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Eduardo Guimarães: Direita caça briga na Paulista
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Eduardo Guimarães: Direita caça briga na Paulista


11/03/2015 - 16h26

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A convocação para o confronto no Rio

CUT e golpistas disputaram na sede da PM direito de manifestação na Paulista

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania, em 11.03.2015

No mesmo dia em que houve confronto entre sindicalistas da CUT e provocadores do grupo Revoltados On Line diante da Associação Brasileira de Imprensa, no Rio de Janeiro, durante ato em defesa da Petrobrás do qual participou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a central sindical anunciou que no dia 13 de março haveria novo ato em defesa da Petrobrás em várias capitais do país.

O tumulto ocorreu por conta de orquestração preparada por esse grupo que prometia “não deixar Lula falar”.

Conforme este Blog informou anteriormente, o que o grupo provocador fez foi ilegal, pois, de acordo com a Constituição Federal, no artigo que trata de direito de reunião e manifestação, locais onde tenham sido convocadas manifestações não podem ser objeto de outra manifestação por outro grupo de manifestantes.

Artigo 5º da Constituição Federal

XVI – todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente

Apesar disso, seguindo a sua tática de fazer provocações, o grupo que tentou impedir o ex-presidente Lula de falar e que buscou confronto com os sindicalistas da CUT tratou de convocar manifestação para o mesmo dia e hora.

Nesta semana, o Comando da Polícia Militar da Capital paulista convocou as entidades que disputam o espaço diante do edifício-sede da Petrobrás, na avenida Paulista, para uma reunião em busca de acordo sobre a utilização daquele espaço público.
Alertado por meio de um leitor que integra a CUT-SP, o Blog foi ouvir os sindicalistas responsáveis pela organização do ato da próxima sexta-feira, o vice-presidente da CUT-SP, Douglas Izzo, e Renato Carvalho, secretário de Finanças da CUT-SP sobre a reunião que tiveram com outras entidades, com participação do líder dos “Revoltados”, Marcelo Reis, e outras entidades dos dois lados que se manifestarão no dia e local supracitados. A reunião foi mediada pelo comandante da PM de São Paulo.

Confira, abaixo, as duas entrevistas.

Entrevista com Douglas Izzo

Blog da Cidadania – Vocês foram à Polícia Militar combinar o ato da CUT na próxima sexta-feira e lá encontraram um representante do grupo Revoltados On Line, que quer fazer manifestação no mesmo dia e local, correto?

Douglas Izzo – Exatamente, eles estão chamando uma manifestação, que eu não sei qual o objetivo, no mesmo dia e local. O que nós entendemos é que se trata de uma provocação. Já tivemos um episódio lamentável provocado por um grupo lá no Rio de Janeiro  e sabemos que a estratégia desses grupos consiste em tentar colocar para a sociedade que nossas manifestações são violentas. Querem criar um ambiente de violência.

Blog da Cidadania – Você me disse em off que quando os representantes da CUT chegaram no Comando da PM encontraram um representante desse grupo Revoltados On Line. Pode falar um pouco sobre isso?

Douglas Izzo – Sim, um tal de Marcelo Reis. Por conta dele, houve uma conversa bastante dura. É um pessoal difícil. Eles são truculentos no trato.

Blog da Cidadania – Houve algum desentendimento?

Douglas Izzo – Vários desentendimentos. Vou lhe passar o telefone do Renato Carvalho, secretário de Finanças da CUT-SP, que foi quem participou da reunião. Ele poderá lhe relatar o que aconteceu.

Blog da Cidadania – Você acredita que terá êxito o vosso ato?

Douglas Izzo – penso que sim. Estamos estimando cerca de 40 mil participantes. Além dos que vierem participar por meios próprios, virão 400 ônibus com manifestantes do nosso lado.

[…]

Entrevista com Renato Carvalho

Blog da Cidadania – Você teve uma reunião no Comando da Polícia Militar em São Paulo para negociar a disputa com o grupo Revoltados On Line do espaço na avenida Paulista no mesmo dia. Pode relatar o que aconteceu?

Renato Carvalho – A PM convidou para participar dessa reunião que havíamos marcado todas as entidades que pretendem se manifestar; a CUT, a Apeoesp e esse grupo Revoltados On Line. O comandante da PM nos disse que havia um conflito porque o grupo dos revoltados queria fazer um ato no mesmo dia e local. E, além disso, às 14 horas a Apeoesp fará uma assembleia no Masp, a CUT fará seu ato poucos metros adiante, na Petrobrás, e, depois, os dois grupos irão se juntar e faremos uma caminhada pela avenida da Consolação até a Praça da República.

