes e desarmados, precisa de coletes e blindados para se proteger?
    Ou está defendendo traficantes ("pobres"…), que são a CAUSA de todo esse aparato?
    Ou está defendendo execução de policiais?
    Ou está defendendo o dominio dos traficantes, que matam ou causam a morte de mais do que isso todo mês?
    Eu estou defendendo uma operação policial de alguns milhares de soldados para resgatar 400 mil pobres do domínio NEFASTO de traficantes pesadamente armados (por que será?).
    De ~400 mil moradores e ~3 mil agentes da lei, houve 37 mortes (sempre lamentáveis e indesejadas). Mas a operação cumpriu seu objetivo, até antecipadamente, graças a provocação dos próprios bandidos com baixas MUITO abaixo do esperado!
    Na festa do PCC (oops, aquela facção…), numa logística muito mais simples, morreram centenas (mínimo 400, alguns falam 650, outros chegam a mais de mil). Nas ruas. Muitos, de viaturas em movimento, como patinhos de tiro ao alvo.
    O que "eu defendo" não é vc que vai definir. E eu defino que defendo ~400 mil pobres reféns de ~200 bandidos numa operação de emergência. por uma policia imperfeita, mas que cumpriu seu papel com baixas abaixo do esperado. Baixas que, sejam quais forem, terão sido o preço (causado pelo traficantes) para que centenas deixem de morrer por mês e que a comunidade possa estudar, trabalhar e ter lazer em paz.

    Edmilson

    06/12/2010 - 16h18

    Você acha que os bandidos usavam aquelas armas de guerra como enfeite? Um fotógrafo da Reuters sabe que não…

    Fabio_Passos

    06/12/2010 - 21h40

    Eu acho que morreu inocente nesta operação.
    Por que não divulgam os laudos?

    Lênin

    05/12/2010 - 03h27

    Hélio Luz não fez nada?????!!!!!
    Vc está brincando??
    Pelo amor de DEUS, ele foi o único lá na DGP a fazer alguma coisa, de verdade, contra corrupção e o combate contra criminalidade!!!
    Cara, vá atrás do passado dele!!
    Ele foi um BAITA policial.
    Ele não é "especialista"!!!

    RAYMUNDO AVELINO

    18/03/2017 - 03h25

    .Meu caro. Nas Favelas, não tem fábrica de armas e, nem plantação de maconha e/ou, industrialização de drogas. Mas todos estes produtos que forma apreendidos, chegam nas mãos dos bandidos nas favelas. Quem são os traficantes que colocam estes produtos nas mãos destes bandidos? A CPI do narcotráfico, diz que as Favelas, são a ponta do iceberg. Muitos dos “famosos” donos das Favelas, já foram mortos. Cito algum como exemplo: Escadinha, Denis, Cara de Cavalo, Mão Branca, etc. Mas a vida do tráfico nas Favelas continua. E mais: Qual era o patrimônio destes que foram mortos e, dos que estão presos? Haja vista, que o tráfico de armas e drogas no país, é um mercado bilionário

Polengo

04/12/2010 - 21h58

"Mas os principais vagabundos do Rio foram presos sem dar um tiro."

E assim deveria ser no brasil todo.

Responder

Fabio_Passos

04/12/2010 - 21h43

"
Perderam o governo, mas ainda seguram os trunfos
(…)
Porque o terno e o uniforme ainda são os disfarces mais usados pelo crime
Tráfico de influência, tráfico de vaidade, tráfico pra ocupar
melhor lugar na corte
"

[youtube mrnueVZwdp0 http://www.youtube.com/watch?v=mrnueVZwdp0 youtube]

Responder

    Alex

    05/12/2010 - 08h29

    bela postagem , Fábio…Yuka sdempre foi um cara sensível e comprometido com as graves questões sociais do Rio e do Brasil, desde a época do Rappa e essa música é uma das mais fantásticas do álbum do F.Ur.T.O.

