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Diário da Resistência


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Fátima Oliveira: “Há algo misterioso e perverso na história do escritor”


17/01/2012 - 10h23

Pontuando alguns mistérios da vida privada de Lewis Carroll

por Fátima Oliveira, em OTEMPO
[email protected] @olveirafatima_

Um choque saber indícios de pedofilia de Lewis Carroll (1832-1898), autor de “Alice no País das Maravilhas”, conto infantil de beleza singular que em 2012 completa 150 anos e cujo encanto permanece. As pistas da alegada pedofilia de Carroll têm por substrato uma declaração dele: “Gosto de crianças (exceto meninos)”.

Celibatário, fotografou meninas em poses sensuais, todas com o consentimento das mães, inclusive Alice Pleasance Liddell (1852-1934), a inspiradora de “Alice no País das Maravilhas”. Tratava suas modelos por “amiguinhas”, às quais escrevia cartas, publicadas sob o nome “Cartas às Suas Amiguinhas” (Companhia dos Livros, 1997).

Lewis Carroll era 20 anos mais velho do que Alice. Excelente artigo sobre a especulada pedofilia dele é o da psiquiatra Vanessa Marsden, “Uma Patografia de Lewis Carroll, autor de ‘Alice no País das Maravilhas’”. Em tempo: “Patografia é um estudo retrospectivo de ‘casos clínicos focados na biografia de determinada personalidade famosa portadora de transtorno mental com o objetivo de apresentar elementos psicopatológicos interessantes e o significado desses para sua obra’”.

Os pesquisadores Hughes Lebailly e Karoline Leach aventam que, na época de Carroll, o modismo de fotos de crianças nuas expressava deferência à inocência, um registro do “culto da criança vitoriana” presente na literatura e nas artes, sobretudo a “pureza virginal das meninas”. Para uns, o apreço de Carroll pelas meninas que fotografava era num plano artístico e espiritual. Hipótese não descartável.

No Brasil profundo, até a década de 1970, eram costume retratos, pintados à mão, de meninos, ainda bebês, nus, exibindo os órgãos genitais: o orgulho de um filho macho! Até hoje há quem goste de ter uma foto do “machinho” de sua prole nu.

Em “A Eterna Dúvida sobre o Autor de ‘Alice no País das Maravilhas’”, Ana Sousa diz: “Há algo de muito misterioso e talvez perverso na história real do escritor inglês… São dúvidas que permanecem no ar… Carroll era um solteirão que despendia a maior parte de seu tempo livre com meninas e levava sempre na bagagem um saco preto com objetos e brinquedos para estimular o interesse delas”. Estranho, não é?
Alice estava com 11 anos quando houve uma ruptura definitiva entre Carroll e a família Liddell. Alguns alegam que por conta do desejo de Carroll em se casar com Alice. Foram arrancadas do diário de Carroll as páginas referentes ao período. As cartas dele para Alice foram incineradas. Outros dizem que os diários foram mutilados porque revelavam um caso de Carroll com a mãe de Alice.

Melanie Benjamin escreveu “Eu Sou Alice” (Editora Planeta), ficção sobre a vida de Alice, de criança a idosa, relatando que ela carregou o peso do rótulo de eterna criança. Katie Roiphe, autora de “Ela Ainda me Assombra”, romance sobre Carroll e Alice, em artigo para o “The Guardian”, escreveu: “Ele tinha pensamentos impuros, sim. O que importa, no fim, é o que ele fez deles”. Ana Sousa conclui: “O veredicto final do que Carroll teria feito de seu desejo ainda é um mistério”.

Alice jamais acusou Carroll de abuso sexual. Era linda e sedutora. Namorou o príncipe Leopoldo, caçula da rainha Vitória, que proibiu o romance por ser Alice “malfalada” e musa literária plebeia. Casou-se com Reginald Hargreaves. Teve três filhos; o primeiro chama-se Leopoldo e a primeira filha do príncipe chama-se Alice. Em 1928, aos 76 anos, leiloou o manuscrito de “Alice no País das Maravilhas”, que a salvou da miséria. Eis o que sabemos.

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Por Laurindo Lalo Leal Filho



52 comentários

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daniela andrade dos santos

04 de setembro de 2012 às 17h18

FATIMA, DESSA EU NAO SABIA… QUE EU SAIBA A VITORIA *QUIZ* A TODO GOSTO QUE ELE SE CASA-SE COM ALICE, POR ELA SER DE BOA FAMILIA RICA E PROTESTANTE MAS O CARA GOSTAVA MESMO (BOATOS) ERA DA IRMA DELA, E O ROMANCE DOS DOIS FOI APENAS UM BUATO TBM… ELA MALFALADA? ERA APENAS A MOCINHA DE UM CONTO INAFTIL, NINGUEM TINHA IDEIA E CONHECIMENTO DESSAS INSSANIDADEZ TODAS NAQUELA EPOCA… NAO DA PRA AFIRMAR NADA, NEM QUE OQ EU VI ANTES ESTA CERTO, NEM OQ VC ESCREVEU… SAO INDICIOS APENAS
E JA VI VARIAS FOTOS DELA EM VARIAS FASES, NA INFANCIA ERA NO MAXIMO BONITA, NADA DE LINDA E QUANDO CRESCE FICA FEIOZONA….

