VIOMUNDO

Diário da Resistência


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O Brasil está inventando os desmatadores patriotas


15/05/2011 - 12h23

por Luiz Carlos Azenha

Quando o Brasil discutia de forma altamente polarizada o destino da reserva Raposa Serra do Sol eu vivia em Washington. Pelo que lia e ouvia, à distância, os indígenas estariam a serviço dos Estados Unidos, parte de uma conspiração internacional para desmembrar o Brasil.

Como repórter, fui até lá gravar um documentário. E descobri que não era bem assim: tinha sido um longa luta por autonomia, marcada por ameaças, ações de intimidação e assassinatos brutais cometidos pelos invasores da terra.

Agora, aquele mesmo discurso surrado está de volta. Com alguns dos mesmos atores. Quem defende a preservação ambiental estaria a serviço de uma vasta conspiração. E os desmatadores? São patriotas. Patriotas desmatadores. Eles querem detonar a esfera pública de seus negócios, ou seja, se livrar das obrigações legais que têm com o interesse comum. Agora, escondidos sob a bandeira do Brasil!

Fiquem com o artigo do Gilson Caroni:

DEBATE ABERTO

Amazônia: qual o código da nossa esquerda?

Será o Código Florestal a prova dos nove para o habitual transformismo que, vez por outra, visita forças do campo progressista? É hora de a esquerda se livrar do imaginário herdado do padrão fordista e incorporar a luta pela preservação natural ao seu horizonte político.

Gilson Caroni Filho, na Carta Maior, em 14.05.2011

Equilíbrio ambiental e desenvolvimento sustentável são elementos indispensáveis para o futuro do país. Exigem do movimento ecológico uma reformulação radical que o torne matriz de uma nova esquerda. A Amazônia é um exemplo. Seu desmatamento é obra conjunta de latifundiários, grandes empresários e empresas mineradoras.

São os inimigos a serem confrontados prontamente. Será o Código Florestal a prova dos nove para o habitual transformismo que, vez por outra, visita forças do campo progressista? Ou talvez a inflexão de fundo seja de maior envergadura. É hora de a própria esquerda se livrar do imaginário herdado do padrão fordista e incorporar a luta pela preservação natural ao seu horizonte político. Fora disso, a palavra progressista torna-se um vocábulo vazio. Um atributo discutível para quem luta no campo democrático-popular. O ciclo da destruição das nossas florestas é sobejamente conhecido

Desde a década de 1960, a grilagem vem sendo ampliada por intervenções como o estímulo à mineração e à expansão da pecuária e da lavoura monoculturista, a abertura ou o asfaltamento de estradas e outros projetos ditos de “povoamento” e, como agora, no caso de projetos de hidrelétricas do Rio Madeira, “desenvolvimento”. E isso desde o simples anúncio, quando tais iniciativas ainda estão no papel.

Todos nós já vimos tramas semelhantes em filmes de faroeste, em que os robber barons tratam de se apossar, por quaisquer meios, das terras por onde vai passar a ferrovia ou ser feita a represa.

Uma vez estabelecida a ocupação, tem início a retirada da madeira de maior valor comercial, destinada às carvoarias e às indústrias moveleira e de construção civil, etapa que pode levar várias estações de corte. Exauridos tais recursos, segue-se a “limpeza” da área, por meio de corte raso e queimada, e o preparo da terra para pastagem.

Quando a extração de madeira se esgota, entra o gado, tipicamente de corte. Em algum momento, a posse é esquentada por títulos falsificados de propriedade que, exatamente por serem falsos, e porque os registros e fiscalização são precários, geralmente não aparecem nas estatísticas oficiais, em que as áreas griladas continuam figurando como terras da União.

Ironicamente, essas “propriedades” serão usadas como garantia para a obtenção de empréstimos e financiamentos junto a bancos, tanto privados como oficiais, e a agências de fomento.

A substituição do gado pela soja ou por outras lavouras extensivas é determinada, mais que por qualquer outro fator, pela demanda por essas commodities e por seus preços relativos nos mercados internacionais, sobre os quais o Brasil não tem qualquer controle: são buyer markets, mercados de compradores. No caso da soja, vale lembrar que há sinergia com a pecuária, já que parte significativa da colheita vai para a produção de farelo empregado em rações animais.

Além disso, o ciclo se expande continuamente. Pois, enquanto a lavoura está entrando numa área, os grileiros e as motosserras estão abrindo novas “frentes de ocupação” em outra, para a qual o gado por sua vez se expandirá ou mesmo deslocará, pois é muito mais fácil deslocar reses do que vegetais.

Se deixada ao sabor do mercado, a floresta de ontem se converte no polo madeireiro de hoje, no pasto de amanhã, na lavoura extensiva de depois de amanhã e, em última instância, em deserto.

O solo característico da Floresta Amazônica, embora rico em elementos não orgânicos como ferro e alumínio, é extremamente pobre em nutrientes, e por si só jamais seria capaz de sustentar florestas. E, no entanto, a floresta está lá. Como? O que sustenta a floresta em pé é a própria floresta.

A decomposição dos detritos vegetais e animais depositados pela própria floresta sobre seu solo forma a “terra preta de índio”, um fino tapete rico em húmus, e são os microorganismos aí presentes que produzem os nutrientes de que as árvores se alimentam.

