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Chamado de “picareta” na CPI, PM de Minas foi recebido no ministério depois de se encontrar com Dias
Roberto Ferreira Dias, ex-diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde. Foto: Anderson Riedel/PR
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Chamado de “picareta” na CPI, PM de Minas foi recebido no ministério depois de se encontrar com Dias


07/07/2021 - 13h08

Da Redação

O ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias, se referiu hoje ao PM da ativa de Minas Gerais, cabo Dominghetti, como “picareta”, mas depois de se encontrar com ele — teria sido casual — num restaurante de um shopping de Brasília, o PM foi recebido no Ministério da Saúde.

No encontro do restaurante, Dominghetti diz que Dias pediu a ele uma propina de 1 dólar por dose de vacina.

Considerando mensagens apreendidas no celular dele, o PM ficaria com 25 centavos de dólar de comissão para dividir com seu grupo, ou U$ 100 milhões.

A declaração de Dias na CPI teve repercussão imediata.

A jornalista Carolina Morand brincou: “Se o pessoal da Pfizer soubesse que era tão fácil, tinha dado uma incerta no shopping também”.

De acordo com a coluna Radar, da revista Veja, depois de ser demitido do Ministério, Dias “despachou as provas que tem [contra o governo] para um local seguro num conhecido paraíso turístico da Europa”.





2 comentários

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Zé Maria

07 de julho de 2021 às 16h15

Os Depoimentos são um Espetáculo de Mitomania!
Como mente essa gente do (des)Governo Bolsonaro!

Responder

Francisco de Assis

07 de julho de 2021 às 15h02

Se, por norma interna, tudo sobre aquisição de vacinas estava centralizado no coronel Élcio, então se aparece alguém ofertando vacinas para um subordinado do coronel, este deveria, por dever de ofício, direcionar o ofertante para o coronel seu chefe, e não marcar reunião para receber a proposta, como fez o Roberto Ferreira Dias.

Pior ainda, além de receber ele próprio a proposta, descumprindo a norma, atravessou mais ainda o coronel ao exigir documentos do ofertante para dar andamento, arvorando-se na função de fazer triagem de ofertas para o coronel e sem avisá-lo de nada. O coronel lhe delegou esta função de fazer triagem? Obviamente que não.

O próprio Roberto diz que tomou a iniciativa destas ações, o que – como se estivesse se vacinando contra este questionamento – é uma confissão evidente de que fez merda, confirmando a suspeita de que não deu andamento porque a proposta de propina que fez não foi incluída no preço da proposta ofertada e não porque faltou um documento.

E nenhum senador chega no ponto, PQP.

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