Responder

    Hanna

    25 de janeiro de 2015 às 00h02

    Tenho que desacordar do que você disse. Ah sim varias provas de que o escritor na verdade era um pedófilo. Alice poderia ser protestante (como eu), mas duvido muito que Lewis fosse. Afinal a história de Alice além de ter várias ‘coisas estranhas’ e poções magicas (o que claramente negado por todas as igrejas do mundo, tanto protestantes como católicas) a história na verdade se baseia na vida de Lewis e seu desejo pela pequena Alice. E também não podemos negar que sim é bem estranho ele só gostar de crianças meninas e também o fato de ele andar com brinquedos para atrair meninas. Gostaria de acabar este comentário ressaltando que o afastamento foi por parte da familia de Alice e que nunca foi publicado o porque.
    P.S.: Os rumores de que ele amava a irmã de Alice acabaram há mais de 12 anos. Já tinha sido provado que não passou de uma idiotice criada por um desocupado.

Scan

18 de janeiro de 2012 às 20h14

Monteiro Lobato era tremendamente racista e eugenista.
George Orwell, além de ladrão de obras (quem leu "Nós" do Zamyatin, sabe do que estou falando), tinha seu famoso caderninho azul com dezenas de nomes e que foi, em tempo oportuno, entregue à inquisição americana do McCarthy.
André Malraux criou uma aura de revolucionário que hoje começa a se tornar diáfana, mostrando por debaixo um provável oportunista que fez as burras durante a Revolução Espanhola.
Carroll era provável pedófilo.
Bertrand Russell propugnava, no início da década de 50, um bombardeio atômico à URSS.
Bom, isso só mostra que ninguém é perfeito, por melhor que possam escrever…

Responder

Morvan

18 de janeiro de 2012 às 14h50

Boa tarde.

Como sempre, Fátima Oliveira agrega conhecimento. Eta ativista ativa (o pleonasmo e a aliteração são intencionais)!
Transportando a personalidade de Carrol e esta sua polêmica, mesmo que Fátima Oliveira tenha se comportado mais como "Coachee", deixando que a gente tome o rumo mais coerente com nossos pensamentos, não podemos esquecer também o grande escritor [Vladimir] Nabokov e o a sua obra-prima, Lolita, rejeitado, na década de 50 próxima passada, por inúmeros editores, pelo seu possível apelo ninfômano. E veja que a obra de Nabokov é muito mais explícita…
Digo, ou inquiro: provado, que seja, o liame entre a acusação e o fato, a obra perde o seu apelo (sem trocadilhos)?
Poderia a obra sobrepujar a pedofilia de ambos os autores?
Continuo achando a pedofilia hedionda, porém também considerando ambas as obras essenciais, do ponto de vista do arcabouço cultural humano.

:-)

Morvan, Usuário Linux #433640.

Responder

    beattrice

    18 de janeiro de 2012 às 15h35

    Lolita sustenta um debate importantissimo sobre o tema.
    Teve duas versões para o cinema, a de Kubrick e a de Lyne.
    Na primeira Mason, na segunda Irons.
    Vale notar que a sociedade se porta de modo a preferir que o debate NÃO ocorra, hipocritamente.
    Tanto que Irons relatou inúmeras vezes que sua carreira, em que pese o talento que exibe em qualquer roteiro que interprete, quase naufragou depois do filme, tamanho o boicote que sofreu da parte de diretores e produtores.

    Morvan

    18 de janeiro de 2012 às 16h51

    Boa tarde.

    Bem lembrado, Beattrice. Isto sem contar o vexame de ter que escutar (não ouvir, escutar) da coadjuvante (que fez o papel de lolita e de Lolita (a personagem) que "não queria nada com Irons". Assim, gratuitamente, sem ninguém perguntar. Só para se ter uma ideia do quão espinhoso é o tema. Ficou todo mundo com cara de paisagem, claro. É, seria um bom momento para se discutir mais este tabu e, ao mesmo tempo, este terrível problema comportamental.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

oalfinete

18 de janeiro de 2012 às 13h33

Só não entendi muito bem a novidade sobre Lewis Carroll, cujo nome verdadeiro é Charles Lutwidge Dogson.

Algo interessante a se ressaltar era a sua íntima ligação com a Christ Church, igreja Anglicana (protestante). Chegou a ser diácono. Professor de matemática, foi "impedido" de avançar na hierarquia litúrgica por conta de seus "pensamentos impuros" (está no diário dele!).

Uma tradição, eu diria!

Responder

betinho2

17 de janeiro de 2012 às 21h30

Passando
Meu livro de cabeceira é "Os Protocolos dos Sábios de Sião"…cada vez mais atual.
Autores?…Eles se escondem.

Responder

    Elton Maravalhas

    17 de janeiro de 2012 às 22h04

    E sempre será tratado (este livro) como uma "mentira" articulada e publicada pelos russos antissemitas.

    Beto_W

    18 de janeiro de 2012 às 11h37

    É claro, pois se eu estivesse conspirando secretamente para a dominação mundial, a coisa mais lógica a fazer seria escrever detalhadamente todos os meus planos e guardá-los tão descuidadamente que cairiam nas mãos de alguém que os divulgaria.

    Por que tanta gente acredita que esses protocolos são genuínos? Acho que por uma série de razões.

    Em primeiro lugar, teorias da conspiração são extremamente sedutoras – não é necessário prová-las, já que o fato de serem conspirações implica que não há provas, ou que as provas são encobertas pela conspiração em questão.

