VIOMUNDO

Diário da Resistência


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Daniela Jakubaszko: Por uma vida melhor


22/05/2011 - 22h25

por Daniela Jakubaszko*,   no blog Mulheres de Fibra, dica do leitor Betinho 2

A polêmica que se criou em torno do livro Por uma vida melhor, da coleção Viver, aprender, adotado pelo MEC, é inútil e representa um retrocesso para a Educação.

Como lingüista e professora de português defendo ardorosamente a utilização do livro. Vou explicar, mas antes faço alguns esclarecimentos:

1. A escola é o lugar por excelência da norma culta, é lá que devemos aprender a utilizá-la, isso ninguém discute, é fato.

2. O livro NÃO está propondo que o aluno escreva “nós pega” – como estão divulgando por aí – ele está apenas constatando a existência da expressão no registro “popular”. Do ponto de vista cotidiano, a expressão é válida porque dá conta de comunicar o que se propõe. E ela é mais que comum e, sejamos sinceros, é a linguagem que o leitor dessa obra usa e entende. Será que é intenção da escola se comunicar com ele de verdade? Se for, ela tem que usar um livro que consiga fazer isso. Uma gramática cheia de exemplos eruditos e termos que o aluno não consegue nem memorizar, com certeza, não vai conseguir.

3. O que o livro está propondo é trocar as noções de “certo” e “errado” por “adequado” e “inadequado”. E isso é mais que certo. Vou explicar a seguir.

4. A questão é: como ensinar a norma culta num país de tradição oral, e no qual existe um abismo entre a língua oral e a língua escrita? Como fazer isso com jovens adultos – que já apresentam um histórico de “fracasso” em seu processo formal de educação e, muito provavelmente, na aquisição dos termos da gramática e seus significados. Se esse jovem não assimilou até o momento em que procurou o EJA (Educação de Jovens e Adultos) a “concordância de número”, como o professor vai fazê-lo usar a crase? Isso para mencionar apenas um dos tópicos mais fáceis da gramática e que a maioria das pessoas, inclusive as “mais cultas e graduadas”, algumas até mesmo com doutorado, ainda não sabem explicar quando ela é necessária.

Por que abolir os conceitos de “certo” e “errado”?

Vou mencionar apenas 3 razões, para não cansar demais o leitor, mas existem muitas outras, quem se interessar pode perguntar que eu passo a bibliografia.

1. Primeiro, por uma questão de honestidade com o aluno. A língua é viva, assim como a cultura, e não pode ser dirigida, por mais que tentem. Por isso, não existe nem “certo” nem “errado”: as regras são convenções e são alteradas de tempos em tempos por um acordo entre países falantes de uma mesma língua. O que era “errado” há alguns anos, hoje pode ser “certo”. Agora é correto escrever lingüística sem trema** – o que discordo – e ideia sem acento. Assim, o que existe é o “adequado à norma culta” e o “inadequado à norma culta”. E essa norma é uma convenção, não uma lei natural e imutável. Além disso, por mais que a escola seja representante da norma culta, isto não significa que ela deva ficar “surda” diante dos demais níveis de fala. A língua portuguesa – ou qualquer língua – não pode ser reduzida à sua variante padrão. Tão pouco as aulas de português devem ficar. Afinal, se numa narrativa aparece um personagem, por exemplo, pescador e analfabeto, como o aluno deverá escrever uma fala (verossímil) para ele? Escrever de forma inverossímil é certo? Aliás, o que seria dos poetas e escritores se não fosse o registro popular da língua? Acho que Guimarães Rosa nem existiria.

Com certeza a crítica ao livro parte de setores conservadores e normativos. Eu, como lingüista e professora, não apoio a retirada dos livros porque não acho justo falar para o aluno que o jeito que ele fala é errado, até porque não é, só não está de acordo com a norma culta, o que é muito diferente. Depois que você explica isso para o aluno é que ele entende o que está fazendo naquela aula. Essa troca faz toda a diferença.

