VIOMUNDO
O VIOMUNDO só é possível também através de anunciantes, e detectamos que você utiliza um AdBlock, bloqueador de anúncios.
Por favor considere ajudar o VIOMUNDO desativando o bloqueador para este site.
Cartas de Minas
Cartas de Minas

Fukushima: 10% de Chernobyl (por enquanto)

29 de março de 2011 às 19h40

do New York Times

Na semana passada, o Instituto de Pesquisa de Energia e Meio Ambiente, um grupo independente sem fins lucrativos baseado em Takoma Park, Maryland, disse que desde o terremoto e o tsunami a usina [de Fukushima] já tinha vazado muito mais radioatividade que o acidente de Three Mile Island em 1979. O instituto disse que até 22 de março, os reatores de Fukushima tinha despejado 160 mil vezes mais radiação na atmosfera que a melhor estimativa de iodo-131 despejado em Three Mile Island, e cerca de 10% do total que vazou de Chernobyl em 1986. Medida em pequenas unidades batizadas com os nomes dos pesquisadores pioneiros Marie e Pierre Curie, a usina de Fukushima Daiichi despejou 2,4 milhões de curies de iodo-131, além de 500 mil curies de Césio-134 e Césio-137, que tem vida mais longa. Esta última medida também representa cerca de 10% do que vazou de Chernobyl.

Apoie o VIOMUNDO

Crowdfunding

Veja como nos apoiar »

O lado sujo do futebol

A Trama de Propinas, Negociatas e Traições que Abalou o Esporte Mais Popular do Mundo.

Entre os mais vendidos da VEJA, O Globo, Época e PublishNews. O Lado Sujo do Futebol é o retrato definitivo do que acontece além das quatro linhas. Um dos livros mais corajosos da história da literatura esportiva, revela informações contundentes sobre as negociatas que empestearam o futebol nos últimos anos. Mostra como João Havelange e Ricardo Teixeira desenvolveram um esquema mafioso de fraudes e conchavos, beneficiando a si e seus amigos. Fifa e CBF se tornaram um grande balcão de negócios, no qual são firmados acordos bilionários, que envolvem direitos de transmissão e materiais esportivos. Um grande jogo de bolas marcadas, cujo palco principal são as Copas do Mundo.

por Luiz Carlos Azenha, Amaury Ribeiro Jr., Leandro Cipoloni e Tony Chastinet.

Compre agora online e receba em sua casa!

 

33 Comentários escrever comentário »

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Margarida

01/04/2011 - 00h56

Hoje eu ouvir q o brasil vai importar algo do japão, nada contra os japoneses ou o japao, mas o mundo esta em estado de alerta, será que o acidente fosse no brasil eles iriam importar alguma coisa? Creio q nao.

Responder

ratusnatus

31/03/2011 - 15h58

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/896392-carta-b

EcoChatoTerrorista agora:
Uma carta-bomba deixou duas mulheres feridas nesta quinta-feira ao explodir na sede da Swissnuclear, órgão especializado em energia nuclear do consórcio que reúne os três grandes grupos energéticos da Suíça.

Responder

FrancoAtirador

30/03/2011 - 19h27

.
.
AS INSTALAÇÕES NUCLEARES DO JAPÃO SEMPRE FORAM BOMBAS-RELÓGIO

By JOHN FEFFER

O governo japonês conscientemente construiu instalações nucleares estruturalmente inadequadas.

A maior usina nuclear do mundo, a Kashiwazaki Kariwa, assenta-se sobre uma falha geológica que gera três vezes a atividade sísmica que a própria estrutura pode suportar.

Fukushima Dai-ichi poderia suportar apenas um tsunami de 5,7 metros, não esta onda de 7 metros que a superou.

Os reguladores japoneses certamente deveriam saber o quão alto as ondas geradas pelo sismo poderiam subir naquele trecho do litoral.

Em outras palavras, as instalações nucleares do Japão sempre foram bombas-relógio.
.
.
Íntegra em:

http://www.counterpunch.org/feffer03302011.html

Responder

FrancoAtirador

30/03/2011 - 17h58

.
.
Corrida para salvar Fukushima está perdida, diz perito

Um perito que trabalhou na central nuclear de Fukushima considera que as equipes de resgate parecem ter "perdido a corrida" para salvar um dos reatores.

