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Gilberto Carvalho: Presidenta manda suspender kit anti-homofobia do MEC


25/05/2011 - 14h06

25/05/2011 13h08 – Atualizado em 25/05/2011 13h24

Dilma Rousseff manda suspender kit anti-homofobia, diz ministro

Segundo Gilberto Carvalho, presidente achou vídeo ‘inapropriado’.

Bancadas religiosas haviam ameaçado convocar Palocci.

Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília

Após protestos das bancadas religiosas no Congressso, a presidente Dilma Rousseff determinou nesta quarta-feira (25) a suspensão do “kit anti-homofobia”, que estava sendo elaborado pelo Ministério da Educação para distribuição nas escolas, informou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.

“O governo entendeu que seria prudente não editar esse material que está sendo preparado no MEC. A presidente decidiu, portanto, a suspensão desse material, assim como de um vídeo que foi produzido por uma ONG – não foi produzido pelo MEC – a partir de uma emenda parlamentar enviada ao MEC”, disse o ministro, após reunião com as bancadas evangélica, católica e da família.

Segundo ele, a presidente decidiu ainda que todo material que versar sobre “costumes” terá de passar pelo crivo da coordenação-geral da Presidência e por um amplo debate com a sociedade civil. “O governo se comprometeu daqui para frente que todo material que versará sobre costumes será feito a partir de consultas mais amplas à sociedade”, afirmou.

Segundo o ministro, a determinação do governo não é um “recuo” na política de educacional contrária à homofobia

“Não se trata de recuo. Se trata de um processo de consulta que o governo passará a fazer, como faz em outros temas também, porque isso é parte vigente da democracia”, disse.

De acordo com Carvalho, Dilma vai se reunir nesta semana com os ministros da Educação, Fernando Haddad, e da Saúde, Alexandre Padilha, para tratar do material didático.

“A presidenta vai fazer um diálogo com os ministros para que a gente tome todos os devidos cuidados. Em qualquer área do governo estamos demandando que qualquer material editado passe por um crivo de debate e de discussão e da coordenação da Presidência.”

Retaliação suspensa

Diante da decisão de Dilma, o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PR-RJ), que participou da reunião com Carvalho, afirmou que estão suspensas as medidas anunciadas pelas bancadas religiosas em protesto contra o “kit anti-homofobia”.

Em reunião, os parlamentares haviam decidido colaborar com a convocação do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, para que ele explique sua evolução patrimonial.

O ministro Gilberto Carvalho negou ter pedido que os parlamentares desistissem de trabalhar pela convocação de Palocci diante da decisão da presidente sobre o “kit anti-homofobia”.

“Isso é uma posição deles. Nós falamos para eles que, em função desse diálogo, que eles tomassem as atitudes que eles achassem consequentes com esse diálogo. Eles é que decidiram suspender aquelas histórias que eles estavam falando. Não tem toma lá da cá, não”, afirmou.

Os deputados também ameaçaram obstruir a pauta da Câmara e abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a contratação pelo MEC da ONG que elaborou a cartilha.

“Ele [Gilberto Carvalho] disse que tem a palavra da presidente da República de que nada do que está no material é de consentimento dela. Mas nós acordamos que ele falará. E nós suspendemos a obstrução e todas as nossas medidas”, afirmou Garotinho.





48 comentários

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Morvan

09 de agosto de 2011 às 16h11

Boa tarde.
O Presidente do Chile, Piñera, assina nesta terça-feita, dia nove, Projeto que autoriza a união civil de casais homossexuais, cumprindo uma promessa de campanha que beneficiará mais de dois milhões de pessoas no país.
"Este projeto trata de maneira igual casais homo e heterossexuais, uma vez que nos dois tipos de união é possível o amor, o afeto e o respeito", afirmou Piñera ao assinar o documento, que agora será analisado pelo Parlamento.

Fonte / Elo: http://www.meionorte.com/noticias/politica/pi-era…

Fiquei pensando, ensimesmado com pensamentos conflitantes sobre rotulação. Disseram-me que a Dilma era de esquerda. O Piñera, de direita.
Confuso, heim?