2. Segundo, porque quando você diz para um aluno sucessivas vezes que o que ele fez está “errado” você passa por cima da subjetividade dele e acaba com toda a naturalidade dessa pessoa. Daí, ela não fala “certo” e também não sabe quando fala “errado”. Assim, quando na presença de pessoas que ela julga mais letradas que ela própria, não tenha dúvida, vai ficar muda. A formação da identidade do sujeito passa obrigatoriamente pela aquisição da linguagem, viver apontando os erros é desconsiderar a experiência de vida daquela pessoa, é diminuí-la porque ela não teve estudo. E não se engane: ela pode se tornar até uma profissional mais desejada pelo mercado por usar melhor a norma culta, mas não necessariamente vai se tornar uma pessoa melhor.

3. Em terceiro, porque é urgente trocar o ponto de vista normativo pelo científico. A lingüística reconhece que a língua tem seu curso e muda conforme o uso e a cultura: já foi muito errado falar (e escrever) “você”, por exemplo. A lingüística também reconhece que a língua é instrumento de poder, por isso, nada mais importante do que desmistificar a gramática normativa. Isto não significa deixá-la de lado, mas precisamos exercitar uma visão mais crítica. Esse aluno sente na pele a discriminação social devido ao seu nível de fala, nada mais natural que ele rejeite a norma culta e considere pedante a pessoa que fala segundo a norma padrão. É compreensível, ainda, que ele não entenda grande parte do que se diz em sala de aula. O que não é compreensível é o professor, ou melhor, “a Escola”, não entender a razão de isso acontecer.

Em nenhum momento foi dito que a professora e autora do livro em questão não iria corrigir ou ensinar a norma culta aos alunos, só ficou validado o registro oral. Os alunos precisam entrar em contato com o distanciamento científico. E os lingüistas não saem por aí corrigindo ninguém, eles observam, e você, leitor, bem sabe como funciona a ciência – e um aluno de pelo menos 15 anos já precisa começar a ouvir falar do pensamento científico. Além disso, é muito bom que eles percebam se o nível de fala que usam tem prestígio ou não, e o porquê.

Por que ignorar o estudo da língua oral em sala de aula? Eu fazia um trabalho nesse sentido com os meus alunos e só depois de transcrever entrevistas orais eles conseguiam ouvir a si mesmos e tomar consciência de seu registro lingüístico: “nossa como eu falo gíria! Eu nem percebia!”. Aí sim eles entendem que, com o amigo, com os pais, eles podem dizer “os peixe”, mas que na prova é preciso escrever “os peixes”, no seminário é preciso dizer “os peixes”, mas ele precisa estar à vontade para fazer isso. A realidade em sala de aula é que os alunos não entendem onde estão errando. Quando você explica o conceito de norma culta eles entendem. Cria-se um parâmetro e não uma tábua de salvação inatingível. É aceitando o registro desse interlocutor e apresentando mais uma possibilidade de uso da língua para ele que vai surgir o esforço para aprender. Se você insistir no “certo” e no “errado” ele vai ficar com raiva e rejeitar o novo. Quer apostar?

Ter uma boa comunicação não é sinônimo de usar bem as regras da gramática. Para ensinar os conceitos de “gramática natural” e “gramática normativa” temos de dar esses exemplos. Os conservadores se arrepiam porque eles partem do princípio que você nunca pode escrever ou falar nada errado na frente do aluno. Para mim isso é hipocrisia: o aluno tem direito de saber que o registro que ele usa em casa é diferente daquele que ele usa na rua, no estádio de futebol, na escola, no trabalho, em frente ao juiz. E tem o direito de saber que o “correto” se define por aquele que tem mais prestígio social. Essas são só as primeiras noções de sociolingüística, para quem quiser abrir a cabeça e saber. Ou será que a língua portuguesa se aprende descolada da realidade? É isso que se está tentando mudar. É tão difícil assim perceber isso?

