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Eva Golinger: EUA aumentam operações clandestinas contra Venezuela


22/11/2010 - 13h26

O mecanismo de ajuda financeira a grupos de oposição aos governos democráticos latino-americanos que não lêem pela cartilha de Washington, sendo o caso mais emblemático o da Venezuela de Hugo Chávez, pode nos dar uma idéia de como a recente vitória eleitoral da presidente Dilma Roussef no Brasil poderá sofrer contestações nos seus quatro anos de mandato, indicando também algumas pistas do que pode ter ocorrido na recente campanha eleitoral por parte da estratégia oposicionista apoiada pela velha mídia. O artigo é de Eva Golinger.

por Eva Golinger, do Aporrea, via Carta Maior

Traduzido por Izaías Almada

Segundo o informe anual de 2010 do Escritório de Iniciativas para uma Transição (OTI) da Agência Internacional de Desenvolvimento dos Estados Unidos (USAID) sobre suas operações na Venezuela, 9,29 milhões de dólares foram investidos esse ano em esforços para apoiar os objetivos da política exterior norte-americana e promover a democracia neste país sul americano. Esta cifra representa um aumento de quase dois milhões de dólares em relação ao ano passado, quando esse mesmo escritório de transição financiou atividades políticas contra o governo de Hugo Chávez com 7,45 milhões de dólares.

A OTI é uma divisão da USAID dedicada a apoiar objetivos da política exterior dos EUA através da promoção da democracia (segundo sua avaliação) em países que se encontram em crise. A OTI fornece assistência rápida, flexível e de curto prazo para transições políticas e de estabilização. Ainda que a OTI seja, tradicionalmente, um mecanismo de curto prazo para injetar milhões de dólares em fundos líquidos que influem sobre a situação política de países estrategicamente importantes para Washington, o caso da Venezuela é diferente. A OTI abriu sua sede nesse país em 2002 e a mantém até hoje, apesar de não contar com a devida autorização do governo da Venezuela. Na verdade, é o único escritório que a USAID mantém durante tanto tempo em algum país.

AS OPERAÇÕES CLANDESTINAS DA OTI

Em nota oficial com a data de 22 de janeiro de 2002, o presidente da OTI, Russel Porter, revela como e por que a USAID chegou à Venezuela. Dias antes, em 04 de janeiro, o escritório de Assuntos Andinos do Departamento de Estado pediu a OTI para estabelecer um programa para a Venezuela. Estava claro que havia uma preocupação crescente sobre a saúde política do país. Solicitaram à OTI que oferecesse programas e assistência para fortalecer os elementos democráticos (sic) que estavam sob a mira do governo de Chávez.

Porter visitou a Venezuela em 18 de janeiro de 2002 e logo comentou: “Para preservar a democracia, é necessário um apoio imediato para a mídia independente e para a sociedade civil. Uma das grandes debilidades da Venezuela é a falta de uma sociedade civil vibrante”. A National Endowment for Democracy (NED) tem um programa de 900 mil dólares na Venezuela que apóia o Instituto Democrata (NDI), o Instituto Republicano Internacional (IRI) e o Centro de Solidariedade Laboral (três institutos quase governamentais norte americanos) para fortalecer os partidos políticos e os sindicatos (a CTV). Este programa é útil, porém não é suficiente. Alem do que não é flexível e nem trabalha com novos grupos ou grupos não tradicionais. E também lhe falta um componente de meios de comunicação.

Desde então, a OTI marca a sua presença na Venezuela enviando milhões de dólares por ano para manter vivo o conflito no país. Segundo o último informe anual de 2010, a OTI atua a partir da Embaixada dos Estados Unidos e é parte de um esforço maior para promover a democracia naquele país.

O principal investimento dos 9 milhões de dólares em 2010 foi durante a campanha eleitoral da oposição para as eleições legislativas de 26 de setembro passado. A USAID trabalha com vários associados da sociedade civil oferecendo assistência técnica para os partidos políticos, apoio técnico para os trabalhadores em direitos humanos e apoiando esforços para fortalecer a sociedade civil. Na Venezuela, sabe-se que ‘sociedade civil’ é o outro nome com que se identifica a oposição ao governo de Hugo Chávez.