Quando a cobertura florestal é removida, o ciclo se rompe. Pois a camada de “terra preta” é superficial e, sem a floresta para de um lado renovar os componentes orgânicos e de outro segurá-los, é rapidamente degradada. Até mesmo pela chuva, que nessas condições, sem a floresta para proteger o solo do impacto direto, carrega a terra para as barrancas dos rios acelerando a erosão.

Uma vez derrubada, portanto, a floresta não se recompõe. Disso sabe, ou deveria saber, o deputado Aldo Rebelo. O campo progressista não comporta alianças com forças antagônicas à sua história de combatividade, coerência e superação. Estamos vivendo um debate decisivo para a agenda que a esquerda pretende propor. O fio da navalha onde tudo perde a cor, e dificilmente se refaz, reaparece no cenário político. Como nas florestas degradadas.

Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil





60 comentários

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México, África e a mistificação “nacionalista” | Viomundo - O que você não vê na mídia

24 de maio de 2011 às 15h45

[…] Já escrevi anteriormente a respeito deste assunto. […]

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VanderResende

17 de maio de 2011 às 14h55

3- A possibilidade de desmatamento no Pantanal Mato-Grossense, cujo bioma poderia ser explorado, com autorização de órgão estadual do meio ambiente;
4- A regularização (automática, que implicaria em anistia,) do uso de áreas rurais consideradas de ocupação consolidada por atividades da agricultura e pecuária;
5- A possibilidade de compra de terras para compensar a reserva legal (que, por não ter ressalva, poderia inclusive ser comprada em outros estados ou biomas);
6- Os manguezais não seriam mais protegidos em toda a sua extensão:
7- A incorporação das Áreas de Preservação Permanente (APPs, como matas ciliares e topos de morros) no cômputo da reserva legal.

Enquanto as discussões continuam, a maioria das notícias enfatiza que o motivo do Governo Federal ter impedido a votação foi o medo de perder.

Na espera de análises da parte de especialistas na ciência ambiental, apresento alguns excertos de notícias e alguns links no Blog http://unsfiaposdemeada.blogspot.com, que podem nos ajudar a refletir acerca do “conflito”.

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VanderResende

17 de maio de 2011 às 14h55

Uns fiapos de meada – Código Florestal – 17 de maio de 2011

Quais motivos levaram o Governo Federal não querer aprovar o projeto do relator Aldo Rebelo?

Muito tem sido dito acerca do medo da derrota política e pouco acerca dos motivos técnicos do Governo Federal.

Um dos motivos seria que o relatório apresentado por Aldo Rebelo não incluía uma série de quesitos considerados básicos pelo Governo Federal, propostos pelo Ministério do Meio Ambiente. Entre os principais quesitos contestados pelo Governo Federal estão:

1 – A ausência de proibição para que as instituições financeiras emprestem para aqueles que desmataram ilegalmente e tiveram seus terrenos embargados;
2 – A possibilidade de fatiamento de pequenas e médias propriedades, para que seus proprietários também sejam dispensados de recuperar a reserva legal (Isto porque não foi incluído o quesito de que as pequenas propriedades deveriam ter sido registradas até julho de 2008. A não inclusão de tal adendo possibilitaria o fatiamento, que estaria ocorrendo em várias regiões do Brasil, de propriedades maiores do que 4 módulos fiscais);

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Rosane

16 de maio de 2011 às 16h24

Não entendi bem essa agressividade contra qualquer um que defenda o meio-ambiente. Além disso vocês acham que os lobistas do agro-negócio também não mantém ONGs?
Mas quem defende o imperialismo norte-americano aqui? Certamente está mais para quem quer encher a Amazônia de soja transgênica que utiliza toneladas de herbicidas que estão envenenando até o leite materno dos bebês e que dão muito lucro para as multinacionais vendedoras de insumos. E de quebra vai por água abaixo toda a nossa riquíssima e ainda inexplorada biodiversidade. Quanta inteligência no uso de nossos recursos naturais e nacionais!

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    Marcelo Luiz

    16 de maio de 2011 às 19h51

    Cada vez mais caricas as coisas por aqui. Se se é Católico,é obscurantista. Se se é ecologista, é atrasado. Se se ONG financiada com dinheiro estrangeiro, faz parte de complô internacional… cada mais mais simplistas as conclusões.

SILOÉ -RJ

16 de maio de 2011 às 02h11

Patriotas e árvores, cada vez mais raros.

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Renato Lira

16 de maio de 2011 às 01h32

Tô do lado do Aldo.

Mas no Fla-Flu eu não me meto.

Há, como já afirmei, oportunistas dos dois lados.

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tereza

15 de maio de 2011 às 22h53

Se os latifundiarios estaoa favor, entao estou contra. simples assim.

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    Bruno

    16 de maio de 2011 às 14h16

    Tenho certeza que os latifundiários estão a favor de um sistema tributário menos complexo, de investimentos em estradas, ferrovias e portos e da redução da carga tributária sobre os commodities agrícolas. Bom saber que você está do outro lado.

    beattrice

    16 de maio de 2011 às 19h46

    Também estão a favor do papai Noel para presidente? Ah não! Eles se dividem entre o Zé da Bolinha e a Marina do Perfume.