O que ficou acertado é que esse pessoal revoltado só irão para o local após terminarmos a nossa manifestação por lá, ao redor das 16 horas.

Blog da Cidadania – Houve algum tipo de desentendimento com os revoltados durante a reunião?

Renato Carvalho – Durante a reunião houve um debate ideológico muito forte e o líder desse grupo fez várias provocações na frente do comandante da PM, mas não entramos na provocação.

Blog da Cidadania – Que tipo de provocação ocorreu?

Renato Carvalho – Ficaram dizendo que nós somos manipulados pelo PT e que tinham medo de que nós fizéssemos a mesma coisa que diz que NÓS fizemos lá no Rio de Janeiro, apesar de que eles é que foram lá nos provocar. Mas não demos bola.

Blog da Cidadania – Ao fim, vocês chegaram a algum consenso?

Renato Carvalho – Ficou combinado que eles só farão a manifestação deles após terminar a nossa. Eles devem ir no mesmo horário que nós, mas a polícia diz que irá isolá-los enquanto nos manifestamos.

Blog da Cidadania – Você teme que ocorra algum tipo de confronto?

Renato Carvalho – Nós estamos preocupados porque já na reunião no comando da PM percebemos que eles estão dispostos a fazer provocações.  Se fizeram lá, provavelmente farão muito mais enquanto estivermos nos manifestando. Porém, estamos orientando o nosso lado a não aceitar essas provocações. Mas, haja o que houver, estaremos preparados.

Leia também:

Centrais sindicais alertam para a presença de provocadores





20 comentários

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abolicionista

13 de março de 2015 às 15h24

Eu acho que a manifestação precisa criar um grupo para fotografar, filmar e tentar identificar esses p2. Podemos fazer um site com uma lista. Quanto mais estivermos organizados, mais força teremos.

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Elias

13 de março de 2015 às 10h51

Hoje vi no UOL a foto de Marcelo Reis, do Revoltados Online. Em rápida entrevista, ele disse que seu grupo vai estar na Paulista no mesmo ato pela defesa da Petrobras. Em resposta à pergunta: Você acredita que pode haver algum tipo de confronto? Marcelo Reis respondeu: “Tomara que haja, porque vamos entrar com todas as ações possíveis contra o sapo barbudo.” Um grupo que vai à uma manifestação contrária a seus interesses, está bem intencionado? Ainda por cima quando de se trata de “revoltados”?

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Vixe

12 de março de 2015 às 14h32

O que eles querem é confronto e um “mártir”.
Esse canalha do Marcello Reis quer é confronto físico e mortes.
Eles não vão sossegar enquanto não conseguirem isso.
A paciência um dia acaba… até na esquerda…

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Luis

12 de março de 2015 às 13h45

Acredito que o mais correto é manter o manifesto em paz. Porque é onde a mídia se aproveita para prejudicar nossa imagem.
Agora fora de manifesto, desculpe, mas não levo desaforo pra casa!

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alex

12 de março de 2015 às 13h12

Outra grande diferença é que o Chaves montou uma baita TV estatal que não deixa a midiaPIG deles falar sozinha. Aqui é uma orquestra. A mídiaPIG fala, mostra e escreve o que quer. E o governo tem que ficar calado. Não tem voz na mídia brasileira. Estão armando o circo para nos telejornais do dia 13 falarem que o PT é uma organização maléfica. Dia 15 o circo televisivo é para dizer “olha como a população é ordeira. eles têm tal direito de pedir o impedimento da Dilma.. e blá blá blá”

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Alexandre

12 de março de 2015 às 12h39

A esquerda está caindo na armadilha venezuelana da direita. Essa pré-marcha do dia 13 só vai servir para criar imagens negativas para o Jornal Nacional – é óbvio que os provocadores da direita vão causar tumulto para ganhar espaço e simpatia na nossa fétida mídia hegemônica. Daí para o aumento das manifestações do dia 15 é um pulo…

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tiao

12 de março de 2015 às 11h02

Golpistas :” Não passarão.”

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crazy horse

12 de março de 2015 às 09h24

Esta tensão ja está ficando perigosa. No sábado passado eu fui hostilizado por 2 pessoas (um fortão de academia e um senhor mais velho) por estar usando uma camiseta com a foto de Zapata, ao sair de um super mercado fui chamado de “comuna safado, corrupto e petralha” o senhor mais velho falou que deveriam matar esses “vermelhinhos” ao olhar pra trás, o fortão fez um gesto de revolver com o dedo e me “deu um tiro”.