    Em segundo lugar, apesar de muita gente negar que exista antissemitismo hoje em dia, ainda existe muita animosidade em relação aos judeus, muita gente desconfia de judeus mesmo sem nunca ter conversado com um, então os protocolos encontram ressonância nesse antissemitismo latente – ou talvez chamemos isso de judeufobia.

    Em terceiro lugar, os protocolos na sua essência retratam uma suposta sociedade secreta subvertendo todos os poderes estabelecidos e fomentando revoluções para derrubar governos em benefício próprio. Ora, lutas pelo poder e revoluções sempre existiram e sempre existirão na história da humanidade. Então, como é que isso não seria "cada vez mais atual"?

    Uma leitura ingênua dos protocolos realmente deixa qualquer um de cabelos em pé, pois vemos o quanto eles coincidem com a situação atual. Mas isso seria o mesmo que ler Nostradamus e ficar admirado que tudo o que ele diz está certo. Uma leitura mais cuidadosa irá levantar uma série de incongruências. Se tivermos em mente que os protocolos foram criados como um instrumento de propaganda para tentar proteger a aristocracia russa da crescente onda que culminaria na revolução bolchevique, podemos fazer uma leitura mais sensata desta "obra".

    Que aliás, nem sei por que está sendo mencionada num artigo sobre Lewis Carrol.

    betinho2

    18 de janeiro de 2012 às 13h48

    Beto_W
    Por que essa dissertação toda?…poderias simplesmente ter dito o que Serra disse sobre o "A Privataria Tucana": "é lixo…é lixo..é lixo".
    Beto, o que tem de ser feito é deixar de usar os Judeus, os verdadeiros, como desculpa. Os Protocolos podem até ter sido usados para culpalizar os Judeus, mas não tem origem nos Judeus tradicionais, tem origem nos sionistas centenários, pra não dizer milenares, "convertidos" ao judaísmo. Eu não faço a leitura dos protocolos culpalizando os Judeus, até porque acho que foram também vítimas do plano, e usados, tanto é que tem uma citação nos Protocolos, em que é dito que se necessário for "sacrificaremos nossos irmãos menores". Mas por outro lado, os verdadeiros Judeus, também tem de deixar de se fazer de vítimas sempre que alguma citação surge, pois nesse caso fazem o jogo sionista. Os sionistas em sua origem (askenazis)não tem absolutamente nada a ver com a Israel (terra prometida), pois seus antepassados nunca estiveram lá, e se "converteram" no século 8, por conveniência. São descendentes de Jafé e não de Sem (donde semitas). Portanto não há anti semitismo contra os sionistas, pois não são nem nunca foram semitas, são descendentes dos bárbaros da Floresta Negra germânica, guerreiros e mercenários por natureza e vocação.

    Sobre a revolução bolchevique, 90% do ministério nomeado por Stalin era de Judeus, sua esposa inclusive seria Judia. Interessante, naõ achas?…principalmente se lermos nos protocolos: "seremos defendidos pelos canhões russos", isso antes da revolução. Esclarecedor.
    Portanto as incongruências existem, mas em relação à desqualificação dos Protocolos, pois não
    justificam uma "proteção" à aristocracia russa.

    Lidos, não ingenuamente como você diz, mas com seriedade analítica, não há mais que contestá-los, principalmente se forem feitas todas as ligações históricas anteriores e posteriores.

    Você querer comparar com Nostradamus é nos chamar de idiotas, não é mesmo?…rsrs

    Essa história de que foram criados para proteger a aristocracia russa não tem sustentação, até porque falaram também (versão abandonada) de que seria um plágio de um livro de ficção escrito por um alemão, porém nunca conseguiram sequer mostrar uma frase que pudesse ter sido plagiada.

    De qualquer maneira, somente a leitura criteriosa e o conhecimento histórico poderá dar a cada um embasamento para julgar sua veracidade….verdadeiro ou lixo…como alguns rotulam o livro do Amaury.
    Quanto a teu questionamento:
    "Que aliás, nem sei por que está sendo mencionada num artigo sobre Lewis Carrol" releia seu comentário anterior e questione-se sobre as diversas citações a outros livros e autores. Sem escapismo, ok Beto?.

    Beto_W

    18 de janeiro de 2012 às 15h41

    Caro Betinho, eu já estava começando uma nova dissertação, mas percebi que estamos digredindo muito do assunto, então acho que isso vai ficar para outra hora num artigo mais pertinente.

    Quanto a meu questionamento final, mea culpa. Eu estava respondendo a um comentário que questionava a validade das leituras obrigatórias impostas no colégio de autores nacionais, mostrando que não é necessário ir buscar lá fora autores que despertem nas crianças o gosto pela leitura, como Carroll. Uma digressão do tema (a pedofilia de Lewis Carroll), concordo. Mas marginalmente pertinente ao assunto. O seu comentário, na minha opinião, foi uma digressão total em direção ao tema "meu livro preferido" – à qual eu acabei por contribuir. E tenho cá para mim que o valor literário dos protocolos é altamente questionável.

