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Contra a destruição do Brasil por Bolsonaro e de MG, por Zema, trabalhadores da educação param; vídeo e fotos
Fotos: Studium Eficaz/Sind-UTE/MG
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Contra a destruição do Brasil por Bolsonaro e de MG, por Zema, trabalhadores da educação param; vídeo e fotos


21/09/2019 - 00h08

A deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT) discursa no ato dessa quinta-feira, 20/09, em BH

20 de setembro – Sind-UTE/MG em luta no Ato Contra a Destruição do Brasil e de Minas Gerais

Sind-UTE/MG

Na manhã desta sexta-feira, 20/09, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) paralisou totalmente as atividades e participou do Ato Contra a Destruição do Brasil e de Minas Gerais, na Praça Afonso Arinos, em Belo Horizonte.

A pauta: campanha salarial de 2019, defesa da Amazônia e da soberania nacional, contra a Reforma da Previdência e o Regime de Recuperação Fiscal e denúncia da política nefasta dos governos Bolsonaro e Zema.

A categoria também reivindicou do governador o cumprimento da legislação estadual do Piso Salarial .

“Nossa manifestação demonstra que não aceitaremos o contingenciamento de recursos, não compactuamos com a política de fusão de turmas e lutamos para que estudantes tenham um ensino de qualidade social e a categoria tenha um ambiente de trabalho e remuneração dignos”, destacou a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Denise Romano.

“Senador, se votar, não volta! Não à reforma da Previdência!

Com essas palavras de ordem, manifestantes pararam em frente ao prédio onde o senador Carlos Viana (PSD) tem escritório.

Foi cobrado um voto contrário à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 06/2019, que será votada no Senado Federal nos próximos dias.

“Os senadores eleitos por Minas, se ainda não entenderam, devem compreender que a função no Senado é representar os interesses da classe trabalhadora. Acabar com a possibilidade de uma aposentadoria digna só vai impor uma miséria social ao povo”, chamou-os à responsabilidade Denise Romano.

“O que fizemos hoje é uma resposta à falta de diálogo do governo Bolsonaro com todo o país. Reforço que estaremos sempre atentos e atentas para que a cobrança seja feita e a responsabilização também. Não à Reforma da Previdência!”, disse  Jairo Nogueira,  secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG).

Ele lembrou que o senador Rodrigo Pacheco (DEM) também deve exercer uma representação legítima do povo e será cobrado.

Cemig não é loja – Contra a política privatista de Zema

A luta contra o Regime de Recuperação Fiscal e a política privatista de Romeu Zema estiveram presentes nas vozes do ato.

Uma das propostas do governador é a venda da Cemig, empresa pública de grande importância social na prestação de serviço à população mineira.

O coordenador-geral do Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais (Sindieletro/MG), Jefferson Silva,  mostrou como a empresa vem sendo sucateada:

“A Cemig, desde 2017, sofre um processo intenso de desmonte com a venda de usinas. Isso produz reflexos negativos no faturamento e, principalmente, no preço final da conta de luz que cada cidadão e cidadã pagam. A perspectiva é diminuir o Estado na vida das pessoas. Mas o autoritarismo político e econômico será derrubado pela força da classe trabalhadora”.

Piso Salarial é um direito legal

“Zema, cumpra o que está na Constituição do Estado! Pague o Piso Salarial”.

Em coro, estudantes, profissionais de vários setores do funcionalismo e comunidade escolar questionaram o governo sobre os baixos salários na educação.

A direção do Sind-UTE/MG relembrou que a categoria, desde 2008, luta pelo pagamento do Piso Salarial Profissional e que, a partir de 2018, é direito assegurado pela Constituição Estadual:

“Zema segue sem apresentar propostas concretas à nossa pauta de reivindicações e o ato de hoje é uma demonstração que estaremos na luta pelo tempo que for necessário. No próximo dia 25 de setembro faremos uma reunião com a Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG) e cobraremos uma postura dialógica e comprometida com o fortalecimento da educação pública.”

“Trabalhador na rua, Romeu Zema a culpa é sua!”

Com esses dizeres também repudiaram a política de fusão de turmas na rede pública de ensino, que fechou 225 salas de aula, provocou a demissão de educadores, superlotação e precarização do ensino-aprendizagem.

Paulo Freire presente!