Morvan, Usuário Linux #433640.

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Zhungarian Alatau

27 de maio de 2011 às 08h45

Vi os tais videos, e não vi qualquer problema neles. Somos massacrados por 24h de apologia do heterossexualismo. O homossexualismo, quando aparece, é tratado com deboche, ou como coisa de gente rica. Então fico triste ao ver que a Presidente da República preferiu ouvir a "opinião" de quem não tem nada a ver com o assunto, a ouvir o Conselho Federal de Psicologia ou a Unesco, órgãos mais apropriados para dar um parecer técnico o assunto. Se "apologia sexual" influenciasse alguma coisa, não haveria gays no mundo. O Brasil, mais uma vez, perdendo a chance de dar um passo à frente. Sinto pelas crianças gays pobres deste País.

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Mariele Sato

26 de maio de 2011 às 15h47

Vocês viram na TV os vídeos que iriam fazer parte do kit anti homofobia?
A princípio estava achando que Dilma tinha errado, mas ao vê-los tenho que dar razão a ela.
Não se trata de enterrar a política de promover a tolerância diante das opções sexuais, mas de não levá-la ao descrédito já em seu início com material completamente infeliz.
Se alguém não assistiu, procure ver primeiro antes de comentar e sair malhando a Dilma (aliás erro que eu mesmo cometi).
Se, mesmo assistindo, achar que ela está errada, podem continuar vociferando, que é direito que todos tem.

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    SILOÉ -RJ

    27 de maio de 2011 às 01h13

    Concordo totalmente.

    Zhungarian Alatau

    27 de maio de 2011 às 11h50

    Só me diz uma coisa: como deveriam ser os tais vídeos então? Sem imagem? Sem som?

    Acho que quem deveria estar mais informada sobre o assunto deveria ser você. Pois, ao que se sabe, os vídeos seriam voltados aos pofessores, QUE DECIDIRIAM sobre a oportunidade ou não de mostrá-los aos alunos.

    Mas parece que, pelo menos no Brasil, os pitaqueiros de plantão sabem mais, MUITO MAIS, sobre o que os professores devem fazer em sala de aula. Eu diria mesmo que hoje em dia, até os alunos sabem mais que o professor. Já instituíram até uma palmatória, caso o professor não faça aquilo que querem, eles e os pais.

    E viva o preconceito!

    Vinícius

    27 de maio de 2011 às 16h51

    Vai muito além disso Alatau. Não é a questão de haverem cenas "impróprias". Nos vídeos, a tese de que as diferenças devem ser respeitadas é secundária. A tese central do material é que a homossexualidade é natural. No vídeo "probabilidade", na verdade, a tese é de que a bissexualidade, no caso, é uma boa idéia.

    Em outras palavras, o material não tinha foco no problema na tolerância. Seu foco parece ser, na verdade, a "oficialização" (já que é um material do governo) de um ponto de vista – obviamente em detrimento de outro ponto de vista, que sequer é abordado: a condenação não-violenta da homossexualidade.

    Acredito que faria sentido combater a agressão homofóbica nem que esta fosse a opção da maioria. Mas a maioria do país é, ao mesmo tempo, pelo respeito e contra a "legalidade moral" da prática. Não é certo passar por cima da maioria.

    Vinícius

    27 de maio de 2011 às 19h04

    "Acredito que faria sentido combater a agressão homofóbica nem que esta fosse a opção da maioria. "
    Frase sem pé nem cabeça. Retifico:
    "Acredito que faria sentido combater a agressão homofóbica mesmo que a maioria fosse favorável à agressão"

