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Diário da Resistência


Dilma, que foi oficialmente “corrupta” para Janot, deixou de ser. Agora, espera as provas do Palocci
Eduardo Matysiak
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Dilma, que foi oficialmente “corrupta” para Janot, deixou de ser. Agora, espera as provas do Palocci


03/10/2019 - 19h53

Não tenho nenhuma dúvida de que a Dilma não é corrupta. Ex-procurador geral da República, Rodrigo Janot, em setembro de 2019.

Dilma Rouseff integrou a presente organização criminosa desde 2003, quando assumiu a convite de Lula o Ministério de Minas e Energia. Desde ali contribuiu decisivamente para que os interesses privados negociados em troca de propina pudessem ser atendidos, especialmente no âmbito da Petrobrás, da qual foi presidente do Conselho de Administração entre 2003 e 2010. Denúncia formal assinada por Rodrigo Janot contra Lula e Dilma, apresentada em setembro de 2017, acusando ambos de desviar R$ 1,48 bilhão entre 2002 e 2016, demonstrando que o papel da PGR/MPF aceita qualquer coisa.

A nova mentira do senhor Palocci*

Dilma rechaça as insinuações contidas na delação do ex-ministro, convenientemente vazada pela Lava Jato, justamente quando as manobras ilegais e arbitrariedades estão sob escrutínio do STF

A propósito do novo vazamento da delação do senhor Antonio Palocci, a Assessoria de Imprensa de Dilma Rousseff esclarece:

1) Não há provas que atestem a veracidade das informações prestadas pelo senhor Antonio Palocci à Polícia Federal. Ele mentiu e a imprensa continua a veicular suas acusações de maneira leviana.

2) A delação do senhor Antonio Palocci não apresenta provas ou sequer indícios de que a presidenta Dilma Rousseff teve conhecimento ou participação direta em supostas ilegalidades. Não há provas que atestem que ela sabia ou tivesse autorizado o BTG Pactual a ter acesso a quaisquer informações sigilosas no âmbito do governo federal, inclusive relativas às informações do Conselho de Política Monetária (Copom).

3) Presidentes da República jamais participaram, atuaram ou interfeririam em reuniões do Copom ou do Banco Central.

4) É lamentável que, mais uma vez, procedimentos judiciais – que correm sob segredo de Justiça – sejam vazados à imprensa.

5) Isso ocorre justamente quando pesam indícios de abusos e irregularidades cometidas por autoridades do Judiciário. Parece que o objetivo é tirar o foco das suspeitas de abuso de autoridade e conduta ilegal por parte dos operadores do Direito, conforme as revelações da Vaza Jato.

6) Tais “denúncias” chegam no momento em que vêm a público também revelações de abusos confirmados até pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, em seu livro de memórias.

7) Em cinco anos de Lava Jato, jamais foram apresentadas provas de que a ex-presidenta Dilma Rousseff tivesse conhecimento ou participação em malfeitos.

8) A verdade já veio à tona. A Justiça prevalecerá.

ASSESSORIA DE IMPRENSA
Dilma Rousseff

PS do Viomundo: *Palocci produziu alguns vídeos para preencher o espaço que ficou sobrando no Jornal Nacional quando a família Marinho decidiu sonegar aos telespectadores informações sobre a Vaza Jato ou as denúncias de Gilmar Mendes sobre os bastidores podres da Força Tarefa da Lava Jato em Curitiba. O ex-ministro petista é apenas o novo boneco do Dallagnol para manter a Lava Jato em moto contínuo. Se a bicicleta parar, cai.

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3 comentários

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Zé Maria

05 de outubro de 2019 às 15h52

Os Patifes Requentando Pallóffi:
Queijinho pro “Ratinho de Pavlov” …
.
As ‘novas’ FakeNews da Lava Jato
e o Suicídio Continuado da Mídia

Em um momento em que a mídia é atacada por todos os lados,
em que sua única arma contra as milícias digitais
é a recuperação da credibilidade jornalística,
a que atribuir esse suicídio continuado?

Por Luis Nassif, no GGN

A brava mídia brasileira é mais sugestionável que o ratinho de Pavlov.

Está-se em pleno processo de desnudamento do mais prolongado
período de antijornalismo da história, no qual a Lava Jato
trazia a mídia pela mão, meramente acenando com
a cenoura (ou o queijo) de alguma notícia,
de uma fakenews ou de uma falsa ênfase.