Richard Lahey chefiava a equipe de investigação sobre segurança dos reatores cobertos com água quando a General Electric instalou as unidades em Fukushima.
Os trabalhadores da central têm tentado impedir a fusão de três reatores.
Mas a análise efetuada pela equipe de Lahey aos níveis de radiação contabilizados na central indica que a estratégia teria falhado no reator número dois, escreve o The Guardian.
Os dados indiciam que o combustível deste reator se fundiu e se infiltrou através da cobertura de contenção para o piso de concreto que se encontra por debaixo, aumentando os receios de que se venha a registar uma fuga massiva de radiação.
Pelo menos parte do núcleo do reator número dois teria derretido, diz Lahey, professor no Rensselaer Polytechnic Institute (EUA).

http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?conte

Responder

ratusnatus

30/03/2011 - 17h37

Só há repercussão de matérias negativas a energia nuclear por aqui. Vi o Mundo não esta interessado no verdadeiro debate sobre o tema.
Do mesmo, lugar onde saíu esta notícia, encontrei esta outra:
Fossil fuels are far deadlier than nuclear power http://www.newscientist.com/article/mg20928053.60

Além disto, este sítio parece ter preferência por reportagens com a palavra Chernobyl, sendo que o desastre nem pode ser comparado a este. Se não acredita, pergunta a QUALQUER especialista.

Vamos debater ou só linchar mesmo?

Responder

ratusnatus

30/03/2011 - 16h08

Enquanto fica essa campanha de desinformação, os verdadeiros temas ficam sem discução. http://www.newscientist.com/article/dn20305-caesi

Leia o comentário único da reportagem. Isso sim é uma crítica pertinente.

O resto é lobby da indústria de carvão(Eike) Batista.

Responder

Luís

30/03/2011 - 15h33

Mais alarmismo e sensacionalismo. Não aguento mais.

Responder

FrancoAtirador

30/03/2011 - 14h59

.
.
Núcleos dos reatores nucleares derretendo.

Vazamento de radiação de Iodo, Césio e Plutônio.

Verduras, peixes, leite, terra, água e ar contaminados.
.
.
Enquanto isso, todas as matérias da mídia oligárquica

que tratam sobre o acidente nuclear no Japão

vêm sempre com a seguinte observação final:

"mas não apresenta nenhuma ameaça à saúde das pessoas”
ou
"mas não há risco para a saúde"
ou
"mas não é prejudicial à população"
.
.

Responder

ratusnatus

30/03/2011 - 14h57

Notinha de lobbysta anti-nuclear. Mais desinformação.

O acidente é tão grave que o Japão ainda não descartou a possibilidade de reativar a planta. só vão descartar os reatores depois de uma análise minuciosa. http://www.world-nuclear-news.org/C_Future_of_rea

Eles sabem tanto do assunto que esqueceram de falar que TODO o Iodo 131 vazado NÃO é mais radioativo, uma vez que a vida útil deste isótopo é de 8 dias. Esquecimento básico, sabe como é, desinformação!

Responder

Jonas Bruno

30/03/2011 - 12h02

Reatores nucleares no subsolo?

Matéria da revista NewScientist especula a respeito da possibilidade de construir reatores nucleares no subsolo. É o tipo de ideia criativa que pode ser a solução para os problemas de segurança criados pelo uso da energia nuclear.

A proposta é construir reatores menores no subsolo, em profundidades de aproximadamente 45 metros.

Em caso de acidente, o solo granítico faria a contenção natural da radioatividade e se a situação fosse irrecuperável, bastaria selar os tuneis de acesso com concreto.

Obviamente, os custos de construção nessas condições aumentam significativamente, mas estudos preliminares demonstram que pequenos reatores, com potências entre 30 e 50 megawatts (um vigésimo dos reatores atuais), seriam viáveis economicamente.

Fonte: http://www.newscientist.com/blogs/onepercent/2011

Responder

    Dacio Simões

    30/03/2011 - 13h47

    Se da forma atual a energia atômica já é anti-econômica, e tem um EROEI baixíssimo, se ainda fossem cavar enormes túneis subterrâneos na rocha granítica, essa fonte fracassada de energia se tornaria inviável de uma vez por todas.