Quando me perguntam qual é a função do professor de português na escola, eu respondo: oferecer ao aluno um grau cada vez mais elevado de consciência lingüística; oferecer instrumentos para que ele possa transitar conscientemente entre os diversos níveis de linguagem. Só depois de realizada essa operação o aluno vai conseguir escrever conforme as regras da norma culta. E falar a norma padrão com naturalidade. Ou, ainda, escolher falar conforme o ambiente em que cresceu e formou a sua subjetividade (Lula que o diga, comunica-se muito bem, sem camuflar as suas origens). É bom ficar claro que a função do professor não se reduz a “corrigir” o aluno. Isso, o google, até o word, pode fazer. Ajudar o aluno a ter consciência de seu nível de fala é outra história…

O problema não é uma pessoa dizer “nós pega”, o problema é ela não entender que esse uso não é adequado em determinados contextos, o problema é não saber dizer “nós pegamos”. Ou sequer compreender porque não pode falar “nós pega”… É, leitor, tem muito aluno que não entende porque precisa aprender uma lista de nomes difíceis que nada significam para ele e que ele não enxerga a relação direta entre uso da norma culta e como esta vai ajudá-lo a melhorar de vida.

Conheço quilos, ou toneladas, de gente formada, pós-graduada, que fala “seje” e não tem consciência de que está falando assim, e ainda critica quem fala “menas”. Ouvir a si mesmo é uma das coisas mais difíceis de fazer. E como ajudar o aluno a fazer isso?

O primeiro passo é, sem dúvida, abolir o “certo” e o “errado”. Enquanto o professor for detentor da caneta vermelha, o aluno vai tremer diante dele e nada do que ele disser vai entrar na cabeça dessa pessoa preocupada em acertar uma coisa que não entende, tem vergonha de dizer que não entende, então não pergunta, faz que entendeu, erra na prova e o resultado é ela se achar cada vez mais burra e desistir de estudar. Ufa… Puxa, ninguém estuda mais psicologia da educação? Isso é básico!

E então, leitor, o que é mais honesto com esse aluno que chega no EJA com a autoestima lá em baixo? Começar falando a língua dele e depois trazê-lo para a norma padrão ou começar de cara a humilhá-lo com uma língua que ele não entende?

É muito sério quando pessoas leigas começam a emitir, levianamente, juízos de valor sobre assuntos que não dominam. Alguns jornalistas, blogueiros e “opineiros” de plantão, por exemplo, sem conhecimento dos conceitos e técnicas de ensino em lingüística, sem a menor noção do que está acontecendo nas salas de aula desse país, começam a querer dizer para os professores o que eles têm de fazer, como eles têm de ensinar! Isto sim, é nivelar por baixo! É detonar, mais ainda, a autoridade do professor, já tão desprezada no país. Ah, e ainda fazem isso sem perceber que freqüentemente cometem erros crassos; eu estou cansada de lê-los em blogs, jornais e revistas, e ouvi-los na televisão. Não que precisem, ou usamos com eles os mesmos critérios que defendem?

E então, qual é mesmo o tipo de educação que o Brasil precisa?

* Daniela Jakubaszko é bacharel em lingüística e português pela FFLCH-USP, mestre e doutora pela ECA-USP. Desistiu de ser professora depois de dar aula por 15 anos e virou redatora porque não agüentava mais ouvir: “você trabalha além de dar aulas?”

** Ah, eu tenho uma dúvida: até quando eu posso usar o trema? Até 2012?





18 comentários

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ary

24 de maio de 2011 às 23h39

Os gibi fôro imprestado: Tá certim (errado é forum emprestados)
Asmenina peg'o pêche: Cértio (errado é pé gupêxe)
Noz péga-os peches: Tá errado (conjuge pegâmosos)
Pôr uma vida milho: Piórô! (falto r no adgetivo mior)

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betinho2

23 de maio de 2011 às 15h29

Alguém já ouviu ou leu a respeito de a não correlação entre ortografia x pronúncia, na língua inglesa ter sido propositadamente criada, para dificultar para o povão o aprendizado da leitura e da escrita?
Pois é, já li um tratado a respeito, que minha memória nesse momento não consegue localizar.
Resumindo, trabalho de alguns "cultos", que eu nomearia de desvirtuadores da linguagem nativa, por ser a mesma antecessora da escrita. Nada contra criar regras, são necessárias e bem vindas, porém dificultar a escrita e a leitura através da manipulação da escrita em relação a pronúncia é dose de eletismo descriminatório.