    Fabio_Passos

    05/12/2010 - 13h06

    E o vídeo é sensacional.
    Tiananmen.
    Já passou da hora dos segregados enfrentarem esta grã-finagem canalha.

joaquim jodelle

04/12/2010 - 21h38

A opiniao do Helio Luz, como da associaçao dos juizes e de outras pessoas – especialistas ou nao – e muito importante, na medida em que esta guerra, sim, e a favor da civilizaçao. Entao, e preciso educar a maioria daqueles meninos (e um esforço herculeo), prender, sim, os baroes da droga (ai e que e o bicho).
Agora, o que esta me preocupando mesmo e o jobim estar tentando tomar conta da situaçao, ele nao e de confiança…

Responder

edv

04/12/2010 - 21h23

E aí aquele cara pegou uma tremenda DSTrréia num p…teiro. Já estava com "a coisa por cair"!. O médico diz que se não tomar "aquelas" altas doses de penicilina (quem lembra do Benzetacil?) pode até morrer!…
Aí chegam uns amigos universitários e começam: Tá vendo?! Desde criança que vc frequenta p…teiro! A culpa é dos seu pais que te criaram assim. Do governo, que não cria um sistema de saúde! Daquelas p..tas que não se lavam direito! Das professoras que não educaram direito. Dos cafetões ricos que só ganham e exploram! Vc tem que casar! Usar camisinha! E blobloblós! E blablabás!
E aí … o cara morreu de infecção generalizada.
Atento a todas as afirmações, todas corretas e sensatas…
Esqueceu de tomar a penicilina…

Responder

Cícero

04/12/2010 - 21h17

As UPPs são uma iniciativa que deu certo. Basta perguntar às pessoas que moram em outras comunidades onde já existem Unidades de Polícia Pacificadora.

Clique e veja algumas das muitas mudanças nas favelas pacificadas:
http://extra.globo.com/geral/casodepolicia/materi

Responder

Ramalho

04/12/2010 - 21h11

Concordo em um ponto: a solução começa com educação. As escolas que atendem clientela de favela têm de atuar diferenciadamente. Tempo integral, forte apoio social e psicológico a crianças e professores, segurança para professores e alunos; matérias especiais como organização familiar, social e política, rudimentos de Direito, noções de nutrição, aulas sobre sexo e maternidade; esportes e artes; matérias profissionalizantes.

Mas, gostemos, ou não, tem-se, com urgência, de retirar as drogas da ilegalidade e regular sua produção, ingresso no país, consumo, taxação etc. Isto tem de ser feito em conjunto com outros países, ou não, mas tem de ser feito.

Responder

    Cícero

    04/12/2010 - 22h16

    Exatamente. Tem de fazer tal qual se faz com a bebida alcoólica, que é droga também, mas a venda é liberada, sendo a droga mais comercializada no Brasil. Alguém já viu guerra entre traficantes pela disputa de "boca de álcool"?

Orlando Bernardes

04/12/2010 - 20h47

Agora é a hora dos " especialistas " e conhecedores profundos do assunto, a dar palpites e criticas negativas.
Na época em que este senhor foi secretário de segurança do Rio, até que tinha um bom raciocínio dos problemas de segurança do estado, mas ficou pouco tempo e não solucionou nada. Não digo que foi por sua culpa, mas agora, depois de tantos anos, em que se começa a fazer as coisas certas, que estão sendo bem sucedidas, vem ele, já aposentado, lá do Rio Grande do Sul, criticar as operações. Isto me parece é uma boa dor de cotovelo, ao ver outras pessoas fazerem o que ele não fez quando esteve no posto. A época é outra, concordo, mas estamos em um momento no país em que devemos ter mais clareza, respeito e apoio às medidas que estão sendo tomadas para se consertar mazelas de décadas. As UPP"s são um imenso sucesso e devem ser continuadas. A polícia de um modo geral, melhorou bastante. O nível de delegados, inspetores e tropa está bem melhor. Só não vê quem não quer. São aquelas pessoas que já se acostumaram a falar mal de tudo e de todos, são os eternos do " complexo de viralatas ".
Claro que a operação realizada na Vila Cruzeiro e Complexo do Alemão, isoladamente, não vai resolver os problemas da cidade e estado do Rio de Janeiro, mas o que está em andamento, são medidas complementares e coordenadas que visam justamente atacar todos os lados da questão.
Vamos apoiar as autoridades atuais que " meteram o dedo na ferida " e estão compromissadas com as soluções de problemas que vem de longe. A mídia conservadora vai sempre procurar aqueles que por razões ideológicas ou simplesmente pessoais, vão criticar tudo o que se faz a respeito.
Sou morador do Rio e apoio tudo o que vem sendo feito para a melhoria da vida na cidade.