Jonas Bruno

30/03/2011 - 11h06

Azenha, parabéns pelo destaque correto que seu blog tem dado para o acidente no Japão. Em um assunto importante e grave, como esse, não é fácil encontrar o equilíbrio entre sensacionalismo e leviandade.

Segue minha contribuição:

No Japão, preciptação de Césio-137 rivaliza com Chernobyl

Análise realizada a partir dos dados divulgados pelo Ministério da Ciência do Japão mostra que os níveis de Césio-137 são elevados.

Após o acidente de Chernobyl, em 1986, áreas com mais de 1.490 quilobecquerels (kBq) de césio por metro quadrado foram classificadas como altamente contaminadas. Toda a produção agrícola oriunda de solo com mais de 550 kBq /m2 foi destruída.

A partir de 18 de março, tem sido encontrados frequentemente níveis de césio acima de 550 kBq/m2 em uma área de cerca de 45 quilômetros de largura situada entre 30 e 50 quilômetros a noroeste do complexo de Fukushima. A maior medição foi de 6.400 kBq/m2, a cerca de 35 quilômetros de distância da usina. Medições de césio atingiram 1.816 kBq/m2 em Nihonmatsu City e 1.752 kBq/m2 na cidade de Kawamata, onde o iodo-131 atingiu níveis de até 12.560 kBq/m2.

"Alguns números são muito altos", disse Gerhard Proença, da Agência Internacional de Energia Atômica.

Fonte: http://www.newscientist.com/article/dn20305-caesi

Responder

Jaime Aires

30/03/2011 - 10h53

O maior perigo nessa tragédia é o césio-137, que tem uma meia-vida longa (demora muito para deixar de ser radioativo), e é relativamente leve e pode se espalhar por uma área ampla, sendo um elemento radioativo de alta absorção pelo corpo humano.

O maior perigo nessa tragédia não é a radiação dos "emissores externos". O grande problema são as partículas de "emissores internos" como o césio-137 se espalhando pelo ar, água e solo.

As "nuvens" radioativas de Fukushima podem vir a espalhar partículas microscópicas de césio-137 e contaminar as pessoas. Os atómos de césio-137 podem ser absorvidos pelo corpo humano, e se ligarem a moléculas, ficando "presos" dentro do organismo. Nesse caso, o césio-137 se torna um "emissor interno", que está emitindo radiação de dentro do seu próprio corpo.

Com uma meia-vida longa, o césio vai passar anos e anos emitindo radiação dentro de você, bem pertinho dos seus tecidos orgânicos. É câncer na certa.

O iodo-131 também é perigoso, pois também se estabelece dentro do corpo humano, porém tem uma meia-vida bem menor, e em questão de dias perde quase toda a radioatividade.

Responder

Roberto Locatelli

30/03/2011 - 10h23

Certeza que eles estão escondendo de nós a gravidade da situação.

Acho que a casa caiu e corremos o risco de ocorrer a "síndrome da China", ou seja, o material radioativo fica tão quente que derrete a rocha basáltica e vai parar no magma, com efeitos desconhecidos.

Responder

    ratusnatus

    30/03/2011 - 14h58

    Roberto, acho que vc esta vendo muito filme.

    O assunto é sério demais pra ficar fazendo piadinha.

Florival

30/03/2011 - 08h29

Agora os Amerdicanos têm mais motivos para interditar o rpograma nuclear do Irã.
Já o Brasil, que nãotem ainda sua arma de dissuação, pode ser uma presa fácil.
Tudo é uma questão de tempo. Ainda acho que o ocorrido no Japão mais parece algo proposital, diante de tantos indícios de que muita coisa estava errada. A natureza revelou a desgraça que o dinheiro da corrupção escondia. Pergunta: como os amerdicanos e seus aliados usarão a tragédia que se abate sobre o povo japonês, contra a resto do mundo? Ou alguém duvida que o farão?