A deputada Beatriz Cerqueira (PT) reforçou a importância de um dos maiores pensadores e Patrono da Educação Brasileira:

“No último dia 19 de setembro, Paulo Freire completaria 98 anos. Em tempos de obscurantismo, lembrar desse mestre é legitimar que a educação crítica é uma força libertária para o povo brasileiro. Nunca abaixaremos a cabeça diante da tentativa de criminalizar a nossa profissão. Respeitem-nos!”

Rafael Morais, presidente da Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas da Grande Belo Horizonte,  chamou a atenção para um projeto que está em tramitação na Câmara Municipal:

“É urgente estarmos atentos e atentas, porque BH pode aprovar o projeto Escola Sem Partido. Uma verdadeira afronta e violência contra a liberdade de pensamento e a política pedagógica nas escolas. Resistiremos”.

Artur Colito, represente do Levante Popular da Juventude,  falou sobre a importância de unificar luta em defesa da Educação:

“Precisamos defender a educação amplamente na institucionalidade e nas ruas. É nessa perspectiva que também faremos a disputa dos recursos que foram exonerados pela aplicação da Lei Kandir e destiná-los para o fortalecimento do ensino público”.

“Vamos resistir em todos os espaços, seja nas ruas ou nas igrejas. A luta pela educação é a luta pela democracia”, disse a missionária e coordenadora do Núcleo de Evangélicos do Partido dos Trabalhadores (PT), Elizabeth de Almeida Silva.

Finalizando o ato, com bandeiras, cartazes e força de luta, todos e todas gritaram: “Quem luta, educa! E conquista!”

A paralisação foi convocada pelo Sind-UTE/MG, em consonância com o dia nacional de manifestação chamado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Central Única dos Trabalhadores (CUT), demais centrais sindicais e movimentos sociais.

Fotos: Studium Eficaz/Sind-UTE/MG

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3 comentários

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Zé Maria

21 de setembro de 2019 às 18h55

Os dias passam, os meses passam, os anos passam, as décadas passam,
e cada vez aumenta mais o número de pretos e pardos,
obviamente pobres, trabalhadores adultos e crianças, assassinados por ‘balas perdidas’ da Polícia Militar.

E o pior é que parte dessa população, vítima dos tiros,
continua votando nos exterminadores de gente pobre.

Quando é que veremos a TV Globo fazer uma campanha
pela Extinção da Polícia Militar no País?
Será que não vemos, porque a maioria dos telespectadores
da Globo são brancos de classe média alta, pequeno burguesa?

https://twitter.com/VIOMUNDO/status/1175513279894081536
https://twitter.com/VIOMUNDO/status/1175510327942942720

Responder

Zé Maria

21 de setembro de 2019 às 18h37

https://twitter.com/vozdacomunidade/status/1175338499698036737

A Globo ainda não descobriu de onde partiu o tiro que alvejou
pelas costas uma Menina Negra de 8 Anos na Favela Fazendinha,
no Morro do Alemão, na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro.

Sabe apenas que o Tiro partiu de um Fuzil, que o projétil era de
uso exclusivo das Forças de Repressão do Estado e que naquele
momento a Polícia Militar estava atirando em um motoqueiro,
quando passava a Kombi que transportava a criança com outros
passageiros dentro da Comunidade …

E assim prossegue a Política de Extermínio
de Pobres – e, portanto, de Pretos – do
Jair Bolsonaro e de seus Governadores
Comparsas no Genocídio Étnico-Racial
sob as vistas grossas da Mídia Fascista.

https://twitter.com/monicabergamo/status/1175486276956557314
https://twitter.com/edugoldenberg/status/1175381170273574912
https://twitter.com/VIOMUNDO/status/1175513279894081536
https://twitter.com/VIOMUNDO/status/1175510327942942720
https://twitter.com/VIOMUNDO/status/1175506201003614213

https://www.sul21.com.br/ultimas-noticias/geral/2019/09/ate-quando-agatha-felix-8-anos-morre-baleada-pela-pm-no-rio/

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Zé Maria

21 de setembro de 2019 às 17h01

https://pbs.twimg.com/media/EExnnWlXUAUZZoA.jpg
Não é só o Zema em MG.
A Milícia Destruidora do Bolsonaro se estende
do Centro-Oeste ao Sul, passando pelo Sudeste:
É o Caiado em GO, o Dória em SP, o Witzel no RJ,
o Ratinho no PR, o PM Moisés em SC e o Leite no RS.
https://pbs.twimg.com/card_img/1175119620258312195/k-g_fStK?format=jpg&name=600×314

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