Os partidos políticos e as organizações financiadas pela USAID têm sido documentados através de uma grande investigação realizada por esta escritora e incluem grupos como Súmate, Ciudadania Activa, Radar de Los Barrios, Primero Justicia, Um Nuevo Tiempo, Acción Democrática, Copei, Futuro Presente, Voluntad Popular, Universidad Católica Andros Bello, Universidad Metropolitana, Sinergia, Cedice, CTV, Fedecamaras, Espacio Publico, Instituto Prensa y Sociedad, Voto Joven entre tantos que têm se dedicado à desestabilização do país.

UM FLUXO SECRETO DE DINHEIRO

Não obstante, o atual abastecimento de dinheiro da USAID/OTI a grupos e partidos políticos venezuelanos é mantido em segredo. Quando abriu suas operações em 2002, a OTI contratou a empresa estadunidense Development Alternatives Inc. (DAÍ) um dos maiores prestadores de serviços ao Departamento de Estado, da USAID e do Pentágono em nível mundial. Essa empresa, a DAÍ, operava uma empresa no El Rosal – o Wall Street de Caracas – de onde distribuía fundos milionários a organizações venezuelanas através de pequenos convênios não superiores a 100 mil dólares cada um.

De 2002 a 2010 mais de 600 desses pequenos convênios foram entregues por esse escritório a grupos da oposição venezuelana para seguirem alimentando o conflito no país e apoiando os esforços para provocar a saída do poder do presidente Hugo Chávez.

Em finais de 2009, a empresa DAÍ começou a ter graves problemas com suas operações no Afeganistão, quando foram assassinados cinco de seus empregados por supostos militantes do Talibã durante um ataque com explosivos na cidade de Gardez em 15 de novembro. Alguns dias antes, um de seus empregados havia sido detido em Cuba e acusado de espionagem e subversão pela distribuição ilegal de componentes de satélite a grupos contra-revolucionários.

Quando escrevi um artigo publicado em 30 de dezembro de 2009, e agentes da CIA mortos no Afeganistão trabalhavam para uma empresa de fachada ativa na Venezuela e em Cuba, evidenciava-se o vínculo operacional da DAÍ no Afeganistão, em Cuba e na Venezuela e sua natureza suspeita, o próprio presidente e chefe executivo da empresa, Jim Boomgard, me contatou e alertou-me (melhor dizer ameaçou-me) que se continuasse a escrever o que escrevia, eu seria responsabilizada por qualquer coisa que se passasse com seus empregados em nível mundial.

Contudo, o senhor Boomgard, que disse não saber muito sobre as operações de sua empresa na Venezuela, conseguiu entender que o que faziam na Venezuela não valia tanto como o que faziam no Afeganistão. Semanas depois de sua entrevista comigo, o DAÍ, misteriosamente, fechou seu escritório em Caracas.

Entrementes, a OTI continua suas operações na Venezuela e mesmo tendo outros sócios norte-americanos que manejam uma parte de seus fundos multimilionários, como IRI, NDI, Freedon House e a Fundación Panamericana Del Desarrollo (Fupad), não existe transparência sobre o fluxo de dinheiro de suas contrapartidas venezuelanas.

Um informe da Fundação para as Relações Internacionais e Diálogo Exterior (FRIDE) sobre a promoção da democracia na Venezuela, com data de maio de 2010, explica que grande parte do dinheiro vindo do exterior, mais de 50 milhões de dólares esse ano, segundo eles e que financia a grupos políticos de oposição na Venezuela, entra no país de forma ilícita em dólares ou euros e se transforma em dinheiro venezuelano no mercado negro (Assim que denunciei essas atividades ilegais baseadas no informe mencionado, o FRIDE desapareceu com o texto original e publicou um novo em que abandonava qualquer referência ao mecanismo de entrega de dinheiro externo a grupos venezuelanos).

Se o DAÍ já não atua na Venezuela realizando pequenos convênios com organizações opositoras com dinheiro estadunidense, o que cabe indagar é como chegam esses milhões de dólares a tais grupos e através de qual mecanismo? Segundo a USAID, suas operações estariam agora se realizando através da Embaixada dos Estados Unidos? Esta embaixada está entregando dinheiro diretamente a grupos de oposição venezuelanos?

O informe anual USAID/OTI de 2010 diz, especificamente, que seus esforços já estão dirigidos a um evento próximo: as eleições presidenciais de 2012 na Venezuela. Seguirão aumentando os milhões de dólares para a subversão e a desestabilização do país, incrementando a clandestinidade de suas operações na Venezuela, se o governo não tomar medidas concretas para impedir tal fato.