Responder

    Pedro Castro

    04/12/2010 - 21h16

    Não se trata de ser especialista vivendo no RS ou no RJ. Isso é indiferente. Você colocou bem: são ações complementares… as UPPs podem ser o primeiro caso para a consolidação de CIEPs e políticas de educação etc.

    vamo que vamo!

    Lênin

    04/12/2010 - 23h07

    Cara, o Hélio Luz foi um grande policial!!
    O cara derrubou um monte de esquema que existia na polícia e é um dos maiores especialistas na questão da violência no Rio.
    As autoridades meteram o dedo na ferida, pq dá voto e o Jobim quer ficar no ministério da defesa.
    Essa operação pode garantir uma eleição de senador do Cabral ou até mesmo um sonho de ser candidato à presidente.

    Orlando Bernardes

    05/12/2010 - 18h01

    Caro Lênin!

    Que bom se todos os governantes " metessem o dedo na ferida " porque dá voto. Ou eles não são eleitos para isto? O que há de errado em fazer o que tem de ser feito, porque dá voto? Dá voto porque a população do Rio de Janeiro compreende as boas ações, que foram negligenciadas por décadas. O atual governo do Estado fez o que deveria ter sido feito a mais tempo. É inadmissível bandidos controlarem território do Estado.
    Quanto ao Sr. Jobim ( vulgo JohnBim – PHA ), ele ficou enrolando nosso governador durante bastante tempo e só tomou posição quando a Marinha enviou seus tanques.
    P>S.: Posso até concordar com você que o Sr. Hélio Luz foi um bom policial, mas ficar menosprezando o bom trabalho feito por outros, para mim tem um vies de ciúmes, que não cai bem nos homens corretos.

    Lênin

    05/12/2010 - 22h54

    Ahhh Orlandão, não seja inocente!!
    A galera do Cabral não presta!!
    É tudo na base do esquema, não se iluda!!
    Conselho: Converse com quem é do front da polícia.
    Pergunte pq o jogo do bicho não sofre com repreensão da PM e PC.
    Pergunte as ordens nas UPP's da Cidade de Deus e Morro dos Macacos (ocupar estes lugares tão perigosos, sem dar um UNÍCO tiro, não te incomoda?).
    Pergunte pq existe caça niquel nos bares.
    Bom serviço?
    PM e PC formado em 3 meses?
    Com 1 pente de tiros de prática para trabalhar nas ruas (em SP e outros estados é mais de um ano de escola)?
    Sem treinamento algum para abordar as pessoas.
    COm um salário ridículo (isso pq o Cabral prometeu um belo reajuste e não deu aos policiais).
    Realmente, um bom trabalho, para os bicheiros e as máfias cariocas que ninguém vê na mídia.

    Lênin

    05/12/2010 - 23h00

    Se vc quiser, te dou fontes, para vc REALMENTE ver o que acontece no rio (nada de PIG).
    Pq o cabral não manda a CORE e o BOPE nas casas de bicheiros, que mandam até no carnaval do Rio?
    Pq os postos ilegais não são fechados no rio (combustivel adulterado)?
    Isso vc não critica e nem pede o combate, pois a mídia só mostra o tráfico.
    Fora que as milícias cresceram ASSUTADORAMENTE na gestão Cabral (bom serviço!!!).
    A zona oeste é inteira de milícias!!
    Outras zonas (falam de Zona Sul) já estão indo para o mesmo caminho.
    Se é isso que vc chama de bom serviço, não sei o que é um pessimo serviço.
    Abraços e tudo de bom!
    Aliás, antes de criticar o Hélio, conheça a história dele e a honestidade e sobriedade dele.