VanderResende

26 de maio de 2011 às 15h32

A bancada religiosa não perde tempo quando se trata de defender seus valores e prerrogativas.
Assim faz uma interessante troca de favores, o governo retira o kit anti-homofobia de circulação e a bancada não apóia a convocação de Palocci. Nada como a boa e velha política de toma lá, dá cá. http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,dilma-ch…
Dilma chamará ministros para discutir material sobre homofobia
Brasília, 25 – Assustado com a ameaça feita na noite desta terça-feira, 24, no plenário, de convocação do ministro Antonio Palocci ao Congresso para dar explicações sobre a rápida evolução do seu patrimônio caso o governo não retirasse de circulação os vídeos e cartilhas que tratam de homofobia http://unsfiaposdemeada.blogspot.com/2011/05/kit-…

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Leonardo

26 de maio de 2011 às 14h08

"O governo não aceita propaganda de opções sexuais, diz Dilma"

"O governo defende a educação e também a luta contra práticas homofóbicas. No entanto, não vai ser permitido a nenhum órgão do governo fazer propaganda de opções sexuais. Também não podemos de nenhuma forma interferir na vida privada das pessoas. Agora o governo pode, sim, fazer uma indicação de que é necessário respeitar as diferenças e de que você não pode exercer práticas violentas contra aqueles que são diferentes de você".

Segundo a presidente, o kit "não faz a defesa de práticas não homofóbicas". Ela afirmou não ter assistido a todos os vídeos que integram o material, apenas a uma parte deles, divulgada pela imprensa. "Esta é uma questão que o governo vai revisar. Não haverá autorização para esse tipo de política de defesa de A, B, C ou D.

PARABÉNS, PRESIDENTA DILMA!

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FrancoAtirador

26 de maio de 2011 às 13h00

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A CARTELIZAÇÃO DO CONGRESSO NACIONAL

Na votação do "Código de Desmatamento", os latifundiários ruralistas do agronegócio trocaram figurinhas com os fundamentalistas religiosos, prometendo que votarão contra o PLC 122/2006.
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Responder

FrancoAtirador

26 de maio de 2011 às 12h29

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ABGLT critica bancada religiosa fundamentalista no Congresso

A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transsexuais (ABGLT) divulgou nota lamentando decisão do governo de suspender o kit educativo do projeto Escola Sem Homofobia.

"Este episódio infeliz traz à tona uma tendência maléfica crescente e preocupante na sociedade brasileira. O Decreto nº 119-A, de 17 de janeiro de 1890, estabeleceu a separação entre a Igreja e o Estado, tornando o Brasil um país laico e não confessional.
Um princípio básico do estado republicano está sendo ameaçado pela chantagem praticada contra o governo pela bancada religiosa fundamentalista e seus apoiadores no Congresso", diz a nota.

Íntegra da nota da ABGLT em:

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMos…

Responder

    Vinícius

    26 de maio de 2011 às 15h20

    A tendência maléfica e preocupante é a maioria tentar valer seus valores?

    FrancoAtirador

    26 de maio de 2011 às 17h11

    .
    .
    Não.

    A tendência maléfica e preocupante é uma minoria de radicais preconceituosos
    falar em nome da maioria, só porque a soberba dessa minoria diz, a ela própria, que é a maioria.

    Graças a Deus que a maioria da população brasileira não aprova a discriminação preconceituosa
    de classe, de gênero, de etnia e de credo.

    E queira Deus e o Congresso Nacional que sejam cassados todos o políticos que fizeram uso dos microfones da Câmara dos Deputados e do Senado para estimular o ódio e o preconceito, fazendo acepção de pessoas.
    .
    .

    .
    .

    Vinícius

    27 de maio de 2011 às 17h06

    Assino embaixo.

    Acontece que eu tenho amigos e parentes gays, alguns que eu acho que amo de verdade; já acreditei tanto, no passado, que a sexualidade devia ser livre que experimentei homens para ter certeza se era hétero mesmo; e nunca aprovo qualquer covardia contra qualquer minoria que seja. Em outras palavras, não sou um preconceituoso; antes, defendo QUALQUER minoria, pois acredito que é o dever cristão, e se há algum preconceito em mim, é só mais uma entre dezenas de facetas minhas que eu desejaria ver extirpada.