    Almeida

    18 de janeiro de 2012 às 17h36

    Caro Beto
    Nós sabemos que os Protocolos dos Sábios de Sião são o grande "calcanhar de aquiles" que os sionistas precisam de toda a forma esconder, ou no caso, descredenciar depois que vazaram, tanto é que há um imenso patrulhamento para isso.
    Vc alega que o próprio vazamento os desqualifica. Não é bem assim, pois uma dissidência interna, ou até alguem infiltrado nesse congresso acontecido na Suíssa em 1.897, pode ser conjeturado.
    Como sou leitor dos Protocolos, sei a que Betinho se refere ao escrever que "são cada vez mais atuais". Não é com relação lutas, guerras e poder de modo genérico. As coisas vem se concretizando minuciosamente, como ditados nos protocolos. São específicos, não genéricos.

    Beto_W

    19 de janeiro de 2012 às 10h51

    Almeida, você se refere ao primeiro Congresso Sionista, realizado entre 29 e 31 de agosto de 1897 na Basiléia, Suíça, que era aberto ao público e que contou com a presença de vários espectadores não-judeus?

    Eu achei que Sergei Nilus, um dos primeiros a publicar os protocolos, tinha afirmado categoricamente que essa tal reunião secreta havia ocorrido em algum lugar da França, que segundo ele era o "querido ninho da conspiração maçônica".

    Os protocolos, desde seu surgimento, serviram de pretexto a ações antissemitas (ou "judeófobas", para que o Betinho não impique com a semântica). E é por isso que os judeus – não só os sionistas – combatem a proliferação desse texto. Mas pode ser que tenhamos sido enganados esse tempo todo pelos maléficos sábios de sião, e que nunca tenha havido um pogrom sequer, e nenhum judeu tenha sido morto por causa desses protocolos, e que parte da minha família não tenha realmente sido exterminada na Segunda Guerra Mundial… Mas como eu já disse, teorias da conspiração são sedutoras. Quem acredita, acredita e ponto.

    Tentando voltar marginalmente ao assunto literatura, sugiro a leitura dos livros de David Icke, que "revelam" quem está realmente por trás de todas essas conspirações (maçonaria, sábios de sião, clube de Bilderberg, a mídia, etc). Ou, para uma visão mais sóbria, os excelentes livros de Umberto Eco, principalmente "o Pêndulo de Foucault".

    Almeida

    19 de janeiro de 2012 às 13h58

    Caro Beto
    O fato do Congresso Sionista ter sido aberto a não Judeus, tendo ele ocorrido durante 3 dias, não quer dizer que não houvesse pelo menos um dia fechado e exclusivo, não é mesmo? Sabemos disso,não? Isso apenas para contrapor teu argumento, mesmo porque não existe nenhum documento, que eu conheça, que comprove ter sido o Congresso Sionista aberto. Sobre Sergei Nilus ter afirmado que a realização teria sido na França, onde a fonte credível?
    Beto, em todo Congresso há um protocolo, um roteiro, um encerramento.
    Bastaria os sionistas terem apresentado isso, na época, e dizer: "aqui estão os verdadeiros protocolos". Mas não o fizeram porque os verdadeiros são esses que vazaram. Criaram diversas versões para desmenti-los.
    Além disso tem muita coisa paralela que os confirma, como a própria necessidade de forçar os Judeus a irem para Israel, sem a qual não se criaria, precisavam de braços para o trabalho, dos "irmãos menores", claro.
    Ainda bem antes desse Congresso, iniciou a agitação comunista na Rússia. Lenin tinha ascendência judaica, por parte do avô materno, Stalin tinha como esposa uma judia, Marx era judeu, assim como o próprio Trotski (Bronstein, na verdade), entre outros. Se juntar os 3 atores, Lenin, Stalin, Bronstein (Trotski), na guerra civel russa morreram mais de 20 milhões de pessoas, na verdade poucos em confronto, a maioria como extermínio, um holocausto. Se juntarmos a isso o fato de Bronstein ter sido financiado por Rockfeller, as coisas fecham. Hitler era neto bastardo do judeu sionista Rorhchild, conforme relato de Fritz Thyessen (leitura que fiz a algum tempo por sugestão do Betinho). Hitler ao mesmo tempo que sacrificou e perseguiu judeus, por outro lado deu salvo conduto para judeus de "alto coturno", isso é histórico e incontestável.
    Resumindo, Beto, a tentativa de descredibilizar os protocolos, com versões diversas, não se sustenta frente aos fatos e ao próprio enredo histórico, que se mantém até os dias atuais.
    Creio que os judeus históricos foram vítimas do plano Israel, e se tornaram reféns dos seus "irmãos maiores", mas também tiram proveito da vitimização.Tanto é que tem judeus que não aceitam Israel da maneira que foi eregida.
    Agora, quanto aos judeus ainda serem "mal vistos", acredito que cabe a eles mesmos fazer a depuração histórica, como alias tem alguns eminentes escritores judeus fazendo, mas de certa forma pregando no deserto, porque parece que a grande maioria passou a se sentir "confortável", como vítimas, reféns e protegidos de uma história mal contada.
    Mas Beto, para encerrar, na verdade tu sabes disso tudo, não é mesmo?…rsrs.

    Beto_W

    24 de janeiro de 2012 às 12h22

    Puxa, Almeida, agora você me pegou. Eu realmente já sei de tudo isso. Sou um dos sábios dos protocolos e estou tentando desqualificar os protocolos para que possamos seguir com nosso plano de dominação mundial…

    Agora falando sério, tudo o que você disse é conjectura – onde está a fonte credível de que os protocolos são as atas do 1o congresso sionista (ou dessa suposta reunião a portas fechadas dentro do congresso)? É fácil conjecturar e depois exigir provas e fontes de minhas afirmações. Se quiser saber a fonte credível da afirmação de Sergei Nilus sobre os protocolos terem sido escritos na França, o relato está na edição por ele publicada em 1905 como capítulo final de seu livro "Velikoe v malom i antikhrist".