Responder

    rubem

    30/03/2011 - 11h45

    Na moral, Florival, eu não gostaria do Presidente do Ira, que chama o Ocidente de "grande Satã" e quer empurrar "guela abaixo" o Islamismo medieval (que trata as mulheres com menos valor que um cachorro), desenvolvendo uma Bomba nuclear , por mais que voçe seja "anti-americano" , não tem como defender esta tese sem ser maluco, o Islamismo fundamentalista é uma "bomba atômica" que quer destruir os "infies" , isso inclui eu e voçe..

Otaciel de Oliveira

30/03/2011 - 07h56

Video mais atualizado sobre o assunto (datado de hoje, em inglês, infelizmente) no blog da Dilma Presidente. Ocorreu uma nova explosão e comparações são feitas com a acidente de Chernobyl. A coisa está ficando feia, infelizmente, para a infelicidade geral da humanidade.

Responder

Marcos Tavares

30/03/2011 - 02h49

10% de Chernobyl é uma enormidade.

Curioso que a contaminação em Mayak, depois de um acidente em 1957, muito raramente é comentada. Lá os níveis de radiação são no mínimo o dobro de Chernobyl.

A usina funciona até hoje, reprocessando lixo atômico da Europa.

Responder

Marcius Cortez

30/03/2011 - 01h57

John Kennedy disse: "O mundo vive sob a espada de Damôcles que pode cair por acidente,erro de cálculo ou loucura". Naquela época, começo da década de 60, o país que ele presidia acumulara um arsenal de bombas capaz de produzir uma nuvem mortal de radioatividade que envolveria a terra por 93 anos. Certamente esse número cresceu em proporções geométricas. Hoje, com a "democracia ditatorial" em vigência esses números são escondidos da população.Os autores dos atentados de 11 de setembro devem saber aonde estão essas bombas e devem saber também como ter acesso as suas senhas e como fazer para destruir suas câmaras de segurança. A espada de Damôcles pode cair sobre as nossas cabeças a qualquer momento. E o pior aquela reza braba para manter o nosso corpo fechado do santo Padim Ciço não vai adiantar nada.

Responder

FrancoAtirador

30/03/2011 - 01h45

.
.
EX-GOVERNADOR DE FUKUSHIMA AFIRMA QUE

"DECISÕES NO JAPÃO SÃO TOMADAS EM FUNÇÃO DE INTERESSES OPACOS

E MUITAS ÁREAS ESTÃO MARCADAS PELA CORRUPÇÃO"

Entrevista: Eisaku Sato, ex-governador da província de Fukushima, Japão

Por Philippe Pons, correspondente em Tóquio, do Le Monde

Durante anos, os políticos têm questionado a falta de transparência na política nuclear do Japão.
Este é o caso do ex-governador de província de Fukushima, Eisaku Sato, que havia iniciado uma batalha contra a Tokyo Electric Power Company (TEPCO), proprietária e operadora da planta em Fukushima.
Um ex-diplomata e senador hostil à política neoliberal do primeiro-ministro Junichiro Koizumi (2001-2006).
Reeleito por cinco vezes, 71 anos, foi entre 1988 e 2006, chefe da prefeitura, onde ainda reside.

LM: Durante anos, a TEPCO falsificou documentos de inspecção. Você mesmo viu essas irregularidades?
Eisaku Sato: Não é apenas a Tepco que está em questão. Em 2002, minha administração recebeu um documento da Agência para a Segurança Nuclear e Industrial (NISA) informando-nos que a TEPCO admitiu ter falsificado o conteúdo dos relatórios de inspeção dos danos detectados no revestimento do núcleo dos dois reatores em Fukushima Daiichi.
Eu pensava que tal atitude era inaceitável, tanto da Tepco como da Nisa, a agência estadual responsável pela supervisão do funcionamento de reatores nucleares, que havia mantido essa informação em segredo, só revelado dois anos depois.
O escândalo levou ao fechamento do reator nº 1 e, no ano seguinte, mais 16 reatores para realização das inspeções.
Até 11 de março, eu estava obcecado com o pesadelo da falsificação, presságios pesados. O que eu temia se provou correto.