    Mas hoje eu adoto um modo milenar de ver o mundo, segundo o qual o sexo, assim como vários outros aspectos de nossa vida, é sagrado, ou seja: o modo como o praticamos pode agradar ou ofender nosso Criador. Que merece um comportamento de, no mínimo, gratidão de nossa parte. E por algum motibo – eu não entendo por quê – Deus se ofende com o sexo entre iguais.

    Vinícius

    27 de maio de 2011 às 17h06

    Então eu desejo ensinar pro meu filho, hoje ainda neném, esses valores, de que o correto é agradar a Deus, que é o Bem (e mais ainda…), e não aos outros. Já vai ser difícil com o massacre da mídia. Não quero ter também o Estado, cujo poder emana de MIM, lutando contra minhas crenças.

    Falei com meu coração, como acredito que você também falou, e até me expus. Se você não concorda comigo, por favor, entenda meus motivos, em vez de me tachar de um estereótipo qualquer.

    Zhungarian Alatau

    27 de maio de 2011 às 17h57

    Francisco "atirador", você deve estar de brincadeira né? Dizer que "a maioria da população brasileira não aprova a discriminação preconceituosa de classe, de gênero, de etnia e de credo" é mais uma daquelas tentativas de tapar o sol com a peneira. Você diz isso porque nunca foi vítima de bullying, de preconceito, de deboche por sua origem, sua cor, seu credo.

    Esse é o problema: achar que existe uma "maioria" qualquer que sabe o que a "minoria" precisa.

    O que os gays querem não é que sejam tratados melhor ou pior que ninguém. Eles querem, APENAS, serem tratados como gente, tendo direitos como qualquer cidadão.

    É tão complicado assim pra entender?

    Vinícius

    27 de maio de 2011 às 19h11

    Tanta dor pode ser a raíz do afobamento todo do MEC ao correr pra por o kit em prática…

    Também é preciso entender a revolta das pessoas, Alatau. Elas se sentiram enganadas, sentiram que tudo estavasendo feito na surdina, sem democracia, sem discussão, e é verdade.

    Os gays não são os únicos que sofrem bullying. Por que milhões no material anti-homofobia e nem um tostão no resto? Não é mais democrático começar ajudando todo mundo, e depois ir ao socorro de uma minoria específica? Principalmente sabendo que a abortagem pra socorrer essa minoria é mais complicada, por ser um assunto polêmico?

    Só isso já mostra o quanto a postura do MEC nessa história toda foi desequilibrada. Mas "há razão nessa loucura" e acho que a razão pode ser a dor.
    Mas talvez não, talvez tivesse sido só… elitismo.

    FrancoAtirador

    27 de maio de 2011 às 19h23

    .
    .
    Perdão, Zhungarian Alatau.

    Não me fiz entender muito bem.

    A maioria, a que eu me referi, não é "uma maioria qualquer".

    É a soma das minorias discriminadas, que você mesmo menciona

    e que estão, inclusive, protegidas pela nossa Constituição Federal de 1988:

    Preâmbulo
    Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte Constituição da República Federativa do Brasil.

    Título I
    Dos Princípios Fundamentais

    Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado democrático de direito e tem como fundamentos:

    I – a soberania;
    II – a cidadania;
    III – a dignidade da pessoa humana;
    IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
    V – o pluralismo político.

    Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.

    Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

    I – construir uma sociedade livre, justa e solidária;
    II – garantir o desenvolvimento nacional;
    III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;
    IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

    Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:

    I – independência nacional;
    II – prevalência dos direitos humanos;
    III – autodeterminação dos povos;
    IV – não-intervenção;
    V – igualdade entre os Estados;
    VI – defesa da paz;
    VII – solução pacífica dos conflitos;
    VIII – repúdio ao terrorismo e ao racismo;
    IX – cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;
    X – concessão de asilo político.

    Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações.

    Art. 5º – Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

    I – homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;
    II – ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;
    III – ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante; (…)
    VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias; (…)
    VIII – ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
    IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;
    X – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação; (…)
    XLI – a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais;
    .
    .