OPERAÇÕES PSICOLÓGICAS

Washington usa vários mecanismos de ingerência para tingir seus objetivos. As operações psicológicas são operações planificadas para transmitir informação seletiva e indicadores para públicos estrangeiros e com isso influir sobre suas emoções, motivos, racionalidade objetiva e – ultimamente – sobre o comportamento de governos, organizações, grupos e indivíduos, segundo o Pentágono.

No orçamento do Departamento de Defesa para 2011, há uma solicitação nova para operações psicológicas para o Comando Sul, que é quem coordena todas as missões militares dos Estados Unidos na América Latina. Em particular, tal solicitação fala de um programa de voz de operações psicológicas, o que se entende como rádio ou alguma outra transmissão de áudio que apóie esse objetivo.

Segundo a explicação contida no orçamento, a execução de operações psicológicas (PSYOP) inclui a investigação sobre audiências estrangeiras, desenvolvendo, produzindo e disseminando produtos (programas) para influir sobre essas audiências, bem como a condução de avaliações para determinar a eficácia das atividades de operações psicológicas. Essas atividades podem incluir a manutenção de várias páginas da web e o monitoramento de meios técnicos e eletrônicos.

O orçamento completo para as operações psicológicas durante o ano de 2011 é de 384.8 (trezentos e oitenta e quatro milhões e oitocentos mil) dólares, que inclui 201.8 (duzentos e um milhões e oitocentos mil) dólares para a divisão de operações psicológicas e o estabelecimento, pela primeira vez, de um programa de operações psicológicas com o uso da voz para o Comando Sul.

Este programa de operações psicológicas é totalmente distinto de iniciativas como A Voz da América, por exemplo, que é um programa do Departamento de Estado e da agência estatal Board Broadcasting Governors (BBG) que manejam a propaganda dos EUA em nível mundial. Na verdade, o orçamento da BBG para o ano de 2011 é de 768.8 milhões de dólares e inclui um programa de cinco dias a cada semana, em espanhol, para a televisão venezuelana.

O aumento das operações psicológicas dirigidos à Venezuela e a América Latina evidencia uma ampliação da agressão norte americana para com essa região. É preciso lembrar que, desde o ano de 2006, a Direção Nacional de Inteligência dos EUA desempenha uma missão especial de inteligência para a Venezuela e Cuba. Somente quatro dessas missões especiais existem no mundo: uma para o Irã, outra para a Coréia do Norte, uma terceira para o Afeganistão e o Paquistão e a quarta para Venezuela e Cuba. Essa missão recebe uma parte importante do orçamento de mais de 80 bilhões de dólares que emprega a Direção Nacional de Inteligência, entidade que coordena as 16 agências de inteligência em Washington.

Eva Golinger é advogada e especialista em analisar documentos desclassificados pelo Departamento de Estado dos EUA, relativos a atividades na América Latina, em especial na Venezuela.





37 comentários

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Antonio

23 de novembro de 2010 às 17h31

A América Latina tem que formar um bloco econômico-militar para sua autoproteção e para a negociação com países e comunidades conjuntamente.

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Rogério Bezerra

23 de novembro de 2010 às 16h40

E a Base de Alcântara?
Final de 2002… FHC assinou o acordo alugando a Base de Alcântara aos EUA…
Assim que Lula assumiu desfez o acordo.
8 meses depois explode a "rampa de lançamento" de Alcântara, matando 21 dos nossos melhores técnicos.
Coincidência? rarrararra É, sim… Muita!

Rogério Bezerra
DA Bela e Feudal Floripa!

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    ratusnatus

    24 de novembro de 2010 às 14h53

    Na verdade o acordo nunca foi aprovado pelo Congresso.

Marat

23 de novembro de 2010 às 08h26

Rsrsrs – quer dizer que para promover a "democracia", é necessário injetar milhões e milhões por debaixo do pano? Ah, mundo hipócrita… EEUU e Vaticano, tudo a ver!

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José Manoel

23 de novembro de 2010 às 08h25

Fiquem tranqüilos!!!!!! Não vai dar nada!!!!!!!!!!!!!! Os USA já estão sem oxigênio!!!!!!!!!!!!!!!!!

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ValmontRS

23 de novembro de 2010 às 03h09

Já detectaram a nova estratégia do PIG: atacar nas RÁDIOS e programas populares para atingir as populações de baixa renda.
As idéias do PIG sempre tiveram maior penetração nas classes média/alta, que carreavam as opiniões das demais classes. Com Lula, esse quadro mudou, porque ele dirigiu seu discurso e políticas públicas para os menos favorecidos. Os antigos "formadores de opinião", então, tornaram-se ineficazes, foram anulados. Por isso a nova estratégia de ação será voltada diretamente para a base da pirâmide sócio-econômica.
Preparem-se para ver a nova roupagem do "PIG popular".