Angelo

15 de maio de 2011 às 22h07

lendo o texto acima e observando os comentarios que se segueme e tirando as minha conclusões
temos que mandar o pessoal das ongs que adoram ecologia, arvores, plantas etc… começarem a provar que são de fatos ecologistas de verdades,
1 – começar a andar nus, por que roupas se faz com algodão que os produtores cultivam –
2 – começarem a comerem capim, pois os alimentos que consomen novamente são os agricultores que plantam,
3 – começarem a andarem a pé e no lombo de burros, porque os meios de transportes necessitam de combustíveis,
4 – os ecologistas sempre gostam de muito luxo, de onde vem o que eles utilizam, e quem trabalha para produzir o luxo para estas pesoas, precisam de alimentos vindos do campo.
5 – os verdes teriam que andra no escuro, pois se acender uma luz vai gastar eletrecidade, e eles são contra a construção de hidrelétricas, e então concluido, vai proteger as ongs que trabalham para o mediucles dos EUA e Europa, e estes brasileiros de M que aqui estão que se mudem daqui, nós não precisamos de voces traidores

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    betinho2

    15 de maio de 2011 às 23h16

    Quem vence o FlaFlu?

    Renato Lira

    16 de maio de 2011 às 01h30

    Sei não. tô fora dessa.

    Tem oportunista dos dois lados.

betinho2

15 de maio de 2011 às 22h02

Tem um ditado que diz que "boi lerdo bebe água suja".
Que os defensores do Código do Aldo Rebelo se lembrem disso no futuro, caso seja aprovada
a anistia da reposição da mata ciliar nas cabeceiras, córregos e rios. Essa é a maior das questões, muito mais importante que a RLs (reservas legais) que podem até ser flexibilizadas regionalmente e por estudos pontuais.

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Luc

15 de maio de 2011 às 20h39

"…O produtor de soja americano pode produzir em 100% de sua propriedade…" Afirmação do site do Paulo Henrique Amorim, Conversa Afiada.

MAS:

EUA abrem canal no Mississipi para salvar Nova Orleans(do google notícias)

“…As inundações no centro dos Estados Unidos, as piores registradas em mais de 70 anos, já destruíram milhares de casas, fazendas e estradas nos estados de Illinois, Missouri, Kentucky, Tennessee e Mississipi…”

“…As comportas do canal de Morganza foram abertas quando o caudal do rio atingiu 42.500 metros cúbicos por segundo, para evitar uma torrente de magnitude devastadora. As autoridades analisam a abertura de mais comportas neste domingo…”

Eaí, como ficamos??

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    FranX

    15 de maio de 2011 às 23h24

    É simples, o governo americano dirá ao povo americano que isto é culpa exclusiva do Brasil, do que é feito ao Meio Ambiente no Brasil, que o Brasil regula o clima do mundo e os americanos acreditarão (e você provavelmente concordará), então eles contribuirão para as Ong's virem 'sacanear' o Brasil. E você com uma camiseta do Greenpeace numa pedalada de fim-de-semana se acreditará na vanguarda da "verd-ade mundial".

    Bruno

    16 de maio de 2011 às 14h20

    Você acredita mesmo nessa sandice que você disse? Ou em qualquer coisa semelhante a isto?

Luana

15 de maio de 2011 às 20h10

Outra coisa, estas ONGs querem a todo custo parar a atividade agrícola no país, isto é fato. Mas acontece é que, ninguém está falando do direito adquirido e do usucapião que envolve o direito da terra no país.

Não dá para aceitar opinião de ONGs e políticos que vivem nos centros urbanos e sequer sabem como funciona a agricultura no país.

Para quem quiser se inteirar, além do canal rural, o site abaixo tem reportagens interessantes sobre agricultura familiar.
http://www.aveworld.com.br/aveworld/posts/post/oe…

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    waleria

    15 de maio de 2011 às 20h27

    Parabéns Luana, é isso mesmo.

    As ONGs multinacionais só querem – com a conivencia de brasileiros mal informados – e de uns mal-intencionados, barrar o avanço de nosso campo.

    Essas ONGs multinacionais acham que descobrirarm a polvora – dão uns espelhinhos ecologicos e impedem nosso desenvolvimento.

    Mas temos patriotas, como Aldo Rebelo, que os enfrentam com muita coragem.

    E defender hoje o campo, a liberdade de plantar e criar, de desenvolver tecnologia com preservação daqui em diante do meio ambiente – é o que precisamos.

    Mas não precisamos inviabilizar as areas produtivas antigas, nem trazer a intranquilidade para o campo.

    Parabéns, minha amiga.

    Mas eu já pedi em outros topicos:

    Precisamos de um código ambiental urbano no Brasil – urgentemente. Porque se esquecem disso? Porque isso não interessa para as ONGs multi nacionais?

    Precisamos de um codigo de coleta e tratamento de residuos industriais e urbanos – porque essas ONGs não se importam com isso?

    Elas só querem impedir nossa economia rural de crescer – mas não vão prosperar. Temos deputados valentes, como Aldo Rebelo.

    Bruno

    16 de maio de 2011 às 14h23

    Em especial em torno dos temas urbanos que você propõe, dou total apoio. O Brasil é um verdadeiro contraexemplo de racionalidade no processo de urbanização. Não se planeja nada, não se dimensiona nada, não se toma cuidado com o destino de nada.

Luana

15 de maio de 2011 às 20h07

Eu sou a favor do Código Florestal, mas entendo que deve ter restrições sim, a Amazônia por conta do solo. Já havia estudado sobre isto na aula de Geografia na facul, sobre a pecuária extensiva por aquelas bandas.