Lênin

04/12/2010 - 20h38

Hélio Luz!!
Infelizmente não está mais na PC.
Um dos poucos políciais (e ser humano) que REALMENTE entende o que é a polícia no Brasil.
Entrevistas maravilhosas do Hélio:1° http://www.youtube.com/watch?v=e6OHQdJ8AkQ&fe
http://www.youtube.com/watch?v=71cQ6W_OAt8&fe
http://www.youtube.com/watch?v=WOwRriW9H-c&fe
Assistam inteiro, vale a pena.

Responder

assalariado.

04/12/2010 - 20h15

As elites criaram o seu -(Estado)-, braço economico,politico e juridico para legislar e se legalizar enquanto classe dominante e exploradora desta sociedade,manipuladas por elas (sociedade capitalista)- portanto, tem a sua cara imagem,ou seja,a burguesia criou a sua semelhança(e não é mera coincidência),um retrato fiél,violento e corrupto em suas varias instâncias instituições de legislação e repressão,só para com os dominados.Jamais a burguesia iria criar um Estado com instâncias e leis para reprimir a quem a si próprio corrompe. Afinal de contas,quem corrompe juizes, policiais,desembargadores, deputados,governantes, ministros,… enfim o Estado do capital é uma podridão só… Ôpa,já ia esquecendo de um detalhe,tudo isso que estamos assistindo sobre o narcotráfico (o PIG da a entender),é culpa dos pobres favelados,coitadinho dos ricos e seu Estado corrupto.Seria irônico se não fosse tragico -ou os dois juntos?

Responder

maconheiro

04/12/2010 - 19h52

Na falta de comunistas : maconheiros !!!

Responder

Marcelo

04/12/2010 - 18h54

Adorei o texto, bem colocado lúcido é até engraçado ler Hélio Cruz agora ou vê-lo falar no documentário de alguns anos atrás, parece que é a única pessoa sensata no meio do caos.
Para não perder a viagem, até o momento admiro o Beltrame, obviamente não ví seu lado pensador social como o Hélio Luz, mas ele passa conhecimento técnico do que faz.

Responder

Fernando

04/12/2010 - 18h46

Hélio Luz é um dos melhores quadros do velho PT fluminense.

Menos UPP, mais CIEP.

Responder

    edv

    04/12/2010 - 21h26

    Mais UPPs (aqui e agora), muito mais CIEPs (futuro)

    Lênin

    04/12/2010 - 23h11

    Do PT e da Polícia Civil do RIo.
    O cara foi um BAITA POLICIAL, honesto!
    Todo mundo da PCERJ respeita e admira ele.
    Ele foi o ÚNICO a ouvir os policiais pequenos.

Roberto Ribeiro

04/12/2010 - 18h18

Não podemos de forma alguma omitir que o "modelo" de país pensado de forma deliberada nos últimos 70 anos contrbuiu, e muito, para este estado de coisas.
Nestes 70 anos a população rural foi escorraçada do campo e forçadamente amontoada nas periferias das pequenas, médias e grandes cidades do país.
Imensas áreas de terras no Brasil são utilizadas para os "Plantations", soja, trigo e cana além das gigantescas invernadas onde são criadas milhões e milhões de cabeças de gado.
Qualquer análise social a ser feita neste país sem atentar para o êxodo rural deliberadamente provocado nas últimas 7 décadas nesse nosso Brasil, fica carente de honestidade intelectual.