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    Werner_Piana

    23 de novembro de 2010 às 09h08

    isso já está em curso há vários anos, o "PIG popular". Não levaram nestas eleições pq apesar de tudo, o bolso falou mais alto. Veremos nas próximas… urge a existência de meios de combate ao PIG, ou seja, rádios, tvs e jornais populares de alcance nacional…

Venezuela reage com projetos « morenocris

22 de novembro de 2010 às 21h07

[…] O mecanismo de ajuda financeira a grupos de oposição aos governos democráticos latino-americanos que não lêem pela cartilha de Washington, sendo o caso mais emblemático o da Venezuela de Hugo Chávez, pode nos dar uma ideia de como a recente vitória eleitoral da presidente Dilma Roussef no Brasil poderá sofrer contestações nos seus quatro anos de mandato, indicando também algumas pistas do que pode ter ocorrido na recente campanha eleitoral por parte da estratégia oposicionista apoiada pela velha mídia. O artigo é de Eva Golinger[seguir] […]

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Fred

22 de novembro de 2010 às 20h20

Foi assim que os USA mais a Opus Diabo montaram a campanha do Nosferatus, só que com muito mais dinheiro.
Nosso país, com todas as riquezas que possui, agora engrossadas com o pré-sal, tá na mira desses safados, incluídos os vende-pátrias tupiniquins.

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    jgnunes

    22 de novembro de 2010 às 21h37

    O ataque psicológico só funciona em São Paulo.

    Temos que estudar por que o paulista é tão vulnerável a este tipo de apelo emocional.

    Pedräo

    22 de novembro de 2010 às 22h07

    O povo paulista está anestesiado, assim como o paranaense e o catarinense embarcaram na onda da mídia financiada pela OTI. Vamos acordar da letargia e reagir? Fogo nos ianques!

    Werner_Piana

    23 de novembro de 2010 às 09h12

    Em MG, o imperador anestesia quer governar só por decretos-lei (no caso alcunhadas de leis delegadas) e tirante alguns pcdobistas e petitas, o resto, (4/5 da assembleia) concorda, o PIG local pouco repercute (se fosse Lula ou Dilma propondo isso, seria Golpe de Estado e o PIG estaria marchando novamente com a familia e deus pelas liberdades). É muito cinismo, muita hipocrisia. E a canalha americana eternamente golpista…

    Gersier

    23 de novembro de 2010 às 11h22

    Pois é,criticam o Lula que para enfrentar a letargia do Congresso,vez por outra faz uso das chamadas medidas provisórias,que como o proprio nome indica,precisam de aprovação posterior para se tornarem efetivas.Já o PIG mineiro não ousa fazer isso com sua "galinha dos ovos de ouro".

    Antonio

    23 de novembro de 2010 às 17h42

    Olha Pedrão, eu acho que em São Paulo tem fraude eleitoral. Vamos ver agora que a votação vai ter como ser auditada, pois vai ter a urna eletrônica e o voto em papel para se comparar.

    Polengo

    22 de novembro de 2010 às 22h50

    Pois é…
    Eu sou paulista, e vejo cada coisa abominável por aqui.

    Até pessoas que parecem ter uma conduta decente e mostram ser esclarecidas, caem nessas carochinhas e paus-ocos.

    A eleição foi boa não só pela derrota do zé bolinha, mas para movimentar o debate que conte com a ideologia das pessoas.

    Gersier

    23 de novembro de 2010 às 11h13

    Geralmente esses são os mais otários.Montam na sua arrogância e pensam estar olhando de cima para baixo.

    Pedräo

    22 de novembro de 2010 às 22h05

    Por Deus, quando esses canalhas ianques deixarao os povos andinos e sulamericanos desenvolver-se? O capeta é mais bonzinho.

Pedro

22 de novembro de 2010 às 19h53

Todo esse dinheiro de bandidos para bandidos só resulta em banditismo. É a política terrorista dos Estados Unidos em marcha.