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Flavio Wittlin

12 de março de 2015 às 08h51

A mesma alma vive em corpos diferentes. Aqui Marcelo Reis com os seus “Revoltados Online” e caterva. Na Ucrânia, Oleg Tyahnybok com o Svoboda; na França, a Frente Nacional dos Le Pen; na Inglaterra, o UKIP com o Nigel Farage e lista prossegue com o EI, o Boko Haram e os Leões das Sombras com Yoav Eliasi em Israel. Os boçais que não aprendem diretamente com a vida: mesmo os crocodilos mais ferozes temem o simpático e afável hipopótamo por sua valentia insuperável (lição aprendida na terra de Mandela).

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Julio Silveira

12 de março de 2015 às 07h08

So poderia ser mesmo no Tucanistão, onde os cara curtem a morte tanto que ingerem volume morto. Rsrsrsrs

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Bacellar

12 de março de 2015 às 00h07

A maior cagada, pra falar o português claro, que a esquerda pode cometer é cair na onda dos p2. As manifestações de repúdio ao golpe tem que ser a la Gandhi.

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Pascoal do Vale

11 de março de 2015 às 22h34

A zelite branca e direitista realmente não se emenda, e é extremamente ingrata: apenas 7% da população brasileira acha o governo da Dilma bom ou ótimo. Os outros 93% que foram tirados da pobreza e guindados para as classes A e B pelo governo petista, agora se voltam contra ela, e vão procurar briga nas ruas e avenidas das capitais e principais cidades do país.

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Ozzy Gasosa

11 de março de 2015 às 21h29

Olha só o nome do grupo que se reuniu com a PM “Revoltados online”, só aqui mesmo que facistas arruaceiros são convocados para falar com autoridades, e ainda, parecem personalidades.
Aff cada uma.
Eles vão arrumar confusões, vão gerar imagens para o JN detonar a manisfestação e incitar masi o povo contra o governo.
Aguardem..

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FrancoAtirador

11 de março de 2015 às 19h39

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Agora, no Ucranistão
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Svoboda e Pravyi Sektor
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exigem as ruas só pra eles.
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Responder

    FrancoAtirador

    11 de março de 2015 às 19h42

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    (http://www.globalresearch.ca/eua-instalou-um-governo-neo-nazi-na-ukraina/5372156)
    (http://www.globalresearch.ca/category/portugues)
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mz

11 de março de 2015 às 18h27

Só golpes baixos da oposição. Tá na cara que querem o confronto e não medirão esforços para produzirem as manchetes do dia seguinte. A PM paulista vai controlar como controlou os black-blocs? Se é inconstitucional manifestações contrárias no mesmo local e hora, não deveria ser permitido a oposição se manifestar no mesmo dia e ponto, eles terão o domingo inteiro para eles. É a estrutura do estado patrocinando o confronto na sociedade.

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MAAR

11 de março de 2015 às 17h23

Aqueles que não desejam servir aos interesses deletérios dos golpistas devem evitar o erro crasso de reagir a provocações. A mobilização política em defesa da democracia pode e deve ser feita através de meios institucionais, de modo a evitar a realização de atos públicos tradicionais, pois urge vedar toda e qualquer possibilidade de confronto e violência. Há inúmeras formas de mobilização eficiente e segura, tais como divulgação de manifestos, promoção de abaixo-assinados, realização de campanhas de telegramas e emails dirigidos a políticos e organizações representativas, para exigir pronunciamentos formais e providências práticas em defesa da normalidade democrática, entre tantas outras iniciativas criativas, diante das quais as provocações rasteiras são impotentes. E, acima de tudo, é indispensável que a militância progressista esteja sempre atenta para a necessidade extrema de não retaliar agressões, através do uso da estratégia pacifista com a qual Gandhi libertou a Índia do imperialismo inglês.

Responder

Eduardo Guimarães

11 de março de 2015 às 16h59

Azenha, enfim a mídia conseguiu: transformou o Brasil na Venezuela

Responder

    FrancoAtirador

    12 de março de 2015 às 10h50

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    A diferença é que o Brasil não teve um Hugo Chávez,
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    não tem Nicolás Maduro, e a Mídia Fascista está solta.
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Hélio J. Pereira

11 de março de 2015 às 16h34

Os coxinhas golpistas deveriam pegar um Avião e se mandar pra Miami,aproveitando para levar o Aécio Neves junto,pois vai que ele resolve tomar umas a mais e entra no Avião errado,indo parar na Indonésia…

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