Fernando

26 de maio de 2011 às 10h32

Pra fazer um governo conservador desses era melhor a Dilma ter apoiado o Serra.

Responder

Floriano Junior

26 de maio de 2011 às 10h32

Não acredito que seja um recuo, a presidenta cedeu mesmo à bancada evangélica. Eles nunca vão aceitar falar abertamente sobre o homossexualismo pois eles consideram uma "doença" E NÃO SE ACEITA UMA DOENÇA, SE TRATA! Não me pergunte onde está Deus nessa atitude: pessoas que já são discriminadas, tem que esconder sua opção e ainda tratadas como "doentes". Alguém já se perguntou como é viver assim?! Eu não sei, mas não gostaria de passar por isso. Que Deus esse dos evangélicos?!
O vídeo pode ser feito e refeito, editado e colorido, mas só será aceito quando falar em outro tema que não seja o homossexualismo!
Viva nosso estado Laico!

Responder

Morvan

26 de maio de 2011 às 09h57

Bom dia.
Após a "Palhoccçada" do recuo do Planalto, com relação à estratégia do "Kit Anti-Homofobia", o IG publica esta reportagem: http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/escola+e+….

Excerto da reportagem: "… Além de o tema ter movimentado as redes sociais, com opiniões contrárias e a favor da decisão, a suspensão foi criticada por especialistas no assunto. Para eles, o veto de Dilma ao material representa um retrocesso para as discussões de igualdade de direitos humanos. Para Débora Diniz, professora da Universidade de Brasília e pesquisadora da Anis: Instituto de Bioética Direitos Humanos e Gênero, não há forma mais eficaz de promover a igualdade de direitos do que introduzir na escola a sensibilização para o tema de forma pedagógica…".

Como cidadão e brasileiro, só posso lamentar mais esta "Bomba de Efeito Palocci" que foi jogada contra a combalida consciência política do povo brasileiro. Parabéns a Antony Garotinho, Magno Malta, José Cerra (sic!), Malafaia e tantos outros vencedores(?).
Réquiem para o Estado laico.

Morvan, Usuário Linux #433640.

Responder

ALEX

26 de maio de 2011 às 09h11

FALSO HUMOR

ZUENIR VENTURA

Riso e preconceito

Pelo menos dois colunistas chamaram a atenção para o fato. "Já virou moda", escreveu André Barcinski, "o artista ou celebridade falar uma besteira em entrevistas, no Twitter ou no Facebook, e depois voltar para se desculpar". O seu colega da "Folha de S.Paulo" Marcelo Coelho explica: "Ser politicamente incorreto, no Brasil de hoje, é motivo de orgulho. Todo pateta com pretensões à originalidade e à ironia toma a iniciativa de se dizer 'incorreto' — e com isso se vê autorizado a abrir seu destampatório contra as mulheres, os gays, os negros, os índios e quem mais ele conseguir."
Isso veio a propósito das declarações do diretor Lars Von Trier, que em Cannes se confessou simpatizante de Hitler e admitiu ser nazista. Diante dos protestos, correu para se justificar. "Me arrependo. Foi uma brincadeira estúpida."
Aqui houve casos semelhantes. O cantor Ed Motta exaltou no seu perfil do Facebook o Sul do Brasil: "Como é bom, tem dignidade isso aqui. Frutas vermelhas, clima frio, gente bonita. Sim, porque ôôô povo feio o brasileiro", exclamou, talvez se olhando no espelho. Depois, apressou-se em dizer que fora mal compreendido. Mais grave foi o que se fez em nome do humor. O comediante Rafinha Bastos declarou em um show que toda mulher que reclama de estupro é feia: "Deveria dar graças a Deus (…). Homem que fez isso não merece cadeia, merece um abraço."
Outro artista do programa "CQC", Danilo Gentili, preferiu apontar para as vítimas do Holocausto. Comentando o abaixo-assinado contra uma estação de metrô, tuitou: "Entendo os velhos de Higienópolis temerem o metrô. A última vez que eles chegaram perto de um vagão foram parar em Auschwitz" (no bairro moram muitos judeus). A exemplo de Rafinha, Gentili arrependeu-se e foi à Confederação Israelita se desculpar.
Será que não se pode fazer piada com temas polêmicos? Claro que sim. Barcinski cita vários exemplos, entre os quais um texto clássico do comediante Redd Foxx sobre anões, sem falar em Woody Allen com seu olhar crítico sobre judeus.
No Brasil, um dos livros mais engraçados no gênero é "As melhores piadas do humor judaico", de Abram Zylbersztajn. Algumas são atrevidas, nenhuma preconceituosa e todas hilárias.
O problema é que quando ofende, em vez de fazer rir, o politicamente incorreto é tão sem graça quanto o seu contrário.
As desculpas atenuam a agressão, mas não escondem a discriminação que se disfarça atrás do falso humor. Nesses atos falhos, o autor deixa escapar inconscientemente a manifestação do que está reprimido: o preconceito.
Passei o sábado tentando explicar sem sucesso como confundi dois pares de fartos seios parecidos, mas separados no tempo. Em outras palavras: a mãe de Mariska, a Olivia de "Law & Order", é Jayne Mansfield e não Mae West, como publiquei.
Publicado no Globo de hoje