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Marcelo

23 de maio de 2011 às 13h35

É muito engraçado ver jornalistas , politricos e mesmo leitores daqui opinarem sobre um livro que não leram .

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    Domiciano Santos

    23 de maio de 2011 às 18h27

    Quem leu o capítulo do livro do MEC, certamente entenderá que a Profa. não está fazendo apologia à "norma inculta" ou mesmo saindo em defesa desta em detrimento da outra. As pessoas estão fazendo tempestade em copo d'água.
    Agora, mais engraçado ainda é ver como aqueles que estão em defesa da Profa. e da fala e escrita dita "populares", se utilizam da norma culta para escrever seus artigos, teses, comentários, etc.

    Jair de Souza

    24 de maio de 2011 às 00h15

    É exatamente isso. Os que defendemos todos esses pontos sabemos que as variedades devem ser usadas em adequação a cada situação concreta. Por exemplo, quando escrevemos para um portal na Internet que vai ser lido por pessoas com boa formação em norma culta, é mais que adequado que usemos a norma culta para tal fim. Via de regra, aqueles que defendem a visão de que a língua é um instrumento vivo, em constante transformação, sem certos ou errados definitivos, costumam ser bastante bons no domínio da tal norma culta, o que lhes dá muito mais autoridade para defender suas posições. Não se trata de ignorantes que defendem a existência de outras variedades linguísticas apenas porque não têm capacidade para dominar a norma culta. Já, no caso dos defensores implacáveis do normacultismo absoluto, o fenômeno parece se dar às avessas.

    Camila

    25 de maio de 2011 às 22h38

    nossa, mais impressionante ainda é saber que uma pessoa leu o artigo inteiro e ainda faz um comentário desse, de quem não entendeu nada.

Jair

23 de maio de 2011 às 12h43

OK.

Então daqui para frente no Brasil 2+2=5

Não tem mais esse negócio de certo ou errado mesmo…

Enquanto China, Coreia do Sul, Singapura etc investem pesado em educação tradicional e vão colhendo seus frutos, no Brasil ela vai sendo sistematicamente destruída e substituída pela burrice, através da desvalorização dos professores, escolas sucateadas e falta de respeito dos alunos, bagunça generalizada. A Escola no Brasil virou um local obscuro, em todos os sentidos.

Mas o Brasil é o país do futuro…

rs

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Beto

23 de maio de 2011 às 12h07

Quando a professora reclama, com razão, dos comentários dos leigos, entre eles jornalistas, certamente inclui entre eles o Garcia, …Alexandre Garcia, que descobriu no livro uma possibilidade de ruptura da unidade nacional, já que a linha é um dos fatores desta unidade. E isto sem ao menos enrubescer, um pouco que fosse. O problema, como já disse o professor Nicolelis, é que no Brasil até comentrista esportivo discute educação. Pior ainda é que tem quem reproduza como verdades os preconceitos disseminados por esta gente.

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josaphat

23 de maio de 2011 às 11h19

Excelente artigo da professora. Precisamos, sim, de um amplo e democrático debate sobre o ensino nesse país.