Diferentemente da Mata Atlântica que é renovável, por conta do solo, a Amazônia não tem essa condição. Mas eu sou a favor do Código. Entendo que deve haver critérios para os tipos de florestas, e que deva se ter cuidado com os pequenos agriculturores. Do contrário, vai acabar com a agricultura familiar no NE. O que seria um absurdo. Mas compreendo as preocupações com os desmatamentos naquele tipo de Floresta. E entendo que deve haver reflorestamento. Mas é preciso ter equilíbrio, pois estas ONGs não têm isso não. Infelizmente. Elas estão politizando, sim o discurso.

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Hélio Pereira

15 de maio de 2011 às 19h39

Eu discordo,
se for mantido do jeito que esta este código atrasado e se se for obrigar os Agricultores a cumpri-lo as atividades agrícolas terão que ser proibidas no Brasil.
Fica impossível se manter a atividade no Campo da maneira como querem os "Verdes", mais os Eco-chatos ciceroniados por ONGs Internacionais.
Tem pequeno Agricultor que se for seguir as Regras que querem os Verdes ficara com menos de 10% de área aproveitável pra Agricultura,assim não da.
Com todo respeito,mas Aldo Rebelo esta certo!

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    Bruno

    16 de maio de 2011 às 14h25

    Eu diria que ficaria impossível para os pequenos agricultores cumprirem suas obrigações legais, em especial pela maior relevância das áreas de proteção no total da área de uma propriedade pequena, se comparada com os latifúndios.

Regina Braga

15 de maio de 2011 às 18h52

A maior parte das ONGs recebem dinheiro de fora…O projeto Radam, fez o mapeamento das riquezas da Amazônia,patrocinado pelos EUA.As terras de fronteira foram vendidas(existe um projeto do Zé Dirceu,para restringir a ocupação da Amazônia)para multinacionais.O projeto do Aldo,é benéfico para o Monsanto,Kátia e demais representantes do vermelho,branco e azul.Fora os patriotas como o marido da bláblárina,que repassou, para as ONGs o Mogno cortado ilegalmente.Oex-secretário de Estado,Colin Powell,aplicou na fiscalização, da exploração de Madeira da Amazônia,15 milhões de dolares…Só que o EUA, é o maior exportador de MOGNO.Defender a Amazônia não é ser ecologista,mas, é a defesa do território nacional.

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Julio Silveira

15 de maio de 2011 às 18h45

Neste assunto, e em muitos outros, estou contigo Azenha. Mas vejo que ele é tão polemico que encontro diversidade de pensamento até entre os jornalistas de mesmo lado da trincheira. Por exemplo o PH, de quem admiro, em outros, diversos, pontos, neste quesito é o principal porta bandeira na blogsfera do Dep. Aldo, que não me inspira nenhuma confiança.

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SEBASTIÃO FACA

15 de maio de 2011 às 18h15

CARISSIMOS COLEGAS;
QUANDO APARTIR DE JUNHO, TODAS AS PROPRIEDADES RURAIS DO BRASIL TERÃO QUE FAZER O C A R – CADASTRO AMBIENTAL RURAL, AQUI EM RONDONIA NOIS ESTAREMOS EFETUANDO ESTE CADASTRO ONLINE, O SISTEMA DISPONIBILIZA 12 CARTAS IMAGEM DE SATELITE DESDE 1998 AUTOMATICAMENTE, PARA QUE POSSAMOS FAZER O DEVIDO ANÁLISE DAQUELA PROPRIEDADE . E APARTIR DAI , LEVANTADAS E DETECTADAS OS PASSIVOS AMBIENTAIS, O PRODUTOR RURAL TEM QUE CONTRATAR UM TÉCNICO PARA FAZER UM PROJETO CHAMADO PRAD – PLANO DE RECUPERAÇÃO DE AREAS DEGRADADAS. E CUSTA MUITO CARO, NESTE PROJETO AS APPS TEM QUE SEREM RECUPERADAS DE IMEDIATO, COM UM CUSTO APROXIMADAMENTE DE 9.000,00 REAIS POR HA, LOGO APÓS CUM PRIR ESSAS FORMALIDADES JURIDICAS, TEM A SEGUNDA ETAPA, FAZER O LICENCIAMENTO DA ATIVIDADE RURAL, AQUILO QUE ELE EXPLORATEM QUE SER LICENCIADO, É CARO, E DEMANDA TEMPO. ENTÃO DO JEITO QUE SE ENCONTRA HOJE O CODIGO FLORESTAL, MILHARES DE PROPRIEDADES RURAL, FICARAO NA ILEGALIDADE, FICARÃO IMPEDIDOS DE PRODUZIR E COMERCIALIZAR SUA PRODUÇÃO, GERANDO INSEGURANÇA JURIDICA NO CAMPO E ABANDONO DESSAS PEQUENAS PROPRIEDADES POIS SE TORNARIA IMPOSSIVEL SOBREVIVER DELAS, SABENDO-SE QUE ESSES PEQUENOS AGICULTORES SOBREVIVEM COM RENDA MAXIMA DE 2 SALARIOS MINIMOS. SE ESSAS PEQUENAS PROPRIDADES SÃO RESPONSAVEL POR 70% DE NOSSOS ALIMENTOS, ADIVINHA O QUE VAI ACONTECER , ESCASSEZ DE ALIMNTOS COM CERTEZA E UMA DESORDEM SOCIAL POR CONSEQUENCIA. SERÁ QUE DEVEMOS SER IRRACIONAL A ESSE PONTO. O QUE O ALDO PROPOE, VISA RETIRAR ESSES PEQUENOS AGRICULTORES DA ILEGALIDADE. APARTIR DAI PODEMOS ESTUDAR MEDIDAS COMPATIVEIS COM A NOVA ORDEM DE SUSTENTABILIDADE. MAIS ACIMA DE TUDO COM RESPONSABILIDADE SOCIAL, ESSAS ONGS NÃO PORÃO ALIMENTOS EM NOSSAS MESAS, QUE HOJE JÁ SÃO CAROS.