Responder

Jairo_Beraldo

04/12/2010 - 17h36

O Sr. Helio esteve lá, teve a chance de fazer o que diz hoje, mas fez o oposto…ajudou a "criar estes caras"

Responder

    Lênin

    04/12/2010 - 20h32

    Mas ele fez!!
    O número de sequestro caiu e muito no rio depois que ele assumiu a DAS.
    Todos os PCs do rio dizem que ele foi o único a escutar eles.
    Ele foi o ÚNICO a receber os PCs, até de delegacia, no seu escritório.

    edv

    04/12/2010 - 21h33

    OK, Lenim, espero que vc diga que os de hoje também estão fazendo…
    Nem o Beltrame nem o Hélio "distribuiram renda"…
    Lógico, o papel deles é outro…
    Mas os de hoje, estão fazendo até um pouco mais. Por ex:, UPPs
    Já a distribuição de renda, o êxodo rural, a deficiência educacional, o lobismo parlamentar e a indicação do Oscar, certamente eles não vão resolver.
    Lé com lé, cré com cré, um sapato em cada pé!

    Lênin

    04/12/2010 - 23h03

    edv,então, como vc mesmo disse, não é papel deles.
    Todos estes problemas não são competencia, exclusiva, da SSP.
    A SSP não pode instalar escola na favela, não pode instalar rede de esgoto, não pode gerar empregos e distribuir renda (????).
    A SSP pode atuar, em conjunto com as outras secretarias, na manutenção da ordem pública, mas na sua área de atuação.
    A atuação deles não é tão vasta como vc defendeu.
    Entretanto, te faço algumas sugestões:
    1 – Leia sobre as ordens que estão sendo distribuidas aos PMs das UPP's (nada de procurar nos PIGs, procure em blogs policiais ou, se vc conhecer algum, converse com algum policial do rio)";
    2 – Pq os estandes do jogo do bicho não são combatidas (conselho, se vc for do rio, cole em um PM, que seja gente boa, e pergunte pq eles não enquadram as barraquinhas do jogo do bicho. Já te adianto a resposta, O COMANDO NÃO DEIXA);
    3 – Pesquise o histórico dos antigos chefes da PC e sobre o chefe de hoje (dê preferência ao Álvaro Lins);

    edv

    05/12/2010 - 23h31

    Lênin, estamos falando o mesmo, se me fiz entender:
    Concordei com os elogios a Hélio Luz; Apenas complementei, dizendo que a gestão atual também merece elogios; Corroborei que nenhum deles vai distribuir renda ou instalar escolas ou coisas que estão fora do seu papel; Disse que a gestão atual até está fazendo algo mais além do trabalho policial puro (ex:UPP's).
    Quanto às sugestões: só leio o PIG eventualmente, para poder entender suas manipulações. Mas não vou mudar minha opinião só porque eventualmente coincida com a deles. Nestes (raríssimos) casos, saberei que as razões serão diferentes.
    Jogo do bicho é folklore desde Barão de Drummond. Contravenção (as loterias da Caixa são oficiais) consentida para complementar renda. Não estou defendendo contravenção, apenas classificando prioridades. O tráfico vicia, mata, criminaliza, prostitui, destroi, degenera. O bicho?
    Quanto ao Álvaro Lins, sempre disse aos amigos que achava (de achismo) com cara, jeito e fala de bandido. O tempo confirmou meus achismos…
    Mas entendo o trabalho do gaúcho Beltrame como sério e importante.
    Poderia ser melhor? Provavelmente! Mas está acima das espectativas!

    Lênin

    06/12/2010 - 23h32

    edv, agora eu entendo o seu raciocinio.
    Mas vou te explicar o problema do jogo do bicho:
    1- O jogo do bicho vicía ( mas não vou entrar neste merito);
    2- Mata, criminaliza, destroi e degenera, pois os bicheiros lutam entre sí, contra quem combate, corrompe o poder público para atender os seus interesses (carnavais, pontos de venda e proteção policial) e lavam o dinheiro do crime organizado;
    Cabral é muito "truta" dos bicheiros!!