    Além disso, já aprendi debatendo com outros devotos do conspiracionismo (principalmente o betinho2 e o Luca K) que "fonte credível" é apenas aquela que expressa as suas opiniões, e qualquer fonte que prove algum argumento em contrário pode rapidamente ter sua credibilidade descartada por ser parte da "Grande Conspiração".

    De qualquer forma, aqui vai uma fonte do programa redigido e apresentado publicamente como resultado do primeiro congresso sionista: http://www.zionistarchives.org.il/ZA/SiteE/pShowV
    Mas é claro que para você isso nada quer dizer, já que você irá afirmar que é falso ou que não contempla a sua alegada reunião a portas fechadas que teria resultado nos protocolos.

    Já discuti muitas vezes com o Luca a participação expressiva de judeus na liderança da revolução bolchevique e outros eventos históricos, e na minha opinião isso não prova conspiração nenhuma. É apenas reflexo de uma cultura que é voltada a incentivar a educação e o questionamento, entre outras coisas. O movimento que culminou na revolução surgiu principalmente nas universidades, onde havia uma representatividade de judeus acima da proporção populacional. Não é de se espantar, portanto, que vários dos líderes tenham sido judeus. Mas como eu falei em outro artigo ao Luca, a qualidade de judeu é ortogonal ao fato de ser um bolchevique, um líder revolucionário ou o que quer que seja. A menos que se esteja procurando por conspirações.

    Continua…

    Beto_W

    24 de janeiro de 2012 às 12h26

    Continuando…

    Você diz que Trotski foi financiado por Rockfeller – a família Rockfeller só tem sangue judeu nos descendentes de um dos membros da família que se casou com uma judia (descendentes, aliás, que foram criados na Igreja Episcopal), mas os Rockfeller em si não são de origem judaica. Eu estou ciente de que alguns conspiracionistas afirmam que os Rockfeller sejam descendentes de judeus sefaraditas marranos (convertidos à força pela Inquisição), mas isso é facilmente derrubado pelo histórico da família Rockfeller como de ascendência alemã.

    O mito de que Hitler teria sangue judeu e seria um neto bastardo de um Rotschild que Thyssen relata é um boato que se deve ao fato de sua avó Maria Schicklgruber ter concebido seu pai Alois como bastardo em 1837. Como não se sabe quem é o pai de Alois, há muito espaço para especulação. Alguns dizem que à época ela trabalhava como cozinheira em Gratz na casa de uma família de judeus de sobrenome Frankenberger, que tinha um filho que à época teria uns 20 anos – mas nada disso foi provado até hoje. No entanto, os judeus haviam sido expulsos de Gratz no século 15 e não lhes foi permitido retornar até a década de 1860. Além disso, não há nenhum documento que comprove que Maria Schicklgruber tenha realmente vivido em Gratz.

    Outros afirmam que a cidade era Viena e a família em questão eram de fato os Rotschild – o filho de 20 anos também existe nessa versão. Isso teria sido levantado pelo chanceler austríaco Dolfuss, que foi assassinado em 1934 por agentes nazistas em uma tentativa de golpe de estado, o que ajudou a aumentar a boataria. Alguns afirmam que tudo isso pode ter sido inventado por opositores de Hitler dentro do partido nazista para tentar chantageá-lo, já que seria uma arma política bombástica. Como nada veio à tona, os conspiracionistas usam isso como argumento ou "prova" de que Hitler era judeu e obedecia aos Rotschild e seu plano de dominação mundial, que deliberadamente encobriram as "pistas" da suposta ascendência judaica dele para mantê-la em segredo.

    Continua…

    Beto_W

    24 de janeiro de 2012 às 12h27

    Concluindo…

    Enfim, tudo o que você afirma é fruto de boatos e fatos não comprovados, mas você segue acreditando nisso, e tudo o que eu afirmar vai ser sumariamente desacreditado pois todas as minhas fontes estão "contaminadas" pela sua conspiração. E, Almeida, para encerrar, na verdade eu já sei disso tudo, não é mesmo?

    Goreth

    18 de janeiro de 2012 às 14h57

    Por pura antice desses caras que vem trollar em todo artigo de Fátima Oliveira. De pura inveja

    Fernando Noruega

    18 de janeiro de 2012 às 13h17

    Também já li os Protocolos. O único aspecto dessa obra que me deixou intrigado foi o fato de haver pessoas que a levem a sério.

Glorinha

17 de janeiro de 2012 às 20h26

Gente, claro que o cara era pedófilo! As suspeitas se baseiam em sua historia de vida!!!!
Nascido em 1832, o escritor, matemático e bom fotógrafo (as fotos de suas ”amiguinhas” comprovam) viveu sempre à espreita das menininhas que encontrava em viagens de trem, nas praias ou em casas de amigos. Diverti-las era seu principal hobby. ”Gosto de crianças (exceto meninos)”, escreveu certa vez. http://diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com/2
QUEM SERIA LEWIS CARROLL HOJE?
Lewis Carroll fosse vivo fotografaria suas crianças?
Conversaria com elas pela internet?
Colocaria as fotos das meninas nuas no Orkut?
Onde buscaria inspiração para escrever suas histórias?
Que editora publicaria Alice no País das Maravilhas, depois do autor preso como pedófilo? http://jornaleirotalisandrade.wordpress.com/2011/

Responder

Dani

17 de janeiro de 2012 às 20h12

Fátima Oliveira ao escrever o presente artigo cumpriu a promessa feita em artigo anterior:
"Eu adoro “Alice no País das Maravilhas”, mas impliquei com seu autor ao descobrir que foi acusado de pedofilia, o que abordarei em outro dia. Por fim, a história de Alice ainda diverte crianças do mundo inteiro, inspira as artes e nos ensina que “tudo tem uma moral se você conseguir simplesmente notar”."
Acho importante a discussão que ela trouxe. É um alerta. Ainda que seja 150 anos depois.