Responder

beattrice

26 de maio de 2011 às 01h56

Da malfadada REDE CEGONHA à suspensão do kit contra homofobia, da submissão ao SENHOR da GUERRA à aprovação do código florestal.
Este mandato tampão do senhor Palocci, que governa da CASA CIVIL, não tem minha aprovação, nunca terá.
Quando começará o governo DILMA?

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    Zhungarian Alatau

    27 de maio de 2011 às 18h01

    Dilma está low profile demais pro meu gosto viu?

    Não era ela a guerrilheira? A terrorista? A coisa-e-tal? A redentora dos fracos e oprimidos?

    Pois é, tô esperando… E não é a cegonha.

carmen

26 de maio de 2011 às 01h40

Votei em Dilma e continuo torcendo para que seu governo tenha exito,pois entendo que isso irá refletir na melhoria das condições de vida de nosso povo.Mas algumas atitudes desse governo me incomodam e particularmente a presença de alguns ministros,caso de Patriota,Zé Eduardo Cardozo e Palocci me deixam preocupada.A suspenção desse kit só confirma minha preocupação.Usaram o ministro como moeda de troca.ficar refem dos ruralistas já é muito temerário,agora da bancada evangélica ……?Espero sinceramente ser esse recuo apenas uma estratégia,pois a continuar assim poderemos ter sérios problemas pela frente.

Responder

Edmilson

26 de maio de 2011 às 00h59

Segundo o Ministro Gilberto Carvalho: – A presidente viu e não gostou. Achou que não era propício, achou o material inadequado. Por isso, foi suspensa a produção desse material.
http://180graus.com/politica/dilma-rousseff-manda…

O caso não é bem de pressão, me parece. Quando muito de reclamações de uma pequena parcela da sociedade (uns ínfimos 90%, talvez)
O fato é que ela achou o tom do filme indequado.
Agora ela não pode achar e mandar jogar no lixo?

Mais respeito com a Presidente do Brasil e de todos os brasileiros.

Certo?
Certo.
:)

Responder

    Vinícius

    27 de maio de 2011 às 17h38

    Se é proposta da bancada conservadora e religiosa = mau

    Se é proposta de grupos progressistas = bom

    Se tecnicamente atinge o objetivo ou não = irrelevante. Consulte os critérios expostos acima.

Zhungarian Alatau

25 de maio de 2011 às 23h31

Sou fã da Dilma, mas dessa vez ela perdeu uma excelente oportunidade de dizer NÃO ao preconceito, não só contra homossexuais, mas todo tipo de preconceito.

