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China rebate pressão de americanos sobre o Brasil e diz que EUA têm histórico de “jogo sujo”
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China rebate pressão de americanos sobre o Brasil e diz que EUA têm histórico de “jogo sujo”


21/10/2020 - 14h23

Pronunciamento do porta-voz da Embaixada da China no Brasil sobre as declarações contra a China feitas por políticos americanos

Da Embaixada da China em Brasília

Pergunta: Ontem, o Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo alegou no evento “2020 US-Brazil Connect Summit” que a parceria econômica e comercial com a China constitui uma ameaça ao Brasil e o país precisa reduzir a dependência de importações da China para sua própria segurança. Além disso, o Conselheiro do presidente americano para Assuntos de Segurança Nacional, Robert O’Brien, durante a sua visita ao Brasil, atacou a segurança de 5G da Huawei por considerá-la uma ameaça à segurança nacional do Brasil. Quais são os comentários da Embaixada?

Resposta: No evento “2020 US-Brazil Connect Summit” e durante a visita ao Brasil, o Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, e o Conselheiro do presidente americano para Assuntos de Segurança Nacional, Robert O’Brien, espalharam com má fé mentiras políticas contra a China, fabricaram a chamada “ameaça chinesa” e atacaram a tecnologia de 5G da China.

Esses políticos americanos, no seu número pequeno, consideram abertamente “mentir, trapacear, roubar ” como a “glória” dos Estados Unidos, e se tornaram em criadores de problemas que ferem a ordem internacional e ameaçam as regras internacionais.

Ao ignorar os fatos básicos e produzir comentários baseados na mentalidade de guerra fria e jogo de soma zero, eles têm como objetivo real servir a certos interesses políticos, tirar proveito político dos ataques que difamam a China, atrapalham a cooperação internacional e instam a confrontação.

A China se opõe fortemente a isso.

Reiteramos que a China busca construir um novo modelo de relações internacionais centradas na cooperação de benefícios compartilhados e jamais interferiu nos assuntos internos e políticas externas de outros países.

A China desenvolve sempre parcerias com os outros países, incluindo o Brasil, com base em respeito mútuo, igualdade, benefício recíproco, abertura e transparência.

O objetivo dessas parcerias é promover o progresso comum, em vez de visar ou excluir terceiros.

Desde o surto da COVID-19, a China e o Brasil têm mantido cooperações no combate à pandemia e o lado chinês tem prestado apoio ao Brasil através de doação de materiais, compartilhamento de experiências no diagnóstico e tratamento, além de parcerias estreitas no desenvolvimento de vacinas, etc.

Enquanto isso, os EUA vêm agindo contra o espírito humanitário básico e até retiveram materiais médicos urgentes, inclusive respiradores, que foram enviados da China ao Brasil, numa tentativa maléfica de atrapalhar a cooperação normal entre a China e o Brasil.

Recentemente, um pequeno número de políticos americanos, desprezando os fatos e forjando uma série de mentiras, vem lançando ataques difamatórios contra o 5G da Huawei.

Tem utilizado o poder de estado para impedir as operações legítimas das empresas chinesas de alta tecnologia, abusando no pretexto de segurança nacional.

Além disso, tem obrigado os outros países a adotar políticas discriminatórias e excludentes que miram empresas chinesas como a Huawei.

É uma prática hegemônica flagrante que revela a sua hipocrisia em defender a chamada equidade e liberdade, e é um típico padrão duplo que viola tanto os princípios de economia de mercado quanto as regras de abertura, transparência e não discriminação que regem a OMC.

A comunidade internacional não vai se esquecer do histórico sujo dos EUA na segurança cibernética, que tinham conduzido operações de espionagem massiva, organizada e indiscriminatória contra os governos, empresas e indivíduos, entre eles os líderes dos países como o Brasil e das organizações internacionais.

Tais ações dos EUA, que prejudicam a privacidade e segurança de outrem, são as verdadeiras ameaças à segurança cibernética do mundo.

A comunidade internacional deve ficar alerta com a malevolência dos EUA de sacrificar o desenvolvimento dos outros países para buscar a superioridade dos seus próprios interesses, conter o crescimento dos países de mercados emergentes como a China e provocar intencionalmente fissuras entre a China e seus amigos.

Sendo parceiros estratégicos globais e membros do G20 e do BRICS, a China e o Brasil compartilham amplos interesses comuns nos temas internacionais e regionais.

A China tem sido o maior parceiro comercial do Brasil por 11 anos seguidos. É a maior fonte de superávit comercial e um dos principais investidores do Brasil.

Os fatos mostram que a cooperação China-Brasil possui alta complementaridade e reciprocidade, e portanto, salvaguardar e desenvolver firmemente as relações bilaterais condizem com os interesses fundamentais e de longo prazo dos dois países e povos.

Temos a certeza de que as nossas relações não serão desviadas do trilho de desenvolvimento saudável e estável por qualquer interferência externa.

O lado chinês está disposto a trabalhar junto com os diversos setores do Brasil para aumentar a confiança mútua, superar as diversas ingerências, expandir a nossa parceria tanto nas áreas tradicionais como nas emergentes, incluindo o 5G, além de continuar promovendo o desenvolvimento contínuo e aprofundado das relações sino-brasileiras, beneficiando ainda mais os nossos povos.



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1 comentário

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marcio gaúcho

21 de outubro de 2020 às 15h02

A grande questão com a segurança do Brasil, olhando pelo viés geopolítico, é que esse governo é militarista conservador. Os militares são os maiores incentivadores dessa paranoia anticomunista, aninhando-se sob as asas da águia americana, acreditando que sob a sua guarda estaremos protegidos de agressões econômicas, tecnológicas ou bélicas. Tontos, não percebem que a China, de comunista só tem o nome. São investidores com estratégias de longo prazo. Também, os americanos estão com medo da ocupação chinesa dos países via investimentos em setores de infraestrutura de produção e insumos, como industriais, agrícolas, pecuários, energia, telecomunicações e serviços. Nunca se ouviu falar sobre interferências na área política. Quando o Brasil mais precisou de investimentos, foram os chineses que aportaram bilhões de dólares na economia produtiva, ao passo que os capitais americanos somente aqui passeiam pelas bolsas de valores, especulando com a nossa moeda, o que sabem fazer muito bem. Quem muito se agacha, acaba oferecendo o seu traseiro ao seu algoz.

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