Responder

João

17 de janeiro de 2012 às 18h14

Olhem "pratrasmente" e verão que pedofilia era normal e "xique". Leiam a biografia de Lucrécia Borgia, a filha do Papa. Falando em Papa, era "normal" eles e os Bispos terem um ou mais de um rapazinho como "protegido", e de-lhe pedofilia e homosexualismo. Nem Da Vince teria escapado. Era o "must" da elite intelectual e artististica.
Mas melhorou muito, naquela época eles tinham o direito sobre o corpo dos outros, hoje algumas mulheres reinvindicam direito ao próprio corpo, em detrimento do corpinho no ventre.

Responder

    beattrice

    17 de janeiro de 2012 às 19h30

    E volta a tropa conservadora, machista e discriminadora,
    mas eles não estavam assistindo ao BBB?

    João

    17 de janeiro de 2012 às 20h19

    Por que não desmente o que escrevi acima com argumentos. Rotular é fácil, não é mesmo? Ainda mais quando vira músiquinha de uma letra só.

    beattrice

    18 de janeiro de 2012 às 11h17

    Pelo menos informe-se sobre a Igreja dos Borgia e o Vaticano de hoje.
    A rigor?
    Não mudou nada.

    Scan

    18 de janeiro de 2012 às 19h36

    Beattrice, algo muito importante mudou de lá pra cá: o poder político e ecônomico da igreja caiu severamente. E isto faz enorme diferença.
    []'s

Caracol

17 de janeiro de 2012 às 17h53

É por essas e outras que – não tendo medo de cobra nem aranha – tenho pavor de notoriedade.
Foi notoriedade quem matou a Lady Di.

Responder

    Antônio L DEPAULA

    17 de janeiro de 2012 às 20h09

    Deixar como meu amigo? Pedofilia é ou não é crime? Por que interessa saber? Simples. O livro infantil mais citado do mundo tem como autor um acusado de pedofilia e não interessa saber nada a respeito? Deixe de ser irrresponsável. Claro que interessa. Ja faz 150 anos do livro? Já. Eu como pai interesso-me pelo assunto. Vou ler tudo o que conseguir a respeito porque minhas filhas têm até fantasia de Alice no pais das maravilhas, que adoram. Como não interessa?

    Caracol

    18 de janeiro de 2012 às 16h23

    Prezado Antonio, ao ler sua resposta ao meu comentário pensei, no princípio, que você havia se enganado e respondido ao comentário errado, pois eu não disse que o assunto “não interessa”. Depois refletindo, cheguei à conclusão que a nota de humor que tentei inserir na discussão fora inadequada se levarmos em conta as suas justificadas preocupações paternais. Peço-lhe desculpas, portanto, e com a intenção de tranquilizá-lo quanto à possibilidade de haver um pedófilo em cada esquina (há mesmo, mas eu não sou um deles) devo lhe prestar alguns esclarecimentos:
    Eu, como você, considero o crime de pedofilia um crime hediondo.
    Eu, como você, tenho filhas adolescentes (e que leram Alice).
    Não há, no meu curto comentário, nada que conduza a pensar que afirmei ou dei a entender que o assunto “não interessa”. O que houve é que a exemplo do Morvan, que aí abaixo (ou acima) percebeu a intenção de Fátima Oliveira de estimular uma discussão sobre um tópico inconcluso, eu fiz um comentário, digamos… jocoso, só pra quebrar um pouco a tenebrosidade do assunto. E veja só, já meteram até os Protocolos do Sião na discussão, eu sou então, convenhamos, um subversivo menor.
    Quanto ao meu humor inconveniente e fora do contexto e do mérito da questão, aconteceu porque embora sendo eu um pai tranquilo e confiante de suas adolescentes, não tive a sensibilidade de considerar a existência de outros não tão tranquilos, como talvez seja o seu caso. Peço-lhe sinceras desculpas. Relaxe.
    Mas não relaxe de seus cuidados com suas filhas, pois você tem razão, é preciso ter cuidado. Sobretudo não as deixe assistir os Big Brothers da vida, ah, ah, ah, (e aqui vai uma outra piada, esperando sinceramente e de coração, que com esta, você ria comigo).
    Abraço do seu confrade.