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Professor Zenir Reis invoca Caymmi: “O pescador tem dois amor” | Viomundo - O que você não vê na mídia

23 de maio de 2011 às 11h04

[…] Leia aqui o texto de Daniela Jakubaszko sobre o “certo” e o “errado”   […]

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Junio

23 de maio de 2011 às 10h11

Como seria bom se Paulo Freire estivesse conosco
Seu metodo baseava se em :

1-Trazer para a sala de aula o mundo(inclusive girias) fomentando assim o interesse do aluno

2-problematizacao (sobre uma giria por exemplo)

3-com o aluno interessadissimo por se tratar de um tema associado a sua vida pratica o professor o instrui sobre o mesmo

Saudades

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mariazinha

23 de maio de 2011 às 10h10

Esse lindo livro: Por uma vida melhor, da coleção Viver, no mínimo, já conseguiu promover o mais lindo e produtivo debate que já presenciei na Internet sobre a Escola. É incrível mas a Era LULA continua dando frutos sadios! Sem hipocrisia a sociedade brasileira debate com sabedoria sobre temas importantes e não se deixa enredar nas intrigas da mídia alienígena. Vamos conseguir, gente, mudar a NAÇÃO BRASILEIRA para melhor e mais justa, apesar dos maquiavélicos.

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FrancoAtirador

23 de maio de 2011 às 01h08

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A palavra 'escola' tem sua origem mais próxima no latim clássico 'schola', que por sua vez originou-se do grego 'skhole', que significava 'lazer' (literalmente: 'lugar do ócio digno').

Se para os gregos que viveram séculos antes de Cristo, busca de conhecimento era lazer, parece uma ironia do destino que muitas escolas hoje representem um verdadeiro tormento a alunos e professores.

Aliás, o termo 'pedagogia' é também de origem grega e deriva da palavra 'paidagogos', nome dado aos escravos que conduziam as crianças à escola.

http://www.sk.com.br/sk-hist.html

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    josaphat

    23 de maio de 2011 às 11h18

    Era prazer porque usufruto de poucos, da elite livre que podia exercer o ócio. Nem todos têm amor ao conhecimento. Escola em muitos aspectos é ruim porque reproduz a divisão de classes. A criança que cresce em um ambiente familiar onde os pais dominam o conhecimento acumulado pela cultura não vão sofrer tanto – ou poderão mesmo experimentar o prazer – quanto aquelas oriundas das camadas pobres da população que não fazem ideia sequer que o tempo existe, quanto mais sobre o saber acumulado pela humanidade. A escola reproduz a transferência de conhecimento desenvolvida ainda no século dezoito quando da inserção das camadas pequeno-burguesas nas salas de aula. E hoje ainda tem o proletariado. A escola é um tormenta para uns em parte por causa disso, em parte por causa de professores ruins (como não poderia ser de outro modo dadas as condições) e em parte porque Narciso acha feio o que não é espelho.

    FrancoAtirador

    23 de maio de 2011 às 13h58

    .
    .
    O fato é que, na atualidade, a metodologia de ensino, no sistema educacional brasileiro, está ultrapassada, porque não acompanhou as inovações tecnológicas que proporcionaram mudanças radicais, culturais e comportamentais, na assimilação e troca de informações, portanto de conhecimento.

    A maioria das escolas públicas e privadas continuam serrando as cabeças das crianças e dos jovens, enchendo-as de papel almaço.
    .
    .

    josaphat

    23 de maio de 2011 às 23h33

    Sim, mas onde o ensino funciona? Onde não é algo anacrônico?

    FrancoAtirador

    24 de maio de 2011 às 16h35

    .
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    O ensino só funciona

    onde o professor sente prazer em ensinar

    e onde o aluno sente prazer em aprender.
    .
    .

Fabio_Passos

22 de maio de 2011 às 23h37

Lá no Nassif a guerrilha anti-obscurantismo também continua…

"Foi há muito tempo…
A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
Vinha da boca do povo na língua errada do povo
Língua certa do povo
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil
Ao passo que nós
O que fazemos
É macaquear
A sintaxe lusíada"…

Evocação do Recife – Manuel Bandeira

"O português do Brasil
Enviado por luisnassif, dom, 22/05/2011 – 21:56
Por Cafu" http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-portug

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