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Chico Otávio lança livro-bomba sobre Eduardo Cunha, suspeito de chegar ao poder com dinheiro de Joesley para derrubar Dilma
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Chico Otávio lança livro-bomba sobre Eduardo Cunha, suspeito de chegar ao poder com dinheiro de Joesley para derrubar Dilma


19/11/2019 - 16h31

Da Redação

Dois dos melhores repórteres brasileiros lançam esta noite em São Paulo, pela Editora Record, o livro Deus tenha misericórdia dessa nação, uma biografia não autorizada de Eduardo Cunha.

O título do livro reproduz a frase dita pelo então presidente da Câmara ao votar pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff, que Cunha tramou e conduziu com sua base política no Congresso — no que se convencionou chamar de golpe de 2016.

O livro é lançado no momento em que o relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, mandou abrir inquérito para apurar se Cunha usou R$ 30 milhões de Joesley Batista, do grupo J&F, para comprar o apoio político que o levou ao cargo.

A apuração ficou parada durante mais de um ano por inação da ex-procuradora geral Raquel Dodge, alçada ao cargo pelo ex-presidente Michel Temer, beneficiário do golpe.

O inquérito poderá deixar claro, pela primeira vez, a quem interessava mais diretamente derrubar Dilma Rousseff: Joesley foi gravado fazendo acertos com Aécio Neves.

Segundo delação de Ricardo Saud, subordinado a Joesley, os R$ 30 milhões foram distribuídos a deputados federais para garantir a eleição de Eduardo Cunha à presidência da Câmara.

Como repórter de O Globo, Chico Otávio também está envolvido na investigação jornalística do assassinato da vereadora Marielle Franco, outra frente com potencial explosivo da política do Rio de Janeiro com repercussões nacionais.

Abaixo, o press release da Editoria Record para o lançamento do livro:

Chico Otávio e Aloy Jupiara lançam biografia não autorizada de Eduardo Cunha

Em mais um impactante livro-reportagem, os jornalistas Chico Otávio e Aloy Jupiara lançam, pela Ed. Record, “Deus tenha misericórdia dessa nação”, a biografia não autorizada de Eduardo Cunha, personagem fundamental para entendermos por que mergulhamos em tão profunda depressão política.

O livro traz um volume impressionante de informações, muitas inéditas, obtidas por meio de apurações e investigações meticulosas. Lançamento dia 19/11, na Livraria da Vila Fradique, em São Paulo.

Aloy Jupiara e Chico Otávio são dois grandes nomes do jornalismo brasileiro.

Suas reportagens e obras literárias prestam importante serviço à sociedade ao trazerem à luz revelações sobre figuras políticas e acontecimentos históricos que ajudam a compreender o cenário político brasileiro e os caminhos pelos quais seguiu o país.

Não é diferente com o lançamento de tão importante livro: “Deus tenha misericórdia dessa nação – A biografia não autorizada de Eduardo Cunha”.

O título, frase de encerramento de seu voto pelo impeachment da presidente Dilma Roussef, reflete o apelo que o leitor certamente fará ao ter contato com as informações exclusivas, algumas inéditas, relatadas nas páginas deste livro. 

É certo que, além de ser uma grande biografia de um personagem icônico da política brasileira recente, o livro, ao ser publicado, torna-se, imediatamente, documento histórico.

Os jornalistas Aloy Jupiara e Chico Otávio preencheram uma lacuna fundamental para a compreensão do país nos últimos vinte anos: por que mergulhamos em tão profunda depressão política?

Para revelar a história de Eduardo Cunha, fizeram dezenas de entrevistas, mergulharam em documentos e processos, aprofundaram-se na leitura de livros, estudos e reportagens e tiveram acesso a informações exclusivas.

Com o retrato que entregam neste impactante livro-reportagem, fornecem detalhes da ascensão e da queda do ex-presidente da Câmara – elementos fundamentais para a compreensão de uma época em que o jogo político caiu em um profundo poço de transações, corrupção e traições que vieram à tona de maneira dramática no cenário político brasileiro.  

O livro é uma aula de jornalismo: texto fluente, leve, gostoso de singrar.