Antônio L DEPAULA

17 de janeiro de 2012 às 16h05

No livro “Amores e desamores que mudaram a historia”, de Rosa Monteiro há um capítulo sobre o amor de Lewis Carroll por Alice, no qual há uma capítulo Lewis Carroll e Alice Liddell – a vida na fronteira, e nele um depoimento de uma das irmãs dela que diz que Lewis Carroll pediu Alice em casamento quando ela estava com 11 anos e que tal pedido foi o motivo da ruptura da amizade dele com a família dela.
Em 1855, quando estava com 53 anos e Alice com 33, escreveu-lhe para solicitar fazer um fac-símile do manuscrito de Alice no país das maravilhas, e não se falavam há
"Minha querida senhora Hargreaves [seu nome de casada], suponho que isto lhe soará como uma voz de além-túmulo, depois de tantos anos de silêncio: e no entanto (…) minha imagem mental daquela que foi, durante tantos anos, a minha-menina amiga ideal, é mais vívida do que nunca. Tive um monte de meninas-amigas desde então, mas todas foram outra coisa”.

Responder

_Rorschach_

17 de janeiro de 2012 às 15h53

Deixem o cara. Pedófilo ou não sua obra é imortal.

Bukowski tambem era pedófilo e não dá para não lê-lo.

Responder

    Scan

    18 de janeiro de 2012 às 19h41

    Desculpe, _Rorschach_, mas dá sim.
    De minha parte, nem considero este senhor como escritor.

    Hanna

    25 de janeiro de 2015 às 00h12

    Óbvio que isso importa! Eu conheço crianças que quase idolatram este homem por fazer Ailce! Gostaria de ressaltar que isso é ridículo e que não gosto do livro dele! Como alguém pode não ficar incomodado em saber que a personagem do filme se baseia em uma menina (uma criança) pelo qual o autor tinha desejo sexual?! Fora que pelo seu comentário da a entender como se pedofilia não fosse crime. Até porque você adoraria que escrevessem um livro sobre você porque tinham desejo sexual por você! E você também adoraria que um pedófilo quisesse ter algo com alguma criança próxima sua. Estou certa?
    E como meu colega acima também queria dizer que não os considero escritores e sim criminosos.

    Paulo

    25 de janeiro de 2015 às 00h17

    Concordo plenamente Hanna. Minhas filhas até tem fantasia da Alice! Isto é um fato preocupante

Mari

17 de janeiro de 2012 às 15h24

O artigo tem a importância de trazer para o debate no sesquicentenário de Alice no País das Maravilhas, livro amado por gerações e geraçãoes, polêmicas a respeito dele. Uma delas é a suposta pedofilia de Lewis Carroll. Claro que ela jamais será provada, inclusive porque Alice jamais disse algo. Mas há a ruptura brusca das relações dele com a família dela quando ela tinha 11 anos. Qual teria sido o motivo? Ter sido musa literária de Alice no país da smaravilhas trouxe muitos dissabores para ela, inclusive não ter casado com o homem que amou, o príncipe Leopoldo, porque embora a Rainha Vitória tivesse adorado o livro, não tolerou Alice ser malfalada.
Um homem adulto que para onde vai leva um saco preto (ai que mórbido) cheio de brinquedos para meninas, não é lá muito normal, ou é?

Responder

beattrice

17 de janeiro de 2012 às 14h13

A análise retrospectiva de uma biografia sempre representa um desafio intelectual imenso ao pesquisador,
pois a contextualização dos fatos e atos envolvendo o personagem mostra-se tão mais complexa quanto mais distante a sociedade da época.
E para mostrar quão distante seria a nossa sociedade da vitoriana basta observarmos a celeuma em torno do realitys shows no momento presente.
Por outro lado, nada mais vitoriano do que a MP 557 do ministro Torquemada que ora jaz num temporário esquecimento mas espero em breve retorne ao debate.

Responder

Alberto

17 de janeiro de 2012 às 13h45

A autora é muito centrada, apenas socializa os rumores, indícios e especulações. Mas que o sujeito era muito metido a medonho com aquele saco pretod e brinquedos, isso era. Também a autora fala sobre a moral da época e no final diz que "Para uns, o apreço de Carroll pelas meninas que fotografava era num plano artístico e espiritual. Hipótese não descartável". Gostei de saber dessa coisas todas. Hoje em dia ele seria sim um pedófilo, ainda que em potencial. Tinha toda a pinta. Mas como era um conservador, talvez ardeu de amor por Alice. Mesmo com a moral vitoriana de endeusar crianças nas artes e na literatura em geral Alice ficou malfalada. São fatos.

Responder

Oswaldo

17 de janeiro de 2012 às 13h18

Não entendi a importância desse artigo exposto aqui.
Hipotéses, que no final, que levam à factóides.

Responder

    Mari

    17 de janeiro de 2012 às 15h17

    Osvaldo vai andar hoje em dia com um saco preto cheio de brinquedos só pra meninas pra vc vê, cara!

Alberto

17 de janeiro de 2012 às 12h36

O que eu sei é que, durante minha infância e adolescência, Lewis Carroll, J. R. R. Tolkien, C. S. Lewis, Philip Pullman, Neil Gaiman, Alan Moore e outros autores inglêses salvaram meu gosto por leitura das garras da literatura brasileira, enfiada goela abaixo pela escola.

Responder

    _Rorschach_

    17 de janeiro de 2012 às 14h07

    __Viva Neil Gaiman e Alan Moore !!!__

    Beto_W

    17 de janeiro de 2012 às 15h51

    Alberto, também gosto muito de todos esses autores estrangeiros (eu incluiria ainda Agatha Christie, Isaac Asimov, Sir Arthur Conan Doyle e o francês Jules Verne), mas graças à literatura obrigatória na escola tomei contato com excelentes autores nacionais. Dentre eles, meu preferido sempre foi "O Gênio do Crime", de João Carlos Marinho, mas também adorei "A Droga da Obediência", de Pedro Bandeira, e "O Alienista", de Machado de Assis. Também li Fernando Sabino, Luís Fernando Veríssimo, Nelson Rodrigues, entre outros. Me lembro de ter ficado maravilhado com os livros da "Coleção Vagalume" (acho que era da editora Ática).