Falar mal dos homossexuais é fácil. Mas tente viver na pele deles. Saber que a cada esquina lhe espreita o preconceito, a maledicência, o julgamento puro e simples em função de um modo de existir.

Esses preconceitos são nefastos, pois não trazem consigo uma justificativa racional. É tudo puramente emocional, passional. Sem lógica. Invocar "a natureza" para ser contra os homossexuais chega a ser um contrassenso. Pois a própria sexualidade humana rompe com qualquer situação encontrável na natureza.

Mas o que podemos esperar de um Congresso que só pensa no próprio umbigo, de uma mídia que cobra do Governo atitudes, mas que não dá NADA em troca, e de Igrejas que existem justamente em função do preconceito?

Responder

Mirtyz

25 de maio de 2011 às 23h27

Pelo menos em alguma coisa, eu concordo com Dilma
Esse tal kit é um LIXO.

Eduquem os pais, depois tentem educar os filhos.

Responder

Marques

25 de maio de 2011 às 18h53

"PresidentA" continua doendo nos meus ouvidos.
Desculpem-me pelo preconceito; tentarei com mais empenho abstrair-me dessa minha formação antiquada.

Responder

edmil

25 de maio de 2011 às 18h43

QUEM VAI PAGAR A CONTA DO "KIT DA VERGONHA" OS GAYS OU OS HETEROS OU TODOS NÓS?

Responder

Pedro Vizcaya

25 de maio de 2011 às 17h56

A comunidade GLBT com a suspensão deste kit, está soltando o verbo e chamando a bancada evangelica de fundamentalista, homofobicos e etc. Agora onde está o carater democratico deste pessoal ? querem enfiar guela abaixo as suas reinvindicações na sociedade tendo está repudiado este kit gay, não aceitando a ingerencia do estado na educação de seus filhos, cabendo a cada familia o direito de educar o seus filhos. Sou a favor da luta democratica e tenho meus conceitos (e não pre-conceito como alguns querem afirmar) e que a sociedade em sua maioria decida o que fazer e não uma minoria que tenta pela via da esculhambação da opinião contraria impor a sua.

Responder

@LuisArthur

25 de maio de 2011 às 17h24

Covardia da Dilma. Recuo temporário ou não, ainda assim é um ato covarde. Depois de ontem, o Planalto percebeu que não tem maioria na Câmara para questões delicadas. Com essa atitude de hoje, sinto-me ainda mais refém da homofobia que permeia nossa sociedade e, por conseguinte, nosso Congresso. A Presidenta não tinha esse direito de trocar o combate ao preconceito pela pele de uma bomba ambulante como é o Palocci. O movimento LGBT foi humilhado. Um canalha de marca maior e chantagista como Garotinho tem mais moral junto ao Executivo do que o melhor Ministro da Educação da nossa História. Decepção total.

Responder

O_Brasileiro

25 de maio de 2011 às 16h23

A "bancada GLBT" vai insistir que a suspensão desse "kit" fez parte de um trato.
Mas a verdade é que o tal "kit" ia ser distribuído pelas escolas sem a mínima discussão com a sociedade, incluindo, sim, os grupos religiosos que, não só fazem parte da sociedade, mas são bem mais representativos desta do que os grupos de GLBT.
E essa imposição dos GLBT é tão equivocada, que poderia ser usada, por exemplo, pela bancada religiosa para impor o ensino de religião nas escolas!!!
E ai??? Iam se matar nas escolas??? Grupos pró- e contra o homossexualismo??? O tal "kit" não era pra evitar justamente isso???
Esse "kit" foi dinheiro público jogado no lixo. Quem recebeu esse dinheiro para fazer esse material exagerado e de mau gosto é que está rindo à toa…
Se houvesse bom senso, ter-se-ia usado esse dinheiro em cursos de preparação para orientadores escolares saberem lidar com casos de homossexualismo e de homofobia, de forma individual.