Volume impressionante de informações, inclusive (muitas) inéditas, consequência de uma apuração e investigação meticulosa – tudo costurado num ritmo generoso à apreensão de quem lê.

Narrativa que remonta à estrutura de um roteiro para o cinema, com aquela técnica destinada a nos prender, sem que queiramos soltar. E que apresenta um personagem complexo, de decifração desafiadora.

Cunha, cuja trajetória pública dá corpo e caráter à história de impunidade no Brasil tanto quanto ao marco – a Lava jato – que pretendeu rompê-la. 

Sobre os autores

Aloy Jupiara é jornalista, formado na Escola de Comunicação (ECO) da UFRJ. De 1987 a 2000, trabalhou como repórter, coordenador e subeditor de Rio e Nacional/Política do jornal O Globo. Entre 2001 e 2004, foi editor do site do jornal. Em 2009, liderou a equipe que criou o site do jornal Extra. É gestor de projetos digitais para mídia.

Chico Otavio é repórter do jornal O Globo e professor de jornalismo na PUC-Rio. Iniciou a carreira em 1985, no Última Hora, passou pela sucursal do Rio do Grupo Estado, produzindo reportagens para O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde e Agência Estado, e, em 1997, transferiu-se para O Globo, cobrindo Política. Ganhou sete vezes o Prêmio Esso.

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2 comentários

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Zé Maria

20 de novembro de 2019 às 11h23

Antes da jornalista Miriam Leitão ficar cobrando autocrítica do PT
na economia, é preciso ela fazer a leitura correta dos dados
e admitir que, quem pegou o governo prometendo o céu,
4 anos depois oferece uma economia em que situação do povo
está cada vez pior.
https://twitter.com/gleisi/status/1196140673596088327
Siga o fio👇

1 – A queda da receita em função da crise
foi muito mais intensa que o aumento da despesa.
Nos quase 13 anos de governo do PT,
só houve déficit primário em 2014 e 2015.
É a redução de receita que explica
majoritariamente o déficit,
e não aumento de despesa.
https://twitter.com/gleisi/status/1196140676511150086

2 – Boicote de Cunha, Aécio e golpistas a Dilma foi real:
Medidas de ajuste pelo lado da receita, taxando o andar de cima,
foram rejeitadas ou tiveram seu impacto reduzido.
P. ex: direita não aceitou meu relatório que aumentava
imposto sobre os bancos de forma permanente.
https://twitter.com/gleisi/status/1196140679623303169

3 – Aumento da dívida em 2015 não teve como principal causa
a queda do primário e a emissão líquida de dívida, mas os juros,
fortemente impactados pela desvalorização cambial,
com efeito sobre swaps.
https://twitter.com/gleisi/status/1196140682949332992

4 – PT tirou milhões da pobreza,
chegou ao pleno emprego
e deixou altas reservas.
O resto é querer forçar barra
para mais antipetismo e
abrir flanco para ultraliberalismo.
https://twitter.com/gleisi/status/1196140685835018245

5 – Impor congelamento dos gastos e
dos mínimos para saúde e educação,
fazer a mais cruel reforma da Previdência,
vender o patrimônio público,
taxar o trabalhador desempregado,
isso o PT NÃO fez.
https://twitter.com/gleisi/status/1196140689370861569

Parabens Gleisi:
precisamos responder às distorções.
Eu estou processando um caluniador de 30 anos que se pretende teólogo
e “melhor jornalista em atividade no Brasil”sem ter carteira.
Quando ele nasceu eu já fazia teologia há a 36 anos.Arrogante e histrião.
https://twitter.com/LeonardoBoff/status/1196227887331971072

Responder

Zé Maria

19 de novembro de 2019 às 17h41

Diziam o Jucá e o Machado:

“Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel …
É um acordo, botar o Michel,
Num Grande Acordo Nacional”
[Com Cunha, Com Joesley, Com Aécio]
“Com Supremo, Com Tudo” …
“Tem que ter um impeachment”
“Tem que ter impeachment. É a única saída” …

https://brasil.elpais.com/brasil/2016/05/24/politica/1464058275_603687.html

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