    Claro que existiram livros que li com desgosto, apenas por obrigação, mas acho que a literatura nacional tem ótimos livros que podem sim estimular a leitura na infância e adolescência.

    Alberto

    17 de janeiro de 2012 às 20h51

    Não sou contra leitura obrigatória na escola, pelo contrário. O que eu sou contra é o ensino não ter noção da realidade dos alunos.

    Se a pessoa é incentivada a ler em casa e já tem hábito de leitura, ser obrigada a ler livros de até alguns séculos de idade, muitas vezes com um vocabulário incompreensível, que ela pode achar enfadonhos não deve causar nenhuma dano a seu gosto pela leitura, já que ela já tem suas preferências.

    Agora, se, como é o meu caso, a pessoa não teve o hábito de leitura incentivado, obrigá-la a ler Eurico, o presbítero não deve ter outro objetivo a não ser fazê-la odiar Literatura.

    E não ser incentivado a ler é a realidade da maioria esmagadora dos brasileiros.

    Marcio H Silva

    17 de janeiro de 2012 às 16h10

    Gosto muito do Aluísio de Azevedo, e sua obra "O Cortiço" principalmente.
    Um inconformista com a sociedade Brasileira e suas regras que viveu em sua época….Foi Leitura obrigatória no Ginásio, ainda bem….

leodf

17 de janeiro de 2012 às 12h11

O texto nada diz de concreto.

Responder

    @hugohagogo

    17 de janeiro de 2012 às 12h40

    De fato. Nada, a não ser especulações. E a moral contemporânea difere da moral à época. Assim como a moral da Idade Média difere da nossa. Podemos citar, também, a moral dos países orientais, árabes muçulmanos, judeus de outras eras. Então, mesmo que se confirme, algum dia, a pedofilia de Carroll, não acho pertinente julgá-lo e chama-lo de tarado.

    Sandra Caballero

    17 de janeiro de 2012 às 20h14

    Ninguem o chamou de tarado ou o julgou. Acontece que desvendar a alma de um autor traz luz e melhor entendimento de sua obra. Não se trata de um ataque, mas, também, é meio imaturo não aceitar que os gênios são antes de tudo humanos.

    @hugohagogo

    17 de janeiro de 2012 às 22h47

    É claro que aceito a humanidade dos gênios. A humanidade é carregada no ombro de gigantes. Van Gogh, Picasso, Beethoven, etc todos humanos, mas, apesar disso, especiais. Agora, o que eu acho desumano é faturar em cima disso e trazer falsas polêmicas. Vivaldi, por exemplo, era um padre que tomava conta de um orfanato de meninas e dedicou boa parte de sua obra a elas. Só por isso, por causa do amor a essas crianças, faria dele um suspeito de pedofilia? O entendimento de "As Quatro Estações" seria melhor desvendado se fosse levantado essa hipotética faceta de seu caráter? Não creio.

    José Ricardo Romero

    17 de janeiro de 2012 às 14h18

    O texto nada diz de concreto e tampouco de abstrato. Não passa de um blá, blá, blá literário. Esse excesso de academicismo e indecisão quanto a tomar partido, que é vendido como responsabilidade ou isenção científica, afasta os leitores e torna a crítica literária uma coisa vazia e obsoleta.

    Mirtes Trinta

    17 de janeiro de 2012 às 22h40

    Eu AMO blábláblá literário. Amei a crônica de Fátima Oliveira. São fatos e impressões acontecidos há quase um século e meio que apontam para pedofilia sim. Não se referem a um pessoa comum, mas ao autor de contos infantis mais lido no mundo. Abstração dizer que o cara era estranho, que andava com um saco preto de brinquedos, ai que medo, juro, para atrair meninhas? Há muitas provas do que foi dito aqui, inclusive o afastamento de Alice dele, pela família dela. Quais as abstrações? Ninguém merece essa gente que vem aqui para desqualificar trabalhos sérios. Por acaso estão defendendo a pedofilia? Não creio. Não faltava mais nada depois do estupro a la viúva porcina do BBB (como querem que seja agora). Sós endo para desqualificar assim o quee stá escrito

    Mari

    25 de janeiro de 2015 às 00h19

    O artigo tem a importância de trazer para o debate no sesquicentenário de Alice no País das Maravilhas, livro amado por gerações e geraçãoes, polêmicas a respeito dele. Uma delas é a suposta pedofilia de Lewis Carroll. Claro que ela jamais será provada, inclusive porque Alice jamais disse algo. Mas há a ruptura brusca das relações dele com a família dela quando ela tinha 11 anos. Qual teria sido o motivo? Ter sido musa literária de Alice no país da smaravilhas trouxe muitos dissabores para ela, inclusive não ter casado com o homem que amou, o príncipe Leopoldo, porque embora a Rainha Vitória tivesse adorado o livro, não tolerou Alice ser malfalada.
    Um homem adulto que para onde vai leva um saco preto (ai que mórbido) cheio de brinquedos para meninas, não é lá muito normal, ou é?


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