    Lênin

    06/12/2010 - 23h47

    Beltrame?
    Hummm, eu não sei viu.
    Não confio em ninguém que assume as SSPs de grandes centros.
    Muita grana e interesse envolvidos para o trabalho ser honesto.
    By the way, vc achou as ordens que foram dadas so PMs das UPPs?
    Já conseguiu achar a resposta de como pacificaram o Morro dos macacos (onde derrubaram um helicopetero), a cidade de Deus (onde quase destruiram um caveirão à tiros) e o morro do Alemão sem uma guerra?
    Competência?
    Eu acho que não, isso me cheira à esquema!!

    Lênin

    04/12/2010 - 23h08

    edv, vai atrás do histórico do Hélio Luz e dos safados de hoje.
    Escute a opinião dele sobre segurança pública:
    http://www.youtube.com/watch?v=e6OHQdJ8AkQ&fe….
    http://www.youtube.com/watch?v=71cQ6W_OAt8&fe….
    http://www.youtube.com/watch?v=WOwRriW9H-c&fe….

    Paulo Monarco

    05/12/2010 - 03h14

    Wake up Jairo Beraldo! Desperta hombre! Acorda cabra! Por favor, chega de destilar balas de grosso calibre onde só cabe compreensão.

    Jairo_Beraldo

    05/12/2010 - 10h58

    Eu quero compreender, mas não consigo! Talvez o dia que tirarem o título de autoridade dado a estes bandidos institucionalizados durante a ditadura militar, talvez me venha a compreensão de seu papel.

Maria Amelia

04/12/2010 - 17h25

A entrevista remeteu-me ao livro do Zuenir Ventura, A Cidade Partida, no qual a introducao conta o nascimento da corrupcao como coisa corporativa na policia do Rio. Em plena ditadura, com Kruel na cabeca.

Responder

Melinho

04/12/2010 - 17h24

Lascou: "Acabou o sequestro no Rio. Por que acabou? Porque a polícia antissequestro parou de sequestrar".

A pergunta é: como distinguir o traficante do policial, o sequestrador do antisequestrador, o bandido do mocinho?

Além disso, o asfalto tá cheio de consumidor de cocaína. O consumo de coca no Rio é elevadíssimo. É a classe média alta em busca da felicidade, do prazer sem limites.

Educação, é a palavra mágica.
Vocês se lembram do que a Globo fez (na época, o Sr. Roberto Marinho), para acabar com os brizolões?

E o que agora fizeram para acabar com o ENEM?

A elite brasileira é muito escrota. Ela consegue ser pior do que o Serra, seu representante.

Responder

    fichacorrida

    04/12/2010 - 19h33

    A elite consegue ser pior que os traficantes. O traficante ajuda,é solidário. Coisa que a elite não é! Mais, o traticante existe em função do dinheiro da elite(Mercado), que conseme drogas. Não houvesse consumidor, não haveria traficante.

    Lênin

    04/12/2010 - 20h41

    Uma das maiores leis da economia: "Não existe oferta se não há demanda!!"
    Simples!!

    Paulo

    05/12/2010 - 11h54

    Tá certo.. mas quando os traficantes sairem os milicianos que nada mais é a mafia com outro nome. e ai.. e o jogo do bicho.. as pessoas tem que acordar.. tá tudo errado.. a policia do Rio é umas das mais mercenarias do pais.. a corrupção ja está nas normas da policia.. só entra corrupto.. caso nao seja.. é desligado..

Hamiltton Villaça

04/12/2010 - 17h17

comando do trafico e do crime organizado no RJ foi trocado! agora entrou o PCC! o Rio foi pececizado! viva a marinha!

Responder

Jarir Almansur

04/12/2010 - 17h15

Eu queria mandar uma ideia. Essas grandes empresas BB, Itau, GM etc. destinam grandes verbas de seus Impostos para projetos culturais que via de regra nada mais são do que publicidade gratuita em locais nobres da cidade onde está sua clientela. Então: a) ou se acaba com o incentivo fiscal cultural e o estado passa a administrar essa verba tributária, ou b) obriga essas empresas a empregar verba de incentivo em areas e dirigidas às classes menos favorecidas da sociedade.