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Edson Augusto

22 de novembro de 2010 às 18h48

Nossa "grande" mídia não recebe nem uma casquinha desses fundos? Seu comportamento me faz crer que sim, especialmente em períodos eleitorais. A Rede Globo, principalmente, explicita comportamento pró EUA em Jornais, nos textos das novelas, desenhos animados e até nas roupas de atores e apresentadores de programas de auditório. Programas americanos são exibidos em TV's nacionais (Record entre outras) como se isso fosse a coisa mais normal do mundo. Não vemos, em telejornais, transmissões ao vivo do Equador, Chile, Venezuela, Peru, Paraguai, Uruguai, porém dos EUA, até lançamento de sandálias é motivo de utilização de satélites. Alguém já viu algum filme peruano na vida?
Não existe para isso nenhuma verba?

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Luiz Fortaleza

22 de novembro de 2010 às 18h38

Eis aí o jogo sujo político dos bastidores do imperialismo americano. China é q é a vez da bola. Ninguém mexe com ela. Isso é q é soberania.

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Bernardo

22 de novembro de 2010 às 18h13

Como um dos maiores oposicionistas à expansão da influência dos EUA no América Latina é o Chavez, nada mais natural que ações desse tipo tornem-se mais e mais frequentes na Venezuela. Esperemos que o Brasil, com o pré-sal na mão, ajude a formar uma barreira contra os tentáculos dos EUA, que agem não só através das iniciativas citadas no artigo mas também através das corporções que fincam os pés aqui.

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Paralelo XIV

22 de novembro de 2010 às 17h56 Responder

francisco.latorre

22 de novembro de 2010 às 17h35

uai..

qual a novidade?..

queria saber mesmo os detalhes da operação brasil.

aquela que a gente derrotou em outubro.

se eu sou lula peitava o mr. shannon. chamava na chincha.

pra limpar a área pra dilma.

..

por outro lado..

nem precisa.

os caras são muito ruins. primários.

ex-império. não assusta. só incomoda.

ô shannon.. volta pra casa.

não deu. nem vai dar. desista.

..

pra quem não sabe..

shannon é o embaixador imperial de turno. em brasília.

tem longa ficha corrida golpeando a latinoamerica.

e os shannonboys participaram ativamente na campanha presidencial. sem sucesso.

perdem todas. mas não desistem. afinal.. tem que justificar o salário.

terceiro turno é com eles mesmo.

nada que preocupe demais. o padrão é sempre o mesmo. tabajara dickvigarístico. manjado superado. pig international incorporation. risível. mas chato. e bobo.

..

derrotar o império.

delícia. raro prazer.

não tem preço.

..

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    FatimaBahia

    23 de novembro de 2010 às 02h47

    Não nos apressemos em desqualificar o inimigo,lembra o que dissemos sobre o guru indiano?como rimos do seu suposto blefe?só vimos o resultado do seu sujo,porém excelente trabalho,ao final do 1º turno e na surpreendente votação que levou Dilma a ter que disputar o 2º.Portanto,vamos comemorar mas sem deixar de vigiar e "respeitar",americano não tem nada de bobo e pra decadente ainda falta muito!

    francisco.latorre

    23 de novembro de 2010 às 15h00

    só provocando.. pra irritar o inimigo.

    deram sim muito trabalho. e continuam obrando.

    ..

    a luta continua.

    agora é reestruturar a abin.

    e denunciar. sempre.

    o usamerika é o inimigo. e não desiste.

    ..

    quanto aos pulhas que conspiraram contra a abin..

    mereciam a forca. alta traição.

    ..

Osvaldo

22 de novembro de 2010 às 17h07

Olha a direita norte-americana se organizando para atacar a América do Sul:
TeleSUR _ Fecha: 18/11/2010 Compartir: Periodista advierte que reunión de ultraderecha en EE.UU. "es una declaración de guerra" http://www.telesurtv.net/secciones/noticias/index

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easonnascimento

22 de novembro de 2010 às 16h24

Quando Hugo Chavez, constantemente se refere ao inimigo EUA, muitos o acham louco. A verdade é que a interferência americana naquele país é muito forte. Interessa aos EUA, um governo na Venezuela mais condizente com os interesses das grande empresas americanas. É assim com todo império. Por aqui se passa na mídia uma informação de que Chavez é simplesmente um ditador. Nada mais que isso.
http://easonfn.wordpress.com

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EUA aumentam operações clandestinas contra Venezuela | ESTADO ANARQUISTA

22 de novembro de 2010 às 15h51

[…] Do Viomundo: […]

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Helena Lúcia Pahl

22 de novembro de 2010 às 15h04

Os "ianques", como sempre, tentando levar, de forma "democratica", a democracia ao mundo. É só observarmos a paz em que vivem os iraquianos, os afegaos e todos os povos onde os americanos levam a tao propagada liberdade americana. Lamentavelmente, como diz a Blablarina, a imprensa, seguimento fundamental, é da turma do contra e muito contribui para que continuemos refens e oprimidos.