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Sergio Lirio: Quem paga a conta do caso Palocci? | Viomundo - O que você não vê na mídia

25 de maio de 2011 às 15h34

[…] contra uma CPI que pretende investigar o súbito enriquecimento do ministro da Casa Civil, o Palácio do Planalto decidiu não mais distribuir o chamado “kit gay”, um material didático cujo objetivo era combater o preconceito nas […]

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Marcelo Fraga

25 de maio de 2011 às 15h32

Se o governo cede até nessa questão, imaginem o que será da Ley de Medios…

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    beattrice

    26 de maio de 2011 às 01h52

    Não será. Essa Ley não será.

    Dede Araújo

    28 de maio de 2011 às 11h11

    Pois é! A Realidade dura e triste é que quem nasceu Dilma Roussef jamais chegará a Cristina Kirchner, infelizmente. Mas os progressistas e humanistas não devem jogar a toalha.

    Alexandre

    26 de maio de 2011 às 12h34

    O que será da Comissão da VERDADE?

    Zhungarian Alatau

    27 de maio de 2011 às 18h02

    Será uma Lei de Meios: ou seja, meios de todo mundo sair ileso.

Ivonete

25 de maio de 2011 às 15h22

O que é isso? um tsunami conservador? Primeiro a direita conquista o direito de desmatar, e o direito de não pagar. Agora quer ter o direito de humilhar, o direito de discriminar, o direito de ofender. E também vai conquistar o direito de não ser punida por nada que fizer, inclusive espancar e matar?

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Messias Macedo

25 de maio de 2011 às 15h21

Entenda o que são tempos modernos!
#######################
Veja como cada deputado votou o texto-base do Código Florestal
Renata Camargo, do Congresso em Foco
25 de maio de 2011 às 9:12
em www.viomundo.com.br – ínclito, competente, lúcido e impávido democrata jornalista Luiz Carlos Azenha
##################################
… O (ex-) comunista Aldo Rebelo sorrir junto com a felicidade dos ruralistas da UDN e dos fisiológicos do PMDB!…
… Dilma Rousseff suspende 'kit gay' após protesto da bancada evangélica – e para "poupar" *Palocci [fonte: "grande" mídia nativa!]…
*o mesmo Antonio 'Paláccio', outrora trotskista!

… E Dentinho é quem morde a Samambaia!…

Podem fechar as cortinas! O mundo está prestes do final – e a assertiva não tem nada a ver com profecia: é desgosto e perplexidade mesmo!

World de 'Nois' Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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leandro

25 de maio de 2011 às 15h18

Quando voce escolhe um ministro todo sujo, dá nisso. Munição para a oposição. O governo ta acuado.

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mauro ramos

25 de maio de 2011 às 15h12

Na Republica Weimar os judeus eram desrespeitados , discriminados e desumanizados.Os resultado foi o maior genocidio da historia.Hoje,nos vemos essa laia evangelica,querendo fazer a mesma coisa com os grupos
homossexuais.A sociedade tem quem se mobilizar para tirar o poder das maos dessas figuras nefastas!!

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waldez

25 de maio de 2011 às 14h27

é um recuo.

Responder

    Morvan

    25 de maio de 2011 às 15h12

    Boa tarde.
    Espero que tenhas razão, waldez. Tomara que seja só [mais] um recuo. Porque, para mim, foi [mais] uma demonstração de tibieza. Falta de firmeza de propósitos.

    O dia em que Dilma perceber que não é possível contemplar a todos – pode ser muito tarde…

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Dede Araújo

    28 de maio de 2011 às 11h17

    Creio que a Presidenta já percebeu que não pode contemplar a todos, e que já fez sua opção ( aí sim – è opção!!) de quem será contemplado durante o governo dela.. Tristeza!

José F4k3

25 de maio de 2011 às 14h26

Após protestos das bancadas religiosas no Congressso, a presidente Dilma Rousseff determinou nesta quarta-feira (25) a suspensão do “kit anti-homofia”,

Corrige aí, pessoal.

Com relação ao assunto, mais munição contra a Dilma para uso das esquerdas.

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