LM: No início de 2000, o senhor recebeu uma vintena de cartas de empregados subcontratados da Tepco reclamando da não-conformidade com as normas de segurança na fábrica …
ES: Começamos a receber “as notificações a partir do interior” de quem não confiava na autoridade de supervisão. Estas cartas, que soavam como pedidos desesperados, refletiam a preocupação dos trabalhadores em relação a sua segurança, por causa das condições de trabalho.
Os autores disseram que tinham de realizar o trabalho de inspeção duas vezes mais rápido que o previsto nas orientações. Sem citar nomes, eu compartilhei o conteúdo dessas cartas com a autoridade de supervisão. Eu não sei as conseqüências que foram dadas a estas notificações, depois de ter deixado o cargo em 2006.

LM: A responsabilidade pelo desastre atual é só da Tepco?
ES: O desastre que vemos foi provocado pela falta de cuidado dos homens, devido a uma deterioração progressiva na tomada de decisões políticas.
As vozes se levantaram durante anos para solicitar que o órgão de supervisão fosse separado do Ministério da Economia, Comércio e Indústria (METI).
Em outras palavras, o órgão de fiscalização, na sequência da administração que promove a construção de usinas. Dificilmente podia se esperar que fosse tão mesquinho. O Japão se passa por um país democrático. Até certo ponto, é. Mas muitas decisões são feitas com base em interesses opacos e muitas áreas estão marcadas pela corrupção.

LM: Você acha que a gestão da energia nuclear deve ser deixada para a iniciativa privada, guiada pelo princípio de retorno lucrativo ou pelo Estado?
ES: Eu não acho que o problema se coloca nesses termos. O desastre de Chernobyl ocorreu em uma fábrica sob controle estatal. No Japão, uma empresa privada, mas a questão básica continua a ser o controle democrático de tomada de decisão.

http://www.lemonde.fr/japon/article/2011/03/28/la
.
.

Responder

SILOÉ

29/03/2011 - 23h48

É o típico caso do feitiço se virando contra os feiticeiros. Lamentável seja o preço tão alto a pagar: milhares de vidas que com certeza nem pesam nas consciências de seus algozes.

Responder

FrancoAtirador

29/03/2011 - 23h14

.
.
EX-GOVERNADOR DE FUKUSHIMA AFIRMA QUE

"DECISÕES NO JAPÃO SÃO TOMADAS EM FUNÇÃO DE INTERESSES OPACOS"

A eléctrica de Tóquio é uma das últimas operadoras nucleares privadas do mundo.

Numa entrevista ao "Le Monde", o antigo governador de Fukushima, Eisaku Sato, lembrava, contudo, que o tipo de gestão não é sinónimo de catástrofe: o acidente ucraniano aconteceu sob a alçada do Estado.

Sato, que lidou com os sucessivos escândalos da Tepco nos anos 80 e 90, diz que só agora deixou de ter dúvidas em relação às dezenas de denúncias de funcionários e dos relatórios falsificados pela empresa, que levaram ao encerramento de mais de 17 reactores nas últimas décadas.

"A catástrofe a que assistimos foi provocada pela imprudência dos homens.
O Japão passa a imagem de um país democrático e é-o até certo ponto.
Mas há muitas decisões tomadas em função de interesses opacos", acusou.
.
.
Íntegra em:

http://www.ionline.pt/conteudo/114037-japao-gover

Responder

    Gustavo Pamplona

    30/03/2011 - 00h05

    Japão… país democrático? Onde? Com um imperador no poder e primeiro-ministros que caem ao menor dos escândalos. O mais interessante é que por lá ainda existe a temida Yakuza que matam, são envolvidos em drogas e atividades relacionadas ao sexo. Isto é que é país democrático!!!

    FrancoAtirador

    30/03/2011 - 00h14

    .
    .
    O ex-governador de Fukushima disse também, na mesma entrevista,

    que a TEPCO, em 2002, admitiu ter falsificado o conteúdo dos relatórios de inspeção

    dos danos detectados no forro do coração dos dois reatores em Fukushima Daiichi

    e que a Agência de Segurança Nuclear e Industrial (NISA),

    responsável pela supervisão do funcionamento de reatores nucleares,

    havia mantido essa informação em segredo,

    que só foi revelado há 2 anos.
    .
    .
    A íntegra da entrevista ao Le Monde:

    http://www.lemonde.fr/japon/article/2011/03/28/la

P A U L O P.