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edson

15 de maio de 2011 às 17h55

Discordo totalmente da expressão: "E os desmatadores? São patriotas. Patriotas desmatadores." Não podemos "simplificar"o debate entre os maus (desmatadores de forma generalizada) e os bonzinhos (defensores do meio ambiente de forma generalizada). Não é tão simples assim. Da mesma forma que os latifundiários buscam colocar os sitiantes (no meu entendimento são os únicos a serem colocados como pequenos produtores – proprietários de áreas rurais até 50 alqueires "paulistas") no meio da briga com interesse único de angariar apoio à retirada da obrigação de recomposição da área "legalmente proibida" e desmatada, também os ambientalistas (a qual incluo o Azenha – por questão de textos elaborados nesse blog há tempos publicados) buscam DESCARACTERIZAR os defensores de um ajustamento no código florestal que permita a utilização de áreas de encostas, topos de morro e várzeas para o plantio em prol único de expor suas idéias ambientais como se fossem as únicas corretas e salvadoras do universo (NÃO É).

O Código atual é excelente em parte… DEVE SIM ser reajustado quanto às encostas e topos de morro, bem como sobre as áreas de várzeas. Ele deve OBRIGAR a recomposição das APPs e RL de todo território nacional, quer seja em solo rural e urbano e liberar AUTOMATICAMENTE os restante para a produção agrícola.

Ou será que só quem tem propriedade rural deve ser penalizado?? E quem tem residências que margeam lagoas e corredores d'água ou nascentes e olhos d'agua não deveriam ser retirados do local para a recomposição das APPs?? E as avenidas e estradas… o setor público não deveriam cumprir também o Código Florestal? Ou somente os ruralistas??

Gostaria de saber dos participantes deste blog a opinião sobre estes dois casos de "comprometimento com o meio ambiente" pelos cidadãos urbanos e administradores públicos… será que eles sendo residentes em áreas de APPs sairiam do local onde moram e aceitariam morar em outro local?? Ou os discursos são contundentes apenas quando suas propriedades não são atingidas…

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    @GeradordeBoatos

    15 de maio de 2011 às 19h11

    Não concordo com tudo o que o Edson escreveu. Mas estou esperando as respostas dos leitores, pra ver o nível de equivalência com os leitores de sites de direita.

assalariado.

15 de maio de 2011 às 17h55

A necessidade de lucros das elites do capital "nacionalista" a faz uma verdadeira ave de rapina,junto com seu porta vozes social democratas,assim fazem permanente incursão sobre a sobrevivencia dos humanos e da natureza. Não vejo por onde o capital entra em sintonia com as necessidades basicas de reprodução humana e ambiental.Nada bate,nada une,a toria desenvolvimentista das elites do capital e seus capachos, com os desejos de realização do coletivo humano e ambientais.Assim funciona a social democracia(PCdo B,no meio disto)desde que sua tatica de poder esteja dando certo,segundo o seu "comunismo",que é,foi, sem nunca ter sido. A teoria de poder dos "comunistas do PCdoB", nunca foi além da social democracia stalinista(Josef Stalin) que,matou e torturou assalariados, na antiga União Soviética,em nome de um pseudo comunismo.A tática do poder pelo poder, desenvolvimentista/nacionalista destes "comunistas" ,é o mesmo que os donos do capital praticam,ou seja,o capital não tem patria tem sim lucros,este é o centro da sua razão existencial,o resto é discurso de pseudos comunistas.

Saudações Comunistas.(sem aspas).

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Tomudjin

15 de maio de 2011 às 17h34

E nessa "roda viva" damos a eles o privilégio de ser um pouquinho de nós.

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O_Brasileiro

15 de maio de 2011 às 17h29

O que as pessoas da cidade têm a ver com as florestas? Tudo!
Ao invés de perguntarem-se apenas se terão o que comer e o que vestir, deveriam se perguntar também se querem enchentes, tempestades, secas e recordes de temperatura nos verões!
Basta um sopro ou um espirro da natureza e milhares de vidas podem ser perdidas.
É como a estória da borboleta que bateu as asas do outro lado do mundo causando uma tempestade…

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Leider_Lincoln

15 de maio de 2011 às 16h35

Eu e o Dr. Silber eventualmente discordamos sobre alguns pontos, notadamente políticos e especialmente os que envolvem os palestinos e os israelenses. Eu comento no Viomundo desde a época do Globo.com e o Dr. Silber também já a algum tempo.

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FrancoAtirador

15 de maio de 2011 às 16h31

.
.
SÍNTESE LAPIDAR PARA UM EPITÁFIO À NATUREZA

"Deixada ao sabor do mercado,
a floresta de ontem se converte no polo madeireiro de hoje,
no pasto de amanhã,
na lavoura extensiva de depois de amanhã
e, em última instância, em deserto."
.
.