Responder

Paulo

04/12/2010 - 17h15

A violência no brasil é apenas um efeito colateral da corrupção.

Responder

    Lênin

    04/12/2010 - 23h12

    Perfeito, concordo em gênero, número e grau!!
    E digo mais, incopentência também influenciou.

Luis

04/12/2010 - 17h11

Hélio Luz é um dos mais lúcidos quadros da "segurança" no Brasil. O seu depoimento no filme "História de uma guerra particular" é atualíssimo. Aliás, esse documentário dá dez a zero nesses "tropa de elite" por aí.
Lá, ele diz claramente: a sociedade não quer o fim da violência e do crime organizado. Qual sociedade? A sociedade hegemônica, ou hegemonizada pelos valores do capital.

Responder

    Marcio H Silva

    04/12/2010 - 21h52

    Não discordo de suas palavras. Só um adendo, não compare filme comercial com documentário. São propostas diferentes de informar.

    Lênin

    04/12/2010 - 23h13

    E o livro dele, "Hélio Luz, um Xerife de esquerda"?
    Um baita livro, descrevendo o que é podridão na polícia.

    O cara foi um BAITA POLICIAL.

Fábio Lau

04/12/2010 - 17h08

A sensatez de Helio Luz estava fazendo falta neste cenário de materialização da Tropa de Elite. Quem sabe as pessoas não passem a exigir do governador e do prefeito escola e infraestrutura em vez de rambos e rambonetes?

Responder

    Lênin

    04/12/2010 - 23h16

    Sim, mas nunca vai acontecer.
    É mexer com muitos esquemas, coisas que nem conhecemos.

    Paulo Monarco

    05/12/2010 - 03h05

    Parabéns Fábio Lau! Mais uma voz sensata em meio a ferocidade do estado policial. Na luta!

Fabio_Passos

04/12/2010 - 17h06

A "elite" branca e rica já atirou uma imensa bomba na cabeça de toda a população segregada das favelas… por que se surpreender quando a bomba explode?

Complexo do Alemão:

Renda per capita mensal: R$ 176,90
Taxa média de desemprego: 19,5%
Nível de escolaridade: 5,36 anos de estudo
Crianças que nunca frequentaram uma creche: 92%

Crime?
Crime são os ricos!

Responder

    Fabio_Passos

    04/12/2010 - 17h43

    "Um pouco das favelas cariocas…" http://www.cartacapital.com.br/sociedade/um-pouco

    Dino Sauro

    04/12/2010 - 18h32

    Crime são os pobres.
    Se todos fossem "ricos" (ou ao menos tivessem renda para viver bem), haveria menos problemas.
    Embora alguns philósophos fossem ficar sem discurso. ;)
    Se parassem de roubar o dinheiro público e colocar debilóides em ministérios, em menos de 50 anos o Brasil seria um Canadá (com samba).

Marcia Costa

04/12/2010 - 17h02

Lendo entrevistas como essa, é que me consolo de não ser a única que não se "arrepia" com o espetáculo da mídia. Ainda há chance para intligência e o bom senso.

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Paulo Monarco

04/12/2010 - 16h51

Bom, depois desta entrevista, mesmo sendo pro marronzinho gaúcho do Zero Hora, tenho certeza, não preciso escrever mais nada. Apenas confirma o que Tia Dag, Marcelo Yuka, José Junior, Guti Fraga e muitos outros heróis anônimos – estes que sempre estiveram onde o estado nunca se interessou estar – já tinham me dito e sabiam há tempos…em caixa alta mesmo: EDUCAÇÃO!
A não ser que a carapuça colérica, radical e facista sirva bem aos defensores do humanamente indefensável estado policial. Contra isso, me calo, me retiro e dou a palavra aos Putins, Palins e Berlusconis tupiniquins.

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