Há um esforço insano para poupar os jornalistas e veículos
que participaram desse espetáculo dantesco de antijornalismo,
uma vergonha parada no ar, a espera de uma autocrítica
em um ponto qualquer de um futuro distante.

No meio do processo, a Lava Jato saca mais algumas
cenouras [ou queijinhos], e os ratinhos de Pavlov recomeçam a bailar.

Alguns exemplos recentíssimos:

A revista Veja, que ganhou a parceria do The Intercept
para se redimir de todos os pecados passados,
que destruíram sua credibilidade, estampa a chamada
nas redes sociais: ‘Proposta de delação de Renato Duque
tem prova inédita contra Dilma’.

O pobre do leitor vai atrás [do assunto] e encontra um selfie
de Duque com Dilma. É a tal prova inédita da cumplicidade.

Dilma foi por anos presidente do Conselho da Petrobras.
Tinha pelo menos uma reunião por mês com Duque [e os demais Diretores da Petrobras].
Posa para uma foto meiga de Duque.
Não há nenhum valor legal, como prova e, em jornalismo sério,
nenhum valor jornalístico, a não ser por mera curiosidade
na seção de ‘Gente’.
Pouco importa! Não se preocupam sequer em informar
que Duque é um réu que passou anos preso até aceitar delatar.

E provavelmente a Lava Jato passou a perna no delator,
como faz com Leo Pinheiro.
O sujeito entrega a alma – a delação preparada pelos procuradores –
e a delação não será homologada, por falta absoluta de provas.

No ‘caso Manuela’, ao contrário de Deltan Dallagnol,
Manuela Dávila entrega seu celular para ser periciado
pela Polícia Federal, com os diálogos que manteve
com os hackers.
Os policiais-repórteres da PF tratam de vazar os diálogos
para os repórteres-policiais da mídia, tratando o caso
como uma revelação secreta de segredos recônditos.
E jornalistas que questionaram o vazamento de informações
do Intercept – prática jornalística saudável – se cala com os
vazamentos da PF – efetuados por agente público, portanto
prática criminosa.

Na ‘milésima delação de Palocci’, Antonio Palocci, que enriqueceu no exercício do cargo, narra suas peripécias
com Andre Esteves, do BTG.
E, para atender às demandas da PF, diz que as operações
de insider eram negociadas diretamente com Dilma e Lula.
Qual a prova? Sua palavra.
No mesmo dia, espontaneamente Marcelo Odebrecht, organizador do maior esquema de corrupção da história,
dá um depoimento em um inquérito e espontaneamente
diz que jamais tratou de propinas ou compensações com Lula
e Dilma.

A delação de Palocci não passaria nem pelo crivo básico
da verossimilhança. Mas tem tratamento de notícia séria.

Em um momento em que a mídia é atacada por todos os lados, em que sua única arma contra as milícias digitais é a recuperação da credibilidade jornalística, a que atribuir esse suicídio continuado?

“Resposta: Síndrome do Escorpião [AntiPetismo].
Vai morrer afogada, mas pica assim mesmo.
É da sua natureza! — [leitor] paulo cesar”

https://twitter.com/luisnassif/status/1180412732341985280
https://twitter.com/VIOMUNDO/status/1180277708934262789
https://jornalggn.com.br/artigos/as-novas-fakenews-da-lava-jato-e-o-suicidio-continuado-da-midia-por-luis-nassif/

Responder

Zé Maria

05 de outubro de 2019 às 12h24

Depois de tudo o que se sabe da #VazaJato, pelo Intercept,
e pelo livrinho autobiográfico do ex-PGR Janot, a conclusão
que se chega é que, de cima a baixo, o Ministério Público
Federal (ao menos na área Criminal) é um Antro de Corruptos,
Falcatruas e Megalomaníacos Psicopatas que perderam a
noção do que é Ético e Anti-Ético, Moral e Amoral, Legal e ilegal.

Responder

Martha Aulete

05 de outubro de 2019 às 10h11

E no Brasil é o “nivelar por baixo” a educação, a arte e a cultura. Sobretudo durante os 13 anos dos governos populistas e Kitsch do PT.

Os Ministros petistas –sindicalistas — são, e foram, assim:
meio-analfa, meio-picareta, meio-charlatão, meio vigarista, meio barango, meio canalha, meio Kitsch, meio mentiroso, meio traíra, meio cafona, né? E dilma, hein?

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