Responder

Fefeo

15 de maio de 2011 às 16h09

Ambientalista da cidade grande não sabe que 80 % do que chega a mesa dele em termos de comida vem do pequeno produtor rural, que vai ficar 99 % na ilegalidade se o atual hipócrita e ultrapassado código florestal não for mudado. Mas ambientalista da cidade não tá nem aí com isto.

Responder

    Barba

    15 de maio de 2011 às 17h51

    A nova onda é culpar os "ambientalistas". Esse proselitismo não ajuda em nada. Ninguém é contra uma reforma no Código Florestal, mas o texto apresentado por Aldo Rebelo não é ideal e não beneficia os pequenos da maneira como deveria. Porque o deputado se recusa a especificar no código regras diferentes para o pequeno e o grande produtor? Porque os lobbistas dele querem anistia para grandes desmatadores, os pequenos não são prioridade, estão ali só para sensibilizar os desinformados.

    @ricmbc

    15 de maio de 2011 às 19h26

    Cara..os pequenos proprietários nao vao precisar ter reserva legal de 10 %… vao desmatar tudo… os pequenos precisam é de $$$ para fazer o plantio dos 90 % do seu terreno… sou ambientalista e, com a lei atual, já estão detonando com as matas ciliares aqui em MG…sem a lei vai acabar com o resto… acorda gente ! este código que querem colocar guela abaixo é um tapa na cara dos homens de bem. Conheço pequenos produtores que vão manter os 10 % de mata nativa… com lei ou sem lei, pois eles sabem dos prejuizos que vão sofrer ao longo do tempo sem esta proteçao natural de suas terras..nao querem ver seus rios e corregos assoreados… ainda tem gente que pensa aqui em MG.

city

15 de maio de 2011 às 16h01

é importante estes "especialistas" definam o código florestal logo. qualquer que seja o código, é extremamente necessário que se aprove para se botar ordem. decisões políticas, econômicas, científicas, sociais …todas elas tem que ter em mente uma coisa só: o meio ambiente.
deixar de lado a ganância política, a vaidade científica, e otimização da indústria agropecuária e o devido respeito ao meio ambiente. a natureza faqz o resto.

só assim seremos pessoas civilizadas.

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@azeitona

15 de maio de 2011 às 15h52

Precisamos do Chapolin. E agora, quem irá nos defender?

Será que se houver uma lista com os nomes de quem pretende preservar a Amazônia e jogarmos nos blogs certos, seríamos capazes de influenciar um pouco tudo isso? Porque falar… até papagaio fala. Temos que correr porque em breve nem papagaios teremos mais.

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mariazinha

15 de maio de 2011 às 15h46

Está horrível, tal assunto! Sei que alguém está querendo passar-nos a perna; sei que os maquiavélicos tipo kátia Abreu estão afiando as unhas. No entanto, não sei onde está a verdade: se os alienígenas estão querendo fechar o Norte ao acesso brasileiro para seu bel prazer ou se são os brasileiros que não sabem usar suas riquezas com moderação e juízo. Ao mesmo tempo que dizem ser preciso preservar, sei que é possível usar para nosso bem e preservar, ao mesmo tempo. Lógico que tb. há algo estranho com Belo Monte mas, lá, tenho certeza que alienígenas querem -nos distantes daquelas ricas paragens. Era previsível o escarcéu dos gringos qdo. brasileiros se espalhassem por aquelas bandas do BRASIL; ali, já se consideravam os donos do pedaço.

Responder

Orelano Paz

15 de maio de 2011 às 15h17

Prezados, acabo de tomar um susto ao descobrir a existência de um site "www.orgulhoverde.com" onde está postado o texto "Internacionalização é única maneira de salvar a Amazônia", em http://orgulhoverde.com/internacionalizacao-e-uni…

"OrgulhoVerde" é um daqueles sites que não identificam seus responsáveis, seus motivos e seus objetivos.
Apenas publica "opiniões".

Trata-se de um caso de traição ao povo brasileiro!

Alô pessoal que sabe rastrear os responsáveis por sites.
Dêem uma força, pra identificar e denunciar estes canalhas.

"No passaran !".

Responder

    beattrice

    16 de maio de 2011 às 19h52

    Esse site divulga propostas, inclusive a de entregar a AMAZONIA para ser internacionalizada com a chancela de dona Marina, a linha auxiliar do Zé da Bolinha.

VERA

15 de maio de 2011 às 15h08

É incrível o poder que os direitalhas têm de distorcer os fatos!!! Agora, ambientalista virou anti-nacionalista: é contrário ao desenvolvimento do País e defensor de interesses internacionais escusos!!! Os que lutaram contra a Ditadura, viraram "terroristas"; trabalhador que faz greve é egoísta e não se importa em prejudicar o próximo; e quem sai às ruas para protestar, virou "baderneiro"!!! O pior é que muita gente não percebe que está sendo manipulada e acredita nessa ideologia neolibera burguesal!!!