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Hans Bintje

22 de novembro de 2010 às 14h52

Com tanto dinheiro envolvido, ótimos empregos com pouquíssimo trabalho, mordomias mil na cidade de Washington, quem REALMENTE quer derrubar Hugo Chavez e perder todos esses luxos?

Do texto:

"Essa missão recebe uma parte importante do orçamento de mais de 80 bilhões de dólares que emprega a Direção Nacional de Inteligência, entidade que coordena as 16 agências de inteligência em Washington."

É a velha história da "pereba de um coronel":

"Há uma história que se conta onde um médico vivia de tratar a pereba de um coronel. Levou anos tratando. Um dia, esse médico ficou doente e seu filho, também médico, substituiu o pai. Ele foi lá e tinha instruções típicas para continuar tratando da pereba crônica, mas examinando o problema, viu que ela tinha cura, e era uma cura bem simples. Em duas semanas, curou a pereba do coronel e foi comentar isso alegremente para o pai. E este, ao saber, entrou em pânico.

O que é que você fez? Como você acha que eu tenho essa casa, como você acha que eu te pus na faculdade? Tudo que a gente tem é graças a essa pereba! E agora, acha que esse pessoal do vilarejo vai nos sustentar como antes? O que vamos fazer da vida agora que você curou a pereba do coronel?"

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Paulo Henrique

22 de novembro de 2010 às 14h45

Na boa, tudo isso por causa de 9 milhões de dólares. Acho este valor muito pequeno para um artigo tão comprido.
Ninguém tem dúvida que os EUA são golpistas, mas do jeito que está sendo falado, parece-me paranóia pura.
Outra coisa, é normal instituições que "se preocupam com a democracia", cabe a nós combatê-las, em geral, são quarteis generais da oposição, nós, da esquerda temos instrumentos parecidos, talvez não necessariamente bancados por países estrangeiros e muito menos, pelos EUA, mas também estamos na luta, com instrumentos meio parecidos.

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Polengo

22 de novembro de 2010 às 14h37

É isso aí.
PIG tem mais interesse na grana dos EUA que em nosso país.

As manchetes que lêmos aqui com ódio, devem ser lidas com satisfação.
Tavinho, se é que ainda tem algum plano, deve pensar nisso, e só nisso.

Responder

    Mateus

    22 de novembro de 2010 às 16h01

    Isso já acontecia há muito tempo, décadas.
    Essa estratégia foi semelhante ao do golpe militar brasileiro, planejado e orquestrado com antecedência.
    É fato.
    E ainda continuam com este jogo sujo, nojento.
    Parabéns Azenha, por este espaço.

Vania Cury

22 de novembro de 2010 às 14h27

Achei o artigo muito impressionante. E fiquei me perguntando: será que essas ações orquestradas para desestabilizar um governo democraticamente eleito, que almeja sua independência interna e externa, ocorreram [e ainda ocorrem] apenas na Venezuela? Será que o restante da América Latina, de uma forma ou de outra, também não estaria [está] vulnerável a essas mesmas orquestrações? Com o apoio luxuoso da imprensa local de cada país?

Responder

    Rodrigo Carvalho

    22 de novembro de 2010 às 17h50

    Vânia: se você não leu, procure o livro:
    1964:A Conquista do Estado, escrito com bae na tese de doutorado defendida pelo Professor Rene Dreiffus na Universidade de Glasgow. Ele goi professor da UFMG e UFRJ, é falecido, mas discorreu com rara felicidade e bem documentado, sobre o gople de 1964. E o ocorrido foi isso mesmod esestabilização de governos populares até chegar ao golpe.

    Mariano S. Silva

    22 de novembro de 2010 às 19h15

    Pouco-a-pouco começa-se a levantar o véu da conspiração que os historiadores mais incensados juravam inexistente! Tudo isso graças à internet.

Tania Guimaraes

22 de novembro de 2010 às 14h27

Todos os paises da AL devem ter agencias de contra-inteligencia muito bem equipada e de altissima inteligencia. A sociedade civil de cada um destes paises deveriam de defender leis fortes contra seus cidadaos que aceitam cooptarem com forcas ocultas. Se nao houver uma vigilancia intensa e mais pacifica possivel, nossas democracias viram democraduras, se nao fortes ditaduras militares como existiram em nossos passado

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