29/03/2011 - 23h06

Água com elevado índice de radioatividade verteu dos reatores em Fukushima, admite a empresa Tepco. Uma taxa de iodo radioativo a um nível 1.150 vezes superior ao limite legal é detectada numa amostra de água do mar retirada a 30 metros dos reactores 5 e 6 da central nuclear.

A empresa de eletricidade que realizou os testes e a Agência de Segurança Nuclear asseguram, porém, que a radioatividade libertada no mar dilui-se com as marés e o risco sobre as algas e os animais marinhos não é significativo.

Testes realizados em cinco locais na central nuclear acidentada de Fukushima Daiichi detectaram a presença de plutónio, informa a empresa que gere a central japonesa, citada pela agência Kyodo. A descoberta aumenta o temor de uma grande contaminação ao redor da instalação.

VIDE….. http://informacaoincorrecta.blogspot.com/2011/03/

Responder

FrancoAtirador

29/03/2011 - 21h55

.
.
Manifestações em Tóquio e Nagoya contra usinas nucleares

Cerca de 1.200 pessoas fizeram uma manifestação em Tóquio, em frente a sede da empresa Tepco, responsável pela usina nuclear de Fukushima Daiichi, o objetivo da manifestação é exigir o encerramento da centrais nucleares no Japão.

A rede de TV japonesa NHK informou que os manifestantes pediam também ao governo que promovam medidas para o desenvolvimento de fontes de energia alternativas e renováveis.

Em Nagoya cerca de 300 pessoas se reuniram para pedir o encerramento da central nuclear de Hamaoka, a 120 quilômetros de Nagoya.

Balões, cartazes e gritos tomaram a manifestação nas duas cidades, com cidadãos exigindo medidas de segurança.

Em uma pesquisa feita pela Agência de Notícias Kyodo,

58% dos japoneses desaprovam a forma com que o governo vem lidando com a crise nuclear.
.
.
Fonte: PortalNippon

Responder

gilberto

29/03/2011 - 21h46

Vai chover plutonio e patetonio , mas o pig daqui não vai dar a menor bola…talvez se chover cerroneo…

Responder

FrancoAtirador

29/03/2011 - 20h32

.
.
EUA e Canadá já informaram que está chovendo iodo radioativo na costa da América do Norte.

Ou seja, embora em quantidade ainda pequena, a radiação já atravessou o Oceano Pacífico.

E, por enquanto, é só iodo, que se dissipa rapidamente.

Quero ver quando começar a "chover plutônio".
.
.
INFELIZMENTE É O CAOS.
.
.

Responder

    ratusnatus

    30/03/2011 - 17h43

    Obviamente que vc sabe que o plutônio não é diluível e esta fazendo uma piadinha.

    Péssimo momento para piadas.

Marcelo de Matos

29/03/2011 - 20h31

10%? Isso não diz quase nada. Há muita coisa que a frieza da estatística não explica. Se eu como dois pastéis e você nenhum, para a estatística comemos um cada. Chernobyl tem 10% da densidade demográfica do Japão. Além disso, a leste fica uma região pouco habitada, enquanto a oeste do Japão ficam a China e a Coréia. O desastre de Fukushima, certamente, causará maiores prejuízos humanos e materiais. Enquanto os especialistas se agarram ao viés ideológico, dizendo que na Ucrânia soviética foi pior, porque lá não havia liberdade e transparência, o Japão sofre o pânico da contaminação. Essa comparação não faz sentido, a não ser para minimizar o problema e não prejudicar os programas nucleares mundo afora. Agrada ao corporativismo dos especialistas, interessados em garantir seus empregos, e aos fornecedores de equipamentos nucleares. Na verdade, os técnicos japoneses já cansaram de dizer que o tamanho do estrago ainda é imprevisível. O príncipe Akihito disse a mesma coisa em seu pronunciamento. Só os especialistas insistem em minimizar.

Responder

Gustavo Pamplona

29/03/2011 - 20h09

Somente o fato que a mídia brasileira televisiva agora anda escondendo a informação do número de mortos que já chegou em mais de 11.000 e mais de 17.000 desaparecidos já signfica alguma coisa…

Responder

    ratusnatus

    30/03/2011 - 15h40

    O que é que isso tem a ver com as usinas nucleares?

Deixe uma resposta