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Remindo Sauim

15 de maio de 2011 às 15h07

Sou descendente de alemães, meu Sauim original tinha uma trema na letra u que se perdeu numa geração anterior a minha. Estes primeiros alemães que chegaram aí por volta de 1820 conseguiram sobreviver graças ao desmatamento. Com a madeira resultante faziam suas casas e vendiam o excedente. Tudo isto feito na junta de boi e serra manual. Donde tiravam o mato, a plantação e a criação de gado se instalavam. Hoje, olhando no Google Earth, dá para ver que nem 5% da área é coberta por floresta. Em meio ao tapete de remendos que é a zona de plantação de soja, aparecem alguns capõezinhos (matinhos) verdes nas divisas das terras e outros serpentiando cursos d'água. Não sei se a colonada fez certo ou errado, mas sobreviveu durante mais de um século foi o jeito que a parentada achou para sobreviver,

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    Elton

    15 de maio de 2011 às 17h23

    Até meados do século XX ninguém se preocupava com as possíveis consequências do desmatamento, simplesmente ele era considerado "progresso" e as florestas representavam uma "barreira" a ser transposta. Assim muitos viveram, assim muitos ganharam dinheiro e essa é a forma através da qual muitos desejam expandir seus negócios, ou seja, à moda "antiga". Para todo absurdo se cria uma teoria que tem por objetivo justificá-lo e nesse caso o que surge é a possível "entrega" da amazônia a estrangeiros, caso não a ocupemos com o gado, a soja, etc, etc, etc.
    Frequento blogs que tratam muito deste tema e um deles é o "Blog do Sakamoto", também frequentado por fazendeiros e é simplesmente horripilante o que se comenta por lá bem ao estilo: Ambientalista = comunista e outras situações semelhantes.
    Há que se lembrar também que cada espaço geográfico tem suas particularidades, se na região Sul do Brasil o impacto sentido a partir do desmatamento se traduz mais no avanço do processo erosivo, na floresta amazônica o impacto esperado é muito maior e mais devastador no sentido da "savanização" ou desertificação de imensos espaços.

    JotaCe

    15 de maio de 2011 às 19h32

    Caro Sauim,

    A rigor, o colonato errou ao praticar (também) a agricultura de rapina que destruiu a maior parte da cobertura florestal de estados sulinos, como a antiga Floresta de Araucária. Esta, à semelhança do trema perdido do seu nome, foi embora também. Mas aqui é bom lembrar que hoje há outras formas de sobrevivência que não apelam para a demolição das florestas e apontam os caminhos que os defensores do agronegócio dos ruralistas ‘patrióticos’ parecem não enxergar. Àquela época em que aqui chegaram os seus antepassados as circunstâncias históricas, sócio-culturais, eram diferentes. Os primeiros colonos alemães eram tangidos para dentro da floresta e tinham mesmo que sobreviver. Ainda, em sua maioria, sequer eram camponeses e, na sua terra natal, faziam parte do proletariado urbano. Por isso mesmo, nunca lhes foi possível estabelecer aqui a chamada ‘Kulturlandschaft’, a paisagem harmônica formada pelo homem, que mostra um campo em equilíbrio e que delicia os viajantes que pervagam o interior da Alemanha. Abraços,

    JotaCe

    betinho2

    15 de maio de 2011 às 23h57

    Raimundo
    Mas fizeram o principal, preservaram os mananciais. Preservaram os córregos, suas cabeceiras e os rios.
    Mata derrubada é possível recuperar, nascentes dágua e seus leitos dificilmente. E veja, voce fala de 1820, porém no século 21 tem quem não tenha a preocupação que nossos antepassados tiveram.

Os falsos nacionalistas que querem mudar o código florestal « Opinião Divergente

15 de maio de 2011 às 14h33

[…] O Brasil está inventando os desmatadores patriotas | Viomundo – O que você não vê na mídi…. […]

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Nivaldo

15 de maio de 2011 às 13h24

Azenha.
O título do seu texto é bem sugestivo. Em um período recente da vida política brasileira nós combatíamos a lógica reproduzida pela mídia de incompatibilidade da agenda social e agenda ambiental. Estaa concepção, com outra roupagem, se repete agora com esta questão da incompatibilidade de produção de alimentos com a conservação dos recursos naturais (discussão do código florestal). O sociólogo Gilson da Carta Maior sintetiza também esta falta de incorporação da agenda ambiental para a sustentabilidade do planeta e também do próprio desenvolvimento social, pelas esquerdas brasileiras. Na realidade, a discussão política, manipulada ainda mais pela grande mídia televesiva, particularmente a GLOBO e BAND, joga com a desinformação e fortalece esta visão de incompatibiidade entre produção e ambiente. Há muitos documentos na academia que mostram a vocação florestal da amazônia, a degradação (muitas vezes, pelo abandono de áreas) de bacias hidrográficas utlizadas pela agricultura e pastagem. Mas os que votam, não leem e os que apresentam projetos, muitas vezes respaldados por instituições de pesquisa (CNA com EMBRAPA) defendem seus interesses particulares de apenas "ampliar suas fronteiras agrícolas e pecuárias" e, mandendo uma baixa incorporação tecnológica de produção, repetir os erros históricos de uso da terra. Mas não sejamos também tão pessimistas, pois, acho que, nesta discussão há sempre um avanço, mesmo que não seja no rítimo que se espera. Com certeza, nossa geração, não vai sofrer os impactos desta visão cartesiana e privada de ver os recursos naturais. Há vários estudos que mereceriam, por parte da mídia, serem colocados para entendiemento da sociedade (já que fazem tantos programas de "edução ambiental) dentre eles:
1. Estudo de caso de reguação biótica: Amazônia. Surpreendente regulador Atmosférico do INPE (2008)
2. Consideraçãos sobre o Código Florestal Brasileiro, sob a coordenação de professores da ESAQ/USP (2011)
3. O código florestal e a ciência: contribuições para o diálogo da SBPC, sob a coordenação do professor José Antonio Aleixo da Silva da UFRPE/PE (20110
4. Livro de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REED) do IPAM/CGEE/SAE (2011)
Eu fico me perguntando, porque o deputado Aldo Rebelo tem se tornado portavóz dos ruralistas sem mínimo compromisso com a conservação dos recursos naturais da nação.
Azenha. Como você diz DEBATE ABERTO.

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    Jairo_Beraldo

    15 de maio de 2011 às 15h23

    "Eu fico me perguntando, porque o deputado Aldo Rebelo tem se tornado portavóz dos ruralistas sem mínimo compromisso com a conservação dos recursos naturais da nação."

    Talvez seja esta a resposta – Os "bandidos" ruralistas são os que produzem o que se compra em mercearias, mercados e supermercados para se colocar na mesa do homem para sua manutenção alimentar…e que faz este país o celeiro no mundo de produtos para alimentar a humanidade. Pode ser que seja por isso que somos taxados de tudo, menos de produtores de alimentos…palavras talvez é o que enche barriga!!!

    Leider_Lincoln

    15 de maio de 2011 às 16h34

    Ledo e ivo engano, meu caro. Os ruralistas produzem para a EXPORTAÇÃO, não para encher a nossa barriga. Quem enche nossa barriga são os pequenos agricultores. Se os ruralistas querem encher alguma coisa é seus próprios bolsos…

    Jairo_Beraldo

    17 de maio de 2011 às 18h25

    E acaso EXPORTAÇÃO não traz divisas para o país? Ou o Lula viajava vendendo nossa produção para "fazer graça"?

    betinho2

    15 de maio de 2011 às 16h53

    Jairo
    As únicsa coisas que você compra nos supermercados, oriundo do agronegócio, dos plantadores de soja, milho e algodão é o óleo de soja, fuba, pano de chão feito de algodão e arroz, mas esse num outro patamar.
    O que realmente te alimenta como um todo vem do pequeno e micro produtor, principalmente da agricultura familiar.

    Jairo_Beraldo

    17 de maio de 2011 às 18h28

    Sou ruralista medio produtor que tem a propriedade conforme a regra atual, ou seja, tenho reserva nativa de 25% (20% é a regra), e voces sempre generalizam.

    Elton

    15 de maio de 2011 às 17h30

    Seu discurso aqui é exatamente O MESMO dos que defendem não o produtor rural e sim o latifúndio. Os ruralistas não são bandidos mas muitas vezes devastam TODA a natureza de extensas regiões, desrespeitam comunidades indígenas tudo em nome da "balança comercial" brasileira.
    Talvez você pertença ao grupo dos produtores agrícolas e sinta-se frequentemente "taxado" de bandido pelos "esquerdistas' de plantão.
    Mas essa de que "é daí que vem o que se come" costuma valer para o produtor familiar e não para o tipo de gente que se instala em nossa floresta amazônica.

    Jairo_Beraldo

    17 de maio de 2011 às 18h26

    Eu não estou instalado na amazonia, mas somos taxados da mesma forma que estes a quem voce cita.

Jaime

15 de maio de 2011 às 12h59

Finalmente uma observação lúcida. Talvez se possa dizer ainda, além do contido no texto, que a Monsanto, Bayer e outras já estão vestidas de patriotas – só de verde – contudo…

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Bertold

15 de maio de 2011 às 12h54

Aldo Rebelo é um dos próceres "pcbento" atuais. Desde a anistia e aredemocratização, esse PCdoB que se configurou depois nos anos oitenta nunca me enganou. Aliança com Sarney da frente liberal na transição "por cima", os conchavos com o peleguismo sindical e as composições à direita para uma boquinha na máquina são coisa que esta "esquerda" faz há muito tempo. São sempre equivocados, insufucientes e arcaicos política e ideológicamente, por isso que é um eterno pequeno partido "comunista".

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    Luís

    15 de maio de 2011 às 16h40

    PCdoB só tem de comunista o nome.

    PCdoB, assim como o PSB e o PDT, daqui a pouco viram novos PMDB e PTB. Se é que já não viraram.

Queiroz

15 de maio de 2011 às 12h49

O professor Caroni tem razão, e antes que alguém o acuse de sociólogo metido a entender de assuntos agronômicos, eu, que sou eng. Agrônomo venho logo subscrever suas declarações. São corretíssimas, absolutamente exatas.
É simples, na verdade: a questão se reduz àquela velha picaretagem que já dura 500 anos. Trata-se de uma chusma, uma súcia de predadores que pretende extrair e depois abandonar. Para eles dane-se o resto, dane-se o país e seu futuro, danem-se até seus próprios filhos e netos, o que lhes interessa é faturar, ganhar e lucrar não por seus méritos (que não têm) mas sim à custa dos outros. Picaretas, cafajestes, seguidores da única lei que respeitam, a de Gerson. Porcos imundos (desculpem-me os suínos), traidores travestidos de patriotas.
Meu consolo é saber que vão apodrecer um dia como todo mundo, com as bocas cheia de formigas. É quando vão adubar os cemitérios e servirem para alguma coisa pela primeira vez na vida.

Responder

    Luc

    15 de maio de 2011 às 14h37

    Uma palavra:
    "…GAFANHOTOS!…"


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